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quinta-feira, janeiro 30, 2014

Conheça o livro "Direito e Cultura – Aspectos jurídicos da gestão e produção cultural"




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Em 2011, quando fiz o curso do Romulo Avelar (ver o site http://www.oavessodacena.com.br/), ele falou que estava para sair um excelente livro sobre direito, relacionado às questões culturais.


Pois o livro já saiu. Trata-se do "Direito e Cultura – Aspectos jurídicos da gestão e produção cultural".

Segundo informações do site do projeto, "esta obra trata dos diversos campos do Direito aplicados à cultura. Inicia-se por um passeio pela evolução da história dos direitos culturais e em seguida discorre sobre temas práticos voltados especialmente para artistas, produtores culturais e empresários atuantes na área, como direitos autorais e de imagem, marcas, leis de incentivo à cultura, licenciamento de eventos, trabalho de artistas estrangeiros, organização de pessoas jurídicas com finalidades culturais, contratos e obrigações, convênios com o Poder Público, licitações e aspectos tributários das atividades culturais. O livro é fruto da experiência e de debates coletivos de seus autores, oriundos da prática diária do Direito do Entretenimento no escritório Drummond & Neumayr Advocacia".


É muito positivo ver que estamos nos organizando no Brasil.


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

sexta-feira, outubro 02, 2009

II Congresso de Cultura Ibero-Americana


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)

Iniciou no dia 30 de setembro o II Congresso de Cultura Ibero-Americana – Cultura e Transformação Social. O evento reúne 22 países da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela) e da Península Ibérica (Andorra, Espanha e Portugal).

Sua primeira edição ocorreu em 2008 na Cidade do México, tendo como tema “O Cinema e a Produção Audiovisual”. Neste ano, com o tema “Cultura e Transformação Social”, o encontro ressaltará as potencialidades da cultura ibero-americana a partir do intercâmbio de conceitos e práticas que contribuem para a formação e o fortalecimento de políticas públicas que considerem a cultura como campo fértil para o desenvolvimento econômico e social, a serem discutidas por meio de conferências, mesas de debate, relatos de experiências, além de contar com uma programação cultural na qual se destacarão apresentações artísticas, mostra audiovisual e exposições.

Para aprofundar o seu entendimento da proposta desta ação cultural, leia o texto de apresentação Ibero-América: Cultura e Transformação Social de Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC São Paulo.




Conheça o almanaque que mostra ações culturais importantes que estão acontecendo nos países da América do Sul.




Conheça os temas, pensadores e articuladores da cultura na América do Sul e papers das palestras:


Abertura Solene
Dia 30 de setembro, às 19h
» Pronunciamentos de autoridades e realizadores
» Homenagem a Augusto Boal
» Apresentação musical João Bosco e Orquestra Sinfônica de Heliópolis.


Conferência de Abertura - Cultura e transformação social
Dia 1º de outubro, das 10h às 11h
A cultura e alguns valores a ela associados no mundo contemporâneo, como identidade, diversidade e cidadania, estão inseridos em processos de transformação social que, fortalecendo indivíduos e grupos, têm um papel relevante na configuração de novas realidades socioculturais e políticas. Refletir sobre as relações entre sociedade e cultura e sua importância como instrumento para a transformação social é hoje um desafio comum a governos e sociedades.

Participantes
» Ministro Juca Ferreira, Ministro da Cultura do Brasil
» Enrique V. Iglesias (Uruguai)Secretario Geral da Segib


Mesa-redonda: As perspectivas da cultura na Ibero-América
Dia 1º de outubro, das 11h às 13h
O objetivo dessa mesa é discutir o atual panorama da cultura na Ibero-América de maneira ampla, levando em conta suas várias dimensões, bem como a herança do passado e os desafios do presente, de modo a permitir o confronto de diferentes pontos de vista. Para isso, serão convidadas personalidades de notória bagagem intelectual, com trânsito pela teoria e a prática da cultura, para abordar assuntos que perpassam o Congresso como um todo: globalização, identidade e diversidade cultural, indústria cultural, produção local e consumo da cultura, democracia, cooperação etc. Espera-se a partir daí esboçar possíveis cenários da cultura na Ibero-América nas próximas décadas e, eventualmente, sugerir caminhos que permitam lidar de modo eficaz e criativo com os dilemas atuais.

Participantes
Jorge Coscia, Secretário da Secretaria de Cultura da Presidência da Nação Argentina.

» Tício Escobar (Paraguai)
Curador, professor, crítico de arte, promotor cultural e diretor do Museu de Arte Indígena do Centro de Artes Visuais, em Assunção, no Paraguai. È Ministro da Cultura do Paraguai.

» Carlos Lessa (Brasil)
Economista. Foi Reitor da Universidade Federal Fluminense e Presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).


Lançamento da Campanha contra a violência contra a mulher
Dia 1º de outubro, 9h30
» Nilcéa Freire (Brasil) - Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
» Enrique V. Iglesias (Uruguai) Secretario Geral da Segib


Painel 1: O audiovisual e a identidade
Dia 1º de outubro, das 15h às 17h
Os meios audiovisuais de comunicação e de expressão constituem uma área fértil para a problematização de questões relacionadas à identidade e à diversidade cultural. Este é um campo em que as contradições entre padronização e diversidade cultural mostram-se mais nítidas, evidenciando as esferas de poder e as trocas simbólicas envolvidas no processo. Nessa perspectiva, este painel pretende retomar a memória e aprofundar as discussões ocorridas no I Congresso de Cultura Ibero-americana, que esteve focado precisamente nas linguagens audiovisuais e, em especial, no cinema.

Participantes
» Fernando Solanas (Argentina)
Cineasta e roteirista. Dirigiu Sur e El Exílio de Gardel (Tangos), entre outros filmes.

» Jorge Ruffinelli (Uruguai) - paper
É professor na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Autor de livros sobre crí¬tica literária e cinema, entre eles a Enciclopedia del Cine Latinoamericano.

» Omar Gonzáles Jiménez (Cuba)
Presidente do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica. Poeta e jornalista, foi editor do jornal El Caimán Barbudo, do Instituto Cubano do Livro, do Conselho Nacional de Artes Plásticas e vice-ministro de Cultura.

» Orlando Senna (Brasil)
Cineasta e jornalista, foi Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (2003-07), e diretor geral da TV Brasil (2007-08)


Painel 2: Cultura, educação e desenvolvimento sustentável
Dia 1º de outubro, das 15h às 17h
Pensada como fator de transformação social, a cultura pressupõe a existência de um complexo sistema de inter-relações nas quais algumas instâncias têm um papel decisivo. Neste painel pretende-se debater a cultura sob a ótica da educação e do desenvolvimento sustentável, compreendendo-se a educação como base para esse sistema e o desenvolvimento sustentado como um de seus objetivos norteadores.

Presidência de Mesa
Breni Hasel Cuenca, Secretária de Cultura de El Salvador

Participantes
» Guillermo Foladori (México) - paper
É antropólogo e economista. È consultor da OIT para o Brasil e o México. Coordena o programa de Estudos do Desenvolvimento na Universidade de Zacatecas, no México.

» José Pacheco (Portugal) - paper
Mestre em Educação da Criança pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Professor e idealizador da Escola da Ponte, em Portugal.

» Pedro Jacobi (Brasil) - paper
É sociólogo. Professor Titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós- Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (PROCAM-USP).


Painel 3: Arte e transformação social
Dia 1º de outubro, das 15h às 17h
Ao analisar a fortuna crítica acumulada em torno da produção artística e de sua circulação na contemporaneidade, deve-se considerar a contribuição efetiva de artistas para essa reflexão. Sem confundir a reflexão teórica sobre a arte com práticas e poéticas individuais, pretende-se neste painel mostrar a associação do trabalho artístico a uma reflexão conceitual elaborada, preferencialmente, pelos próprios artistas, entendendo a arte como uma das formas de expressão da cultura e o artista como detentor de uma visão privilegiada para essa análise.

Presidência de Mesa
Paulina Urrutia Fernández, Ministra da Cultura do Chile

Participantes
» Georg Engeli (Argentina) - paper
Coordenador da Rede Latino-americana para Arte e Transformação Social Crear vale la pena.

» Kurt Wootton (Estados Unidos)
Diretor e co-fundador do projeto ArtsLiteracy no Departamento de Educação da Brown University, EUA. É responsável pela HABLA, centro internacional voltado ao ensino da linguagem, leitura e escrita através da arte.

» Ivaldo Bertazzo (Brasil)
Coreógrafo. Dirigiu os espetáculos Dança das Marés (2002), com o Complexo da Maré, e Samwaad – Rua do Encontro (2003) e Milágrimas (2005), com o projeto Dança Comunidade, realizado em parceria com o Sesc.


Painel 4: Pontos de Cultura, casas de cultura, missões culturais e outras experiências de protagonismo sociocultural
Dia 2 de outubro, das 9h às 10h50
O engajamento cultural dos indivíduos em suas comunidades e a eficácia da mobilização comunitária em torno de práticas culturais ali existentes têm contribuído efetivamente para a transformação da realidade social, constituindo um importante recurso para a solução de problemas locais. Abre-se assim um novo espaço para o protagonismo sociocultural, em iniciativas que podem ampliar-se além da escala local e que têm influenciando a criação de novas políticas públicas no âmbito da cultura. São muitas as iniciativas que associam cultura e transformação social nos países ibero-americanos e neste painel poderemos conhecer algumas delas.

Presidência de Mesa
Rafael Bernal, vice-ministro primeiro de Cultura (Cuba)

Participantes
» Célio Turino (Brasil)
Historiador e autor de Na Trilha de Macunaíma - ócio e trabalho na cidade”. È de Secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura do Brasil.

» Eduardo Balan (Argentina)
Coordenador do grupo El Culebrón Timbal de Teatro Popular Juvenil e da Escola de Arte Popular para Jovens.

» Rúben Dario Suárez Arana (Bolívia)
Diretor geral do Sistema de Coros e Orquestras – SICOR, de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.


Painel 5: Povos, diálogos, apropriações e mestiçagem intercultural
Dia 2 de outubro, das 9h às 10h50
A afirmação das identidades culturais na Ibero-América pressupõe o reconhecimento e a valorização das matrizes culturais que as formaram. Tendo em vista a relação entre as matrizes culturais formadoras e a configuração atual das sociedades e das culturas ibero-americanas em tempo de globalização, cabe perguntar: como a memória é elaborada e qual a sua relação com as transformações culturais ocorridas entre os grupos considerados formadores da cultura das nações ibero-americanas? O que permanece, o que muda e como esses processos ocorrem? Quais são as formas de apropriação, ressignificação e mestiçagem cultural que ocorrem nesses processos e como se inscrevem a formação cultural das nações ibero-americanas?

Participantes
» Arturo Arias (Guatemala) - paper
É escritor e professor nas Universidades de Austin e San Francisco. Foi agraciado com o Prêmio Nacional de Literatura "Miguel Angel Astúrias", em 2008.

» Marcelo Paixão (Brasil)
É sociólogo, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Observatório Afro-brasileiro.

» Marcelo Velazquez (Peru) - paper
Mestre em Literatura Peruana e Latino-americana pela Universidade Nacional Mayor de San Marco, no Peru, onde é professor na Faculdade de Letras e Ciências Humanas.

» Eduardo Miralles (Espanha)
Presidente do Conselho de Administração da Interarts, consultoria sobre políticas culturais. Colabora habitualmente como consultor em materia de cultura, cooperação e desenvolvimento com organismos como FEMP, AECID, OEI e UNESCO.


Painel 6: Mapeamento, indicadores e observatórios de políticas socioculturais
Dia 2 de outubro, das 9h às 10h50
Discutir a relevância dos mapeamentos e a obtenção de indicadores socioculturais na Ibero-América, bem como apresentar metodologias de trabalho e as tecnologias desenvolvidas a partir daí são os objetivos deste painel. O levantamento e a formação de bancos de dados mostram a diversidade cultural local e suas possibilidades; identificam demandas e ofertas existentes em determinada região para um melhor planejamento das políticas culturais, além de fornecer subsídios para o planejamento de políticas públicas em diversos setores, considerando-se o caráter multidimensional da cultura e a abertura de novas possibilidades de ações conjuntas e parcerias.

Participantes
» Mario Hernan Mejia Herrera (Honduras)
Foi diretor de planejamento da Secretária de Cultura, Artes e Esportes de Honduras e professor na Universidade Tecnológica Centroamericana. Consultor da UNESCO para Honduras. De 1994 a 1999, foi embaixador no México.

» Sylvie Duran (Costa Rica)
Especialista em Indústrias Criativas, presidente da Associação Cultural Incorpore e assessora do Ministério de Cultura, Juventude e Desportos da Costa Rica.

» Cissi Montilla (México) - paper
É responsável pela coordenação nacional de estratégia e perspectiva da CONACULTA, junto à Secretaria Executiva de Políticas Culturais e Desenvolvimento da Infra-estrutura Cultural, no México.


Painel 7: Carta Cultural Ibero-americana e ações de identidade e diversidade cultural
Dia 2 de outubro, das 11h às 12h50
A globalização contemporânea pôs em relevo questões ligadas à identidade e à diversidade cultural dos diferentes povos, abrindo-se para a possibilidade de organizar uma nova agenda de igualdade social, de emancipação e realização humana, em contraposição às hegemonias produzidas com base em assimetrias econômicas, políticas e culturais. Trata-se de pensar o direito à diferença para assegurar a permanência de marcas fundamentais da identidade dos mais diversos grupos sociais, garantindo a diversidade cultural sem incorrer na “guetificação” da cultura e sem transformá-la em conjunto de exemplares exóticos disponíveis para a comercialização. A elaboração da Carta Cultural Ibero-americana, efetivada na XVI Reunião de Cúpula Ibero americana de Chefes de Estado e Governo (Montevidéo, 2006) é uma etapa importante dessa agenda.

Lançamento do III Congresso de Cultura Ibero-Americana - Colômbia 2010 às 12h50, no Teatro

Participantes
» Américo Córdula (Brasil)
Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura do Brasil.

» Carlos Moneta (Argentina) - paper
Especialista em políticas culturais. Foi Secretário Executivo do Sistema Econômico Latino-americano (SELA) e fundador e coordenador da Red Iberoamericana de Estudios de Asia del Pacífic - REDEALAP. Foi membro do Grupo de Redação das Bases da Carta Cultural Ibero-americana.

» Jésus Prieto de Pedro (Espanha) - paper
Diretor do Instituto para a Comunicação Cultural da Universidade Carlos III/ Universidade Nacional de Educação à Distância. Foi titular da Cátedra Andrés Bello de Direitos Culturais. Consultor da administração cultural espanhola e européia em projetos de legislação cultural. Considerado inspirador da carta Cultural Iberoamericana.


Painel 8: Propriedade intelectual, direitos do autor e acesso à cultura
Dia 2 de outubro, das 11h às 12h50
Uma das conseqüências da dependência crescente da cultura em relação aos modelos de produção da economia é o aumento da complexidade de questões ligadas à propriedade intelectual e aos direitos dos produtores de bens culturais.A expansão da internet, a criação de redes sociais e as discussões acerca de ferramentas de comunicação como o software livre vem trazendo novos e perturbadores elementos à discussão desses temas Estabelece-se nesse terreno uma equação cujo mecanismo é delicado e às vezes contrapõe posições igualmente legítimas: as necessidades econômicas de autores e instituições e os anseios de grupos sociais em busca de um amplo acesso à cultura.

Presidência de Mesa
Marcos Alves de Souza, Diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura do Brasil

Participantes
» Ariel Vercelli (Argentina)- paper
Doutor em Ciências Sociais e Humanas pela Universidade Nacional de Quilmes e líder do Creative Commons na Argentina.

» Gonzalo Carámbula (Uruguai)
Ex-secretário de cultura e Diretor Geral do Departamento de Cultura de Montevidéu. É co-autor de leis como Fundo Nacional de Teatro, Fundo Nacional de Música e de incentivos fiscais para a produção artística uruguaia.

» Carlos Afonso Pereira de Souza (Brasil)
Professor da FGV-RJ (Direito RJ) e da PUC-Rio. Membro da Comissão de Direito Autoral da OAB/RJ e Conselheiro eleito da ICANN como representante dos usuários não-comerciais da Internet (2008-2009).


Painel 9: Migrações, fronteiras e novos territórios culturais
Dia 2 de outubro, das 11h às 12h50
A intensa movimentação de pessoas e grupos humanos para além das fronteiras geográficas nacionais, uma das características fundamentais da contemporaneidade, nos obriga a considerar como objeto de estudo as dinâmicas culturais oriundas dessa mobilidade. Sabemos que essas dinâmicas estão ligadas a contextos que se apresentam ora como férteis e promissores do ponto de vista das hibridações produzidas, ora como tensos no que se refere aos quadros de instabilidade social que marcam esses novos territórios. Este painel pretende debater essas dinâmicas e suas contradições.

Participantes
» Helion Póvoa Neto (Brasil)
Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Professor do Instituto de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios (NIEM).

» Oriana Jara Maculet (Chile)
Socióloga e Mestre em Sociologia da Educação pelo Instituto Latino-americano de Doctrinas y Estúdios Sociales (ILADES), Chile. É presidente da organização não governamental Presença de América Latina (PAL).

» Silvia Rodrigues Maeso (Portugal)
É Doutora em Ciência Política e Sociologia pela Universidade do País Basco. Professora no Programa de Doutoramento Democracia no Século XXI, do Centro de Estudos Sociais, em parceria com a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.


Painel 10: Mecenato Privado
Dia 2 de outubro, das 15h às 17h
As formas de fomento à cultura podem ser divididas em duas categorias básicas, que se referem de um lado ao incentivo do Estado e de outro ao mecenato privado. Existe, atualmente, um intenso debate em torno dos diferentes objetivos e missões que devem ser desempenhados pelo poder público e pelas instituições da iniciativa privada. Ainda, discute-se de que forma são mobilizados os recursos dos agentes de patrocínios culturais. É importante ressaltar ainda um terceiro elemento frente ao qual essas iniciativas devem ser pensadas: as Leis de Incentivo à Cultura, regulamentadas pelo Estado, que visam beneficiar a produção cultural, incentivando os investimentos privados por meio da renúncia fiscal. Em que medida tais ações mimetizam a lógica do incentivo genuinamente público ou pendem para o interesse privado e quais os limites destas práticas?

Presidência de Mesa
José Herencia, Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura do Brasil

Participantes
» Yacoff Sarkovas (Brasil)
Presidente da Significa e da Articultura, consultor de atitude de marca nas áreas social, ambiental, cultural e esportiva.

» Clemência Poveda Motta (Colômbia)
Fotógrafa, diretora e organizadora do Festival de Fotología de Bogotá.

» Rafael López de Andújar (Espanha)
Diretor Executivo da Fundação Cultural Hispano-brasileira.

» Alexandre Melo (Portugal)


Painel 11: Economia da cultura e indústrias criativas
Dia 2 de outubro, das 15h às 17h
As esferas da economia e da cultura guardam um histórico de relações. No século XX, o impacto do desenvolvimento tecnológico sobre os meios de comunicação redimensionou as relações humanas com esses meios, tornando ainda mais complexas as relações da cultura com a esfera econômica às quais essas inovações tecnológicas estão historicamente ligadas. Cabe, assim, perguntar se ainda podemos pensar essa dinâmica utilizando ferramentas conceituais elaboradas há décadas. Como avaliar o potencial da cultura enquanto fator de desenvolvimento econômico a partir da configuração de um cenário cooperativo e colaborativo, marcado, especialmente, pela presença e expansão, cada vez mais desejada, de redes de produtores culturais e artistas na Ibero-América, observando que, em termos globais, a cultura é considerada o negócio mais rentável da atualidade?

Presidência de Mesa
Jorge Coscia, Secretário da Secretaria de Cultura da Presidência da Nação Argentina.

Participantes
» Carlos Guzman (Venezuela)- paper
Sociólogo, presidente da Innovarium Inteligencia del Entorno e professor da Universidade Católica Andrés Bello. Especialista em Gerencia de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento.

» Octavio Arbeláez (Colômbia) - paper
Fundador e presidente da Rede de Promotores Culturais da América Latina e do Caribe, diretor do Festival Latino-americano de Teatro de Manizales e responsável pelo Mercado Cultural de Bogotá.

» Octavio Getino (Argentina) - paper
Cineasta. Coordenou o Observatório de Indústrias Culturais de Buenos Aires e o Observatório Mercosul de Audiovisual da RECAM. Autor de El capital de la cultura: Las industrias culturales en Argentina y en la integración del Mercosur, entre outros.


Painel 12: Cultura e transformação urbana e social
Dia 2 de outubro, das 15h às 17h
As intervenções urbanas operadas nas cidades por setores públicos e privados ocorrem a partir de dois campos de ação. De um lado, temos ações instituídas agressivamente, com privilégio de interesses econômicos particulares, em detrimento de possíveis impactos socioculturais e ambientais daí decorrentes. Por outro lado, há intervenções empreendidas após a consideração sistêmica de seus possíveis efeitos, preocupadas com impactos sobre os modos de vidas locais e os dispositivos de garantia da sustentabilidade ambiental e humana. Pretende-se refletir sobre essas intervenções e suas influências nas transformações urbanas e sociais.

Participantes
» Ana Rosas Mantecón (México)
Professora do Departamento de Antropologia da Universidade Autónoma Metropolitana-Iztapalapa.

» Armando Silva (Colômbia) - paper
Professor da Universidade Nacional da Colômbia. Autor de Investigation of the urban imagination in Latin America e Cultura Italiana en Colombia – Reflexión sobre etnias y mestizajes culturales.

» Alexandre Delijacov (Brasil)
Arquiteto, mestre e doutor em arquitetura e urbanismo pela FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo). Professor doutor do Departamento de Projeto da FAU-USP. Arquiteto colaborador do escritório Paulo Mendes da Rocha Arquitetos Associados de 1985 a 1992 e arquiteto efetivo da Divisão de Projeto do Departamento de Edificações da Prefeitura de São Paulo de 1992 a 2009. Atualmente integra a equipe do Programa Mais Cultura/Ministério da Cultura.


Painel 13: Cooperação cultural ibero-americana como fator de coesão social
Dia 2 de outubro, das 15h às 17h
É pouco razoável concebermos uma idéia de nação que busque se desenvolver sem estabelecer contatos efetivos e políticas de integração e cooperação com outras nações. A cultura é um ambiente propício para favorecer essa integração: ela nos permite conceber a interdependência das nações como pressuposto de uma transformação social pensada para além de demandas econômicas. A cooperação cultural entre os países ibero-americanos é entendida como instrumento essencial para a formação de um posicionamento unificado e próprio da região frente ao contexto mundial. Daí a importância de pensar em que medida e de quais formas essa cooperação atua na construção de mecanismos de participação social e minimização de conflitos, fortalecendo laços que contribuam para a coesão social.

Presidência de Mesa
Leonor Esguerra Portocarrero, Diretora da Divisão de Assuntos Culturais da SEGIB

Participantes
» Albino Rubim (Brasil) - paper
Sociólogo. Professor Titular da Universidade Federal da Bahia. Publicou Mídia e autor de Brasil e Políticas culturales en Ibero-América, entre outros.

» Clara Mônica Zapata (Colômbia)
Professora da Faculdade de Artes da Universidade de Antioquia, Medelin, e de Gestão de Políticas Culturais e Desenvolvimento na Universidade de Girona, na Espanha.

» Eduardo Nivon Bolan (México) - paper
Doutor em Antropologia e professor do Departamento de Antropologia da Universidade Autónoma Metropolitana de México. Autor de Culturas Urbanas y Movimientos Sociales (1998) e Territorio y Cultura en la Ciudad de México.

» Imma Turbau (Espanha)
Jornalista, escritora, especialista em gestão cultural e Diretora da Casa de América de Madri.


Relatos de Experiências dos Países Ibero-americanos
Apresentação de relatos de experiências no que se refere à implantação de políticas e ações culturais que têm impacto sobre a transformação social de países ibero-americanos.

» Dia 1º/10, às 17h30
Relato 1 - Teatro e transformação social
Caja Lúdica – Júlia Victoria Escobar - Guatemala

Nuestra Gente – Jorge Blandón - Colômbia

Representante do CTO – Alvim Cossa - Moçambique

Relato 2 – Educação e desenvolvimento sustentável
Eloísa Cartonera – Ricardo Daniel Piña- Argentina

Ponto de Cultura Dama das Camélias –Rio de Janeiro - RJ

Escuela De Comedia – José Dolores Bermúdez – Nicarágua

Relato 3 – Audiovisual
Colectivo Mingasocial Comunicación – Amanda Trujillo- Equador

Lugar a dudas – Mónica Restrepo – Colômbia

Curta-se – Festival Cine ibero-americano – Rosângela Rocha – Aracaju

» Dia 2/10, às 17h30
Relato 1 – Programas ibero-americanos
Ibermuseus – José do Nascimento Jr.– Brasília

Ibermedia – Elena Vilardell- Espanha

Centro Regional para el fomento del Libro en América y el Caribe – Luis Fernando Sarmiento – Colômbia

Centro Cultural da Espanha- Ana Tomé - SP

Relato 2 – Ignite Américas/juventude
ONG Manifesto – Che Kothari- Canadá

Ponto de Cultura - Helder Quiroga – Brasil – BH

CUCA – Alexandre Santini – Brasil – Rio

Relato 3 Memória, mapeamento, rede
Museu da Pessoa - Karen Worcman, Sarah Martins Faleiros – SP- Brasil

Cultura Perú – Mauricio Delfín – Peru

Casa Taller – Gloria C Bejarano Castro – Panamá
Exposição Programas Mais Cultura e Cultura Viva
A exposição dos Programas Mais Cultura e Cultura Viva tem o objetivo de divulgar por meio de painéis fotográficos as ações de ambos os programas do Ministério da Cultura do Brasil.

O programa Mais Cultura foi lançado em outubro de 2007 com o objetivo de marcar o reconhecimento da cultura como necessidade básica, direito de todos os brasileiros, tanto quanto a alimentação, a saúde, a moradia, a educação e o voto. A partir desse programa, o Governo Federal incorpora a cultura como vetor importante para o desenvolvimento do país, incluindo-o na Agenda Social – política estratégica de estado para reduzir a pobreza e a desigualdade.

O programa Cultura Viva foi criado em julho de 2004, a partir da constituição de uma rede orgânica de criação e gestão cultural, que exercita novas práticas na relação entre Estado e sociedade, mostrando que quem faz cultura é a sociedade e, portanto, cabe ao Estado potencializar essas iniciativas.

A exposição apresentará os três eixos que estruturam as ações do Mais Cultura:
» Cultura e Cidadania
Promover melhoria da qualidade de vida à medida que protege e promove a diversidade cultural e amplia o acesso a bens e serviços culturais. Integram esse eixo as seguintes ações: Pontos de Cultura, Cine Mais Cultura, Conteúdos para TV Pública, Pontinhos de Cultura/Espaço de Brincar, Pontos de Leitura, Agentes de Leitura, Livros Mais Cultura e Vale Cultura.

» Cultura e Cidades
Qualificar o ambiente social das cidades e do campo, por meio da construção, reforma modernização e adaptação de espaços culturais. Compreendem este eixo as ações: Espaço Mais Cultura, Bibliotecas Mais Cultura (implantação e modernização) e Pontos de Memória.

» Cultura e Economia
Melhorar o ambiente econômico para investimentos no setor cultural, a fim de gerar oportunidades de negócio, emprego e renda para trabalhadores do mercado cultural brasileiro, por meio das seguintes ações: Microprojetos Mais Cultura, Microcrédito Cultural e Promoart – Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural.

Dentre as ações do programa Cultura Viva, a exposição destacará:
» Griôs
Educadores da tradição oral - por meio da provisão de bolsas trabalho e instrumentalização do Griô, o MinC reconhece a importância de valorizar o lugar social, político e econômico desse mestre do saber popular e do seu conhecimento inestimável.

» Escola Viva
Cultura, comunidade e educação em reencontro - a partir das experiências culturais de cada Ponto, os estudantes podem identificar signos e códigos da cultura local e, na troca de experiências, apropriar-se do conhecimento estético e ético da cultura brasileira, e de como ela se relaciona com outras culturas.

» Cultura Digital
Dar visibilidade e circulação à produção dos Pontos de Cultura. Cada Ponto recebe um estúdio multimídia para produção de vídeos, programas de rádio ou páginas na internet, tudo isso com programas de software livre.

» Interações Estéticas
O Cultura Viva, em parceria com a Funarte, lançou o prêmio Interações Estéticas – residências artísticas em Pontos de Cultura. O prêmio visa estimular o intercâmbio cultural e estético.

» Pontões de Cultura
O grande nó articulador da rede Cultura Viva, que conecta e mobiliza não só instituições que são Pontos de Cultura como diversas outras entidades da sociedade civil, criando um movimento amplo, orgânico e integrador.

» Pontos de Mídia
A ação Pontos de Mídia Livre da Secretaria de Cidadania Cultural visa desenvolver e acompanhar a construção de políticas públicas para iniciativas de comunicação livre e compartilhada, ou seja, que não estão atreladas ao mercado.
Mostra de documentários Doc.TV Ibero-América
De 1º a 4 de outubro
» CineSESC

Rua Augusta, 2075 – Cerqueira César – São Paulo
Telefone: (11) 3087-0500

Destaques
» Dia 1º de outubro, às 20h
» Lançamento do filme O Rosto no Espelho

O documentário indaga sobre a importância dos movimentos culturais para a transformação social. Para isso, envereda por pontos de cultura indígenas, afro-brasileiros, pertencentes ao MST - Movimento dos Sem Terra e a comunidades carentes Renato Tapajós no Brasil, bem como por organizações culturais na Bolívia e na Colômbia. Direção de Renato Tapajós.

» Dia 3 de outubro, às 20h
» Pré-estréia do filme Dawson - Ilha 10

Produção chileno-brasileira. Longa metragem de ficção em 35 mm sobre o golpe militar que depôs o presidente Salvador Allende. Direção de Miguel Littin.
Abertura da exposição "Os olhos mágicos das Américas"
Dia 3 de outubro, às 17h - Museu Afrobrasil


Iniciativa

O II Congresso de Cultura Ibero-Americana é uma iniciativa da Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), Ministério da Cultura do Brasil e do SESC São Paulo.



Fonte: site www.congressoiberoamericano.com.br

terça-feira, dezembro 23, 2008

Conheça a Coleção Tramas Urbanas



Reportagem de Bruno Dorigatti publicada no Portal Literal em 16/12/2008

A coleção Tramas Urbanas, da Aeroplano Editora, ganhou, junto com outros projetos, o 4. Prêmio Cooperifa Sancho Pança - Aprendiz de Sonhador. Nas palavras de Sérgio Vaz, "o prêmio era para ser uma abraço, na verdade é, só que nós o materializamos em bronze, na figura do aprendiz de sonhador "Sancho Pança", fiel escudeiro de Dom Quixote". A festa de entrega do prêmio acontece no próximo dia 17 de dezembro, a partir das 20h, no Bar do Zé Batidão (Rua Bartolomeu dos Santos, 797. Chácara Santana, São Paulo). "Um prêmio de valor para as pessoas que não têm preço", como diz o slogan do prêmio criado pelo poeta Sérgio Vaz.

Abaixo, a idealizadora da coleção, Heloisa Buarque de Hollanda, também curadadora do Portal Literal, comenta o prêmio e o papel que as periferias vêm desenvolvendo neste início de século


Como surgiu a coleção Tramas Urbanas?

Heloisa Buarque de Hollanda. Eu acompanho desde a década de 90 a emergência de um movimento cultural inédito, que é a cultura que vem das periferias brasileiras. A força, o impacto e o poder de interpelação dessa produção é para mim o fenômeno mais importante da virada do século. Entretanto, esse material sempre vinha a mim já com interpretações, teses, releituras. Senti como imperioso que os protagonistas e co-protagonistas desses movimentos culturais contassem e avaliassem sua história. E assim nasceu a coleção Tramas Urbanas. Uma história da cultura da periferia com voz própria.

A coleção reúne temas tão diversos, como música, literatura, artes plásticas, poesia, moda, jornalismo, história e memória. Poderia falar do que une estas questões?

Heloisa. A unidade do projeto Tramas Urbanas vem da perspectiva com que esses temas são contados e não dos temas eleitos. Além disso, hoje, no hip hop ou fora dele fica cada vez mais difícil estabelecer fronteiras entre os gêneros artísticos.

Qual o papel que as periferias urbanas vêm desempenhando neste início de século?

Heloisa. Um papel fundamental de democratização e de inovação cultural. Uma cultura que sempre existiu mas que nunca encontrou brechas ou contexto para que pudesse se manifestar e estabelecer conexões com os outros segmentos da produção cultural.

Há os que criticam a simples legitimação dessa produção artística apenas pelo fato de ser periférica. Como vê essa questão da estética, do gosto, do que é e do que pode ser referendado pela indústria cultural?

Heloisa. O deslumbramento com essa produção sem critérios de valor, apenas por vir da periferia, para mim, é um gesto racista e discriminatório. Essa produção tem seus próprios padrões, projetos e estilo e deve ser avaliada dentro deste quadro. Mas o critério de qualidade não pode sestar ausente. Repito: seria puro racismo.

Em relação à Estética da Periferia, título de duas exposições, no Rio de Janeiro e em Recife, como distinguir o que se tem de mais natural e espontâneo nessa estética, em oposição àquilo que já seduz boa parcela do mundo que não é periférico?

Heloisa. Quando pensei essas duas exposições, junto com Gringo Cardia, decidimos que a curadoria deveria ser dividida com os produtores culturais da periferia. O resultado foi surpreendente. A escolha feita mostrou o que há de melhor nessa produção, a face que a periferia gostaria de mostrar. Acho que nessa estética não há nada nem natural nem espontâneo. É uma estética muito trabalhada, pensada em termos funcionais e artísticos. O que seduz a outra parcela do mundo não periférico é outro capítulo.

Nos anos 1960, parte da esquerda acreditou na necessidade de uma tutela para a cultura popular, que se demonstrou completamente equivocada. Esse discurso está mesmo enterrado? O que pensa dessas relações hoje, o que pensava naquele tempo?

Heloisa. Naquele tempo eu concordava e, como militante, participava ativamente dessa "pedagogia" para o povo. Não acredito que hoje seja menos pedagógica. Apenas - e graças a Deus - houve uma dança das cadeiras e o intelectual passou de tutor a parceiro, que no fundo era o sonho dos anos 60...

quarta-feira, outubro 22, 2008

Entrevista com o produtor cultural independente Alê Barreto



Alê Barreto coordenador e realizador do projeto Produtor Cultural Independente, está divulgando seu primeiro livro



"Aprenda a Organizar um Show".

Neste vídeo ele fala sobre sua carreira e sobre o processo de criação do livro, um guia prático e direto para planejar e executar espetáculos musicais.



Foto: Paola Gatto Pacheco

Como comprar a versão impressa do livro


Rio Grande do Sul

Veja informações no site da editora Imagina Conteúdo Criativo.




Outros estados do Brasil

Envie nome completo, endereço, telefone e comprovante de depósito digitalizado para o e-mail alebarreto@produtorindependente.com
Valor: R$ 30,00 Livro R$20,00 + Envio R$ 10,00
Sacado: Alexandre Barreto
CPF: 741.523.860/53
Banco: Itaú
Agência: 0280
Conta: 00019-1

domingo, outubro 05, 2008

Livro "A Economia da Cultura"



Conteúdo extraído do site www.atelie.com.br para uso exclusivamente didático


Arte e cultura, assim como outras produções humanas, por mais "nobres" que pareçam, "podem ser pensadas economicamente". Essa foi a premissa que presidiu as primeiras pesquisas na área, quatro décadas atrás. De lá para cá, os estudos se multiplicaram ano após ano até formar um sólido nicho de conhecimento. É essa experiência acumulada, focada nos países desenvolvidos, que a economista francesa Françoise Benhamou sintetiza em A Economia da Cultura, uma introdução de alto nível ao tema, que agora chega ao Brasil, encontrando-se já na quinta edição na França.

O prefácio, assinado por José Carlos Durand (Grupo Focus, Unicamp) salienta a relutância das ciências sociais (economia incluída) em reconhecer as lógicas de interesse subjacentes ao mundo da estética. Lembra que tais resquícios devem ser encarados "como um entulho intelectual a ser enfrentado em nome da democracia". Isso porque "cultura gera emprego" e, "além do valor em si", a arte hoje é vista como "frente de apoio à inclusão social". Desse modo, mobiliza com força crescente setores governamentais e privados, ONGs, associações e organismos internacionais. Daí o interesse amplo dessa obra para artistas, críticos, jornalistas, profissionais da cultura e da arte, economistas e especialmente os gestores vinculados a entidades e órgãos públicos de cultura.

A autora aborda, em cinco capítulos, as diversas áreas culturais e respectivas cadeias produtivas, como livro e literatura, artes visuais, cinema e vídeo, música e artes cênicas. A questão da intervenção do Estado, sempre controversa, que "contribui para moldar a oferta e condicionar a demanda", perpassa todo o livro.

Françoise Benhamou é professora da Universidade de Rouen, da Escola Nacional do Patrimônio e pesquisadora da Matisse (Universidade Paris 1). Foi conselheira do Ministério da Cultura de 1989 a 90 e secretária-geral da Biblioteca Nacional de Artes entre 1990 e 91.


Leia o prefácio do livro escrito pelo professor e pesquisador José Carlos Durand, Grupo Focus/Unicamp

Com esta tradução, a economista francesa Françoise Benhamou encaminha o leitor de língua portuguesa a um nicho de conhecimento de formação recente: a economia da cultura. Até hoje, uma especialidade quase toda circunscrita ao meio acadêmico das poucas nações ricas e desenvolvidas do planeta.

A autora respeita a sequência cronológica de achados, intuições e teorizações que, nos últimos quarenta anos, vêm mostrando que as artes, como qualquer outra atividade humana regular e coletiva, podem ser pensadas economicamente.

Desde logo, pensar economicamente as artes e a cultura não significa nivelar (ou tomar como equivalentes) as manifestações da criação humana e os bens produzidos em série pela indústria. Muito ao contrário, significa apenas aceitar que, diversamente do que ocorre com sabonetes ou automóveis, existe uma relutância institucionalizada em reconhecer que as práticas culturais e os bens e serviços que dela resultam sejam presididos por lógicas de interesse, inclusive e sobretudo o interesse econômico.

Tal relutância - mostra a sociologia - nada mais é do que expressão inconsciente de uma antiga e aristocrática reivindicação de prestígio baseada na crença de que o mundo das artes seria, em sua essência mais íntima, o reino do completo desinteresse. Sendo aristocrática, esta é uma postura socialmente excludente, em desacordo com o consenso político contemporâneo que toma a cultura como território por excelência de vivência da igualdade e da fraternidade. Daí que o princípio de "negação do econômico" nas artes deva ser visto antes como um entulho intelectual a ser enfrentado em nome da democracia do que como uma barreira contra a infiltração indevida do lucro no mundo sublime da estética - como fácil e costumeiramente é invocado.

Cultura é um setor de gera empregos. É muito diferenciado internamente e com relações muito peculiares entre os indivíduos, grupos e microempresas, que respondem mais pela criação, e as grandes corporações, que dominam a distribuição. E também muito desigual, quando se pensa no abismo que separa o ganho dos grandes astros e estrelas das dificuldades da grande maioria dos que insistem em sobreviver de um fazer estético. Ou ainda da parca e incerta rentabilidade do editor apenas comprometido com autores novos e com qualidade comparada aos ganhos amplos e seguros dos que se limitam a best-sellers.

Benhamou movimenta-se à vontade em um plano comparativo internacional, no qual, como se sabe, o modelo descentralizado anglo-saxão e o modelo centralizado francês de política cultural constituem ainda os paradigmas básicos. Na medida em que o exercício comparativo é feito área por área - livros e literatura, artes visuais, cinema e vídeo, música, artes cênicas, etc., - o leitor tem diante de si um rico panorama de exemplos. Ele fica sabendo através de quais princípios valorativos, meios legais, praxes administrativas, inovações técnicas e resultados financeiros de governos nacionais e locais, corporações econômicas e um sem-número de entidades e grupos definem hoje boa parte das feições do populoso e efervescente mundo das artes e da cultura. Por tudo isso, além de poderem, as artes devem ser pensadas economicamente, para serem fomentadas e promovidas com mais equidade e eficiência.

Não é por acaso que este livro sai por uma editora voltada mais para humanidades e literatura do que propriamente para economia e administração. É apenas um exemplo, entre muitos, de que romper barreiras e reduzir distâncias entre os mundos da arte e da ciência é hoje mais um desafio e uma prioridade à gente das artes do que à das ciências e dos negócios.

O Brasil é um repositório riquíssimo de fenômenos e processos culturais. Afinal, o país conta com uma indústria cultural sólida e um mosaico muito variado de expressões populares em suas diversas regiões. Por razões históricas, ligadas à pequena capacidade de inclusão do sistema educacional, o acesso e o desfrute da cultura erudita (que, aliás, no mundo todo só atinge parcela minoritária da sociedade) é ainda mais seletivo social e economicamente no Brasil.

Mas as coisas vêm mudando muito, nesses mesmos quarenta anos durante os quais a economia da cultura conquistou status e direito a uma rubrica própria nos eventos, nos currículos e nas publicações de ciência econômica dos países ricos. A multiplicação de secretarias municipais e estaduais de cultura, a emergência do patrocínio corporativo às artes e os incentivos fiscais para impulsioná-lo, o surgimento de fundações e entidades não-governamentais direta ou indiretamente na esfera artística, a expansão das grandes corporações de mídia, o acesso à internet e, via satélite, a espetáculos globalizados, a recente onda de instalação de editoras estrangeiras no país, são apenas alguns exemplos das transformações em curso.

Todavia, para que essa nova disciplina se desenvolva no Brasil, forçoso será um trabalho conjunto de construção de um sistema de informações quantitativas sobre fluxos culturais que seja confiável e de acesso público. Não se pode mais aceitar considerações resignadas como: "Hollywood conhece mais nosso mercado de cinema do que os próprios brasileiros". Não basta mais que cada empresa grande de mídia saiba dimensionar "seus mercados" e mantenha essas informações sob sigilo comercial. Não é aceitável que se cobre somente um real de ingresso em um museu carente de conservação, só porque sempre assim se fez. Não é possível aceitar mais que a gestão cultural governamental opere sem um mínimo de referências numéricas indispensáveis para justificar prioridades quando se trata de dinheiro público envolvido e sujeito a prestação de contas (accountability). Não é aceitável enfim que as apreciações sobre tendências da vida cultural brasileira possam flutuar tão arbitrária e inpunemente entre o crônico pessimismo dos apocalípticos e o incorrigível otimismo dos integrados (para usar a dicotomia célebre de Umberto Eco) sem que alguém com mais objetividade disponha de dados para divergir e contestar.

segunda-feira, agosto 11, 2008

O Avesso da Cena - Notas sobre Produção e Gestão Cultural


Divulgação


Conteúdo extraído da newsletter do Itaú Cultural


Músicas, filmes, exposições, espetáculos. Qual será o caminho que esses produtos e ações culturais traçam até atingir seu público? Romulo Avelar desvenda as etapas desse caminho no livro: O Avesso da Cena - Notas sobre Produção e Gestão Cultural.

Venha assistir à palestra de lançamento da obra, em que o autor aborda questões como o campo de trabalho dos produtores, o impacto da legislação de incentivos fiscais sobre as bilheterias e a fidelização de público.

quinta 14 agosto 19h às 21h
O Avesso da Cena com Romulo Avelar

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso

informações 11 2168 1700

quarta-feira, junho 18, 2008

Lançamento do livro "O Avesso da Cena"

Artigo da Redação do site Cultura e Mercado, originalmente publicado em 17 de junho de 2008

O primeiro livro do produtor e gestor cultural mineiro Romulo Avelar, “O Avesso da Cena – notas sobre produção e gestão cultural”, aborda as questões técnicas, administrativas, financeiras e políticas que permeiam e oferecem suporte à cena cultural.

Editado pelo selo DUO Editorial e viabilizado pelo Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o livro é resultado da trajetória de Romulo Avelar no campo cultural e de suas entrevistas com 53 renomados produtores, gestores, artistas, jornalistas e promotores culturais de Minas Gerais e outros Estados (a lista de entrevistados está abaixo).

Nas palavras do autor, o livro apresenta “Um mundo distante das luzes dos refletores, mas cuja compreensão se revela cada vez mais determinante para a profissionalização num setor que se expande em velocidade acelerada”.

Segundo Avelar, o público que vê um espetáculo não imagina a infinidade de providências que precisam ser tomadas nos bastidores, antes, durante e depois daquele breve período em que o artista está em cena. Para que um espetáculo aconteça, “uma legião de anônimos trabalha arduamente para que tudo esteja pronto e perfeito no momento da abertura das portas ao público”, afirma. “Este é o avesso da cena”, completa.

Leia na íntegra

domingo, junho 15, 2008

Dicionário SESC: A Linguagem da Cultura



Obra de referência e consulta com mais de 2.500 verbetes, o Dicionário SESC: a linguagem da cultura aborda o vocabulário do universo da cultura e das artes ocidentais. A obra atende aos interesses tanto de leigos como de profissionais das áreas contempladas.

O recorte temporal é abrangente – vai da pré-história à arte contemporânea – e reúne termos relativos a movimentos artísticos específicos e a conhecimentos técnicos, descritos sinteticamente. Entre os temas abordados estão: civilização clássica e helenismo, barroco e maneirismo, Bauhaus, música erudita do século XX, modernismo brasileiro, cinema e linguagem cinematográfica, imagem e simulacro, utopia, vanguarda e vídeo-arte.

Alguns verbetes trazem exemplos em campos como os de artes plásticas, música popular e erudita, cinema, literatura, dança, arquitetura, vídeo, fotografia, folclore brasileiro, religião cristã e ação cultural.