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sexta-feira, outubro 07, 2011

Gestão de espaços culturais: Itaú Cultural assumiu a gestão do Auditório Ibirapuera em SP





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Ana Cláudia Barros, do site Terra Magazine, fez uma entrevista com Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, sobre as novas mudanças na gestão do Auditório Ibirapuera em São Paulo.


Três metas já foram delineadas:

- dialogar mais e melhor com o Parque do Ibirapuera;

- gerar legado para a arte e a cultura

- e "dar luz" à Escola de Música do Auditório.


Além destas metas, Eduardo Saron informou que o Itaú Cultural assumiu um compromisso com a prefeitura de "radicalizar a democratização do acesso à produção cultural que acontece no Auditório".

Uma das primeiras medidas: redução do ingresso, que passa de R$ 30 para R$ 20.

Contexto

Inaugurado em 2005, o Auditório Ibirapuera leva a assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer e tem como foco principal apresentações de espetáculos musicais. Até 2010, era mantido por uma operadora de telefonia celular - responsável pela construção do espaço -, mas passou a ser gerido, com apoio do Ministério da Cultura, pelo Instituto Auditório Ibirapuera, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que se desvinculou da administração no meio deste ano. Com a desistência, a Secretaria Municipal da Cultura abriu edital para encontrar um novo gestor.


Mudanças no modelo de financiamento

No Brasil é comum espaços culturais buscarem recursos para gestão de espaços culturais através de leis de incentivo ou editais.

O Itaú Cultural começa sua gestão com mais uma inovação: pretende investir neste primeiro ano R$ 10 milhões em programação e manutenção do local, sem nenhum incentivo cultural, seja municipal, estadual ou federal. Trata-se de uma verba proveniente de recursos próprios.


Perspectivas

O Itaú Cultural ficará à frente da administração do auditório até 2016.


Leia a entrevista na íntegra


Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5386376-EI6581,00-Novo+gestor+Vamos+democratizar+acesso+ao+auditorio+do+Ibirapuera.html


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou como administrador e produtor executivo junto a diretoria do Grupo Nós do Morro até 2009. Hoje é voluntário do grupo. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural. Ter trabalhado com artistas, grandes eventos e num grupo importante não alterou o seu modo de vida simples, característico de uma pessoa que nasceu numa cidade do interior do Brasil.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações. Saiba mais



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domingo, fevereiro 06, 2011

Oi e Opus Promoções produzem documentário para interação com o público do Auditório Araújo Vianna


Lobão falando no documentário "Araújo Vianna: todas histórias"


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


No post anterior, apresentei uma sugestão bem simples para formação de platéia: provocar o encontro do público com conteúdos artísticos interessantes. Mas isso pode ser feito de várias outras formas. Revitalizar um espaço cultural é uma delas.

Em Porto Alegre as empresas Oi e Opus Promoções estão revitalizando o lendário Auditório Araújo Vianna.


Trailer do projeto

Para reconstruir a relação com os públicos que já frequentaram o espaço, desenvolveram um projeto que une quatro pontos fundamentais ao se pensar num centro cultural nos dias de hoje: imaginário, relacionamento (mobilização e interação com stakeholders), experiência (web 2.0) e presença digital.

Vários artistas também falam de sua relação com este espaço cultural.

E na sua cidade, existem espaços esperando a ação de um produtor cultural independente para serem reativados?



Assista este documentário. Depois pegue uma câmera e comece a fazer a acontecer em sua cidade.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Gestão de espaços culturais




Por Alê Barreto*


Mas ao se pensar em espaço para fazer shows, me ocorre o seguinte: quais são os espaços destinados para a arte?

Segundo Kátia de Marco, presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultura e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte,

"Quando mencionamos o enfoque de uma abordagem contemporânea para tratarmos da funcionalidade de espaços culturais nos dias de hoje, propomos um recorte incisivo nos contextos tradicionais de museus, bibliotecas e universidades enquanto modelos institucionais renascentistas, florescidos na concepção iluminista. Falamos em deixar de lado a visão sacralizada dos espaços guardadores de tesouros e memórias, templos elitistas da alta arte circunscritos ao pensamento erudito (Harvey 1992:8; Huyssen 1997:1) e à austeridade clériga e monárquica. Deslocamos o foco para as recentes "mecas da cultura", que aliam arte, conhecimento e lazer, espaços geradores de informação e importantes canais de circulação".

Vá além. Amplie sua visão. Leia na íntegra o artigo "Gestão de Espaços Culturais - uma abordagem contemporânea", de Kátia de Marco, disponível no livro Economia da Cultura: idéias e vivências

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

segunda-feira, agosto 30, 2010

Oi Futuro: acesso e qualidade para o público e estímulo para as cadeias produtivas da cultura




Imagem produzida a partir de adaptação da imagem da capa do livro "Cultura Livre" de Laurence Lessig


Por Alê Barreto*

Vamos começar esta semana com algumas reflexões que fiz após visitar os espaços culturais Oi Futuro Flamengo e Oi Futuro Ipanema aqui no Rio de Janeiro. Ambos espaços possuem uma excelente localização. Os dois são próximos do metrô, o que facilita muito a ida e a volta, tanto para quem não tem carro quanto para quem tem carro mas prefere ir à pé.

No Oi Futuro Flamengo, conheci a exposição "Carta da Jamaica", composta por 14 vídeos, seis fotografias e duas fotoprojeções de 19 artistas de 12 países) e fui a um colóquio sobre cultura organizado pela Revista Fazer e Vender Cultura. Preciso retornar lá para assistir as outras programações e continuar a escutar Cds. Há uma espécie de "Cdteca" na entrada, com cd players e fones de ouvido, com música selecionada. Escutei um cd Capoeira Angola e conheci dois novos álbums: Pequeno Cidadão (projeto do Arnaldo Antunes com o Edgar Scandurra) e o Sobrado 112.



Fachada do espaço cultural Oi Futuro Ipanema (RJ)/Divulgação


No Oi Futuro Ipanema, retornei pela segunda vez. A primeira vez assisti o show do Gerson King Combo. Na sexta passada, assisti o show do Coletivo Instituto, grupo de SP, formado por músicos e produtores. Fiquei impressionado com a qualidade da música e dou os parabéns para quem selecionou estes artistas para a programação. Quem não conhece o trabalho deles, escute no www.myspace.com/instituto .

Após o show, fiquei pensando sobre a minha satisfação de ter ido a estes dois espaços culturais. A minha satisfação não foi apenas com os conteúdos culturais (a exposição, colóquio, CDs, show musical). A minha satisfação foi plena em função da combinação de fatores que facilitaram o meu encontro com estas ações culturais.

Quando você deseja ir num show pago, você pensa sempre na relação custo/benefício. Desembolsar R$ 30,00, R$ 60,00 ou mais para se "arriscar" a ver se um show que você não conhece não é um hábito cultural de consumo que faça parte do comportamento da maior parte das pessoas. Quem tem dinheiro para pagar ingressos caros, não está afim de utilizar este recurso para uma atividade de entretenimento que não atenda suas necessidades. Quem junta aos trancos e barrancos dinheiro para ir a um show, nem pode se permitir este luxo.

O show do Coletivo Instituto que assisti custou R$ 15,00. Quem fosse estudante, pagava metade. Tenho certeza que este preço mais acessível facilitou que eu e muitas outras pessoas se "arriscassem" a usar nosso tempo, energia e dinheiro para conhecer o grupo ou vê-lo ao vivo.

Mas o acesso não é apenas do ponto de vista financeiro. Acredito que o Oi Futuro atende outras recomendações que vem sendo debatidas pelo Ministério da Cultura e pela sociedade brasileira. Até onde pude perceber, os dois espaços possuem adaptações em sua arquitetura de maneira a facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ou necessidades especiais. E a variedade da programação permite também que diferentes camadas da população usufruam os seus direitos culturais. Eu assisti um show de hip hop, um gênero de música que atrai pessoas das mais diversas condições sociais, etnia e faixa etária.

João Marcello Bôscoli, fundador e presidente da Trama Music Group, trabalha o seguinte conceito para distribuição da música: "de graça para o público e remunerado para o artista, patrocinado por uma marca". Parafraseando ele, acredito que o Oi Futuro pratica um modelo parecido, mas que vai além da música: acessível para a maior parte do público, com qualidade e que remunera as cadeias produtivas da cultura.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

domingo, fevereiro 15, 2009

Nova gestão da rede pública de teatros da cidade do Rio de Janeiro




Informações da Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio


Se você é produtor cultural independente que atua na área de artes cênicas no RJ ou está de passagem pela cidade, compareça na próxima segunda-feira, 16 de fevereiro, 20h, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto.

Neste encontro, Jandira Feghali, nova secretária municipal de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, irá apresentar para atores, diretores, produtores e técnicos os projetos de gestão da Rede Municipal de Teatros