quarta-feira, junho 30, 2010

Pinho Brasil faz show no Centro de Referência da Música Carioca sexta dia 02 de julho


Clique acima no flyer virtual para ver as informações


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Entrei na produção cultural pela porta da música. Por mais que eu goste de todas as linguagens, a música conduz a minha vida. É muito difícil eu estar longe da música. Quando vim para o RJ, pensei que ia ficar longe da música, por ter ingressado no Nós do Morro, que é um grupo de teatro e de cinema. Ledo engano. Neste período fiz a produção executiva de dois musicais ("Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4"), fui a São Paulo acompanhar a gravação do show da Pata de Elefante no Itaú Cultural para os Cds e DVDs do programa Rumos Música e acompanhei alguns shows do grupo de percussão "Meninas do Nós".

Na próxima sexta vou trabalhar com o músico Fábio Neves na produção do novo show do Pinho Brasil, lá no



Centro de Referência da Música Carioca, espaço cultural dedicado à memória, criação, pesquisa e ensino da rica diversidade musical do Rio de Janeiro, no bairro Tijuca

Apareçam lá. É uma oportunidade de conhecer novos artistas, um novo formato de música instrumental e da gente se conhecer também. Muita coisa no mundo da produção cultural acontece após convites como esse.


Serviço

O que: Show Pinho Brasil - Madeira de Lei

Sinopse: Pinho Brasil é formado pelos músicos Fábio Neves (violão 8 cordas/viola caipira) e Márcio Valongo (bateria) e tem seu trabalho caracterizado por uma nova proposta musical, com a intenção de aproximar o público da harmonia e dos diferentes ritmos que caracterizam a cultura brasileira.

Quando: 2 de julho, sexta-feira

Horário: 19h

Local: Centro de Referência da Música Carioca
Espaço cultural dedicado à memória, criação, pesquisa e ensino da rica diversidade musical da cidade do Rio de Janeiro.
Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Ingresso : R$ 10,00


Escute a música Mulher Rendeira, de autoria de Zé do Norte e arranjo do violonista Marco Pereira, sendo executada pelo Pinho Brasil no programa Música e Músicos do Brasil, na rádio MEC, disponível para download gratuito no Banco de Cultura do site Overmundo.

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Leia outros conteúdos do Produtor Cultural Independente publicados em junho



Pinho Brasil faz show no Centro de Referência da Música Carioca sexta dia 02 de julho


Conheça o processo criativo dos artistas, diretores artísticos, curadores ou produtores culturais com quem está trabalhando


Conheça os bastidores da produção do musical Hairspray


Ponto Cine (RJ) seleciona Estagiários de Produção Cultural e Produtores Culturais



Suely Mesquita e Eugênio Dale: artistas que avaliam sua ação cultural


Nasce José Saramago no imaginário de muitos produtores e gestores culturais

"O músico deve assumir a gestão do seu trabalho"

Amplie o seu olhar e conheça a arte e a cultura de Angola

Aprenda a captar recursos também através de editais

Leia a matéria "Fim de Papo?" publicada na revista Vida Simples

Leonardo Brant instiga os agentes culturais a pensarem sobre o "Poder da Cultura"

Meu trabalho: prazer em conhecê-lo

domingo, junho 27, 2010

Conheça o processo criativo dos artistas, diretores artísticos, curadores ou produtores culturais com quem está trabalhando


Imagem do site Overmundo


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Para se pensar a estratégia de uma ação cultural, é preciso conhecer o processo criativo do artista com quem pretendemos trabalhar.

Este processo criativo não segue um padrão. Cada artista possui seu processo criativo.

Na reportagem "Arnaldo Antunes - entrevista sobre o CD Qualquer", realizada por Vítor Lopes e publicada no jornal A Gazeta, em março de 2007, Arnaldo Antunes fala de seu processo criativo.

Veja um pequeno trecho:


Como nasce uma obra sua? Como decide se uma idéia vira música poesia, arte digital...?


Existe esse território da palavra que tudo que eu produzo envolve o trabalho com palavra, seja ela com o código musical pra virar uma canção, seja ela com algum aspecto visual que transforme aquilo num vídeo, num cartaz, enfim, num poema visual. Eu acho que a palavra é como um porto seguro de onde me aventuro para outras linguagens. O trânsito entre essas linguagens acaba sendo fluente pela própria presença da palavra poética em tudo que faço. Mas geralmente ao fazer, no processo de feitura, eu já sei o estilo que aquilo vai ter, se é pra ser cantado ou se é uma página. Quando é uma idéia visual muitas vezes já vem. Isso não quer dizer que seja sempre assim. Muitas coisas que fiz originalmente como texto foram musicadas mais tarde por mim mesmo ou por outras pessoas e acabaram virando canções. Ou às vezes faço uma canção e descubro um jogo visual ou uma forma gráfica que ressalte outro aspecto daquela letra e aquilo acaba virando um poema visual. Mas de uma maneira geral, as coisas já vêm um pouco encaminhadas, eu já prevejo se é pra ser cantado, lido, algo que passe com movimento, com cor.

[fim da pergunta]

Você conhece o processo criativo das pessoas com quem está trabalhando?

sexta-feira, junho 25, 2010

Conheça os bastidores da produção do musical Hairspray


Hairspray Brasil/divulgação


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Percebo uma oportunidade muito grande para quem deseja trabalhar como produtor ou na formação de novos produtores: o crescimento de conteúdos disponíveis de forma livre que podem ser utilizados para educação para a produção cultural.

Dia 14 de junho o Jornal Hoje da Rede Globo exibiu a primeira reportagem da série "bastidores musicais", que tem como proposta apresentar o processo de produção que rola nos palcos das grandes peças de teatro. Neste dia foi apresentada a produção do espetáculo Hairspray.

Pesquisei na rede e achei a reportagem na íntegra.



Veja o grau de organização que uma produção executiva de teatro deve ter para que se consiga viabilizar um grande musical.

quarta-feira, junho 23, 2010

Ponto Cine (RJ) seleciona Estagiários de Produção Cultural e Produtores Culturais


Vídeo com depoimentos sobre os 4 anos de realizações do espaço cultural Ponto Cine


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


A era do produtor cultural sem formação está com os dias contados.

Se você mora no RJ e está buscando uma oportunidade de aprender e conhecer mais sobre a prática da produção cultural em espaços culturais, ou sobre exibição de filmes, participe deste processo seletivo.



Clique na imagem para ler o anúncio

Para quem não conhece o Ponto Cine, aí vão os links na rede:

You Tube:http://www.youtube.com/pontocinevideos
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=13477555690607576101
Twitter: http://twitter.com/pontocine
Facebook: http://www.facebook.com/home.php?#!/profile.php?id=100001087713060

segunda-feira, junho 21, 2010

Suely Mesquita e Eugênio Dale: artistas que avaliam sua ação cultural


Cartaz do show Dio & Baco

Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Sábado passado fui convidado para assistir a filmagem do espetáculo Dio&Baco de Suely Mesquita e Eugenio Dale, que rolou no último dia 16 de junho aqui no Rio de Janeiro, no Ecosom Studios. Ambos são artistas muito experientes.


Suely é uma compositora carioca que define sua música como "microdionisíaca". Lançou os Cds "Sexo Puro" e "Microswing". Junto com Pedro Luís é autora da canção "Animal", tema de "Fred", personagem interpretado pelo ator Reynaldo Gianechinni na novela Passione da rede Globo. Tem músicas gravadas por vários artistas: Fernanda Abreu, Moska, Ney Matogrosso com Pedro Luís e a Parede, George Israel, Celso Fonseca, Glauco Lourenço, etc. É parceira de Zélia Duncan, Chico César, Zeca Baleiro.


Eugenio Dale é músico, produtor e arranjador. Como Suely Mesquita, trabalhou também com inúmeros artistas: Baby do Brasil, Ney Matogrosso, Cris Braun, Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeon, Blitz, Fundo de Quintal, Afoxé Filhos de Ghandi, SadaoWatanabe, Seigen Ono, Arto Lindsay, Evandro Mesquita, Sérgio Mendes, Dulce Quental, Ivan Lins, Sá, Rodrix e Guarabira, etc. Também é compositor. Suas canções já foram gravadas por Patrícia Mello, Luciana Mello, Paula Lima, Ana Carolina e Luiza Possi. Compôs e cantou a trilha de “Sexo, amor & traição”, blockbuster da Globo Filmes lançada pela Universal Music.

A ideia original era falarmos sobre ações de divulgação deste trabalho. Como eu nunca havia assistido o show, utilizamos a tarde para isso. Daí surgiu um novo aprendizado.

Enquanto assistíamos o show, Suely abriu um documento de texto com o repertório do show em seu notebook. Música por música, ia avaliando com Eugênio o que funcionou e o que não funcionou. Mas era uma avaliação objetiva e tinha um método simples. Abaixo de cada música, colocava uma pequena nota: "diminuir o vocal", "diminuir o reverb", "mudar a posição de palco", etc.

Fiquei impressionado com o cuidado com que estes artistas trabalham sua ação cultural. Poderiam muito bem apoiar-se em sua experiência e somente deixar rolar seus shows ao sabor da sua inspiração. Mas preferem ir traçando os mapas de seus próximos caminhos, preferem a cartografia do aprendizado contínuo.

Você já avaliou seus shows?

Saiba mais sobre o trabalho de Suely Mesquita e Eugenio Dale. Assista o show na Sala Baden Powell esta semana.

Serviço:

Dio&Baco
24 de junho, quinta-feira, às 20h
Sala Baden Powell (500 lugares)
Avenida Nossa Senhora de Copacabana 360, Copacabana
Informações: (21) 2548.0421
INGRESSOS: R$ 20,00
(meia e lista amiga a R$ 10,00. Solicitação por email até a véspera: show@suelymesquita.com.br)

http://www.myspace.com/eugeniosuely

sexta-feira, junho 18, 2010

Nasce José Saramago no imaginário de muitos produtores e gestores culturais


José Saramago, obrigado pela sua obra


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Ouvindo comentários sobre a morte de José Saramago, uma fala me incomodou muito. Uma pessoa disse: "temos ótimos escritores no Brasil, mas a imprensa somente dá atenção ao Saramago". Esta é uma visão muito reducionista. Não acho que devemos perder tempo ocupando nossa mente com isso ou brigando para que só os brasileiros estejam na mídia, só os independentes estejam na mídia, só os índios estejam na mídia, só os excluídos estejam na mídia, só quem já está na TV esteja na mídia. Nestas questões de poder, muitas vezes a reclamação do oprimido gera o futuro opressor. A obra




"A Revolução dos Bichos", de George Orwell, mostra muito bem como isso acontece inúmeras vezes em nossa sociedade. Neste momento, a fábula deve estar acontecendo em vários lugares.

Repito as palavras da professora Ivana Bentes: a mídia somos nós. Acho que temos que ter uma sociedade menos intolerante e que entenda que há espaço para a comunicação de todos os produtos e serviços culturais. Chega de pensar em escassez. Vamos começar a perceber que é preciso diferentes olhares sobre o mundo.

Antes de criticarmos um escritor, um músico, um artista plástico ou um produtor de outro país, baseado em mágoa e rancor pela situação da concentração que se encontra a comunicação no Brasil (mas que está mudando), vamos procurar estar mais abertos. A notícia da morte de Saramago não traz somente o significado de uma perda. Para muita gente, que só conhecia o escritor através do recente filme "Ensaio sobre a cegueira", ou para muitas pessoas que não conheciam sua obra, o zunzum causado pela imprensa irá contribuir para que mais gente fique curiosa em conhecer as várias contribuições que este produtor de cultura trouxe para nosso mundo.

Amplie sua formação de produtor cultural independente. Amplie seu imaginário. Assista José Saramago falando sobre democracia, num trecho do filme "Encontros com Milton Santos" de Silvio Tendler.

quinta-feira, junho 17, 2010

"O músico deve assumir a gestão do seu trabalho"


Fábio Neves - Pinho Brasil/Divulgação


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Quem acompanha o meu trabalho, já deve saber que eu presto consultoria para o Pinho Brasil, duo de música instrumental formado no Rio de Janeiro em 2008, pelo violonista Fábio Neves e o percussionista Márcio Valongo. Mas muita gente não sabe que o Pinho Brasil é um grupo artístico que decidiu planejar e gestionar o seu trabalho.

Esta decisão partiu da análise que Fábio Neves fez do contexto em que se insere seu novo trabalho. Após realizar o bacharelado em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especialização em violão, e tendo estudado com conceituados professores como Graça Alan, Márcia Taborda, Bartholomeu Wiese, Wagner Meirelles e Marco Pereira, Fábio avaliou que era necessário conhecer "o outro lado da música". Decidiu fazer a pós-gradução "MBA em Gestão Cultural" da Universidade Cândido Mendes. Concluídos seus estudos, no final de 2009 entrou em contato comigo dizendo que queria trabalhar de uma forma diferente.

Eu já fiz muitas reuniões com músicos. Apesar de todas as mudanças da indústria fonográfica, ainda existem músicos que acreditam que o seu trabalho é só compor e tocar. E há também os xiitas que pensam que qualquer um pode ser produtor e que não precisam de ninguém. Fábio me surpreendeu. Mal começamos a primeira reunião e ele disparou: "o músico deve assumir a gestão do seu trabalho".

Percebendo uma visão madura deste músico sobre os novos contextos do mercado cultural, agendei uma reunião após o carnaval. Quando nos reencontramos, percebi que ele realmente acreditava no que estava falando. Recém tinha retornado de uma bem sucedida série de apresentações na Espanha com o grupo "Violões da UFRJ", coordenado pelo professor Bartholomeu Wiese. Fábio atua neste grupo como músico e produtor executivo.


Grupo Violões da UFRJ/Divulgação


Esta nova forma de pensar a gestão da carreira artística voltada para resultados me despertou a vontade de aprender junto com ele.

Em março começamos a realizar reuniões de planejamento, onde a tônica principal é trabalhar a realização das ações culturais com método e estratégia. Avaliamos pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças. Tudo isso com o objetivo de que Fábio consiga interpretar que cenários são mais favoráveis para as ações do Pinho Brasil e utilize da melhor forma possível os recursos disponíveis.

No meio do caminho, apareceu uma boa oportunidade. Fábio conseguiu uma pauta em um espaço cultural muito bacana do Rio de Janeiro (vejam um músico que "vende" também o seu próprio show) e me convidou para um novo trabalho: assessorar na organização das ações de comunicação.


Centro de Referência da Música Carioca, espaço cultural dedicado à memória, criação, pesquisa e ensino da rica diversidade musical do Rio de Janeiro


Percebam que nas duas situações, tanto para atividades de planejamento, como para comunicação, Fábio não pediu para mim fazer. Fábio me convidou para juntos realizarmos estas atividades.

Tenho certeza que esta postura irá aumentar muito as possibilidades de Fábio avançar em sua carreira artística.

Escute a música Mulher Rendeira, de autoria de Zé do Norte e arranjo do violonista Marco Pereira, sendo executada pelo Pinho Brasil no programa Música e Músicos do Brasil, na rádio MEC, disponível para download gratuito no Banco de Cultura do site Overmundo. Veja como qualidade artística, criatividade, pesquisa, método e estratégia podem caminhar juntos.

Para conhecer mais sobre o trabalho do Pinho Brasil, veja o serviço e se agende:

O que: Show Pinho Brasil - Madeira de Lei

Sinopse: Pinho Brasil é formado pelos músicos Fábio Neves (violão 8 cordas/viola caipira) e Márcio Valongo (bateria) e tem seu trabalho caracterizado por uma nova proposta musical, com a intenção de aproximar o público da harmonia e dos diferentes ritmos que caracterizam a cultura brasileira.

Quando: 2 de julho, sexta-feira

Horário: 19h

Local: Centro de Referência da Música Carioca
Espaço cultural dedicado à memória, criação, pesquisa e ensino da rica diversidade musical da cidade do Rio de Janeiro.
Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Ingresso : R$ 10,00

domingo, junho 13, 2010

Amplie o seu olhar e conheça a arte e a cultura de Angola




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Como diz a gestora cultural Maria Helena Cunha, é muito importante um produtor cultural conhecer o ambiente artístico. Precisamos entender de administração, economia, planejamento, projetos e várias outras disciplinas. Mas não podemos esquecer que respirar arte é fundamental para o desenvolvimento das competências de um produtor independente.

Pensando nisso, aí vai uma boa dica para quem está em Salvador.


Luanda, Suave e Frenética 2

Dentro das atividades que precedem a II Trienal de Luanda, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) recebe a exposição Luanda, Suave e Frenética 2 – que tem abertura no dia 31 de maio, às 19h, com entrada aberta ao público. O projeto, que é uma iniciativa da Fundação Sindika Dokolo, ocorre em parceria com o Governo da Província de Luanda e o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Secult), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Diretoria de Museus (DIMUS) e MAM-BA. A exposição pode ser visitada gratuitamente de terça a domingo, das 13h às 19h, e aos sábados, das 13h às 21h, até o dia 18 de julho.

“Modelos Institucionais de Arte: salões, bienais e trienais em discussão” é o tema da mesa redonda que acontece no dia 1º de junho, às 18h, na Galeria 1 do MAM, e que dá início ao processo reflexivo da mostra. Participam o artista Fernando Alvim, a diretora e curadora do MAM-BA, Solange Farkas, o diretor de Artes Visuais da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Djilson Midlej, e a professora da Escola de Belas Artes da Ufba, Alejandra Muñoz, que atuará como mediadora.


Luanda, Suave e Frenética 2


A mostra tem curadoria do múltiplo artista Fernando Alvim, também curador da II Trienal de Luanda, e traz um recorte ampliado da primeira versão, que ficou em cartaz na Galeria Solar Ferrão, de novembro de 2009 a janeiro de 2010, quando foram apresentados trabalhos de quatro artistas angolanos. Agora, serão apresentados no Casarão do MAM – principal espaço expositivo do Museu – 15 trabalhos de 13 artistas africanos, que mostram sua visão de Luanda através de interfaces diversas como fotografia, vídeo, instalação, pintura, documentário, curtas e arquitetura.

“O intercâmbio entre artistas e instituições, nacionais e estrangeiras, é uma das prerrogativas da minha atuação como curadora e gestora cultural. Expandir a atuação do museu como espaço de exibição de obras e difundir a troca de experiências e o conhecimento é de vital importância num momento em que se consolida o papel da arte num contexto de culturas globalizadas”, declara Solange Farkas, curadora e diretora do MAM-BA.

De acordo com a diretora do Museu, a mostra permite a ruptura de antigos conceitos, principalmente no que se refere aos aspectos artísticos e culturais. “Neste sentido, a exposição Luanda Suave e Frenética 2 possibilitará ao público baiano conhecer e construir seu próprio imaginário a respeito da arte produzida atualmente em Angola, para além dos exotismos a que, infelizmente, os países fora do eixo Norte ainda são submetidos, quando da análise de aspectos de sua cultura”.

Compõem o cast desta mostra os artistas Chilala Moco, Ihosvanny, Paulo Kapela, Kiluanji, Bamba, Ndilo Mutima, Mástio Mosquito, Nguxi Marcas, Jorge Palma, Pocas Pascoal, Orlando Sérgio, Paulo Azevedo, Marita Silva, Cláudia Veiga e Yonamine. Segundo texto assinado pelo curador, a exposição pretende “abordar a cidade de Luanda, numa perspectiva esférica e mutante, sem ter necessariamente um ponto de observação fixo”.

“A diversidade e qualidade das obras apresentadas nesta exposição afirma a complexidade de um país africano que tem muito a dizer ao mundo, em relação a sua história, às particularidades e universalidades de sua cultura”, analisa Farkas.

Além de ser um projeto que precede a II Trienal de Luanda, Luanda, Suave e Frenética 2 é também um reflexo direto, um retrato da situação política, econômica, cultural e artística contemporâneas de Angola, país colônia de Portugal até 1975 e que, a partir daí, passou por 27 anos de Guerra Civil, adaptando-se, pouco a pouco, aos novos caminhos democráticos.

“Depois dos conflitos internacionais e internos em que tivemos expostos, por razões conhecidas, considero que a arte e a cultura angolanas encontram-se num período de reorganização e reflexão sobre a sua estética e do seu DNA cultural, onde assistimos a emergência de artistas que serão fundamentais para se compreender os sintomas culturais dos angolanos,como aconteceu com o primeiro movimento cultural pós independência nos anos 70 em que a literatura e a musica tiveram um papel fundamental na auto estima dos angolanos”, analisa o curador Fernando Alvim.


II Trienal de Luanda

A II Trienal de Luanda nasce com uma proposta que ultrapassa o território angolano e que está expressa no seu tema – Geografias Emocionais, Artes e Afetos. Além de promover a produção artística de Angola, a iniciativa, que acontece entre os meses de setembro e dezembro de 2010, vai estabelecer um maior diálogo entre os artistas daquele país e artistas e culturas de mais de 30 cidades, em diversos países.

Veja também a programação educativa

Fonte: Museu de Arte Moderna da Bahia
http://www.mam.ba.gov.br/?page_id=1633

sexta-feira, junho 11, 2010

Aprenda a captar recursos também através de editais




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Demorou, mas tive que dar o braço a torcer. Desde que comecei a atuar como produtor independente, tinha uma rejeição a ideia de submeter um projeto a um edital público ou privado. Sabia escrever, mas não queria. Cheguei a escrever para outras pessoas. Para mim, nada.

Não queria porque achava que um trabalhador da área cultural não podia ter sua sustentabilidade baseada somente em editais. Com o tempo, fiquei menos radical. Continuo achando que um produto ou serviço cultural precisa ter vida própria, como qualquer negócio profissional, mas passei a ver a captação de recursos através da participação em processos seletivos de editais como uma possibilidade (não a única) de transformar ideias em projetos ou dar vida a projetos que somente existem no papel.

Semana passada, dei o meu primeiro passo neste sentido. Já havia escrito projetos para várias pessoas, mas nunca tinha encaminhado um projeto próprio para um edital.

Então sentei no micro e elaborei um projeto para a "Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet 2010". Este novo movimento na minha carreira me trouxe muitos aprendizados.

Compartilho agora alguns com vocês.


Como saber se participo ou não de um edital?

A primeira dúvida é a própria insegurança de quem nunca participou: "participo ou não"? Essa pergunta sempre surge quando vamos fazer algo novo em nossa vida. Só tem um jeito de saber: leia o edital.


Aprimore sua capacidade de leitura e interpretação

Entendeu o que precisa ser feito? Sabe fazer? Sabe quem pode fazer para você? Tem recursos para pagar um profissional para formatar um projeto para você?


Procure ser objetivo

Editais, via de regra, são documentos objetivos. Se no edital diz "envie 03 (três) vias da sua documentação" quer dizer que vocẽ tem que enviar 03 (três) vias. Não há espaço para "mas seu eu esquecer uma via, será que eles vão me desclassificar"? Vão.

Apresente todas as informações e documentos solicitados. Se quiser, pode encaminhar informações auxiliares, mas não invente de fazer coisas que o edital não está pedindo. Toma tempo e pode inclusive prejudicar a sua avaliação por parte da comissão organizadora do edital.


Guarde uma cópia com você

Imagine você enviar um projeto, ele ser aprovado e depois você não saber o que enviou porque não consegue acessar o arquivo num pendrive ou porque não lembra o que digitou num formulário eletrônico?

Se enviar o projeto impresso, faça mais uma cópia e guarde.
Se preencher formulário eletrônico, salve o conteúdo em um arquivo de texto eletrônico.



Não seja um "obsessivo" atrás de editais

Em geral, quem não tem o hábito de submeter projetos para editais e descobre que um abriu, entra em êxtase, fica eufórico e pensa que "esta chance não dá para perder". Calma. Editais não são promoções de supermercado que você precisa sair correndo e comprar. Todo mês tem editais abrindo em algum lugar do Brasil e do mundo. Todo ano tem edital abrindo. Não vale a pena entrar numa "obsessão" pelo edital. Pense no edital como alguém que liga solicitando um orçamento do seu trabalho. Poderá ser aprovado ou não. Você poderá ser escolhido ou não.


Quer experimentar? Acesse o observatório de editais do Ministério da Cultura. Ah, e não esqueça dos editais do programa Rumos Itaú Cultural.

sexta-feira, junho 04, 2010

Leia matéria "Fim de Papo?" publicada na revista Vida Simples




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dia 25 de maio publiquei o post "A Produção Cultural precisa de Diálogo".

Depois, dia 27 de maio, participei do lançamento mundial do Dialogue Cafe no Rio de Janeiro.

Para mim, o diálogo é talvez a maior oportunidade que exista hoje para avanço no setor cultural.

Pensando nisso, dei uma rápida olhada na web e procurei algo bacana para que todo mundo estude um pouco mais este assunto. Mas no fim de semana, a coisa tem que ser "numa relax, numa tranquila, numa boa".

Leia o texto "Fim de papo?" de Rafael Tonon, publicado na Revista Vida Simples.

Estabeleçam também diálogos com as novidades na barra lateral direita. Há boas dicas para conhecer o ambiente artístico na TV, artes visuais, literatura, cinema, música e um interessante passo a passo para formatar projetos para lei Rouanet.

Bom diálogo!

quinta-feira, junho 03, 2010

Leonardo Brant instiga os agentes culturais a pensarem sobre o "Poder da Cultura"


Capa do livro


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Fiquei sabendo esta semana que o Leonardo Brant irá ministrar um curso na próxima semana em Brasília. Lembrei então de contribuir com a divulgação de seu mais novo trabalho.

Este ano eu tive a satisfação de reencontrá-lo dia 14 de abril. Assisti a aula inaugural que ele ministrou para as novas turmas de MBA em Gestão Cultural e pós-graduação em produção cultural, promovidas pela Associação Brasileira de Gestão Cultural em parceria com a Universidade Cândido Mendes. O tema apresentado foi o "O Poder da Cultura", pesquisa publicada em seu mais novo livro.

A aula foi excelente. Fiz várias anotações. Vou compartilhar as que considero mais significativas.

Pesquisa e a pluralidade de conteúdos

Leonardo Brant fez uma extensa pesquisa buscando entender a relação da cultura com as dinâmicas sociais. Citou que os livros "Amar e Brincar" do biólogo chileno Humberto Maturana e "Palavra chave: um vocabulário de cultura e sociedade" de Raymond Williams foram pontos de partida.

Também fez questão de mencionar "Simulacros e Simulação" de Jean Baudrillard, "Simulacro e poder" de Marilena Chauí, "A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica" de Walter Benjamin, "Comunidade - A busca por segurança no mundo atual" de Zygmunt Bauman, "Cibercultura" de Pierre Lévi e "A Cultura da Convergência" de Henry Jenkins.


Importância de entender a relação entre a ficção e a realidade

Leonardo alertou para o fato de que tendemos a absorver as realidades ficcionais, pois as mesmas geram um certo conforto. A partir disso, há o risco de embarcarmos em processos de simulação da verdade e sermos absorvidos pelo conceito de "credibilidade", que pode ser trabalhado de forma massiva nas novas mídias digitais.


CTRL + V

Este foi para mim um dos principais momentos da aula. Leonardo falou sobre "CTRL + V", um documentário que está sendo construído de forma colaborativa, seguindo a seguinte premissa: fazer o que é possível assumindo todos os riscos do processo.

Assista um trecho, no qual Orlando Senna, que ocupou o cargo de secretário do audiovisual na gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura do Brasil, fala da influência e das dimensões de hollywood sobre os mercados locais. Ele afirma: "eu acho que o nosso caminho é inventar novos modelos de negócio".




Leonardo Brant vai estar em Brasília nos próximos dias 7 e 8 de junho ministrando o curso de capacitação em Gestão Cultural “O Poder da Cultura”, no qual abordará estes temas e muitos outros que fazem parte da pesquisa publicada em seu novo livro.

Quem estiver em Brasília ou cidades próximas, vale a pena conferir.


Veja o serviço do curso:


Data: 7 e 8 de junho de 2010, das 14 às 22h.

Local: Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50 , 4º. Andar. Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Brasília/DF.

Informações e inscrições: Mirella Malta – Assessoria e Capacitação em Gestão Social, Cultural e do Terceiro Setor

Telefone: (61) 9273-9002

E-mail: mirellamalta@globo.com

Website: www.mirellamalta.com.br

terça-feira, junho 01, 2010

Meu trabalho: prazer em conhecê-lo





Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Todo mundo liga ao mesmo tempo. Todo mundo pede tudo para ontem. Todas as ideias surgem na mesma semana. Todos os editais encerram amanhã. Todos os contatos para ligar estão na sua frente. Todos os rascunhos dos seus projetos estão no desktop do seu computador.

Estas e outras situações estão ficando comuns no nosso dia a dia. Tem uma corrente de pessoas que acha que temos que aceitar isso tudo, pois trata-se só de uma questão de "saber lidar" com as situações que causam stress, tensão, angústia no trabalho de produção cultural. Há também os que acreditam que ao menor sinal de stress, tensão e angústia, devemos trocar de atividade.

Toda vez que me deparo com situações de stress, tensão e angústia, para não me perder, volto ao "ponto zero", que foi a descoberta da minha vocação e a escolha de aprender a trabalhar com produção cultural. Escolhi isso porque eu quero viver bem. Produzir cultura me faz bem. Estudar cultura me faz bem. Ensinar produção me faz bem.

Assim como escolhi a minha profissão, posso também fazer escolhas no exercício desta profissão.

Compartilho algumas decisões que tomei que tem contribuído para mim trabalhar com mais prazer e menos stress. Todas elas tem prós e contras.

- evitar ser excessivamente político: o medo de "não estar fazendo networking" tem levado muita gente a dizer sim para tudo. Eu acho que a gente só deve dizer sim quando realmente tiver uma noção clara de que pode e tem tempo para fazer algo que lhe está sendo solicitado.

- usar o celular sem neurose: com exceção de algumas atividades muito específicas, dá para trabalhar sem precisar atender o celular o dia inteiro. Dá para fazer reunião com o celular no silencioso. Dá para ser educado e somente atender o celular fora da sala de aula. Dá para ouvir o recado e retornar a ligação depois.

- aprender a escutar: a produção cultural propicia o contato com profissionais de várias faixas etárias, de diferentes origens, culturais e etnias, com opções políticas, religiosas e sexuais diferentes das nossas. Antes de "sofrermos" com os nossos pré-julgamentos, vamos nos colocar abertos para aprender a escutar o outro.

- priorizar o uso do tempo: algumas ações importantes não podem deixar de ser realizadas; as urgentes algumas vezes tem que esperar.

- no meio de qualquer crise, dê uma parada para respirar: evite tomar decisões estratégicas no calor das emoções. Respire antes de decidir.

- trabalho saudável: trabalhe com pessoas, instituições e projetos que lhe proporcionem trocas saudáveis, como aprendizado e crescimento;

- descubra o seu jeito de gerenciar suas atividades: agenda, Iphone, netbook, cartazes e bilhetes distribuídos dentro do seu apartamento, planilha em excel. Veja de que maneira é mais fácil gerenciar suas atividades.


Aproveite que hoje é segunda e batalhe para que esta semana seja mais prazerosa.

sábado, maio 29, 2010

Agentes culturais independentes de Brasília mobilizam comunidade cultural para reunião com Ministro da Cultura


Vídeo de divulgação da festa Brasília Outros 50 que aconteceu de 20 a 23 de abril no Complexo Cultural Funarte em Brasília


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


No post "Artistas e produtores trabalham pela organização do setor cultural em Brasília", comentei que Brasília está num momento de grande efervescência cultural.

Vejam uma mobilização que está sendo coordenada pela produtora Alê Capone.


Nesta Segunda: REUNIÃO DOS ARTISTAS DO BRASÍLIA OUTROS 50 COM O MINISTRO JUCA FERREIRA


Caríssimos Amigos da Música,

O Ministro da Cultura Juca Ferreira convocou para segunda-feira, dia 31, uma reunião com os artistas e produtores do movimento BRASÍLIA OUTROS 50. A reunião será na sala Plínio Marcos que fica no Complexo da Funarte ás 10 horas da manhã.

O motivo da reunião é ouvir a comunidade cultural e saber quais são as demandas do setor.

Gente, é muito importante que a classe musical se una e lote aquele espaço. Sem organização não temos como avançar nas políticas pro nosso setor e nem exigir que possamos continuar a ser protagonistas dos próximos aniversários de nossa cidade.

A situação política da cultura do DF está um caos e corremos sérios riscos inclusive do FAC deste ano não sair. Os espaços culturais estão sendo desativados e a secretaria não deu a contrapartida para o pontão da 508 sul e os 20 pontos de cultura receberem os recursos do ministério.

O aniversário de Brasília foi lindo e pela primeira vez nos sentimos pertencentes a este processo, mas sem a nossa união não teremos como efetivar esta conquista e exigir que a cidade valorize nossos artistas e a nossa identidade cultural.

Estamos querendo desdobrar os outros 50 em uma série de eventos durante o ano, mas isso só será possível com o apoio de todos e do Ministério da Cultura

Repassem este e-mail para os músicos de suas bandas e todos mais de seus maillings.

O Ministro chegará pontualmente ás 10 horas. Então, estamos marcando ás 9:30 para que possamos eleger nossos interlocutores e fazer a lista com as inscrições das falas.

Na ocasião a Michelle também estará presente para receber a documentação dos músicos referente ao projeto Brasília outros 50.

Obrigada.

Alê Capone
Coordenação Música
Brasília Outros 50
Tel/fax (55) 61 3046-0050
Cel 55 61 7814-0063
ID 8*57408

Pela união da cadeia produtiva da cultura!
BRASÍLIA OUTROS 50


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Leia outros conteúdos do Produtor Cultural Independente publicados em maio


A importância de entender o seu movimento na arte

Produção cultural precisa de diálogo

A mídias somos nós

Grupos Culturais do Acre se organizam e ampliam sua qualificação profissional

Livro "Aprenda a Organizar um Show" contribui para formação de agentes culturais em Angola

João Barone dá bons exemplos de compartilhamento de conhecimentos e organização

Estude Políticas Culturais

Itaú Cultural e Fundação Casa Rui Barbosa lançam o edital 2010 Rumos Pesquisa na próxima quarta-feira no RJ

Um produtor cultural precisa aprender o que é jornalismo cultural

Selo Povo: uma nova forma de distribuir e comercializar livros no Brasil

Funarte lança 34 editais: 56 milhões para as artes [captação de recursos]

quarta-feira, maio 26, 2010

A importância de entender o seu movimento na arte


Imagem de Karina Buhr cantando "Eu Menti Pra Você" e dando entrevista no programa Radiola na TV Cultura


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Ontem assisti uma aula excelente do professor Marcelo Mendonça, que ministra a disciplina “Bases Administrativas na Gestão Cultural” no MBA que estou cursando na Universidade Cândido Mendes, aqui no RJ.

No fim da aula, tivemos um estudo de caso sobre a gestão de um museu que me fez pensar muito na gestão da carreira de um artista.

Penso que boa parte dos conflitos na relação entre artistas e produtores ocorrem porque muitas vezes o artista não tem muita clareza de qual e o seu movimento na arte.

Mas o que seria esta clareza? Basicamente ter definido "o que" quer fazer e "para que".

Pensei então em buscar um depoimento de um artista contemporâneo, que esteja avançando e percebendo estas questões. Lembrei da Karina Buhr, que é integrante do Comadre Fulozinha e recentemente lançou um disco sol. Pesquisando vídeos no youtube, achei uma entrevista dela falando de sua carreira. Veja como ela fala sobre as definições que foi estabelecendo para conduzir suas ações culturais.



Qual é o seu movimento na arte?

terça-feira, maio 25, 2010

Produção cultural precisa de diálogo




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Uma semana fora do Rio e muita coisa para contar. Vou tentar fazer um resumo rápido.

Na ida para Goiânia, semana passada, duas boas surpresas. A primeira foi o transporte aéreo. O serviço da Gol é bom e com preço acessível. Fica aí a dica para quem precisa circular em turnês com artistas. A segunda surpresa foi a revista de bordo que é feita pela editora da Trip com três reportagens interessantes para quem busca informações atuais sobre produção cultural, relacionadas a artes cênicas, música e artes visuais.

A matéria de capa é sobre a atriz Maria Flor, que tive o prazer de conhecer em 2008 aqui no RJ, numa festa no Vidigal. Do conteúdo produzido por Bíbi da Pieve, destaco os trechos que demonstram a humildade e a leveza com que Maria Flor conduz sua carreira.

A matéria "Rumo à Estação Sutileza", feita por Doutor Ailton (desenho, jornalismo, publicidade e teatro) e Andréa de Marco (diretora da Revista Natura) apresenta a trajetória do criativo Kassin, produtor, músico e compositor que vi recentemente tocando com o Jorge Mautner no Viradão Carioca. Assisti o Kassin pela primeira vez em Porto Alegre, em 2007. Na época eu era empresário da Pata de Elefante e abrimos o show do Kassin + 2 no Bar Opinião. Também tive a impressão de que ele é um cara tranquilo.

Em "O Negócio da Arte", Eduardo Leme, criador da galeria que leva o seu sobrenome, conta como começou a trabalhar com arte. Um depoimento muito sincero e que dificilmente iremos encontrar em livros.

Editora Trip, cadê a revista em PDF livre para compartilhar estes conhecimentos?

Em Goiânia, rolou muita coisa boa, mas queria destacar aqui algumas pessoas que trabalham a cultura com olhares diferenciados. A primeira delas é Décio Coutinho, gestor de cultura do Sebrae Goiás. Décio é um importante articulador e fomentador de iniciativas e empreendimentos culturais em Goiás. Outra pessoa com quem aprendi muito foi o Carlos Brandão, profissional que me deu uma verdadeira aula de gestão de um espaço público de cultura, durante a visita que realizei ao Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, onde ele é atua como diretor.

Durante o festival Bananada, tive ainda a oportunidade de conhecer a Nowah e os demais integrantes do Coletivo Pequi (Anápolis/GO), um representante da Associação Cultural e Folclórica de Anápolis, o músico e consultor do Sebrae Haroldo Menezes (Goiânia/GO), o Pablo Kossa da Fosforo Records (Goiânia/GO) e me reencontrei com o pessoal da Monstro Produtora (Léo Bigode, Razuk, Márcio), com a cantora Cláudia Vieira e com os roqueiros da Brown-Há, banda que faz parte do Coletivo Esquina de Brasília.

Por fim, minha grande surpresa em Goiânia foi o Centopéia, um coletivo de seis empresas que está desenvolvendo um novo conceito em termos de organização do trabalho e sustentabilidade na área da cultura. Mais adiante vou publicar uma matéria sobre elas.

Fiz questão de mostrar que passei uma semana trabalhando na forma de encontros e diálogos. Isso para desfazer o mito de que o produtor cultural deve estar o tempo todo em eventos, como se esta profissão se ocupasse somente atividades operacionais. Eu acredito que quando o assunto é cultura, diálogos com conteúdos ou com pessoas, quando bem conduzidos, podem contribuir mais para a construção de nossas carreiras do que toda hora estar em eventos.

E não sou só eu que acredito nisso. Veja abaixo o release de uma importante ação cultural cuja proposta é estabelecer diálogos.




INOVADOR, DIALOGUE CAFÉ tem lançamento mundial DIA 27 DE MAIO, SIMULTANEAMENTE no Rio de Janeiro e em Lisboa

Até o final de 2011, dez Dialogue Cafés serão abertos no mundo, promovendo o diálogo intercultural por meio de teleconferências e com chancela da Aliança das Civilizações, da ONU

Partilhar experiências, conversar com pessoas de diferentes partes do mundo e aprender uns com os outros – estas são algumas das propostas do Dialogue Café (www.dialoguecafe.org), uma iniciativa sem fins lucrativos que usa os recursos de videoconferência para tornar possível este diálogo. O lançamento mundial do Dialogue Café será na próxima quinta-feira, dia 27 de maio, simultaneamente, no Rio de Janeiro (na Universidade Candido Mendes) e em Lisboa, às 14h (horário de Brasília), durante o III Fórum da Aliança das Civilizações, da ONU, que este ano acontece no Rio de Janeiro, de 27 a 29 deste mês.

O Dialogue Café do Rio de Janeiro funcionará na sede da Universidade Candido Mendes, no Centro. O espaço estará voltado para o desenvolvimento de atividades de relações internacionais, com foco particular em educação e cultura, promovendo o diálogo intercultural, participação cívica e artística. O princípio básico destes ‘cafés virtuais internacionais’ são as conversas, que podem capacitar indivíduos e comunidades, quebrar preconceitos e equívocos, e gerar novas ideias sobre como lidar com alguns desafios atuais, sejam eles sociais, culturais ou ambientais.

O principal objetivo do Dialogue Café é estimular a inovação social por meio de projetos continuados e de ações de colaboração entre cidades, como conferências, concertos, palestras, aulas, apresentações artísticas e outros projetos semelhantes. A iniciativa inovadora será gerida por parceiros locais. No Rio de Janeiro, a Universidade Candido Mendes está cedendo o espaço em sua sede para instalação do café, que contará com o apoio da Associação Brasileira de Gestão Cultural na elaboração de sua programação cultural. Em Lisboa, essa gestão será feita pelo Museu da Moda e do Design (MUDE), onde funcionará, com o apoio de parceiros locais, como a Câmara Municipal de Lisboa.

Diogo Vasconcelos, Presidente da Associação Dialogue Café, destaca que: “Num mundo em mudança a globalização significa colaboração e não standardização. A inovação pode atuar como uma ponte entre países e culturas. O Dialogue Café é sobre o “nós” e o “eles” na criação conjunta de um mundo melhor.”

Depois do Rio de Janeiro e de Lisboa, serão inaugurados cafés em Londres, Amsterdã, Florença, Toronto, Doha, Ramallah, Tel Aviv, Cairo, Istambul, Nova York, São Francisco e Seul. Estes cafés estarão ligados através de uma rede global entre cafés em todo o mundo, permitindo não só os diálogos informais, mas também algumas atividades mais estruturadas entre as cidades, tais como workshops, seminários, conferências, concertos e sessões de leitura.

A associação Dialogue Café conta com o apoio do Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações e ex-Presidente de Portugal, Jorge Sampaio; da Cisco; da Fundação Calouste Gulbenkian; e da Fundação Anna Lindh. No Brasil, o professor Candido Mendes, representante latino-americano do Grupo de Alto Nível para a Aliança das Civilizações, está à frente da rede internacional, que conta com a parceria da Associação Brasileira de Gestão Cultural na gestão e programação do projeto.


Sobre o Dialogue Café

O Dialogue Café é uma ONG da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, que utiliza a tecnologia de vídeo de última geração, permitindo a conversa cara a cara entre vários grupos de pessoas em todo o mundo, proporcionando diferentes trocas de experiências, permuta de aprendizagens e facilitando trabalhos conjuntos, com o intuito de tornar o mundo um lugar melhor. Os participantes estarão ligados através de vídeo e som em alta definição, em telas que permitem ver os interlocutores em tamanho real, assegurando que, estando em diferentes pontos do globo e pertencendo a culturas distintas, estas pessoas possam conversar e partilhar experiências.


Programação de abertura


Quinta-feira, 27 de maio de 2010

11h Breve apresentação do projeto pelo idealizadores e coordenadores locais, com a promoção de um diálogo entre dois alunos universitários que alternam seus estudos nos países distintos.

11h30 Jovens estudantes do colégio Santo Inácio trocam ideias com estudantes de Lisboa da mesma faixa etária, sobre desafios e soluções para a sustentabilidade ambiental.

12h15 Professores e universitários de ambos países trocam experiências sobre as especificidades criativas da cultura global. No Brasil, contaremos com a presença de Eliane Costa, professora da disciplina “Cultura Digital” e de Walter Romano Curi professor da disciplina “Novas Mídias na Comunicação Corporativa”, ambos ministram aulas no MBA em Gestão Cultural, da Universidade Candido.

14h30 Momento oficial de inauguração com a presença de autoridades bilaterais, com as presenças confirmadas no Rio de Janeiro: Sr. Jorge Sampaio, representante do Alto Comissionado da Aliança das Civilizações, e o Prof. Candido Mendes, Reitor da Universidade Candido Mendes. Em Lisboa aguarda-se a presença do prefeito de Lisboa, Antônio Costa, e de Emílio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

15h30 Momento teatral (Lisboa) “Era um Redondo Vocábulo” – Interpretação do tema de Zeca Afonso por Marisa Teixeira.

15h45 Momento teatral (Rio de Janeiro) – esquetes da peça "A natureza do olhar", que traça um diálogo entre dois heterônimos de Fernando Pessoa, com atuação, pesquisa e adaptação de Elisa Lucinda e Geovana Pires. Supervisão Amir Haddad.

17h Momento musical: interação entre samba, representado pela música de Aleh Ferreira (Rio de Janeiro), em show interativo com o jazz de Carlos Martins (Lisboa).

*Os espetáculos serão visualizados através de telões disponíveis no local.

INAUGURAÇÃO DIALOGUE CAFE – RIO DE JANEIRO
Data: quinta-feira, 27 de maio, às 13h30
Endereço: Rua da Assembleia, 10 – térreo - Centro
Mais informações: www.dialoguecafe.org

Assessoria de Imprensa: Armazém Comunicação
Telefones: 21. 3874-7111 / 2294-4926
www.armazemcomunica.com.br / www.twitter.com/armazemcomunica

sexta-feira, maio 21, 2010

A mídia somos nós



Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Assista o vídeo produzido pelo site Nós da Comunicação com a Ivana Bentes, professora de graduação e da pós-graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ e entenda um pouco mais o conceito de mídia, direito de expressão e circulação da informação.

terça-feira, maio 18, 2010

Grupos Culturais do Acre se organizam e ampliam sua qualificação profissional




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Ano passado, fui contratado pelo Sebrae para realizar um repasse metodológico de gestão em produção cultural para Grupos Culturais do Acre, em parceria com a Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI.

Este trabalho teve como ponto de partida a visão do Sebrae/AC de buscar qualificar agentes culturais para desenvolvimento da economia criativa do estado do Acre.

Duas etapas já foram concluídas:

- estudo de textos introdutórios com tutoria à distância, realizado de 16 a 20/11/2009;

- treinamento presencial teórico de introdução à gestão na produção cultural, realizado de 23/11 a 28/11/2009. Fez parte desta etapa do curso "Aprenda a Organizar um Show".

O conteúdo e os métodos utilizados nesta etapa deram origem a um produto didático intitulado "CARTILHA LIVRE DE INICIAÇÃO À GESTÃO NA PRODUÇÃO CULTURAL", que permitirá que os participantes atuem como multiplicadores.



Ontem iniciamos a terceira etapa. Trata-se de uma atividade de benchmarking acompanhando atividades práticas de produção cultural e seminários no Festival Bananada em Goiânia/GO. Esta atividade está sendo realizada através de uma parceria com o Sebrae/GO, Coletivo Pequi de Anápolis/GO e Monstro Produtora.

Neste primeiro dia realizamos reuniões preparatórias e participamos de um seminário sobre "Gestão, Planejamento e Empreendedorismo Cultural" em Anápolis, que contou com a participação do Alex Lima do Sebrae/AC, Pablo Kossa da Fósforo Records e eu.

Acho fundamental dar visibilidade a esta ação pois trata-se de um importante movimento de construção de sustentabilidade de grupos e empreendedores culturais tendo por base a organização de redes, troca de conhecimentos e capacitação profissional, uma tendência crescente no Brasil.

Cultura no Brasil está começando a ser percebida pelos governos e sociedade civil organizada como uma importante aliada do desenvolvimento.

sábado, maio 15, 2010

Livro "Aprenda a Organizar um Show" contribui para formação de agentes culturais em Angola


Clique para ler a edição de 16 de maio de 2010 do Jornal de Angola


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


O livro "Aprenda a Organizar um Show" está sendo utilizado em cursos em Angola.

Leia abaixo a reportagem publicada no Jornal de Angola


Luanda acolhe acção formativa sobre qualidade de espectáculos

A segunda edição da acção formativa “Aprenda a organizar um show”, criado com o intuito de aumentar a qualidade de trabalho dos agentes culturais, vai decorrer de 18 a 22 deste mês, em Luanda.

A formação vai ter lugar no espaço cultural de arte gospel “Praise Arte”, sito na Avenida Marginal, e é dirigida a 40 jovens cristãos, fomentadores de actividades culturais do núcleo “Staff nova Aliança”, uma associação de várias igrejas.
As aulas vão ser ministradas pelo promotor de eventos e coordenador do projecto, Fausto Miguel. A formação vai abordar, principalmente, aspectos ligados à produção e realização de eventos.

Temas relacionados com “O perfil do produtor executivo”, “Definição da data e local do espectáculo”, “Cronograma das actividades”, “Divulgação”, “Solicitações, autorizações e contratos”, “Direitos de autor”, “Conhecer as instituições de direito cultural em Angola”, vão ser debatidos no encontro.

Fausto Miguel referiu que a acção formativa é uma parceria com o produtor cultural brasileiro Alê Barreto, autor do livro “Aprenda a Organizar um Show”.
Fausto Miguel disse que a organização está a estudar a possibilidade dos participantes fazerem um estágio em algumas agências de promoção, produção e organização de espectáculos, bem como terem entrada livre em alguns espectáculos para adquirirem experiências.

Fausto Miguel afirmou que o projecto é extensivo a todas as actividades culturais e tem como objectivo ajudar a potenciar todos os promotores de Luanda. “É, também, objectivo do curso uma visão mais ampla sobre espectáculos nos promotores nacionais, assim como estimular o surgimento de novos realizadores de eventos e de novas formas de promover a arte em Angola”.

A primeira acção formativa “Aprenda a organizar um show” foi realizada em Abril.


Fonte: jornal de Angola -http://jornaldeangola.sapo.ao/17/0/luanda_acolhe_accao_formativa_sobre_qualidade_de_espectaculos

sexta-feira, maio 14, 2010

João Barone dá bons exemplos de compartilhamento de conhecimentos e organização


João Barone em workshop no festival Humaitá Pra Peixe


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Quem acompanha o meu trabalho, sabe que insisto no estudo e na prática.

Hoje achei dois vídeos, que unem estudo e prática.

O primeiro é um workshop com o músico João Barone.



Estudo: neste vídeo ele compartilha o conhecimento sobre o universo da bateria. Bacana para quem faz produção executiva de artistas solo, bandas ou grupos culturais musicais.

Prática: veja como você pode organizar um workshop e começar a compartilhar informações sobre o seu instrumento.





Neste segundo vídeo, João Barone executa a música "Dos Margaritas" dos Paralamas do Sucesso.

Estudo: um vídeo destes permite que um músico se veja tocando, aperfeiçoe sua técnica e crie novos arranjos. Produtores executivos podem ver como o músico toca para saberem orientar o trabalho dos roadies.

Prática: em caso de necessidade, um vídeo destes facilita arrumar um músico substituto em curto espaço de tempo e facilita também a vida de quem irá trabalhar com a banda em outra cidade.


Utilize recursos audiovisuais para facilitar a organização do seu trabalho.

quinta-feira, maio 13, 2010

Estude políticas culturais



Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Para sermos bons profissionais de produção e gestão cultural, é importante estudarmos políticas culturais.

Conheça os conteúdos do livro do "3º Seminário Políticas Culturais: Reflexões e Ações" ocorrido no período de 24 a 26 de setembro de 2008 na Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) em parceria com o Itaú Cultural.

Baixe gratuitamente o livro

segunda-feira, maio 10, 2010

Itaú Cultural e Fundação Casa Rui Barbosa lançam o edital 2010 Rumos Pesquisa na próxima quarta-feira no RJ




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Você sabia que o Itaú Cultural além de promover ações culturais nas áreas de Literatura, Música, Teatro, Jornalismo Cultural, também estimula a pesquisa em gestão cultural?

Conheça mais através do e-mail que recebi hoje do Luiz Pedreira do Itaú Cultural.


2010/5/10 Itaú Cultural - Comunicação Dirigida itaucultural@comunicacaodirigida.com.br


Itaú Cultural e Fundação Casa Rui Barbosa
convidam


Investigação no campo da cultura, gestão cultural, patrimônio cultural, museus e memória social são os temas das palestras que ocorrem dia 12 de maio, quarta-feira, início às 18h, na Fundação Casa de Rui Barbosa. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados nos temas em pauta.

Dia: 12 de maio, quarta-feira / Início às 18h
Local: Rua São Clemente, 134, Botafogo - Fundação Casa de Rui Barbosa / http://www.casaruibarbosa.gov.br/
Entrada franca: não há necessidade de reserva antecipada (300 lugares). Lotação por ordem de chegada.

Temas e palestrantes

- Gestão Cultural e a Capacitação de Gestores de Cultura: o Caso de São Gonçalo com Cleisemery Campos Costa
A palestrante é arte educadora, agente cultural e professora de História, com Licenciatura em Estudos Sociais pela Faculdade de Formação de Professores-FFP/ Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Tem graduação em História e Mestrado em História Social e Política do Brasil, pela Universidade Salgado de Oliveira. Realizou trabalhos e atividades no Teatro de Bonecos Trio de Três, na passagem pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo, e na Comissão Estadual dos Gestores de Cultura – com ênfase na atuação em História e Cultura, nos seguintes temas: cultura, política e cultura, cidade e sociedade, cidadania cultural, políticas públicas, políticas culturais, gestão cultural, educação, patrimônio cultural e memória, arte educação.


- Arte como instrumento de cidadania e artista como trabalhador: duas abordagens de investigação no campo da cultura, com Liliana Segnini e Cibele Rizek

Cibele Risek, possui graduação em Ciências Sociais pela USP, mestrado em Ciências Sociais pela PUC/SP e doutorado em Sociologia pela USP. Atualmente é professora do Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos da USP e pesquisadora do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania, também da USP. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Outras Sociologias Específicas, atuando principalmente nos seguintes temas: cidades, reestruturação produtiva, habitação, espaço público e cidadania.

Liliana Segnini é doutora em Ciências Sociais pela PUC/SP, Livre Docente pelo Departamento de Ciências Sociais na Educação da Faculdade de Educação da Unicamp. Professora e pesquisadora da Faculdade de Educação da Unicamp; professora e pesquisadora do programa de Doutorado em Ciências Sociais. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: relações de gênero, sociologia do trabalho, sociologia do trabalho em serviços, sociologia do desemprego, trabalho precário, divisão internacional do trabalho, mundialização, mercado de trabalho, trabalho artístico - música e dança, trabalho e indústria cultural.

As palestras fazem parte do programa Rumos Itaú Cultural, que neste ano lança o edital Rumos Pesquisa e mais outros editais em áreas distintas: Literatura, Música e Teatro.

Mais informações sobre os editais no site www.itaucultural.org.br/rumos. O programa também mantém um blog com notícias: http://www.itaucultural.org.br/blogdorumos.

A atividade será aberta, às 18h, por Josiane Mozer, do Observatório Itaú Cultural que dará todas as informações sobre os editais Rumos Itaú Cultural.

contato:
luiz pedreira | itaucultural@comunicacaodirigida.com.br | tel 11 3881-1710

domingo, maio 09, 2010

Um produtor cultural precisa aprender o que é jornalismo cultural




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Comento em minhas conversas, seja no Rio, ou nas viagens que tenho feito pelo Brasil, que admiro muito o trabalho do Arnaldo Antunes. Em 2008 assisti o show do seu último DVD aqui no Rio, na Caixa Cultural.

Esta semana, tive a grata surpresa de encontrá-lo no vídeo acima, feito durante sua participação no II Congresso de Jornalismo Cultural, evento que ocorreu de 3 a 6 de maio no TUCA em São Paulo.

Sua opinião sobre o que se faz hoje no Brasil em termos de jornalismo cultural nos convida a estudarmos e ampliarmos nosso olhar sobre o tema.

Para você, o que é jornalismo cultural? Como sua atividade de produtor cultural independente se relaciona com o jornalismo cultural?

sexta-feira, maio 07, 2010

Selo Povo: uma nova forma de distribuir e comercializar livros no Brasil




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Você já ouviu falar em turnê de lançamento de livro? Em meio ao aprendizado da arte da escrita, estes dias encontrei no Portal Literal o texto "Selo Povo põe o pé na estrada", de Felipe Pontes (RJ), que fala da turnê do Selo Povo.

Segundo o escritor Ferréz o Selo Povo é "(...) feito para livros de bolso, livros esses escritos por e para mãos operárias, rebeldes, marginais, periféricas".


Cartaz da turnê do Selo Povo. Clique para aumentar a visualização.

Leia o texto na íntegra e conheça essa importante ação cultural que publica livros ao preço de uma cerveja e meia.

Visite o blog do Selo Povo: http://selopovo.blogspot.com/

segunda-feira, maio 03, 2010

Funarte lança 34 editais: 56 milhões para as artes




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Começo hoje a 7ª edição do curso "Aprenda a organizar um show" que vai até amanhã, e quarta-feira dia 05 de maio realizo a 1ª edição do curso "Aprenda produzir uma banda", em Brasília. Quem tiver interesse em participar, entre em contato com a Mirella Malta – Assessoria e Capacitação em Gestão Social, Cultural e do Terceiro Setor - pelo fone 61-9273-9002 ou e-mail mirellamalta@globo.com

Seguem abaixo boas notícias da Funarte.


R$ 56 milhões para as artes

Funarte lança 34 editais para premiar mil artistas

Com o maior orçamento dos últimos 20 anos definido pelo Ministério da Cultura, a Funarte acaba de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.


Com investimento total de R$ 56,8 milhões, a Funarte e o Ministério da Cultura acabam de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.

Foram lançadas as novas edições dos prêmios Myriam Muniz (teatro), Klauss Vianna (dança) e Carequinha (circo) e da Rede Nacional Artes Visuais – que estão entre as principais políticas públicas para as artes no Brasil. O apoio à literatura, à criação em música erudita e à circulação de música popular também está mantido. Além disso, muitas inovações garantem espaço para novos formatos e novas interações estéticas no país.

Pela primeira vez, a Funarte lança editais para seleção de festivais. Há também prêmios para artes cênicas na rua e o apoio a residências artísticas no Brasil e no exterior. A instituição investe na composição de música erudita, em concertos didáticos na rede pública de ensino e na gravação de CDs de música popular. Nas artes visuais, a Funarte volta a apoiar festivais e salões regionais, além de viabilizar projetos de pesquisa e reflexão crítica sobre artes contemporânea. A fotografia será tratada como categoria à parte, com o Prêmio Marc Ferrez.

ORÇAMENTO RECORDE – O orçamento da Funarte para 2010 é de R$ 101,6 milhões – sete vezes maior que o de 2003, e o maior em vinte anos de história da Fundação. Os programas foram elaborados a partir das diretrizes do Plano Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura, com ampla participação da sociedade, por meio de diversos encontros com a diretoria colegiada da instituição e com os Colegiados Setoriais. Os projetos inscritos são analisados por comissões externas, contando sempre com representantes de todas as regiões brasileiras. As inscrições estão abertas em todo o país.

Saiba mais em http://www.funarte.gov.br/portal/2010/04/20/r-56-milhoes-para-as-artes/

sexta-feira, abril 30, 2010

Seminário Internacional Brasil – França: política e gestão cultural – olhares cruzados




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Tem ocorrido nos últimos anos uma aproximação entre o Brasil e França. Em 2005 tivemos o ano do Brasil na França.



Em 2009 tivemos o ano da França no Brasil, época que inclusive trabalhei na produção executiva da visita da Ministra da Cultura da França Christine Albanel realizada ao Grupo Nós do Morro.

Agora, a Fundação Getúlio Vargas e a Ecole Supérieure de Commerce de Paris (ESCP) organizaram um seminário internacional sobre política e gestão cultural que irá acontecer nos dias 3 a 4 de maio de 2010, na sede da FGV no Rio de Janeiro, com o objetivo apresentar, examinar e discutir, em perspectiva comparada, aspectos do estado da arte da pesquisa e das práticas de planejamento e ação cultural no Brasil e na França, tanto na esfera pública quanto no âmbito privado.

Veja na programação a rede de pesquisadores, especialistas e gestores que irão participar.


Programação

03 de maio de 2010

09:30 - 10:30
Abertura
Ministério da Cultura, Consulado da França, Diretor do CERALE
Diretor Internacional da FGV, Coordenadores do Seminário

10:00 - 10:30
Coffee Break

10:30 - 12:30
Sessão 1 - Política Cultural, ambiente nacional e cena internacional
Política e ação cultural no Brasil - Sr. José Luiz Herencia (Secretário de Política Culturais do MinC)
Cultura e cooperação internacional - Consulado da França

12:30 - 14:00
Intervalo para almoço

14:00 - 16:00
Sessão 2 - Cultura, estado e mercado
Cultura e Desenvolvimento - Prof. Frederico Lustosa (DINT/FGV)
Economia da Cultura - Prof. Paulo Miguez (UFBA) e Prof. Yann Duzert (FGV)
Diversidade Cultural - Prof. José Marcio Barros (UFMG)

16:00 - 16:30
Coffee Break

16:30 - 18:30
Sessão 3 - A Política Cultural
Políticas culturais: estado da arte - Prof. Albino Rubim (UFBA) e Prof. José Carlos Durand (UNICAMP)
Políticas culturais no Brasil - balanços e perspectiva - Profª Lia Calabre (FCRB)
Financiamento da política cultural - Prof. Enrique Saravia (FGV)
Aspectos jurídicos e fiscais - Profª Marie Pierre Fenoll-Trousseau (ESCP)

04 de maio de 2010

09:30 - 13:00 (Coffee Break 11:00 - 11:30)
Sessão 4 - Gestão cultural aplicada I
As especificidades da gestão cultural - Prof. Hermano Roberto Thiry-Cherques (FGV)
Gestão dos bens e atividades culturais - Sr. Marcos Mantoan (CCBB)
Gestão de museus e centros culturais - Ricardo Piquet (Fundação Roberto Marinho)
Gestão cultural no espaço público - Francisco Auto Filho (Secretário de Cultura do Estado do Ceará)

13:00 - 14:30
Almoço

14:30 - 18:00 (Coffee Break 16:00 - 16:30)
Sessão 5 - Gestão Cultural aplicada II
Indústrias midiáticas x indústrias culturais: apresentação de dois campos independentes de pesquisa em gestão - Prof. Ghislain Deslandes (ESCP)
Pesquisa e formação na gestão cultural e de mídia: reflexões para uma abordagem comparada - Profª Marie Pierre Fenoll-Trousseau (ESCP)
A montagem de megaeventos culturais: um meio de projeção no cenário internacional - Profª Florence Pinot (CERALE ESCP)

Informações:

Tel.: (21)3799-6056/6088
E-mail: eventos.dint@fgv.br

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