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segunda-feira, setembro 06, 2010

Sebrae capacita profissionais para mercado cultural


Jornal A GAZETA de Rio Branco/AC, 03/09/2010


Por Alê Barreto*


Ano passado fui contratado pelo Sebrae AC, a partir do contato do gestor de cultura Alex Lima, para realizar um repasse metodológico de gestão em produção cultural para Grupos Culturais do Acre, em parceria com a Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI.

Este trabalho teve como ponto de partida a visão estratégica do Sebrae/AC de buscar qualificar agentes culturais para desenvolvimento da economia criativa do estado do Acre.

O trabalho foi realizado em três etapas:

- treinamento teórico de introdução à gestão na produção cultural, no qual também ministrei o curso "Aprenda a Organizar um Show", em novembro de 2009;

- articulação dos conceitos aprendidos na capacitação com a prática. Supervisionei os grupos culturais durante uma missão realizada em Goiás em maio de 2010. Foi uma atividade importante de benchmarking acompanhando atividades práticas de produção cultural e seminários no Festival Bananada em Goiânia/GO. Esta atividade foi uma parceria entre Sebrae/GO, Coletivo Pequi de Anápolis/GO, Monstro Produtora e Rede Acreana de Cultura.

- atividade prática: produtores que passaram pela capacitação realizaram no último final de semana um festival na cidade histórica de Porto Acre.

Esta ação organizada chamou a atenção da imprensa local. Veja a matéria do jornalista Fábio Pontes publicada no jornal A GAZETA no dia 03 de setembro.


[início da matéria]


Sebrae capacita profissionais para mercado cultural

Fabio Pontes

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) capacita desde o final do ano passado um grupo de pessoas dispostas a investir em um mercado tão arriscado quanto o de ações: o cultural. Muito mais do que apenas organizar eventos, esse é um segmento que exige profissionalismo para obter credibilidade e, em seguida, lucros.

O curso tem à frente o produtor cultural independente Alê Barreto. Com uma microempresa no Rio de Janeira, Barreto mostrou sua experiência não somente como um organizador de eventos artísticos de sucesso, mas como se consolidar dentro de um eixo em que é preciso separar o joio do trigo.

Para ele, é possível o cenário cultural brasileiro ficar menos dependente do Estado, e passar a conquistar recursos junto à iniciativa privada. Mas, para isso, observa ele, é necessário um longo período de construção da credibilidade junto ao empresariado.

“Eu enxergo o setor cultural como um grande sistema, não o vejo apenas como um mercado de patrocínio, de shows”, declara

Segundo ele, o conceito da administração dentro do mundo das artes é algo novo, e de pouco conhecimento. A iniciativa do Sebrae vem a preencher essa lacuna dentro de um mercado que no Brasil torna-se cada vez mais competitivo, e onde a atuação de maus profissionais acaba por “queimar” a imagem de quem, de fato, quer fazer da cultura seu meio de vida.

“O Sebrae do Acre dá um grande exemplo para outros Estados ao estimular a organização dos seus grupos culturais. Estimular produtores independentes permitirá que as pessoas sejam mais ativas, e não fiquem apenas esperando a ação do Estado”, destaca ele. “Educar pessoas para a produção cultural é uma grande oportunidade.”

Entre os trabalhos de capacitação dos agentes culturais no Acre esteve a visita ao Festival Bananada, em Goiânia. Lá, os acreanos puderem conhecer um pouco mais da engrenagem desse setor. A partir da experiência os agentes locais criaram um próprio festival para a realidade regional.

É o Porto Arte Festival. A cidade escolhida foi Porto Acre. Apesar de ser um dos símbolos da Revolução Acreana, a cidade não disponibiliza desses tipos de eventos que contribuam na elevação do nível cultural e educacional da sociedade. O evento acontece desta sexta-feira a domingo.

[fim da matéria]

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

domingo, março 28, 2010

Últimos dias para inscrição na Rede de Notícias Culturais Sustentáveis



Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dia 06 de fevereiro publiquei neste blog o meu mais novo projeto: a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis. Esta rede tem o objetivo de trocar informações trazendo benefícios mútuos a todos participantes.

Mas veja bem: não se trata de mais uma lista de discussão ou de cadastro de newsletter. A rede será construída e desenvolvida tendo como princípio fundamental a troca. Ou seja, para participar, seus membros deverão compartilhar informações.

Se você dedica boa parte do seu tempo para que sua ação ou empreendimento cultural cresça, se você busca aprender e tem vontade de aprender e se você acredita que isso é possível através da cooperação, faça parte da desta rede.


O que é a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis?

É uma rede informal que tem por objetivo conectar e estabelecer um diálogo permanente entre pessoas, grupos organizados, instituições públicas ou privadas que possuam produtos, serviços, cases de sucesso, técnicas ou metodologias que possam contribuir para a sustentabilidade de ações culturais.


Como irá funcionar?

No primeiro momento, a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis irá dar origem a um folheto informativo, no qual serão compartilhadas as informações via e-mail entre os membros da rede.


Que tipos de informações podem ser compartilhadas?

A ideia que que cada membro da rede divulgue como estão conseguindo sustentar suas ações culturais ou como pessoas e instituições em sua cidade estão fazendo isso.


Quem pode participar?

A Rede de Notícias Culturais Sustentáveis quer criar uma "ponte" entre as pessoas que acreditam ser importante compartilhar informações para melhorar a qualidade e a sustentabilidade de quem trabalha na área cultural.

Mas também são bem vindos à rede:

* Jovens e adultos que estão pensando em começar a carreira de produtor cultural.
* Produtores culturais independentes.
* Funcionários e gestores de organizações privadas e públicas do setor cultural.
* Pessoas que trabalham com articulação e organização do setor cultural no Brasil.
* Educadores interessados em ampliar o desenvolvimento de alunos do ensino fundamental e médio utilizando a cultura como recurso.
* Pessoas que atuam em outras profissões e que desejam desenvolver também a atividade de produção cultural.


Como participar?

Para participar da Rede de Notícias Culturais Sustentáveis basta enviar um e-mail para alebarreto@produtorindependente.com até 31 de março de 2010 com as seguintes informações:

Nome completo:
Sexo: ( ) masculino ( ) feminino
Idade:
Cidade: Estado:
Telefone de contato:
Categoria: ( ) pessoa física ( ) grupo organizado
( ) instituições públicas
( ) instituições privadas
Nome do produto, serviço, case de sucesso, técnica ou metodologia que pretende divulgar: _______________________
Informações detalhadas sobre o que pretende divulgar:_______________


Todos os 183 agentes culturais que seguem o blog estão convidados a participar da rede.

sábado, fevereiro 06, 2010

Produtor Cultural Independente convida parceiros para construção da Rede de Notícias Culturais Sustentáveis



Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Próximos cursos


Através das viagens que faço pelo Brasil e minhas pesquisas na internet, percebo que as iniciativas culturais que mais prosperam são aquelas em que as pessoas:

- dedicam boa parte do seu tempo para que a ação cultural ou empreendimento cresça;
- buscam aprender "como" conseguir se sustentar em suas atividades culturais;
- tem vontade aprender; não ficam achando que já sabem tudo;
- compreendem a importância de compartilhar suas tecnologias;
- organizam seu trabalho através de redes;
- percebem a importância de se planejar uma ação cultural com olhar amplo, considerando a diversidade de contextos e de públicos envolvidos.

Pensando nisso, o Produtor Cultural Independente está começando a construir a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis.

Veja como participar.


O que é a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis?

A Rede de Notícias Culturais Sustentáveis é uma rede informal que tem por objetivo conectar e estabelecer um diálogo permanente entre pessoas, grupos organizados, instituições públicas ou privadas que possuam produtos, serviços, cases de sucesso, técnicas ou metodologias que possam contribuir para a sustentabilidade de ações culturais.


Como irá funcionar?

No primeiro momento, a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis irá dar origem a um folheto informativo, no qual serão compartilhadas as informações via e-mail entre os membros da rede.


Que tipos de informações podem ser compartilhadas?

A ideia que que cada membro da rede divulgue como estão conseguindo sustentar suas ações culturais ou como pessoas e instituições em sua cidade estão fazendo isso.


Como participar?

Para participar da Rede de Notícias Culturais Sustentáveis basta enviar um e-mail para alebarreto@produtorindependente.com informando:

Nome completo:
Sexo: ( ) masculino ( ) feminino
Idade:
Cidade: Estado:
Telefone de contato:
Categoria: ( ) pessoa física ( ) grupo organizado
( ) instituições públicas
( ) instituições privadas
Nome do produto, serviço, case de sucesso, técnica ou metodologia que pretende divulgar: _______________________
Informações detalhadas sobre o que pretende divulgar:_______________


Quem pode participar?

A Rede de Notícias Culturais Sustentáveis quer criar uma "ponte" entre as pessoas que acreditam ser importante compartilhar informações para melhorar a qualidade e a sustentabilidade de quem trabalha na área cultural.

Mas também são bem vindos à rede:

* Jovens e adultos que estão pensando em começar a carreira de produtor cultural.
* Produtores culturais independentes.
* Funcionários e gestores de organizações privadas e públicas do setor cultural.
* Pessoas que trabalham com articulação e organização do setor cultural no Brasil.
* Educadores interessados em ampliar o desenvolvimento de alunos do ensino fundamental e médio utilizando a cultura como recurso.
* Pessoas que atuam em outras profissões e que desejam desenvolver também a atividade de produção cultural.


Prazos para participação na rede

As pessoas interessadas em constituir esta rede poderão enviar suas informações até 30 de março. Após esta data, será elaborado o primeiro informativo, com previsão de envio para os membros da rede até o final da primeira quinzena de abril de 2010.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Critérios para aceitar ou recusar participar de uma rede social




Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Seguido recebo convite para ingressar na comunidade de alguém no orkut, para ser fã de alguém no facebook, para entrar em grupos de discussão e para entrar em redes articuladas virtualmente. A maioria dos convites são de pessoas que nunca falei.

Não é uma reclamação. Eu inclusive fico contente de perceber que mês a mês cresce o número de pessoas interessadas em que eu participe de suas redes sociais.

A questão que fiquei pensando é a seguinte: será que as pessoas que trabalham com produção cultural independente já pararam para refletir sobre a importância de ter critérios para aceitar ou recusar participar de uma rede social?


Algumas sugestões:


- Pesquisa o convite: procure saber a trajetória de trabalho das pessoas ou organizações que estão fazendo o convite.

- Foco: aceite entrar nas redes que poderão atender o seu foco, que é aquilo que você está permanentemente buscando.

- Gestão do tempo: procure se conectar somente em redes que você tenha tempo para interagir. Estar conectado a várias redes só para "estar conectado" não alavanca o trabalho de ninguém.

- Saiba interpretar o discurso da "colaboração": sempre que alguém solicitar que você se cadastre em algo ou que disponibilize informações em rede, avalie. Colaborar não é simplesmente aceitar tudo que estão lhe pedindo. Ninguém é obrigado a colaborar com todo mundo e o tempo todo. Você escolhe quando quer colaborar, com quem quer colaborar e no que irá colaborar.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Participe do Teia: Encontro Estadual dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro e Economia Solidária



Programação do Encontro Estadual dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro
e Economia Solidária


DIA 10/10 – Sexta-feira
Local: Rua da Imprensa, 16 –Nos Pilotis do Palácio Gustavo Capanema

10:00 – Abertura - Cortejo Grupo do Centro de Cultura e Ed.Lúdica da Rocinha
- Kleber Moreyra, dançarino que faz performance de Ney Matogrosso – do Ponto de Cultura América no Coração da Baixada

De 10:00 às 20:00h terá exposição dos Produtos da Economia solidária

10:30 Grupo de Dança Jongo da Serrinha.

11:00 Oficina de Dança Jongo da Serrinha

12:00 Grupo Papo de Choro – AMC da Baixada

13:00 ALMOÇO e Exibição de Filmes do Grupo “Nós do Morro” e “Alice, Prepara o Gato!”

14:00 Coral Infantil - América no coração da Baixada

14:30 Balé Afro-contemporâneo da Casa de Cult.da Baixada

15:00 Circo Social da Casa de Cultura da Baixada

15:30 Orquestra do PIM com 55 músicos - Programa de integração pela música.

16:00 Cia de Teatro Bem Brasil do SESEF

16:30 Grupo Musical da Casa das Artes de Vila Isabel

17:00 GBCR – Grupo de Break Consciente da Rocinha

17:30 Grupo de Dança Afro do Ponto de Cultura Baixo Santa do Alto Glória

18:00 O Som das Comunidades

18:30 Balé Afro do SESEF

19:00 Grupo de Dança de Salão do SESEF


DIA 11/10 – Sábado

08:00 Recepção e inscrição de delegados, com café da manhã.
LOCAL: Auditório Gilberto Freyre

09:00 Plenária de abertura dos trabalhos, com mesa composta por:
1 representante do Fórum dos Pontos de Cultura (Alexandre Santini);
1 representante da SPPC (Juana Nunes);
1 representante da Regional do Ministério da Ceultura(Adair Rocha);
1 representante do Ministério do Trabalho (Marcelo Rodrigues) e
1 representante da Secretaria Estadual de Cultura do RJ (Marcos André).
LOCAL: Auditório Gilberto Freyre

10:00 às 12:00 - Instalação e início das atividades dos 3 Grupos de Discussão. LOCAIS: 2 grupos no 2º andar e 1 grupo no 7º andar (serão distribuídos de acordo com o número de inscrições em cada grupo).

I - Marcos Legais da Cultura

II - Fortalecimento da Rede de Pontos: local, regional e nacional

III - Sustentabilidade

13:00 às 15:00 - Finalização das atividades dos 3 Grupos de Discussão.
LOCAIS: os mesmos da parte da manhã.

15:00 às 18:00h - Plenária final
LOCAL: Auditório Gilberto Freyre

quarta-feira, setembro 17, 2008

Conheça o Programa Cultura Viva



Conteúdo extraído do site do Ministério da Cultura do Brasil


O Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC), assume a cultura, a educação e a cidadania, enquanto incentiva, preserva e promove a diversidade cultural brasileira. Por meio da Secretaria de Programas e Projetos Culturais, o MinC iniciou, em 2004, a implantação dos Pontos de Cultura, com a missão de desesconder o Brasil, reconhecer e reverenciar a cultura viva de seu povo.

O Programa Cultura Viva contempla iniciativas culturais que envolvem a comunidade em atividades de arte, cultura, cidadania e economia solidária. Essas organizações são selecionadas por meio de edital público e passam a receber recursos do Governo Federal para potencializarem seus trabalhos, seja na compra de instrumentos, figurinos, equipamentos multimídias, seja na contratação de profissionais para cursos e oficinas, produção de espetáculos e eventos culturais, entre outros.

Esta parceria entre Estado e sociedade civil é o Ponto de Cultura, que recebe a quantia de R$ 185 mil reais, divididos em cinco parcelas semestrais. Atualmente, há mais de 650 Pontos de Cultura espalhados em todo o território brasileiro. Esses Pontos de Cultura foram selecionados por meio de editais - já foram publicados quatro desde 2004 - e por meio das Redes de Pontos de Cultura. Ao lado dos Pontos de Cultura, o Programa Cultura Viva integra três ações: Cultura Digital, Griô e Escola Viva.

Saiba mais sobre o Cultura Viva


Cultura Digital

A ação Cultura Digital visa compartilhar produções simbólicas e conhecimentos tecnológicos gerados pela ação autônoma, em rede, nos Pontos de Cultura.

Suas diretrizes são interligar ações locais e promover a troca de experiências e a comunicação entre os Pontos de Cultura a partir da tecnologia digital, possibilitando a circulação da produção textual e audiovisual dos Pontos de Cultura. Cada Ponto de Cultura receberá kit de cultura digital para produção de conteúdos multimídia, permitindo a gravação de arquivos de áudio e vídeo, a publicação de páginas na Internet e a realização de programas de rádio, sempre utilizando programas em software livre.

Saiba mais sobre a ação cultura digital


Escola Viva

A ação Escola Viva tem como objetivo integrar os Pontos à escola de modo a colaborar para a construção de um conhecimento reflexivo e sensível por meio da cultura. Desta forma, o programa estará contribuindo para a expansão do capital social brasileiro – primordial no processo de sustentabilidade do desenvolvimento econômico, no qual o “saber-fazer” e o “saber-ser” de cada canto do País possa ser alargado e aprofundado, mantendo-se aberto à chegada de novas linguagens, gerando capacidades de criação, tolerância, autonomia e criatividade – imprescindíveis à construção da cidadania.

Saiba mais sobre a ação Escola Viva


Griô

o Griô é um caminhante, cantador, poeta, contador de histórias, genealogista, mediador político. É um educador popular que aprende, ensina e se torna a memória viva da tradição oral. Ele é o sangue que circula os saberes e histórias, as lutas e glórias de seu povo dando vida à rede de transmissão oral de uma região e de um país. O papel do griô aprendiz é garantir a vitalidade e continuidade das redes de transmissão oral entre as gerações, as escolas e os pontos de cultura do Brasil
(Líllian Pacheco, criadora da pedagogia Griô)

A Ação Griô Nacional, criada e inspirada pela pedagogia do ponto de cultura Grãos de Luz e Griô ( Lençóis – BA) em parceria com uma rede de 50 pontos de cultura de todo o Brasil atua com a vivência, a criação e a sistematização de práticas pedagógicas relacionadas aos saberes e fazeres da cultura oral envolvendo pontos de cultura, escolas, universidades e comunidades. A missão desta rede é criar e instituir uma política pública de estado que promova o reconhecimento do lugar político, social e econômico dos griôs e mestres de tradição oral na educação das crianças e jovens brasileiros.

Saiba mais sobre a ação Griô


Veja o mapa dos pontos de cultura

sexta-feira, maio 23, 2008

Redes de Cultura e Culturas de Resistência

Trechos do artigo do Professor Carlos R. S. Milani, cientista político e professor da UFBA, originalmente publicado no site da Escola de Administração da UFBA, que trata da importância da sistematização das práticas sociais relacionadas à promoção da cultura popular em Salvador


Diante dos inúmeros desafios que nos apresenta a globalização, o que podem fazer os movimentos sociais e os grupos organizados em redes em Salvador a fim de promover uma cultura de resistência? As respostas não devem vir exclusivamente da Universidade, mas podem ser trabalhadas, sobretudo, no âmbito dos próprios movimentos. Cabe à Universidade, penso, colaborar nesse processo, com interrogações, pesquisa realizadas em parceria e com metodologias inovadoras. Portanto, concluímos este texto com uma sugestão: que os grupos e as redes de cultura trabalhem, por exemplo, na sistematização crítica de suas práticas.

Sabemos que muitos são os motivos que podem ser enumerados para explicar por que redes de cultura encontram, freqüentemente, dificuldades no seu planejamento e na vida quotidiana: a escassez de recursos (de financiamento, mas igualmente em pessoas), a necessidade de cumprir com os prazos das agências financiadoras para obter projetos, a falta de uma formação contínua de seus gestores, a prioridade que deve ser dada às urgências de curto prazo, a distância que pode existir entre a Universidade e estes grupos sociais. É claro que tais fatores variam de acordo com o contexto de cada cidade, de cada bairro.

A sistematização pode ser uma resposta a tais dificultadas. Sistematizar é construir a memória de uma experiência, divulgar saberes relacionados a práticas culturais (lições e ensinamentos), estimular o intercâmbio e a confrontação de idéias, bem como contribuir a reconstituir visões integradas dos processos de intervenção social. Ou seja, sistematizar é contar o que uma rede de cultura faz na sua prática a fim de ajudá-la a aprender com seus próprios processos e poder, então, melhor negociar com os diversos setores envolvidos na promoção da cultura na Bahia e em Salvador.

Leia o artígo na íntegra



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