Imagem do site do Banco Central
Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com
Até hoje ouço pessoas falarem o seguinte: "eu não quero vender o meu projeto, vou deixar que um captador de recursos faça isso; prefiro manter o foco naquilo que faço melhor". Um bom raciocínio. Na prática, você conhece algum captador de recursos? Você sabe como atua um captador de recursos?
Enquanto você pensa sobre estas questões, vou descrever um roteiro inicial, bem básico, de fontes de captação de recursos para projetos culturais.
Em primeiro lugar, você precisa saber quanto irá precisar. Parece óbvio, mas não é. Muitos profissionais saem tentando captar recursos sem ao menos saberem com precisão o valor que necessitam para financiar suas atividades.
Não estranhe. Quando assunto é dinheiro, não há espaço para divagações. Para você captar qualquer quantia de dinheiro, o primeiro passo é saber quanto realmente irá precisar.
O segundo passo é compreender que quanto mais alta a quantia a ser captada, mais complexa será a ação de captação de recursos. Logo, se o valor for muito alto, você pode fracioná-lo em cotas. É mais fácil você conseguir quatro patrocínios de R$ 2.500,00 do que um de R$10.000,00.
O próximo passo é pensar em qual será o tipo de financiamento: privado ou público.
Se você optar pelo financiamento público, você pode começar entrando na seção dos editais do site do Ministério da Cultura. Depois, você pode pesquisar editais nos sites das prefeituras e estados. Porto Alegre, por exemplo, possui o FUMPROARTE, que é um fundo municipal de financiamento de atividades artísticas.
Tratando ainda de financiamento público, é interessante você conhecer o seguintes sites: Funarte, Ancine, Programa Petrobrás Cultural, as ações de fomento da cultura do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, Eletrobrás, Furnas Centrais Elétricas, Correios, o Bando do Nordeste e o Sebrae.
Se você achar que o seu projeto possui mais afinidade com o patrocínio privado, é interessante conhecer os programas do Itaú Cultural, Natura, Votorantim e Oi Futuro.
Você pode também procurar mais informações sobre empresas privadas que investem em cultura acessando a pesquisa Perfil dos Investidores. Ela está disponível para assinantes da revista Marketing Cultural.
Para saber mais sobre captação de recursos, pesquise também na página da RITS - Rede de Informações para o Terceiro Setor.
Ficou interessado?
Envie e-mail para alebarreto@gmail.com e receba mais informações.
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* Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares. Saiba mais
Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.
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