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quinta-feira, maio 17, 2012

O tempo leva à confiança que estimula a criatividade






[O blog hoje ultrapassou 400.000 visualizações, muito obrigado!]




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com

A frase acima é da matéria "Bagunça Criativa", texto de Raquel Salgado, publicada na revista Época Negócios de maio. Ela fala sobre a carreira do cineasta Fernando Meirelles.


Nas minhas atividades como produtor cultural independente, tenho percebido algumas noções equivocadas que dificultam o crescimento de quem quer começar a fazer produção.


Uma das piores noções é achar que produzir é algo que se faz "do dia para a noite".


Tudo precisa de um tempo de estudo, de prática, de exercício, de reflexão sobre o que já se fez, para que a gente se aproxime do resultado que estamos buscando.


Muita gente sabe quem é o Fernando Meirelles pela repercussão de seu filme "Cidade de Deus".




Mas ele não começou a trabalhar com audiovisual em 2002. Sua carreira começou em 1981, quando fundou com três amigos a produtora Olhar Eletrônico. Em 1992 fundou a O2 Filmes. Em 1998 dirigiu seu primeiro longa-metragem. 


Após a realização de Cidade de Deus, fez em 2005 "Jardineiro Fiel" (seu primeiro filme fora do Brasil), 





em 2008 "Ensaio sobre a  cegueira" baseado no livro de José Saramago e este ano lançou "Xingu" e em breve vai lançar "360", seu sexto longa-metragem.


Perceba que para fazer 6 longa-metragens de altíssima qualidade, existe um processo de mais de 30 anos de carreira.


Leia a matéria na íntegra e estude os fatores que contribuem para que Fernando Meirelles desenvolva um trabalho de qualidade.




[Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings. Este blog recebeu até agora 188.901 visitas e 402.781 visualizações]



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Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Suas competências profissionais vem sendo construídas através de sua experiência de vida com artistas independentes, shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), shows internacionais (Avril LavigneSteel Pulse), festivais (Claro que é Rock, "IBest Rock", Live n´ Louder), grupos culturais (Nós do Morro), espetáculos de teatro (Os Dois Cavalheiros de VeronaMachado a 3x4 e Missa dos Quilombos), projetos sociais (Sistematização de Experiências de prevenção à violência contra jovens de espaços popularesRebelião CulturalNós do Morro 20 Anos), redes (Rede Acreana de CulturaRedes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas), atividades formativas (Aprenda a Organizar um ShowAprenda a Produzir um ArtistaPresença Digital Saudável), espaços de discussão e reflexão (Observatório Criativo), OSCIP (Observatório de Favelas) e gestão de carreiras artísticas (foi empresário da banda banda Pata de Elefante em 2007 e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil).

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.


Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

sábado, abril 17, 2010

Aprenda a diferença entre uma mentira e uma invenção



"(...) não tô querendo dizer nada, rapaz, tô fazendo um negócio com a palavra que seria como você escutar música" (Manoel de Barros)


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Trabalhar com produção cultural, em suas diferentes atividades, é um caminho gostoso, cheio de surpresas. É um encontro com imagens, sons, pessoas. Um passeio pelos olhares. Um passeio pelas palavras.

Uma boa dica para formação de um produtor cultural independente é assistir ao filme



Só dez por cento é mentira do diretor Pedro Cezar, que está em cartaz no Cine Santa Tereza, no Rio de Janeiro.


Segundo informações do site do filme, trata-se de um "mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.

Alternando sequências de entrevistas inéditas do escritor, versos de sua obra



e depoimentos de “leitores contagiados” por sua literatura, o filme constrói um painel revelador da linguagem do poeta, considerado o mais inovador em língua portuguesa".



Aprenda a arte de viver deste poeta

Manoel de Barros nasceu em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em 1916, onde passou sua infância.



Aos 13 anos foi estudar num internato religioso no Rio de Janeiro.

Em 1949 saiu do Rio e voltou ao Pantanal para tomar conta de uma fazenda que herdou do pai. Viajou por vários lugares do mundo e chegou inclusive a viver em Nova York, Paris, Itália e Portugal. Afastado dos círculos literários só começou a ter êxito ao publicar ar-ranjos para assobio, em 1980, com 66 anos.

Hoje, aos 93 anos, tem uma obra consagrada, com mais de 20 livros publicados e é considerado um dos poetas da língua portuguesa mais originais de todos os tempos.


Tags para estudo do filme

Linguagem visual inventiva, dramaturgia, recursos ficcionais e representações gráficas alusivas ao universo extraordinário do poeta.


Conheça a rede de pessoas que participou desta realização

Direção e Roteiro: Pedro Cezar.
Produtora: Artezanato Eletrônico.
Produção Executiva: Pedro Cezar, Kátia Adler e Marcio Paes.
Direção de Fotografia: Stefan Hess.
Montagem: Julio Adler e Pedro Cezar.
Direção de Arte: Marcio Paes.
Música: Marcos Kuzca.
Depoimentos: Manoel de Barros, Bianca Ramoneda, Joel Pizzini, Abílio de Barros, Palmiro, Viviane Mosé, Danilinho, Fausto Wolff, Stella Barros, Martha Barros, João de Barros, Elisa Lucinda, Adriana Falcão, Paulo Gianini, Jaime Leibovicht e Salim Ramos Hassan


Assista o trailer




Como ir ao Cine Santa Tereza

Endereço:

Rua Paschoal Carlos Magno, 136
Largo do Guimarães - Santa Teresa
Rio de Janeiro - RJ - cep 20240 290
(21) 2222 0203

Saiba mais sobre este espaço cultural

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Mercado audiovisual e produção independente



Entrevista com Leopoldo Nunes, por Guilherme Jeronymo, publicada no site do Observatório do Direito à Comunicação


Leopoldo Nunes é um dos diretores da Agência Nacional de Cinema (Ancine), órgão responsável por regulamentar o mercado audiovisual nacional. Aos 41 anos de idade, o paulista passou pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, junto a Orlando Senna, e pelo cargo de Diretor de Patrocínios da Secretaria de Comunicação Institucional da Secretaria Geral da Presidência da República. Cineasta e antigo cineclubista, teve sua indicação à Ancine defendida pelo Ministro Gilberto Gil, e seu mandato expira em 2010. Tem ainda um histórico de militância nas categorias de base do cinema brasileiro, com duas passagens pela Associação de Documentaristas de São Paulo (ABD-SP) e duas outras pela ABD nacional, de onde foi para a diretoria do Congresso Brasileiro de Cinema, entre 2000 e 2002, e de lá para o Ministério da Cultura, no começo da gestão Gil.

Nessa entrevista, Nunes fala dos mecanismos utilizados pela Ancine para fomento à cadeia produtiva do cinema, do momento do cinema nacional, da relação entre a produção independente com a TV, de Ancinav e da digitalização das mídias audiovisuais.

Parece um feliz chavão dizer que o cinema nacional atravessa uma boa fase. Tal aquecimento, representado pelo número de produções, por seu reconhecimento internacional, pelo reconhecimento do público nacional e pelo aumento dos orçamentos das produções. Isso é só uma bolha, um momento, ou esse ritmo vai se manter?
Vai se manter, sim. Tanto o governo quanto o setor cinematográfico estão empenhados neste sentido. Tudo o que estamos vendo aí, que dá sustentação a este momento do cinema nacional, surgiu de uma relação entre o governo e o setor. Hoje o investimento anual, entre estatais, Ancine e Ministério da Cultura, através de editais e de leis de incentivo, está em torno de 200 milhões de reais. E neste universo, a produção é o melhor problema, pois hoje temos produção e agora o grande problema é a presença e circulação dos filmes nas salas. São necessárias agora políticas de difusão em parceira com a televisão aberta e fechada e o setor de vídeo, além de apoio às estruturas de distribuição e exibição de filmes em salas para levar o cinema nacional a um novo patamar.

Neste sentido, há também a novidade do aporte de recursos reembolsáveis para este mercado, através do BNDES. Por isso que este momento não só vai ser duradouro como é um momento de crescimento do mercado, tanto para os investimentos, diretos e indiretos, como através dos mecanismos criados para fomento, e também através das políticas, já discutidas, de fortalecimento da distribuição independente.

É possível “criar” um ambiente assim sem uma Ancinav?
Sim. É certo que nós estamos circunscritos à nossa competência de atuação, com atividades que dizem respeito ao auxílio à circulação, ao fomento e à fiscalização das atividades ligadas a produção de conteúdo audiovisual, em especial o cinema e atividades correlatas como a publicidade, mas é possível.

Em se definindo o que é o conteúdo brasileiro, em se definindo o que é produção independente, temos uma questão maior apenas que é a discussão da Lei Geral de comunicações, mas, dentro da nossa competência, é possível atuar e expandir bastante o mercado.

É possível expandir em um mercado que se sabe concentrado?
Sem dúvida há uma concentração muito grande de títulos, das majors, e uma briga muito intensa pelo espaço de tela. A gente tem de entender que as majors têm mudado sua estratégia no mercado mundial e que a gente tem de lutar por uma presença maior do nosso cinema.

Nós temos também de sair do cerco das duas mil salas, ampliar o mercado e aumentar a demanda por títulos brasileiros. Recentemente, dois ou três títulos distribuídos pelas majors tomaram todo o mundo. Ao mesmo tempo em que isto ocorre, há uma reação e as cinematografias nacionais têm se colocado contra isso. Nós estamos com uma produção consolidada, mas com uma série de distribuições aquém do que poderia ser feito. Mas, daqui até 2010 nós teremos uma participação crescente, também com o crescimento do mercado.

Vale mais para o Brasil tornar-se uma Bollywood ou uma Nigéria?
Nem uma coisa nem outra. O Brasil tem uma característica geográfica e nacional específica. No caso da Índia ela tem um grande mercado, também no Oriente, ali entre a própria Índia e todos aqueles “Istãos”, Curdistão, Paquistão, Afeganistão e afins. Ela tem uma característica própria, um nicho em uma grande região do planeta. No caso da Nigéria, é uma experiência nova, baseada na replicabilidade do meio digital e na ausência de uma indústria consolidada.

Aqui temos um setor audiovisual muito industrial mesmo, temos uma experiência própria, um grande mercado, mesmo com a escassez atual, as duas mil salas de exibição. À exceção do México, a América Latina tem uma organização que torna a produção local e a distribuição bem mais difícil do que no nosso caso. Nosso cinema é produzido ao modo da indústria ocidental, e temos potencial para atingir tanto o mercado interno e externo. A Argentina tem tido uma boa experiência internacional, mas falha ao atender o mercado local. Por isso que a nossa experiência é única. Como Gustavo Dahl diz, jabuticaba só tem no Brasil. É meio assim, a nossa experiência é muito própria, nós não pretendemos copiar nenhum outro modelo, pois nosso modelo é próprio, baseado em nossa própria história.

E qual a visão da Ancine em relação às políticas de financiamento e apoio do BNDES no setor, e como a agência pretende atuar em relação a este “reforço”? Investimentos como este são o sinal de que é possível vislumbrarmos uma estruturação do mercado cinematográfico nacional?

Contribuímos desde o começo para a formulação desta política, e o banco esteve muito aberto neste sentido. Nós só tínhamos fundos perdidos [investimentos que utilizavam fundos perdidos, com recursos que não voltam para os cofres públicos], através das leis de fomento, mas há setores que podem utilizar o capital de risco e nesse sentido são políticas absolutamente complementares, pensando as políticas do MinC, da Ancine, da Petrobrás e do BNDES.

Agora no BNDES até os produtores, com um bom capital, podem se servir de um recurso com risco, por terem certeza que poderão pagar, e toda esta cadeia de fomento está inserida no mesmo projeto, um projeto discutido também com os setores de TV e Cinema. Na TV, você tem ainda uma presença quase insignificante da produção nacional em cinema, mas há mecanismos que podem mudar isso, como a recente mudança em relação ao uso do artigo 1°a da Lei do Audiovisual ou o uso do artigo 3° da mesma lei pela TV. Há ainda ferramentas como o artigo 39, cada vez mais utilizado, para séries como Mandrake, que se tornou referência e produto de exportação. O imposto devido das empresas de TV também pode ser usado neste sentido, e as TVs têm procurado a Ancine no sentido de descobrir como adaptar seus modelos de negócios para utilizar estes impostos.

Esta aproximação das TVs é muito importante?
A presença do filme brasileiro na TV e no vídeo não chega, em valores, a 1% do total no setor. Em relação ao mercado de vídeo, primeiro temos de entender que foram mais de 10 anos sem um órgão regulador. Mas o setor de vídeo é um dos mais rentáveis da cadeia audiovisual, e o mercado explora esta rentabilidade, através da comercialização de produtos estrangeiros, que se apresentam com valores mais vantajosos para os distribuidores do que os produtos nacionais. É um mercado em que não há isonomia. Estamos estudando mecanismos que facilitem essa isonomia, ou então vamos ter de ficar sempre botando dinheiro em nosso cinema, que ficará espremido no mercado de salas de exibição, por falta de regulação e condições isonômicas de competição.

Que tipo de solução diminuiria esse afunilamento?
Algumas soluções: o fortalecimento do distribuidor brasileiro; um fundo setorial para subsidiar uma ou outra ação mercadológica, como subsídio a juros, que estamos tratando como benefício; e o diálogo com o mercado de vídeo, no sentido de facilitar a formação de pactos, e de uma regulamentação a partir destes pactos.

Leia a entrevista na íntegra

quarta-feira, julho 30, 2008

Visões Periféricas 2008 - INSCRIÇÕES PRORROGRADAS ATÉ O DIA 01 DE AGOSTO



Um olhar atento a diversidade de imagens e sons do nosso país. Essa é a proposta do Visões Periféricas 2008, uma mostra de audiovisual que vem garantindo e ampliando espaço para o que de mais original está sendo produzindo nas múltiplas periferias do Brasil.

Em 2008 a mostra irá sediar o encontro do FEPA, o Fórum de Experiências Populares em Audiovisual. Faça parte desse movimento que está democratizando o audiovisual brasileiro!

Período de Realização: 03 a 07 de Setembro de 2008
Local: Rio de Janeiro
Inscrição: prorrogado até o dia 01 de Agosto
Endereço para inscrição e mais informações: www.visoesperifericas.org.br
Realização: Associação Imaginário Digital

Mostra Visões Periféricas 2008
Tels: 21 2224-4403 / 9727-8126

Leia o regulamento na íntegra

segunda-feira, maio 12, 2008

Lançamento do livro "Economia da Cultura - A Indústria do Entretenimento e o Audiovisual no Brasil"



Alfredo Bertini, Editora Saraiva e Instituto Pensarte têm a satisfação de convidá-lo/a para o lançamento do livro ECONOMIA DA CULTURA – A INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO E O AUDIOVISUAL NO BRASIL, na próxima terça-feira, dia 13 de maio, às 20h, na Livraria Saraiva do Shopping Paulista, em São Paulo.

Esta obra mostra a importância da cultura nos fluxos produtivos da economia diante da globalização. Abordando temas como a indústria do entretenimento, a economia do turismo e a economia do esporte, apresenta os entraves e avanços conquistados ao longo do tempo nesses segmentos. Enfoca, ainda, o mercado do audiovisual no Brasil, em especial, o mercado de cinema, de tv e publicitário.

Para adquirir o livro