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terça-feira, fevereiro 07, 2012

Gestão de pessoas: como evoluir em meio a competição do mercado de produção?





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muitas pessoas ao lerem o título poderão imaginar que o mesmo se refere a uma fórmula que se aplica a qualquer contexto. Mas não é disso que trata este post.

"Como evoluir em meio a competição do mercado" é um convite à reflexão.

Na prática, é muito comum as pessoas que atuam em produção assumirem as seguintes posturas:

a) concorrência predatória: esta são as pessoas que seguem à risca as ideias de Darwin. Se comportam o tempo todo como Vikings ou gladiadores.

b) concorrência "disfarçada": pessoas que dizem que "não estão preocupadas em competir", mas sempre que possível, tomam atitudes predatórias em relação aos colegas e fornecedores.

c) negação da realidade: pessoas que acham que "o bom trabalho não tem concorrência que impeça de ser bem sucedido".


Tenho pensado muito sobre isso e trabalho a construção de uma nova ética. Uma ética baseada principalmente na transparência e no empoderamento das pessoas que trabalham com produção. Empoderamento com base na melhoria da qualidade dos serviços prestados.

Ser transparente não irá diminuir a competição. Pelo contrário. Poderá até irritar mais ainda as pessoas que acreditam que muita coisa não deve ser dita para os artistas, para o público, para empresas que contratam serviços de produção. Mas insisto nisso, pois aposto que no médio e longo prazo as práticas mais consistentes sobreviverão.

As práticas competitivas predatórias, desagregadoras, que não contribuem com a organização do mercado, só permanecem quando desistimos de apresentar uma nova proposta.

Que tal você ter uma política de apresentar propostas para termos uma competição mais organizada?



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1 - Que dias serão os cursos?

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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.

É um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

terça-feira, abril 19, 2011

Desenvolva as pessoas de sua equipe e seus parceiros




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Tanto para pensar o "significado cultural e econômico" ao planejar um evento, como para se pensar na execução do evento, é fundamental se pensar na capacitação de quem irá executar o evento. Falo isso desde 2007 quando escrevi o texto "vamos educar pessoas para a produção cultural?", publicado no Guia do Mercado Brasileiro da Música 2008/2009. Há anos estimulo que surjam curso e escolas para isso.

Quando aceitamos que o "normal" é o mercado contratar pessoas sem capacitação, fortalecemos o círculo vicioso que todos os dias empurra para o mercado pessoas sem preparo.

Observe como funciona isso:


clique na imagem para ver o "circulo vicioso" da baixa formação profissional


A forma mais prática, objetiva e profissional para se reverter este quadro é capacitar as pessoas que atuam no mercado. Na medida que fazemos isso, criamos um círculo virtuoso de desenvolvimento de pessoas.

Funciona assim:


clique na imagem para ver o "circulo de desenvolvimento de pessoas"


A capacitação de uma pessoa começa com um acompanhamento diário de seu trabalho. Toda vez que você reune sua equipe de trabalho para uma reunião, você tem a oportunidade de:

- ver o que precisa melhorar;
- ver no que você pode contribuir para esta melhoria;
- ver de que forma pode estimular as pessoas a buscarem a sua capacitação.


O que você prefere: trabalhar com gente com capacitação ou sem capacitação?



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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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