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quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Quanto pagar para um assistente, um auxiliar de produção, um técnico de programação ou um produtor cultural?



Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Quem faz orçamento para projetos ou quem está planejando uma empresa, vez por outra se pega com esta dúvida: quanto pagar para as pessoas que farão parte da equipe?


Esta semana, uma amiga via facebook me passou uma dica de processos seletivos que estão ocorrendo nas Fábricas de Cultura (SP). São bons exemplos de salários que são praticados no mercado.


Produtor e auxiliar de produção


Anotem aí o que está sendo oferecido:


- produtor cultural (com ensino médio completo) - R$ 3.747,99

- auxiliar de produção (com ensino médio completo) - R$ 1.409,92

Para ambas posições, regime de CLT.


Quem quiser mais detalhes ou até se candidatar, acesse este link até o dia 14/02

http://girasp.com.br/2014/02/fabricas-de-cultura-abre-selecao-para-produtor-cultural-e-auxiliar-de-producao/



Assistente administrativo


Esta oportunidade já é cursando superior em administração ou na área de humanas.

Valor: R$ 2.202,87 Regime CLT.
Quem quiser mais detalhes ou até se candidatar, acesse este link até o dia 14/02



Técnico em programação cultural


Para esta oportunidade é exigida escolaridade de técnico em artes.

Valor: R$ 2.202,87 Regime CLT.

Quem quiser mais detalhes ou até se candidatar, acesse este link até o dia 14/02




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Leia também


Conheça o livro "Direito e Cultura – Aspectos jurídicos da gestão e produção cultural"
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2014/01/conheca-o-livro-direito-e-cultura.html

O produtor de uma banda tem que ser um faz tudo?
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2014/01/o-produtor-de-uma-banda-tem-que-ser-um.html

As coisas muitas vezes não devem ser em tempo real, mas devem ser no bom tempo
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2014/01/as-coisas-muitas-vezes-nao-devem-ser-em.html


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

terça-feira, julho 15, 2008

Metrópoles concentram 10% do desenvolvimento cultural do país

Conteúdo extraído publicado no site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada no dia 11/07/2008

Dividido pelas 137 mesorregiões do Brasil (regiões com geografia sociedade e economia similares), o Indicador de Desenvolvimento Cultural (Idecult, nome provisório), que será lançado oficialmente em agosto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que 10% das riquezas geradas pela cultura do país ficam concentradas nas regiões metropolitanas brasileiras.

O dado foi apresentado pelo desenvolvedor do Idecult, pesquisador do Ipea Frederico Barbosa, em painel sobre a economia da cultura e sua relação com os museus no 3º Fórum Nacional de Museus. O evento ocorre em Florianópolis desde a última segunda-feira (7). O indicador leva em conta cinco índices diferentes, que medem tanto a produção e o fomento culturais nos municípios quanto o consumo cultural da população.

Além do dado sobre a concentração nas regiões próximas s capitais, apenas 19 mesorregiões superaram o índice de 0,47 assim como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Idecult é medido de 0 a 1 o que significa que, na grande maioria dos municípios, a oferta e o consumo cultural são muito baixos.

Entre as mesorregiões mais desenvolvidas culturalmente e aí estão incluídas as regiões metropolitanas , 13% ficaram com o indicador entre 0,47 e 0,87. Entretanto, nos pequenos municípios com menos de 10 mil habitantes, pelo menos 54% dos domicílios realizam pelo menos um gasto com cultura por ano o que significa comprar um livro ou ir ao cinema.

Este número é mais de 20% maior nos 13 municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes: chega aos 77%. Entre as regiões do país, a que tem o maior percentual de domicílios que realizam este gasto é a Sul: 84,5%. Outro dado relevante do Idecult: apenas 4% dos municípios são responsáveis por 74% do consumo cultural do país.

O indicador também mede a situação de trabalho no setor cultural De acordo com os dados apresentados por Barbosa, aferidos pelo Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), um dos índices do Idecult que mede a participação das empresas culturais, os empregados na área são 4% do total brasileiro.

Nas maiores cidades do país, o número é quase o dobro: 7,7%. Do total destes empregos, 41% são informais número muito maior nos municípios com menos de 10 mil habitantes, que é de 70%. Já os dados do Código Brasileiro de Ocupações (CBO), também levados em conta para a medição do Idecult e que avaliam o número de profissionais culturais entre eles, arquitetos, publicitários e artesãos mostram que 1,148 milhão de pessoas no país trabalham no setor cultural. Elas representam 1,7% das ocupações nacionais.

O índice aponta, ainda, que 62,9% dos profissionais culturais estão na informalidade. No teatro, o número é ainda maior: 80%. Mostra ainda que essas profissões remuneram, em média, 53% a mais que as outras ocupações no Distrito Federal, a remuneração média é de R$ 1,49 mil, enquanto no Maranhão, a média é de R$ 306.