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segunda-feira, dezembro 02, 2019

A missão do professor é inspirar o aluno para que ele encontre sua verdade




Por Alexandre Barreto*


Em abril deste ano, li uma excelente entrevista com Arnaldo Cohen. Ele é um pianista brasileiro que escolheu ser professor de música. Para muitos músicos, ser professor de música soa como "tentar sobreviver de música". Para ele não. Foi uma opção. E uma opção que o levou a conquistar o mais alto título de docente na hierarquia acadêmica americana.


Clique aqui e conheça mais sobre esta carreira artística e criativa na Revista Época.




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* Alexandre Barreto é administrador, professor de 
Administração da Produção, Administração de Materiais e Logística, produtor independente e MBA em Gestão Cultural pelo Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (UCAM) e Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), no Rio de Janeiro. Atualmente está cursando o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT). Saiba mais

domingo, dezembro 11, 2016

O que estamos fazendo é produção cultural, produção cultural independente ou produção independente?





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com





Clique aqui e abra uma outra janela para tomar este café ouvindo blues.


Então, o que estamos fazendo? Produção cultural? Produção cultural independente? Produção independente? Produção de artistas? Produção de show? Produção de eventos? Produção de bandas? Gestão Cultural? Me fiz estas e inúmeras outras perguntas várias vezes desde 2002. Me questionar é uma forma de dar uma parada na rotina para olhar a bússola. Para onde está indo minha vida? Sim, é isso que está por trás destas perguntas.

Procurei estas respostas incansavelmente. Mesmo me questionando, para evitar de me perder no labirinto das indagações, me mantive incansavelmente de 2002 até uma boa parte de 2016 entendendo que o que faço chama-se produção cultural independente. Nada prova o contrário. Logo, se nada prova o contrário, é produção cultural independente. 

Mas porque essa minha preocupação em definir de forma precisa o que eu faço? Não parece algo engessado? Essa sempre foi e continua sendo a minha preocupação. Não quero desenvolver a minha vida profissional engessado. E isso não é algo fácil no Brasil.

Percebo que aconteceu comigo exatamente o fenômeno comentado pelo professor e pesquisador Teixeira Coelho no seminário Formação e Profissionalização do Gestor Cultural no Brasil: engessamento. Ao ser questionado se as grades disciplinares dos cursos que tratam dos assuntos relacionados a gestão cultural deveriam ter um núcleo duro do que constitui essa área, especificando competências e conteúdos, sua resposta foi não. Teixeira Coelho falou que "(...) o Brasil é um país historicamente vinculado a uniformidade e ansioso da uniformidade. Isso a gente deve a nossa herança colonial. Alguns ditadores do século XX se deliciariam se viessem para o Brasil porque seriam muito bem sucedidos. Um dos grandes problemas que a gente tem é o engessamento. (...) No Brasil se fala muito em diversidade e se acredita muito pouco em diversidade. (...) Deixemos a diversidade fazer o seu trabalho".

É difícil admitir que sofri o engessamento. Quando comecei a trabalhar, buscava tudo, menos o engessamento. Quando criei este blog e ao longo de dez anos escrevendo, busquei tudo, menos o engessamento. Arrumei até problemas e críticas por conta disso. Ouvi coisas do tipo "seu blog comenta assuntos muito comerciais". Ouvi também que "é muito acadêmico". E houve até quem dissesse que eu devia "me adaptar aos novos tempos e migrar somente para as redes sociais, porque as pessoas não lêem mais". Acreditando na liberdade, ouvi as críticas e continuo escrevendo aqui. Silenciosamente conversando com muitas pessoas, curioso para saber o que pensam sobre estas ideias e de que forma podem ser mais úteis.

Quem está começando a trabalhar com produção, pode ter uma imagem idealizada e achar que é uma área onde "a liberdade impera". Não é verdade. Enquanto estou escrevendo sobre a importância de quebrarmos o gesso e sermos livres, há pessoas e instituições trabalhando para que a profissão produtor cultural seja exercida somente com diploma. Há pessoas discutindo se produção cultural deve ser curso de graduação ou somente de pós-graduação. Há pessoas discutindo que algumas ramificações do termo "produção" são mais nobres e outras menos nobres. Há pessoas se achando mais "culturais" por se chamarem "produtores culturais" do que serem chamadas de "meros produtores de eventos". Há pessoas que preferem ser chamados de "fazedores de cultura". Há pessoas que entendem que o que fazem deve ser expresso com a palavra inglesa "makers". Sou contra isso tudo? Não. Essa é a nossa diversidade. E cada um faz a sua escolha.

E em meio a tantas escolhas, fiz uma. Este blog continuará sendo um espaço de alimentação de ideias e de inspiração, que continuará tendo em seu cardápio reflexões teóricas e casos práticos. Textos curtos ou longos. Textos mais difíceis ou textos simples. Chame como quiser. Deixemos a diversidade fazer o seu trabalho.

Atualmente estou chamando de Produtor Independente. Mas não se apegue. Futuramente posso mudar. E se você gosta de chamar este blog de Produtor Cultural Independente, fique à vontade, será muito bem recebido.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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sexta-feira, maio 20, 2016

Produtor Independente em destaque no Jornal Extra do Rio de Janeiro




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Seguidamente colaboro com a imprensa brasileira e com estudantes do meio acadêmico (com muito prazer), para ampliar o conhecimento sobre assuntos dos campos da produção, administração e gestão cultural.


Dia 19 de maio o Jornal Extra do Rio de Janeiro (extra.globo.com) publicou a matéria "Produção cultural movimenta economia e cria oportunidades no mercado de trabalho", elaborada pelo jornalista Geraldo Ribeiro, na qual falo algumas impressões sobre o tema.


Leia a matéria na íntegra





Leia também:



Guia do Estudante do Produtor Cultural Independente


"Curitiba: feita para grandes eventos?" (Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, 2015)


"A formação em Administração, Produção e Gestão Cultural como elemento facilitador do desenvolvimento da carreira artística" (V Seminário Internacional de Políticas Culturais, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, 2014)

"O setor de Cultura precisa se organizar" (Jornal A Tarde, Salvador, 2013)





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INSCRIÇÕES PARA O CURSO "GESTÃO DE CARREIRAS ARTÍSTICAS E CRIATIVAS" 04 DE JUNHO EM PORTO ALEGRE

DIRETO NO SITE https://www.sympla.com.br/curso-gestao-de-carreiras-artisticas-e-criativas-incluindo-informacoes-para-venda-de-shows__66566
 

(21) 97627-0690
alebarreto@gmail.com
https://www.facebook.com/alexandre.barreto.73





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Tá chegando o livro "Carreira Artística e Criativa"


O livro "Carreira Artística e Criativa" está em fase de finalização da diagramação. É 
fruto de uma rede de pessoas. Eu escrevi o conteúdo. Eliane Costa, professora, coach e consultora nos campos da gestão cultural, da cultura digital e da economia criativa, fez a orientação. Erica Resende, foi responsável pela revisão. Marcela Bantle, publicitária, foi a responsável pela arte da capa. Juarez Rodolpho dos Santos fez a diagramação. E além de todas essas pessoas, o conteúdo foi escrito a partir da contribuição de mais de 70 autores, que fazem parte da bibliografia pesquisada.

Quando livro chegar, a forma de adquiri-lo e os cursos, workshops e palestras relacionados ao seu tema serão divulgados neste blog, no meu perfil, no grupo e na página do Produtor Cultural Independente no Facebook.




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segunda-feira, agosto 17, 2015

Consultor Romulo Avelar fala sobre desafios a serem enfrentados na busca pela sustentabilidade




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



"(...) A sustentabilidade começa por uma equipe bem estruturada, uma equipe que tenha certa complementaridade de competências. (...) Não basta você ter competência na área finalística, você ter competência no seu trabalho artístico. Isso é fundamental, isso é condição de sobrevivência. É preciso que o trabalho seja bom. Mas você tem que ter também uma série de outras competências para lidar com outros públicos desse grupo. Você tem que ter competências administrativas, competências de produção, competências de comunicação, jurídicas, entre várias outras. Não basta mais a competência artística. Então isso para mim é uma questão chave: você conseguir compor uma equipe".


Trecho do depoimento de Romulo Avelar, consultor em gestão cultural, gravado em 2015, no Itaú Cultural, São Paulo, no lançamento dos livros "Do Grupo Galpão ao Galpão Cine Horto – uma Experiência de Gestão Cultural", de Chico Pelúcio e Romulo Avelar, e "Galpão Cine Horto – uma Experiência de Ação Cultural", de diversos autores.

Assista o depoimento na íntegra.


Créditos do vídeo

Gerente do Núcleo de Inovação|Observatório: Marcos Fernandez Cuzziol
Coordenadora do Núcleo de Inovação|Observatório: Luciana Modé
Produção de conteúdo do Núcleo de Inovação|Observatório: Andréia Briene
Apoio técnico do Núcleo de Inovação|Observatório: Ediana Borges
Apoio técnico do Núcleo de Artes Cênicas: Mariana Cavalcante
Gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura: Claudiney Ferreira
Coordenadora do Núcleo de Audiovisual e Literatura: Kety Fernandes Nassar
Produção audiovisual: Ana Paula Fiorotto
Captação: André Seiti
Edição: Karina Fogaça
Imagens dos espetáculos: Grupo Galpão






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segunda-feira, julho 27, 2015

Eliane Costa fala sobre produção, gestão cultural e sobre o novo MBA em Bens Culturais da FGV Rio




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Estive na FGV Rio assistindo a palestra do presidente da Funarte, Francisco Bosco, sobre a condução do trabalho de implementação da Política Nacional das Artes. Nesta atividade, me reencontrei com a professora Eliane Costa e tive a ideia de conversarmos um pouco sobre sua trajetória profissional, que considero muito rica em diversidade. Aproveitei também para saber um pouco sobre o novo MBA em Bens Culturais da FGV Rio.


Boa leitura!


[Início da entrevista]




Alê Barreto - Acompanho seu trabalho desde 2007, quando assisti um seminário sobre gestão cultural no Santander Cultural em Porto Alegre, mas sei que muito antes, em 2003, você participou do início da criação do Programa Petrobras Cultural. Depois seguiu à frente do mesmo até 2012. Como foi essa experiência junto a maior patrocinadora da cultura e das artes no Brasil?

Eliane Costa - Considero um imenso privilégio pessoal e profissional essa oportunidade que tive. Cheguei à Petrobras nos anos 70 em um dos concursos para a área de Tecnologia de Informação e Comunicação. Com o tempo, fui migrando para a área de Comunicação Institucional, e, dentro dela, para o setor de patrocínios culturais, que passei a gerenciar em 2003. Na minha vida fora da Petrobras, eu sempre tinha estado perto da cultura: bem jovem fazia pesquisas sobre choro e samba para a Funarte; mais tarde lancei uma coleção de projetos multimídia sobre bairros do Rio, que teve o Circuito Mauá: Saúde, Gamboa e Santo Cristo e o Circuito Copacabana; e em 1993 fui uma das fundadoras do bloco Escravos da Mauá, na região portuária carioca, em cujas rodas de samba toco canto e cavaquinho há mais de 20 anos.

Como gerente de patrocínios, participei da formulação do Programa Petrobras Cultural, programa bastante robusto que, antes de mais nada, buscou propor uma política cultural sólida e consistente, que atuasse na cultura em todos os seus segmentos e de uma maneira ampla, apoiando ações não só de criação e difusão artística, mas também voltadas à memória, à formação e à reflexão sobre a cultura e o pensamento brasileiros.

Minha chegada à gestão dos patrocínios culturais da Petrobras coincidiu com a chegada de Gilberto Gil ao Ministério da Cultura, o que foi fantástico, porque ele redefiniu o papel do ministério a partir de uma visão contemporânea de cultura, o que alargou enormemente seus desafios e oportunidades. Nesse momento, o MinC retomou a proposição de políticas públicas para o setor (com ampla participação da sociedade civil através das conferências e das consultas públicas) e as prioridades que foram assim definidas foram muito inspiradoras para diversos gestores de cultura nas empresas.

Durante a minha gestão, buscamos incentivar o acesso democrático aos recursos de patrocínio por meio dos editais e trabalhar na perspectiva da diversidade e dos direitos culturais, em grande sintonia e diálogo com a política pública. Para além da mera busca de visibilidade da marca, própria do modelo do marketing cultural, priorizamos, naquele momento, a reputação da marca, evidenciando o papel cidadão e estratégico que foi a marca da empresa desde sua criação. Procuramos valorizar o próprio momento que o Brasil estava vivendo, com o reconhecimento de milhares de novos agentes no campo cultural, incentivados pelos Pontos de Cultura do Programa Cultura Viva e por toda uma efervescência cultural que eclodia nas periferias de todo o país, ao lado da emergência de novas práticas suscitadas pela cultura digital. Abrimos seleções públicas específicas voltadas ao acesso desses novos protagonistas, por exemplo as de formação & educação para as artes, a de cultura digital e a de audiovisual digital, que infelizmente não mais integram o programa.






Focalizando a gestão do músico e compositor Gilberto Gil no Ministério da Cultura (MinC) – que se estendeu de janeiro de 2003 a julho de 2008 – Eliane Costa escreveu o livro "Jangada Digital"




Alê Barreto - Quais projetos que você acompanhou que considera importantes para o atual cenário das artes e da cultura no país?

Eliane Costa - Por conta do grande diálogo que, nesse período, a Petrobras teve com as políticas públicas, pude acompanhar de muito perto a gestação e a implantação de diversos editais muito estruturantes criados pelo ministério, como o Cultura Viva, o edital de Culturas Indígenas, Arte e Patrimônio, Cultura e Pensamento, o Myriam Muniz, Klaus Vianna e Carequinha, para o teatro, a dança e o circo, entre muitos outros. Considero o Cultura Viva o mais importante deles, por sua concepção extremamente ousada e em sintonia com a contemporaneidade, os novos paradigmas digitais de expressão e de acesso ao conhecimento, a diversidade e os direitos culturais. Não à toa ele virou lei: a Lei Cultura Viva foi uma conquista importante e constitui hoje uma política de Estado. A idéia dos estúdios de produção audiovisual digital, nos Pontos de Cultura, com micros conectados à internet, é absolutamente revolucionária, na medida em que promove diversidade cultural e lingüística na rede. Traz a possibilidade de que outros agentes, fora do mainstream, criem e façam circular conteúdos culturais que propagam novos olhares, sotaques e linguagens, já que os Pontos de Cultura envolvem, majoritariamente, públicos em situação de vulnerabilidade social – comunidades indígenas e quilombolas, favelas, pequenos municípios e nas periferias das grandes cidades. Do ponto de vista dos projetos que foram patrocinados diretamente pela Petrobras, tive o privilégio de conhecer as mais reconhecidas iniciativas artísticas e culturais do país – das mais grandiosas às mais singelas. Não gostaria de citar nenhuma, especificamente, pra não ser injusta, ou esquecida, com as demais. A grandeza e a diversidade desse conjunto foi o que sempre me importou.

Alê Barreto - Em quais pontos você acha que avançou a produção cultural? O que precisa mais qualificação?

Eliane Costa - Dos primeiros editais que lançamos na Petrobras, até os últimos dos quais participei lá (e também nos muitos outros em que participo, hoje, como avaliadora de projetos em editais públicos e privados), deu pra acompanhar uma grande evolução na consistência dos projetos apresentados. No início, era muito comum a gente receber idéias que ainda não eram, propriamente, projetos. Hoje, isso já mudou bastante. Vejo que os projetos apresentados são muito mais consistentes e, mais que isso, procuram trabalhar sua articulação com outras iniciativas, pensando na contribuição menos fugaz e mais estruturante que possam deixar... uma preocupação menos focada somente no evento, no efêmero, e mais no processo.

Na Caravana Petrobras Cultural, que fazíamos quando do lançamento do edital anual, percorrendo todos os estados brasileiros, pude conhecer e prestar atenção à imensa diversidade de demandas e dificuldades que marca a cena da produção cultural em nosso enorme país. Há uma grande disparidade de acesso às oportunidades. Nem sempre participar de um edital é, de fato, concorrer.

Por outro lado, fala-se muito da necessidade de qualificação dos produtores culturais, mas esses estão correndo atrás, nas muitas alternativas que temos hoje, de qualificação, formação, MBA’s, etc e o que acontece é que hoje, temos muitos produtores culturais qualificados, que conhecem e compreendem a cena onde estão inseridos. Seu blog, Alê, o “Produção Cultural Independente” e a sua militância no campo da produção cultural, vem, sem dúvida, ocupando um espaço super importante nesse processo.

Na outra ponta, vejo ainda uma grande necessidade de qualificação dos gestores culturais, tanto nas empresas quanto no poder público: de vez em quando ainda topamos com alguns que, francamente, ainda tem uma visão praticamente iluminista do que é cultura. Ainda com aquela visão anacrônica da cultura como a cereja do bolo. 


Alê Barreto - Quais são, na sua opinião, os maiores desafios de um gestor cultural nas empresas, hoje?

Eliane Costa - Dentro das empresas há um terreno em permanente disputa entre o marketing, a gestão tributária e a política cultural e se o gestor cultural não trouxer uma concepção ampla, sólida e profundamente convincente sobre os desafios que estão hoje postos à cultura (e às empresas) ele é atropelado, se tornando apenas o gestor da tal cereja do bolo. Hoje, o gestor cultural nas empresas precisa conhecer profundamente o planejamento estratégico da organização onde ele atua, sua missão, valores, públicos prioritários; compreender que o patrocínio é uma das ferramentas de seu mix de comunicação e que a marca é um dos ativos mais valiosos da empresa. Mas tem também que entender que patrocínio cultural não é só negócio. É perfeitamente possível fazer patrocínio cultural privado sob a ótica do interesse público.

Precisa ter uma compreensão contemporânea de cultura, que vá além das artes e das letras, sem no entanto desconsiderá-las. Tem que conhecer o contexto brasileiro e os desafios globais, os compromissos internacionais assumidos pelo país, como a Convenção da UNESCO para a promoção e a proteção da diversidade cultural, a Agenda 21 da cultura, as metas do milênio, o Compromisso de Túnis no âmbito da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação... Tem que conhecer e dialogar com as políticas públicas...

O gestor cultural nas empresas tem que ter uma compreensão contemporânea sobre o papel das corporações no campo da cultura. O marketing cultural como o conhecemos no século passado se tornou mais um canal saturado de comunicação, como tantos outros. Só a visibilidade da marca não leva a mais nada. A reputação é muito mais importante. E ela é uma conseqüência da percepção da identidade da empresa e da qualidade das suas práticas e relações seus públicos, ao longo do tempo. A cultura como quarto pilar da sustentabilidade, inclusive, vai além da promoção de ações culturais. O gestor cultural, sem dúvida, tem hoje desafios muitíssimo mais complexos do que aqueles que ele tinha na década de 90.

Alê Barreto - Precisamos hoje no Brasil mais “produção cultural (criação e realização de projetos)” ou mais “gestão cultural” (administração de carreiras artísticas, programas, grupos, pontos de cultura, ações de economia criativa)?

Eliane Costa - 
Precisamos dos dois. Ou melhor, de tudo isso: criação, produção, circulação, memória, formação, reflexão, etc... De políticas culturais, tecnologias sociais e outros dispositivos, de bons avaliadores de projetos e de ótimos formuladores de editais, de gente preocupada com a formação de públicos, com as novas possibilidades de expressão e de acesso ao conhecimento trazidas pelas redes e tecnologias digitais, com a diversidade cultural, com a articulação cultura-educação, com a revisão dos marcos legais que absolutamente não funcionam para o campo cultural e, claro, com verbas para a cultura proporcionais aos seus desafios. Precisamos de produtores, gestores e agentes culturais comprometidos com a cultura em todas as suas dimensões: a simbólica, a cidadã, a econômica e também a sustentável. 








Eliane Costa organizou juntamente com Gabriela Agustini a obra "De baixo para cima", que reúne o pensamento de articulistas e realizadores sobre as transformações vivenciadas pela produção dos bens simbólicos nos últimos anos, com especial atenção à cidade do Rio de Janeiro.



Alê Barreto - Estes desafios são similares na gestão pública?

Eliane Costa - Sim. A cultura precisa ser central no debate sobre desenvolvimento e sustentabilidade. E para isso precisamos de gestores públicos fortes no setor cultural, que se façam ouvir no conjunto das pastas. Neste momento, por exemplo, vejo em Juca Ferreira essa disposição, apesar de todas as dificuldades do contexto maior. A cultura precisa ser reconhecida na proporção do que ela representa para o nosso país. E isso precisa se refletir no orçamento da pasta. Para que o ministério possa apoiar diretamente iniciativas que não são midiáticas e/ou sedutoras às empresas. A cena do financiamento à cultura no Brasil é concentrada e perversa. A centralidade das leis de incentivo cristalizou um quadro em que o recurso público é mobilizado por escolhas privadas. Precisamos de políticas públicas e para isso é importante que tenhamos gestores culturais qualificados.

Alê Barreto - Como tem sido esta nova etapa em sua carreira, sendo hoje professora, coordenadora de um MBA na Fundação Getúlio Vargas e aluna de um doutorado? Sente saudade da vida corporativa? Está curtindo a vida acadêmica?

Eliane Costa - A riqueza das experiências que vivi como gestora cultural na Petrobras me impeliram a voltar à Academia para refletir de forma mais sistemática sobre tudo aquilo. Fiz o mestrado nos meus dois últimos anos como gestora. Minha dissertação, sobre as políticas públicas para a cultura digital na gestão Gil, os Pontos de Cultura, etc, foi publicada e o livro (Jangada Digital) está disponível na rede para compartilhamento e download, licenciado em Creative Commons. Ano passado, publiquei outro livro: uma coletânea organizada por mim juntamente com Gabi Agustini, chamada De baixo para cima, sobre os novos paradigmas da interseção cultura-tecnologia-inovação cidadã. Também está disponível para download e compartilhamento na rede, na plataforma digital homônima. Daí, parti para o doutorado, onde estudo em que medida narrativas desenvolvidas em mídia digital por agentes culturais periféricos podem ser entendidas como novas territorializações no ciberespaço, na perspectiva do enfrentamento da invisibilidade social que marca os sujeitos dessas narrativas. Meu campo de estudo são iniciativas culturais que se desenvolvem nas bordas sociais da cidade do Rio de Janeiro. 


Me aposentei da Petrobras há 3 anos, mas continuei trabalhando muuuuuuuuuuuito! Sou professora, palestrante, coach e coordeno o MBA cultural da FGV. Ser gestora da política cultural da Petrobras foi uma das muitas felicidades que tive ao longo da minha vida profissional e pessoal. Mas não sinto saudade. Saí de lá com uma sensação muito boa: a de ter feito tudo o que pude. 


Alê Barreto - O curso que você coordena foi reformulado. Fale sobre o novo foco do “MBA em Bens culturais: cultura, economia e gestão” e quais seriam os públicos interessados nesta proposta.

Eliane Costa - Sim, o curso foi significativamente reformulado e a nova turma começa agora em setembro. As inscrições, aliás, estão abertas no site da FGV (http://mgm-rio.fgv.br/cursos/bens-culturais-cultura-economia-gestao). Buscamos um maior alinhamento com o programa que já existia em São Paulo, trazendo uma base conceitual mais sólida no campo da cultura. Incorporamos também novas disciplinas, como “Gestão Cultural: desafios contemporâneos”, “Empreendedorismo no campo cultural”, “Panoramas setoriais” (música, audiovisual, artes cênicas, artes visuais, editorial, moda, gastronomia, design, games, gestão de acervos, etc), “Gestão financeira aplicada à cultura”, entre outras. Nosso público são os profissionais graduados em qualquer área, que estejam buscando se especializar nos campos da produção e da gestão. O curso é voltado, tanto para produtores culturais e empreendedores criativos, quanto para profissionais e gestores que atuam em empresas privadas, fundações, poder público ou organizações do Terceiro Setor, estejam eles à frente de projetos, empreendimentos ou equipamentos culturais ou dedicados à concepção e gestão de políticas culturais e de programas de patrocínio ou responsabilidade social.

Alê Barreto - Muita gente acha que a crise econômica é um sinal de menos investimento. E muita gente acredita que é no momento de crise que é fundamental se investir em qualificação e aperfeiçoamento. Qual é a sua opinião?

Eliane Costa - Acho que os momentos de crise, embora sempre angustiantes, são muito ricos, pois eles nos obrigam a pensar as coisas por outros pontos de vista. A refletir sobre nossas competências e nossos diferenciais e potencializá-los, por exemplo, por meio de escolhas certeiras de qualificação e aperfeiçoamento ou mesmo de reposicionamento. Acho que as crises são bons momentos para refletirmos sobre quais são os valores que realmente movem cada um de nós. Que coisas, na correria, deixamos pra trás? Buscar parceiros, investir em trocas, criar e consolidar redes, compartilhar recursos, oportunidades, aflições e conquistas. Tenho trabalhado bastante como coach, especialmente com pessoas do campo cultural, e vejo que muitas vezes focamos mais nas dificuldades do contexto do que nas nossas próprias lacunas. Nos momentos de crise é ainda mais oportuno identificar as nossas potências e colocá-las em movimento. 


[Fim da entrevista]






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sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Gestão cultural é uma nova profissão? Gestão cultural se ensina?



Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com

A imagem acima é do professor Alfonso Martinell Sempere durante o painel 3 do Encontro Internacional sobre Formação em Gestão Cultural, organizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo.


Sua apresentação fala sobre uma questão muito contemporânea: a tensão que existe entre as pessoas que exercem a gestão cultural na prática e as pessoas que estudam e pesquisam a gestão cultural.







Vejam que depois de 30 anos lecionando (no Brasil, o surgimento desta formação é muito recente), ele afirma:

"(...) eu não estou convencido de que o meu melhor aluno do curso de mestrado seja o melhor gestor cultural logo depois do curso e também não estou convencido de que pessoas sem formação com gestão cultural não possam desempenhar uma boa gestão cultural".


Esta fala nos traz uma boa dica sobre a necessidade de refletirmos sobre nossa própria condição.


Assista o painel na íntegra. Há também um excelente conteúdo nas apresentações do professor José Teixeira Coelho (
Observatório Itaú Cultural - Curso de Especialização em Gestão Cultural e Roberto Guerra (Escuela de Gestores y Animadores Culturales - EGAC)






Assista também o painel 2 com apresentações de Andrea Fantoni (Centro Latinoamericano de Economía Humana - CLAEH), Dennis de Oliveira (Especialização em Gestão de Projetos Culturais e Organização de Eventos CELACC - Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação Universidade de São Paulo - USP) e Kátia de Marco (coordenadora da Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Cultural - Universidade Candido Mendes - UCAM).






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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) juntamente com a cineasta e roteirista Luciana Bezerra e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira artística e criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.   Leia mais

quarta-feira, agosto 31, 2011

Gestão pública de cultura: começa hoje a 10º Edição do Seminário Permanente de Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro


Clique para ver


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Para quem está trabalhando sua formação para trabalho com políticas públicas de cultura, recomendo o Seminário Permanente de Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Segue abaixo e-mail que recebi na íntegra.


2011/8/29 COMCULTURA COMCULTURA


RELEASE

Políticas Públicas de Cultura 2011,
nesta quarta-feira, 31 de agosto, 13:30h na UERJ Maracanã

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ e a Comissão Estadual dos Gestores de Cultura /COMCULTURA RJ, convidam para AULA INAUGURAL da 10º Edição do Seminário Permanente de Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 31 de agosto, as 13:30h ( Pavilhão Central, Auditório 13, Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã - Rio de Janeiro), proferida pelo Prof. Dr. Luis Porta, da Universidade Nacional Mar Del Plata – Argentina, Diretor do Grupo de Investigaciones en Educación y Estudios Culturales – GIEEC. Luis Porta tem se destacado na pesquisa em Gestão Cultural na América Latina, com ênfase na formação e capacitação de gestores e trabalhadores culturais. O seminário tem apoio da Fundação Casa de Rui Barbosa – MinC, Secretaria de Estado de Cultura RJ, e financiamento do Programa Cultura Viva, da Secretaria Cidadania e Diversidade Cultural / Ministério da Cultura, com o qual viabilizou-se o Pontão Rede Fluminense de Cultura – Comcultura RJ, realizadora do seminário.


Na sua décima e última edição, o grupo de gestores culturais que buscou em 2001, junto ao Departamento Cultural da SR3 UERJ a instalação do curso, apresenta nova proposta para academia: a instalação do curso de Graduação em Gestão em Políticas Culturais, considerando a dinâmica Formação X Profissionalização, para oficialização da função de gestor cultural nos diferentes segmentos e postos de trabalho, nas esferas pública e privada.

As aulas e palestras acontecem quinzenalmente às quartas-feiras (de 11 às 18h), até30 de novembro, na UERJ Maracanã, cidade Rio de Janeiro, FFP UERJ, cidade de São Gonçalo, e ainda, em duas cidades do interior do estado. Na mesa de abertura, algumas das autoridades / representantes já confirmadas: Ministério da Cultura, Sra. Marta Porto, André Diniz e Lia Calabre; Secretaria Estadual de Cultura, Sra. Mariana Várzea; Comissão de Cultura – ALERJ, Deputado Robson Leite; CONLESTE, Prefeito de Tanguá , Sr. Carlos Pereira; FIRJAN Sr. Antenor Neto, e organizadores Comcultura e UERJ.

Para ouvintes e observadores, visite o programa com calendário e tema das aulas: www.comculturarj.blogspot.com, ou diretamente no Departamento Cultural UERJ - Decult SR3 UERJ (Rua São Francisco Xavier, 524, Bloco F, Sala T-126).




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Estamos construindo nossa próxima turma no Rio de Janeiro!


Turma de Belo Horizonte (julho de 2011)/foto: Patrick Azevedo


Inscreva-se até quarta, 31 de agosto. Com mais 7 pessoas o curso será realizado no sábado dia 3 de setembro.

"Aprenda a Produzir uma Artista" é um curso intensivo, rápido e acessível que ajudará você a organizar os seus primeiros passos ou práticas profissionais para melhorar a administração de uma carreira artística.




O que você vai estudar neste curso?

• O que é produzir um artista?
• Que artista pode ser produzido?
• Quem pode produzir um artista?
• Produtor, empresário, agente artístico e representante: semelhanças e diferenças
• Atividades básicas de um produtor (atendimento/ comunicação/ secretariado/agenciamento/captação de recursos/financeiro)
• Atividades avançadas de um produtor (planejamento de marketing/ planejamento de comunicação/ planejamento estratégico)
• Recursos importantes para produção de uma banda
• Kit inicial de comunicação para banda
• Noções básicas sobre atendimento
• Noções básicas sobre condução de reuniões
• Noções básicas sobre apresentação de projetos
• Noções básicas sobre negociação e agenciamento
• Avaliação de risco de propostas de trabalho
• Formatos de trabalho saudáveis
• Critérios para boas relações de trabalho
• Como cobrar pela realização do seu trabalho
• Gestão de expectativas (objetivos/reuniões de acompanhamento)


Participe da nossa próxima turma: faça sua inscrição hoje



A inscrição é feita através do envio de dados dos participante e comprovante de depósito digitalizado.


Envie uma mensagem via e-mail para alebarreto@gmail.com conforme o modelo abaixo:



Assunto (subject): Inscrição no curso “Aprenda a Produzir um Artista" no Rio de Janeiro previsto para 20 de agosto de 2011
Mensagem:

Eu, [COLOCAR SEU NOME COMPLETO], CPF nº [COLOCAR O NÚMERO DO SEU CPF], aceito e concordo com as orientações recebidas sobre a realização do curso e sobre como participar do curso “Aprenda a Organizar um Show”, com data de realização prevista para o dia 3 de setembro, das 14h às 18h, no Espaço Ideal Eventos, na rua Santa Luzia, 760, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

Seguem abaixo meus dados e em anexo o meu comprovante de depósito:

Nome completo:
Data nascimento: dia/mês/ano
Número do CPF:
Endereço:
Cidade:
Estado:
Telefone para contato:
E-mail:
Data que foi realizado o depósito: dia/mês/ano


Declaro ainda que estou ciente que a condição para a realização do curso na data prevista é a existência de um grupo mínimo de 10 (dez) pessoas com sua inscrição paga antecipamente.


Como pagar sua inscrição



Efetuar um depósito de dinheiro em espécie no valor de R$ 100,00 (cem reais) até o dia 31 de agosto de 2011 na seguinte conta corrente

BANCO ITAÚ
FAVORECIDO: ALEXANDRE BARRETO
AGÊNCIA: 0280 (zero dois oito zero)
CONTA CORRENTE: 00019-1 (zero zero zero um nove dígito um)

No momento ainda não estamos trabalhando com cheque e cartão de crédito.




Digitalize o comprovante (arquivo eletrônico em PDF, JPEG, etc.) e envie anexado num e-mail com seu nome e telefone de contato para alebarreto@gmail.com


Confirmação de inscrição

O participante terá sua inscrição confirmada após serem conferidos seus dados e feita a conciliação bancária (cruzamento da informação do comprovante digitalizado recebido com extrato da conta bancária)


Informações

Informações sobre detalhes do curso e processo de inscrição poderão se obtidas diretamente com Alê Barreto através do fone (21) 7627-0690, de hoje até o dia 17 de agosto, das 9h às 19h, inclusive feriados, sábado e domingo ou pelo e-mail alebarreto@gmail.com

P.S.: às vezes circulo com o celular pelo metrô e falha o sinal. Tenha tranquilidade.


Condição para realização do curso

Para que o curso seja realizado é preciso haja inscrição de no mínimo 10 participantes. Caso o número mínimo não seja atingido, a organização do curso reserva-se o direito de cancelar ou transferir a data do mesmo. Nesta situação as pessoas que fizeram o pagamento de sua inscrição poderão receber o valor integral pago ou utilizarem como crédito para nova data agendada do curso.

As vagas são limitadas: capacidade máxima da turma é de 30 pessoas.


Condição para participação no curso

Para participar no curso é necessário:

- haver vagas;
- aceitar o formato de inscrição proposto;
- ter efetuado o depósito de dinheiro em espécie na conta-corrente indicada e ter enviado dados de inscrição e o comprovante de depósito até o dia 17 de agosto de 2011.


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Participe como voluntário do Escritório coletivo independente!


Foto: Patrick Azevedo


Saiba mais


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sexta-feira, março 04, 2011

"O gestor cultural, por natureza, deve dialogar"

Claudia Leitão from FLi Multimídia on Vimeo.




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Claudia Leitão foi secretária de Estado da Cultura do Ceará entre 2003 e 2006. É atualmente conselheira do Programa Cultura Viva, pertence à Rede de Estudos em Políticas Culturais (Redepcult), integra o conselho de redação da revista eletrônica Políticas Culturais em Revista da UFBA e foi convidada agora em 2011 para assumir a nova secretaria de Economia Criativa criada pelo Ministério da Cultura.

Fui aluno dela e tive também o prazer de assistir sua participação no Seminário de Políticas Culturais da Casa de Rui Barbosa, aqui no Rio de Janeiro.

Assista o depoimento que ela concedeu para o projeto Produção Cultural no Brasil.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, julho 16, 2010

Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?




Por Alê Barreto*


Em junho recebi a divulgação do lançamento de Fazer e Vender Cultura, uma revista online de produtores para produtores. Gostei muito da iniciativa e anotei em minha agenda para entrar em contato para saber mais informações. Para minha surpresa, Miguel Gomes, publisher da revista, entrou em contato e me convidou para escrever um artigo. Sugeri que antes a gente se encontrasse para trocar informações.

Fomos parar lá no Cine Odeon, centro do RJ. Tomamos seis xícaras de café expresso. Toda conversa girou em torno de uma preocupação comum a nós dois: sistematizar conhecimentos de produção cultural.

Num dos momentos da conversa, disse para ele que estamos num momento muito favorável para cultura. Esta reflexão me inspirou a escrever o meu primeiro artigo publicado na revista.

Leia Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

segunda-feira, março 29, 2010

Inscreva-se no MBA em Gestão Cultural e qualifique sua formação profissional


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Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dando continuidade a parceria estabelecida entre o Produtor Cultural Independente e a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), apresentamos o depoimento de uma ex-aluna do curso.


Maria do Rosário Malcher é bacharel em direito e Coordenadora da Seção de Assuntos Culturais do Centro Cultural Justiça Federal. Concluiu em outubro de 2008 o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes, com monografia O Direito Autoral e a Difusão Cultural.


Pergunta: Prezada Maria do Rosário, que valores e benefícios um profissional agrega à sua carreira investindo em sua formação através dos cursos promovidos pela Associação Brasileira de Gestão Cultural?

Maria do Rosário: Além de importantes contatos com profissionais da área, as experiências e ensinamentos transmitidos pelos professores me orientaram no sentido de exercer minhas atividades com a necessária profissionalização e abrangência de conhecimentos, nas diversas áreas, que as atividades de um gestor cultural, diariamente exigem.


Como estudar Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes em 2010?

A Universidade Candido Mendes em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural, há sete anos implantou o primeiro curso superior de Produção Cultural da cidade do Rio de Janeiro e a primeira pós-graduação em Gestão Cultural do Brasil, recebe em abril de 2010 novos alunos para o curso de pós-graduação lato sensu MBA em Gestão Cultural.

O MBA em Gestão Cultural vem implementar a capacitação e o aprimoramento profissional na área de Administração dirigida à instituições, programas e projetos culturais, visando otimizar a eficiência das propostas programáticas para o setor. As aulas terão início em abril de 2010, com carga horária de 405 h, duração de 16 meses, no campus Centro, no turno da noite (das 19h às 22h) e aulas às terças e quintas-feiras.

Sob a coordenação acadêmica da Profª. Kátia de Marco, o corpo docente é composto por profissionais destacados tanto na esfera executiva como nos setores acadêmicos como Paulo Sergio Duarte (Gestão de Patrimônio Histórico); Yole Mendonça e Marcelo Mendonça (Bases Administrativas na Gestão Cultural); Marcio Schiavo (Responsabilidade Social Corporativa); Eduardo Senna (Direitos Autorais na Produção Digital); Lia Calabre (Políticas Públicas Para a Cultura); Eliane Costa (Cultura Digital); Ana Carla Fonseca Reis (Micro e Macro Economia da Cultura); José Carlos Barboza (Legislação de Incentivos ao Setor Cultural). Os cursos recebem ainda novos professores, que abordarão conteúdos e experiências executivas das suas carreiras bem sucedidas: Leonardo Brant, Heloísa Lustosa, Lárcio Benedetti, Marcos Mantoan e Gilson Peranzetta.

O curso se direciona a formar e reciclar profissionais atuantes na área da cultura; criar novas gerações de gestores, empreendedores, administradores e produtores culturais; proporcionar ao profissional uma visão integrada das áreas de administração, economia, direito, comunicação, museologia, artes e cultura; preparar o profissional para tomada de decisões, gerenciamento de equipe, análise de projetos, engenharia de orçamentos e domínio do empreendimento cultural.

Preço do curso: 20 x R$ 580,00
Duração: 16 meses
Carga horária: 405h
Inscrição: R$ 80,00

Seleção:
- análise de currículo
- realização de entrevista


INFORMAÇÕES:
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
PROGRAMA DE ESTUDOS CULTURAIS E SOCIAIS – PECS
Rua da Assembléia, 10 / sala 616 – Praça XV – Rio de Janeiro
Marcação de entrevista pelos telefones (21) 3543-6489/9972-7693
E-mail: pecs@candidomendes.edu.br
www.candidomendes.edu.br ou www.gestaocultural.org.br