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terça-feira, junho 25, 2013

A melhor hora para começar a fazer é agora

Eu e minha namorada Ana Virginia, assessora do Ministério Público do Acre 
e produtora cultural em Rio Branco. Sua vinda ao Rio de Janeiro com a sua mãe, a querida Dona Dora, são lindos presentes de aniversario!


 
Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com

 
Nesta semana, dia 28 de junho, estou de aniversário. Faço 41 anos. Sempre no período do meu aniversário, penso sobre como ocupo o tempo da minha vida. Falei sobre isso há poucos dias num encontro promovido pelo Grupo PET Conexões de Saberes, da graduação em produção cultural do IFRJ - Campus Nilópolis.

Diferente do que muita gente imagina, eu não tenho a "fórmula do uso do tempo". Nem acredito que exista esta fórmula. 

Tenho certeza que devem existir milhares de aplicativos para gerenciar o tempo em smartphones, tablets, computadores, os quais vão além das fórmulas.  Ajudam a registrar os históricos das nossas ações e ajudam na previsão e planejamento futuro. Todos são úteis. Tão úteis quanto dois hábitos que desenvolvi e que me ajudam a utilizar melhor o meu tempo: tomar notas sobre os acontecimentos da minha vida e refletir sobre estes acontecimentos.

Uma das reflexões que faço é sobre "a hora de começar a fazer". Em minha formação, há inúmeros momentos em que pessoas mais experientes me aconselharam a esperar, antes de fazer algo que eu estava pensando fazer. "Aguarde o melhor momento". "Não está na época ainda, espere um pouco". As pessoas não estavam erradas. E nem certas. As pessoas que aconselhavam isso, faziam o mesmo que eu, você ou qualquer outra pessoa faz. Geralmente procuramos mostrar aos mais jovens que as coisas que desejamos fazer podem ser feitas em momentos mais favoráveis, momentos mais oportunos. Nada mais sensato do que isso. O único problema é que os conselhos são dados como se alguém tivesse certeza sobre tudo que pode acontecer na vida de alguém no futuro. E esta certeza, não temos.

Então, se você está pensando em fazer algo no tal do "momento certo", pense também que temos uma grande afinidade com o conforto. Não estou falando de luxo. Estou falando de conforto. Conforto é fazer tudo com segurança, tranquilidade e comodidade. E nem sempre fazer as coisas com conforto que idealizamos é a melhor coisa a ser feita.

Quem aguarda anos até que consiga um patrocínio para lançar um livro, para gravar sua música, para encenar o seu espetáculo, faz tudo isso e mais um pouco com bastante conforto. Mas corre o risco de nunca realizar ou realizar muito menos do que tem capacidade de fazer.

Nesta perspectiva, "esperar o melhor momento" pode ser uma grande armadilha. Podemos ficar anos a fio aguardando e este dia não chegar. Como será que iremos nos sentir se a melhor hora não chegar e nos dermos conta que não temos mais tempo em nossa vida para isso?

Por isso, eu sempre digo para todo mundo que me procura nos cursos, me envia e-mails, me envia mensagens via facebook: a melhor hora para começar a fazer é agora. Esqueça a cobrança excessiva que você faz com você mesmo, sempre desejando perfeição, ausência de falhas e sucesso imediato em tudo que inicia.

Eu promovo cursos e às vezes preciso mudar datas. Eu trabalhei em projetos sociais que tinham uma proposta conceitual diferente do que acontecia na prática. Eu faço reuniões que muitas vezes não resultam em trabalhos ou projetos. Eu acreditei em muitos amigos e nem todos foram tão amigos quanto pensei que eram. Estes e outros fatos não são fantasmas do passado que me assombram, pois independente de todos os resultados terem sido os que eu desejava, eu fiz algo que pouca gente faz: decidi fazer e realizei.

Então, se você tem uma ideia aguardando para se tornar realidade, lembre: a melhor hora para começar a fazer é agora :)

Você também pode estudar estas e outras dicas práticas nos cursos  da Maratona Produtor Cultural Independente prevista para os dias 06 e 07 de julho na AGS Meeting Place em São Paulo. Veja como participar em nossa loja virtual http://produtorindependente.loja2.com.br/

Promoção: pagando 01 (uma) inscrição para qualquer um dos cursos oferecidos, você tem direito a levar um acompanhante para estudar junto com você no mesmo curso!



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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. 

Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

segunda-feira, março 05, 2012

Ganhe tempo: pense com clareza o que você quer




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Há muitos motivos para alguém não nos atender. Mas na área cultural, nos setores de entretenimento, comunicação, arte, etc., um dos grandes obstáculos é a falta de objetividade na comunicação.

Antes de sair mandando e-mail ou telefonando, sente e pense: o que você realmente quer? O que está buscando?

Escreva e leia. Ficou claro para você? Passe para pessoas próximas lerem. Ficou claro para elas?

Isso facilitará sua vida e você conseguirá ter maior retorno no seu contato com produtores profissionais.



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Aprenda a organizar seu trabalho. Gerencie sua carreira

Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços de organização e planejamento de carreira, consultoria, coaching, oficinas, cursos, workshops e palestras.


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE.

Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Em 2012 está atuando como um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

É professor convidado da Especialização em Music Business, curso pioneiro que está começando na Universidade do Vale do Rio dos Sinos e que introduz uma abordagem para o estudo da indústria da música alinhada com a atualidade, preparando os participantes para pensar a nova constituição do setor fonográfico e entender ambientes de mercado através dos processos de consumo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.


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Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

"Preciso falar com você, pois tenho um trabalho urgente"




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Você já ouviu esta frase? Eu já. E tenho certeza que a maioria das pessoas que trabalham com produção ouvem esta frase todos os dias.

Há muitas razões para isso. Uma das principais é que muita gente que trabalha com produção se perde no meio do caminho e nunca mais consegue organizar o tempo do seu trabalho e de sua vida pessoal. No meio de um turbilhão de atividades, as pessoas se acostumam a trabalhar deste jeito e continuam selecionando pessoas, repetindo a frase que ouviram a maior parte de sua carreira: "Preciso falar com você, pois tenho um trabalho urgente"! Parece até que fazer produção é sinônimo de trabalhar num serviço de emergência.

Sugestões práticas para lidar com esta questão.

Avalie a si mesmo

Comece a analisar como você se relaciona com sua rede de parceiros. Muitas vezes o medo de não ser mais chamado ou de "se queimar" leva você a aceitar tudo. Você se sente bem de viver com este medo? Você acha que deve guiar sua vida profissional com base neste medo?


Serviço urgente é mais caro que serviço agendado

Em qualquer lugar do mundo os serviços de urgência são mais caros. Logo, procure mostrar para os seus parceiros que o preço do seu trabalho será mais acessível quando for agendado com antecedência e mais caro quando for solicitado "em cima da hora". Com isso, muitas pessoas irão chamá-lo com mais prazo, na busca de economizarem. E quando alguém chamar você "para ontem" e você aceitar o trabalho, você pelo menos terá uma compensação financeira pelo esforço.

Mas lembre-se: há situações em sua vida que é preciso ter mais paciência e tolerância, para que o trabalho não fique escasso demais. E há situações em sua vida que dinheiro nenhum vai valer a pena.

O importante é o equilíbrio.


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10 pessoas já estão inscritas nas próximas turmas do Produtor Cultural Independente





Estude com o Produtor Cultural Independente nos próximos cursos que estão sendo organizados em São Paulo.




1 - O que é preciso para fazer os cursos?

- Ter disponibilidade de estar na cidade de São Paulo no dia do curso escolhido
- Fazer sua inscrição


2 - Que dias serão os cursos?

O curso "Aprenda a Organizar um Show" está previsto para dia 25 de fevereiro (sábado, manhã e tarde)

O curso "Aprenda a Produzir um Artista" está previsto para dia 26 de fevereiro (domingo, manhã e tarde)


3 - Quanto é o valor de cada curso?

O valor de cada curso é R$ 180,00. Mas para quem fizer inscrições até o dia 12 de fevereiro, será concedido um desconto de 15%, o que faz com que você pague R$ 153,00.


4 - Tem pessoas interessadas?

Sim. Estes cursos foram divulgados há um ano atrás e constitui ao longo de 2011 uma lista com 140 interessados.


5 - Já tem pessoas inscritas?

Sim. Tínhamos inicialmente 3 pessoas. Ontem tínhamos 6 pessoas.

Hoje (2 de fevereiro) já temos 10 pessoas inscritas.


6 - As vagas são limitadas?

Sim. E não é possível fazer reserva de vagas sem a inscrição.

Importante: não vou com frequência à São Paulo. Aproveite.


7 - Como fazer a inscrição?


Clique aqui e se inscreva no curso "Aprenda a Organizar um Show" - inscrições até 12 de fevereiro

Clique aqui e se inscreva no curso "Aprenda a Produzir um Artista" - inscrições até 12 de fevereiro


Aprenda a organizar seu trabalho. Gerencie sua carreira

Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços de organização e planejamento de carreira, consultoria, coaching, oficinas, cursos, workshops e palestras.


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.

É um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Priorize a prioridade. Exercite manter o foco.


Música "Prioridades" do álbum "Enxugando o Gelo" de BNegão & Os Seletores de Frequência


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Semana passada, durante um momento do curso "Aprenda a Organizar um Show", realizado no Centro Cultural Justiça Federal no Rio de Janeiro (atenção povo de SP, estamos organizando turmas de sábados e domingos para o fim de fevereiro, leia mais abaixo), estávamos falando sobre camarim. Neste momento, lembrei a todos que o "camarim" é um espaço importante na produção do show, mas que não pode ser mais importante do que o show em si. Esta é a minha opinião.

Aí começamos a conversar se era adequado a produção liberar bebida alcoólica para os artistas antes do show. Uns eram a favor, outros eram contra. Eu me posicionei sobre o assunto como sendo a favor de que cada caso seja tratado de forma particular, sem uma regra geral. Mesmo tendo esclarecido isso, as pessoas continuaram a falar o que achavam sobre o assunto. Ficamos quase 15 minutos conversando se podia ou não podia servir bebida alcoólica antes do show.

Isso não é uma reclamação. Pelo contrário. Achei o episódio muito construtivo. Fiquei pensando: "como é fácil a gente sair do foco. É muito fácil a gente esquecer o que é a prioridade". E este esquecimento acontece todos os dias em nossas vidas, na maioria das vezes, sem nos darmos conta.

Uma das coisas mais difíceis é manter o foco na prioridade.

Para exercitar "manter o foco", nesta segunda, antes de deitar, se pergunte:

- qual é a minha prioridade?

- o que fiz nesta segunda de construtivo no sentido de realizar a minha prioridade?

- como organizei minha semana para realizar a minha prioridade?



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Retorno da audiência [ACOMPANHE]
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Experimente o prazer de construir todos os dias o mundo que você quer estar.



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[ATENÇÃO!] O Produtor Cultural Independente está organizando novas turmas para finais de semana em fevereiro em São Paulo




Estamos organizando as próximas turmas dos cursos do Produtor Cultural Independente em São Paulo.

O processo é similar ao patrocínio coletivo. Estou organizando as pessoas interessadas.

Datas prováveis:

sábado 25 de fevereiro - Aprenda a Organizar um Show
domingo 26 de fevereiro - Aprenda a Produzir um Artista


Se você tem interesse em participar, envie seu e-mail para alebarreto@gmail.com para saber mais informações.


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais) e a colunista da revista Fazer e Vender Cultura.


Aprenda a organizar seu trabalho. Gerencie sua carreira

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Conversa sobre o tempo: que tal mudar "perfeição" por "realização"?


Divulgação do livro "Conversa Sobre o Tempo". Lançamento da Editora Agir.


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Hoje é segunda. E o instante que estou escrevendo este texto é precisamente 13h55.

Como todo mundo, tenho muita coisa para fazer. Além de ter muita coisa para fazer, sou um profissional autônomo, como boa parte das pessoas que atuam na indústria criativa no Brasil. Não recebo salário todo o dia 30. Então, além de ter muita coisa para fazer, tenho um fator que gera tensão no meu dia a dia: tenho que fazer coisas hoje que resultem na contratação dos meus serviços.

Muitas coisas para fazer, necessidade de gerar oportunidades de trabalho. Tem mais uma coisa: tenho que dar atenção para meus estudos. Estes estudos são o MBA em Gestão Cultural, o inglês, a pesquisa de conteúdo para o blog e minhas pesquisas sobre a organização da cultura.

Vamos lá de novo: muitas coisas, gerar trabalho, estudo. Tem ainda as tarefas domésticas. Tem também o cuidado com a qualidade de vida. Tem o cuidado com a vida afetiva. Quanto mais parar para pensar, mais atividades vão surgir. Só que agora já são 14h05.

Planejar é ótimo. Listar as atividades do dia? Melhor ainda. Mas tudo isso acontece ao sabor dos minutos, ao sabor das horas.

Que tal começar esta semana com uma postura mais independente? Que tal mostrar para você mesmo que é possível, além de produzir shows e projetos, "produzir" boa parte do seu destino?

Uma postura profissional independente exige a prática diária de um esporte chamado "administração do tempo". Quanto mais praticarmos este esporte, mais conseguiremos realizar.

Mas quando realizamos algumas coisas, temos que estar cientes que ao mesmo tempo não realizamos muitas outras. Um profissional independente tem consciência disso.

Pior que não realizar tudo o que queremos é perder o tempo que temos tentando ser perfeccionistas. É preciso descobrir o prazer de realizar o que está ao nosso alcance.

Pare de imitar discursos do tipo "tenho que fazer tudo ao mesmo tempo". Stephen R. Covey, em seu livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes", ensina:

"(...) organize e execute em torno das prioridades".

Lembre: o ótimo é inimigo do bom. Ao começar a fazer, a produzir mais coisas, você perceberá que tem muito mais capacidade do que imagina.

Bons produtores aprendem que "realização", com qualidade e organização, traz mais bem estar do que "perfeição" neurótica, aquela de que "nunca nada está bom".

Agora são 14h36. Depois de realizar suas prioridades, assista também o debate e lançamento do livro "Conversa Sobre o Tempo", escrito por Zuenir Ventura, Luis Fernando Veríssimo e Arthur Dapieve.




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O Produtor Cultural Independente está construindo a próxima turma do curso "Aprenda a Produzir um Artista" no Rio de Janeiro. É fácil participar. Inscreva-se!


Turma de Belo Horizonte (julho de 2011)/foto: Patrick Azevedo


Leia rapidamente informações sobre o curso e participe!



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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Administre melhor sua produção através do "check-list"




Por Alê Barreto*


Tá chegando o dia do show e mil coisas vem à sua cabeça. Quer um calmante? O nome do calmante é "check-list".

O "check-list" nada mais é do que uma lista de verificação ou uma relação de atividades que precisam ser realizadas.


Utilize um check-list

Abandone o hábito caótico de anotar em vários lugares. Mantenha uma lista atualizada das atividades que você está acompanhando. Rabisque ela à vontade, mas tenha somente um lugar para consultar.


O que devo anotar?

Tudo. Seja detalhista. Não trabalhe somente contando com sua memória.


Datas

Anote sempre os prazos de cada tarefa.


Responsáveis

Anote os nomes e telefones das pessoas que precisam ser acionadas.


Atenção com a palavra "ok"

Só considere "ok" algo que foi comprovadamente concluído. Nunca marque "ok" para algo que você acha que está pronto ou que alguém disse que "parece" que está concluído.

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

quarta-feira, março 31, 2010

É possível mudar a cultura de se deixar tudo para a última hora


Coelho da fábula "Alice no País das Maravilhas" correndo atrás do tempo


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Olhando a edição do Jornal Destak distribuído no metrô do Rio de Janeiro no dia 30 de março, me chamou a atenção a seguinte matéria: "Receita só recebeu 20% das declarações de Imposto de Renda até agora".

Acho que este fato é um ótimo raio "X" do que acontece no Brasil. As pessoas tem 60 dias para elaborar e enviar suas declarações de imposto de renda. Já se passou 50% do tempo e apenas 20% realizaram sua obrigação.

Agora, pense o seguinte: declarar o imposto de renda não é um ato de voluntariado. É uma obrigação legal. E mesmo sendo uma obrigação legal, a maior parte das pessoas vai "empurrando com a barriga" para fazer no último prazo. O que sobra para o que não é obrigação legal?

Quantas divulgações começam 10 dias antes da data do show? Quantos ensaios são realizados na véspera de um evento? Quantas tentativas de captação de recursos são realizadas um mês antes do prazo definido para a realização de uma importante ação cultural? Quantos projetos começam a ser redigidos faltando dois dias para encerrar o prazo de um edital?

Para mim, a administração do tempo é a ciência que temos que estudar e praticar para mudar esta cultura de deixarmos tudo para a última hora.

Assista o vídeo do professor Mário Persona e veja como é possível utilizar melhor o tempo quando se trabalha com método.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Três dicas para dinamizar seu projeto independente no carnaval


Entrudo na Rua do Ouvidor/Angelo Agostini (1884)


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


É uma unanimidade que a festa mais conhecida do Brasil está chegando. Mas nem tudo no carnaval é unanimidade. Nem todo mundo curte o carnaval. E nem todo mundo que curte o carnaval, curte da mesma maneira.

Então lembrei de dar três dicas para dinamizar seu projeto independente no carnaval.


Aprenda a aproveitar melhor o seu tempo

Geralmente estamos reclamando que não temos tempo. Durante toda a semana fazemos isso. Chega o final de semana e nos perguntamos "o que eu vou fazer neste findi"?

A mesma coisa acontece durante o ano: reclamamos da falta de tempo. Contudo, aqueles que não vão sambar na avenida ou viajar, começam a pedir dicas para todo mundo sobre o que podem fazer no carnaval.

Eu acho que uma boa maneira é utilizar uma parte deste período para colocar a casa em ordem e dar continuidade para ações que estavam paradas aguardando "termos mais tempo".

Ação prática: separe uma parte de cada dia para retomar suas atividades de organização do seu projeto independente.


Aprenda a organizar melhor o seu projeto

Você já parou para pensar que sua vontade de tocar, de produzir shows, pode ser mais que um simples desejo? Muitas vezes descobrimos que no fundo queremos com isso criar um "projeto de vida" independente.

Ação prática: pegue papel e caneta, saia para caminhar e vá anotando tudo que você acha que precisa ser organizado em sua vida para que você possa levar adiante o seu projeto de vida independente. Precisa estudar mais guitarra? Precisa estudar mais história da arte? Precisa aprender outro idioma? Precisa melhorar sua formação em produção cultural? Anote tudo.


Aprenda a priorizar

Uma vez tendo separado um tempo para começar a organizar tudo que é necessário para que o seu projeto independente avance, está na hora de aprender a priorizar.

O rapper BNegão ensina em uma de suas músicas: "Priorize o que fará diferença na sua passagem".

Ação prática: olhe tudo que você relacionou como necessário para o seu projeto independente e marque o que considera mais importante. Se no final tiver marcado quase tudo, refaça a tarefa. Procure escolher que atividades tem efeito multiplicador, aquelas que quando forem concluídas irão contribuir para que outras tantas aconteçam.


Simples? Sim. Agora você já sabe o que pode ser feito durante o carnaval. Mas não seja fanático. Aproveite também para rir e brincar.

sábado, dezembro 19, 2009

Devagar: ainda há tempo para realizar muita coisa




Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Está virando moda as pessoas diminuirem o tempo e sofrerem com esta diminuição. Pelo menos na área cultural isso tem acontecido com uma certa frequência. Eu encontrei gente aqui no RJ em junho que me disse "acabou o ano". Depois ouvi essa frase em agosto, setembro, outubro, novembro. Agora em dezembro, mesma coisa. Só que não tinha acabado o ano. E ainda não acabou o ano.

Você pode estar achando que eu estou sendo radical e que "acabou o ano" era só uma expressão. De fato, "acabou o ano" é uma expressão. Mas quando pronunciada em rede, por muitas vozes, repetidamente, a expressão dá origem a um discurso que dá preferência para o olhar sobre o que não conseguiremos realizar ao invés de valorizarmos o que é possível fazer com o tempo que temos.

Esta dificuldade de lidar com o concreto, que é o tempo que de fato temos, ocasionada pela turbulência do culto da velocidade, precisa ser repensada, principalmente na área cultural. A improdutividade é muito alta ainda no setor cultural. A dificuldade de entender e gerenciar o tempo é uma das causas.

Se você presta serviços como produtor freelancer, pare de pensar que sempre tem que sair correndo e atender todo mundo a qualquer hora do dia ou da noite todos os dias da semana. Se você está fazendo isso, dificilmente terá tempo para avaliar como está usando o seu tempo. E nesta situação, é muito provável que você esteja ganhando bem menos do que você tem capacidade de ganhar e que você já tenha se acostumado a trabalhar em péssimas condições e ambientes de trabalho. Você pode escolher. Mas precisa ter tempo para isso.

Se você tem uma empresa de produção e contrata equipes, comece a pensar que o hábito de chamar as pessoas em cima da hora só porque você tem o poder de contratar não constrói nada no médio e longo prazo. Provavelmente as pessoas estão trabalhando para você como mercenários. Trabalham só pela grana. Ninguém gosta de desorganização. Na primeira oportunidade que receberem uma proposta melhor, irão abandoná-lo. Assim, você irá ao longo dos anos sempre ter que inventar a roda de novo. Todo ano terá que formar uma nova equipe que nunca se envolve e "abraça" o projeto.

Fiz esta breve introdução para indicar a todos a leitura



do livro "Devagar" do jornalista escocês Carl Honore. Traz idéias muito interessantes sobre a percepção do tempo. Tão importante quanto aprender a administrar o tempo é buscar entender como ele está sendo percebido nos dias de hoje.

Está sem tempo para ler? Olhe com atenção o calendário. Há tempo sim. De hoje até a meia noite do dia 31 de dezembro de 2009 temos ainda 12 dias (quase 50% de um mês).

sábado, novembro 14, 2009

O Produtor Cultural Independente pergunta: como você está usando o seu tempo?


Um Homem Precisa Viajar ("Mar Sem Fim", Amyr Klink)


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)

Esta semana estive em Brasília/DF (ver post anterior) e em Goiânia/GO ministrando o curso Aprenda a Organizar um Show, a arte de proporcionar o encontro das pessoas com a música. Foram quatro dias intensos de debates, diálogo, troca de saberes, escuta e reflexões. Quatro dias que mudaram muito a minha vida. Foi muito bom compartilhar sonhos com sotaques diferentes.

Estar fora do Rio de Janeiro, longe de casa e das minhas outras atividades profissionais durante este período, em espaços diferentes, com gente diferente, em contato com a riqueza da diversidade humana e cultural do Brasil, me fez refletir sobre a importância de viajar, de provocarmos deslocamentos para ver nossa vida sob pontos de vista diferentes. Estou até agora pensando sobre a importância de aprender mais sobre o meu ritmo, a hora de acelerar, a hora de desacelerar. Como organizo o meu tempo, como distribuo minha atenção para as minhas prioridades e como posso realizar mais.

Aproveite este final de semana para assistir este vídeo do Amyr Klink.

Como suas ações culturais podem avançar? Como você está usando o seu tempo? Você está dando atenção para as suas prioridades?

domingo, novembro 01, 2009

O que fizemos, o que estamos fazendo e o que queremos para o futuro de nossas vidas




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)



Assista o polêmico As Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares, 2003), do diretor canadense Denys Arcand.



Trailer de Les Invasions Barbares

Ser um produtor cultural independente é pensar sobre nossa própria vida. Na minha opinião, este filme contribue para esta reflexão.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Para que o projeto cultural ande, que tal delegar?


Símbolo da cooperação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Comecei o mês de outubro buscando dar visibilidade a acontecimentos importantes da cultura no Brasil, como o 1º Seminário O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura, o II Congresso de Cultura Ibero-Americana e a edição de 2009 do Festival Independente CONTATO. Quem ainda não leu, vale a pena conferir.

Na última postagem compartilhei a inquietação de que o produtor cultural independente deve estar atento para visualizar a cultura em sua relação com o mundo. Aproveitei a oportunidade para fazer um link para o filme "1,99 Um Supermercado Que Vende Palavras" de Marcelo Masagão. Quem atua na área da educação e desenvolve suas atividades em uma escola, centro de ensino ou universidade que tenha sala com datashow, internet e telão para exibição, tem um ótimo recursos didático de educação para a produção cultural, em seu sentido amplo.

Mas eu estava sentindo uma certa "saudade" de falar também das coisas concretas do mundo da produção cultural independente. Sempre me preocupo em abordar conteúdos voltados para o nível estratégico, tático e operacional. Assim, vamos falar um pouco hoje de um assunto importantíssimo para um produtor cultural independente: aprender a delegar.

Você já deve ter ouvido falar em delegar, mas você sabe o que é isso?

Delegar é uma forma de organizar o trabalho. Não é uma fórmula mágica. Tem benefícios e também riscos.

Vou dar um exemplo do ato de delegar. Um artista começa sua carreira independente compondo, agendando ensaio, cadastrando a música para streaming ou download em sites, enviando release para imprensa, atendendo ligações telefônicas para agendar shows, organizando a produção dos shows, etc. Na medida que o volume de trabalho começa a aumentar, o tempo exigido para dar conta de todas as tarefas aumenta também. Neste momento, muitas vezes o artista começa a repassar algumas atividades para outros colegas da banda, para algum parente próximo, para um amigo de confiança ou começa ver a possibilidade de algum produtor ou empresa de produção passar a cuidar dos seus assuntos.

No caso de um produtor cultural independente, ocorre o mesmo. No início, você começa a trabalhar em alguns eventos, shows ou representando algum artista. Na medida que começa a surgir mais trabalho, é preciso se organizar melhor e estabelecer parcerias, para que você não deixe de atender com qualidade às solicitações dos seus serviços e, por consequência, melhore sua sustentabilidade.

Então, delegar significa ver que tarefas podem ser "operacionalmente" executadas por outras pessoas, mas com o seu acompanhamento. Esta ação permite que você tenha tempo para se concentrar em projetos de longo prazo (que transformam a sua realidade), sem deixar de atender às demandas do curto prazo (que financiam o seu dia-a-dia).

Na minha opinião, as principais dificuldades para delegar são:

- primeira: acreditar que você sabe administrar bem a execução de suas atividades e que apenas não consegue realizar mais por falta de tempo. Duvide disso. Planejar e executar o trabalho dentro do tempo que temos disponível não é algo que nasce com a gente. Administrar o tempo se aprende acompanhando profissionais que fazem bem isso, estudando e se autoconhecendo. Raras são as pessoas que de forma autodidata conseguem administrar muito bem o próprio tempo. É mais fácil administrarmos o tempo dos outros do que o nosso próprio.

Sugestão: em vez de pensar "o dia devia ter mais de 24 horas", que tal pensar "será que posso organizar melhor o meu trabalho?" "Eu preciso fazer tudo?" "Alguém poderia fazer algumas das minhas atuais atividades?"


- segunda: o "mito da perfeição". Geralmente quem realiza uma tarefa, acredita que é muito difícil encontrar alguém "perfeccionista" como ele, que faça a tarefa como ele faz. Esta questão tem dois aspectos interessantes. Tem um ditado que diz "o ótimo é inimigo do bom". Muitas vezes uma tarefa precisa apenas ser concluída no prazo (o "bom") e ficamos sentados em cima do assunto porque não nos sentimos seguros de correr o risco de passar esta tarefa para outra pessoa que faça do nosso jeito (o "ótimo). E muitas vezes não treinamos ou instruímos alguém para fazer um trabalho como gostaríamos que fosse feito, porque "não temos tempo" de ensinar. Como não temos tempo de ensinar, não nos sentimos seguros para passar a tarefa para outra pessoa. Não passando a tarefa, ficamos cada vez mais "atolados" nas atividades, só reforçando o círculo vicioso do mau uso de nosso próprio tempo.

Sugestão: separe um pouco do seu tempo para avaliar que atividades podem ser repassadas imediatamente para outra pessoa e que atividades necessitam que você escreva procedimentos claros e objetivos para que outras pessoas façam e saibam qual é a qualidade esperada.


- terceira: priorizar. Além de perceber que alguém pode fazer muitas das suas atividades, que estas podem ser feitas com qualidade, desde que as pessoas recebam a informação de "como" fazer, é fundamental aprender a priorizar. Não adianta você repassar para alguém uma tarefa que não diminua a sua carga de trabalho.

Sugestão: liste seus projetos e classifique em

Importantes (muda a realidade) e urgentes (tem prazo definido) - (prioridade máxima)
Importante (muda a realidade) ou urgente (não muda a realidade, mas tem prazo definido)
Tarefa rotineira (prioridade menor)

Comece a "delegar" as tarefas rotineiras, para se concentrar mais no que é importante e/ou urgente.



Um bom termômetro para ver se a delegação de tarefas está funcionando é se sua ansiedade está diminuindo e você está percebendo que está conseguindo realizar mais do que antes.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Aprenda a utilizar um dos recursos mais importantes para produção cultural: o tempo




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente)


A idéia é bem simples. Nada de técnicas mirabolantes. Nada de auto-ajuda. Trata-se de uma pequena pausa para refletirmos e percebermos que a "cultura do desperdício" no Brasil alcança um dos recursos não-renováveis mais importantes para produção cultural: o tempo.

Quer um exemplo? Quantas vezes você já ouviu que "o edital está quase encerrando". Ou que o prazo de entrega do projeto "é para ontem". Ou que "as horas do estúdio acabaram e o disco não está pronto". Ouvir isso durante um ano, quando se está fazendo algo pela primeira vez, tudo bem. Agora passar dois, três, quatro, sete, dez anos repetindo isso, não é um desperdício de tempo?

Nos shows e eventos, a mesma coisa. Sempre tem uma exceção que rapidamente assume a vaga da regra principal. Então a van não chega. Os artistas se atrasam. A passagem de som demora. O público cansa de esperar. Tudo isso porque se desperdiça o tempo.

Para mim, o desperdício do tempo sempre causa uma certa sensação de culpa, a qual tento exorcizar, buscando transformá-la em ação construtiva. Quando não utilizamos bem o tempo, não é necessário nos martirizarmos. Mas é indispensável começarmos a nós dar conta que desperdício de tempo, em primeiro lugar, é uma falta de respeito com nós mesmos. E isso vira uma bola de neve. Se não respeitamos o nosso tempo, é bem provável que não façamos o mesmo com o tempo dos outros.

Se deixamos para o último minuto para começar a divulgar um show, porque não respeitamos o nosso tempo, temos como resultado imediato uma série de comunicações estressantes pedindo urgência e prioridade para todo mundo. Isso gera um ambiente agressivo, desconfortável, pouco produtivo e que nada tem a acrescentar para artistas e produtores.

Há uma corrente de pessoas que acredita que as coisas "só funcionam na base da pressão". Eu discordo. Eu acho que as coisas funcionam com organização. A pressão deve ser usada com moderação, para situações que exijam isso, não para compensar a incapacidade de saber gerenciar o nosso tempo e o das outras pessoas que trabalham conosco.

Comece a usar parte do seu tempo para avaliar e aprender a administrar melhor o seu tempo.

domingo, maio 17, 2009

Nem todo mundo é Leonardo da Vinci: dê um passo de cada vez




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Há um senso generalizado por conta das novas tecnologias de que "todos temos que ser multimídias": todos temos que ter msn, todos temos que estar no orkut, todos temos que ter celular (aliás, já está surgindo a cultura de ter dois celulares...), todos temos que estar no twitter, facebook, myspace, etc.

Essa adesão em massa a novos meios de comunicação tem alterado o comportamento das pessoas. Nossa capacidade de "digerir" os conteúdos editados ou brutos que consumimos tem diminuído. Contudo, pelo fato da redução da capacidade de "digestão" ser lenta e silenciosa, pensamos que este é um caminho sem volta, que é uma mudança natural, que não há opção de ser diferente, que agora temos que estar conectados a tudo e a todos o tempo todo.

Corro o risco de discordar deste senso comum. Acredito que num mundo tão complexo como o que estamos vivendo, em que poucas pessoas tem acesso a uma educação que priorize o desenvolvimento da autonomia, em que poucas pessoas conseguem se "desligar" do turbilhão de atividades desnecessárias que a todo momento nos hipnotizam, em que o modo de produção de nossa sustentabilidade tende a exigir cada vez mais que ocupemos nosso tempo com deslocamentos para o trabalho e com o próprio trabalho em si, é fundamental priorizarmos o que realmente desejamos fazer. Não podemos continuar aceitando passivos que somos obrigados a fazer tudo.

Sobre o efeito dos trovões de nossa criatividade, acreditamos ser possível nos sobressairmos como músicos, assessores de imprensa, produtores executivos, compositores, produtores culturais, captadores de recursos, poetas e cineastas estreantes, pois agora é tudo ao mesmo tempo agora.

Precisamos estar conscientes que nem todo mundo é Leonardo da Vinci. Ao tentarmos fazer tudo, muitas vezes fazemos quase nada.

Escolha uma atividade e resista a "tentação do zapping". Cultive o seu projeto como se estivesse compondo uma música. Faça o rascunho da letra. Esboce uma melodia no violão. Veja se está legal para o tom da sua voz. Grave um layout. Apresente para outras pessoas conhecerem. Peça um feedback. Mude o arranjo. Faça a gravação da primeira versão do fonograma. Somente o cultivo do que você planta irá permitir que você colha resultados.

Se você deseja começar a fazer produção cultural independente, dê um passo de cada vez.