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domingo, novembro 01, 2009

O que fizemos, o que estamos fazendo e o que queremos para o futuro de nossas vidas




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)



Assista o polêmico As Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares, 2003), do diretor canadense Denys Arcand.



Trailer de Les Invasions Barbares

Ser um produtor cultural independente é pensar sobre nossa própria vida. Na minha opinião, este filme contribue para esta reflexão.

sábado, outubro 24, 2009

Produção Cultural Independente também é entender de comunicação


Robert De Niro em "Wag the dog"


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Eu acredito que a alfabetização para as mídias (como ler o que não está escrito?) é uma disciplina fundamental na construção do novo campo de conhecimento que é a produção cultural independente.




Em outubro de 2008 eu republiquei uma reportagem sobre este tema originalmente publicada na revista Mídia Com Democracia, nº 1, de janeiro de 2006.


Me lembrei então de indicar aos meus colegas produtores culturais independentes que aproveitem uma parte do tempo livre do final de semana para aprender um pouco mais sobre comunicação. Passem em alguma locadora, peguem emprestado com alguém ou baixem da internet o filme "Mera Coincidência" (Wag the dog, 1997).




Compare o que você assistiu e pense se é possível isso acontecer com a divulgação de algum produto ou serviço cultural. Mera coincidência?

domingo, setembro 20, 2009

Um filme para se divertir no domingo e entender um pouco mais os apuros de um produtor cultural


Trailer do filme "Vatel"


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Aproveite o tempo livre do domingo para dar um pulo na locadora mais próxima e alugar o filme "Vatel". A história se passa em 1671. O príncipe de uma província no oeste da França, que está à beira da ruína econômica, resolve oferecer ao rei Luis XIV um fim de semana de festas e muita diversão, com objetivo de conquistar sua simpatia e ajuda dos cofres reais.

O filme mostra os dramas vividos por Vatel, personagem interpretado por Gérard Depardieu, um serviçal que passa todo filme envolvido com a "produção" dos festejos, preocupado em agradar seu mestre.

Veja um bom exemplo da complexidade da produção de uma ação cultural.

sábado, julho 25, 2009

Cinema que contribui para ampliar a formação do produtor cultural - próximo domingo 26 de julho - RJ


Multiplique esta iniciativa de educação para produção cultural em sua comunidade ou cidade


Por Alê Barreto (alebarreto@produtoindependente.com)


Mora no RJ ou está de passagem pela cidade? Quer aproveitar para melhorar sua formação como produtor cultural independente?


A dica é levantar cedinho AMANHÃ, dia 26 de julho de 2009 e ir até o centro RJ assistir "PALAVRA (EN) CANTADA", de Helena Soldberg, no cinema Odeon Petrobras, às 9h. De metrô é só descer na estação cinelândia.

Segue a sinopse do filme, extraída do site do Grupo Estação




Em um país com uma forte cultura oral como o Brasil, a música popular pode ser a grande ponte para a poesia e a literatura. O interesse em promover o debate e a reflexão sobre esse tema foi o ponto de partida do documentário Palavra (En)cantada que percorre uma viagem na história do cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação entre poesia e música. Dos poetas provençais ao rap, do carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao tropicalismo, Palavra (En)cantada passeia pela música brasileira até os dias de hoje, costurando depoimentos de grandes nomes da nossa cultura, performances musicais e surpreendente pesquisa de imagens.

O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. Imagens de arquivo resgatam momentos sublimes de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Tom Jobim. (Faixa etária sugerida: acima de 12 anos.)


Assista o trailer do filme:

domingo, abril 19, 2009

Uma história de produção cultural independente





Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Na semana que passou, após ter postado as minhas impressões sobre o curso de formação de agentes culturais da UFF, estava pesquisando que assunto iria colocar neste post. Hoje, enquanto fazia alguns esboços em casa, olhei para o lado do meu computador e avistei o DVD de um filme que há uma semana estava tentando ver e ainda não tinha conseguido.

Então, resolvi assisti-lo, pois ele não tinha ido parar na minha casa por acaso. Uns dias antes, um colega de trabalho, o Érico Tavares, chegou e me apresentou o filme, falando que tinha sido dirigido por uma professora da pós-graduação em gestão cultural que ele está fazendo na Estácio de Sá e que falava sobre os dramas vividos por quem faz produção.

Filmado em 2002 e lançado em 2005, o filme é completamente atual. Eu achei o filme sensacional, por várias razões. A principal delas é que ele apresenta de forma muito clara e com bom humor uma série de situações reais vividas por quem quer fazer o seu projeto cultural independente acontecer.


Trailer de Celeste e Estrela


Mesmo não tendo feito (ainda) produção executiva para cinema, eu me vi no filme o tempo inteiro. Me vi sonhando com as minhas realizações. Me vi preocupado em como arrumar grana para as coisas acontecerem. Me vi abatido em alguns momentos ao me deparar com alguns obstáculos para realizar os meus projetos. Me vi vibrando com cada conquista. Quando a Dira Paes mostrava a paixão que movia cada passo dela em busca de realizar o seu filme, eu vibrava com cada conquista! Quando o Fábio Nassar entrava em cena dizendo que havia conseguido resolver um problema de produção, eu quase enchia os olhos de lágrimas, lembrando da diversidade de estratégias que fui adotando para não parar com o que eu mais acredito.



Divulgação do filme "Celeste e Estrela"

Três coisas coisas muito legais me fizeram "entrar" no filme. A primeira dela foi a liberdade com que os roteiristas enfocaram um tema tão complexo como é viabilizar uma ação cultural no Brasil. Em geral, quando alguém fala do que é fazer produção cultural no Brasil, fala de forma muito restrita, como se a sua experiência fosse a única interpretação que existe. E o filme não faz isso. Ele conta uma história. A segunda coisa interessante é o coletivo. Não sou um crítico de cinema, mas o filme me passa a impressão que ele foi realizado com muito envolvimento coletivo, o mesmo envolvimento que é necessário para se concretizar uma ação cultural independente. Por fim, a terceira coisa interessante foi mostrar o amor e o bom humor como pontos de apoio importantes para que uma idéia vire realidade.

Fiquei muito curioso para tomar um cafezinho com os roteiristas (Betse de Paula, Júlia de Abreu e Roberto Torero) e agradecer pela realização de um filme muito bacana e ao mesmo tempo super didático para quem está começando a fazer produção cultural independente. E também saber mais sobre os pontos de partida que inspiraram esta interessante história.