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sexta-feira, outubro 08, 2010

Tropa de Elite 2: entenda o processo do filme




Por Alê Barreto*


Em 2008, quando o cineasta Breno Silveira lançou o filme "Era uma vez" (na minha opinião, excelente), especulou-se que seria o fim de um ciclo de filmes que retratavam as periferias do Rio de Janeiro. Chegou-se a afirmar que os cineastas não teriam mais interesse sobre este tema. A realidade mostrou-se outra: este ano Cacá Diegues lançou "5 Vezes Favela - Agora por nós mesmos" e ontem foi a estréia de "Tropa de Elite 2", de José Padilha.

Pensei nisso enquanto assisti ao programa "Starte" da Globo News, no qual a repórter Bianca Ramoneda faz um raio "X" sobre o processo do Tropa de Elite 2. Para nós produtores culturais independentes, é fundamental entendermos uma ação cultural de vários pontos de vista.



Veja o programa no site da Globo News e ouça as opiniões do diretor, da preparadora de atores Fátima Toledo, do ator Sandro Rocha, do policial civil Bruno D'elia e do Wagner Moura.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

segunda-feira, outubro 05, 2009

Vamos ampliar o nosso olhar sobre a cultura e sua relação com o desenvolvimento?




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Estou fazendo o curso à distância "Gestão Contemporânea da Cultura" da Duo Informação e Cultura, de Belo Horizonte, e na semana passada estudei o texto "Cultura e Desenvolvimento" de Cláudia Leitão, professora do Programa de pós graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará. Um trecho me preendeu a atenção:

"Ao mantermos o mesmo modelo mental dos colonizados, perdemos nossa capacidade de pensar, criar e imaginar, limitando-nos a repercutir pensamentos alheios. As conseqüências dessa baixa auto-estima, desse cerceamento do pensamento, são dramáticas para nós: ora resultam num ufanismo ou messianismo ingênuos, sempre em busca de novos colonizadores, ora em uma profunda inação diante do presente. Alternamos os seguintes discursos: “Somos maravilhosos e talentosos, só necessitamos ser descobertos!"; "Somos incapazes, somos vítimas, nada podemos fazer”. Esse comportamento pendular é historicamente reforçado, no campo da cultura, pelo Estado, através de ações populistas e, no campo da economia, pelas instituições responsáveis pela criação de projetos de desenvolvimento tão inadaptados e distantes de nós".

Lendo o texto acima lembrei das inúmeras vezes que eu ouvi (e ainda ouço) as pessoas que trabalham na área cultural me falarem que estão esperando ser descobertas ou que a cultura jamais irá mudar no Brasil porque somos vítimas do sistema.

Eu acredito que esta forma polarizada e reducionista de pensar a cultura está com os seus dias contados. Diferentes agentes culturais tem demonstrado através de novos conteúdos, projetos e produtos culturais o quanto podemos ampliar o nosso olhar sobre a complexidade do que estamos vivendo, no mundo e na cultura. Aliás, não dá para pensar na cultura sem integrá-la ao mundo.

Assista a um bom exemplo de conteúdo que lança um novo olhar sobre o sistema sócio, político e econômico que vivemos, o filme "1,99 Um Supermercado Que Vende Palavras" de Marcelo Masagão.