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quarta-feira, setembro 09, 2009

Audiência Pública de Cultura no Rio de Janeiro: uma iniciativa que pode gerar novos arranjos criativos e produtivos




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Morando há pouco mais de um ano no Rio de Janeiro, pude perceber uma qualidade muito bacana desta cidade: existem muitas pessoas que acreditam que o espaço da cidade é uma construção de encontros.

E por falar em encontros, amanhã acontece uma audiência pública, no Plenário da Câmara Municipal, às 10h.

Segue abaixo na íntegra o convite que recebi da Suelyemma, da assessoria do gabinete do vereador Reimont.


Caríssim@,

Gostaria de contar com a sua presença no próximo dia 10, quinta. Teremos uma AUDIÊNCIA PÚBLICA para discutir as questões da cultura. O evento será no Plenário na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, às 10h. Serão pautados temas como o Conselho Municipal de Cultura, a Conferência Municipal de Cultura e a revisão da Lei do ISS.

Segue uma breve pauta.

*Abertura com exibição de vídeos temáticos.

*Reimont – Presidente da Comissão de Educação e Cultura

*Adair Rocha – Representação do Ministério da Cultura RJ/ESPIRÍTO SANTO – Conferência Nacional de Cultura e Sistema Nacional de Cultura e pacto federativo.

*Jandira Feghali – Secretária Municipal de Cultura - PL do Conselho Municipal de Cultura e convocação da Conferência Municipal de Cultura.

*Messina – Comissão de Educação e Cultura

*Flávio Aniceto – CPC - Coletivo de Produção Cultural Aracy de Almeida

- Participação da sociedade civil nos processos de formulação de políticas culturais - O Conselho Municipal de Cultura.

*Lenilda Campos – Diretora de Cultura da FAFERJ – Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro - Participação da sociedade civil nos processos de formulação de políticas culturais.

*Vera Lins – Comissão de Educação e Cultura.


Saudações,


Suelyemma
ASS GAB VEREADOR REIMONT
Tel.: 3814-2113 / 9382-6277
Câmara Municipal - Gabinete 406



Nota explicativa: não sou filiado a nenhum partido político ou sindicato. Respeito e dialogo com todas as iniciativas públicas e privadas que trabalhem em prol do desenvolvimento da cultura no Brasil.

quinta-feira, maio 07, 2009

Você é a favor ou contra a reforma da Lei Rouanet?




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Você sabe o que é "Lei Rouanet"? Talvez ao ouvir este nome você pense não conhecer o assunto, mas é muito provável que você já tenha visto várias vezes os seguintes logotipos em convites, cartazes, banners, flyers, filipetas e filmes:



Sempre que um produto cultural possui estes logotipos nos materiais de divulgação e na embalagem significa que recebeu um financiamento indireto do Governo Federal, com base na Lei nº. 8.313 de 1991, popularmente conhecida por "Lei Rouanet". Esta lei instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), que canaliza recursos para o desenvolvimento do setor cultural, com as finalidades de: estimular a produção, a distribuição e o acesso aos produtos culturais (CDs, DVDs, espetáculos musicais, teatrais, de dança, filmes e outras produções na área Audiovisual, exposições, livros nas áreas de Ciências Humanas, Artes, jornais, revistas, cursos e oficinas na área cultural, etc); proteger e conservar o patrimônio histórico e artístico; estimular a difusão da cultura brasileira e a diversidade regional e étnico-cultural, entre outras.

Atualmente está em curso um projeto do Ministério da Cultura intitulado
"Reforma da Lei Rouanet".

Toda mudança gera polêmica. Antes de tirar conclusões apressadas, conheça opiniões diferentes sobre o assunto.


O que fala o Ministro da Cultura Juca Ferreira no Programa 3 a 1:




Questões levantadas pelo Fórum Pensarte:

O Instituto Pensarte, organização cultural de interesse público, com quase dez anos de intensa atuação, realizou, em parceria com o site Cultura e Mercado, quatro semanas de intensos debates sobre a proposta do MinC de substituição da Lei Rouanet, que contou com ampla participação de diversos setores da sociedade.

Conheça o documento que elaborado por uma comissão de participantes do Fórum com o resultado parcial dos encontros e leia também o caderno especial sobre a Lei Rouanet, publicado pelo Instituto Pensarte.


Artistas falando sobre as mudanças:


Carlinhos Brown


Especialistas falam sobre as mudanças:


Fábio Cesnik



Yacoff Sarkovas

segunda-feira, abril 27, 2009

Assista a palestra "Projetos Culturais: perspectivas e incentivos" em Recife (PE)




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Recebi uma dica da Mariana Lira, sobre uma ação cultural muito importante que irá acontecer em Recife.

Compartilho com todos aqui o texto do release na íntegra:


PROJETOS CULTURAIS: PERSPECTIVAS E INCENTIVOS


Políticas de Gestão Cultural, leis de incentivo e programas de fomento para Projetos Culturais. Este é o enfoque da Palestra Projetos Culturais: perspectivas e incentivos, que será realizada no auditório do SENAC – PE, no dia 26 de Maio de 2009, às 19 horas. A entrada é 1 (um) quilo de alimento não-perecível.

Voltado para um público diverso como Produtores Culturais, estudantes e profissionais de áreas correlatas, além de pessoas interessadas no tema, o evento pretende debater a Gestão de Políticas Culturais, explicar as novas diretrizes da Lei Rouanet, além de apresentar o Programa BNB de Cultura edição 2010, que financia projetos culturais através do Banco do Nordeste.

Para tanto, a explanação terá, como palestrantes, a Chefe da Representação da Regional Nordeste do Ministério da Cultura (Minc), Tarciana Portella; o Assessor da Regional Nordeste do Ministério da Cultura (Minc), Jorge Edson Garcia; e a Assessora de Comunicação do Banco do Nordeste (Superintendência Estadual – PE), Ana Paula de Oliveira Teixeira.

Idéia. A Palestra foi fruto da necessidade de informações a respeito de projetos culturais e leis de incentivo sentida pela jornalista Sildelane Marques, idealizadora do evento. Sildelane é estudante da Pós-graduação em Eventos da Faculdade SENAC – PE e resolveu aproveitar o espaço e o apoio cedidos pela Faculdade Senac para organizar a palestra e saciar sua própria curiosidade, alem de reunir outros interessados na temática. A organização do evento conta também com a colaboração de estudantes do curso de graduação de Eventos da Faculdade SENAC-PE e de profissionais da área de comunicação.

Solidariedade. Com o objetivo de unir informação à ação, o acesso ao evento será permitido mediante a doação de 01 quilo de alimento não-perecível, a ser repassado ao Grupo de Crianças Carentes com Câncer (GAC), com sede em Santo Amaro , Recife – PE.

As inscrições para a Palestra Projetos Culturais: Perspectivas e Incentivos deverão ser feitas com antecedência, até o dia 22 de Maio de 2009, na secretária da Faculdade Senac, em horário comercial, ou através do e-mail parla.evento@gmail.com, contendo informações relatvas ao nome, telefone para contato, profissão e área de atuação. Os alimentos serão recebidos no dia do evento, na entrada do auditório do SENAC.


Mais informações:

Endereço Senac – PE

Av. Visconde de Suassuna, 500. CEP: 50..050-540, Santo Amaro, Recife – PE

Outras informações pelo telefone: 81-3413-6655 ou pelo e-mail: parla.evento@gmail.com.

inscrições: parla.evento@gmail.com

terça-feira, janeiro 06, 2009

Está em funcionamento o Sistema de Apresentação de Propostas Culturais do Ministério da Cultura



Baseado no informe da Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (informe.sefic@cultura.gov.br)


O novo procedimento de avaliação e aprovação das propostas será:

1. Proponente: Elaboração da proposta;

2. Proponente: Envio eletrônico para o MinC (no formulário localizado ao lado da consulta de projetos em www.cultura.gov.br);

3. MinC: Avaliação inicial da proposta;

4. MinC: Diligências eletrônicas, quando necessárias;

5. Proponente: Impressão da proposta;

6. Proponente: Envio da proposta impressa e assinada, junto com o termo de responsabilidade e os documentos constantes do lista em anexo;

7. MinC: Digitalização da documentação no protocolo do MinC;

8. MinC: Avaliação da documentação;

9. MinC: Solicitação de complementação de documentos, quando necessário;

10. MinC: Confirmação de recebimento definitivo da proposta;

11. MinC: Transformação da proposta em Projeto, com a atribuição do número do Pronac (EX. 090001)

12. MinC: Envio automático para os pareceristas nas vinculadas;

13. MinC: Retorno e inclusão na próxima reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC);

14. MinC: Publicação das portarias de aprovação ou comunicação de indeferimento.

[Importante!] Nas propostas que se iniciam em 2009, todas as comunicações entre o Ministério e os proponentes será eletrônica, por meio do e-mail cadastrado pelo proponente. Solicita-se, assim, que seja mantido atualizado o cadastro. O proponente tem a opção de informar mais de um email de comunicação.

[Muito Importante!]Solicita-se que o envio de propostas somente ocorra quando forem cadastradas todas as informações desejadas. Esse procedimento traz inúmeras vantagens para a tramitação da proposta, pois proporcionará maior agilidade na aprovação. Assim, mudanças serão sempre possíveis até o envio eletrônico para o Ministério. Em virtude de o novo procedimento ser automatizado, não será possível a troca de itens da proposta desde o envio ao MinC até o final da fase de aprovação. O proponente pode solicitar modificações ao término da aprovação ou poderá solicitar o cancelamento da análise da proposta em curso.

O manual de utilização está disponível.

Se achar necessária a inclusão de novo produto, item ou informação ainda não existente nas listas do sistema, favor solicitar pelo email informe.sefic@cultura.gov.br

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Muito para poucos



Reportagem de Larissa Guimarães, da Sucursal de Brasília do jornal Folha de São Paulo, publicada originalmente em 11 de dezembro de 2008 e posteriormente em 22 de dezembro de 2008 no site do Ministério da Cultura

Os recursos da Lei Rouanet, principal mecanismo para o financiamento da cultura no país, concentram-se nas mãos de poucos. Metade de todo o dinheiro que a lei torna disponível é captado por apenas 3% das empresas e entidades que apresentam projetos culturais em busca de patrocínio.

Dos 4.334 proponentes que no ano passado tentaram captar recursos pela Rouanet, 130 conseguiram R$ 483 milhões -quase 50% do total arrecadado (R$ 974 milhões).

A proponente com maior captação em 2007, com 100% de renúncia fiscal, foi a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, com R$ 17,38 milhões. A Dançar Marketing e Comunicações, com projetos como o Telefonica Open Jazz e o Cine na Praça, ficou em segundo lugar, com R$ 11,54 milhões. Em terceiro, a Fundação Roberto Marinho, com R$ 9,95 milhões -dos quais R$ 8,61 milhões foram para o Museu do Futebol, em São Paulo.

O Ministério da Cultura e parte do setor cultural apontam essa concentração como uma distorção. A crítica é a de que apenas projetos de grande porte e maior apelo de marketing levam vantagem. Em 2007, por exemplo, só um terço dos projetos conseguiram captar dinheiro pela Rouanet.

Pela lei, projetos ou proponentes buscam o patrocínio de empresas, que podem abater todo o recurso ou parte dele no imposto devido. O percentual de abatimento depende da natureza do projeto. No caso de música erudita, por exemplo, 100% do valor patrocinado é deduzido. Para música popular, 30% é abatido em imposto, e a empresa desembolsa 70%.

“Hoje os índices de renúncia fiscal são pré-definidos, o que não estimula o desenvolvimento do setor cultural. Será que não há projeto na área de música popular que mereça um índice maior?”, disse o ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante debate com empresários sobre a Rouanet, na semana passada.
Para ele, o modelo de financiamento da lei faz com que haja um predomínio da renúncia fiscal. De cada R$ 10 captados pela lei, afirma, R$ 9 são de renúncia. “Parece dinheiro privado, mas não é. Criamos um vício de mecenato com dinheiro público. O índice de 100% deveria se tornar uma exceção.”


Mudanças

O governo quer levar ao Congresso, em fevereiro, um projeto de lei para alterar regras da Rouanet, com novos critérios para a renúncia. A idéia, diz o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Roberto Nascimento, é estabelecer pontuações e pesos diferentes. “A pontuação envolveria, por exemplo, a venda ou não de ingressos no local de realização”, afirma.

Outro ponto a ser alterado é o funcionamento do Fundo Nacional da Cultura (FNC), criado para captar e destinar recursos a projetos culturais. A proposta do ministério é criar fundos setoriais dentro do FNC, que movimenta cerca de R$ 180 milhões ao ano, para melhorar a distribuição do dinheiro e facilitar o planejamento.


Concentração

Representantes do setor cultural apontam a necessidade de mudar a lei do mecenato. O superintendente de atividades culturais do Itaú Cultural, Eduardo Sarón, diz que a lei é concentradora. Ele defende a manutenção do índice de 100% de renúncia fiscal para museus e aquisição de acervo, mas avalia que “para projetos grandes, consagrados, poderia haver contrapartida maior da iniciativa privada.” O Itaú Cultural foi o proponente com maior contrapartida no ano passado.

Representante da maior incentivadora da Lei Rouanet no país, a gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, também vê necessidade de mudanças. “A Rouanet foi uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento cultural do país, mas pode ser aperfeiçoada.”

Voz dissonante, o diretor-executivo do MAM-SP, Bertrando Molinari, diz que a criticada concentração por Estados espelha os PIBs regionais. “A “concentração” pode estar distorcida: uma empresa com sede no Sudeste, por exemplo, pode disseminar suas atividades culturais nacionalmente.”

Ele lembra que a Rouanet foi criada (em 1991) num ambiente de instabilidade econômica. “Mesmo assim, a lei passou bem por esses anos, assim como pelos últimos anos de estabilidade. Às vésperas da crise, talvez merecesse mais uma oportunidade de ser testada.”


Outro Lado

Há exagero e “componente ideológico” nas críticas do Ministério da Cultura sobre a concentração de recursos pela Lei Rouanet. A afirmação é de Cláudio Vasconcelos, gerente jurídico da Fundação Roberto Marinho, proponente que teve a terceira maior captação de recursos pela lei em 2007, com 100% de renúncia fiscal.

“A Lei Rouanet fez do Brasil uma potência cultural nos últimos 17 anos. Embora não seja perfeita, é um instrumento importantíssimo”, afirmou. Nos últimos anos, a fundação organizou dois dos museus mais visitados no país: o Museu da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol, ambos em São Paulo. “São espaços públicos, com dinheiro público, com acesso público e permanente e sem fins lucrativos. Eles não existiriam sem patrocínio”, afirma.

Vasconcelos diz que todos os projetos da fundação estão ligados às redes de ensino público. “Os projetos de patrimônio histórico são pensados para serem integrados aos currículos escolares. É difícil apontar no país verba mais bem aplicada.”

A Folha entrou em contato com os três proponentes com maior captação de recursos pela lei em 2007, dentro do critério de 100% de renúncia. A reportagem procurou a Orquestra Sinfônica Brasileira, a primeira no ranking, desde sexta-feira. A assessoria da orquestra informou que o diretor de marketing e negócios, Ricardo Levisky, estava em viagem e era o único que poderia falar sobre captação de recursos pela lei.

A assessoria de imprensa da Dançar Marketing e Comunicações, a segunda colocada, informou que o diretor da entidade estava doente e não poderia atender a reportagem.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

MinC informatiza serviço para recebimento de propostas culturais a partir de 1º de Janeiro



Conteúdo extraído do site do Ministério da Cultura

A partir do dia 1º de janeiro de 2009, os proponentes poderão também enviar suas propostas pela internet. O formulário por papel continuará sendo recebido normalmente. O projeto de modernização para o envio de propostas e de projetos ao Ministério da Cultura foi apresentado pela equipe de Gerenciamento da Informação do MinC (DGI) ao secretário executivo, Alfredo Manevy e aos representantes das Secretarias de Incentivo e Fomento à Cultura (Sefic) e do Audiovisual (SAv), na tarde dessa sexta-feira, 5 de dezembro.

A responsabilidade das informações declaradas serão de quem preencher o formulário. Isso evitará possíveis erros e ruídos, pois atualmente os dados contidos nos formulários de papel, disponibilizados pelo MinC, são digitados para um Banco de Dados e, durante a execução desse processo, podem ocorrer erros.

Para Evaristo Nunes, da Sefic/MinC, o novo sistema é um passo importante que o MinC dá para resolver a demora na avaliação das propostas e encaminhamento de projetos. “Esse novo sistema possibilitará menos erros e mais agilidade. Nós estamos falando de um procedimento quase todo eletrônico, somente a certificação será em papel, pois ainda não disponibilizamos a digital, mas será por pouco tempo. Isso fará com que tenhamos redução de problemas, de inconsistência da informação e maior transparência, o que é muito importante”, esclareceu.

O novo sistema, parecido com o do Imposto de Renda, avisa ao proponente possíveis erros de preenchimento, impedindo o envio. A proposta, ao ser enviada, é analisada por funcionários do MinC. Caso ocorra a necessidade de alguma correção, o responsável pela proposta recebe um e-mail informando qual alteração precisa ser feita. Se estiver tudo certo, a proposta transforma-se em projeto e automaticamente recebe o número do Pronac [Programa Nacional de Apoio à Cultura]. A partir de então, é enviado às instituições vinculadas para apreciação dos pareceristas.

Nessa fase, o projeto torna-se público e é possível acompanhá-lo pela Internet, até mesmo com os pareceres dos técnicos. Na opinião dos partipantes da reunião isso irá requerer uma maior especialização dos técnicos, pois essas informações não podem expor o proponente e deverá ser o mais impessoal possível.

O secretário Alfredo Manevy parabenizou todos os participantes do projeto e destacou o caráter didático presente nessa nova proposta, pois segundo ele, com os avisos do próprio sistema, qualquer pessoa poderá aprender como fazer uma proposta. “Muitas pessoas têm potencial para formularem propostas culturais, mas desconhecem como apresentá-la ao ministério e também desconhecem as leis. Esse novo sistema pode funcionar como um curso e as pessoas a cada dia ficarão mais familiarizadas com os trâmites”.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Blog da Reforma da Lei Rouanet



Conteúdo extraído do site do Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura deverá encaminhar ao Congresso Nacional, no próximo ano, proposta de reformulação da legislação federal de financiamento à Cultura, que será elaborada a partir de ampla consulta pública.

A legislação - atualmente baseada nos mecanismos Mecenato e Fundo Nacional de Cultura - necessita de ajustes que considerem a diversidade da cultura brasileira, levem a uma melhor distribuição regional dos recursos e ampliem o apoio a atividades que promovam a inclusão sociocultural da população.

Desde o início do Governo Lula, o MinC tem promovido séries de debates com a sociedade para o aprimoramento da Lei Federal de Incentivo à Cultura: o Seminário Nacional Cultura para Todos, em 2003 e 2004, que resultou no Decreto nº 5.761/2006; o Fórum Nacional de Financiamento da Cultura, que vem sendo realizado em todas as regiões brasileiras; e, mais recentemente, os Diálogos Culturais nas principais capitais do país.

A série Diálogos Culturais conta com uma apresentação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que traz um balanço das ações do MinC nos últimos seis anos, mostra as distorções provocadas pelo atual modelo determinado pela Lei Rouanet e as linhas gerais da proposta para dinamizar e democratizar o acesso ao financiamento da Cultura.

Para divulgar todas essas iniciativas, o Ministério da Cultura criou o Blog da Reforma da Lei Rouanet, no qual foi disponibilizada a apresentação dos Diálogos Culturais (www.cultura.gov.br/dialogosculturais), além dos documentos, dados e propostas de alteração elaborados tanto pelo MinC quanto pela sociedade nos diversos fóruns de debates.

O Blog da Reforma da Lei Rouanet também é um espaço voltado para receber sugestões e comentários sobre a proposta de reformulação da legislação de fomento à Cultura. Confira no seguinte endereço eletrônico: blogs.cultura.gov.br/reformadaleirouanet.

terça-feira, novembro 18, 2008

Cooperativa Paulista de Teatro lança livro sobre as políticas públicas para o setor



Conteúdo extraído do site da Cooperativa Paulista de Teatro

No dia 19 de novembro, às 21h, no Espaço Parlapatões (Praça Roosevelt, 158, Centro), a Cooperativa Paulista de Teatro lança o livro "A Luta dos grupos Teatrais de São Paulo por Políticas Públicas para a Cultura – Os cinco primeiros anos da Lei de Fomento ao Teatro".

O lançamento do livro inicia as comemorações pelos 30 anos da Cooperativa Paulista de Teatro, a serem completados em 2009. Escrito por Iná Camargo Costa, a pedido da Cooperativa, a pesquisa contou com o apoio de Dorberto Carvalho e levou mais de um ano para ser concluída.

No dia do lançamento, serão realizadas apresentações de grupos teatrais fomentados e de grupos que sugiram em conseqüência de ações incentivadas pela Lei de Fomento, como nos projetos do grupo Caixa de Imagens, da Cia. Estável e do grupo Sobrevento.

Ilustrando os benefícios indiretos da Lei, os grupos Caixa de Imagens, Sobrevento e a Cia. Estável mostrarão como os seus projetos se ampliaram às comunidades onde atuam, ao apresentando performances teatrais de novos núcleos artísticos, que surgiram dentro das ações fomentadas.

A Casa da Tia Siré é um coletivo que surgiu de interesses comuns entre alunos e integrantes do projeto "Amigos da Multidão", da Cia. Estável de Teatro, realizado entre 2001 e 2004, no bairro Cangaíba, Zona Leste de São Paulo. Já o grupo Mão na luva é um núcleo nascido em atividades do grupo Sobrevento, que já formou mais de 20 marionetistas devido às atividades viabilizadas pelo Fomento.


O Livro

O livro "A Luta dos grupos Teatrais de São Paulo por Políticas Públicas para a Cultura" analisa os cinco primeiros anos da Lei Municipal de Fomento ao Teatro.

Da crítica aos modelos de financiamento público que se dão por meio da isenção fiscal, até o movimento da classe teatral A arte contra a barbárie, que foi uma das células de germinação da Lei de Fomento ao Teatro, o livro de Iná Camargo Costa compõe o retrospecto da luta dos grupos teatrais de São Paulo por políticas públicas para o setor.

Para além desta tarefa, o volume relata as experiências fomentadas e mostra os impactos que a Lei trouxe na diversificação da cena teatral, ao compor uma nova fisionomia para o teatro paulistano.


Os autores

Iná Camargo Costa – Doutora em Filosofia, Iná é professora aposentada pela USP. Pesquisadora do teatro épico e da dramaturgia nacional, é uma militante incansável do movimento teatral paulistano, por sua presença constante nas rodas de formação dos grupos de São Paulo. A autora não cobrou honorários para escrever o livro. Segundo ela, os seus rendimentos como aposentada, oriundos do estado, já a remuneram o suficiente para trabalhar para a causa pública.

Dorberto Carvalho – ex-secretário da Cooperativa Paulista de Teatro, formado em Letras pela USP, atua na promoção de Políticas Públicas para a Cultura e para a formação de públicos para o teatro.

A Secretaria Municipal de Cultura contribuiu para a composição do livro ao autorizar a publicação de dados estatísticos sobre o Programa, que constam nos anexos ao texto de Iná e Dorberto.


A Lei de Fomento

O livro resgata a história do Arte Contra a Barbárie – movimento iniciado em 1998 pelas Companhias Folias D´arte, Latão, Vertigem, Grupo Tapa e Pia Fraus – que ganhou a adesão de boa parte da categoria e derivou no Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, Lei 13.279, em 2002.

O projeto concebido pelo Arte Contra a Barbárie, amplamente discutido com a classe teatral, em encontros na antiga sede dos Parlapatões, em Pinheiros, no Oficina, no Teatro de Arena e diversos outros espaços, teve a participação ativa do diretor teatral Luis Carlos Moreira (Grupo Engenho) e Cezar Vieira (Teatro Popular União e Olho Vivo).

Estão presentes: a história do movimento, a instauração da Lei, que teve votação unânime na Câmara (via projeto apresentado pelo então vereador Vicente Cândido), os debates públicos com as comissões julgadoras dos editais, o processo de politização dos grupos e companhias, a experiência do Jornal O Sarrafo, entre outros momentos importantes para a consolidação do programa de fomento.

A luta pela manutenção do programa, de modo independente à variação dos governos municipais em vigência e às instabilidades partidárias, compõe o painel de uma história paradigmática no debate nacional sobre fundos e incentivos fiscais nas políticas públicas para a cultura a serem desenvolvidas no Brasil.

De junho de 2002 a janeiro de 2008, foram realizados 13 editais do Programa, pelos quais 192 projetos de 93 núcleos artísticos da cidade de São Paulo foram selecionados, propiciando condições – não só para a montagem de seus espetáculos – para a manutenção de suas pesquisas estéticas e interventivas.

SERVIÇO
- Lançamento do livro A Luta dos Grupos Teatrais de São Paulo por Políticas Públicas Para a Cultura – de Iná Camargo Costa e Dorberto Carvalho. (280 páginas)
- Apresentação de grupos teatrais convidados.

Local: Espaço Parlapatões (Praça Roosevelt, 158, Centro)
Horário: 21h
Ingresso: As apresentações têm entrada franca (o livro será distribuído gratuitamente).
Informações: (11) 2117-4710/ (11) 2117-4711