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terça-feira, abril 26, 2016

O assunto é produção: um site com conteúdos sobre produção e gerenciamento artístico de carreira artística musical





Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Para minha felicidade, a cada dia amplia a oferta de informações sobre produção e gestão de carreiras artísticas e criativas.


Descobri no YouTube um vídeo de Jacques Figueras comentando sobre o livro "You're a Musician. Now what?" (Você é músico. E agora?) do baixista Janek Gwizdala e fiquei impressionado com a qualidade das informações e o estímulo à organização.





Fui atrás do Jacques Figueras na internet e encontrei o site "O assunto é produção"



É uma ótima fonte e recomendo a pesquisa.




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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terça-feira, julho 30, 2013

Bom é trabalhar com organização



Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Recebi via e-mail o link para a reportagem "Jason Fried:" É difícil trabalhar no local de trabalho", publicada na revista Época (leia na íntegra).

Segundo a matéria, Jason Fried é


"(...) dono da 37 Signals, uma empresa que desenvolve aplicativos para a internet e tem mais de 3 milhões de clientes. Escritor e blogueiro (37signals.com/svn), Fried colocou algumas das filosofias que usa na empresa em seu segundo livro, Rework (Retrabalhe, em tradução livre), escrito em parceria com seu sócio, David Heinemeier. Para eles, é imperativo haver uma mudança radical no modelo de gestão de empresas e no método de trabalho. “Não nos deixam trabalhar no trabalho”, diz Jason Fried nesta entrevista a ÉPOCA. “Os locais de trabalho são baseados na interrupção, e a interrupção é a maior inimiga da produtividade e da criatividade.”


Li a entrevista. Gostei muito. Transcrevo um pequeno trecho que me chamou atenção:


[início da transcrição]

ÉPOCA – O que há de errado no método de trabalho da maioria das empresas?

Jason Fried – Há vários erros no modelo de gestão de empresas e de funcionários. Definir prioridades o tempo inteiro é um deles: tudo parece prioritário; logo, nada tem prioridade. O planejamento é outro ponto falho. Planejar é ótimo quando ocorre de fato. Muitas vezes esse planejamento é puro achismo: ideias abstratas baseadas em premissas desconhecidas e pressupostos que não sabemos se vão ocorrer ou não. Mas, para mim, o principal problema é a forma como trabalhamos e os locais para fazer isso. É difícil trabalhar no trabalho. Não nos deixam.


ÉPOCA – Como assim?

Fried – O escritório, ou como queira chamar o local de trabalho comum, está repleto de interrupções. Se você fizer uma rápida pesquisa com seus colegas, vai perceber que a maioria prefere executar as tarefas pendentes de manhã cedo ou tarde da noite. Ou levar trabalho para casa, nos fins de semana. Esse não é o melhor jeito de trabalhar. Não se trata de uma questão de preferência dos funcionários. É uma decorrência do erro na estrutura dos locais onde trabalham.


ÉPOCA – Mas as pessoas produzem, não?

Fried – As pessoas trabalhariam melhor se não fossem interrompidas. A interrupção é a maior inimiga da produtividade e da criatividade. O modo de trabalhar acaba se adaptando à interrupção. Colegas falam, riem, andam de lá para cá, telefones tocam, chefes convocam reuniões o tempo inteiro. Em vez de uma jornada de trabalho, temos momentos de trabalho ao longo do dia. Você chega, liga o computador e tem uma reunião em 50 minutos. É um momento de trabalho. Depois da reunião, você volta irritado porque a reunião foi perda de tempo e vai almoçar. Na volta, passeia na rede social, conversa com um colega sobre algo banal, outro o chama para ver um vídeo no YouTube... De repente, são 5 da tarde e você não fez nada do que precisava. É assim que as empresas funcionam hoje, não importa em qual ramo de atividade estejam.



[fim da transcrição]



Todos os equívocos relacionados a falta de produtividade no ambiente de trabalho (lembrando que a palavra "produtividade" é um tabu para muita gente no setor cultural), apontados no trecho transcrito da entrevista, são um espelho fiel da maioria dos ambientes de trabalho relacionados a produção executiva de qualquer atividade cultural. Há muitos motivos para isso. Dois deles, para mim, são os que mais prejudicam. Vamos lá.


Cargos de direção de produção, produção executiva e coordenação de projetos sendo ocupados por pessoas sem preparo, pouca experiência e submetidas a grandes tensões

Passei por isso ano passado. É uma situação muito complexa. Direção, suporte a processos de trabalho ou coordenação de equipes significa orientar o trabalho de várias pessoas, motivar as pessoas, ajudá-las a dar o melhor si, a exercerem suas competências. Como alguém que sequer conhece a equipe e sequer faz qualquer movimento no sentido de entender quem é o grupo com o qual trabalha pode estimular alguém? Como alguém pode dar o melhor de si, se o seu superior hierárquico o tempo todo empurra com a barriga processos de trabalho e justifica dizendo "gente, vamos afinando o processo" ou "é um projeto novo"?

Sugestão: prever no orçamento dos projetos (alô Ministério da Cultura, esteja aberto para inclusão disso nos projetos via lei Rouanet, audiovisual e editais em geral) recursos para alguém trabalhar com a gestão de pessoas (antigamente conhecida como RH). Assim, mesmo tendo gestores sem preparo, existirá alguém que poderá ajudar a pensar os processos de trabalho e trabalhar para melhoria das condições de trabalho.


Falta de definição dos papéis de cada um no ambiente de trabalho

Estudos sobre o sofrimento do trabalhador apontam a forma como o trabalho é organizado como um dos principais fatores. Vou mais além: tenho certeza que a organização "caótica" do trabalho tem levado muita gente a ter doenças ocupacionais, tais como a depressão. Agora imaginem: existem atualmente no Brasil pessoas "louvando" a desorganização, achando que o bacana dos novos tempos no setor cultural é a o movimento dos desorganizados. Isso é bacana para quem optou realizar ações culturais apenas com o objetivo de fruição de seus direitos culturais. Quem trabalha com arte, comunicação, cultura e entretenimento e tira o seu sustento desta atividade, sabe o quanto é importante ser organizado.

Sugestão: que se pense e planeje o papel de cada um num projeto, ao invés de apenas nomear funções e pensar num valor para uma planilha de orçamento a ser encaminhada para um edital.


Sinceramente, bom é trabalhar com organização. A arte, a cultura e a nossa qualidade de vida agradecem.



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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. 

Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Girassol Editora lançou o livro "Como Gravar Suas Músicas e Colocar na Internet", de Leo Coulter & Richard Jones




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Na última vez que estive em brasília, entrei numa livraria e descobri o livro "Como Gravar Suas Músicas e Colocar na Internet", de Leo Coulter & Richard Jones. Folhei rapidamente o livro e me pareceu muito interessante. Existem bastante dicas práticas.

Vou anotar na minha agenda para mais adiante entrar em contato com a editora Girassol para conhecer a fundo o conteúdo.

Independente disso, considero muito valiosa a proposta de uma publicação mostrando como organizar atividades de produção musical, tanto no âmbito do estúdio, como no âmbito de sua distribuição na internet.

Com tantos selos, coletivos e associações independentes no Brasil, já podíamos ter publicações deste tipo circulando em terras brasileiras. Experiência para compartilhar é que não falta.

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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

terça-feira, outubro 12, 2010

Artistas independentes ocupam cada vez mais espaços nos circuitos internacionais de espetáculos





Por Alê Barreto*



Em 2005, no Mercado Cultural de Salvador, ouvi artistas falarem que tocavam mais no exterior que no Brasil. Fiquei surpreso. Depois em 2006, conheci o pessoal do Cabruêra e me falaram a mesma coisa. Me deram inclusive de presente uma camiseta com os nomes das cidades de sua última turnê na Europa, realizada naquela época.

Na medida que fui avançando na minha carreira, sempre atento para a nova cena cultural brasileira, percebi que estas percepções deste artistas apontavam para uma tendência: artistas independentes ocupam cada vez mais espaços nos circuitos internacionais de espetáculos.

Marcos Sacramento é um bom exemplo disso. O primeiro show que assisti dele foi há alguns anos no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, época em que trabalhei na Opus Promoções. Em 2009, tive o prazer de reencontrá-lo no espetáculo "Homenagem a Carmen Miranda", com Clara Sandroni, ocasião que me reencontrei também com sua empresária, minha amiga Maria Braga.



www.mariabragaproducoes.com.br


Marcos realizou shows na França em 2009, esteve em Portugal este ano e agora vai para África.

Sorte? Acaso? Trabalho independente com organização e método.

Gosto de dar visibilidade a exemplos bem sucedidos como este. Você tem noção do que é a pré-produção, a logística, o trabalho e todos os cuidados necessários para se fazer um show internacional?





O espetáculo será em Libreville, no Gabão, dia 16 de outubro. Acompanhado de Luis Flávio Alcofra no violão, Netinho Albuquerque no pandeiro/percussões e Pedro Aune no contrabaixo, Marcos irá apresentar "Na cabeça", seu mais recente CD, lançado pela gravadora Biscoito Fino.

Conheça mais sobre o trabalho deste competente artista independente.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quinta-feira, abril 08, 2010

Disciplina e organização são qualidades aliadas da criatividade


O ator Paulo José fala da experiência de viver o personagem Quincas de Jorge Amado


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Em geral, pensa-se que criatividade é algo somente associado ao caos. Isso ocorre porque muitas vezes as pessoas pensam que caos é ausência de organização. Contudo, caos não é o oposto de organização, mas sim outra forma de organização.

Comecei falando isso porque esta semana tive a oportunidade de aprender muito sobre a relação entre a disciplina, a organização e a criatividade com a matéria "Dentro do Parkinson de Diversões" de Armando Antenore, publicada na edição 152 da Revista Bravo, do mês de abril.

Nela o ator Paulo José, protagonista do filme "Quincas Berro D'Água", que estréia nos cinemas em maio, e que está atuando na peça "Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar", fala, entre vários assuntos, sobre a disciplina e a organização que precisa ter para driblar os obstáculos impostos pelo Mal de Parkinson há 17 anos e continuar atuando. Ele segue na ativa.

Ao final da entrevista, tive a impressão que uma coisa alimenta a outra: a disciplina permite que ele tome os cuidados necessários para continuar atuando; a criatividade lhe permite inventar brincadeiras para tornar mais agradáveis os exercícios e o tratamento e a organização permite que ele consiga distribuir o seu tempo para cuidar de sua saúde e exercer a sua arte.

Como sempre a Bravo está ótima. Quem ainda não leu, vale a pena pegar uma nas bancas e aprender mais esta importante lição com um ator que há 61 anos acredita em seu trabalho na dramaturgia.