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segunda-feira, julho 16, 2012

Foco e dedicação são fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma carreira profissional sustentável nas artes


Incisão "Luz" - Iara Freiberg




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com




No meu curso "Aprenda a Produzir um Artista", uma das primeiras reflexões é buscar entender como o artista percebe sua carreira. Quando um produtor, um gestor, um marchand, um curador, alcança esta dimensão, ele consegue entender qual é a melhor forma de trabalhar com o artista. Quando um artista reflete sobre sua carreira, vai perceber que sua sustentabilidade não depende apenas de políticas públicas de cultura, mas também de uma postura mais profissional, com mais foco.


Encontrei um ótimo exemplo na internet. Vejam estas duas falas:



"Trabalhei com mil coisas para me sustentar. E hoje em dia eu consigo... cada vez eu fui ficando mais próxima do meu assunto".


(...) Eu consegui modificar a minha vida para poder me dedicar quase que só a isso".




Este depoimento é da artista Iara Freiberg, indicada ao Prêmio Investidor Profissional de ARte 2012, uma parceria a Investidor Profissional Gestão de Recursos e o MAM-Rio, criado para divulgar a arte, artistas no Brasil, o MAM-Rio, estimulando a produção nacional de arte contemporânea. Seu objetivo é premiar e consagrar artistas que já vem se destacando por seus trabalhos, já conhecidos no mercado de arte brasileiro.


Assista ele na íntegra.





Conheça mais sobre o trabalho de Iara Freiberg.



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* Alexandre Barreto é um administrador de empresas inovador. Suas competências para criação, estímulo ao trabalho com método, conhecimento, gerenciamento de informações, qualidade, com foco em resultados e responsabilidade socioambiental, têm inspirado muitas pessoas que produzem ações criativas, eventos, projetos culturais, manifestações artísticas e empreendimentos de cultura e entretenimento no Brasil.


É um profissional empreendedor que gosta de estratégia, planejamento, gerenciamento e execução. Incentiva novos profissionais, valoriza as experiências das pessoas e está aberto a  novas propostas e convites.


Aprender, enfrentar desafios com otimismo e bom humor e trabalhar com pessoas de todas as classes sociais são suas marcas pessoais. Saiba mais


(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

sexta-feira, outubro 08, 2010

Método livre "Aprenda a Organizar um Show" estimula profissionais a trabalharem com elevado padrão de qualidade nos serviços


Turma da 9ª edição da ação cultural educativa "Aprenda a Organizar um Show" em Belo Horizonte


Por Alê Barreto*


Cheguei em casa da aula do MBA em Gestão Cultural e liguei a TV. Na Record, Dilma falou que é contra o aborto, o Serra falou que não está oferecendo cargos para ninguém, uma reportagem mostrou que vários eleitores não lembram em quem votaram e Lula discursou em algum lugar falando bem das UPPs (unidades de polícia pacificadora, uma política pública do governo Sérgio Cabral no estado do Rio de Janeiro). Em meio ao turbilhão destas e outras notícias do dia, pensei em dar continuidade as minhas impressões sobre a visita à 29ª Bienal de São Paulo, a convite do Blog Fatos e Dados da Petrobras. Há mais assuntos que preciso compartilhar sobre esta importante ação cultural. Contudo, lembrei que nem todo mundo que lê este blog é oriundo da área de artes visuais e que a razão de ser dos conteúdos do Produtor Cultural Independente é conectar pessoas interessadas no desenvolvimento do campo da produção cultural. Assim, vou me permitir falar da Bienal e de outros assuntos, alternadamente.

Semana passada, folheando a revista IstoÉ de 29 de setembro, me deparei com a seguinte frase: "Empresa brasileira leva golpe em turnê de Rihanna". Na hora, não parei para ler. Hoje, pela manhã, peguei a revista, coloquei na minha mochila e fui para o metrô. Durante o meu deslocamento até o centro do Rio, li a matéria com atenção.

Fiquei pasmo! Uma empresa brasileira pagou cerca de US$ 800 mil pelos shows da Rihanna para uma produtora que não tem relação com a cantora e agora está pedindo indenização.





Pela notícia, não é só no Brasil que é preciso elevar o padrão dos serviços oferecidos no mercado cultural. É um problema em outros países também.

Fatos como este me levam sempre a alertar meus alunos que cuidado e atenção na produção de um show nunca é demais. Na minha última turma do curso "Aprenda a Organizar um Show", em Belo Horizonte, debati com os participantes que é muito importante fazer check-lists das necessidades de produção e contar com serviços de advogados, para minimizar riscos.

Está acabando a era em que as pessoas ficavam acomodadas, afirmando a célebre frase "eu já sei fazer". Se você estudar e aprofundar a reflexão sobre suas práticas profissionais, sempre encontrará oportunidades para elevar o padrão dos serviços que oferece aos seus clientes.

Quando for contratar um show, lembre-se:

- verifique se a pessoa que está fazendo contato com você realmente tem autorização do artista ou de seu representante para efetuar a negociação do espetáculo;

- antes de assinar qualquer contrato, consulte um advogado;

- antes de fazer qualquer pagamento, certifique-se de todas as maneiras possíveis de que está negociando com uma pessoa idônea.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

sábado, dezembro 19, 2009

Devagar: ainda há tempo para realizar muita coisa




Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Está virando moda as pessoas diminuirem o tempo e sofrerem com esta diminuição. Pelo menos na área cultural isso tem acontecido com uma certa frequência. Eu encontrei gente aqui no RJ em junho que me disse "acabou o ano". Depois ouvi essa frase em agosto, setembro, outubro, novembro. Agora em dezembro, mesma coisa. Só que não tinha acabado o ano. E ainda não acabou o ano.

Você pode estar achando que eu estou sendo radical e que "acabou o ano" era só uma expressão. De fato, "acabou o ano" é uma expressão. Mas quando pronunciada em rede, por muitas vozes, repetidamente, a expressão dá origem a um discurso que dá preferência para o olhar sobre o que não conseguiremos realizar ao invés de valorizarmos o que é possível fazer com o tempo que temos.

Esta dificuldade de lidar com o concreto, que é o tempo que de fato temos, ocasionada pela turbulência do culto da velocidade, precisa ser repensada, principalmente na área cultural. A improdutividade é muito alta ainda no setor cultural. A dificuldade de entender e gerenciar o tempo é uma das causas.

Se você presta serviços como produtor freelancer, pare de pensar que sempre tem que sair correndo e atender todo mundo a qualquer hora do dia ou da noite todos os dias da semana. Se você está fazendo isso, dificilmente terá tempo para avaliar como está usando o seu tempo. E nesta situação, é muito provável que você esteja ganhando bem menos do que você tem capacidade de ganhar e que você já tenha se acostumado a trabalhar em péssimas condições e ambientes de trabalho. Você pode escolher. Mas precisa ter tempo para isso.

Se você tem uma empresa de produção e contrata equipes, comece a pensar que o hábito de chamar as pessoas em cima da hora só porque você tem o poder de contratar não constrói nada no médio e longo prazo. Provavelmente as pessoas estão trabalhando para você como mercenários. Trabalham só pela grana. Ninguém gosta de desorganização. Na primeira oportunidade que receberem uma proposta melhor, irão abandoná-lo. Assim, você irá ao longo dos anos sempre ter que inventar a roda de novo. Todo ano terá que formar uma nova equipe que nunca se envolve e "abraça" o projeto.

Fiz esta breve introdução para indicar a todos a leitura



do livro "Devagar" do jornalista escocês Carl Honore. Traz idéias muito interessantes sobre a percepção do tempo. Tão importante quanto aprender a administrar o tempo é buscar entender como ele está sendo percebido nos dias de hoje.

Está sem tempo para ler? Olhe com atenção o calendário. Há tempo sim. De hoje até a meia noite do dia 31 de dezembro de 2009 temos ainda 12 dias (quase 50% de um mês).