Mostrando postagens com marcador cultura digital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura digital. Mostrar todas as postagens

sábado, novembro 13, 2010

Cultura Digital também é assunto de gestores e produtores culturais

Juca e Gil from FLi Multimídia on Vimeo.




Por Alê Barreto*


Recebi hoje um vídeo enviado pelo Rodrigo Savazoni, da Casa da Cultura Digital (São Paulo), e que trabalha na FLi Multimídia (Estratégias para comunicação e cultura digital), que foi feito com os ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira, sobre os avanços que o Estado brasileiro teve com um novo entendimento por parte do Ministério da Cultura para a relação da cultura com as novas tecnologias de informação e comunicação.

Este conteúdo faz parte da divulgação de dois importantes eventos: Fórum da Cultura Digital e o Brasil 2014 (ato que irá discutir o futuro da Cultura Digital).

Mais um aprendizado sobre produção executiva: vejam que boa ideia os organizadores do fórum tiveram para resolver a necessidade de informações para orientar os participantes (onde comer, beber, transporte, etc.): Guia de Sobrevivência do Fórum da Cultura Digital 2010

*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

segunda-feira, novembro 01, 2010

Participe do fórum da Cultura Digital Brasileira 2010




Por Alê Barreto*


Você sabia que políticas públicas para cultura estão sendo construídas através da rede social CulturaDigital.Br ?

Leia abaixo o release oficial

A 2ª edição do Fórum da Cultura Digital Brasileira, a ser realizada entre os dias 14 e 17 de novembro de 2010 na Cinemateca de São Paulo, pretende congregar, conforme ocorreu em 2009, as iniciativas de cultura e comunicação existentes no país que estão conectadas pela rede social CulturaDigital.Br.

Este ano, a proposta é dar visibilidade aos processos emergentes na rede, às diferentes comunidades de práticas e interesses que se organizaram ao longo do ano, levantando questões e propondo formulações para subsidiar as políticas públicas para a era digital, desenvolvidas com pioneirismo pelo Ministério da Cultura do Brasil desde 2003.

O Fórum também pretende, como no ano passado, abrir espaço para expressões artísticas emergentes do mundo das redes, antecipando tendências e apresentando a diversidade cultural brasileira para o público participante.

Para tanto, a programação está aberta a propostas autogestionadas na qual qualquer indivíduo, grupo, coletivo, instituição nacional ou internacional poderá submeter uma proposta de participação para as seguintes áreas: OFICINAS / HANDS ZONE, EXPERIÊNCIAS, PESQUISAS e REDES.

*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, janeiro 26, 2010

Um produtor cultural independente deve entender as questões da cultura digital




Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

Receba aviso de atualização no twitter


Comecei a minha pós-graduação: MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes. O primeiro módulo é sobre Cultura Digital.

Compartilho aqui quatro dicas excelentes aprendidas na aula da professora Eliane Costa relacionadas ao tema Cibercultura.



No rede www.culturadigital.br você pode acompanhar e participar da formulação de uma política brasileira de Cultura Digital.



Neste endereço está acontecendo também o processo colaborativo de discussão e formulação de um marco civil para a Internet brasileira.



No livro CulturaDigital.BR, organizado por Rodrigo Savazoni e Sérgio Cohn, com a supervisão de José Murilo Jr. e Álvaro Malaguti, integrantes da coordenação executiva do Fórum da Cultura Digital Brasileira, você encontra entrevistas com Alfredo Manevy, André Lemos, André Parente, André Stolarski, André Vallias, Antonio Risério, Bernardo Esteves, Claudio Prado, Eduardo Viveiros de Castro, Eugênio Bucci, Fernando Haddad, Franklin Coelho, Gilberto Gil, Guido Lemos, Hélio Kuramoto, Jane de Almeida, Juca Ferreira, Ladislau Dowbor, Laymert Garcia dos Santos, Lucas Santtana, Marcelo Tas, Marcos Palácios, Ronaldo Lemos, Sergio Amadeu e Suzana Herculano-Houzel que fazem uma cartografia das principais questões que circundam a cultura digital. O livro pode ser baixado gratuitamente.



Por fim, na matéria "Sobre o acordo Google Books, ou de porque precisamos atualizar a lei de direito autoral" você terá uma boa noção sobre a complexidade que envolve o debate da proteção autoral em tempos de cultura digital.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Começa dia 13 de fevereiro o curso de extensão "Cultura Digital"




Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Como ser um produtor cultural independente é estudar para ampliar o olhar sobre as culturas, segue abaixo uma boa oportunidade de curso para fazer no período de férias.


Universidade Candido Mendes
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa
Programa de Estudos Culturais e Sociais
Curso de Extensão "Cultura Digital" (disciplina do MBA em Gestão Cultural)

Carga horária: 15h
Dias: 13, 18, 25 de janeiro, 1 e 8 de fevereiro de 2010
Horário: 19h às 22h

Programa:
Reflexões e novos paradigmas advindos da Cibercultura. As janelas digitais e a "Economia da Atenção". Novas percepções e ações promovidas pela interatividade de interfaces e pela convergência digital.

A cibercultura e as mudanças no cotidiano e nas relações sociais e produtivas. Web 2.0. Comunidades culturais virtuais. Acesso ao conhecimento, à informação e à cidadania. Reflexões e ações para dirimir as barreiras da exclusão digital, exclusão cultural e exclusão social.

Reconfiguração da cultura e dos públicos: da era da espetacularização. A Internet, TV digital e rádio digital como desafios na promoção da diversidade cultural na rede.

Distribuição digital X direitos autorais. Open Business. Creative Commons. Cultura Livre. Novos modelos de negócio e de consumo. Mercados periféricos.

Novos modelos de interação cultural e produção colaborativa, no “centro” e nas “periferias” globais.

Estudo de casos: Wikipedia, YouTube, Overmundo, Canal Contemporâneo, Idança, Porta-curtas, Portal Literal, Festival Visões Periféricas, Cine CUFA (Central Única das Favelas), projetos Afroreggae (Rádio digital comunitária e Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti em Parada de Lucas) e Centro Cultural Wally Salomão de produção de conteúdos digitais, em Vigário Geral), coleção Tramas Urbanas, Spetaculu, Reperiferia.

Professora:
Eliane Costa

Titulação: Mestranda em História, Política e Bens Culturais na FGV-RJ. Pós-graduação na UFRJ e MBA em Comunicação com Formação em Marketing pela ESPM.
Graduada em Física, pela PUC-Rio, é Gerente de Patrocínio Cultural da Petrobras. Como funcionária da Petrobras foi analista de sistemas e projetista de sistemas de multimídia institucional, tendo gerenciado o núcleo de Comunicação nos órgãos de Tecnologia da Informação e na Área de Negócios Internacionais. É coordenadora do módulo “Cultura e Tecnologia” e professora de Cultura Digital no MBA de Gestão Cultural, na pós-graduação de Produção Cultural e no Curso de Extensão em Economia da Cultura, todos na Universidade Candido Mendes.

Inscrições Abertas
Vagas Limitadas
Emissão de Certificado
Valor: R$ 350,00 à vista ou 2x R$ 175,00

Informações e Inscrições:
Universidade Candido Mendes
Rua da Assembléia, 10 sala 616
tel. (21)2531 2000 r. 257 / 289 ou 3543-6489 e-mail: pecs@candidomendes.edu.br
www.gestaocultural.org.br / www.candidomendes.edu.br

domingo, junho 21, 2009

Como o software livre pode facilitar a produção cultural independente - conceito



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Há muitos mitos ainda sobre as vantagens e desvantagens de se utilizar o software livre, apesar dele estar sendo amplamente utilizado na sociedade. Quase todo mundo já deve ter encontrado em algum computador o buscador Moozila Firefox. É software livre. Também já deve ter entrado em algum cyber ou lan house e aberto um arquivo do word no Open Office. É software livre.

Pensando nisso, preparei uma pequena série de posts especiais intitulada "Como o software livre pode facilitar produção cultural independente", com o objetivo de mostrar de forma prática como o mesmo pode ser utilizado. Não tenho a pretensão de esgotar o tema. Quero que os novos produtores culturais independentes aprofundem a pesquisa e descubram, a partir destas idéias, novos caminhos e novas possibilidades.



Como o software livre pode facilitar a produção cultural independente - conceito


Acredito que o maior ponto em comum que existe entre o software livre e a produção cultural é a questão da liberdade de expressão.

É importante percebermos que no sistema capitalista que vivemos somente podemos ter liberdade de expressão quando construímos condições sustentáveis para que isso aconteça. Sim, estou falando de dinheiro. Software livre não quer dizer necessariamente software gratuito. Trabalhar para que uma ação cultural aconteça não quer dizer necessariamente que fazer produção cultural é algo gratuito.

O Movimento Software Livre apresenta quatro liberdades relacionadas ao uso do software livre:

- liberdade de uso para qualquer finalidade;

- liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Aceso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Novamente o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de redistribuir cópias das alterações feitas.



Assista o vídeo do professor Sérgio Amadeu falando sobre Software Livre


Se analisarmos, estas quatro liberdades se aplicam ao conhecimento de produção cultural independente. Ou seja, todo o produtor deve ter a liberdade de:


- usar o conhecimento de produção cultural para qualquer finalidade, para produzir as mais diversas ações culturais;

- estudar o conhecimento de produção cultural existente e adaptá-lo as suas necessidades. Para isso, é importante se estruturar formas de oferecer acesso a este conhecimento;

- aperfeiçoar os conhecimentos de produção cultural e liberá-los para que toda a sociedade se beneficie. É preciso pensar como fazer isso e garantir sustentabilidade para as pessoas que se propõe a fazer isso.

- redistribuir cópias dos conhecimentos de produção cultural aperfeiçoados.


Muitos profissionais da área cultural acham que disponibilizar conhecimentos de forma gratuita irá prejudicar sua sustentabilidade. E muitos profissionais veteranos têm medo de perder poder e vantagem competitiva no mercado cultural.

Acontece que o conhecimento não é algo estático. Está sempre em movimento e expansão.

Veja este exemplo: o conhecimento de como pintar uma parede, trocar a resistência de um chuveiro ou fazer um determinado doce é livre. Nem por isso a pessoas deixam de contratar pintores e eletricistas ou de ir a uma padaria para comprar uma torta.

A complexidade da vida contemporânea leva as pessoas a procurarem pessoas especializadas para a realização de atividades para as quais não possuem tempo disponível.

Assim como você não vai querer fazer tudo que precisa para a sua vida, ou seja, ser seu próprio pedreiro, faxineiro, policial, médico, dentista, etc, você também não tem tempo de atender a todos que procuram você.

Há um mito de que se alguém é adepto da liberdade do conhecimento é obrigado a atender todo mundo que chega e lhe faz uma pergunta. Meu blog tem crescido e hoje recebo 3.000 visitas por mês. Imagine se cada uma destas 3.000 pessoas viesse me exigir fazer isso. Eu teria tempo para fazer mais alguma outra coisa na minha vida?

A questão é entender o conceito e praticá-lo com equilíbrio.

Sugestões para praticar o conceito de "software livre" na produção cultural independente:

- após concluir um trabalho de produção cultural, organize uma pasta, física ou virtual, com todos materiais utilizados para organizar o projeto. Será a sua "memória". Analise os resultados: o que deu certo e o que pode melhorar;

- procure encontrar novas fontes de conhecimento para melhorar a sua forma de trabalho. Muitas vezes você não irá encontrar o conhecimento específico para sua atividade, mas poderá adaptá-lo a sua necessidade. Exemplo: está procurando um livro sobre produção de espetáculos teatrais e só encontra de shows musicais. Analise. Há muita coisa parecida;

- compartilhe o conhecimento. Descubra diferentes formas de fazer isso, na forma de blog, newsletter, redes sociais, palestras, cursos, consultorias e publicações;

- encontre maneiras sustentáveis de distribuir seus conhecimentos. Se você não pode passar o dia respondendo perguntas via e-mail, publique conteúdos na internet que estarão acessíveis para muitas pessoas.


Encontre a sua maneira de ser "software livre" na produção cultural.

sábado, junho 20, 2009

Conhecer o software livre e usá-lo na produção cultural é uma construção




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Fui convidado para ministrar o curso "Aprenda a Organizar um Show" no dia 27 de junho no 10º Fórum Internacional do Software Livre, na PUC, em Porto Alegre, RS. Não é por acaso. É uma construção.

A primeira vez que ouvi falar de software livre foi em janeiro de 2003. Lá estava eu no Fórum Social Mundial dando os primeiros passos rumo ao meu sonho de trabalhar com cultura. Era voluntário da Comissão de Cultura que organizava a programação cultural do Acampamento Intercontinental da Juventude. Porteiro do cinema!



Num dia, vi que haviam alguns computadores sobrando, numa espécie de cyber que havia sido montado para quem estava trabalhando nas diferentes comissões que organizavam as atividades do acampamento. Ao sentar no computador me deparei com a figura emblemática do pinguim, símbolo do Linux.

Na época, confesso, achava que havia um certo extremismo na forma como alguns ativistas defendiam a idéia dos software livre. Os caras olhavam horrorizados para quem utilizava os programas do Windows, como se você fosse um herege. Como não gosto de nada que tentam me empurrar guela abaixo ou só aderir porque é novo, moderno, "hype", resolvi amadurecer o conceito.





Voltei a me encontrar com o assunto software livre no Mercado Cultural de Salvador, em dezembro de 2005. Lá assisti uma palestra sobre o Programa Cultura Viva e tive conhecimento de que o Ministério da Cultura havia distribuído aos Pontos de Cultura um kit multimídia com software livre. Então comecei a perceber o assunto com mais clareza. Ninguém estava me obrigando a deletar todos os meus textos em Word e planilhas em Excel. Pelo contrário, estavam mostrando que o software livre era um grande aliado no movimento de compartilhamento de conteúdos culturais no Brasil e no mundo.





Na medida que fui percebendo que o software livre poderia contribuir para fomentar o desenvolvimento da produção cultural, passei a utilizar o conceito em alguns trabalhos. O primeiro deles foi a comunicação do lançamento do Cd independente "Assim Falou Bataclan", da Bataclã FC, de Porto Alegre, em 2006. Cientes da dificuldade de divulgarmos o trabalho da banda em muitos veículos de comunicação, que exigiam pagamento de "jabá", eu e os músicos e compositores Richard Serraria e Marcelo da Redenção, articuladores do Coletivo TARRAFA que produzia a banda, decidimos buscar um caminho alternativo para difusão da música. Pensamos na internet. A partir daí nos aproximamos de pessoas do Movimento Software Livre e logo decidimos apoiar a realização do 8º Fórum Internacional Software Livre – fisl8.0.





Em 2007 a Bataclã FC foi convidada a abrir o 2º Festival Multimídia de Cultura Livre do Brasil, dentro da programação do Fórum. Lá estávamos nós aprendendo a difundir o nosso trabalho cultural junto com o Mombojó, DJ Dolores e os VJs Pixel e Salsaman, artistas que entendem a importância do software livre.





Neste mesmo ano, atuei na organização do 1º Encontro de Cultura Colaborativa e da programação cultural do seminário "Além das Redes de Colaboração".



Baixe este livro


Em 2008, ajudei a promover neste blog a idéia do que é o software livre, o Fórum Internacional, o lançamento do livro com as idéias do seminário e o que é o Creative Commons.

Toda esta trajetória têm sido muito importante na minha formação como produtor cultural independente.

Acredito que o compartilhamento do conhecimento, de forma sustentável, é uma das principais ações necessárias para a educação das pessoas para a produção cultural.