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quinta-feira, agosto 25, 2011

Economia Criativa: Revista Conjuntura Econômica e Instituto Iniciativa Cultural promovem em setembro seminário internacional sobre economia criativa




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A professora Cristina Lins, da disciplina de pesquisa do MBA em Gestão Cultural da Cândido Mendes, informou para os alunos que acontecerá no Rio de Janeiro nos dias 20 e 21 de setembro, no Rio de Janeiro, o I Seminário Internacional sobre Economia Criativa: novas perspectivas.

Fui até o site da FGV pesquisar isso. Trata-se de uma ação da Revista Conjuntura Econômica, através do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas, e do Instituto Iniciativa Cultural.

O evento acontecerá na Fundação Getulio Vargas (Auditório M.F. Thompson Motta), na Praia de Botafogo, 190, 12º andar.


Veja a programação Preliminar


Dia 20/09: 9h30 às 12h30

Abertura:
Exmª Ministra Ana de Holanda – Ministério da Cultura
Exmº Governador Sérgio Cabral – Governo do Estado do Rio de Janeiro
Exmº Prefeito Eduardo Paes – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Profº Luiz Guilherme Schymura – Diretor do IBRE/FGV


PAINEL I: Onde Tudo Começa: A Criatividade na Base da Revitalização Urbana


O objetivo deste painel é apresentar experiências bem sucedidas de revitalização urbana e de identificação e realização de potenciais e vocações criativas de cidades, com seus devidos impactos econômicos. O painel deverá ser composto por representantes de cidades, gestores líderes dos referidos processos. A proposta é a combinação de apresentações de projetos participantes da Rede Cidades Criativas, da UNESCO, com outros projetos. A premissa deste painel é a de que a cidade tem um papel crucial na economia da cultura e na distribuição de bens de base criativa, sendo esta uma característica muito própria dos grupos urbanos. Como não poderia deixar de ser, outro importante aspecto a ser abordado neste painel é a avaliação das possibilidades e do planejamento da cidade do Rio de Janeiro, em vista da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

Moderador: Representante do Banco do Brasil

Debatedores:

Washington Fajardo – Coordenador do Programa Rio Distrito de Criatividade – Prefeitura do Rio de Janeiro
Representante da Prefeitura da Cidade de São Paulo
Representante de Mumbai (Bollywood)
Gordon Torr – Representante da África do Sul
Cezar Vasquez – Diretor- Superintendente – SEBRAE/RJ
Adriana Scorzelli Rattes – Secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

14h30 às 17h30


PAINEL II: Governos e a Economia Criativa: A Nova Economia Requer um Novo Estado?

O objetivo deste painel é a apresentação das perspectivas e desafios de governos em todos os níveis – do local ao nacional - diante das demandas geradas pela nova economia. A economia derivada da distribuição de bens produzidos com base na criatividade, na cultura e na propriedade intelectual, exige novas estratégias, estruturas e políticas, sejam das mais diferentes esferas, tais como da cultura, trabalho e renda, agências de capacitação, órgãos de financiamento etc. O Estado, como dinamizador das relações, fomentando as interações necessárias entre seus departamentos, iniciativa privada e empreendedores, e criando um ambiente fecundo para o desenvolvimento do setor criativo, deve equipar-se de novos conceitos de desenvolvimento bem como de metodologias de operação e mensuração análogas a esses novos paradigmas.

Moderadora: Lidia Goldenstein – Economista da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP


Debatedores:

Ricardo Henriques – Presidente do Instituto Pereira Passos/Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro
Representante da Globo Filmes
Kevin McManus – Representante da Inglaterra


18h – Coquetel de Lançamento das Pesquisas:

Economia e Cultura da Moda no Brasil
Moda no Município do Rio de Janeiro
Economia Criativa em São Paulo


Dia 21/09: 9h30 às 12h30


PAINEL III: Os Direitos Autorais e o acesso aos Bens Culturais



A Propriedade Intelectual ocupa um papel central na sociedade do conhecimento. A globalização, a revolução digital e as novas tecnologias apresentam riscos e oportunidades para autores, empreendedores criativos e nações. Ainda que existam importantes balizas internacionais para a regulação do setor - a Convenção de Berna e o Acordo TRIPS -, elas e também os gestores públicos nacionais se vêem diante dos desafios postos pelo novo cenário, entre eles o de conjugar a garantia dos legítimos direitos dos autores e criadores com os interesses dos investidores e com a necessidade de democratizar os meios de acesso ao consumo de bens culturais e intelectuais. O que fazer para incrementar o desenvolvimento inclusivo e justo dessa economia, promovendo um balanço entre os direitos privados e o interesse público? De que maneiras o novo quadro pode ser utilizado favoravelmente ao seu desenvolvimento? Estes são alguns dos temas a serem debatidos neste painel.

Moderadora: Joana Varon: Centro de Tecnologia e Sociedade - Direito Rio / FGV

Debatedores:

Representante da Organização Mundial de Propriedade Intelectual - OMPI
Joe Karaganis (American University)
Márcia Regina Barbosa - Diretora de Direitos Autorais do Ministério da Cultura
Representante do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação – Gpopai / USP
Marcos Bitelli - Sócio da Bitelli Advogados


14h30 às 17h30


PAINEL IV: A Economia Criativa Como Estratégia Para o Desenvolvimento

O mercado global de bens e serviços oriundos da economia criativa tem experimentado nos últimos anos um crescimento sem precedentes. O valor das exportações anuais desse segmento saltou de U$ 227 bi para U$ 424 bi apenas entre os anos de 1996 e 2005, representando um crescimento médio anual de 8,7% de participação no comércio global, segundo a UNCTAD. De acordo com o Banco Mundial, a economia criativa representa cerca de 7% do PIB mundial.

A criatividade é inerente à condição humana; e a cultura um dos ativos econômicos mais democráticos, sendo esta um dos fatores constituintes de todas as sociedades humanas, independentemente do seu estágio de desenvolvimento e prosperidade. Justamente por esse aspecto, a economia criativa tem sido compreendida como uma potencial alavanca para o desenvolvimento de muitas nações. Países emergentes, como o Brasil, a Índia e a China, têm participações expressivas em áreas específicas. África do Sul, Nigéria, Gana e outros países africanos também experimentam sucessos pontuais. Porém há um vasto território inexplorado de possibilidades, as quais devem ser objeto das políticas públicas desses países, concebidas e implementadas num ambiente de cooperação internacional, especialmente a chamada Cooperação Sul-Sul. A proposta deste painel é a reunião de gestores nacionais e das Nações Unidas, compartilhando experiências e trazendo apontamentos para o planejamento estratégico do setor.

Moderador: British Council


Debatedores:

Edna dos Santos-Duisenberg: Chefe do Programa Economia Criativa da UNCTAD
Eduardo Carlos Ferreira - Superintendente de Microinvestimentos – Banco Itaú/Unibanco
Francisco Simplício - PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento / Unidade Especial para a Cooperação Sul-Sul
David Parrish - Consultor de empreendimentos no setor criativo
Luciane Fernandes Gorgulho – Chefe do Departamento de Cultura - BNDES
Claudia Leitão – Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura


Inscreva-se


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Estamos construindo nossa próxima turma no Rio de Janeiro!



Nova data prevista: 3 de setembro


"Aprenda a Produzir uma Artista" é um curso intensivo, rápido e acessível que ajudará você a organizar os seus primeiros passos ou práticas profissionais para melhorar a administração de uma carreira artística.


O que você vai estudar neste curso?

• O que é produzir um artista?
• Que artista pode ser produzido?
• Quem pode produzir um artista?
• Produtor, empresário, agente artístico e representante: semelhanças e diferenças
• Atividades básicas de um produtor (atendimento/ comunicação/ secretariado/agenciamento/captação de recursos/financeiro)
• Atividades avançadas de um produtor (planejamento de marketing/ planejamento de comunicação/ planejamento estratégico)
• Recursos importantes para produção de uma banda
• Kit inicial de comunicação para banda
• Noções básicas sobre atendimento
• Noções básicas sobre condução de reuniões
• Noções básicas sobre apresentação de projetos
• Noções básicas sobre negociação e agenciamento
• Avaliação de risco de propostas de trabalho
• Formatos de trabalho saudáveis
• Critérios para boas relações de trabalho
• Como cobrar pela realização do seu trabalho
• Gestão de expectativas (objetivos/reuniões de acompanhamento)


Participe da nossa próxima turma: faça sua inscrição hoje



A inscrição é feita através do envio de dados dos participante e comprovante de depósito digitalizado.


Envie uma mensagem via e-mail para alebarreto@gmail.com conforme o modelo abaixo:



Assunto (subject): Inscrição no curso “Aprenda a Produzir um Artista" no Rio de Janeiro previsto para 20 de agosto de 2011
Mensagem:

Eu, [COLOCAR SEU NOME COMPLETO], CPF nº [COLOCAR O NÚMERO DO SEU CPF], aceito e concordo com as orientações recebidas sobre a realização do curso e sobre como participar do curso “Aprenda a Organizar um Show”, com data de realização prevista para o dia 3 de setembro, das 14h às 18h, no Espaço Ideal Eventos, na rua Santa Luzia, 760, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

Seguem abaixo meus dados e em anexo o meu comprovante de depósito:

Nome completo:
Data nascimento: dia/mês/ano
Número do CPF:
Endereço:
Cidade:
Estado:
Telefone para contato:
E-mail:
Data que foi realizado o depósito: dia/mês/ano


Declaro ainda que estou ciente que a condição para a realização do curso na data prevista é a existência de um grupo mínimo de 10 (dez) pessoas com sua inscrição paga antecipamente.


Como pagar sua inscrição



Efetuar um depósito de dinheiro em espécie no valor de R$ 100,00 (cem reais) até o dia 31 de agosto de 2011 na seguinte conta corrente

BANCO ITAÚ
FAVORECIDO: ALEXANDRE BARRETO
AGÊNCIA: 0280 (zero dois oito zero)
CONTA CORRENTE: 00019-1 (zero zero zero um nove dígito um)

No momento ainda não estamos trabalhando com cheque e cartão de crédito.




Digitalize o comprovante (arquivo eletrônico em PDF, JPEG, etc.) e envie anexado num e-mail com seu nome e telefone de contato para alebarreto@gmail.com


Confirmação de inscrição

O participante terá sua inscrição confirmada após serem conferidos seus dados e feita a conciliação bancária (cruzamento da informação do comprovante digitalizado recebido com extrato da conta bancária)


Informações

Informações sobre detalhes do curso e processo de inscrição poderão se obtidas diretamente com Alê Barreto através do fone (21) 7627-0690, de hoje até o dia 17 de agosto, das 9h às 19h, inclusive feriados, sábado e domingo ou pelo e-mail alebarreto@gmail.com

P.S.: às vezes circulo com o celular pelo metrô e falha o sinal. Tenha tranquilidade.


Condição para realização do curso

Para que o curso seja realizado é preciso haja inscrição de no mínimo 10 participantes. Caso o número mínimo não seja atingido, a organização do curso reserva-se o direito de cancelar ou transferir a data do mesmo. Nesta situação as pessoas que fizeram o pagamento de sua inscrição poderão receber o valor integral pago ou utilizarem como crédito para nova data agendada do curso.

As vagas são limitadas: capacidade máxima da turma é de 30 pessoas.


Condição para participação no curso

Para participar no curso é necessário:

- haver vagas;
- aceitar o formato de inscrição proposto;
- ter efetuado o depósito de dinheiro em espécie na conta-corrente indicada e ter enviado dados de inscrição e o comprovante de depósito até o dia 17 de agosto de 2011.


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Participe como voluntário do Escritório coletivo independente!


Foto: Patrick Azevedo


Saiba mais


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

domingo, setembro 26, 2010

Terceiro dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

Abertura Seminário 2010 from Helena Klang on Vimeo.


Vídeo de Helena Klang sobre o Seminário de Políticas Culturais


Por Alê Barreto*


Sexta passada foi o terceiro dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Dei um jeito de resolver minhas atividades profissionais pela manhã para poder assistir integralmente toda a programação da tarde.

Além das novidades que comentei no post anterior, ontem cada participante recebeu dois livros: "Políticas Culturais: reflexões sobre gestão, processos participativos e desenvolvimento" (seminário do ano passado) e "Percepções: cinco questões sobre políticas culturais", publicação com artigos com análises sobre pontos complexos que desafiam a formulação e a gestão de políticas culturais no Brasil contemporâneo.

A primeira conferência foi "Um território híbrido na Maré, RJ: novo território cultural?". Lilian Fessler Vaz mostrou uma análise sobre a Maré (região da periferia do Rio) a partir dos conceitos de hibridação (Nestor Canclini), espaços opacos (Milton Santos) e de espaços de resistência (J. Holston). Fiquei muito interessado em conhecer o Museu da Maré, o Centro de Artes e Cultura Popular da Maré (Quilombo das Artes) e o Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha coordenado pelo Mestre Manoel.

Uma frase me chamou muito a atenção:

"O pensamento modernista, racionalista, funcionalista tende a privilegiar a divisão e a especialização dos espaços e a rejeitar a mistura de usos e atividades".


A segunda conferência foi "Participação: para pensar políticas culturais no século XXI". Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira apresentou um interessante relato sobre ações culturais que estão acontecendo no Centro Cultural da Juventude, equipamento cultural público situado na cidade de São Paulo. Lá estão sendo desenvolvidos dez programas e mais de trinta projetos. A característica marcante é que neste espaço se busca que as pessoas ampliem o seu repertório e sejam também produtoras de cultura. Anotei algumas ações que são desenvolvidas neste espaço: workshop de produção musical com DJ Nato_PK, oficinas de captura e edição final em Final Cut, história em quadrinhos, edição de fotografias como processo criativo, workshop de story board e design para animação, Lady Fest (feminismo jovem radical), mostra de cinema árabe, concurso Drag Contest, semana temática de artes visuais. Tem muito mais do que isso.

A terceira conferência foi "La Fundación Fahrenheit 451: la experiencia de descentralizar la cultura". Nesta apresentação, Sergio Gama mostrou que um trabalho de promoção da leitura e da escrita com jovens de baixa renda na região de Usaquén em Bogotá deu origem a um Festival de Literatura, graças a persistência e um trabalho organizado de articulação com uma rede de 20 bibliotecas, o projeto Poesía Sin Fronteras, Universidades e outros parceiros.

A quarta conferência foi "Pontos de Cultura: pontos para a cidadania e suas territorialidades?", no qual Alba Lúcia da Silva Marinho falou de sua pesquisa sobre Pontos de Cultura na qual buscou entender a prática desta política cultural junto aos grupos e comunidades onde estão inseridos.

A quinta conferência foi "Políticas Culturales y salvaguardia del patrimonio inmaterial en América Latina: enfoques, estrategias y perspectivas". Nela, Loreto Antonia Bravo, consultora em políticas públicas sociais e culturais, iniciou fazendo uma menção as estratégias que permitiram que o movimento das mulheres se fortalecesse em escala mundial: desenvolvimento do ativismo, articulação com políticos e acadêmicos. Com base nisso, projetou cenários para o desenvolvimento das questões relacionadas ao patrimônio imaterial na América Latina, inseridos no contexto dos Direitos Humanos.

A sexta conferência foi "Políticas culturales, democracia y governabilidad: el aporte del patrimonio inmaterial". Eduardo Nivón Bolán, professor da Universidade Autônoma Metropolitana do México, fez um retrospecto histórico do conceito de políticas culturais ao longo da história e fez uma série de observações importantes. Anotei duas: "até 1945 ninguém falava em políticas culturais no mundo" e "ao se falar em políticas culturais e patrimônio imaterial necessitamos refletir sobre as informações contidas no Relatório McBride (também conhecido como "Vozes Múltiplas, Um Sozinho Mundo", documento da Unesco publicado em 1980 e redigido por uma comissão presidida pelo irlandês Seán MacBride, ganhador do prêmio Nobel da Paz)".

Um dos momentos que mais despertou minha atenção foi a hora em que Eduardo citou que no funeral da Frida Kahlo colocaram sobre seu corpo a bandeira do México e a bandeira do partido comunista e que o mesmo fizeram no enterro do escritor Carlos Monsiváis: colocaram sobre ele a bandeira do movimento gay. Ele quis ressaltar com a citação destes fatos a relação existente entre cultura e movimentos sociais.

Por fim, a última conferência do dia foi "Avaliando as políticas culturais do governo Lula". Em sua apresentação, o professor Albino Rubim explicou que está começando uma pesquisa financiada pelo CNPq intitulada "Políticas Culturais no Governo Lula", que ocorrerá no período de 2010 a 2015. Com muito critério, Rubim mostrou os critérios que estão sendo utilizados nesta pesquisa: definição e delimitação do tema, noções envolvidas (política, cultura e políticas culturais), a abrangência, momentos do fazer cultural, complexidade, modalidade do que será analisado, espacialidade, temporalidade, distanciamento e envolvimento.

A independência, a transparência e a ética são preocupações do pesquisador na condução deste trabalho. Segundo ele, o fato de ter uma ligação com o PT não o impede de analisar criticamente ações no campo de políticas culturais que considere que tenham sido equivocadas."O papel da universidade é questionar", afirmou o professor.

Dando sequência, Albino Rubim falou das fragilidades a que está sujeita a pesquisa, da carência de dados e dos parãmetros escolhidos para a análise: enfrentamento de três tradições (tradição das ausências, tradição do autoritarismo e tradição da instabilidade).

Rubim apontou avanços e dificuldades na gestão do Ministério da Cultura dos últimos oito anos, mas encerrou sua fala da seguinte maneira: "desde sua criação em 1985, agora realmente inauguramos um Ministério da Cultura no Brasil".

De minha parte, concordo com o professor Albino: estamos avançando na organização do setor cultural no Brasil.

Quem quiser acessar mais conteúdos sobre o seminário, só acessar o blog

http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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alebarreto@produtorindependente.com

sexta-feira, setembro 24, 2010

Segundo dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro




Por Alê Barreto*


Ontem foi o segundo dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Auditório lotado.

Desta vez, cheguei um pouco antes do início. Enquanto aguardava o início, conheci a produtora e professora de produção cultural Renata Silencio e me reencontrei com a minha nova amiga Marina Mara, artista de Brasília.

Durante a manhã, uma boa novidade do seminário. A programação cresceu. Havia duas salas com atividades simultâneas. Como tinha que escolher, optei por assistir a programação do auditório.

A primeira conferência foi "Manobras de distensão: vestígios da atuação de grupos e da oficina nacional de dança contemporânea na organização político-cultural da dança no Brasil". Maria Sofia Villas-Bôas Guimarães apresentou uma contextualização histórica da dança cênica no Brasil. Em sua fala ressaltou que no passado a Dança esteve subordinada às Artes Cênicas e que o setor fez um importante movimento de procurar se entender enquanto área. Hoje existe a Câmara Setorial da Dança.

A segunda conferência foi "Lacunas nas ações do Governo Federal para a música no Brasil de 1996 a 2000". O tema foi apresentado por Luís Carlos Vasconcelos Furtado, músico e professor da UFG. Achei interessante que duas lacunas apontadas como falhas do governo federal no período da pesquisa, são distorções que ocorrem pela falta de conhecimento em gestão cultural:

- grande disparidade entre os projetos eventuais e os programas contínuos (necessidade de se constituir e fortalecer programas duradouros e bem estruturados para a área musical);
- grande disparidade entre os valores aplicados em projetos eventuais e em programas contínuos (e a não realização de inúmeros sonhos musicais).

A terceiro conferência foi "Entender o passado, planejar o futuro: a gestão institucional da Funarte", onde Marcelo Gruman apresentou dados sobre o Prêmio Klauss Vianna.

A quarta conferência foi "Avaliação da área de formação em organização da cultura: apenas ações ou uma política estruturada?" apresentada pelo Leonardo Costa, doutorando da UFBA, e que também foi escrito por Ugo Mello e Viviane Fontes. Baixe o artigo. Leonardo Costa fez o prefácio do meu livro "Aprenda a Organizar um Show".

Não vou comentar todas as conferências, pois como falei, a programação era extensa e não foi possível assistir tudo.

Para quem não compareceu, outra excelente novidade do seminário: você pode baixar os artigos do seminário e também conhecer as atividades do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa no endereço

http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa


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quinta-feira, setembro 23, 2010

Primeiro dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro




Por Alê Barreto*


Ontem foi o primeiro dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Auditório lotado.

Cheguei um pouco atrasado e perguntei para uma colega ao meu lado o que já havia acontecido. "As conferências não começaram ainda". Então me dei conta que somente havia ocorrido uma breve mesa de abertura com representantes do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa, instituição realizadora do seminário, e de representantes do Itaú Cultural, instituição parceira do seminário.

A primeira conferência foi "Política cultural e universidade: diálogos fundamentais". Tendo como ponto de partida a Portaria nº 70, de junho de 2010, assinada pelo ministro Juca Ferreira, lançando o programa Cultura e Universidade, a consultora e pesquisadora Isaura Botelho fez uma explanação da trajetória do diálogo entre os Ministérios da Cultura e da Educação ao longo da história, que segundo suas palavras, "é uma história de um diálogo cheio de problemas estruturais". Apesar desta constatação, Isaura Botelho afirma que "estamos num momento de reinvenção", no qual "diálogo e negociação permanentes são fundamentais" para a cooperação entre os ministérios.

A segunda conferência foi "La planificación cultural desde el enfoque de redes: una mirada a partir de la experiencia de formulación de políticas culturales desde la Universidad de Antioquia. Maria Adelaida Jaramillo mostrou que na Colômbia foram feitos estudos das relações estado/sociedade, considerando planejamento, políticas públicas e complexidade. Esta análise fundamentou o planejamento das políticas culturais através da abordagem de redes, o que permitiu que em todas as políticas do país se trabalhasse com os seguintes campos de intervenção: participação, criação e memória e diálogo cultural.

A terceira conferência foi "Os direitos culturais na constituição brasileira, na qual Bernardo Novais da Mata Machado mostrou um interessante estudo sobre como os direitos culturais aparecem no texto constitucional. Ao longo da apresentação, demonstrou também para o público que a palavra "cultura" assume três significados distintos:

- cultura humana em sentido geral (modo de vida) e universal;
- culturas humanas em sentido geral, mas referente a distintos grupos situados no tempo e espaço;
- cultura como conjunto de atividades intelectuais e artísticas (ciência e arte).

A quarta conferência foi "Integração de políticas culturais: entre ideias de aliança e sistema". Arrancando sorrisos da platéia com seu bom humor nordestino, Francisco Humberto Cunha Filho centrou sua preocupação na questão de que qualquer proposta de aliança e sistema deve ter como base o estado democrático. Segundo ele, há uma diversidade de interpretações do que pode ser democracia. Em função disso, deve-se ter o entendimento de que democracia não é uma "ditadura de maiorias", mas um estado onde se contempla também os direitos das minorias.

Tendo como base estes princípios, Humberto ressaltou que não se pode instaurar integração "por decreto". Mesmo que a constituição permita, nem toda a dimensão de poderes deve ser utilizada se ferir a democracia ou a autonomia.

A quinta e última conferência foi "Territorialização das política culturais no estado da Bahia". Nela Ângela M. de Andrade (Secult-BA) iniciou sua fala ressaltando o surgimento de uma nova geração de gestores culturais na Bahia, manifesta pela presença de dez pesquisadores do CULT no seminário. Na sequência, mostrou que o conceito de território norteou o planejamento das políticas culturais do seu estado, que trabalhou articulado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Desta forma, foram constituídas "redes" para articulação e mobilização de ações nestas espaços: redes de representantes territoriais de cultura, rede de pontos de cultura, rede de articuladores territoriais e rede de dirigentes municipais de cultura.

Tendo como ponto de partida o ato de "escutar" os agentes e suas respectivas demandas nos territórios, a Secult da Bahia:

- implantou representações territoriais da Secult;
- consolidou o Fórum de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia, que agora virou Associação;
- fortaleceu a gestão municipal de cultura;
- estimulou a institucionalização de grupos artísticos e culturais;
- está criando a lei orgânica da cultura (que institui o Sistema Estadual de Cultural);
- realizou três conferências estaduais de cultura.


Todas as conferências mostraram que a cada ano o setor cultural avança em seu processo de organização. Cada vez mais as pessoas se interessam em estudar e incorporar métodos e conhecimentos científicos às suas atividades no setor cultural.




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quinta-feira, maio 13, 2010

Estude políticas culturais



Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Para sermos bons profissionais de produção e gestão cultural, é importante estudarmos políticas culturais.

Conheça os conteúdos do livro do "3º Seminário Políticas Culturais: Reflexões e Ações" ocorrido no período de 24 a 26 de setembro de 2008 na Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) em parceria com o Itaú Cultural.

Baixe gratuitamente o livro

quarta-feira, abril 28, 2010

Dia 01 de maio começa a quinta edição do Antídoto − Mostra Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Segue a dica recebida do meu amigo Edson Natale:


De 01 a 30 de maio teremos a quinta edição do Antídoto − Mostra Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, resultado de uma parceria entre o Itaú Cultural e o AfroReggae.

Desde seu início o Antídoto já contou com a participação de convidados de Afeganistão, Brasil, Burkina Faso, Canadá, Colômbia, El Salvador, EUA, França, Honduras, Inglaterra, Irlanda do Norte, Israel, Líbano, México, Moçambique, Nigéria, Palestina, Peru, Sérvia e Sudão. Testemunhas de conflitos diversos, eles trouxeram relatos de superação de problemas e trocaram, entre si e com o público, estratégias de ação, erros e acertos.



Nesta edição teremos convidados da Zâmbia, Paquistão, Irã, Guiné Bissau, Moçambique, República Democrática do Congo, EUA, Índia, Inglaterra, Serra Leoa, México, Brasil e Irlanda do Norte. Filmes, documentários, dança, cartoon, debates e muita música. Teremos também um espaço de convivência com uma retrospectiva das edições anteriores, onde você poderá conhecer, entre outras coisas, uma Escopetarra (um Fuzil AK 47 transformado em uma guitarra pelo músico colombiano Cesar Lopez). Participe!

acesse a programação completa em www.itaucultural.org.br/antidoto2010

um grande abraço e muito obrigado,

natale

Edson Natale
Itaú Cultural
música | gerente

segunda-feira, abril 05, 2010

Seminário Itinerante de Economia da Cultura e Desenvolvimento


Divulgação


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


No próximo dia 7 de abril começa uma "caravana" que irá debater Economia da Cultura e Desenvolvimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Seguem abaixo informações da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).



Seminário Itinerante de Economia da Cultura e Desenvolvimento e lançamento do livro “Economia da Cultura: ideias e vivências”

O projeto é uma iniciativa da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta com o apoio dos SEBRAEs estaduais e da Garimpo de Soluções. A proposta do seminário itinerante surgiu a partir da identificação de demandas regionais por meio de informações instrumentais acerca do potencial econômico da cultura voltado para o desenvolvimento dos estados das nove cidades visitadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O seminário visa, além de promover a reflexão sobre a temática proposta, incentivar a implementação de ações integradas entre destacadas instituições públicas e privadas das localidades, objetivando contribuir para a profissionalização do setor e a consequente qualificação e ampliação dos resultados junto às populações regionais.

A importância do evento se dá em função de a Economia da Cultura vir crescentemente desempenhando um papel fundamental no alicerçamento de uma estratégia alternativa de desenvolvimento socioeconômico, na promoção dos valores, criatividade, qualidade de vida e imagem de nosso país - tanto internamente, quanto no exterior - e na geração de emprego, renda e inclusão sociocultural. Desta forma o evento cumpre a tarefa de responder às necessidades de conscientização, promoção de reflexões e debates acerca do tema, que visem, ainda, o incentivo à implementação de ações culturais mediante investimento organizacional público e privado, a partir da aplicação de métodos, índices e ferramentas da economia, em interação com processos e metodologias profissionalizadas na área de gestão cultural.


Objetivos do Seminário

- Oferecer aos agentes públicos, privados e da sociedade civil que atuam ou têm interesse em atuar nas esferas culturais e sociais na região Norte, uma visão panorâmica da economia da cultura como fator de desenvolvimento econômico, conciliando os mundos econômico e cultural.

- Aprimorar a capacidade de análise das tensões e interações que se estabelecem entre interesses nacionais e internacionais, setores econômicos e agentes públicos e privados, com relação à cultura e seu potencial econômico.

- Contribuir para a ativação e a operacionalização de programas, projetos e ações socioculturais, enfatizando seu potencial propulsor do desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.


Público-alvo

Gestores, produtores e atores da cultura; economistas; administradores; sociólogos; profissionais da área de comunicação; turismólogos; arquitetos e urbanistas; jornalistas; profissionais de relações internacionais; estudantes e interessados em geral.

Datas e cidades

07/04 – Cuiabá (MT)
08/04 – Campo Grande (MS)
09/04 – Goiânia (GO)
15/04 – Aracaju (SE)
16/04 – Maceió (AL)
17/04 – João Pessoa (PB)
31/05 – Palmas (TO)
01/06 - Belém (PA)
02/06 – Macapá (AP)


Programa do evento

Recepção e credenciamento.
Abertura

Mesa I - A Cultura no cenário brasileiro - contexto e futuro – Kátia de Marco (ABGC e UCAM)
Visão ampliada da cultura na atualidade / a intensificação do diálogo entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade / o potencial econômico da cultura / a profissionalização dos setores culturais e a importância organizacional nas ações e instituições culturais/ o impacto das novas tecnologias na produção, na distribuição e consumo culturais.



Kátia de Marco é mestre em Ciência da Arte e graduada em Ciências Sociais e pela Universidade Federal Fluminense. Coordena e leciona no Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes e é coordenadora acadêmica dos MBA em Gestão Cultural, da Pós-graduação em Produção Cultural e do MBA em Gestão Social da Universidade Candido Mendes. Fundou e é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural. Também atua como subsecretária de planejamento cultural em Niterói/RJ. Contato: kmarco@gestaocultural.org.br

Palestra com representante do poder público local

Debate com o público.

Almoço Livre


Mesa II – Economia da cultura – uma abordagem prática – Leandro Valiati (UFRGS)

Traduzindo e descomplicando a economia / princípios e conceitos básicos de economia reconhecidos no dia-a-dia e aplicados ao campo cultural/ o papel das esferas pública e privada e à sociedade civil/ experiências de conscientização, formação e capacitação em economia da cultura, já desenvolvidas no Brasil /a inserção estratégica da economia da cultura nas políticas culturais.

Palestra com representante do SEBRAE estadual



Leandro Valiati é economista (UFRGS), mestre em planejamento urbano com ênfase em aplicações da Economia da Cultura no contexto urbano (PROPUR-UFRGS), doutorando em Economia do Desenvolvimento (PPGE-UFRGS), professor da especialização em Economia da Cultura (PPGE-UFRGS), especialista em construção de indicadores de avaliação sócio-econômica de projetos e programas culturais e sociais e organizador e autor do livro Economia da Cultura: Bem-Estar Econômico e Evolução Cultural pela editora da UFRGS. Contato: l.valiati@terra.com.br


Mesa III - Economia da cultura e desenvolvimento – estratégias nacionais e panorama regional – Ana Carla Fonseca Reis (ONU e Garimpo de Soluções)

Economia, cultura e desenvolvimento - conceitos complexos e entrelaçados/ a interação desses conceitos como estratégia para o desenvolvimento sustentável dos estados / como os instrumentos e marcos regulatórios contribuem para maximizar os resultados das ações culturais / visão da economia da cultura de forma sistêmica, considerando especificidades locais e fluxos internacionais de bens e serviços culturais / a tensão gerada pelos direitos de propriedade intelectual, em especial em regiões nas quais há uma profusão de saberes e fazeres culturais tradicionais /o papel do turismo cultural e da economia criativa nessa discussão.

Palestra com representante de instituição privada local.

Debate com o público




Ana Carla Fonseca Reis é doutoranda em Arquitetura e Urbanismo (USP). Mestre com distinção e louvor em Administração de Empresas (USP), Administradora Pública (FGV/SP), Economista (USP). Fundadora da empresa “Garimpo de Soluções – economia, cultura e desenvolvimento”. Consultora internacional e conferencista em cinco línguas em economia da cultura, economia criativa, cidades criativas e desenvolvimento local, é assessora para a ONU, curadora de seminários em vários países e escritora, dentre outros, de Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Manole 2006), agraciado com o Prêmio Jabuti 2007, na categoria de economia, administração e negócios. Professora da FGV/SP e da UCAM/RJ. Contato: anacarla@garimpodesolucoes.com.br


Lançamento do livro: Economia da cultura – ideias e vivências (editora e-livre, RJ)

Organizadoras: Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco

Autores: Adair Rocha; Ana Carla Fonseca Reis; Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fabio Ferreira; Heliana Marinho; Ivan Lee; José Arnaldo Deutscher; Kátia de Marco; Leandro Valiati; Lia Calabre; Luiz Carlos Prestes; Marcos Mantoan; Paulo Miguez; Rita Pinheiro Machado; Sydney Sanches; Tânia Pires.

Encerramento.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Seminário amplia a discussão sobre economia da cultura no âmbito acadêmico




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Segue texto na íntegra do Informativo ProExt Cultura nº17, de 13 de novembro de 2009.





O Seminário Nacional de Economia da Cultura e Extensão Universitária acontece dias 18 e 19 de novembro, na UFRJ - Palácio Universitário do Campus da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Seu objetivo é incentivar o debate sobre as possibilidades de atuação das universidades no fomento à economia da cultura. A iniciativa é do Ministério da Cultura (MinC) através do Programa de Extensão Universitária (ProExt Cultura) e do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes/MTE) e o Fórum Nacional de Pró-reitores de Extensão (Forprex).


PROGRAMAÇÃO

Quarta, dia 18

9h - Abertura
(auditório Pedro Calmon)

Participam Profa. Laura Tavares, UFRJ, Presidente do Fórum de Pró-Reitores (ForProex); Fabio Bechara Sanches, Secretário Adjunto da Senaes / TEM; José Luiz Herência, Secretário de Políticas Culturais do MinC e Marcos André Rodrigues de Carvalho, Secretária Estadual de Cultura / RJ.


11h - Mesa redonda "A Universidade e a Economia da Cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Possibilidades de atuação da universidade no desenvolvimento de projetos que fomentem a economia da cultura, mais especificamente a formação de gestores e profissionais da área de cultura, a democratização da produção cultural, a gestão de espaços culturais e a sustentabilidade da produção cultural.

Participam Prof. Eugenio Lins (UFBA), Coordenador da área temática de Cultura do ForProex; Juliana Lopes, da Rede de Economia da Cultura e Universidades / MinC; Cláudio Nascimento, da Rede de Educação Cidadã / Presidência da República e Fábio Sá Earp (UFRJ).


14h - Oficina Temática "Incubação e formação de grupos de cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de empreendimentos produtivos ligados a coletivos de artistas e grupos detentores de saberes tradicionais apoiados por projetos ou programas de extensão universitária.

Participam Glenda Gomes Cabral (Projeto Artesãos do Cabo Sto Agostinho - UFPE); Samuel, da Cooperativa Boca do Pano (SP) e Beatriz Sales (Incubadora de Cooperativas Culturais - UnB)

14h - Oficina Temática "Democratização do acesso à produção e à fruição culturais"
(salão Muniz)

Participação de projetos de rádios comunitárias, de cineclubes e de formação de agentes culturais. Tem por objetivo debater a extensão universitária e as possibilidades de produção cultural e de disponibilização de bens culturais às comunidades externas.

Convidados: Antonia Rodrigues, Rádio Comunitária Maria FM / PI; Adriana Facina, do Curso de formação de agentes culturais populares da UFF e Claudius Ceccon, do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip/RJ).

16h - Mesa redonda "Formação de gestores de empreendimentos da área da cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Projetos e experiências voltados à formação e à profissionalização do campo da cultura, e o papel da universidade.

Convidados: Luiz Augusto Fernandes Rodrigues (LABAC/UFF); Juliana Nolasco (SPC/MinC); Leandro, do Fórum dos Pontos de Cultura do RJ e Ivan Ferraro, da Associação Brasileira de Festivais Independentes.
18h – Atividade cultural (Teatro de Arena)
Desfile de moda – Coleções Daspu e Dasdoida


Quinta, dia 19

10h - Oficina temática "Gestão de equipamentos culturais"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de participação da universidade na gestão de espaços culturais. Com Antônio Carlos Pinto Vieira, Diretor da Associação Brasileira de Museologia e Diretor do Museu da Maré (RJ); João Vale Neto, Projeto Coque Vive – UFPE e Representante da Zanon, movimento de fábricas ocupadas por trabalhadores (Argentina).

14h - Mesa redonda "Economia da Cultura: políticas públicas e modelos de financiamento"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de Políticas Públicas ligadas às universidades que fomentem iniciativas no campo da economia da cultura.
Participam Prof. Paul Singer, Secretário Nacional de Economia Solidária; Prof. Roberto Dória, UERJ / Faperj; Roberto Nascimento, SEFIC / MinC e Ricardo Henriques, BNDES.

15h30 - Lançamento de livro “Economia da Cultura – idéias e vivências”, de Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco (orgs.)
(salão Dourado)

16h - Oficina Temática "A produção cultural da moda"
(Salão Muniz)

Relatos sobre a experiência de produção cultural de produtores de moda. Convidados: Rafael Lern e Gabriela Leite, da Daspu (RJ) e Ronaldo Moreira, da Dasdoida (SP)


16h - Oficina temática "Redes e coletivos de cultura"

(auditório Pedro Calmon)

Experiências de redes e coletivos, artistas e produtores culturais. Tem como tema a cooperação e a sustentabilidade da produção cultural independente.

Convidados: Leoni (Movimento Música para Baixar); Felipe Silva (Circuito Fora do Eixo / Coletivo Massa SP); Ney Piacentini (diretor da Cia Paulista de Teatro) e Newton Goto (Circuitos Compartilhados de Cultura).


VALE A PENA CONFERIR
Durante o Seminário, sete artesãos vinculados a projetos de extensão universitária nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte terão seus produtos expostos no saguão de acesso ao evento, no Palácio Universitário.

Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco lançam o livro Economia da Cultura – idéias e vivências na quinta-feira, dia 19, às 15h50. Trata-se de mais uma realização da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

Desfile de modas das coleções Daspu e Dasdoida marca o encerramento do primeiro dia de atividades do Seminário. Ambas as grifes tiveram suas origens nos trabalhos de inclusão e cidadania realizados junto a profissionais do sexo (ONG Davida, RJ) e a mulheres atendidas pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Itapeva, em São Paulo. Quarta, dia 18, às 18h, no Teatro de Arena do Palácio Universitário.

Conheça alguns artigos que relatam experiências de fomento à economia da cultura produzidos no âmbito do ProExt Cultura.

quinta-feira, outubro 01, 2009

1º Seminário "O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura"


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Reproduzo abaixo na íntegra o texto de divulgação de um seminário muito importante que irá acontecer no Rio de Janeiro.


A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), a Secretaria de Cidadania Cultural, a Secretaria de Políticas Culturais e a Escola de Comunicação da UFRJ promovem o 1º Seminário O Programa Cultura Viva e os pontos de cultura: novos objetos de estudos, que acontecerá no auditório da FCRB dias 15 e 16 de outubro, das 9h30 às 19h.

O seminário reunirá membros dos programas de graduação e pós-graduação, associações acadêmicas e agências financiadoras e estudiosos dos mais diferentes graus de formação que tenham como objeto de estudo o Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura.

Os objetivos do evento são: promover a divulgação dos trabalhos, criar linhas de financiamento para o campo e incentivar a formação de uma rede de pesquisadores sobre o tema.


Programação

Dia 15/10 – Quinta-feira

09h30 – Abertura oficial, com a participação de Célio Turino, secretário de Cidadania Cultural, de José Luiz Herencia, secretário de Políticas Culturais, de José Almino Alencar, presidente da Casa Rui Barbosa e de representantes do IPEA.

10h – Avaliação do programa Cultura Viva – IPEA

14h – Mesa 1 – Apresentação de trabalhos concluídos (mestrados e doutorados)

16h30 – Mesa II – Apresentação de trabalhos concluídos

18h – Mesa III – Apresentação de trabalhos em andamento


Dia 16/10 – Sexta-feira

9h30 – Painel de trabalhos acadêmicos concluídos – Graduação e especialização

11h15 – Painel de trabalhos acadêmicos em andamento – Mestrado

15h – Reunião de trabalho dos grupos de discussão e formação da rede de pós-graduandos e expositores do Seminário e o de estratégia e incentivo a pesquisa acadêmica sobre o tema.

Mais informações pelo e-mail politica.cultural@rb.gov.br ou pelo telefone (21)3289-4636.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito



Conteúdo extraído do site www.itaucultural.org.br


O Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito é realizado desde 2006 pelo Itaú Cultural e pelo AfroReggae. Aborda a força da arte e da cultura no combate à violência, seja em zonas devassadas pela guerra, seja em conflitos urbanos e rurais. Neste ano, pensadores e atores sociais do Brasil, de Burkina Faso, da República Democrática do Congo, de El Salvador e da Índia marcam presença no evento.

Além do seminário, o Antídoto promove a mostra de documentários CinePeriferia, da Central Única das Favelas (Cufa - SP); a estréia em São Paulo da peça Machado a 3x4 do Grupo Nós do Morro; e shows de AfroReggae, AfroSamba, Ilê Aiyê, Lirinha, Samba da Vela e Z´África Brasil.

A programação traz também o lançamento do livro A Cultura é a Nossa Arma: AfroReggae nas Favelas do Rio - de Damian Platt e Patrick Neate -, e da publicação Antídoto, que trata das duas primeiras edições do evento. Na semana do dia 20, Dona Chupetinha, a cozinheira mais famosa de Vigário Geral, será a responsável pelos pratos oferecidos no restaurante do instituto, o Café Cultural.

Em uma ação conjunta com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com o apoio da Fundação Rebook, o Antídoto sedia, também, a comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Todas as atividades têm entrada gratuita na sede do Itaú Cultural, em São Paulo.

Os shows e seminários serão transmitidos ao vivo pela internet.

Confira a programação completa e participe