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quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Crie critérios para desenvolver seu trabalho


Cena do filme "O Nome da Rosa": Guilherme de Baskerville (Sean Conery) e seu assessor Adso de Melk


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Quem já leu os fascículos virtuais, versão impressa ou participou do meu curso "Aprenda a Organizar um Show", já deve ter percebido que o meu trabalho caminha na direção de um arranjo constituído por quatro propostas, que são critérios que considero fundamentais.


Troca de conhecimentos

Em seu livro "Pedagogia da Autonomia", o educador Paulo Freire afirma que ensinar exige risco, aceitação do novo, saber escutar e disponibilidade para o diálogo.

Acredito que o trabalho de organizar o universo da ação cultural também necessita de todos estes pré-requisitos, que no meu entendimento convergem para a prática da troca de conhecimentos.


Interpretação

Trabalhar com método é uma necessidade e uma qualidade que diferencia um profissional da cultura. Foi-se o tempo em que simplesmente adotávamos uma determinada prática porque artistas estrangeiros fazem assim, porque na TV é assim, porque nos livros de negócios é assim ou porque numa empresa famosa de produção de eventos é assim. Adotar o uso de um método apenas porque é moda ou porque pensamos ser uma "regra" no mercado, sem uma cuidadosa interpretação, pode nos levar abandonarmos formas de ação que são pontos fortes e oportunidades estratégicas em nosso trabalho.

Todo o método necessita de interpretação.


Contextualização

Um dos maiores avanços no pensamento do conceito de cultura é pensar no conceito de culturas. Da mesma forma, um dos maiores avanços no pensamento do que pode ser produção e gestão cultural é pensar na pluralidade que envolve o exercício desta atividade.

Você acha que produzir um show em Porto Alegre é exatamente igual a produzir um show em Rio Branco? Você acredita que produzir um seminário cultural em João Pessoa é a mesma coisa que produzir em Belo Horizonte? Há muitas semelhanças, mas são contextos completamente diferentes.

A percepção desta pluralidade nos leva ao entendimento de que o método a ser utilizado para uma ação cultural necessita ser planejado após ser interpretado e adequado ao contexto em que será realizada.


Aplicação

As ciências de produção e gestão cultural possuem uma similaridade muito grande com as ciências administrativas: são ciências aplicadas.

A maior parte das pessoas que atua em produção e gestão cultural, assim como administradores culturais, aplica no exercício de sua atividade os diferentes métodos estudados ou apreendidos ao longo de sua trajetória.

Antes de sair aderindo à última novidade, considere na troca de conhecimentos, durante sua interpretação e contextualização, se o método que você deseja adotar possui uma aplicação prática.

Lembre-se: produção, gestão ou administração cultural são ciências que se ocupam de "fazer acontecer" uma ação cultural.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Participe do Tangolomango: Festival da Diversidade Cultural 2009


Visite o site do festival


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)



Recebi este e-mail da equipe da Tangolomango



2009/10/29 Cláudia Duarte

Caros amigos,
Gostaríamos muito de poder contar com a presença de vocês!
E agradecemos a sua divulgação.

Um abraço da equipe do Tangolomango.




Para mim é um prazer colaborar com esta ação cultural. Clique no flyer abaixo para saber como chegar no Circo Voador (RJ) no próximo domingo.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Promover encontros, trocas e articular redes para viabilizar sua ação cultural




Por Alê Barreto


"Muitas idéias. Sei que tenho potencial. Acredito no que eu faço. Só me falta o dinheiro..."

Nos primeiros anos em que comecei a exercer a atividade de produção cultural, várias vezes essa frase ocupava os meus pensamentos. Parecia ser uma equação sem solução. Passou 2003, passou 2004 até que no fim de 2005 fui a Salvador e participei do VI Mercado Cultural. Este foi o meu primeiro contato com o conceito de redes.

Participando das palestras e seminários, ouvi relatos de artistas e produtores que estavam viabilizando suas atividades culturais de formas alternativas, preocupados também com a sustentabilidade. Para mim, que na época morava em Porto Alegre e buscava uma resposta para a questão de aprender a gerar os recursos para minhas ações culturais, foi um ponto de mutação.

Em 2006 comecei a buscar mais informações sobre o conceito de redes. Então estabeleci contato com o Fórum de Educação da Restinga e Extremo Sul, com os Pontos de Cultura, com pessoas ligadas a Economia Solidária, Centro de Mídia Independente, Software Livre, as rádios comunitárias e movimentos sociais.

Além disso, criei com outras pessoas o Encontro TARRAFA, uma reunião com vários objetivos:

- desenvolver ações de Ensino Livre Orgânico para criação, ampliação e articulação de redes de produção cultural interdependentes;

- fomentar a cultura de colaboração entre organizações, profissionais autônomos e estudantes que produzem arte no Rio Grande do Sul;

- contribuir para o crescimento e desenvolvimento da cadeia produtiva da economia da cultura através de ações de produção econômica popular solidária, distribuição equilibrada e descentralizada, comércio justo e estímulo ao consumo ético dos produtos e serviços culturais.

A primeira lição que aprendi com estes encontros é que realmente um dos maiores desafios é conhecermos as nossas próprias complexidades, a complexidade do que pretendemos fazer e a complexidade que é trabalhar em grupos grandes com objetivos diversos. Os objetivos do encontro eram ótimos, mas como eu conseguiria articular organizações, profissionais autônomos e estudantes, que como eu buscavam uma solução para a falta de grana, se eu não estava conseguindo manter a minha sustentabilidade e esta rede que eu queria constituir na verdade era um empreendimento social, que também é algo complexo, que precisaria recursos humanos, estrutura e também recursos financeiros para acontecer?

O último episódio deste aprendizado (que ainda não está concluído), aconteceu em 2008, após chegar ao Rio de Janeiro. Recebi em mãos do Luiz Sarmento alguns DVDs com vídeos do Redes Comunitárias, um projeto do SESC que articula e gestiona encontros presenciais voltados para a prática de parcerias entre comunidades populares e voluntários, instituições privadas, públicas e do terceiro setor.



De modo simples e objetivo, cada representante se apresenta e fala o que veio procurar e o que veio oferecer. Todos têm oportunidade de falar e ouvir.
E, quando cada um sabe quem é quem, o espaço se abre para o aprofundamento de relações e formação de parcerias.



Você pode aprender mais sobre esta tecnologia social através dos vídeos e informações disponíveis. E também pode participar de um dos encontros. Veja a agenda de 2009.


O projeto tem uma semelhança interessante com o movimento "Simplicidade Voluntária", que também são encontros regulares em que pequenos grupos de pessoas trocam idéias para ajudar umas às outras a simplificar suas vidas.

sábado, junho 14, 2008

Prorrogadas as inscrições para o Tangolomango 2008




Grupos populares de todo o Brasil interessados em participar do 7º Festival da Diversidade Cultural têm agora até o dia 30 de junho para fazer a inscrição.

A documentação deve ser enviada para Rua Conde Lages, 44 sala 307, Glória – CEP: 20241-040 – Rio de Janeiro. Outras informações no site www.tangolomango.com.br .


Baixe o edital aqui





Circo chileno no Rio
A ONG chilena El Circo Del Mundo (www.elcircodelmundo.cl) já confirmou a sua participação no Tangolomango do Rio de Janeiro. O grupo se enquadra no chamado 'novo circo', que nasceu na década de 70 na Europa e tem como principal característica a mistura de várias artes - circenses, dramáticas, música, iluminação, etc. O principal representante desta escola é o Cirque Du Soleil. Criado em 1995, com ajuda do Cirque Du Soleil, o El Circo Del Mundo se tornou uma organização independente em 2000 e hoje atua com muito sucesso sobretudo nas áreas social e de educação. O grande projeto do grupo é a criação de uma escola social de circo no Chile.




Estréia no Dragão do Mar
Pela segunda vez consecutiva, a estréia do Tangolomango será no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (www.dragaodomar.org.br), em Fortaleza. Este ano, a festa – apoiada pela Secrataria de Cultura do Estado do Ceará - acontecerá entre os dias 28 e 31 de agosto. No ano passado, o espetáculo de criação compartilhada reuniu mais de duas mil pessoas no Anfiteatro do centro cultural, o mais importante de Fortaleza.


Salve, Bahia
Depois de contar com a participação de vários grupos baianos, o Tangolomango chega a Salvador e prevê apresentações em praças do Pelourinho nos dias que antecedem o espetáculo. “Salvador é uma cidade referência em cultura e temos certeza que o Festival da Diversidade Cultural vai ser um sucesso na Bahia”, diz Marina Vieira, que está levando o festival para Salvador a convite da Secretaria Estadual de Cultura.

terça-feira, maio 20, 2008

Tangolomango - 7º Festival de Diversidade Cultural



Os grupos interessados em participar do Tangolomango - 7º Festival de Diversidade Cultural - que acontece esse ano nos meses de agosto, setembro e novembro em Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro, já podem conferir o edital no site www.tangolomango.com.br.

As inscrições devem ser feitas até o dia 10 de junho e os respectivos documentos devem ser enviados para a Rua Conde Lages, 44 Sala 307, Glória - CEP: 20241-040 - Rio de Janeiro.

Desde 2002, o Tangolomango estimula o intercâmbio e a produção compartilhada entre grupos populares. Cerca de 200 grupos de diferentes regiões do país já participaram das edições anteriores, entre eles, Cia Aplauso, Magê Mole, Dona Zefinha e Maracatu Leão Coroado. O Tangolomango - Festival da Diversidade Cultural faz parte do Programa Petrobras Cultural e é uma criação da produtora Mil e Uma Imagens.

Em 2008, o Tangolomango ampliará, ainda mais, a sua ciranda, trazendo convidados latino-americanos, vindos de diferentes países da América do Sul, para integrar suas diferenças, e participar dessa grande troca de saberes, ritmos e cores.


Saiba mais

"Juntar para Espalhar..." vem aí o VIII Mercado Cultural de Salvador




Esta foi a frase proferida por Hermeto Paschoal durante apresentação na Concha Acústica na 1ª edição do Mercado Cultural. Hermeto usou a expressão para definir o próprio Mercado, referindo-se à intenção de juntar (promover encontros, transmissão de conhecimentos e troca de experiências) e espalhar (construir intercâmbios, distribuir a produção, trabalhar em rede) Tudo isso sob a aura de um projeto que nasceu com a missão de sistematizar, promover e distribuir trabalhos autorais de qualidade, representativos da produção artistica independente. Agora, na VIII edição do Mercado Cultural retomamos esta frase como tema e meta deste ponto de encontro afetivo, intelectual e espiritual de uma comunidade artistica que segue aspirando um futuro cooperativo e harmonioso para o nosso planeta Terra.

Inscrições para o VIII Mercado Cultural

As inscrições para participação no VIII Mercado Cultural que acontecerá de 3 a 7 de dezembro de 2008 em Salvador – Bahia – Brasil estarão encerradas até o dia 10 de junho. Para se inscrever, envie o seu material em meio digital para o endereço:

Instituto Cultural Casa Via Magia [Mercado Cultural]
Rua Henriqueta Catarino, 123 - Federação - Salvador-BA - Brasil
CEP 40.230-101

Os materiais são:
Música - CD de música + release em CD de dados
Artes Cênicas (dança ou teatro) - vídeo em DVD + release do espetáculo em CD
Artes Visuais - portfólio + currículo do artista, ambos em CD ou DVD

Enviando também todos os dados para contato. O resultado da seleção será
anunciado no dia 30 de julho.


Conheça as edições anteriores