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terça-feira, novembro 29, 2011

Venha hoje participar do Observatório Criativo


Divulgue este cartaz em suas redes sociais



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Queridos amigos, hoje às 19h, no Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 - Centro, Cinelândia, Rio de Janeiro, fone (21) 3261-2550/2587), será o primeiro dia do Observatório Criativo (Saiba mais sobre o Observatório Criativo no site do Ministério da Cultura).

Em nosso encontro iremos falar sobre "Economia Criativa e a iniciativa Pública" (Federação e Estado do Rio).

Para este diálogo, teremos a presença dos seguintes convidados:

Carmem Migueles, diretora da Symballein e professora associada da Fundação Dom Cabral (http://www.symballein.com.br/pt/carmen-migueles);

Leo Feijó, gerente do Rio Criativo, projeto piloto do Programa de Desenvolvimento da Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro (http://www.riocriativo.rj.gov.br);

Luiz Antonio Gouveia, diretor de desenvolvimento e monitoramento da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura (http://www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/economia-criativa-2/).


Cheguem às 18h30 e aproveitem para tomar um cafezinho na cafeteria do Centro Cultural Justiça Federal.


Será um prazer recebê-los neste encontro!

Entrada franca. Classificação indicativa: livre. Acesso para deficientes físicos


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Obrigado! Experimente o prazer de construir todos os dias a realização dos seus sonhos :)


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou como administrador e produtor executivo junto a diretoria do Grupo Nós do Morro até 2009. Hoje é voluntário do grupo.

Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural. Ter trabalhado com artistas, grandes eventos e num grupo importante não alterou o seu modo de vida simples, característico de uma pessoa que nasceu numa cidade do interior do Brasil.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações. Saiba mais



Comece a trabalhar com mais organização. Faça o seu trabalho fluir.

Mais importante que ter formação ou experiência é ter atitude e investir sem si próprio. Acredite em você e no seu trabalho. Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços úteis e acessíveis, cursos, oficinas, workshops e palestras.

sábado, outubro 22, 2011

Artes cênicas: começa em Belo Horizonte o 11º Festival Estudantil de Teatro




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Produção executiva de teatro é uma escola para quem faz produção. Neste momento estou prestando serviço para a Companhia Ensaio Aberto, aqui no Rio de Janeiro. Estamos na fase de ensaio do espetáculo "Missa dos Quilombos". Respirar este ambiente cênico me fez prestar atenção numa dica recebida há poucos dias.

Começou ontem o 11º FETO (Festival Estudantil de Teatro) que acontece em Belo Horizonte desde 1999. Trata-se de um encontro cuja proposta é promover algo que considero fundamental: diálogo entre grupos, estudantes, educadores, gestores culturais e artistas. Um ótimo ambiente para formação de produtores.

O FETO é uma realização da Associação No Ato Cultural, focado no trabalho com educação e cultura. O Festival conta com os benefícios da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, possui apoio institucional do Instituto Unimed-BH, e patrocínio da Cemig, através do Programa Cemig Cultural, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.

Conheça a programação


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Leia também:

Coletâneas: organizar e divulgar conteúdos é uma boa forma de dar visibilidade às ações criativas

Gestão de espaços culturais: Itaú Cultural assumiu a gestão do Auditório Ibirapuera em SP

Dica útil: utilize melhor seu tempo livre


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou como administrador e produtor executivo junto a diretoria do Grupo Nós do Morro até 2009. Hoje é voluntário do grupo. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural. Ter trabalhado com artistas, grandes eventos e num grupo importante não alterou o seu modo de vida simples, característico de uma pessoa que nasceu numa cidade do interior do Brasil.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações. Saiba mais



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segunda-feira, julho 12, 2010

Alunos de produção cultural da Universidade Cândido Mendes dialogam com profissionais do mercado




Por Alê Barreto*


Em junho fui procurado por três alunos do bacharelado em Ciências Sociais com Ênfase em Política e Produção Cultural, que precisavam fazer um trabalho para a disciplina de Produção Executiva. O objetivo da entrevista era traçar o meu perfil profissional. Concordei em fazer, desde que eles concordassem em compartilhar o conhecimento. Eles concordaram.

Nos encontramos no Cine Odeon, no centro do Rio e passamos horas inesquecíveis. Aprendi muito com eles.

Segue aí o resultado do trabalho deles.


Perfil profissional de Alê Barreto


Autores: Aline Fonseca, Nathula Alencar e Thiago Santos


Introdução

Nos últimos trinta anos é possível observar um momento especial dentro do fenômeno maior tido como globalização, principalmente no que tange à economia e a cultura. O avanço das tecnologias informacionais ligadas diretamente, ou não, à internet, modificou e redesenha, a cada instante, os processos comunicacionais da humanidade. Mais interessante é pensar que, se a teoria magna da comunicação revela que esta ocorre quando interlocutores trocam mensagens por um meio específico, o conteúdo destas mensagens nada mais é do que... “cultura”. Esta proposta talvez explique a crescente centralidade com que temáticas ligadas à cultura têm ocupado a agenda internacional nas mais variadas esferas relacionais (governos, sociedade civil, empresas, etc...). Esta centralidade tem levado ao estabelecimento de novas agendas com pautas de discussão objetivando o estabelecimento de novos campos de estudo e, consequentemente, remodelando o conhecimento empírico e redesenhando a práxis cotidiana de mercados outrora estabelecidos.

Pois, segundo Kátia De Marco:

“A formação da profissão é uma construção gerada por seu reconhecimento social e pelo fortalecimento de sua representação associativa, que é consequência da capacitação profissional institucionalizada, considerando que essa etapa avaliza o status formal de um conhecimento. Este, por sua vez, reflete uma demanda preexistente nos mercados de consumo (ideias, produtos e ações) e de trabalho (emprego e necessidades de prestação de serviços), que respondem a uma ativação ou a um potencial de demandas estimuladas em crescimento. No entanto, indo além do que chamamos de formação da profissão, institui-se o amadurecimento desse processo que trata do estágio de “formalização da profissão”. […] Elo de ponta da cadeia de profissionalização da cultura, o mercado é o termômetro, é o espaço da concretude e das trocas reais, simbólicas e materiais. É nele que ocorre a confirmação ou não das ideias, dos prognósticos e das expectativas. Do mercado retornam as realidades, as vivências, as informações e os índices que refletem, interagem e avaliam todos os outros elos dessa cadeia".
(DE MARCO, K.A. Cadeia de Profissionalização da cultura)

E é a partir dessas premissas que entrevistamos Alexandre Barreto, 37 anos, que decidiu entrar para o mundo da produção cultural em 2003.

Em 2007, após passar por uma fase financeira difícil, adotou um novo conjunto de posturas profissionais em sua carreira. Uma destas posturas foi procurar artistas que estivessem investindo todo o seu tempo na música, assim como ele investia todo o seu tempo na carreira de produtor cultural independente. Tornou-se empresário da Pata de Elefante em maio daquele ano.

A “Pata”, como é carinhosamente chamada por Alê, era uma banda independente que estava saindo do circuito menor de shows para um circuito profissional de maior porte Ou seja, ainda não gerava um volume significativo de recursos próprios. Mesmo assim, Alê apostou no grupo e trabalhou juntamente com o músico Gustavo Telles na produção executiva do CD “Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha” e nos shows iniciais da turnê, em cidades da Grande Porto Alegre, interior do RS, Brasília e festival Goiânia Noise.

Mesmo trabalhando com uma banda que investia todo o seu tempo na música e que tinha um grande potencial de desenvolvimento, as dificuldades financeiras levaram Alê a repensar sua estratégia de trabalho. Decidiu ir buscar novas oportunidades e estudar na região sudeste.

Conversou este assunto abertamente com os músicos e deixou a liderança da produção executiva da banda em janeiro de 2008. Em abril deste mesmo ano chegou ao Rio de Janeiro onde iniciou a atividade de administrador e produtor cultural do Grupo Nós do Morro. Isso melhorou sua sustentabilidade, trouxe novos aprendizados e permitiu que voltasse a estudar, um de seus objetivos ao sair de Porto Alegre.

Em 2009 Alê completou o curso de extensão em “Micro e Macro Economia da Cultura” na Universidade Cândido Mendes e pediu licença para sair do Grupo Nós do Morro porque necessitava mais tempo para desenvolver seus projetos próprios.

De lá para cá já ministrou o curso “Aprenda a Organizar um Show” em 5 estados e presta consultoria de gestão em produção cultural para o Sebrae Acre e Rede Acreana de Cultura.

Em 2010 iniciou o “MBA em Gestão Cultural” na mesma instituição.




Alexandre Barreto apresentou o seguinte perfil:



Perfil Atitudinal


Produtor cultural da área de música independente.
Não é funcionário de grandes produtoras, mas pode prestar serviços específicos para estas.
Está disposto a atuar como empregado desde que contribua para sua carreira de produtor independente.
Forte traço empreendedor.
Presta serviços de assessoria e consultoria para artistas e produtores iniciantes.
Acredita que não se deve contar somente com leis de incentivo como base para a sustentabilidade na música independente.
Relaciona em grande escala sua vida pessoal ao seu trabalho. Prioriza trabalhos ligados à sua satisfação pessoal.


Perfil Motivacional

Não possui equipe fixa, pretendendo formar uma equipe com alunos dos cursos que ministrar.
Prioriza e incentiva a busca da capacitação profissional através do acúmulo de conhecimento e sua construção colaborativa. Entende que isso leva um profissional a estar melhor colocado no mercado de trabalho.
Marca diferenças inter-geracionais. Os mais antigos no ramo priorizariam o conhecimento construído através da prática e os mais novos estão buscando conhecimento nos cursos e academias.
As características nas quais um produtor executivo deve se concentrar: proatividade, clareza, objetividade, método, estratégia e otimização dos recursos.


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

sexta-feira, junho 04, 2010

Leia matéria "Fim de Papo?" publicada na revista Vida Simples




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dia 25 de maio publiquei o post "A Produção Cultural precisa de Diálogo".

Depois, dia 27 de maio, participei do lançamento mundial do Dialogue Cafe no Rio de Janeiro.

Para mim, o diálogo é talvez a maior oportunidade que exista hoje para avanço no setor cultural.

Pensando nisso, dei uma rápida olhada na web e procurei algo bacana para que todo mundo estude um pouco mais este assunto. Mas no fim de semana, a coisa tem que ser "numa relax, numa tranquila, numa boa".

Leia o texto "Fim de papo?" de Rafael Tonon, publicado na Revista Vida Simples.

Estabeleçam também diálogos com as novidades na barra lateral direita. Há boas dicas para conhecer o ambiente artístico na TV, artes visuais, literatura, cinema, música e um interessante passo a passo para formatar projetos para lei Rouanet.

Bom diálogo!

terça-feira, maio 25, 2010

Produção cultural precisa de diálogo




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Uma semana fora do Rio e muita coisa para contar. Vou tentar fazer um resumo rápido.

Na ida para Goiânia, semana passada, duas boas surpresas. A primeira foi o transporte aéreo. O serviço da Gol é bom e com preço acessível. Fica aí a dica para quem precisa circular em turnês com artistas. A segunda surpresa foi a revista de bordo que é feita pela editora da Trip com três reportagens interessantes para quem busca informações atuais sobre produção cultural, relacionadas a artes cênicas, música e artes visuais.

A matéria de capa é sobre a atriz Maria Flor, que tive o prazer de conhecer em 2008 aqui no RJ, numa festa no Vidigal. Do conteúdo produzido por Bíbi da Pieve, destaco os trechos que demonstram a humildade e a leveza com que Maria Flor conduz sua carreira.

A matéria "Rumo à Estação Sutileza", feita por Doutor Ailton (desenho, jornalismo, publicidade e teatro) e Andréa de Marco (diretora da Revista Natura) apresenta a trajetória do criativo Kassin, produtor, músico e compositor que vi recentemente tocando com o Jorge Mautner no Viradão Carioca. Assisti o Kassin pela primeira vez em Porto Alegre, em 2007. Na época eu era empresário da Pata de Elefante e abrimos o show do Kassin + 2 no Bar Opinião. Também tive a impressão de que ele é um cara tranquilo.

Em "O Negócio da Arte", Eduardo Leme, criador da galeria que leva o seu sobrenome, conta como começou a trabalhar com arte. Um depoimento muito sincero e que dificilmente iremos encontrar em livros.

Editora Trip, cadê a revista em PDF livre para compartilhar estes conhecimentos?

Em Goiânia, rolou muita coisa boa, mas queria destacar aqui algumas pessoas que trabalham a cultura com olhares diferenciados. A primeira delas é Décio Coutinho, gestor de cultura do Sebrae Goiás. Décio é um importante articulador e fomentador de iniciativas e empreendimentos culturais em Goiás. Outra pessoa com quem aprendi muito foi o Carlos Brandão, profissional que me deu uma verdadeira aula de gestão de um espaço público de cultura, durante a visita que realizei ao Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, onde ele é atua como diretor.

Durante o festival Bananada, tive ainda a oportunidade de conhecer a Nowah e os demais integrantes do Coletivo Pequi (Anápolis/GO), um representante da Associação Cultural e Folclórica de Anápolis, o músico e consultor do Sebrae Haroldo Menezes (Goiânia/GO), o Pablo Kossa da Fosforo Records (Goiânia/GO) e me reencontrei com o pessoal da Monstro Produtora (Léo Bigode, Razuk, Márcio), com a cantora Cláudia Vieira e com os roqueiros da Brown-Há, banda que faz parte do Coletivo Esquina de Brasília.

Por fim, minha grande surpresa em Goiânia foi o Centopéia, um coletivo de seis empresas que está desenvolvendo um novo conceito em termos de organização do trabalho e sustentabilidade na área da cultura. Mais adiante vou publicar uma matéria sobre elas.

Fiz questão de mostrar que passei uma semana trabalhando na forma de encontros e diálogos. Isso para desfazer o mito de que o produtor cultural deve estar o tempo todo em eventos, como se esta profissão se ocupasse somente atividades operacionais. Eu acredito que quando o assunto é cultura, diálogos com conteúdos ou com pessoas, quando bem conduzidos, podem contribuir mais para a construção de nossas carreiras do que toda hora estar em eventos.

E não sou só eu que acredito nisso. Veja abaixo o release de uma importante ação cultural cuja proposta é estabelecer diálogos.




INOVADOR, DIALOGUE CAFÉ tem lançamento mundial DIA 27 DE MAIO, SIMULTANEAMENTE no Rio de Janeiro e em Lisboa

Até o final de 2011, dez Dialogue Cafés serão abertos no mundo, promovendo o diálogo intercultural por meio de teleconferências e com chancela da Aliança das Civilizações, da ONU

Partilhar experiências, conversar com pessoas de diferentes partes do mundo e aprender uns com os outros – estas são algumas das propostas do Dialogue Café (www.dialoguecafe.org), uma iniciativa sem fins lucrativos que usa os recursos de videoconferência para tornar possível este diálogo. O lançamento mundial do Dialogue Café será na próxima quinta-feira, dia 27 de maio, simultaneamente, no Rio de Janeiro (na Universidade Candido Mendes) e em Lisboa, às 14h (horário de Brasília), durante o III Fórum da Aliança das Civilizações, da ONU, que este ano acontece no Rio de Janeiro, de 27 a 29 deste mês.

O Dialogue Café do Rio de Janeiro funcionará na sede da Universidade Candido Mendes, no Centro. O espaço estará voltado para o desenvolvimento de atividades de relações internacionais, com foco particular em educação e cultura, promovendo o diálogo intercultural, participação cívica e artística. O princípio básico destes ‘cafés virtuais internacionais’ são as conversas, que podem capacitar indivíduos e comunidades, quebrar preconceitos e equívocos, e gerar novas ideias sobre como lidar com alguns desafios atuais, sejam eles sociais, culturais ou ambientais.

O principal objetivo do Dialogue Café é estimular a inovação social por meio de projetos continuados e de ações de colaboração entre cidades, como conferências, concertos, palestras, aulas, apresentações artísticas e outros projetos semelhantes. A iniciativa inovadora será gerida por parceiros locais. No Rio de Janeiro, a Universidade Candido Mendes está cedendo o espaço em sua sede para instalação do café, que contará com o apoio da Associação Brasileira de Gestão Cultural na elaboração de sua programação cultural. Em Lisboa, essa gestão será feita pelo Museu da Moda e do Design (MUDE), onde funcionará, com o apoio de parceiros locais, como a Câmara Municipal de Lisboa.

Diogo Vasconcelos, Presidente da Associação Dialogue Café, destaca que: “Num mundo em mudança a globalização significa colaboração e não standardização. A inovação pode atuar como uma ponte entre países e culturas. O Dialogue Café é sobre o “nós” e o “eles” na criação conjunta de um mundo melhor.”

Depois do Rio de Janeiro e de Lisboa, serão inaugurados cafés em Londres, Amsterdã, Florença, Toronto, Doha, Ramallah, Tel Aviv, Cairo, Istambul, Nova York, São Francisco e Seul. Estes cafés estarão ligados através de uma rede global entre cafés em todo o mundo, permitindo não só os diálogos informais, mas também algumas atividades mais estruturadas entre as cidades, tais como workshops, seminários, conferências, concertos e sessões de leitura.

A associação Dialogue Café conta com o apoio do Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações e ex-Presidente de Portugal, Jorge Sampaio; da Cisco; da Fundação Calouste Gulbenkian; e da Fundação Anna Lindh. No Brasil, o professor Candido Mendes, representante latino-americano do Grupo de Alto Nível para a Aliança das Civilizações, está à frente da rede internacional, que conta com a parceria da Associação Brasileira de Gestão Cultural na gestão e programação do projeto.


Sobre o Dialogue Café

O Dialogue Café é uma ONG da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, que utiliza a tecnologia de vídeo de última geração, permitindo a conversa cara a cara entre vários grupos de pessoas em todo o mundo, proporcionando diferentes trocas de experiências, permuta de aprendizagens e facilitando trabalhos conjuntos, com o intuito de tornar o mundo um lugar melhor. Os participantes estarão ligados através de vídeo e som em alta definição, em telas que permitem ver os interlocutores em tamanho real, assegurando que, estando em diferentes pontos do globo e pertencendo a culturas distintas, estas pessoas possam conversar e partilhar experiências.


Programação de abertura


Quinta-feira, 27 de maio de 2010

11h Breve apresentação do projeto pelo idealizadores e coordenadores locais, com a promoção de um diálogo entre dois alunos universitários que alternam seus estudos nos países distintos.

11h30 Jovens estudantes do colégio Santo Inácio trocam ideias com estudantes de Lisboa da mesma faixa etária, sobre desafios e soluções para a sustentabilidade ambiental.

12h15 Professores e universitários de ambos países trocam experiências sobre as especificidades criativas da cultura global. No Brasil, contaremos com a presença de Eliane Costa, professora da disciplina “Cultura Digital” e de Walter Romano Curi professor da disciplina “Novas Mídias na Comunicação Corporativa”, ambos ministram aulas no MBA em Gestão Cultural, da Universidade Candido.

14h30 Momento oficial de inauguração com a presença de autoridades bilaterais, com as presenças confirmadas no Rio de Janeiro: Sr. Jorge Sampaio, representante do Alto Comissionado da Aliança das Civilizações, e o Prof. Candido Mendes, Reitor da Universidade Candido Mendes. Em Lisboa aguarda-se a presença do prefeito de Lisboa, Antônio Costa, e de Emílio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

15h30 Momento teatral (Lisboa) “Era um Redondo Vocábulo” – Interpretação do tema de Zeca Afonso por Marisa Teixeira.

15h45 Momento teatral (Rio de Janeiro) – esquetes da peça "A natureza do olhar", que traça um diálogo entre dois heterônimos de Fernando Pessoa, com atuação, pesquisa e adaptação de Elisa Lucinda e Geovana Pires. Supervisão Amir Haddad.

17h Momento musical: interação entre samba, representado pela música de Aleh Ferreira (Rio de Janeiro), em show interativo com o jazz de Carlos Martins (Lisboa).

*Os espetáculos serão visualizados através de telões disponíveis no local.

INAUGURAÇÃO DIALOGUE CAFE – RIO DE JANEIRO
Data: quinta-feira, 27 de maio, às 13h30
Endereço: Rua da Assembleia, 10 – térreo - Centro
Mais informações: www.dialoguecafe.org

Assessoria de Imprensa: Armazém Comunicação
Telefones: 21. 3874-7111 / 2294-4926
www.armazemcomunica.com.br / www.twitter.com/armazemcomunica

quarta-feira, março 24, 2010

A importância do diálogo para planejar ações inteligentes e produtivas no setor cultural




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Um dos maiores obstáculos atuais para o avanço da organização do mercado cultural brasileiro é a falta de diálogo entre os agentes culturais. Isso ocorre por vários motivos. Vejamos dois deles.


Baixa formação para produção e gestão cultural

Muitos profissionais tem somente a formação prática e muitos possuem uma formação teórica em letras, artes, sociologia, filosofia e comunicação. A falta de conhecimentos em economia, administração, projeto, novas mídias, marketing e gestão de negócios dificulta o entendimento da necessidade de se criar canais de diálogo entre os agentes que atuam no mercado cultural.


Medo da concorrência

Seja por superstição ou por falta de entendimento da dinâmica de um mercado, muitas pessoas acreditam que a melhor maneira de se avançar é evitar falar sobre o que está fazendo ou de suas experiências passadas.


O diálogo

Praticamente todos os avanços que tive em minha carreira ocorreram a partir do momento que percebi que o diálogo é essencial na carreira de um produtor cultural independente.

Por isso, procuro sempre avaliar o meu aprendizado do diálogo através das seguintes perguntas:

- estou mantendo o hábito regular de dialogar com profissionais do setor onde atuo?
- meus diálogos são produtivos?
- o que estou fazendo com as informações que troco nestes diálogos?

Faça o mesmo. Crie seu check list para aprimorar sua capacidade de dialogar e mude a forma de se colocar no mercado cultural.