
Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com
Muita gente acha que a fotografia pertence somente ao campo da comunicação. A fotografia pertence a vários campos. No campo da produção cultural, principalmente a independente, ela é uma disciplina formadora.
Lembrei então hoje de dar visibilidade a um importante trabalho de formação cultural aqui no Rio de Janeiro: a Escola de Fotógrafos Populares.
Segue na íntegra a newsletter que recebi do Observatório de Favelas.
Inscrições abertas para a Escola de Fotógrafos Populares - Turma 2012 Estão abertas as inscrições para uma nova turma da
Escola de Fotógrafos Populares. O curso realizado pelo
Programa Imagens do Povo já formou quatro turmas desde sua criação, em 2004, e agora chega a mais uma edição integrando o projeto Rio Geração Consciente, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, associada ao Ministério da Justiça e à Fundação Oswaldo Cruz.
O projeto
Rio Geração Consciente oferecerá oficinas para o desenvolvimento de habilidades em linguagens de comunicação (vídeo, fotografia, artes gráficas, design gráfico, web design, reportagem, produção de rádio, redação e edição de textos) e aulas formativas em Direitos Humanos, História da Arte e Ciências Sociais. Os cursos acontecerão em diferentes favelas do Rio de Janeiro e em cada comunidade serão realizadas aulas com enfoque em áreas específicas da comunicação.
• Cantagalo, Pavão e Pavãozinho / Museu de Favela. - Arte e Memória
(www.museudefavela.org/)
• Manguinhos / Laboratório de Direitos Humanos - Rede CCAP – Audiovisual
(www.redeccap.org.br)
• Maré / Escola de Fotógrafos Populares – Observatório de Favelas - Fotografia
(www.imagensdopovo.org.br)
Como se inscreverOs interessados em participar da Escola de Fotógrafos Populares devem entrar em contato com o Programa Imagens do Povo através do email contato@imagensdopovo.org.br. A partir deste contato, enviaremos a ficha de inscrição junto ao edital oficial do projeto Geração Consciente. O prazo para o recebimento das fichas de inscrição vai de 13 de fevereiro a 9 de março. Após este prazo, agendaremos entrevistas com os inscritos, que participarão do processo seletivo para a turma 2012 da Escola de Fotógrafos Populares. Lembramos que a prioridade será dada aos moradores de favelas e espaços populares em geral e as vagas estão destinadas aos jovens a partir dos 16 anos, que tenham o ensino fundamental completo.
Programa Imagens do PovoObservatório de Favelas do Rio de Janeiro
Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.
Tel.: (21) 3105-4599 / 3104-4557 / 3888-3220
www.imagensdopovo.org.br
www.observatoriodefavelas.org.br
Saiba mais......Sobre a Escola de Fotógrafos PopularesA Escola de Fotógrafos Populares propõe-se a capacitar alunos oriundos de comunidades populares a desenvolver, através da fotografia documental, um olhar crítico sobre seus territórios de origem. Ao longo do curso, cada aluno será estimulado a produzir ensaios fotográficos sobre aspectos pouco veiculados da vida nas favelas, em oposição à visão estigmatizante com que a grande imprensa freqüentemente trata o tema, associando as comunidades populares apenas ao tráfico e à violência.
Busca-se materializar uma fotografia engajada e solidária, capaz de denunciar as dificuldades das populações economicamente excluídas, sem deixar de destacar sua altivez, alegria e beleza. Parte-se, aqui, do pressuposto que a identificação e a busca por uma sociedade plural, fraterna e solidária passa pelo ato de exercitar um olhar cúmplice sobre os que enfrentam dificuldades de toda ordem, imersos em um cotidiano marcado por adversidades, porém, rico em criatividade e ações solidárias. Dessa forma, acreditamos que a troca recíproca de conhecimentos se transforme em terreno fértil para a consolidação da auto-estima de jovens de comunidades populares, potencializando seus talentos e auxiliando-os no processo de autoconhecimento.
Portanto, o programa de aulas oferece, além do ensino básico e aprofundado de técnicas fotográficas e edição de imagens, acesso a discussões temáticas que abrangem desde a questão dos direitos humanos à construção do olhar e do uso da fotografia como forma de percepção e expressão, partindo da análise de trabalhos que fundaram as noções de foto documental e fotojornalismo assim como o estudo de como a ética se impõe sobre a produção fotográfica contemporânea.
...Sobre o Programa Imagens do PovoO Programa Imagens do Povo é um centro de documentação, pesquisa, formação e inserção de fotógrafos populares no mercado de trabalho. Criado em 2004, pelo fotógrafo João Roberto Ripper, e realizado pelo Observatório de Favelas, o Programa alia a técnica fotográfica às questões sociais, registrando o cotidiano das favelas através de uma percepção crítica, que leve em conta o respeito aos direitos humanos e à cultura local.
O Imagens do Povo desenvolve ações nas esferas da educação, comunicação e cultura, com objetivo de democratizar o acesso à linguagem fotográfica, apresentando a fotografia como técnica de expressão e visão autoral da sociedade. O foco crítico consiste em formar e promover documentaristas fotográficos, potenciais multiplicadores do saber adquirido, capazes de desenvolver trabalhos autorais de registro de espaços populares, valorizando as histórias e as práticas culturais de suas comunidades, além de estimular o fortalecimento de vínculos identitários a partir do uso da linguagem fotográfica, que se torna instrumento de acesso e mapeamento de diferentes expressões culturais e sociais dos territórios onde residem, ampliando as possibilidades de difusão de novas imagens destes locais.
Os principais projetos do Programa são a Escola de Fotógrafos Populares, a Agência Escola, o Banco de Imagens, as Oficinas de Fotografia Artesanal (pinhole), o Curso de Formação em Educadores da Fotografia e a Galeria 535. Os colaboradores da Agência Escola e do Banco de Imagens são formados pela Escola de Fotógrafos Populares. Atualmente o Programa Imagens do Povo é Ponto de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
...Sobre o Observatório de FavelasO Observatório de Favelas é uma organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos. O Observatório busca afirmar uma agenda de Direitos à Cidade, fundamentada na ressignificação das favelas, também no âmbito das políticas públicas.
Criado em 2001, o Observatório de Favelas é desde 2003 uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP). O Observatório tem sede na Maré, no Rio de Janeiro, mas sua atuação é nacional. Foi fundado e é composto por pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares.
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Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela
Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para
Opus Promoções em shows nacionais (
Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (
Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da
banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco
"Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista
Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o
Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do
Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "
Os Dois Cavalheiros de Verona" e "
Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme
"O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a
Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação
MBA em Gestão Cultural.
Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela
Cia Ensaio Aberto no
Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja
fotos e
trechos do espetáculo.
Escreve com frequência no blog
Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (
saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da
revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos
textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.
É um dos articuladores do projeto
"Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).
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Alê Barreto é cliente do Itaú.