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segunda-feira, janeiro 09, 2017

Distribuir conteúdos: atitude que contribui para a boa gestão da carreira


Marcus Hadade escreveu um artigo sobre este tema no site da Endeavor Brasil




Por Alê Barreto *


Vamos começar a semana falando de carreira profissional. Em meu novo livro "Carreira Artística e Criativa", cito um trecho do artigo "Imagens de carreira: nove metáforas-chave" do pesquisador Kerr Inkson, que faz parte da obra "Transformações e transições nas carreiras: estudos nacionais e internacionais sobre o tema" organizada pela professora Zélia Miranda Kilimnik. 

O trecho é o seguinte: 


"(...) as metáforas podem auxiliar não só nossos pensamentos sobre alguma carreira em específico, [...] mas também o que pensamos a respeito das carreiras em geral. Isso implica tanto problemas quanto oportunidades. Um problema está no fato de que nossa preferência por uma metáfora em particular poderá restringir nossa capacidade de encarar as carreiras em termos de metáforas alternativas e igualmente plausíveis. Um segundo problema é que a metáfora pode ser usada para persuadir, enganar e induzir que algo seja visto da maneira errônea. Mas as metáforas também fornecem oportunidades. Elas não só expressam nossos pensamentos, mas também nos ajudam a estruturá-los. Escutar e visualizar metáforas cunhadas pelos outros, nos ajuda a ampliar nossa visão".



Me ocorreu pensar na seguinte metáfora: a carreira como uma estrada. Há vários tipos de carreiras, assim como existem vários tipos de estradas. Então vamos imaginar que as carreiras são como estradas. Tem a estrada "do menor esforço". Tem a estrada do "pensamento positivo". Tem a estrada da "louvação ao próprio talento". Tem a estrada "fazer somente atividades que já falaram que sempre terá demanda de mercado", independente de se ter prazer em fazer estas atividades. São inúmeras as estradas (carreiras) que podemos percorrer. Tem uma estrada que podemos chamar de "trocas importantes, que contribui de forma significativa para a promoção da sensação de harmonia, liberdade, reconhecimento, realização e felicidade.



A estrada das "trocas importantes" não é um caminho fácil. E também não é o caminho mais difícil do mundo. Mas ela possui uma característica que a diferencia de todas as outras estradas, que a torna única: ela não está pronta. É uma estrada que só aparece quando decidimos correr o risco de apostar em nossa própria capacidade e começamos a desenvolver atitudes. Uma destas atitudes é "distribuir conteúdos".



Talvez você pense que "distribuir conteúdos" é um assunto para jovens e estudantes, que possuem tempo livre para ficarem navegando em smartphones ou para empresas preocupadas em divulgar seus produtos, que possuem departamentos, profissionais e verbas de orçamento destinadas para esta finalidade. Independente do que você esteja pensando, independente de ter facilidade em lidar com essas novas tecnologias digitais, independente de possuir tempo livre, independente de ter estrutura e dinheiro para realizar isso, se você quer optar por andar com mais velocidade pela estrada das trocas importantes, comece a pensar na possibilidade de aprender a distribuir conteúdos.

Distribuir conteúdos, em primeiro lugar, é começar a habitar o mundo digital (sua presença digital), para onde cada vez mais convergem as diferentes formas de comunicação. Distribuir conteúdos é mostrar que você realiza um trabalho. Distribuir conteúdos é divulgar o trabalho que você realiza para pessoas e empresas. Distribuir conteúdos é mostrar que você não está parado. Distribuir conteúdos é mostrar que você está em movimento.

Não há fórmula pronta de como isso pode ser feito, mas a cada dia cresce o número de meios onde podem ser distribuídos conteúdos. Não há consenso se a distribuição de conteúdos deve ser cobrada diretamente ou indiretamente das pessoas, mas a cada dia cresce o número de pessoas que possuem o hábito de acessar conteúdos sistematicamente distribuídos.

Antes de pensar em querer avaliar a qualidade do que você faz, se pergunte: quais conteúdos eu distribuo? Em que canais distribuo estes conteúdos? Com que frequência distribuo estes conteúdos? Como posso fazer isso?

Se você não distribui conteúdos, se pergunte: quais conteúdos eu devo distribuir? Em que canais? Com que frequência? Como posso fazer isso?

Essa é uma atividade que, tanto do ponto de vista do planejamento, como do ponto de vista de sua execução, vai tomar uma parte do seu tempo. Se você dedicar muito tempo para distribuição de conteúdos, pode ter certeza que outras atividades em sua vida vão sofrer alterações no ritmo. Se você dedicar muito pouco tempo para distribuição de conteúdos, dificilmente vai conseguir aprender como a distribuição de conteúdos pode impulsionar sua carreira.

Distribuir conteúdos é uma das atitudes que influenciam a boa gestão da carreira descritas no livro "Carreira Artística e Criativa", lançamento do selo Produtor Independente.





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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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sexta-feira, setembro 02, 2011

Economia criativa: conheça o Brainstorm9, um site de produção cultural do século XXI


Vídeo mostrando as últimas inovações do Brainstorm9


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Um dos primeiros livros sobre administração que eu li foi "Virando a própria mesa" do empresário Ricardo Semler. Isso foi em 1993, na época em que morei em Erexim, cidade da região norte do Rio Grande do Sul. Tinha terminado há pouco o curso técnico em mecânica. Você sabia que já trabalhei com manutenção de ônibus, projeto de máquinas, ISO 9000 e análise de métodos e processos, antes de trabalhar com administração e produção cultural?. Meus colegas não entendiam porque eu queria ler este livro. Não entendiam que eu não havia me limitado a "ser um técnico" só porque estudei um curso técnico.



Ricardo Semler também não se limitou a estudar administração só pelo fato de que ia herdar as empresas de sua família (Grupo Semco). Nem por isso deixou de ser administrador. Em seu livro ele fala que não quis estudar administração de empresas pelo fato de que "as técnicas de administração mudam muito mais rapidamente do que as escolas".

Na atividade de produção cultural, ocorre o mesmo. Em 2003, quando comecei, a visão inicial sobre a profissão era de que o profissional de produção cultural era uma pessoa que deveria ocupar 90% da sua atividade redigindo projetos para leis de incentivo, editais, buscar patrocínios e prestar contas.

De 2003 até hoje passam-se quase nove anos e boa parte dos cursos, professores, intelectuais e formadores de opinião nesta área ainda teimam em acreditar nisso. Produção cultural é bem mais do que isso.



Eliane Costa, Mestra em "Bens Culturais e Projetos Sociais" descreve em seu recente livro "Jangada Digital" que Gilberto Gil foi questionado, logo após sua posse como Ministro da Cultura, sobre quais seriam suas diretrizes da política cultural do novo governo. Ele respondeu: "a abrangência".

Esta também é a minha escolha: "a abrangência". Não limito as minhas competências para o trabalho na nova economia criativa nos dias de hoje porque algumas pessoas e empresas ainda não entenderam que podemos utilizar nossas múltiplas habilidades.

Uma das minhas habilidades é reconhecer a cultura onde muitas pessoas acham que não há cultura.

Nas últimas aulas da disciplina “Novas Mídias na Comunicação”, que estou cursando no MBA em Gestão Cultural, recebi uma excelente dica do professor Walter Romano (anotem esse nome).



Trata-se do Brainstorm9. Segundo informações do próprio site, "é um veículo online brasileiro independente que fala sobre criatividade e inspiração, seja na publicidade, internet, negócios, social media ou comunicação digital em geral".

Quer definição mais próxima do que é produzir cultura hoje?

Saia do mundo reduzido das infindáveis reclamações sobre as dificuldades de se produzir cultura no Brasil. Entre no Brainstorm9 (http://www.brainstorm9.com.br) e aprenda mais sobre o novo cenário da economia criativa, que é o ambiente da produção cultural no século XXI.


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O Produtor Cultural Independente está construindo a próxima turma do curso "Aprenda a Produzir um Artista" no Rio de Janeiro. É fácil participar. Inscreva-se!


Turma de Belo Horizonte (julho de 2011)/foto: Patrick Azevedo


Leia rapidamente informações sobre o curso e participe!



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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.