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sexta-feira, abril 21, 2017

O que é um projeto inovador? O que é um projeto relevante?


Brazilian Way - O Filme" pretende contar uma história do cinema brasileiro




Por Alê Barreto *



Duas palavras estão na moda: inovação e relevância. Por estarem na moda, acabamos repetindo, muitas vezes sem nos darmos conta do que significam. Inovação remete "ao que é novo", "coisa nova", "novidade". E relevante é como relevo, ou seja, "algo que se salienta", "algo que se sobressai". Mas relevante tem também um importante significado que é de algo "que tem importância".

Apelamos para a necessidade de "inovação" toda vez que percebemos que uma determinada forma de pensar ou de fazer algo não dá conta de resolver um determinado problema. E para escolher qual é a melhor opção inovadora, buscamos como critério de escolha a "relevância", aquilo que parece ter mais importância.

A avaliação do quanto algo é inovador ou relevante é subjetiva. Varia conforme o olhar de quem está avaliando. Mesmo sendo questionável o quanto algo é ou não inovador, ou o quanto algo é ou não relevante, cada vez mais governos e empresas utilizam inovação e relevância como critérios para investimentos em projetos.

O algoritmo do Facebook, o algoritmo do Google, etc, todos eles mapeiam nossas preferências, pelas nossas curtidas, comentários nas postagens, pela nossa troca de mensagens, e vão verificando qual conteúdo é mais relevante (importante) para nós.

Não existe uma tabela mundial que diga o que é mais ou menos inovador, ou que garanta que algo é mais ou menos relevante. Tudo depende de quem avalia.

Mas afinal, como saber o que é um projeto inovador? Como saber o que é um projeto relevante? Uma boa forma é fazer uma estimativa da repercussão que o projeto terá. Vou dar um exemplo.


Rod Carvalho produziu "Brazilian Way - O Filme" durante 6 anos, sem qualquer lei de incentivo ou patrocínio


Considero que o documentário "Brazilian Way" de Rod Carvalho, que está com uma campanha para obtenção de financiamento coletivo no Catarse, é um projeto inovador e relevante. Inovador porque se propõe a fazer algo novo: contar como funciona o cinema brasileiro. Relevante porque ao trazer para o debate a opinião de técnicos, diretores, roteiristas e inúmeros profissionais da cadeia produtiva do cinema brasileiro, Rod dará mais visibilidade para os desafios que permeiam a produção, distribuição, comercialização e consumo de filmes produzidos em nosso país.

A inovação de contar a história do cinema brasileiro poderá estimular muitas outras pessoas a contarem outras versões ou detalhes desta história.

Discutir o fluxo e os gargalos da indústria nacional do cinema poderá estimular a atração de investimentos para o setor.



"Brazilian Way - O Filme" tem depoimentos de diretores do cinema brasileiro como José Padilha




Mesmo eu tendo detalhado quais foram os meus critérios para eleger "Brazilian Way - O Filme" como inovador e relevante, talvez você tenha outra opinião.

Faça um exercício sobre inovação e relevância. Entre no site da campanha, leia o conteúdo e assista os vídeos promo do projeto. Se também achar que é uma ação inovadora e relevante, já aproveite para se tornar um apoiador do projeto.


Leia também:

Qual é a sua prioridade?

Ministério da Cultura e Universidade Federal do Rio Grande do Sul lançam a coleção "Atlas Econômico da Cultura Brasileira

Marketing é importante para um artista?




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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sábado, fevereiro 11, 2017

Inovação precisa ir além da estética. Precisamos inovar na distribuição, comercialização e consumo dos serviços.


MoviePass está inovando no conceito de ir ao cinema




Por Alê Barreto *



Falar que o brasileiro, que a cultura brasileira ou que a arte brasileira são repletos de diversidade, criatividade e inovação já virou lugar comum. Os poucos que se atrevem a discordar desta unanimidade, na melhor hipótese, são condenados a uma espécie de prisão na Sibéria do esquecimento. Na pior hipótese, primeiro são linchados virtualmente no Facebook, Twitter, Instagram, para depois serem condenados a Sibéria do esquecimento. Vou me arriscar a falar sobre este assunto. Por favor, não me mande para Sibéria e nem me linche. Estou apenas conversando.

Se você observar, somos os reis da participação em redes sociais. Mas nenhuma destas rede sociais que hoje somos reis da participação estão sob controle de empresários brasileiros. O que chamam hoje de "ápice" do ecossistema de inovação do mundo, está onde? Vale do Silício, EUA.

Face a isso, alguns adotam a postura "vamos nos aliar a eles". Sim, concordo. Temos que aproveitar a tecnologia que já é produzida em outros países. Mas está também na hora de criarmos de uma vez por toda, em cada estado do Brasil, centros permanentes de pesquisa em inovação.

Quando falo em inovação, não falo só de tubos de ensaio, de aceleradores de partículas ou de usinas nucleares. Falo de inovação em distribuição, comercialização e consumo. A maioria dos modelos de negócio existentes no Brasil, inclusive nos setores de arte, comunicação, cultura e entretenimento, não dão conta do potencial do nosso jeito brasileiro de consumir. Acabamos por adotar para nosso mercado interno algo que oscila entre muito básico (com escassas opções e benefícios) ou o que é adotado em outros países. Do mais simples ao mais complexo. Um bom exemplo disso é o táxi. Sempre teve problemas esse serviço no Brasil. Desenvolvemos uma tecnologia para melhorar e poder desenvolver o uso do serviço? Não. Perdemos esta oportunidade. Adotamos o Uber, porque não se investiu no passado em pesquisa sobre distribuição, comercialização e consumo de serviços no Brasil.

Falando de serviços, vejamos o caso do cinema. É inegável que o cinema produzido no Brasil deu um salto de qualidade muito grande. Vários fatores contribuíram para isso. Mas produção é uma coisa, distribuição, comercialização e consumo, é outra. Quem se dedica hoje a pesquisar inovação na distribuição, comercialização e consumo de filmes, por exemplo?

Enquanto você pensa na resposta, imagine o seguinte: nos EUA onde praticamente reside o controle absoluto de distribuição de conteúdo para salas de cinema, TV e internet, há poucos dias um executivo falou em entrevista ao Estadão que "o cinema parou de inovar". Era Mitche Lowe, um dos primeiros executivos do Netflix que agora está à frente do MoviePass. Este novo serviço é similar ao Netflix, mas a diferença é que você paga uma assinatura e assiste os filmes no cinema.

Enquanto sentamos muitas vezes em seminários, debates, mesa de bar e redes sociais para falar sobre o que falta para dinamizar o mercado brasileiro, nos EUA, onde o mercado já está dinamizado, a inovação segue a todo vapor.

Nossas expressões artísticas e culturais, sem dúvida, são inovadoras. Temos um olhar criador muito inovador. Mas a inovação precisa ir além da estética. Precisamos inovar na distribuição, comercialização e consumo dos serviços.



Leia sem pressa, também: 


O cinema parou de inovar como negócio



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terça-feira, junho 16, 2015

José Padilha fala sobre sua carreira criativa na Revista Trip

Foto: Flavio Scorsato



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com




A revista Trip publicou a entrevista “Planos de Fuga”com o cineasta José Padilha. Gostei muito. O texto de Fernanda Ezabella e as perguntas são muito instigantes e o depoimento de Padilha traz pistas muito interessantes sobre a condução de uma carreira criativa. As fotos de Flavio Scorsato (esta da postagem é uma delas) dão um toque artístico necessário e importante neste trabalho.

Ao ler, preste atenção nas seguintes questões:

- Padilha é um diretor de cinema que o que menos estudou foi cinema. Entrou na faculade para fazer engenharia, se transferiu para física, trancou, foi trabalhar em banco de investimentos e acabou indo fazer administração de empresas. Ele considera que o esporte, a leitura e estudos de lógica foram fundamentais para fazer cinema.

- O caminho – Padilha não iniciou fazendo “Tropa de Elite” (filme ganhador do Urso de Ouro do Festival de Berlim e sucesso de bilheteria) ou “Tropa de Elite 2” (também sucesso de bilheteria). Após largar o mercado financeiro, a convite de um amigo, fez um ensaio que deu origem ao documentário para TV “Os carvoeiros” (1999), onde assinou sua primeira produção e roteiro. Depois estreou em direção com o premiado documentário "Ônibus 174" (2002), sobre o episódio do sequestro de um ônibus na zona sul do Rio, em 2000, por um rapaz que havia sobrevivido à chacina da Candelária, em 1993. Padilha fez também “Garapa” (2009), um documentário sobre a fome. Se você só conhece Tropa de Elite, conheça também estes outros filmes.

- O mito de Hollywood – ao ser indagado sobre sua relação com Hollywood, glamour, Padilha afirma: ”(...) Hollywood é um bairro e um letreiro. Essa coisa de: "ah, o cara está lá no glamour de Hollywood", isso não existe, é que nem acreditar na Ilha de Caras, né?“.

-Destino dos recursos de audiovisual no Brasil – o cineasta cita que “(...) É difícil levantar dinheiro para fazer filme. Qual o último filme brasileiro que o Fernando Meirelles fez? O último do Walter Salles? Difícil! Porque os recursos vão para essas comédias televisivas. São televisivas mesmo, vamos falar logo a verdade. É televisiva e é ruim, é baixa qualidade, péssimo roteiro, é ruim. Nada contra o cara fazer um business e ganhar dinheiro, mas a qualidade artística é ruim. E muita parte do recurso do audiovisual vai para isso”.



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quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Consumo: informe anual da Ancine mostra que a renda bruta nas bilheterias dos cinemas brasileiros alcançou o valor de R$ 1,44 bilhão em 2011



‘De Pernas pro Ar’: campeão brasileiro de bilheteria em 2011



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



A notícia é tão boa que transcrevo na íntegra.

30/01/2012 17:34
Informe Anual da ANCINE mostra que público e renda cresceram em 2011
Sete lançamentos nacionais superaram a marca de 1 milhão de espectadores

Os números finais das bilheterias dos cinemas em 2011 confirmaram a tendência de alta verificada desde o início do ano no mercado brasileiro. O número total de ingressos vendidos chegou a 143,9 milhões, e a renda bruta nas bilheterias dos cinemas alcançou o valor de R$ 1,44 bilhão, estabelecendo novos recordes e colocando o Brasil entre os mercados cinematográficos mais importantes do mundo. Esses e outros dados integram o Informe Anual de Acompanhamento de Mercado 2011 – Filmes e Bilheterias, divulgado nesta segunda-feira pela ANCINE.

A bilheteria dos filmes brasileiros, com quase 18 milhões de ingressos vendidos e mais de R$ 163 milhões de renda bruta, ficou entre as três melhores dos dez últimos anos, em números absolutos.

“O número de filmes de longa-metragem brasileiros lançados, 99 no total, foi o maior dos últimos 10 anos”, sublinha o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel. “Também vale destacar que sete filmes brasileiros venderam mais de 1 milhão de ingressos, o que indica uma concentração menor de público em poucos títulos nacionais.”

O ano de 2011 também rendeu recordes para os filmes estrangeiros exibidos no Brasil. A renda bruta de bilheteria dos filmes estrangeiros foi de R$ 1,27 bilhão, tendo dobrado de valor em cinco anos. Isso reflete um crescimento do número de ingressos vendidos de cerca de 60% e um aumento do preço médio dos ingressos de 30%, no mesmo intervalo.

Em relação a 2010, a queda da bilheteria dos filmes brasileiros em cerca de 30%, tanto em termos de ingressos vendidos como em renda bruta, é resultado da ausência, em 2011, de megassucessos de bilheteria comparáveis a ‘Tropa de Elite 2’ ou ‘Nosso Lar’, maiores responsáveis pelos excelentes resultados no ano anterior. A participação dos filmes brasileiros no mercado de exibição em salas (market share) em 2011 ficou em 12,4%.

Três filmes brasileiros ficaram entre as 20 maiores bilheterias do ano: ‘De Pernas pro Ar’, ‘Cilada.com’ e ‘Bruna Surfistinha’. Também se destacaram ‘Assalto ao Banco Central’, ‘O Palhaço’, ‘O Homem do Futuro’ e ‘Qualquer Gato Vira-Lata’, todos com resultados de público acima de um milhão de ingressos.

As distribuidoras brasileiras independentes mantiveram a sua tendência de crescimento, tendo assegurado uma participação de mercado de 27,5% no total de filmes exibidos e de 69,0% na exibição de filmes brasileiros.

O Preço Médio do Ingresso (PMI) foi de R$ 9,99, sendo que os filmes brasileiros apresentaram PMI de R$ 9,14 e os filmes estrangeiros apresentaram PMI de R$ 10,11. A diferença se explica pelo ingresso mais caro cobrado nas salas 3D, onde predominam lançamentos estrangeiros.

O Informe Anual consolida assim os dados de mercado no período de 31 de dezembro de 2010 a 5 de janeiro de 2012.

Confira aqui as 20 Maiores Bilheterias do Ano.


Fonte: Ancine


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Estude nos próximos cursos do Produtor Cultural Independente em São Paulo



Turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" realizado no Rio de Janeiro em 2011



Junte-se as




16 pessoas que já estão inscritas nas próximas turmas em São Paulo!


1 - Que dias serão os cursos?

O curso "Aprenda a Organizar um Show" está previsto para dia 25 de fevereiro (sábado, manhã e tarde, das 8h às 17h30min)

O curso "Aprenda a Produzir um Artista" está previsto para dia 26 de fevereiro (domingo, manhã e tarde, das 8h às 17h30min)


2 - Quanto é o valor de cada curso?

O valor de cada curso é R$ 180,00. Mas para quem fizer inscrições até o dia 12 de fevereiro, será concedido um desconto de 15%, o que faz com que você pague R$ 153,00 cada curso.


3 - As vagas são limitadas?

Sim. E não é possível fazer reserva de vagas sem a inscrição.

Importante: não vou com frequência à São Paulo. Aproveite.


4 - Como fazer a inscrição?


Clique aqui e se inscreva no curso "Aprenda a Organizar um Show" - inscrições até 12 de fevereiro

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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.

É um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

domingo, agosto 21, 2011

Cinema: Fundação CSN lança programa que valoriza diversidade cultural e a memória


Entrevista sobre Memória com Laís Bodanzky


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Recebi da assessoria de imprensa da Fundação CSN uma ótima notícia: foi lançada a primeira edição do programa Histórias que Ficam. Serão selecionados projetos de diferentes regiões brasileiras, do gênero documentário, com tema memória. A iniciativa busca apoiar criações audiovisuais, revelando a diversidade da produção nacional.

O programa Histórias que Ficam irá oferecer consultoria especializada para os realizadores contemplados durante todas as etapas de produção dos documentários. Para isso, reuniu uma equipe de diretores, roteiristas, produtores e montadores experientes, tais como Eduardo Coutinho, Marcelo Gomes, Luis Bolognesi, Daniela Capelato, Karen Harley, Guilherme Coelho, Leonardo Edde e Waldir Xavier.

O programa Histórias que Ficam conta com recursos da Lei Rouanet.

Saiba mais sobre o programa


Fundação CSN

Uma das cinco maiores investidoras de cinema no Brasil, a CSN tem como braço social a Fundação CSN, responsável por iniciativas que contribuem para o desenvolvimento social e econômico das comunidades nas quais atua.

Somente no campo do audiovisual, foram 36 filmes desenvolvidos com o apoio da CSN, entre os anos de 2004 e 2010 – boa parte deles de caráter documental. No catálogo de obras realizadas com o apoio da empresa estão títulos como “Tropa de Elite” (I e II), “Terra Vermelha”, “Eu e Meu Guarda-Chuva”, “O Contador de Histórias”, “Besouro”, além dos documentários “A Raça-Síntese de Joãosinho Trinta”, “Doutores da Alegria”, “Fordlândia” e “Garapa”.

A empresa patrocina outras iniciativas culturais e sociais rigorosamente selecionadas. Entre os projetos que receberam apoio estão a exposição “Lúcio Costa - O Arquiteto”, em comemoração aos 50 anos de Brasília, o livro “Direitos Humanos - Imagens do Brasil”, o projeto de construção da Biblioteca Brasiliana na USP, com o acervo de Guita e José Mindlin e o Museu de Congonhas (Centro de Referência do Barroco e Estudos da Pedra).

Nos últimos anos, a CSN incentivou R$ 88 milhões em projetos culturais, sendo R$ 16,6 milhões em filmes (Leis do Audiovisual, Rouanet e ProAC).

Saiba mais sobre a Fundação CSN

Fonte: A Dupla Informação - aduplainformacao@gmail.com
Fábio Gomides – (31) 9693-2767
Ariane Lemos – (31) 9751-0445
Conceição Cruz – (31)8672-8791
Cristiana Brandão – (11)6367-7071


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



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domingo, junho 12, 2011

A liberdade de fazer exercícios criativos sem obrigação de ter uma proposta




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Hoje assisti a entrevista que o diretor Hector Babenco concedeu ao programa Almanaque da Globo News. Tentei procurar o conteúdo livre no site do programa, mas ainda não está disponível. Quando estiver, com certeza irei colocar o link aqui no blog.

Geralmente as entrevistas com intelectuais do mercado de arte, comunicação, cultura e entretenimento são pautadas no sucesso de suas produções, o qual muitas vezes é percebido somente do ponto de vista da quantidade de pessoas que assistiu o filme, a peça, etc. Neste programa, o enfoque foi mais inteligente.

Durante a entrevista, Hector Babenco fala sobre o espetáculo "Hell", sua terceira produção de teatro, e sobre aspectos muito interessantes de seu trabalho como cineasta.



Na descrição de um trailer do espetáculo que está no youtube, há uma transcrição de uma fala deste diretor:

"Penso que a transposição desde texto para dramaturgia de dois atores possa de alguma forma flagrar um instante de vida onde a vida real parece impossível. Gostaria de entregar no palco a sensação do fracasso do amor, entre pessoas que tem tudo para serem felizes e que são impedidas pelos vícios ou por um comportamento doentio delas mesma".



O pensamento citado por Babenco poderia estar sendo interpretado como uma "missão" do espetáculo. Mas não é. Babenco explicou durante a entrevista que não há uma proposta, pois a peça Hell é um exercício intelectual. Esta afirmação, na minha opinião, é muito importante. Há uma certa noção difundida no meio do teatro de que um espetáculo tem que ter uma proposta, caso contrário seria mero entretenimento. Eu não concordo com esta noção. Ao "não ter proposta" Babenco estimula a liberdade necessária para a arte. O poeta Manoel de Barros afirmou também que sua poesia não serve para nada. Muitos outros criadores também pensam assim. Existe a possibilidade de exercermos a nossa liberdade criativa.


Trecho do espetáculo "Hell", uma adaptação para teatro do livro de Lolita Pillè, feita por Hector Babenco e Marco Antonio Braz


Babenco fala também de relações com artistas de seus filmes, das interferências que ocorrem na condução de um processo criativo e das características de se dirigir um filme e uma peça de teatro.

Abre parênteses para uma curiosidade sobre a importância do trabalho deste diretor. Babenco introduziu no Brasil a função de "preparador de elenco" em 1981, durante a produção do filme "Pixote: A Lei do Mais Fraco”. Fátima Toledo foi a primeira preparadora de elenco do cinema brasileiro. Fecha parênteses.

A entrevista de Babenco para o Almanaque Globo News é uma verdadeira aula de administração, produção e gestão cultural. Me despertou a curiosidade por conhecer mais o pensamento deste diretor, assistir o espetáculo e trabalhar estas visões em minhas consultorias e cursos.

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terça-feira, março 15, 2011

Pesquisadora Hadija Chalupe fala sobre distribuição de filmes nacionais




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muita gente acredita que o sucesso de algum produto cultural é determinado pelo maior ou menor investimento marketing, propaganda em televisão e outros meios de divulgação. Claro que isso contribui, mas não é tudo.

Sobre esta questão há um artigo muito bom de Hadija Chalupe intitulado "Modelos de Distribuição do Filme Nacional", que li na última



Revista Observatório n. 10 que recebi do Observatório do Itaú Cultural (esta revista é uma referência para quem gosta de cultura). Mesmo tendo como foco o cinema, e mais especificamente os filmes nacionais, esta brilhante pesquisadora faz uma interessante análise que instiga produtores culturais independentes e profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento a pensar sobre a distribuição de outros produtos culturais.

Leia este texto na íntegra.


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sábado, março 12, 2011

Assista o filme "Lixo Extraordinário"



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Um filme para ampliar o imaginário de um produtor cultural independente: o Lixo Extraordinário.




Neste documentário o artista plástico Vik Muniz se junta a




catadores de lixo do maior aterro sanitário do mundo.





Transformam lixo em arte e




Conheça também o site do filme: www.lixoextraordinario.net


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Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


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quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Você sabe interpretar o que lê?


Filme "A Vida é um Sopro", documentário sobre o arquiteto Oscar Niemeyer, um grande ser humano que a vida inteira ampliou sua leitura do mundo


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Ler é algo que vai além das letras. Lemos imagens. Lemos os sons. Lemos as superfícies. Lemos os sabores. Lemos os aromas. Lemos as emoções.

Esta leitura pode ser mais ou menos atenta. Para alguém que deseja trabalhar com arte, comunicação, cultura e entretenimento, penso que é interessante que a leitura seja cada vez mais atenta, pois lidamos com um número muito grande de informações, de conteúdos. É fácil se perder.

Compartilho aqui três sugestões para que nossa leitura seja cada vez mais atenta.


Selecione as fontes que alimentam sua leitura

Leitura é como comida. O necessário é suficiente e nos mantém saudáveis. O excesso traz prejuízos.

Escolha algumas fontes e se nutra com elas. Blogs, TV, revistas impressas, redes sociais, as opções são as mais variadas.


Substitua o medo de escolher e pelo prazer de decidir o que quer ler

É muito comum se buscar assinar todas as newsletters, todos os clippings, todas as revistas, todos os jornais, todas as listas de e-mails, etc., pelo medo de escolher que informações realmente queremos dedicar um tempo para ler. Talvez se pense que é bom estar ligado em tudo para evitar o risco de estar desatualizado.

Experimente substituir o medo de escolher, o medo de errar em talvez não escolher a melhor fonte de informação pelo prazer de decidir o que quer ler. Quem decide o que quer ler acaba tendo mais atenção e percebe com mais clareza o que lhe serve, o que é desnecessário e o que necessita ser procurado.


Aprenda a interpretar o que você lê

Evite ler um texto como alguém que lê um dogma. Qualquer texto pode ser pensado. Qualquer vídeo pode ser discutido. Qualquer música pode ser debatida.

Quando você gostar muito de algo que lê, lembre-se que tendemos a dar crédito excessivo para um autor que confirma aquilo que já pensávamos. Mas se nós e o autor estivermos equivocados, a crença "cega" nesta fonte poderá nos fazer ampliar o nosso equívoco.

Procure saber quem é o autor, o que faz, quais são seus alinhamentos ideológicos, suas percepções políticas, sua história de vida, o contexto em que escreveu seus textos. Isso lhe ajudará a interpretar melhor o que você lê.


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Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


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Alê Barreto é cliente do Itaú.

terça-feira, janeiro 18, 2011

O convívio com o artista é fundamental para um bom trabalho de produção


O cineasta Pedro Cezar, diretor do documentário "Só Dez Por Cento é Mentira", fala das afinidades de seu processo criativo com o poeta mato-grossense Manoel de Barros


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Meses atrás, publiquei um vídeo do projeto "Produção Cultural no Brasil" feito com o Ruy Cezar, um importante produtor baiano que acredita na importância do afeto na relação entre produtor e artista.

Na edição de janeiro da Revista Bravo, este tema é aprofundado na reportagem "Cenas de quatro casamentos", de Nina Rahe. Mostra quatro documentários que foram produzidos tendo como um importante elemento a convivência entre o diretor do filme e o biografado. Os filmes são "José e Pilar", do diretor Miguel Gonçalves Mendes, sobre o escritor português José Saramago, "Nelson Freire", de João Moreira Salles, sobre a vida deste pianista, "Só dez por cento é mentira", de Pedro Cezar, sobre o poeta Manoel de Barros, e "Herbert Vianna", de Roberto Berliner, sobre a vida deste músico.

Assista acima o depoimento de Pedro Cezar e perceba o quanto um produto cultural pode ter maior qualidade a partir do conhecimento e das vivências do idealizador do projeto.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

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sexta-feira, outubro 08, 2010

Tropa de Elite 2: entenda o processo do filme




Por Alê Barreto*


Em 2008, quando o cineasta Breno Silveira lançou o filme "Era uma vez" (na minha opinião, excelente), especulou-se que seria o fim de um ciclo de filmes que retratavam as periferias do Rio de Janeiro. Chegou-se a afirmar que os cineastas não teriam mais interesse sobre este tema. A realidade mostrou-se outra: este ano Cacá Diegues lançou "5 Vezes Favela - Agora por nós mesmos" e ontem foi a estréia de "Tropa de Elite 2", de José Padilha.

Pensei nisso enquanto assisti ao programa "Starte" da Globo News, no qual a repórter Bianca Ramoneda faz um raio "X" sobre o processo do Tropa de Elite 2. Para nós produtores culturais independentes, é fundamental entendermos uma ação cultural de vários pontos de vista.



Veja o programa no site da Globo News e ouça as opiniões do diretor, da preparadora de atores Fátima Toledo, do ator Sandro Rocha, do policial civil Bruno D'elia e do Wagner Moura.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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alebarreto@produtorindependente.com

domingo, julho 11, 2010

Conheça o projeto 5 Vezes Favela - Agora por nós mesmos





Por Alê Barreto*


Este domingo vai rolar uma oportunidade excelente de aprimorar seu pensamento crítico, aprender sobre cinema e ampliar o seu olhar como produtor ou gestor cultural.

A TV Brasil vai exibir às 20h no programa Conexão Roberto D'Avila uma entrevista com o cineasta cineasta Cacá Diegues e a produtora Renata Magalhães.

O tema da reportagem é a produção do filme 5 Vezes Favela – Agora Por Nós Mesmos, que foi lançado em maio, no último Festival de Cannes.

A produção deste audiovisual tem como ponto de partida o longa metragem 5 Vezes Favela, que retratou a vida das pessoas que viviam nas favelas do Rio de Janeiro em 1962. Na época o filme foi realizado por jovens cineastas e produzido pelo Centro Popular de Cultura – o CPC – da UNE.

5 Vezes Favela - Agora por nós mesmos foi realizado por jovens de comunidades que participaram de um curso que contou com a participação de Nelson Pereira dos Santos, Rui Guerra, Daniel Filho, os irmãos Salles e o próprio Cacá Diegues, entre outros.




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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.