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domingo, janeiro 29, 2023

Cris Olivieri e Nichollas Alem falam sobre o novo momento da Cultura brasileira com as jornalistas Bárbara Pereira e Francini Augusto

(Ministra da Cultura Margareth Menezes - foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) 


Por Alexandre Barreto* (alebarreto@gmail.com)


Passado um bom tempo sem postar aqui no blog (última postagem é de 2021), lentamente irei compartilhar assuntos que acredito que influenciam diretamente no que eu chamaria de "ecossistema da economia criativa brasileira". Quando falo na economia criativa, trata-se apenas de uma opção. Em nenhum momento estou dizendo que a dimensão econômica da Cultura é mais importante que a dimensão simbólica ou que a dimensão cidadã.

Nesse recomeço, compartilho aqui um diálogo bem interessante publicado no podcast Jabuticaba Sem Caroço #201. Transcrevo na íntegra: "neste episódio, Bárbara Pereira e Francini Augusto entrevistam Cris Olivieri, advogada especializada no setor cultural e porta-voz do Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais (FBDC), e Nichollas Alem, fundador e presidente do Instituto de Direito, Economia Criativa e Artes (IDEA), que sugerem o que esperar em relação ao desempenho do ministério neste terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva".

Destaco aqui que a Cristiane Olivieri é uma das primeiras pessoas no Brasil a se preocupar com a difusão do conhecimento sistematizado sobre produção cultural, sendo uma das autoras do Guia Brasileiro de Produção Cultural, juntamente com o querido amigo Edson Natale, livro que foi uma das minhas primeiras referências lá pelos idos de 2004.


Segue o link

https://sputniknewsbrasil.com.br/20230124/a-volta-do-ministerio-da-cultura-no-governo-lula-o-que-esperar-27162676.html


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* Alexandre "
Alê" Barreto é Administrador de Empresas, MBA em Gestão Cultural, Mestre em Educação Profissional e Tecnológica. É apaixonado por temas relacionados a estratégia e gestão. Acredita que Arte e Cultura são motores da Inovação. Adora gerenciar projetos e trabalhar com equipes criativas. Criou em 2006 o "Produtor Independente", um dos primeiros blogs sobre produção e gestão cultural no Brasil. Atualmente é professor no Centro Universitário Uninorte (Rio Branco/AC), está cursando especialização em Product Management e especialização em Gestão de Projetos. E está buscando novo desafios!

sexta-feira, março 24, 2017

Tudo sobre as novas mudanças na Lei Rouanet



Mudanças propostas pelo Ministério da Cultura priorizam melhorias no sistema de prestação de contas e incentivo para projetos realizados nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.



Por Alê Barreto *


Esta semana, recebi um e-mail do Ministério da Cultura informando que as propostas de projetos para Lei Rouanet podem ser cadastradas normalmente, mas os processos de admissão somente serão retomados a partir de 10/04/2017.

Os ajustes no sistema de tecnologia e processos de admissão de propostas de projetos culturais para Lei Rouanet visam garantir a adequação a nova Instrução Normativa para o Incentivo Fiscal da Lei Rouanet (IN 1/2017), que substitui a publicada em 2013 (IN 1/2013).


Mas afinal, o que é mesmo "Lei Rouanet"?

A Lei 8.313/91, conhecida como "Lei Rouanet", é um mecanismo de incentivo fiscal. A pessoa interessada em buscar recursos através desta lei, deve apresentar uma proposta cultural ao Ministério da Cultura. Caso seja aprovada, receberá a autorização para captar recursos junto a pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR) ou empresas tributadas com base no lucro real visando à execução do projeto.


O que vai mudar na Lei Rouanet?

Critérios de inscrição

Como era: o proponente devia comprovar apenas sua atuação na área cultural nos dois anos anteriores, mas sem especificação da área.

Como fica: O proponente deve comprovar ter realizado, nos dois anos anteriores, projeto em área cultural conexa à proposta apresentada. Assim, se o produtor não tiver realizado projeto na área de música nos últimos dois anos, ele não poderá inscrever um novo projeto nesta área utilizando sua pessoa jurídica, e terá de buscar empresa que tenha realizado na área específica nos últimos 24 meses. Serão liberados da exigência produtores que estejam se inscrevendo pela primeira vez; nesse caso, o MinC delimita um teto de R$ 200 mil por projeto.



Etapas de avaliação, aprovação e captação

Como era: A fase de captação de recursos era a última etapa do processo, e só se iniciava após a aprovação do MinC.

Como fica: o processo de aprovação de um projeto é dividido em etapas: inscrição, análise técnica de parecerista, análise e sugestões da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), e aprovação do MinC (autorização para captação e publicação no Diário Oficial ). Pela nova proposta, após a fase de admissão do projeto, o proponente receberá, junto ao número de inscrição, uma autorização para captar 10% do valor total aprovado, e o projeto só segue à fase de análise e sugestões (CNIC) se captar 10% do total admitido.



Manejo de recursos e prestação de contas

Como era: era possível movimentar recursos por cheques, o que não é mais. O limite de saques era de apenas R$ 100 por dia. E não havia cartões para a movimentação. Já a prestação de contas era toda manual, e os documentos eram enviados fisicamente para o MinC.

Como fica: Os recursos também passam a ser movimentados por cartão magnético, e os proponentes passam a ter direito de fazer saques de até R$ 1 mil por dia. A movimentação destes recursos — por cartão, saques, transferências — poderá ser visualizada on-line, em tempo real. A prestação de contas também passa a ser realizada on-line, e poderá ser acompanhada em tempo real, pelo Portal da Transparência.



Teto para cachês artísticos


A nova IN oficializa uma exigência prévia da CNIC de 2013 para cachês: R$ 30 mil para artista ou modelo solo (em produções de moda), e R$ 60 mil para grupos artísticos ou de modelos. No caso de orquestras, R$ 1,5 mil por músico e até R$ 30 mil ao maestro. Valores maiores dependerão de aprovação da CNIC. Custos relacionados a direitos autorais e conexos seguem limitados a 10% do total do projeto.



Teto de valor do ingresso e cotas


Como era: o valor máximo para ingressos de projetos culturais incentivados era de R$ 200, equivalente a quatro vezes o vale-cultura (R$ 50).

Como fica: a nova regra estipula um novo valor médio máximo dos ingressos: R$ 150, o que equivale a três vezes o benefício do vale-cultura (R$ 50). A nova IN não altera a cota de 30% de ingressos distribuídos gratuitamente, e a de 20% com entradas com preço limitado ao valor do vale-cultura.



Cota de projetos ativos


Como era: cada proponente podia gerir a seguinte quantidade de projetos: dois para microempreendedor individual (MEI) e pessoa física, e cinco para demais pessoas jurídicas.

Como fica: há novos limites de projetos ativos por proponente: quatro para MEI e pessoa física; seis para empresário individual; e dez para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.), e demais pessoas jurídicas.




Cota de recursos


Como era: o máximo de recursos a ser concentrado por proponente estava limitado a um percentual do valor autorizado para renúncia fiscal do ano em curso: 0,05% para pessoa física, e 3% para pessoa jurídica.

Como fica: o máximo de recursos a ser concentrado pode ser limitado a: R$ 700 mil para MEI e pessoa física; R$ 5 milhões para empresário individual; R$ 40 milhões para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.), e demais pessoas jurídicas.




Teto máximo por projeto


Como era: não havia valor máximo estipulado para cada projeto. Porém cada produtor podia captar no máximo R$ 40 milhões para diferentes projetos.

Como fica: foi estabelecido o valor máximo de captação via Rouanet de R$ 10 milhões por projeto, com limite de R$ 40 milhões a projetos simultâneos de um mesmo proponente. A exceção ao limite (R$ 10 milhões) são projetos de temática de patrimônio, da área museológica e Planos Anuais, que não terão limite do valor.




Limite de lucro por projeto

Como era: não havia limitador da lucratividade do projeto realizado com incentivo fiscal.

Como fica: o valor total da receita bruta de cada produto cultural incentivado não pode ser superior ao incentivo fiscal previsto para o projeto.



Descentralização de recursos

Como era: não havia uma instrução para determinar e diferenciar o valor máximo a ser manejado por um proponente de acordo com as diferentes regiões do país.

Como fica: para propostas a serem realizadas integralmente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste, o teto de captação por cada projeto é 50% maior, ou seja, de R$ 15 milhões. Produtores que atingirem o limite de R$ 40 milhões poderão apresentar novos projetos de até R$ 20 milhões se eles se destinarem a essas regiões. Para tais projetos os custos de divulgação também podem ultrapassar os 20% do valor do projeto e chegar a 30%.



Alteração no valor de itens do orçamento

Como era: o limite para alterações no valor de itens orçamentários, sem autorização do MinC, era de 20% em relação ao valor do item.

Como fica: o valor de cada item do orçamento poderá ser alterado sem necessidade de justificativa ou autorização do MinC dentro de um limite de até 50%.



Teto para projeto audiovisual

Como era: Não havia valores máximos de captação estipulados e diferenciados para projetos audiovisuais de diferentes formatos.

Como fica: serão fixados tetos para projetos de diferentes formatos: R$ 800 mil para média-metragem; R$ 600 mil para mostras e festivais; e R$ 50 a R$ 300 mil para sites e séries na web.


Fontes:

Ministério da Cultura oficializa mudanças na Lei Rouanet - Ministro afirma que irregularidade campeava no modelo antigo- Jornal O Globo

Entenda as principais mudanças na Lei Rouanet - proposta é aumentar a transparência, descentralizar recursos e limitar o lucro - Jornal O Globo


Leia também:

Novas regras da Rouanet ampliam fiscalização e transparência e descentralizam acesso à Cultura - Site do Ministério da Cultura

O que saber para não passar vergonha ao discutir Lei Rouanet na internet - Jornal Folha de SP

MinC precisa de quase 19 anos para fechar contas de projetos da Rouanet - Jornal Folha de SP


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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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segunda-feira, março 06, 2017

Bloco de carnaval Galo da Madrugada é o campeão em captação de recursos


No Carnaval de Recife foram investidos R$ 27 milhões



Por Alê Barreto *

Brasileiros que acessam o Produtor Independente em outros países tem muita curiosidade quanto ao volume de recursos que é movimentado pelas atividades artísticas e culturais no Brasil. Estrangeiros que visitam o Brasil ou se casam com brasileiros também tem essa curiosidade. E essa curiosidade não é só dos brasileiros que estão fora do Brasil ou dos estrangeiros que estão chegando. É uma curiosidade das pessoas que estão começando a trabalhar nos setores criativos brasileiros. É também uma necessidade para quem já trabalha nos setores criativos.

Qual o impacto de investir em uma festa tradicional? Boa parte dos brasileiros sabe o quanto sua cidade recebe recursos nos períodos em que ocorrem festas tradicionais. Vejamos um exemplo do universo do carnaval. Em recente pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura (MinC) em Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, constatou-se que o Clube de Máscaras "Galo da Madrugada", tradicional bloco de rua do carnaval de Pernambuco, é campeção entre os blocos de rua em captação de recursos via Lei Rouanet. Em 10 anos o Galo da Madrugada captou R$ 5 milhões. O presidente do bloco, Rômulo Meneses, afirma que as atividades do bloco geram cerca de 24 mil empregos diretos e indiretos (costureiras, figurinistas, vendedores, taxistas, técnicos de montagem de palco e camarotes, rede hoteleira, etc).

Se em Recife somente um bloco gera 24 mil empregos, quanto será que é gerado por todas as atividades em todo o país? Além de curiosidade e necessidade, a busca por saber o fluxo econômico gerado pelas atividades criativas também tornou-se uma preocupação do Estado brasileiro. O Ministério da Cultura está trabalhando na elaboração do "Atlas Econômico da Cultura Brasileira", projeto que está sendo desenvolvido pelo Grupo de Trabalho em Economia Criativa, Cultura e Políticas Públicas, do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV/UFRGS) e Observatório de Economia Criativa do RS (OBEC/RS). A publicação vai trazer dados específicos sobre a movimentação da economia na Cultura, com detalhamento sobre empreendimentos culturais, mercado de trabalho no setor, investimento público e comércio internacional de bens e serviços culturais. Os dados vão mostrar de que forma a produção cultural impacta a economia nacional e o que representa em termos de riquezas produzidas no País, onde estão os produtores culturais e o que fazem.

Fonte:http://www.brasil.gov.br/cultura/2017/02/galo-da-madrugada-e-o-bloco-com-maior-captacao-pela-lei-rouanet


Adquira o livro "Carreira Artística e Criativa", o novo livro do Produtor Independente, que apresenta um panorama sobre a noção de gestão de carreira e atitudes que poderão contribuir com o seu desenvolvimento.


Leia também:

"Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval" de Luis Carlos Prestes Filho

"Economia Criativa, Cultura e Políticas Públicas", organização de Leandro Valiati e Gustavo Moller

Aprenda a captar recursos com o Manual do Patrocinador 2017-2018

Vamos começar 2017 realizando mais e reclamando menos? Escreva seus projetos

O que é o Produtor Independente, sua missão e como melhorar sua experiência


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quinta-feira, fevereiro 09, 2017

"A cultura não é algo que possa ser considerado supérfluo", afirma Roberto Freire, novo Ministro da Cultura


Roberto Freire aposta no incentivo ao livro e à leitura



Por Alê Barreto *



"A cultura não é algo que possa ser considerado supérfluo". Esta frase me chamou atenção ao assistir Roberto Freire no programa "É Notícia" do Uol. A fala do ministro parece trazer um sopro de esperança para uma retomada da gestão pública das atividades culturais no país, nestes tempos de crise.








Mesmo sabendo que continua sendo uma das pastas com menos recursos no orçamento da União, o posicionamento do ministro é importante num momento em que estados extinguem fundações, TV e rádio públicas e secretarias são fusionadas à outras pastas.




Luciana Modé, coordenadora do Observatório Itaú Cultural, falou
no programa "Repórter São Paulo" sobre seminário promovido para discutir a Economia da Cultura



Roberto Freire falou também sobre a retomada dos trabalhos de mensuração da Economia da Cultura no Brasil. Veja o que existe de pesquisas e indicadores da cultura e assista a palestra da especialista Cristina Lins.






Outra boa notícia é o entusiasmo do ministro com a leitura. Roberto enfatizou a importância de se incentivar mais o livro e à leitura. Por fim, abordou também temas polêmicos, como o fim do Ministério da Cultura, o episódio da saída do Ministro Marcelo Calero e impactos da delação da Odebrecht no atual governo federal.


Assista a entrevista do Ministro Roberto Freire.



Nota importante: este blog não tem vinculação com partidos políticos ou governos.





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quarta-feira, janeiro 11, 2017

Amplie o seu repertório: visite a nova exposição do Museu de Folclore Edison Carneiro


O Museu de Folclore Edison Carneiro está com nova exposição 





Por Alê Barreto *



Se você acha que é importante estar em contato com livros, música, filmes, espetáculos de dança e tantas outras expressões da arte, agora é um momento especialmente importante. Os momentos de crise econômica são os momentos que mais podemos perceber a importância da cultura e da arte em nossas vidas. Infelizmente, nem todos aproveitam essa oportunidade. Em momentos de crise econômica, as pessoas tendem a "cortar despesas" de forma exagerada e acabam muitas vezes piorando sua situação. Quando cortamos despesas que permitem participarmos de ações artísticas, diminuímos nossa qualidade de vida, pois diminuímos as chances de enriquecer o nosso repertório cultural. 

Precisamos ampliar o nosso repertório em momentos de crise. Uma boa sugestão é você conhecer a nova exposição do Museu de Folclore Edison Carneiro.

Veja release elaborado pelo Setor de Difusão Cultural do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, enviado pela Beth Pena.


E o que é um objeto de museu sem as histórias que o cercam?

Os objetos e suas narrativas. Essa questão permeia toda a exposição de longa duração do Museu de Folclore Edison Carneiro e quer dialogar com o público sobre a polifonia dos objetos de sua coleção. Quer mostrar as diferentes vozes dos muitos segmentos sociais que dizem do folclore e da cultura popular a partir desses objetos.

Quem conta um conto aumenta um ponto, dizem por aí, para explicar as meias verdades ou os acréscimos que vamos fazendo, ao longo da vida, ao recontar uma história ou tentar interpretá-la aos nossos próprios olhos.

O ato de contar histórias é uma atividade das mais essenciais da vida humana. É uma forma de sobreviver à realidade, de ordenar o mundo à nossa volta e de construir, de certo modo, nossa memória.

Desse modo também se dá o processo de chegada de um objeto ao museu, as histórias que são contadas sobre ele, ou por ele, falam sobre as práticas e as relações sociais que lhe deram existência.

Esse objeto tem lá fora usos e significados, mas quando entra no museu, numa exposição, pode ganhar contornos diferentes ou explicações outras sobre sua existência.

A história contada por uma exposição, ainda que queira explicitar um argumento, não pode ser considerada definitiva ou única, nem reclamar para si a verdade.

O visitante vai encontrar, ao longo da exposição do Museu de Folclore, objetos que repousavam em nossas reservas técnicas. Guardavam com eles muitas histórias que pulsam e esperavam oportunidade para serem reveladas, contadas ou recontadas.

De um objeto podemos falar sobre como e por que foi recolhido e se tornou acervo. Ou sobre o papel que lhe foi atribuído em determinada exposição. Podemos falar do que é feito, de quem o produziu ou utilizou, do lugar ou da época de onde veio, ou ainda dos diversos significados que diferentes grupos sociais ou indivíduos reconhecem nele, por exemplo.

Assim, trazer o que se diz sobre um fragmento e sobre personagens como o saci e o lobisomem, bem como a voz dos poetas de cordel sobre seu próprio ofício e tantos outros temas, ou, ainda, o que dizem os grafiteiros sobre a cidade, ouvindo também o que a cidade tem a dizer sobre esses artistas dos muros, é procurar unir pontas para falar de museu e de cultura popular.

Esta mostra está em processo e as coleções apenas despontam. Mas aquilo que se diz dos objetos condensa aquilo que se diz do homem e do mundo, e essas narrativas compõem a criação de significados, estabelecidos na relação do homem com outros homens na tentativa de interpretar a realidade.

E se cada exposição é uma narrativa construída a partir das histórias sobre cada objeto somadas àquilo que ele suscita, propomos que o visitante olhe para um pedaço de nossa reserva técnica e pense sobre as inúmeras histórias possíveis de serem contadas.

Que nos conte outra.



O Museu e o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular:

O Museu de Folclore Edison Carneiro abriga expressivo acervo representativo da cultura popular brasileira. Soma hoje cerca de 16 mil objetos de vários autores, técnicas e procedências abrigados em reservas técnicas. Sua criação data de 1968, embora seu acervo venha sendo constituído desde a década de 1950, pela Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro.

O Museu pertence ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), órgão federal criado em 1958 e que tem por missão promover ações que busquem, por meio de pesquisa e documentação, conhecer as realidades específicas em que ocorrem as mais diversas expressões do fazer brasileiro, procurando acompanhar as constantes transformações por que passam, bem como apoiar e difundir os processos culturais populares, propondo e conduzindo ações para sua promoção e difusão.


Serviço:
Nova exposição do Museu de Folclore
Museu de Folclore Edison Carneiro
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Rua do Catete, 179 – Catete, Rio de Janeiro
Tel. 3826-4324
catendimento.cnfcp@iphan.gov.br


de terça a sexta, das 10 às 18h
sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h
visitas de grupos com agendamento prévio

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP
Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional – Iphan / Ministério da Cultura
www.cnfcp.gov.br
#museudefolclore
facebook/cnfcp



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segunda-feira, setembro 21, 2015

Ministério da Cultura retoma o programa Cultura e Pensamento





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Compartilhando informações recebidas da Fundação Casa de Rui Barbosa vinculada ao Ministério da Cultura.


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Ministério da Cultura retoma o programa Cultura e Pensamento


Em 2015, o Ministério da Cultura retoma uma importante iniciativa para contribuir com os processos de reflexão cultural e pensamento crítico no âmbito nacional e internacional.


Em seu segundo ciclo, o programa “Cultura e Pensamento” parte do objetivo de criar um ambiente favorável à interlocução entre diferentes visões de mundo, grupos culturais, movimentos, redes, ativistas, intelectuais, fazedores e fazedoras de cultura, jovens inovadores, mestres e mestras, aproximando campos sociais, territórios e correntes de pensamento.



A retomada do programa será marcada por uma atividade pública, no dia 22 de setembro (terça-feira), às 19h30min, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos - UFRJ, no Rio de Janeiro, durante o Seminário Internacional Cultura e Desenvolvimento (parceria entre MinC e UNESCO), com a participação do ministro Juca Ferreira, e contará com transmissão online.



Quando? 22 de setembro (terça-feira), às 19h30min

Onde? Colégio Brasileiro de Altos Estudos, UFRJ (Avenida Rui Barbosa, 762, Rio de Janeiro)

Com transmissão online.



SOBRE O PROGRAMA CULTURA E PENSAMENTO

Em sua retomada, o programa pretende construir conexões entre diferentes saberes, fortalecendo a cidadania, a alteridade e a democracia. A ideia é possibilitar a tradução semântica, o estabelecimento de sínteses teóricas, tópicos para atuação social, referenciais para a criação estética, além de atualizar as bases programáticas e ordenamentos institucionais no campo das políticas públicas.



OBJETIVOS DO PROGRAMA

1. Abordar e provocar grandes temas da cultura no debate nacional e internacional, estimulando um ambiente democrático de diálogos e alteridade e potencializando a discussão sobre cultura e política e política cultural, provocando areflexão sobre os valores presentes em nossas sociedades;

2. Atualizar e ampliar a reflexão sobre as políticas culturais no Brasil e no mundo, seus processos e prioridades, aprofundando a consciência sobre os direitos culturais e as conquistas da agenda transformadora da cultura no Brasil

3. Incentivar iniciativas provenientes da sociedade, por meio de congressos, encontros, pesquisas, estudos, mapeamentos, processos formativos, publicações, construção de metodologias, eventos acadêmicos, etc., envolvendo diferentes saberes, contribuindo para o processo de formação e qualificação dos agentes culturais e da democratização do conhecimento sobre o campo cultural, estimulando conexões de saberes;


A coordenação do programa é da Secretaria de Políticas Culturais e da Fundação Casa de Rui Barbosa. Em 2015, o programa será realizado em parceria com a Funarte, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), Instituto Alice, Instituto Trocando Ideia, Fundação Bienal do Mercosul, Câmara Riograndense do Livro, Prefeitura Municipal de Serra Talhada – PE e da Rede de Culturas Populares.

Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa (MinC).




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domingo, junho 09, 2013

Relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento que trata de economia criativa está disponível para download em português






Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Quer conhecer mais sobre os setores criativos no mundo? Aproveite que já está disponível para consulta e download gratuito o "Relatório da Economia Criativa 2010" (Creative Economy Report 2010) da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), no
portal do Observatório Brasileiro da Economia Criativa. 

A publicação foi lançada durante o Encontro Luso-Brasileiro de Territórios Criativos, realizado em Lisboa, uma iniciativa do Ministério da Cultura do Brasil, por meio da Secretaria da Economia Criativa (SEC/MinC) durante a programação Ano do Brasil em Portugal.


Baixe gratuitamente a publicação




[Leia também] 

Aprenda a definir o preço do cachê de suas apresentações. Veja os cachês praticados na Virada Cultural de São Paulo 2013.

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Atenção!

06 e 07 de julho – Maratona do Produtor Cultural Independente em São Paulo.


Cursos "Aprenda a Produzir Profissionais Criativos", "Aprenda a Organizar um Show" e "Aprenda a Agenciar Profissionais Criativos. Os cursos estão previstos para serem realizados na AGS Meeting Place (veja aqui a turma de 2012).

Cada curso terá o valor de R$ 310,00.  As primeiras 20 inscrições em qualquer curso até o dia 14 de junho de 2013 terão desconto especial: R$ 200,00 cada curso.

Entre em contato pelo fone (21) 7627 0690 ou pelo email alebarreto@gmail.com saiba como fazer sua inscrição com desconto.

Em breve disponível para pagamento por cartão de crédito.

Saiba mais sobre a maratona


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Alê Barreto indicado para o Prêmio Dynamite 2013




A edição dos 10 anos do Prêmio Dynamite de Música Independente indicou Alê Barreto para a categoria personalidade. Se você acredita que Alê Barreto contribui para os setores criativos brasileiros, por gentileza, vote acessando este link


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Agenda do Produtor Cultural Independente


Junho

 
13 de junho – palestra "De produtor para Produção"
9h30min no Auditório do IFRJ Campus Nilópolis (Rua Lúcio tavares, 1045/ Centro Nilópolis),  atividade promovida pelo Grupo Pet Conexões de Saberes em Produção Cultural, com a participação das professoras Ana Luisa Lima e Renata Silencio do curso CST/Bacharelado em Produção Cultural do IFRJ.

O evento tem entrada franca



Julho

06 e 07 de julho – Maratona do Produtor Cultural Independente em São Paulo.


Cursos "Aprenda a Produzir Profissionais Criativos", "Aprenda a Organizar um Show" e "Aprenda a Agenciar Profissionais Criativos.


17 de julho - 15ª turma do curso "Aprenda a Produzir um Artista" em Fortaleza (CE)

Veja como fazer sua inscrição com a produtora Romélia Soares pelo fone 85-9960-8023 ou e-mail romeliasoares@hotmail.com


Agosto

Palestra em Vitória (ES) - data a confirmar



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* Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Processo seletivo para contratação de 114 novos funcionários para o Ministério da Cultura


Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Quem está buscando uma carreira pública no setor cultural, aí está uma oportunidade.



Ministério da Cultura (MinC) divulga edital de Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de 114 novos funcionários públicos. Sendo 78 de nível superior e 36 de nível intermediário.

As vagas oferecidas são nas áreas de Contabilidade Pública, Administração Pública, Comportamento Organizacional e Gestão de Pessoas, Administração Orçamentária e Financeira do Serviço Público, Ciências Humanas ou Sociais, e para profissionais de nível superior com formação em qualquer área. Para o pessoal de nível intermediário as vagas são nas áreas de Arquivologia, Informática e Contabilidade.

A seleção será realizada pela Fundação Universa e as inscrições estão abertas de 11 de dezembro de 2012 a 8 de janeiro de 2013. Podem ser realizadas em posto de atendimento presencial ou via internet.

O processo seletivo se dará de acordo com à determinação do Tribunal de Contas da União – TCU, constante do Acórdão n° 1.385/2011 – Plenário, e de acordo com a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993 (Contratação Temporária), autorizadas pela Portaria Interministerial MP/MinC nº 192, de 10 de maio de 2012, publicada no Diário Oficial da União em 11 de maio de 2012.

Veja aqui o edital
Fonte: Site do Ministério da Cultura http://www.cultura.gov.br/site/2012/12/11/processo-seletivo-simplificado/



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Participe dos próximos cursos do Programa Produtor Cultural Independente previstos para janeiro e fevereiro no Rio de Janeiro


Saiba mais



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Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos.

Mora na cidade do Rio de Janeiro. É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural



Ministra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural e é um dos articuladores do projeto Solos Culturais, desenvolvido pelo Observatório de Favelas em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, com patrocínio da Petrobras.

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

segunda-feira, julho 02, 2012

Produtor Cultural Independente ministra a aula "Começar a Fazer" no Programa de Capacitação em Projetos Culturais do Ministério da Cultura




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com




Esta semana é um momento muito especial para mim. Estarei ministrando em uma das sedes do Ministério da Cultura, em Brasília, a aula "Começar a fazer: caminhos e disputas no exercício da gestão e da produção cultural". A proposta é ampliar o olhar sobre as atividades de organização da cultura, de forma que a produção cultural seja percebida em três planos: estratégico, tático e operacional. Também quer provocar o participante a pensar projetos em sintonia com as demandas existentes no cenário cultural brasileiro.


A aula faz parte da programação do "Encontro de Facilitadores", que encerra o primeiro ciclo do Programa de Capacitação em Projetos Culturais. O encontro tem como finalidade garantir aos participantes condições básicas de transmitir os conhecimentos adquiridos e potencializar a atuação de outros agentes culturais em suas respectivas localidades.




Sobre o Programa de Capacitação em Projetos Culturais


Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais do MinC, o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Itaú Cultural (IC). O programa é gratuito e seu objetivo é capacitar de forma continuada agentes culturais dos setores público e privado, no intuito de qualificar a demanda no setor cultural. Além disso, ele visa contribuir para a melhoria dos resultados dos projetos culturais, por meio da formação de uma nova cultura gerencial comprometida com a transformação dos setores público e privado, responsáveis pela administração da área cultural.


Objetivos complementares do programa

- Capacitar artistas, gestores, empreendedores, administradores, técnicos e produtores culturais com experiência em distintas áreas, para atuarem na gestão de atividades culturais, nas esferas públicas e privadas.

- Proporcionar uma visão integrada das áreas de administração, economia, direito, marketing, artes e cultura.


- Preparar o profissional para elaborar e desenvolver as etapas necessárias ao domínio do negócio cultural.


- Proporcionar informações para o desenvolvimento de empreendimentos próprios com a utilização da metodologia adequada.




Para conhecer mais sobre este programa


Acesse o portal http://www5.fgv.br/fgvonline/minc/



Articule ações em rede com esta atividade em seu estado.

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Comemorando a chegada dos meus 40 anos dia 28 de junho de 2012, vou publicar no “Blog do Alê Barreto” partes do meu novo livro "Começar a fazer" e compartilhar informações dos meus trabalhos anteriores.


Texto "Uma viagem que mudou minha vida"


Texto "Lembrei que gostava de música"


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* Alexandre Barreto é um administrador de empresas inovador. Suas competências para criação, estímulo ao trabalho com método, conhecimento, gerenciamento de informações, qualidade, com foco em resultados e responsabilidade socioambiental, têm inspirado muitas pessoas que produzem ações criativas, eventos, projetos culturais, manifestações artísticas e empreendimentos de cultura e entretenimento no Brasil.


É um profissional empreendedor que gosta de estratégia, planejamento, gerenciamento e execução. Incentiva novos profissionais, valoriza as experiências das pessoas e está aberto a  novas propostas e convites.


Aprender, enfrentar desafios com otimismo e bom humor e trabalhar com pessoas de todas as classes sociais são suas marcas pessoais. Saiba mais


(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Ministério da Cultura lança editais de economia criativa no picadeiro do Crescer e Viver




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Segue na íntegra divulgação da Secretaria de Economia Criativa.


Ministério da Cultura lança editais de economia criativa no picadeiro do Crescer e Viver

O Circo Crescer e Viver cedeu a pedido da Secretaria da Economia Criativa (em estruturação) do Ministério da Cultura, o seu picadeiro para sediar o lançamento oficial dos editais do Prêmio Economia Criativa, que acontecerá na próxima quarta-feira, dia 15 de fevereiro, às 19h.

De acordo com a SEC/MinC o Prêmio Economia Criativa têm dois editais que já foram publicados no Diário Oficial e o período de inscrições vai de 13 de fevereiro a 30 de março. Em um dos editais serão premiadas 150 iniciativas empreendedoras e inovadoras de organizações da sociedade civil que atuam nos setores criativos, nas seguintes categorias: Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos e Negócios Criativos; e Formação para Competências Criativas, totalizando R$ 3,6 milhões em prêmios. O outro edital que visa apoiar pesquisas em economia criativa, selecionará estudos acerca de temas da economia criativa nos contextos macroeconômico e legal-institucional brasileiro, com 22 prêmios destinados a pesquisadores da área acadêmica, totalizando R$ 810 mil reais divididos em três categorias: Teses – Doutorado; Dissertações – Mestrado e Produção em grupo.

A solenidade contará com intervenções do grupo Organismo e de artistas do Crescer e Viver. O Organismo apresentará a palavra como matriz conceitual criadora a estimular a imaginação por meio de experiências reflexivo-sensoriais, enquanto jovens artistas circenses que integram os programas de formação da Escola de Circo Crescer e Viver - iniciativa da organização que tem patrocínio da Petrobras, do Governo do Estado do Rio de Janeiro através da Secretaria de Estado de Cultura e da Lei Estadual de Incentivo a Cultura, do Operador Nacional do Sistema Elétrico, e da Prefeitura do Rio de Janeiro através da Secretaria Municipal de Cultura e das Lei Municipal de Incentivo à Cultura - vão construir performances reagindo e dialogando com estes estímulos.

Segundo Junior Perim, diretor executivo e co-fundador do Crescer e Viver, "o Crescer e Viver ao sediar este evento tem como principal intenção mobilizar a comunidade circense para se envolver com o tema, bem como os atores sociais de cultura no Rio de Janeiro que atuam com formação para artes, visando garantir que o plano de economia criativa do Governo Brasileiro reconheça a importância de escolas livres de arte na formação de competências criativas e na modelagem de estratégias com foco na inclusão produtiva especialmente de jovens de classes e comunidades populares".

Serviço:
Evento: Lançamento dos Editais do Prêmio Economia Criativa
Data: 15 de fevereiro
Horário: 19h
Local: Circo Crescer e Viver
Endereço: Rua Carmo Neto, 143 - Cidade Nova - Rio de Janeiro
(em frente a estação do metrô Praça Onze).


Fonte: http://www.crescereviver.org.br/


[Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings. Este blog recebeu até agora 168.381 visitas e 364.885 visualizações]


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.

É um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

quarta-feira, março 02, 2011

Ana de Hollanda, Ministra da Cultura afirma: "A democratização da cultura não pode passar por cima do direito autoral"



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Na edição 699 da revista ISTOÉ DINHEIRO de 25 de fevereiro, Rodolfo Borges perguntou para a Ministra da Cultura Ana de Hollanda:

[início da pergunta]

ISTOÉ DINHEIRO – É possível democratizar o acesso à cultura sem afrouxar os direitos de autor?

ANA – Sim. A democratização da cultura não pode passar por cima do direito autoral. São conquistas quase trabalhistas. Ter sua profissão reconhecida como um trabalho que lhe dá direito sobre sua obra é uma reivindicação muito forte da área cultural e criativa. Há a possibilidade de as pessoas abrirem mão de seus direitos e colocar o conteúdo na internet. Mas os autores, escritores e mesmo cientistas têm de ter resguardados seus direitos, que, no último caso, demandam anos de pesquisa. Para democratizar, temos todo interesse, por exemplo, no vale-cultura (benefício no estilo vale-refeição), uma forma de estimular o consumo da produção criativa.

[fim da pergunta]


Você concorda com ela? Leia a entrevista na íntegra e tire suas conclusões.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.