Mostrando postagens com marcador bibliografia de gestão cultural. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bibliografia de gestão cultural. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, julho 03, 2023

Tem livro novo sobre elaboração de projetos: "Gestão Cultural e Mobilização de Recursos" de Daniel Bender Ludwig

Capa: Angela D. Ponsi


Por Alê Barreto


Uma das características deste blog é o compartilhamento do conhecimento. Sempre que fico sabendo do lançamento de algum livro relacionado às temáticas da produção e gestão cultural, faço questão de divulgar. 

Hoje vou falar um pouco sobre o livro "Gestão Cultural e Mobilização de Recursos: manual prático de elaboração de projeto" de Daniel Bender Ludwig. Fiz uma breve entrevista com ele, a qual transcrevo abaixo na íntegra.


Produtor Independente – Daniel, há poucos dias tomei conhecimento do lançamento do seu livro “Manual de Elaboração de Projetos”. A publicação chega em um novo momento da cultura no país, onde novamente passamos a ter um Ministério da Cultura e está em curso a operacionalização da Lei Paulo Gustavo. Qual foi sua inspiração para escrever este livro?

Daniel BenderAo longo dos anos, como  consultor e palestrante em cursos de elaboração de projetos e compreensão da Lei Rouanet, tive a oportunidade de compartilhar meu conhecimento com centenas de pessoas em cursos realizados em todo o estado. Agora, aos 57 anos e com mais de 30 anos de experiência nesse segmento, decidi retribuir um pouco do que adquiri e estou disponibilizando este manual gratuitamente. Meu objetivo é alcançar aqueles que estão realmente envolvidos na produção cultural, como produtores, dirigentes e artistas que desejam implementar seus próprios projetos. Com essa publicação, espero poder ajudar todos aqueles que estão iniciando neste campo, proporcionando-lhes acesso às informações e orientações necessárias.

 

Produtor IndependenteÉ preciso ter muita experiência para escrever e aprovar um projeto cultural?

Daniel Bender - A apresentação do projeto é altamente influenciada pelo contexto em que será realizada. No caso específico da Lei Rouanet, é imprescindível ter um entendimento profundo da legislação em vigor, assim como das suas respectivas Instruções Normativas. Essas diretrizes fornecem as bases para o processo de inscrição e são essenciais para garantir a conformidade do projeto. Além disso, é fundamental ter habilidades de escrita sólidas, a fim de comunicar de forma clara e concisa todas as informações necessárias nos campos específicos do formulário de inscrição.


Produtor Independente - Existem artistas que acham que escrever projetos é uma atividade que deve ser desempenhada somente por produtores ou gestores culturais. Qual é a sua opinião?

Daniel BenderÉ fundamental que todo artista compreenda o funcionamento do sistema de elaboração de projetos, mas é igualmente importante que eles possam se concentrar em sua arte e execução, sem a preocupação com as burocracias envolvidas. Nesse sentido, é papel do produtor cultural assumir a responsabilidade de realizar o serviço de elaboração de projetos.

Ao permitir que os artistas se dediquem plenamente à sua expressão artística, os produtores culturais assumem o papel de intermediários, traduzindo as ideias e visões artísticas em projetos viáveis e em conformidade com os requisitos legais e administrativos. Essa divisão de tarefas permite uma melhor organização e eficiência na realização de projetos culturais.

 

Produtor Independente - Todo livro estabelece um novo referencial para os conhecimentos que está abordando. Qual a sua visão com relação ao impacto que seu livro poderá trazer para o sistema cultural brasileiro?

Daniel Bender - Sempre me empenhei em transmitir o entendimento da elaboração de projetos culturais de forma simples e prática, visando permitir que tanto os iniciantes quanto os mais experientes compreendam como criar um projeto de forma eficiente, sem que isso se torne um processo tedioso e complexo.

Meu objetivo é contribuir para a quebra desse paradigma, para que tenhamos profissionais eficientes na área cultural, capacitados a desenvolver projetos com agilidade e eficácia. Acredito que, ao desmistificar a elaboração de projetos, posso empoderar os envolvidos nesse segmento, capacitando-os a transformar suas ideias em realidade de maneira mais acessível e descomplicada.

Compartilhar meu conhecimento e proporcionar recursos que facilitem a compreensão e execução de projetos culturais é a minha forma de contribuir para o fortalecimento e desenvolvimento desse setor tão importante para a sociedade. Juntos, podemos romper barreiras e promover uma cultura de eficiência e sucesso na elaboração de projetos.


Produtor Independente - Por fim, fale um pouco sobre o trabalho que você desempenha e como as pessoas podem acessá-lo.

Daniel Bender - Sou historiador e me tornei especialista em elaboração de projetos para mobilização de recursos, consultor de Cultura e Terceiro Setor. Trabalhei como parecerista para projetos encaminhados para a Lei Rouanet e editais em vários estados brasileiros. Atuo também como palestrante. Tive a honra de participar como diretor da implantação e gestão da Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul.

Como especialista em elaboração de projetos com incentivos fiscais federais, como a Lei Rouanet, Esporte, Fundo da Criança e Idoso, assim como incentivos estaduais, como LIC, Esporte e Solidariedade, possuo um amplo conhecimento sobre os requisitos e trâmites necessários para viabilizar recursos tanto por meio de emendas parlamentares, Transferegov (antigo SICONV), quanto por meio de editais públicos e privados.

Como consultor venho prestando suporte a diversos produtores, organizações sociais e municípios na busca por incentivos necessários para a concretização de seus projetos culturais. Também fui consultor para o município de Gramado na criação de legislação de enquadramento junto ao Sistema Nacional de Cultura, visando à regulamentação e implementação dos Fundos de Apoio à Cultura.

Com minha experiência e conhecimentos abrangentes, estou comprometido em contribuir para o fortalecimento e desenvolvimento da cultura, fornecendo orientações e soluções estratégicas para tornar projetos culturais uma realidade bem-sucedida.


Para baixar o livro acesse "Gestão Cultural e Mobilização de Recursos" 



*************************************





* Alexandre "
Alê" Barreto é Administrador de Empresas, MBA em Gestão Cultural, Mestre em Educação Profissional e Tecnológica. É apaixonado por temas relacionados a estratégia e gestão. Acredita que Arte e Cultura são motores da Inovação. Adora gerenciar projetos e trabalhar com equipes criativas. Criou em 2006 o "Produtor Independente", um dos primeiros blogs sobre produção e gestão cultural no Brasil. Atualmente é professor no Centro Universitário Uninorte (Rio Branco/AC), está cursando especialização em Product Management e especialização em Gestão de Projetos. E está buscando novo desafios! Seu mais novo projeto é @aprendaserpratico

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Conheça o livro "Direito e Cultura – Aspectos jurídicos da gestão e produção cultural"




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Em 2011, quando fiz o curso do Romulo Avelar (ver o site http://www.oavessodacena.com.br/), ele falou que estava para sair um excelente livro sobre direito, relacionado às questões culturais.


Pois o livro já saiu. Trata-se do "Direito e Cultura – Aspectos jurídicos da gestão e produção cultural".

Segundo informações do site do projeto, "esta obra trata dos diversos campos do Direito aplicados à cultura. Inicia-se por um passeio pela evolução da história dos direitos culturais e em seguida discorre sobre temas práticos voltados especialmente para artistas, produtores culturais e empresários atuantes na área, como direitos autorais e de imagem, marcas, leis de incentivo à cultura, licenciamento de eventos, trabalho de artistas estrangeiros, organização de pessoas jurídicas com finalidades culturais, contratos e obrigações, convênios com o Poder Público, licitações e aspectos tributários das atividades culturais. O livro é fruto da experiência e de debates coletivos de seus autores, oriundos da prática diária do Direito do Entretenimento no escritório Drummond & Neumayr Advocacia".


É muito positivo ver que estamos nos organizando no Brasil.


******************************************************************************************************

Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

quarta-feira, março 27, 2013

Estude o livro "Organização e Produção da Cultura" organizado por Linda Rubim e acessível no Repositório Institucional da UFBA





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Outra dica de bibliografia: já está disponível de forma livre em PDF o livro "Organização e produção da cultura" organizado pela professora Linda Rubim, no Repositório Institucional. Para quem não sabe, o Repositório é uma iniciativa da Universidade Federal da Bahia ­ UFBA, com o propósito de divulgar a produção acadêmica desenvolvida no âmbito dessa universidade. Alinhada com as políticas de informação da UFBA, esse repositório, possibilita a preservação e o acesso aberto à produção da universidade. Assim, em consonância com o Movimento de Acesso Aberto, coloca a UFBA em conformidade com os anseios da comunidade científica mundial que apóia este movimento.

Quem me deu a dica foi meu amigo e parceiro Leonardo Costa, professor Dr. da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, que fez uma participação muito especial em meu workshop "Fazer Produção, Que Bicho é Esse?" no final de semana passado, na Aliança Francesa, em Salvador.

Em seu texto de apresentação do livro, a organizadora escreve:"Com a criação da Coleção Sala de Aula pela Editora da Universidade Federal da Bahia, foi possível concretizar a ideia de produzir um livro didático para a graduação do curso Produção em Comunicação e Cultura, instituído pela Faculdade de Comunicação, em 1996, um dos dois existentes no Brasil na área".

Ou seja: trata-se de um dos primeiros livros sobre o assunto escritos no Brasil.


Leia também



Estude em São Paulo (SP)





14 inscrições para o encontro com o Produtor Cultural Independente sábado e domingo dias 13 e 14 de abril

Para maior acesso, prorrogamos a promoção.






Rio de Janeiro (Baixada Fluminese/RJ)






****************************************************************************************




Antecipe-se e ganhe descontos. Programe seu investimento em sua carreira.

Para participar do curso "Aprenda a Criar Oportunidades de Negócio" dia 13 de abril, clique aqui





Acesse o blog do curso http://produtorindependentesp.blogspot.com.br/


******************************************************************************************************

Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Possui competências tanto para organização e execução de atividades de produção executiva de eventos como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos, produção de conteúdo, palestras e ações formativas.

Escreve com freqüência no blog Produtor Cultural Independente, é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", é colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de economia criativa do SEBRAE, em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. Saiba mais

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

terça-feira, outubro 04, 2011

Publicações: Laboratório de Ações Culturais da graduação em Produção Cultural da UFF lança a revista Pragmatizes




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Há pouco dias recebi do meu amigo Luiz Augusto, coordenador da graduação em Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF), a divulgação de uma nova publicação sobre produção cultural. Segue o e-mail dele na íntegra.


[início do e-mail]


2011/9/8 Luiz Augusto Fernandes Rodrigues


Prezados amigos,

Temos o prazer de informar o lançamento da primeira edição de PragMATIZES - revista latino Americana de Estudos em Cultura, disponível no sítio www.pragmatizes.uff.br.

PragMATIZES é uma publicação vinculada ao Laboratório de Ações Culturais (LABAC), ao Curso de Graduação em Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense, tendo a Maestría em Estudio Culturales da Universidad Nacional de Rosário como parceira.

PragMATIZES busca aprofundar as discussões teóricas necessárias a uma época em que tecnologia, cultura e arte se mesclam.

Contamos com seu auxílio na divulgação desta primeira edição, e na chamada para envio de novos trabalhos.

Para ter acesso às normas de publicação, clique aqui (http://www.pragmatizes.uff.br/site/normas.html). Os trabalhos devem ser enviados para o e-mail pragmatizes@gmail.com.

Atenciosamente,

Editoria e Comitê Executivo


Luiz Augusto F. Rodrigues
UFF - PRODUÇÃO CULTURAL
Coordenador da Graduação
LABAC - Laboratório de Ações Culturais
Coordenador
http://gestaoemcultura.blogspot.com


[fim do e-mail]


Achou relevante este conteúdo? Compartilhe sua opinião. Desça neste post até abaixo da frase "Alê Barreto é cliente do Itaú" e escreva o seu comentário.


Retorno da audiência [ACOMPANHE]
Este blog recebeu até agora 149.295 visitas e 330.425 visualizações.

Obrigado! Realize você também!


*********************************************************************************

Leia também:

Novos conceitos: Produtor Cultural Independente fala sobre presença digital saudável e organização de shows para universitários no RS

Contribua com a formação de produtores: apoie a realização da oficina Aprenda a Organizar um Show no Festival Cultura Digital.BR

Economia criativa: conheça o Melody Box, um portal para quem quer distribuir e ouvir música

Negócios, arte e cultura: David Parrish é um criativo profissional que presta consultoria para profissionais da indústria criativa


********************************************************************************



* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre na internet em língua portuguesa sobre produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.



Está fazendo a pós-graduação MBA em Gestão Cultural no Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes.



Serviços para contratação: assessoria para elaboração de projetos (planejamento e revisão), gestão de projetos, acompanhamento de carreira artística (coaching), consultoria e assessoria (para artistas, produtores, empresas e projetos), atividades de formação (cursos, oficinas, workshops e palestras) e produção executiva de eventos.



É gaúcho. Gosta de todos os estados brasileiros. Mora no Rio de Janeiro. Brasil.

Contato: + 55 21 7627-0690 (Claro)


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 800 posts e links de seus conteúdos são enviados para 5.040 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos acompanhada por 766 pessoas nos blogs Produtor Independente (633 seguidores), Blog do Alê Barreto (61 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (35 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (18 seguidores), Encantadoras Mulheres (14 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (5 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, maio 27, 2011

Texto "Luta ou Prazer?" é publicado na revista Fazer e Vender Cultura nº 5




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Foi para o ar o nº 5 da revista Fazer e Vender Cultura. Ela é a uma iniciativa do publisher e produtor cultural Miguel Gomes. Trata-se de uma publicação da Associação dos Amigos da Cultura (Clube da Cultura) com patrocínio da Oi e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio do Oi Futuro.

Nesta edição publiquei o texto "Luta ou Prazer"?, no qual faço uma reflexão sobre a postura ideológica que muitas pessoas assumem e divulgam de que trabalhar com cultura tem que ser algo do tipo "a luta continua, companheiro”.

Pra mim, tem que ser um prazer.

Qual é a sua opinião?



Leia o artigo na íntegra e conheça mais a revista.


Leia também outros artigos que já publiquei na revista:

Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?

Começar a trabalhar com produção cultural

Ah, se eu tivesse autonomia…


*********************************************************************************



* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


*********************************************************************************



O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

quinta-feira, março 31, 2011

Benjamim Taubkin lança dia 05 de abril em São Paulo o livro "Viver de música"




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Recebi hoje uma excelente notícia do músico Benjamim Taubkin


[início da mensagem]

2011/3/30 Benjamim Taubkin

Caros

Esta é uma idéia que vem me acompanhando há algum tempo.

E afinal surgiu a oportunidade de realiza-la.

Foi uma experiencia intensa e boa..que só reforçou o sentido de se fazer um livro como este.

O lançamento será na Casa do Nucleo...

E daí a oportunidade para convidar todos ( que estiverem na cidade) a também conhecerem a casa ..

Abs


Benjamim


[fim da mensagem]



Segue o release de divulgação do livro:


VIVER DE MÚSICA
Benjamim Taubkin

Que caminhos podem se abrir para o jovem que deseja ser músico hoje? Como se vive de música no Brasil atual? Para responder a essas perguntas, Benjamim Taubkin entrevistou dezoito profissionais, de diferentes gerações e estilos. O resultado desses encontros está reunido em Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros, livro que a Bei Editora acaba de lançar.

Como Taubkin, os entrevistados são profissionais que alcançaram sucesso e reconhecimento em suas carreiras e, nos encontros com o autor, abordam assuntos prementes para quem decide abraçar o ofício musical: temas como a questão da vocação, a formação, as influências, o retorno financeiro e a organização do dia a dia. Os diferentes caminhos revelados pelo livro mostram ao público leigo – como o jovem que quer ser músico ou os pais que almejam orientar seus filhos na escolha profissional – que a carreira musical pode oferecer ao profissional uma versatilidade surpreendente.

Embora as entrevistas seguissem um roteiro predeterminado, do nascimento do interesse por música até um balanço sobre suas decisões profissionais, cada uma delas é única, refletindo a voz, a personalidade e o espírito dos entrevistados – nomes tão diversos quanto os do maestro Jamil Maluf, do multi-instrumenta Egberto Gismonti e do produtor Beto Villares, entre outros.

A variedade que se expressa em Viver de música faz do livro um amplo painel não apenas do mercado profissional no país, mas também das dificuldades e dos prazeres inerentes à atividade artística em qualquer tempo ou lugar.

Viver de música – Diálogos com artistas brasileirosreúne entrevistas com:
ADRIANA HOLTZ | ARI COLARES | ARTUR ANDRÉS | BETO VILLARES |
BRAZ DA VIOLA | DIMOS GOUDAROULIS | EGBERTO GISMONTI | FÁBIO TORRES | GUILHERME RIBEIRO | GUITINHO | JAMIL MALUF | MARCOS SUZANO | MAURO RODRIGUES | NÁ OZZETTI | PAULO FREIRE | SIBA | SIMONE SOU | VITOR RAMIL

Português • 1ª edição 2011
240 pp. • 13,2cm x 20,5 cm
ISBN 978-85-7850-051-1
R$ 49,00

Para mais informações
Mira Mestre
(11) 3089-9494 ou 8036-7872
assessoria@bei.com.br
www.bei.com.br

Sobre o autor
Instrumentista, arranjador, compositor e produtor, Benjamim Taubkin coordenou e desenvolveu projetos e séries de concertos com instituições como Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Senac, Sesc, Museu da Casa Brasileira e Itaú Cultural, entre outras. É curador do Mercado Cultural da Bahia, membro do Conselho Diretor do Fórum Europeu dos Festivais de Músicas do Mundo e vice-presidente da Associação da Indústria de Música da América Latina. Integra o Coletivo América Contemporânea, reunião de músicos de sete países da América do Sul, e foi curador do Encontro Latino-Americano – Novos Caminhos para a Música. Tem participado, como músico e produtor, de festivais, encontros e seminários em todo o mundo. Lançou dez CDs como solista e tomou parte, como músico ou produtor, de cerca de 130. Dirige a gravadora e produtora Núcleo Contemporâneo, voltada para a música instrumental brasileira.

BEĨ: uma editora que oferece mais
A palavra BEĨ – “um pouco mais”, em tupi – define o espírito de quem busca superar limites em cada projeto. Desde sua fundação, a BEĨ Editora se diferencia pela qualidade e originalidade das suas publicações. Seu catálogo hoje reúne mais de cem títulos, com temas e projetos gráficos originais.

Cada livro é visto como um projeto especial, concebido e desenvolvido em seu próprio ritmo, de acordo com suas características e peculiaridades. Todos os aspectos da produção – do projeto gráfico à escolha do papel e dos processos de impressão – reforçam essa atenção à singularidade de cada obra.
Para saber mais sobre nossos projetos, acesse o site www.bei.com.br


Quem puder estar em SP dia 05 de abril, não perca o lançamento:




*********************************************************************************



* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Está no ar o "Tag Cultural"




Por Alê Barreto*


Tempos atrás, divulguei aqui o blog de monografias do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF). Os alunos deste curso são conhecidos pelas suas iniciativas.

Nesta semana, Juliana Turano, aluna da UFF, entrou em contato comigo e trouxe uma nova boa notícia: o conteúdo do blog foi migrado para um novo endereço:

http://tagcultural.com.br

A vantagem é que o novo site não se propõe apenas a disponibilizar para download as monografias aprovadas nos cursos de Produção Cultural da UFF. A ideia é ir além: Tag Cultural é um espaço aberto e independente para compartilhamento de informação.

Veja como você pode publicar seus textos


*********************************************************************************



* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. Gosta de planejar e de meter a mão na massa. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)


alebarreto@gmail.com




Alê Barreto é cliente do Itaú.

segunda-feira, novembro 29, 2010

IPEA lança publicação sobre a percepção da população brasileira sobre a cultura




Por Alê Barreto*


O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) produz uma publicação intitulada "Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS)", que tem como finalidade fornecer dados sobre a percepção da população quanto a justiça, cultura, segurança pública, serviços para mulheres e de cuidados das crianças, bancos, mobilidade urbana, saúde, educação e qualificação para o trabalho.

Veja a percepção da população brasileira sobre cultura.

*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

quinta-feira, novembro 11, 2010

Gestão de espaços culturais




Por Alê Barreto*


Mas ao se pensar em espaço para fazer shows, me ocorre o seguinte: quais são os espaços destinados para a arte?

Segundo Kátia de Marco, presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultura e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte,

"Quando mencionamos o enfoque de uma abordagem contemporânea para tratarmos da funcionalidade de espaços culturais nos dias de hoje, propomos um recorte incisivo nos contextos tradicionais de museus, bibliotecas e universidades enquanto modelos institucionais renascentistas, florescidos na concepção iluminista. Falamos em deixar de lado a visão sacralizada dos espaços guardadores de tesouros e memórias, templos elitistas da alta arte circunscritos ao pensamento erudito (Harvey 1992:8; Huyssen 1997:1) e à austeridade clériga e monárquica. Deslocamos o foco para as recentes "mecas da cultura", que aliam arte, conhecimento e lazer, espaços geradores de informação e importantes canais de circulação".

Vá além. Amplie sua visão. Leia na íntegra o artigo "Gestão de Espaços Culturais - uma abordagem contemporânea", de Kátia de Marco, disponível no livro Economia da Cultura: idéias e vivências

*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

quinta-feira, novembro 04, 2010

É hoje o lançamento do Lançamento do Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011 no Rio de Janeiro




Por Alê Barreto*


A Associação Brasileira de Gestão Cultural promove hoje o lançamento da nova edição do "Guia Brasileiro de Produção Cultural" de Edson Natale e Cristiane Olivieri, no Rio de Janeiro.

Com 376 páginas, o Guia foi planejado para atender aos profissionais da cultura, estudantes e gestores das áreas de comunicação e marketing, entre outros. Esta edição de 2010 traz informações fundamentais sobre planejamento, economia criativa, questões jurídicas, direitos do autor, instituições culturais, questões financeiras, projetos e financiamento à cultura, comunicação, produção gráfica, produção, e um Apêndice Educar para a Cultura.

Cada capítulo, além das informações de consultores especializados, traz o Curta Linguagem, com entrevistas de personalidades do meio; e Ideias Soltas, com artigos de destacados profissionais dos diversos campos do conhecimento, além de reunir os mais diferentes temas ligados à produção cultural.

Para Cristiane Olivieri, uma das organizadoras do Guia, "a obra é uma referência imprescindível para a produção cultural brasileira e chega nessa sexta edição amadurecido e com a proposta de ajudar as pessoas e instituições na produção cultural brasileira, voltado para educadores, artistas, produtores, estudantes e gestores da área cultural".


O evento será às 19h, no Salão Marques de Paraná, 42° andar, n° 10, Universidade Candido Mendes. Entrada franca.

*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

segunda-feira, outubro 11, 2010

Produtor Afonso Oliveira lança o livro "Método Canavial - Introdução a produção cultural" na Livraria Cultura de Recife




Por Alê Barreto*


Uma das melhores formas de um produtor cultural independente iniciar sua semana é na segunda-feira perceber que vivemos num país cada vez mais livre, que repudia cada vez mais o autoritarismo. O debate entre os candidatos à presidência da república Dilma e Serra é um bom sinal. Temos muito que avançar, pois os interesses dos grupos organizados que apoiam os dois candidatos acaba criando muitos pontos de tensão e de comunicação violenta, nem sempre agradáveis para os eleitores. Mas a vida não é assim? Me parece que no dia a dia temos vários momentos de tensão e vários momentos em que o diálogo fica mais agressivo. Cabe a nós aprendermos como modular o diálogo, aproveitando as boas possibilidades que ele traz e reciclando o que necessita ser resignificado.

Se por um lado nos envolvermos com o debate das eleições 2010 nos torna um povo mais consciente, mais livre, o próprio debate e o conteúdo das propostas discutidas (ou não discutidas...) nos mostra que é preciso uma ação política de continuarmos investindo em duas áreas que sempre foram percebidas como supérfluo, mas que permitem nos desenvolvermos: cultura e educação. Investir nisso, pressupõe investimentos em construção de escolas, cursos, universidades. Mas antes disso, é necessário se investir em formação de multiplicadores, de profissionais que possam ocupar estes espaços e ampliar o raio de ação da educação e da cultura. Para isso, a produção de novos conteúdos educativos é fundamental. E é justamente esta a segunda boa notícia de hoje. Temos mais um livro sobre produção e gestão cultural no Brasil, escrito por autor brasileiro.

Daqui alguns instantes, às 19h, a editora Reviva estará lançando o "Método Canavial - Introdução a produção cultural" na Livraria Cultura de Recife. Esta ação cultural contará com a presença do escritor Afonso Oliveira, que conheci rapidamente em dezembro de 2005, no Mercado Cultural em Salvador, na Bahia, e com a presença dos professores Isa Trigo (Uneb), Biu Vicente (UFPE/Editora Reviva), Orquestra Filarmonica 28 de junho, Mestre Zé Duda e o Terno do Maracatu do Estrela de Ouro.

Não li ainda o livro, mas tenho muita vontade de conhecer seu conteúdo. Digo isso porque o fato de termos mais um livro sobre produção cultural significa que temos novos olhares e novas possibilidades para nossos fazeres culturais. Além disso, no material de divulgação da Associação Reviva, há menção de que o produtor Afonso Oliveira estimula as pessoas a se tornarem produtores culturais e que estes sejam profissionais cuidadosos com a arte, noção que inspira e também guia o meu trabalho.

Segundo suas palavras:

“O surgimento de um ponto de cultura pode ser comparado a produção de uma gola de maracatu. Para dar aquele brilho e forma final é preciso cumprir todas as etapas com dedicação e muito trabalho. Método Canavial representa a apropriação dos meios de produção cultural nas mãos das comunidades e coletivos sociais que produzem a cultura local. Dessa forma uma comunidade ganha autonomia, promove, produz e difundi sua cultura. Os coletivos culturais brasileiros, precisam participar das rádios comunitárias, produzir seus próprios festivais. A autonomia da produção cultural passa por isso. O livro pretende contribuir não apenas para a formação técnica, mas também para formação libertária”.

Assim como é importante estarmos atentos a questão da sustentabilidade, muito bem trabalhada no festival SWU, é importante que os produtores culturais independentes complementem sua formação entendendo o que significa uma comunidade, uma cultura local, uma rádio comunitária. Tudo isso possibilita a independência, autonomia e a interdependência.

Quem estiver em Recife e puder assistir, corra que ainda dá tempo. Afonso Oliveira é coordenador do Pontão de Cultura Canavial – Agência de Projetos Culturais, em Nazaré da Mata – PE, professor do Curso de Produção das Culturas Populares, produtor e consultor de diversos projetos na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Saiba mais sobre o lançamento do livro


*******************************************************************




* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

sábado, outubro 02, 2010

Produtor Cultural Independente participa da avaliação do "Seminário Internacional Políticas Culturais" na Fundação Casa de Rui Barbosa - RJ

Balanço do Seminário Internacional de Políticas Culturais 2010 from Helena Klang on Vimeo.




Por Alê Barreto*


Assista o vídeo com balanço do "Seminário Internacional Políticas Culturais" na Fundação Casa de Rui Barbosa, RJ, realizado pelos palestrantes e pelo produtor cultural independente Alê Barreto.

Veja também como foi o primeiro, o segundo e o terceiro dia do seminário.


*******************************************************************




* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

domingo, setembro 26, 2010

Terceiro dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

Abertura Seminário 2010 from Helena Klang on Vimeo.


Vídeo de Helena Klang sobre o Seminário de Políticas Culturais


Por Alê Barreto*


Sexta passada foi o terceiro dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Dei um jeito de resolver minhas atividades profissionais pela manhã para poder assistir integralmente toda a programação da tarde.

Além das novidades que comentei no post anterior, ontem cada participante recebeu dois livros: "Políticas Culturais: reflexões sobre gestão, processos participativos e desenvolvimento" (seminário do ano passado) e "Percepções: cinco questões sobre políticas culturais", publicação com artigos com análises sobre pontos complexos que desafiam a formulação e a gestão de políticas culturais no Brasil contemporâneo.

A primeira conferência foi "Um território híbrido na Maré, RJ: novo território cultural?". Lilian Fessler Vaz mostrou uma análise sobre a Maré (região da periferia do Rio) a partir dos conceitos de hibridação (Nestor Canclini), espaços opacos (Milton Santos) e de espaços de resistência (J. Holston). Fiquei muito interessado em conhecer o Museu da Maré, o Centro de Artes e Cultura Popular da Maré (Quilombo das Artes) e o Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha coordenado pelo Mestre Manoel.

Uma frase me chamou muito a atenção:

"O pensamento modernista, racionalista, funcionalista tende a privilegiar a divisão e a especialização dos espaços e a rejeitar a mistura de usos e atividades".


A segunda conferência foi "Participação: para pensar políticas culturais no século XXI". Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira apresentou um interessante relato sobre ações culturais que estão acontecendo no Centro Cultural da Juventude, equipamento cultural público situado na cidade de São Paulo. Lá estão sendo desenvolvidos dez programas e mais de trinta projetos. A característica marcante é que neste espaço se busca que as pessoas ampliem o seu repertório e sejam também produtoras de cultura. Anotei algumas ações que são desenvolvidas neste espaço: workshop de produção musical com DJ Nato_PK, oficinas de captura e edição final em Final Cut, história em quadrinhos, edição de fotografias como processo criativo, workshop de story board e design para animação, Lady Fest (feminismo jovem radical), mostra de cinema árabe, concurso Drag Contest, semana temática de artes visuais. Tem muito mais do que isso.

A terceira conferência foi "La Fundación Fahrenheit 451: la experiencia de descentralizar la cultura". Nesta apresentação, Sergio Gama mostrou que um trabalho de promoção da leitura e da escrita com jovens de baixa renda na região de Usaquén em Bogotá deu origem a um Festival de Literatura, graças a persistência e um trabalho organizado de articulação com uma rede de 20 bibliotecas, o projeto Poesía Sin Fronteras, Universidades e outros parceiros.

A quarta conferência foi "Pontos de Cultura: pontos para a cidadania e suas territorialidades?", no qual Alba Lúcia da Silva Marinho falou de sua pesquisa sobre Pontos de Cultura na qual buscou entender a prática desta política cultural junto aos grupos e comunidades onde estão inseridos.

A quinta conferência foi "Políticas Culturales y salvaguardia del patrimonio inmaterial en América Latina: enfoques, estrategias y perspectivas". Nela, Loreto Antonia Bravo, consultora em políticas públicas sociais e culturais, iniciou fazendo uma menção as estratégias que permitiram que o movimento das mulheres se fortalecesse em escala mundial: desenvolvimento do ativismo, articulação com políticos e acadêmicos. Com base nisso, projetou cenários para o desenvolvimento das questões relacionadas ao patrimônio imaterial na América Latina, inseridos no contexto dos Direitos Humanos.

A sexta conferência foi "Políticas culturales, democracia y governabilidad: el aporte del patrimonio inmaterial". Eduardo Nivón Bolán, professor da Universidade Autônoma Metropolitana do México, fez um retrospecto histórico do conceito de políticas culturais ao longo da história e fez uma série de observações importantes. Anotei duas: "até 1945 ninguém falava em políticas culturais no mundo" e "ao se falar em políticas culturais e patrimônio imaterial necessitamos refletir sobre as informações contidas no Relatório McBride (também conhecido como "Vozes Múltiplas, Um Sozinho Mundo", documento da Unesco publicado em 1980 e redigido por uma comissão presidida pelo irlandês Seán MacBride, ganhador do prêmio Nobel da Paz)".

Um dos momentos que mais despertou minha atenção foi a hora em que Eduardo citou que no funeral da Frida Kahlo colocaram sobre seu corpo a bandeira do México e a bandeira do partido comunista e que o mesmo fizeram no enterro do escritor Carlos Monsiváis: colocaram sobre ele a bandeira do movimento gay. Ele quis ressaltar com a citação destes fatos a relação existente entre cultura e movimentos sociais.

Por fim, a última conferência do dia foi "Avaliando as políticas culturais do governo Lula". Em sua apresentação, o professor Albino Rubim explicou que está começando uma pesquisa financiada pelo CNPq intitulada "Políticas Culturais no Governo Lula", que ocorrerá no período de 2010 a 2015. Com muito critério, Rubim mostrou os critérios que estão sendo utilizados nesta pesquisa: definição e delimitação do tema, noções envolvidas (política, cultura e políticas culturais), a abrangência, momentos do fazer cultural, complexidade, modalidade do que será analisado, espacialidade, temporalidade, distanciamento e envolvimento.

A independência, a transparência e a ética são preocupações do pesquisador na condução deste trabalho. Segundo ele, o fato de ter uma ligação com o PT não o impede de analisar criticamente ações no campo de políticas culturais que considere que tenham sido equivocadas."O papel da universidade é questionar", afirmou o professor.

Dando sequência, Albino Rubim falou das fragilidades a que está sujeita a pesquisa, da carência de dados e dos parãmetros escolhidos para a análise: enfrentamento de três tradições (tradição das ausências, tradição do autoritarismo e tradição da instabilidade).

Rubim apontou avanços e dificuldades na gestão do Ministério da Cultura dos últimos oito anos, mas encerrou sua fala da seguinte maneira: "desde sua criação em 1985, agora realmente inauguramos um Ministério da Cultura no Brasil".

De minha parte, concordo com o professor Albino: estamos avançando na organização do setor cultural no Brasil.

Quem quiser acessar mais conteúdos sobre o seminário, só acessar o blog

http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa


*******************************************************************




* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

sexta-feira, setembro 24, 2010

Segundo dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro




Por Alê Barreto*


Ontem foi o segundo dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Auditório lotado.

Desta vez, cheguei um pouco antes do início. Enquanto aguardava o início, conheci a produtora e professora de produção cultural Renata Silencio e me reencontrei com a minha nova amiga Marina Mara, artista de Brasília.

Durante a manhã, uma boa novidade do seminário. A programação cresceu. Havia duas salas com atividades simultâneas. Como tinha que escolher, optei por assistir a programação do auditório.

A primeira conferência foi "Manobras de distensão: vestígios da atuação de grupos e da oficina nacional de dança contemporânea na organização político-cultural da dança no Brasil". Maria Sofia Villas-Bôas Guimarães apresentou uma contextualização histórica da dança cênica no Brasil. Em sua fala ressaltou que no passado a Dança esteve subordinada às Artes Cênicas e que o setor fez um importante movimento de procurar se entender enquanto área. Hoje existe a Câmara Setorial da Dança.

A segunda conferência foi "Lacunas nas ações do Governo Federal para a música no Brasil de 1996 a 2000". O tema foi apresentado por Luís Carlos Vasconcelos Furtado, músico e professor da UFG. Achei interessante que duas lacunas apontadas como falhas do governo federal no período da pesquisa, são distorções que ocorrem pela falta de conhecimento em gestão cultural:

- grande disparidade entre os projetos eventuais e os programas contínuos (necessidade de se constituir e fortalecer programas duradouros e bem estruturados para a área musical);
- grande disparidade entre os valores aplicados em projetos eventuais e em programas contínuos (e a não realização de inúmeros sonhos musicais).

A terceiro conferência foi "Entender o passado, planejar o futuro: a gestão institucional da Funarte", onde Marcelo Gruman apresentou dados sobre o Prêmio Klauss Vianna.

A quarta conferência foi "Avaliação da área de formação em organização da cultura: apenas ações ou uma política estruturada?" apresentada pelo Leonardo Costa, doutorando da UFBA, e que também foi escrito por Ugo Mello e Viviane Fontes. Baixe o artigo. Leonardo Costa fez o prefácio do meu livro "Aprenda a Organizar um Show".

Não vou comentar todas as conferências, pois como falei, a programação era extensa e não foi possível assistir tudo.

Para quem não compareceu, outra excelente novidade do seminário: você pode baixar os artigos do seminário e também conhecer as atividades do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa no endereço

http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa


*******************************************************************




* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quinta-feira, setembro 23, 2010

Primeiro dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro




Por Alê Barreto*


Ontem foi o primeiro dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Auditório lotado.

Cheguei um pouco atrasado e perguntei para uma colega ao meu lado o que já havia acontecido. "As conferências não começaram ainda". Então me dei conta que somente havia ocorrido uma breve mesa de abertura com representantes do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa, instituição realizadora do seminário, e de representantes do Itaú Cultural, instituição parceira do seminário.

A primeira conferência foi "Política cultural e universidade: diálogos fundamentais". Tendo como ponto de partida a Portaria nº 70, de junho de 2010, assinada pelo ministro Juca Ferreira, lançando o programa Cultura e Universidade, a consultora e pesquisadora Isaura Botelho fez uma explanação da trajetória do diálogo entre os Ministérios da Cultura e da Educação ao longo da história, que segundo suas palavras, "é uma história de um diálogo cheio de problemas estruturais". Apesar desta constatação, Isaura Botelho afirma que "estamos num momento de reinvenção", no qual "diálogo e negociação permanentes são fundamentais" para a cooperação entre os ministérios.

A segunda conferência foi "La planificación cultural desde el enfoque de redes: una mirada a partir de la experiencia de formulación de políticas culturales desde la Universidad de Antioquia. Maria Adelaida Jaramillo mostrou que na Colômbia foram feitos estudos das relações estado/sociedade, considerando planejamento, políticas públicas e complexidade. Esta análise fundamentou o planejamento das políticas culturais através da abordagem de redes, o que permitiu que em todas as políticas do país se trabalhasse com os seguintes campos de intervenção: participação, criação e memória e diálogo cultural.

A terceira conferência foi "Os direitos culturais na constituição brasileira, na qual Bernardo Novais da Mata Machado mostrou um interessante estudo sobre como os direitos culturais aparecem no texto constitucional. Ao longo da apresentação, demonstrou também para o público que a palavra "cultura" assume três significados distintos:

- cultura humana em sentido geral (modo de vida) e universal;
- culturas humanas em sentido geral, mas referente a distintos grupos situados no tempo e espaço;
- cultura como conjunto de atividades intelectuais e artísticas (ciência e arte).

A quarta conferência foi "Integração de políticas culturais: entre ideias de aliança e sistema". Arrancando sorrisos da platéia com seu bom humor nordestino, Francisco Humberto Cunha Filho centrou sua preocupação na questão de que qualquer proposta de aliança e sistema deve ter como base o estado democrático. Segundo ele, há uma diversidade de interpretações do que pode ser democracia. Em função disso, deve-se ter o entendimento de que democracia não é uma "ditadura de maiorias", mas um estado onde se contempla também os direitos das minorias.

Tendo como base estes princípios, Humberto ressaltou que não se pode instaurar integração "por decreto". Mesmo que a constituição permita, nem toda a dimensão de poderes deve ser utilizada se ferir a democracia ou a autonomia.

A quinta e última conferência foi "Territorialização das política culturais no estado da Bahia". Nela Ângela M. de Andrade (Secult-BA) iniciou sua fala ressaltando o surgimento de uma nova geração de gestores culturais na Bahia, manifesta pela presença de dez pesquisadores do CULT no seminário. Na sequência, mostrou que o conceito de território norteou o planejamento das políticas culturais do seu estado, que trabalhou articulado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Desta forma, foram constituídas "redes" para articulação e mobilização de ações nestas espaços: redes de representantes territoriais de cultura, rede de pontos de cultura, rede de articuladores territoriais e rede de dirigentes municipais de cultura.

Tendo como ponto de partida o ato de "escutar" os agentes e suas respectivas demandas nos territórios, a Secult da Bahia:

- implantou representações territoriais da Secult;
- consolidou o Fórum de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia, que agora virou Associação;
- fortaleceu a gestão municipal de cultura;
- estimulou a institucionalização de grupos artísticos e culturais;
- está criando a lei orgânica da cultura (que institui o Sistema Estadual de Cultural);
- realizou três conferências estaduais de cultura.


Todas as conferências mostraram que a cada ano o setor cultural avança em seu processo de organização. Cada vez mais as pessoas se interessam em estudar e incorporar métodos e conhecimentos científicos às suas atividades no setor cultural.




*******************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quarta-feira, setembro 22, 2010

Projeto "Produção Cultural no Brasil" será lançado na Universidade Federal Fluminense dia 30 de setembro


Clique no flyer para ler


Por Alê Barreto*


Recebi do professor Luiz Augusto F. Rodrigues (UFF-LABAC-Laboratório de Ações Culturais) o flyer acima e o release que segue logo abaixo. Estarei na UFF no dia 30 de setembro para conferir o lançamento deste importante projeto. É uma ação que contribui muito para a organização e o desenvolvimento dos setores de produção e gestão cultural no Brasil.


A Casa de Cultura Digital e o Ministério da Cultura convidam para o lançamento do projeto Produção Cultural no Brasil




Produção Cultural no Brasil é um trabalho multimídia que reúne 100 entrevistas com gestores, artistas e realizadores culturais de todo o país. Parte do projeto está na web, no endereço www.producaocultural.org.br e parte dará origem a 5 livros. Produção Cultural é ainda o ponto de partida para um processo permanente de discussão e reflexão sobre o que é, quem faz e como se produz cultura brasileira.

10h- Apresentação da plataforma online do projeto com projeção de algumas entrevistas.

10h30- Mesa de debates: A formação do gestor cultural: o público e o privado

O projeto sob a perspectiva do Minc e a gestão publica de cultura
Afonso Luz (Diretor da SPC-MinC)

Relatos do projeto e a importância de uma bibliografia básica para o setor
Fábio Maleronka Ferron (realizador do projeto/ Casa da Cultura Digital)

Aspectos da formação de um gestor
Luiz Guilherme Vergara (Coordenador do curso de Produção Cultural da UFF)

A gestão cultural no âmbito privado
Eliane Costa (Gerente de Patrocínio Cultural da Petrobras)


*******************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com