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quarta-feira, janeiro 02, 2013

Sugestões simples e práticas para o ano começar mais produtivo para produtores independentes






Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Dia 02 de janeiro, quarta-feira, primeiro dia útil de 2013. Em geral, produtores culturais independentes são profissionais informais, autônomos, liberais ou empreendedores formalizados. Nestas formas de organização do trabalho, 
a administração das atividades ao longo do tempo, também conhecida universalmente como "administração do tempo", é uma função estratégica.

Aqui vão duas sugestões simples e práticas para o ano começar mais produtivo.


Revise rapidamente 2012
Olhe suas agendas, cadernos, computador, e-mails, etc e faça um resumo:

- propostas encaminhadas;
- orçamentos que precisam ainda ser feitos;
- pessoas com quem foi iniciado um relacionamento;
- ideias que você teve que podem melhorar os seus projetos, planos de negócio e ações em andamento.

Exemplo baseado em fatos reais: olhando meu gmail, percebi que tive um volume de 1.600 mensagens via e-mail, das quais necessito ainda responder 215, que acumularam de outubro a dezembro. Se você solicitou orçamento, informações, etc e ainda não recebeu, provavelmente você é um destes 215. 

Fazendo esta análise, eu ordenei o que estava atrasado e criei condições reais para atender as pessoas que estão aguardando.


Metas: o que é prioridade para 2013?

Após ter revisado seu ano de 2012, procure avaliar:

- que propostas precisam ser encaminhadas primeiro;
- que orçamentos precisam ser elaborados e enviados primeiro;
- que pessoas é preciso retomar o contato para ativar o relacionamento o mais breve possível;
- que ideias devem ser trabalhadas para melhorar os seus projetos, planos de negócio e ações em andamento.



Exemplo baseado em fatos reais: mesmo sabendo que tenho 215 e-mails para responder, tenho ainda muitas anotações de melhorias que preciso implantar em meu trabalho e novos projetos, planos de negócio e ações em andamento.

Ao pensar nas prioridades para 2013, eu começo a ordenar as minhas ações, dando prioridade para o que terá um maior impacto na minha atividade profissional.


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Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos.

Mora na cidade do Rio de Janeiro. É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural



Ministra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural e é um dos articuladores do projeto Solos Culturais, desenvolvido pelo Observatório de Favelas em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, com patrocínio da Petrobras.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Três dicas para dinamizar seu projeto independente no carnaval


Entrudo na Rua do Ouvidor/Angelo Agostini (1884)


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


É uma unanimidade que a festa mais conhecida do Brasil está chegando. Mas nem tudo no carnaval é unanimidade. Nem todo mundo curte o carnaval. E nem todo mundo que curte o carnaval, curte da mesma maneira.

Então lembrei de dar três dicas para dinamizar seu projeto independente no carnaval.


Aprenda a aproveitar melhor o seu tempo

Geralmente estamos reclamando que não temos tempo. Durante toda a semana fazemos isso. Chega o final de semana e nos perguntamos "o que eu vou fazer neste findi"?

A mesma coisa acontece durante o ano: reclamamos da falta de tempo. Contudo, aqueles que não vão sambar na avenida ou viajar, começam a pedir dicas para todo mundo sobre o que podem fazer no carnaval.

Eu acho que uma boa maneira é utilizar uma parte deste período para colocar a casa em ordem e dar continuidade para ações que estavam paradas aguardando "termos mais tempo".

Ação prática: separe uma parte de cada dia para retomar suas atividades de organização do seu projeto independente.


Aprenda a organizar melhor o seu projeto

Você já parou para pensar que sua vontade de tocar, de produzir shows, pode ser mais que um simples desejo? Muitas vezes descobrimos que no fundo queremos com isso criar um "projeto de vida" independente.

Ação prática: pegue papel e caneta, saia para caminhar e vá anotando tudo que você acha que precisa ser organizado em sua vida para que você possa levar adiante o seu projeto de vida independente. Precisa estudar mais guitarra? Precisa estudar mais história da arte? Precisa aprender outro idioma? Precisa melhorar sua formação em produção cultural? Anote tudo.


Aprenda a priorizar

Uma vez tendo separado um tempo para começar a organizar tudo que é necessário para que o seu projeto independente avance, está na hora de aprender a priorizar.

O rapper BNegão ensina em uma de suas músicas: "Priorize o que fará diferença na sua passagem".

Ação prática: olhe tudo que você relacionou como necessário para o seu projeto independente e marque o que considera mais importante. Se no final tiver marcado quase tudo, refaça a tarefa. Procure escolher que atividades tem efeito multiplicador, aquelas que quando forem concluídas irão contribuir para que outras tantas aconteçam.


Simples? Sim. Agora você já sabe o que pode ser feito durante o carnaval. Mas não seja fanático. Aproveite também para rir e brincar.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

O método, a leveza, a delicadeza, a capacidade de ouvir e gerar resposta do outro e aprender a priorizar


"Discurso do Método" - Descartes


Alê Barreto (produtor cultural independente)


Depois de apresentar conteúdos relacionados a novas formas de organizar a cultura ("O que são coletivos?", "Coletivo Catraia"), as novas formas de expressão da cultura (video game), eventos culturais (Conferência Livre de Cultura em SP), bibliografias e sugestões de micro patrocínio para captação de recursos, durante este mês de dezembro, vamos pensar mais. Pensar sobre como estão sendo construídos e gestionados nossos arranjos de trabalho na área de produção cultural. Para isso, quero falar um pouco sobre expectativas, método, apresentar falas da professora Heloisa Buarque de Holanda sobre leveza, a delicadeza, a capacidade de ouvir e gerar resposta do outro, priorizar para lidar com o excesso de atividades e sugerir algumas reflexões.


Expectativa

Na medida que vou exercendo minha atividade, percebo que muitas pessoas projetam na figura do produtor cultural o papel de salvador da pátria, assim como se faz com líderes, políticos, etc. Se espera tudo do produtor cultural, mas esta "expectativa" muitas vezes é construída de forma equivocada. Ao invés de se incluir um pouquinho de razão e organização como ingredientes para construção de uma expectativa, as pessoas estabelecem arranjos de trabalho baseados apenas nas suas impressões, que mudam com frequência, de acordo com os seus estados emocionais.

Se você perguntar para qualquer grande artista ou intelectual o que ele espera de um produtor cultural, certamente você ouvirá ele dizer que um produtor cultural

"deve ser comprometido"

"deve dar respostas rápidas"

"deve atender o telefone no primeiro toque"

"deve responder imediatamente todo e qualquer e-mail"

"deve ser flexível, se adaptar a tudo"

"deve gerar resultados"




Método


Minha experiência em grandes empresas, nacionais e multinacionais, acompanhando todas as modas que sucessivamente o mundo corporativo produziu sobre o "perfil ideal" de trabalhador, e há quase sete anos, como empreendedor no setor cultural, tem me ensinado que todas estas exigências, juntas, sem um método, sem planejamento detalhado da dosagem equilibrada, sem se pensar a particularidade de cada situação, somente levam a improdutividade, que gera desgaste das relações humanas construídas no trabalho e, por última instância, a perda de um recurso esgotável e não-renovável que o Universo nos brindou desde que nascemos: o nosso tempo de vida.

Falar em se trabalhar com método no novo mercado de trabalho do setor cultural que está se constituindo no Brasil, onde a maior parte dos contratantes não possuem formação em administração e gestão, pode parecer muita pretensão da minha parte. Digo isso comparando a questão com a minha outra profissão, que é de administrador. A maior parte dos empresários brasileiros (multinacionais não são assim) não possuem formação em administração. Gostam de dizer: "eu não sou administrador e administro o meu negócio. Estou neste ramo há 20 anos". Se a competição neste ramo for pouco agressiva, de fato, não há motivo em se querer investir em contratar pessoas com melhor formação. Mas os tempos são outros e querendo ou não o cenário ano a ano vem se tornando mais competitivo, o que vem mudando esta cultura. Muitos empresários já entendem que, gostando ou não, é melhor contratar alguém que estudou como trabalhar com método, do que alguém que é levado pelas suas emoções e aventuras empíricas.

Uma das maiores vantagens de se trabalhar com método é que ele permite que a gente monitore a variação de nossa própria subjetividade e consiga prosseguir até atingir um resultado.

Então, a minha pretensão é maior do que falar sobre a necessidade de se trabalhar com método. A minha pretensão é continuar construindo minha carreira de trabalho sempre pautada na busca de utilizar o método como ferramenta para conseguir cada vez mais realizar melhor uma ação cultural. E minhas viagens pelo Brasil tem me mostrado que não estou sozinho nessa. Muita gente como eu, que atua há poucos anos na produção cultural, vem pensando em diferentes cidades do Brasil: precisamos trabalhar com método.



Estes dias, li a matéria "O guru do Brasil" que fala da trajetória do consultor Vicente Falconi, citado pela revista Exame como o mais influente especialista do país em gestão de empresas e governos. Toda a matéria reforça a idéia que defendo: o método é essencial para o desenvolvimento de qualquer organização. Nos anos 90, quando trabalhei como assessor técnico de programas de qualidade, ISO 9000, etc, era uma novidade na indústria. Aos poucos, esta noção foi ganhando espaço no setor de serviços. De 1999 a 2001 vivenciei no dia a dia isso, trabalhando em uma empresa do ramo de telecomunicações recém instalada no Brasil por canadenses. Toda esta idéia de se trabalhar com método, para mim, é essencial e urgente para as organizações e os profissionais que atuam no setor cultural.


A leveza, a delicadeza, a capacidade de ouvir e gerar resposta do outro e priorizar para lidar com o excesso de atividades


Mas trabalhar somente com método não é tudo. As organizações militares trabalham com método e nem sempre as pessoas se sentem bem ou felizes com isso. Tenho convicção de que é preciso aliar ao método a leveza, a delicadeza, a capacidade de ouvir e gerar resposta do outro e priorizar para lidar com o excesso de atividades.

Para falar um pouco sobre isso, apresento aqui os vídeos feitos pelo site Nós da Comunicação com a escritora Heloisa Buarque de Hollanda.


Leveza e delicadeza



Capacidade de ouvir e gerar resposta do outro



Priorizar para lidar com o excesso de atividades


Algumas reflexões

Quais são as suas expectativas em relação aos arranjos de trabalho que você constitui? Você acredita que o melhor caminho é aceitar cegamente tudo para se manter no mercado? Já pensou que você também constrói o mercado?

Já pensou que muitas pessoas devem estar procurando pessoas organizadas, que trabalhem com método e que talvez o caminho seja dar mais visibilidade ao que você faz, estar mais disponível e acessível, para que estas pessoas encontrem você?

É possível, com estratégia, comunicação, disciplina, paciência e gratidão, mudar arranjos de trabalho rígidos, em relações baseadas na leveza, delicadeza e produtividade.

Exercite sua capacidade de ouvir e gerar resposta do outro.

Entenda como o excesso de atividades atrapalha sua qualidade de vida e a produtividade do seu trabalho.