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segunda-feira, julho 03, 2023

Tem livro novo sobre elaboração de projetos: "Gestão Cultural e Mobilização de Recursos" de Daniel Bender Ludwig

Capa: Angela D. Ponsi


Por Alê Barreto


Uma das características deste blog é o compartilhamento do conhecimento. Sempre que fico sabendo do lançamento de algum livro relacionado às temáticas da produção e gestão cultural, faço questão de divulgar. 

Hoje vou falar um pouco sobre o livro "Gestão Cultural e Mobilização de Recursos: manual prático de elaboração de projeto" de Daniel Bender Ludwig. Fiz uma breve entrevista com ele, a qual transcrevo abaixo na íntegra.


Produtor Independente – Daniel, há poucos dias tomei conhecimento do lançamento do seu livro “Manual de Elaboração de Projetos”. A publicação chega em um novo momento da cultura no país, onde novamente passamos a ter um Ministério da Cultura e está em curso a operacionalização da Lei Paulo Gustavo. Qual foi sua inspiração para escrever este livro?

Daniel BenderAo longo dos anos, como  consultor e palestrante em cursos de elaboração de projetos e compreensão da Lei Rouanet, tive a oportunidade de compartilhar meu conhecimento com centenas de pessoas em cursos realizados em todo o estado. Agora, aos 57 anos e com mais de 30 anos de experiência nesse segmento, decidi retribuir um pouco do que adquiri e estou disponibilizando este manual gratuitamente. Meu objetivo é alcançar aqueles que estão realmente envolvidos na produção cultural, como produtores, dirigentes e artistas que desejam implementar seus próprios projetos. Com essa publicação, espero poder ajudar todos aqueles que estão iniciando neste campo, proporcionando-lhes acesso às informações e orientações necessárias.

 

Produtor IndependenteÉ preciso ter muita experiência para escrever e aprovar um projeto cultural?

Daniel Bender - A apresentação do projeto é altamente influenciada pelo contexto em que será realizada. No caso específico da Lei Rouanet, é imprescindível ter um entendimento profundo da legislação em vigor, assim como das suas respectivas Instruções Normativas. Essas diretrizes fornecem as bases para o processo de inscrição e são essenciais para garantir a conformidade do projeto. Além disso, é fundamental ter habilidades de escrita sólidas, a fim de comunicar de forma clara e concisa todas as informações necessárias nos campos específicos do formulário de inscrição.


Produtor Independente - Existem artistas que acham que escrever projetos é uma atividade que deve ser desempenhada somente por produtores ou gestores culturais. Qual é a sua opinião?

Daniel BenderÉ fundamental que todo artista compreenda o funcionamento do sistema de elaboração de projetos, mas é igualmente importante que eles possam se concentrar em sua arte e execução, sem a preocupação com as burocracias envolvidas. Nesse sentido, é papel do produtor cultural assumir a responsabilidade de realizar o serviço de elaboração de projetos.

Ao permitir que os artistas se dediquem plenamente à sua expressão artística, os produtores culturais assumem o papel de intermediários, traduzindo as ideias e visões artísticas em projetos viáveis e em conformidade com os requisitos legais e administrativos. Essa divisão de tarefas permite uma melhor organização e eficiência na realização de projetos culturais.

 

Produtor Independente - Todo livro estabelece um novo referencial para os conhecimentos que está abordando. Qual a sua visão com relação ao impacto que seu livro poderá trazer para o sistema cultural brasileiro?

Daniel Bender - Sempre me empenhei em transmitir o entendimento da elaboração de projetos culturais de forma simples e prática, visando permitir que tanto os iniciantes quanto os mais experientes compreendam como criar um projeto de forma eficiente, sem que isso se torne um processo tedioso e complexo.

Meu objetivo é contribuir para a quebra desse paradigma, para que tenhamos profissionais eficientes na área cultural, capacitados a desenvolver projetos com agilidade e eficácia. Acredito que, ao desmistificar a elaboração de projetos, posso empoderar os envolvidos nesse segmento, capacitando-os a transformar suas ideias em realidade de maneira mais acessível e descomplicada.

Compartilhar meu conhecimento e proporcionar recursos que facilitem a compreensão e execução de projetos culturais é a minha forma de contribuir para o fortalecimento e desenvolvimento desse setor tão importante para a sociedade. Juntos, podemos romper barreiras e promover uma cultura de eficiência e sucesso na elaboração de projetos.


Produtor Independente - Por fim, fale um pouco sobre o trabalho que você desempenha e como as pessoas podem acessá-lo.

Daniel Bender - Sou historiador e me tornei especialista em elaboração de projetos para mobilização de recursos, consultor de Cultura e Terceiro Setor. Trabalhei como parecerista para projetos encaminhados para a Lei Rouanet e editais em vários estados brasileiros. Atuo também como palestrante. Tive a honra de participar como diretor da implantação e gestão da Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul.

Como especialista em elaboração de projetos com incentivos fiscais federais, como a Lei Rouanet, Esporte, Fundo da Criança e Idoso, assim como incentivos estaduais, como LIC, Esporte e Solidariedade, possuo um amplo conhecimento sobre os requisitos e trâmites necessários para viabilizar recursos tanto por meio de emendas parlamentares, Transferegov (antigo SICONV), quanto por meio de editais públicos e privados.

Como consultor venho prestando suporte a diversos produtores, organizações sociais e municípios na busca por incentivos necessários para a concretização de seus projetos culturais. Também fui consultor para o município de Gramado na criação de legislação de enquadramento junto ao Sistema Nacional de Cultura, visando à regulamentação e implementação dos Fundos de Apoio à Cultura.

Com minha experiência e conhecimentos abrangentes, estou comprometido em contribuir para o fortalecimento e desenvolvimento da cultura, fornecendo orientações e soluções estratégicas para tornar projetos culturais uma realidade bem-sucedida.


Para baixar o livro acesse "Gestão Cultural e Mobilização de Recursos" 



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* Alexandre "
Alê" Barreto é Administrador de Empresas, MBA em Gestão Cultural, Mestre em Educação Profissional e Tecnológica. É apaixonado por temas relacionados a estratégia e gestão. Acredita que Arte e Cultura são motores da Inovação. Adora gerenciar projetos e trabalhar com equipes criativas. Criou em 2006 o "Produtor Independente", um dos primeiros blogs sobre produção e gestão cultural no Brasil. Atualmente é professor no Centro Universitário Uninorte (Rio Branco/AC), está cursando especialização em Product Management e especialização em Gestão de Projetos. E está buscando novo desafios! Seu mais novo projeto é @aprendaserpratico

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Duas dicas para começar um projeto





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Primeira dica: escreva
Começar um projeto é uma caminhada que inicia quando você percebe uma ideia e acredita que ela deve ser realizada.

Pegue caneta, lápis, papel, celular, computador, tablet, etc e comece a escrever.

Lembre: começar a escrever é uma das formas mais simples e práticas de você ter clareza sobre o que pretende fazer.


Segunda dica: comece agora
Não existe esta conversa de que "época" para escrever projeto. Comece a escrever agora.

Quando aparecer oportunidades como pessoas interessadas em fazer parte, pessoas interessadas em ajudar financeiramente, editais públicos destinando recursos financeiros para ações similares a que você está idealizando, o seu trabalho será apenas de apresentar o projeto e fazer pequenas adaptações necessárias.

Lembre: quanto antes você começar, mais cedo irá perceber se a sua ideia era apenas um "impulso" ou algo que você necessita fazer.


Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings.

Muito obrigado!


Retorno da audiência [ACOMPANHE]
Este blog recebeu até agora 162.561 visitas e 355.024 visualizações.


Obrigado! Experimente o prazer de construir todos os dias a realização dos seus sonhos :)



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Estude com o Produtor Cultural Independente no Rio de Janeiro em suas férias!

Faça sua inscrição!




Clique para ler


Estude com o produtor cultural independente Alê Barreto na primeira turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" de 2011, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro, dias 17, 18 e 19 de janeiro, das 17h às 21h

Informações http://www.emcartaz.art.br/eventos/alebarreto/index.html


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Leia o texto "Quanto custa meu trabalho" publicado no nº 6 da revista Fazer e Vender Cultura, uma publicação da Associação dos Amigos da Cultura (Clube da Cultura) com patrocínio da Oi e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio do Oi Futuro.


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4".

Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais) e a colunista da revista Fazer e Vender Cultura.




Comece a trabalhar com mais organização. Faça o seu trabalho fluir.

Mais importante que ter formação ou experiência é ter atitude e querer aprender a disciplina de investir em seu sonho. Acredite em você e no seu trabalho. Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços úteis e acessíveis, cursos, oficinas, workshops e palestras.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Você tem recebido pedidos de projeto "na pindureta"?




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


O divertido vídeo acima é do programa "Os Trapalhões". Para quem é muito novo ou não é do Brasil, "Os Trapalhões" foi um programa que eu e muita gente que tem a minha idade assistiu na infância. Ele era exibido aos domingos e tinha uma audiência muito grande.

O enredo desta esquete mostra o "Mussum" (Antônio Carlos Bernardes Gomes) tentando convencer o "Didi" (Renato Aragão) a vender cerveja para "pagar um dia". A comédia mostra uma situação muito comum na área criativa: o pedido de serviços "à prazo", que muitas vezes tornam-se gratuitos. Vejamos como isso ocorre no universo da elaboração dos projetos.

Fazer um projeto para buscar recursos e financiamento é uma prática que eu aprovo e incentivo. Em muitos contextos, pode ser um passo importante para desenvolver um empreendimento criativo.

Mas com os anos foi surgindo no mercado algumas "máximas", algumas "fórmulas de sucesso". Uma delas é a célebre frase "dinheiro têm, o que faltam são bons projetos". O desejo de ganhar dinheiro fácil, algo muito presente em nossa sociedade, criou uma verdadeira avalanche de pessoas interessadas neste "dinheiro que existe e que não encontra bons projetos".

De um lado, existem pessoas que possuem uma boa rede de relacionamento e podem falar diretamente com pessoas que recebem projetos. De outro lado, existem pessoas que sabem redigir um projeto, mas são tímidas, não gostam de vender ou simplesmente não tem acesso às pessoas que recebem propostas de projetos. Este é o contexto que criou o chamado "projeto de risco". Você sabe o que é isso?

"Projeto de risco" é o nome dado para o serviço de planejamento de um projeto com a promessa de um pagamento à prazo, caso o projeto receba algum tipo de financiamento.

Ou seja: você irá trabalhar e entregar o produto do seu trabalho ciente de que já aceitou a possibilidade de talvez não receber nada por isso.

Para não esquecer: projeto de risco é o nome dado para o serviço de planejamento de projeto. Você faz uma reunião para ouvir as necessidades de que alguém que diz que tem bons contatos, que só precisa de um bom projeto. Você precisa analisar informações, criar conteúdo, criar um nome para o projeto, criar objetivos, criar justificativa, ligar para muitas empresas para fazer orçamentos, montar uma planilha de orçamento, fazer um plano de desembolso, fazer um cronograma, fazer um plano de comunicação e fazer um plano de distribuição. E no final você entrega tudo isso com a "promessa" de que será remunerado "se for possível captar recursos para este projeto".

Talvez você ache que trabalhar com o risco de não receber não seja um problema. De fato, para pessoas que desejam atuar como voluntárias, trabalhar de graça não é um problema. Pessoas que estão começando uma atividade profissional também não se importam de trabalhar apenas em troca de aprendizado e experiência. Eu inclusive estimulo e recomendo que voluntários e novos profissionais façam isso. É uma forma de se aproximar mais rápido daquilo que desejam fazer.

Mas se você decidiu que quer viver do seu trabalho, aceitar trabalhar com o risco de não receber pagamento é um sério obstáculo para o desenvolvimento de sua carreira.


Condições precárias de trabalho e redução da qualidade de vida

Quando você aceita o "projeto de risco", você aceita trabalhar em condições precárias. Mesmo que lhe disponibilizem um escritório com computador e telefone, você precisa de dinheiro para pagar o seu transporte, sua alimentação e todas as despesas da sua vida. Então terá que contrair empréstimos, utilizar limite bancário, utilizar cartões de crédito.

A falta de condições de trabalho adequadas e as dívidas fatalmente irão reduzir sua qualidade de vida.


Círculo vicioso

Se você ficar conhecido no mercado como alguém que trabalha "sempre à prazo", por qualquer valor ou sem receber pagamento, cada vez mais fará com que você seja procurado somente por pessoas que oferecem "projetos de risco". Tentando sobreviver, você vai pensar que "se estão aparecendo muitos projetos, é assim que o mercado trabalha". Então, para aumentar suas chances de obter a quantia necessária para sua subsistência, você terá a ideia de "aumentar a quantidade de projetos de risco". Com um volume excessivo de trabalho, em condições precárias, sem dinheiro para as suas necessidades de curto prazo e com pouca qualidade de vida, sobrará pouca energia e tempo para pensar e executar ações estratégicas para romper com este círculo vicioso.


Sentimento de incapacidade

Preso a um círculo vicioso, após sucessivos trabalhos sem receber nada, você se confunde e começa a achar que o seu trabalho não tem valor. Não é verdade. O seu trabalho tem valor.


Aprenda a valorizar o seu trabalho

Se quiser continuar fazendo projetos "na pindureta", com a promessa de pagamento à prazo, procure fazer isso com critério. E não torne este modelo a forma principal de sua subsistência. No curto prazo, pode ser uma boa. Mas será que isso é bom para o futuro da sua carreira? Será que isso é bom para a sua vida?

Aprender a valorizar o seu trabalho é valorizar a sua vida.


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou como administrador e produtor executivo junto a diretoria do Grupo Nós do Morro até 2009. Hoje é voluntário do grupo. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural. Ter trabalhado com artistas, grandes eventos e num grupo importante não alterou o seu modo de vida simples, característico de uma pessoa que nasceu numa cidade do interior do Brasil.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações. Saiba mais



Comece a trabalhar com mais organização. Faça o seu trabalho fluir.

Mais importante que ter formação ou experiência é ter atitude e investir sem si próprio. Acredite em você e no seu trabalho.

Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços úteis e acessíveis, cursos, oficinas, workshops e palestras.

quarta-feira, julho 21, 2010

Últimos dias para inscrever projetos no Petrobras Cultural 2010





Por Alê Barreto*


Para quem tem experiência, ainda dá tempo para inscrever projetos no Petrobras Cultural 2010:


21/07/10 - Artes Cênicas

Saiba mais


21/07/10 - Cultura Digital

Saiba mais


22/07/10 - Audiovisual

Saiba mais


23/07/10 - Música

Saiba mais


Mas caso você não tenha experiência, mas tenha disponível nos próximos dias, leia o Roteiro para Elaboração de Projetos e faça o seu primeiro projeto. Comece a fazer.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quinta-feira, julho 15, 2010

Arregace as mangas e grave seu primeiro Cd com patrocínio do Programa Petrobras Cultural




Por Alê Barreto*


Tinha pensado em escrever um artigo, mas recebi um e-mail muito importante. Trata-se de uma oportunidade para quem está começando a carreira na música e tem dificuldade de encontrar patrocínio.

Aproveitem!


Subject: Patrocínio a Gravação para Download
Date: Tue, 13 Jul 2010 18:07:57 -0300

Prezados amigos,

Peço divulgar nas suas listas que o Programa Petrobras Cultural está com inscrições abertas numa área de seleção pública destinada ao download de música pela internet. O objetivo desta área é alcançar novos artistas.

A área de GRAVAÇÃO PARA DISPONIBILIZAÇÃO PELA INTERNET patrocinará com até 50 mil reais projetos de gravação de música brasileira para disponibilização gratuita pela internet. Para quem quer se inscrever no PPC/Música e está na dúvida se deve colocar seu projeto na área de Gravação de CD ou nesta categoria de Disponibilização pela Internet, é importante atentar para o fato de que na área de Disponibilização pela Internet o regulamento não exige nenhum background do artista, não é necessário ter uma obra constituída ou reconhecida em nenhum nível ou meio musical. A única exigência é de que a obra seja autoral e não editada. Enquanto isso, na área de Gravação de CD (e de Turnês de Shows/Concertos também) é preciso que o artista já tenha reconhecida relevância cultural, demonstrada em trabalhos anteriores.

Isto quer dizer que se você é um artista novo, você deve inscrever seu projeto na área de GRAVAÇÃO PARA DISPONIBILIZAÇÃO PELA INTERNET.

As inscrições estarão abertas até 23/07/2010 no site da Petrobras (www.petrobras.com.br/ppc)


Abs,

Claudio Jorge Oliveira
Comunicação Institucional / Gerência de Patrocínios
Coordenador de Patrocínio à Música e Patrimônio


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

domingo, maio 17, 2009

Nem todo mundo é Leonardo da Vinci: dê um passo de cada vez




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Há um senso generalizado por conta das novas tecnologias de que "todos temos que ser multimídias": todos temos que ter msn, todos temos que estar no orkut, todos temos que ter celular (aliás, já está surgindo a cultura de ter dois celulares...), todos temos que estar no twitter, facebook, myspace, etc.

Essa adesão em massa a novos meios de comunicação tem alterado o comportamento das pessoas. Nossa capacidade de "digerir" os conteúdos editados ou brutos que consumimos tem diminuído. Contudo, pelo fato da redução da capacidade de "digestão" ser lenta e silenciosa, pensamos que este é um caminho sem volta, que é uma mudança natural, que não há opção de ser diferente, que agora temos que estar conectados a tudo e a todos o tempo todo.

Corro o risco de discordar deste senso comum. Acredito que num mundo tão complexo como o que estamos vivendo, em que poucas pessoas tem acesso a uma educação que priorize o desenvolvimento da autonomia, em que poucas pessoas conseguem se "desligar" do turbilhão de atividades desnecessárias que a todo momento nos hipnotizam, em que o modo de produção de nossa sustentabilidade tende a exigir cada vez mais que ocupemos nosso tempo com deslocamentos para o trabalho e com o próprio trabalho em si, é fundamental priorizarmos o que realmente desejamos fazer. Não podemos continuar aceitando passivos que somos obrigados a fazer tudo.

Sobre o efeito dos trovões de nossa criatividade, acreditamos ser possível nos sobressairmos como músicos, assessores de imprensa, produtores executivos, compositores, produtores culturais, captadores de recursos, poetas e cineastas estreantes, pois agora é tudo ao mesmo tempo agora.

Precisamos estar conscientes que nem todo mundo é Leonardo da Vinci. Ao tentarmos fazer tudo, muitas vezes fazemos quase nada.

Escolha uma atividade e resista a "tentação do zapping". Cultive o seu projeto como se estivesse compondo uma música. Faça o rascunho da letra. Esboce uma melodia no violão. Veja se está legal para o tom da sua voz. Grave um layout. Apresente para outras pessoas conhecerem. Peça um feedback. Mude o arranjo. Faça a gravação da primeira versão do fonograma. Somente o cultivo do que você planta irá permitir que você colha resultados.

Se você deseja começar a fazer produção cultural independente, dê um passo de cada vez.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Está em funcionamento o Sistema de Apresentação de Propostas Culturais do Ministério da Cultura



Baseado no informe da Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (informe.sefic@cultura.gov.br)


O novo procedimento de avaliação e aprovação das propostas será:

1. Proponente: Elaboração da proposta;

2. Proponente: Envio eletrônico para o MinC (no formulário localizado ao lado da consulta de projetos em www.cultura.gov.br);

3. MinC: Avaliação inicial da proposta;

4. MinC: Diligências eletrônicas, quando necessárias;

5. Proponente: Impressão da proposta;

6. Proponente: Envio da proposta impressa e assinada, junto com o termo de responsabilidade e os documentos constantes do lista em anexo;

7. MinC: Digitalização da documentação no protocolo do MinC;

8. MinC: Avaliação da documentação;

9. MinC: Solicitação de complementação de documentos, quando necessário;

10. MinC: Confirmação de recebimento definitivo da proposta;

11. MinC: Transformação da proposta em Projeto, com a atribuição do número do Pronac (EX. 090001)

12. MinC: Envio automático para os pareceristas nas vinculadas;

13. MinC: Retorno e inclusão na próxima reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC);

14. MinC: Publicação das portarias de aprovação ou comunicação de indeferimento.

[Importante!] Nas propostas que se iniciam em 2009, todas as comunicações entre o Ministério e os proponentes será eletrônica, por meio do e-mail cadastrado pelo proponente. Solicita-se, assim, que seja mantido atualizado o cadastro. O proponente tem a opção de informar mais de um email de comunicação.

[Muito Importante!]Solicita-se que o envio de propostas somente ocorra quando forem cadastradas todas as informações desejadas. Esse procedimento traz inúmeras vantagens para a tramitação da proposta, pois proporcionará maior agilidade na aprovação. Assim, mudanças serão sempre possíveis até o envio eletrônico para o Ministério. Em virtude de o novo procedimento ser automatizado, não será possível a troca de itens da proposta desde o envio ao MinC até o final da fase de aprovação. O proponente pode solicitar modificações ao término da aprovação ou poderá solicitar o cancelamento da análise da proposta em curso.

O manual de utilização está disponível.

Se achar necessária a inclusão de novo produto, item ou informação ainda não existente nas listas do sistema, favor solicitar pelo email informe.sefic@cultura.gov.br

segunda-feira, dezembro 08, 2008

MinC informatiza serviço para recebimento de propostas culturais a partir de 1º de Janeiro



Conteúdo extraído do site do Ministério da Cultura

A partir do dia 1º de janeiro de 2009, os proponentes poderão também enviar suas propostas pela internet. O formulário por papel continuará sendo recebido normalmente. O projeto de modernização para o envio de propostas e de projetos ao Ministério da Cultura foi apresentado pela equipe de Gerenciamento da Informação do MinC (DGI) ao secretário executivo, Alfredo Manevy e aos representantes das Secretarias de Incentivo e Fomento à Cultura (Sefic) e do Audiovisual (SAv), na tarde dessa sexta-feira, 5 de dezembro.

A responsabilidade das informações declaradas serão de quem preencher o formulário. Isso evitará possíveis erros e ruídos, pois atualmente os dados contidos nos formulários de papel, disponibilizados pelo MinC, são digitados para um Banco de Dados e, durante a execução desse processo, podem ocorrer erros.

Para Evaristo Nunes, da Sefic/MinC, o novo sistema é um passo importante que o MinC dá para resolver a demora na avaliação das propostas e encaminhamento de projetos. “Esse novo sistema possibilitará menos erros e mais agilidade. Nós estamos falando de um procedimento quase todo eletrônico, somente a certificação será em papel, pois ainda não disponibilizamos a digital, mas será por pouco tempo. Isso fará com que tenhamos redução de problemas, de inconsistência da informação e maior transparência, o que é muito importante”, esclareceu.

O novo sistema, parecido com o do Imposto de Renda, avisa ao proponente possíveis erros de preenchimento, impedindo o envio. A proposta, ao ser enviada, é analisada por funcionários do MinC. Caso ocorra a necessidade de alguma correção, o responsável pela proposta recebe um e-mail informando qual alteração precisa ser feita. Se estiver tudo certo, a proposta transforma-se em projeto e automaticamente recebe o número do Pronac [Programa Nacional de Apoio à Cultura]. A partir de então, é enviado às instituições vinculadas para apreciação dos pareceristas.

Nessa fase, o projeto torna-se público e é possível acompanhá-lo pela Internet, até mesmo com os pareceres dos técnicos. Na opinião dos partipantes da reunião isso irá requerer uma maior especialização dos técnicos, pois essas informações não podem expor o proponente e deverá ser o mais impessoal possível.

O secretário Alfredo Manevy parabenizou todos os participantes do projeto e destacou o caráter didático presente nessa nova proposta, pois segundo ele, com os avisos do próprio sistema, qualquer pessoa poderá aprender como fazer uma proposta. “Muitas pessoas têm potencial para formularem propostas culturais, mas desconhecem como apresentá-la ao ministério e também desconhecem as leis. Esse novo sistema pode funcionar como um curso e as pessoas a cada dia ficarão mais familiarizadas com os trâmites”.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Blog da Reforma da Lei Rouanet



Conteúdo extraído do site do Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura deverá encaminhar ao Congresso Nacional, no próximo ano, proposta de reformulação da legislação federal de financiamento à Cultura, que será elaborada a partir de ampla consulta pública.

A legislação - atualmente baseada nos mecanismos Mecenato e Fundo Nacional de Cultura - necessita de ajustes que considerem a diversidade da cultura brasileira, levem a uma melhor distribuição regional dos recursos e ampliem o apoio a atividades que promovam a inclusão sociocultural da população.

Desde o início do Governo Lula, o MinC tem promovido séries de debates com a sociedade para o aprimoramento da Lei Federal de Incentivo à Cultura: o Seminário Nacional Cultura para Todos, em 2003 e 2004, que resultou no Decreto nº 5.761/2006; o Fórum Nacional de Financiamento da Cultura, que vem sendo realizado em todas as regiões brasileiras; e, mais recentemente, os Diálogos Culturais nas principais capitais do país.

A série Diálogos Culturais conta com uma apresentação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que traz um balanço das ações do MinC nos últimos seis anos, mostra as distorções provocadas pelo atual modelo determinado pela Lei Rouanet e as linhas gerais da proposta para dinamizar e democratizar o acesso ao financiamento da Cultura.

Para divulgar todas essas iniciativas, o Ministério da Cultura criou o Blog da Reforma da Lei Rouanet, no qual foi disponibilizada a apresentação dos Diálogos Culturais (www.cultura.gov.br/dialogosculturais), além dos documentos, dados e propostas de alteração elaborados tanto pelo MinC quanto pela sociedade nos diversos fóruns de debates.

O Blog da Reforma da Lei Rouanet também é um espaço voltado para receber sugestões e comentários sobre a proposta de reformulação da legislação de fomento à Cultura. Confira no seguinte endereço eletrônico: blogs.cultura.gov.br/reformadaleirouanet.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Ministério da Cultura simplifica a inscrição de projetos na Lei Rouanet

Conteúdo extraído do site do Ministério da Cultura, publicado por Marcelo Lucena, em 05/09/2008


A partir de agora, produtores culturais poderão inscrever seus projetos de forma mais simplificada no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Foi publicada nesta sexta-feira, dia 5 de setembro, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 54 (Seção 1, pgs 22 e 23), assinada pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, revogando a atual portaria que dita regras para a entrada de projetos na Lei Rouanet. Com essa medida, o ministro desburocratiza as inscrições de projetos e permite mais agilidade nos trâmites da Lei nº 8.313/91.

A nova portaria elimina exigências desnecessárias como, por exemplo, a apresentação de documentos de cessão de direitos autorais no ato da inscrição de projetos culturais. Agora, será necessária a apresentação apenas da carta de anuência do proprietário ou detentor de direitos. “A cessão de direitos autorais demanda tempo e implica em custos. Então, não faz sentido cobrarmos esse documento no protocolo de projetos, mas somente depois, já durante a sua execução”, explica o ministro Juca Ferreira.

Outra mudança significativa é o fato de que, no ato da inscrição de projetos, não serão mais exigidos os termos de anuência dos artistas ou grupos culturais envolvidos com a proposta. “Agora, pediremos apenas a ficha técnica e o currículo do diretor e dos artistas ou grupos culturais que se apresentarão”, informa. Também não será mais necessário o termo de compromisso com confirmação da pauta dos teatros que abrigarão os espetáculos. “Faremos essa exigência apenas quando os locais forem espaços públicos”, afirma o ministro.

Segundo Ferreira, a portaria anterior trazia obstáculos burocráticos à tramitação dos processos no Ministério da Cultura. “Esta é uma medida de racionalização, simplificação e atendimento da demanda dos produtores. É uma medida preliminar que não nega os passos seguintes que a gente vai dar no sentido de obter mais agilidade, eficiência e qualidade no funcionamento da Lei Rouanet.”

Na segunda quinzena deste mês, será realizado os Diálogos Culturais, uma série de discussões públicas com produtores, gestores, financiadores e representantes do setor cultural para debater a proposta de reforma da Lei Rouanet elaborada pelo Ministério da Cultura.

Conheça as mudanças

sábado, agosto 23, 2008

Conheça o Investeatro: manual on-line para investimento em teatro




Conteúdo extraído do site Investeatro


Uma das principais dificuldade de quem começa a desenvolver a atividade de produção cultural independente hoje no Brasil é encontrar informações práticas que contribuam com o planejamento e a organização do trabalho.

Uma boa dica para quem atua na organização da produção de espetáculos teatrais é o site Investeatro. Trata-se de um manual on-line para investimento em teatro, apresentado como Projeto Experimental em Comunicação pela aluna Jussilene Santana do Nascimento., da Faculdade de Comunicação da UFBA no segundo semestre de 1999, orientado pelo professor Messias Bandeira.

O site teve a concepção, arquitetura da informação e textos produzidos pela própria Jussilene, design Visual de Alice Vargas, programação de Marcelo Gadelha,foto de Eduardo Moody e apoio do Laboratório de Multimídia da Facom.

Conheça o site

segunda-feira, abril 28, 2008

3ª Seleção Pública do Programa de Democratização Cultural Votorantim

O Programa de Democratização Cultural Votorantim apóia iniciativas de portes e regiões diversas do País, desenvolvidas em todas as áreas artísticas – artes cênicas, artes visuais, cinema e vídeo, literatura, música e patrimônio – que proporcionem, principalmente à população jovem, oportunidades de contato qualificado com atividades culturais.

O Programa possui três linhas de atuação, com processos e orçamentos independentes:

Seleção Pública de Projetos
Consiste em um processo seletivo aberto a proponentes de todo o Brasil, visando a escolha de projetos de excelência nas mais diversas áreas culturais e regiões do País e que tenham como foco a ampliação e qualificação do acesso da população jovem aos bens, produtos e experiências artísticas. Clique aqui para conhecer o regulamento da 3ª seleção pública do Programa de Democratização Cultural Votorantim.

Desenvolvimento de Projetos Locais
Trata-se de um processo assistido e continuado, em que proponentes de algumas cidades estratégicas para as empresas do Grupo Votorantim são convidados a elaborar projetos culturais que atendam às necessidades específicas da região. Diferentemente da seleção pública, neste processo, os proponentes não podem se candidatar, eles devem ser convidados por uma das Unidades de Negócio do Grupo.

Produção e Difusão de Conhecimento
Com a preocupação de se manter sempre atualizado e de fomentar o debate acerca de questões relacionadas à ampliação e qualificação do acesso à cultura no Brasil, o Grupo Votorantim mantém um núcleo de produção e disseminação de conteúdos especializados.


Conheça mais o programa

Inscrições para 3ª seleção pública do Programa já estão abertas