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segunda-feira, dezembro 08, 2014

Festival independente aposta na produção colaborativa e contribui para o desenvolvimento da dança na América Latina




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Cresce a cada dia o compartilhamento de informações sobre quem resolveu encarar o desafio de começar sem patrocínio, apostando na produção colaborativa. Não estou louvando a dificuldade. Pelo contrário. Sei muito bem o que é ter que trabalhar quase sem recursos ou totalmente sem recursos. Também não estou estimulando uma forma de trabalho coletivo disseminado no Brasil, em que uma maioria trabalha para o crescimento de alguns.


Para mim, as experiências colaborativas apontam para novas formas de organização, as quais quando se desenvolvem, se profissionalizam, mostram que é sempre melhor trabalhar com planejamento e gente preparada do que improvisar.

Mas independente que uma prática seja de longa data ou nova, que seja mais ou menos profissional,  que tenha dado muitos ou poucos resultados, é muito importante o processo de aprendizado que cada pessoa constrói quando se lança a realizar algo que a maioria dos acomodados à sua volta diz ser impossível. E incomoda muita gente ver que conseguimos, com coragem e organização (atenção, só coragem não basta, tem que ter organização), realizar.

Sugiro a leitura da matéria "Mochileiros da dança ocupam São Paulo" que descreve como a atitude da cultura dos mochileiros, também conhecidos no mundo como backpackers, foi utilizada para dar vida ao Dança à Deriva - 2a. Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea.

Reforço: a sugestão de leitura não é para dizer que é ótimo trabalhar com pouco ou nenhum recurso financeiro. Dá muito trabalho e nem sempre as pessoas estão preparadas para organizar ou participar de um evento nestas condições. O que acho fundamental é pensar que vale à pena pensar em como articular e mobilizar recursos, que muitas vezes estão próximos a nós e não utilizamos.

Parabéns a Solange Borelli, produtora do evento, a todos que trabalharam nele e aos grupos Tercer Piso e Colectivo La Perforadora (Colômbia), ao grupo La Santa Chochera (Costa Rica) e ao Colectivo Passion Red formado pelo colombiano Julian Yopasá, a austríaca Barbara Mair e a alemã Selina Glockner.

Leia a matéria na íntegra

Blog do festival




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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do conceito, blog, marca e do programa formativo "Produtor Cultural Independente", possui duas características que marcam seu perfil. A primeira é que tornou-se um profissional multifuncional. Desafiando o paradigma de que uma carreira precisa obrigatoriamente ser focada, acredita na diversidade. É administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante, entre outras coisas. 
Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro, associação cultural sem fins lucrativos cuja missão é oferecer acesso à arte no Vidigal.

A segunda característica é que adora novos desafios.

+55 21 97627 0690  alebarreto@gmail.com

quinta-feira, agosto 04, 2011

Começar a fazer: o lugar para trabalhar está mais perto do que você imagina




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Agradecimento pelo momento especial: ontem chegamos 600 seguidores do Produtor Cultural Independente. É um prazer e uma alegria muito grande estar em rede com um grupo tão criativo, diverso e de pessoas que acreditam que podemos construir nossos sonhos! Isso é um estímulo para que eu continue a compartilhar o meu aprendizado com todos vocês!

Muito obrigado!

Alegria, criatividade e esperança movem o mundo!


Vamos ao texto de hoje!

Terça passada, voltando do MBA em Gestão Cultural, sentei no ônibus e encontrei um jornal dobrado. Abri. A cobradora me perguntou: "é de hoje?". Fui ver. Era a Tribuna de Minas do dia 16 de julho. A cobradora fez uma cara do tipo "tá vencido".

Comecei a folhear o jornal, pois jornais e revistas diárias, semanais, mensais, etc., sempre tem conteúdos que podem ser lidos após a data.

Encontrei então na página 8 a seguinte matéria: "Estudo mostra redução da migração no Brasil. Rio de Janeiro e São Paulo deixaram de ser importadores e passam a ser exportadores de moradores". A percepção que temos sobre "o que é Brasil" está mudando.

No texto "Boa notícia: 73,3 % dos municípios brasileiros podem se desenvolver dinamizando a cadeia produtiva da cultura", comentei que de acordo com a publicação "Indicadores Sociais Municipais : Uma análise dos resultados da amostra do Censo Demográfico 2000", a maioria dos municípios possue até 20.000 habitantes. Então o Brasil não é só as grandes capitais. O Brasil é uma espécie de "arquipélago" onde a maior parte das ilhas são pequenos municípios de até 20.000 habitantes.

Então, me pergunto: "lugar para trabalhar é só no RJ e SP"? Que fique bem claro que o questionamento é para estimular a sua iniciativa, estimular você a começar a fazer. Adoro o RJ. Quero cada vez mais ir a SP. E quero que todo mundo entenda que criarmos redes de trabalho entre os municípios e dentro dos municípios é algo possível de fazer agora. Hoje. No curto prazo. Para começar, não é preciso primeiro ter que ser aprovado no RJ e em SP. Eu moro no RJ, mas comecei em Porto Alegre. Se arrumei trabalho no RJ no Grupo Nós do Morro, é porque o que realizei em Porto Alegre foi relevante.

Para que a quinta-feira fique mais produtiva e prazerosa, pare de procurar o "melhor lugar", a "cidade mais favorável", o "estado mais desenvolvido", para fazer o que você acredita, para exercer a sua criatividade. A maior parte das cidades do Brasil encontra-se na mesma situação.

O lugar para trabalhar está mais perto do que você imagina!

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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

domingo, janeiro 10, 2010

Ser independente: um estilo de vida, uma escolha profissional




Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Aproveitei o tempo bom e fui para a praia. Lá no Posto 09, em Ipanema, comecei a ler a matéria de capa da revista Vida Simples de janeiro cujo título é "seja independente". Estava curioso para saber qual era o conceito defendido. Digo isso porque "ser independente" virou moda no Brasil. Um jovem começa a tocar e já sai dizendo que é um "músico independente". A pessoa se filia a alguma associação que utiliza o termo "independente" em sua denominação e a partir dali entende que tornou-se "independente".

Eu somente assumi publicamente a escolha de trabalhar como um produtor independente no fim do quarto ano da minha carreira, em 2006. Conforme descrito na reportagem, tenho aprendido na prática que quando se fala em "independente" se fala em coragem de arriscar, em buscar estabelecer pontos de apoio com a ajuda de quem pensa igual, utilizar a criatividade para ultrapassar obstáculos, em ser empreendedor, em dar a volta por cima quando algo dá errado, em enfrentar o medo de errar, fracassar, perder ou se prejudicar. Quem é profissional liberal, que trabalha por conta própria, assim como eu, ou como assessores de imprensa, fotógrafos, vendedores, empresários, etc., também aprende estas lições.

Então, "ser independente" nada tem haver com ter ou não ter gravadora, com ter pouco ou muito recurso financeiro, com divulgar o seu trabalho numa grande rede de comunicação ou numa rádio comunitária, oferecer produtos culturais para muita gente ou para um público segmentado.

Uma das chaves para se entender o que é "ser independente" é perceber que antes de ser uma escolha profissional, trata-se de um estilo de vida. Quem sente prazer em caminhar com os próprios pés, cedo ou tarde descobre que é independente.



Leia a matéria na íntegra e entenda um pouco mais sobre o que é ser independente.

domingo, maio 03, 2009

Música Ltda. : o negócio da música para empreendedores


Foz do Rio São Francisco em Piaçabuçu/Foto: Oona Castro (RJ)


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Fazia um tempo que eu não entrava em um dos meus sites preferidos, o Overmundo. Quando cheguei na seção do meu perfil, me deparei com uma mensagem sugerindo que eu conhecesse um trabalho publicado no banco de cultura do site. Entrei no atalho indicado e tive a boa surpresa de encontrar "Música Ltda: o negócio da música para empreendedores". Trata-se do trabalho de conclusão do curso de Especialização em Gestão de Negócios de Leonardo Santos Salazar, realizado na Faculdade de Ciências da Administração da Universidade de Pernambuco.

Falo em boa surpresa porque este trabalho traz informações muito importantes para artistas e produtores culturais independentes que estão construindo a sustentabilidade de seus trabalhos.

Segue um breve resumo do autor:

O negócio da música faz parte da indústria do entretenimento, segmento que
movimenta bilhões de dólares em todo o mundo, superando a indústria automobilística em faturamento, ficando atrás apenas da indústria bélica. Artistas e produtores de pequeno porte não possuem conhecimentos e técnicas específicas para empreenderem seu próprio negócio ou para administrarem a própria carreira. Este trabalho procurou abordar os principais assuntos nas áreas de indústria da música, empreendedorismo, finanças e marketing. Procuramos apresentar os temas através de uma linguagem simples, utilizando exemplos concretos e fazendo observações críticas. A cadeia produtiva da música está baseada principalmente em dois produtos: o disco e o show. A queda nas vendas de discos transformou o show na principal fonte de renda dos artistas hoje em dia. O empreendedorismo surge atualmente como resposta ao desemprego, tanto para um recém formado de 22 anos de idade, como também para um recém demitido de 40 anos. Empreender significa realizar um projeto. O primeiro passo é elaborar o plano de negócio. É preciso controlar os custos, possuir uma margem de lucro competitiva e calcular os impostos envolvidos em cada operação para obter lucro com o negócio e longevidade na carreira artística. Nenhuma organização sobrevive no mercado sem um saldo final positivo. Vender discos nos shows é uma estratégia para auferir receita de dois produtos com uma única oportunidade. A internet é um meio para divulgar e vender música. É uma maneira de driblar as rádios comerciais e colocar os produtos disponíveis para todo o mundo, sem custos com estoque e comissão. Tudo isso é marketing. Na parte final do trabalho apresentamos um modelo de plano de negócio para uma banda de música. As informações inseridas no plano refletem a realidade do mercado brasileiro. O modelo de negócio elaborado está de acordo com as leis nacionais que privilegiam a microempresa e a empresa de pequeno porte.

Quem tiver interesse, pode estudar o trabalho na íntegra.

sábado, março 21, 2009

Boa notícia: 73,3 % dos municípios brasileiros podem se desenvolver dinamizando a cadeia produtiva da cultura


Foto: Natália Barros

Por Alê Barreto

Muita gente não sabe, mas a maior parte dos municípios do Brasil são pequenos. De acordo com a publicação "Indicadores Sociais Municipais : Uma análise dos resultados da amostra do Censo Demográfico 2000", em relação ao conjunto dos 5 560 municípios existentes em 2001, observa-se que a maioria (73,3%) possuía até 20.000 habitantes.

Com exceção dos que estão localizados próximos das capitais, a maior parte destes municípios são o que chamamos de interior. Eu sou do interior. Moro atualmente no Rio de Janeiro, mas sou do interior. No interior, as atividades produtivas, ou seja, aquelas que geram renda, por questões históricas decorrentes do processo de desenvolvimento econômico do país, estão concentradas em sua maior parte no extrativismo, agricultura, pecuária, pesca e na indústria relacionada a estes segmentos. Logo após vem o comércio e serviços, que se desenvolve como consequência do crescimento dos setores mencionados.

Quer dizer que nestes municípios as atividades culturais não contribuem para a economia destes municípios? Não. O que ocorre é que as atividades culturais estão "diluídas" entre o comércio e serviços ou muitas vezes são percebidas somente como atividade filantrópica. Acrescente-se a isso o fato de que a TV aberta é o principal meio de comunicação que estas populações tem de conhecer outras realidades. Isso faz com que elas tenham contato com uma diversidade de ações culturais (shows, filmes, entrevistas, etc) que elas não vêem ao vivo no seu dia-a-dia. Isso as leva a pensar, muitas vezes, que na sua cidade "não há cultura" ou que "na sua cidade a cultura não é valorizada".

Ao invés de comparar a sua cidade com as capitais que você vê através da TV aberta, eu convivo a você mudar o parâmetro de comparação. Se você vive numa cidade de até 20.000 habitantes, você vive numa realidade próxima a de 73,3% dos municípios brasileiros. Ou seja, você não é minoria, você faz parte da maioria. Muita gente está na sua situação. Agora imagine o que poderia acontecer, se você que é maioria pensasse que muitas pessoas em sua cidade adorariam ver um programa de TV gerado em sua cidade, que as pessoas de sua cidade ficariam orgulhosas ao saber que pessoas de outras cidades lêem livros de escritores de sua cidade, escutam música produzida em sua cidade, vêem filmes que foram rodados em sua cidade, você continuaria a pensar que na sua cidade a cultura nunca irá se desenvolver?

Eu acredito que é preciso sensibilizar as pessoas em sua cidade para um assunto novo, que é a Economia da Cultura. Segundo o artigo do Sebrae "O Panorama do Setor do Brasil, as atividades de criação, produção, difusão e consumo de bens e serviços culturais representam hoje o setor mais dinâmico da economia mundial, que tem registrado crescimento médio de 6,3% ao ano (enquanto o conjunto da economia cresce a 5,7%).
Apesar de não haver informações totalmente sistematizadas sobre o seu impacto na economia brasileira, a cultura é responsável por aproximadamente 4% do PIB e é reconhecida como um eixo estratégico de desenvolvimento.

Uma excelente dica para começar a se familiarizar com o tema é assistir aos vídeos da entrevista de Ana Carla Fonseca Reis no programa "Opinião Minas", sobre os temas Economia da Cultura e Gestão Cultural.









É preciso que alguém, que pode ser inclusive você que está lendo este texto, comece a apresentar estes conteúdos para formadores de opinião que ocupam cargos de gestão no seu município, legisladores, pessoas que exercem liderança na iniciativa privada, para a importância de desenvolver o seu município através do fomento da cadeia produtiva da cultura. Isso significa investir o seu tempo produzindo encontros e publicações mostrando os benefícios de se destinar recursos financeiros para criadores e produtores culturais, centros culturais, centros de educação e formação de produtores culturais e técnicos de produção das artes, organizações de fomento ao empreendedorismo cultural, formação de críticos culturais, desenvolvimento do jornalismo cultural, turismo cultural, turismo ambiental e cultural, festivais regionais, artesanato e formação de platéia.

Para ampliar suas reflexões sobre de que forma o seu município pode se desenvolver dinamizando a cadeia produtiva da cultura, leia também o livro ECONOMIA CRIATIVA como estratégia de desenvolvimento: uma visão dos países em desenvolvimento

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Conheça o edital de seleção de novos empreendimentos da Incubadora do Instituto Gênesis da PUC-Rio



Por Alê Barreto

Dia 26 de setembro de 2007, tive a oportunidade de comparecer a audiência pública da Comissão de Economia e Desenvolvimento da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, para discutir o tema "economia da cultura". Na verdade, não fui discutir: fui aprender. Nesta oportunidade, pude assistir aos excelentes painéis apresentados por Paula Porta, assessora especial do ministro da Cultura e coordenadora do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura, Ana Carla Fonseca Reis, autora do livro "Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável – o Caleidoscópio da Cultura" e consultora da ONU em economia criativa, Valéria Barros, coordenadora de Cultura e Entretenimento do Sebrae Nacional e as questões apresentadas pelos colegas artistas e produtores culturais.

Durante esta audiência pública, sugeri a criação de uma incubadora cultural. Na época, até onde tenho conhecimento, ninguém presente na reunião tinha conhecimento do assunto. Nem eu. Me propus a pesquisar o assunto, mas como já era final de ano, pouco consegui avançar.

Recomendei que o assunto fosse verificado por outros membros do recém-criado Fórum Fórum Permanente de Economia da Cultura do RS. Verificando o relatório final das atividades desenvolvidas em 2008, vi que o assunto não foi adiante. Mas não dou o assunto por vencido.

Mesmo não estando mais no RS, tenho buscado difundir este tema para que seja multiplicado em vários estados e cidades brasileiras. Em 17 de junho de 2008 publiquei aqui o post "Conheça a Incubadora Cultural Gênesis da PUC-Rio", no qual consta um link para o artigo "Especificidades na Implementação de uma Incubadora Cultural".

Agora aproveito a oportunidade para divulgar que está aberto o edital de seleção de novos empreendimentos da Incubadora do Instituto Gênesis. As inscrições começaram dia 2 de fevereiro e se encerram dia 8 de março.

A Incubadora apoia empreendimentos inovadores nas seguintes áreas: Artesanato; Áudio, Vídeo e Mídia Digital, Automação, Design, Editorial, Educação, Energia e Petróleo, Entretenimento, Gestão do Conhecimento, Jóias e Acessórios, Logística e Geoprocessamento, Meio ambiente, Moda, Serviços Especializados, Tecnologia da Informação, Telecomunicações e Turismo.

Mesmo que você não possa participar desta edição, vale a pena conhecer o edital.

Se você trabalha em organizações privadas ou públicas de cultura, ou em organizações que estejam trabalhando para organizar melhor a economia da cultura em nosso país, tenho certeza que terá neste edital uma importante fonte de inspiração para propor ações com efeito multiplicador no médio e longo prazo. Chega de pensarmos a cultura somente no curto prazo.

Conheça os resultados desta importante ação cultural que está em andamento no RJ.

sábado, novembro 29, 2008

Modelo de Sistema de Informações de Marketing para Financiamento da Música

Por Alê Barreto

Trabalho de conclusão do meu curso de graduação em Administração de Empresas na UFRGS, 2006. Neste trabalho estudou-se o nicho de mercado do financiamento da música. Pesquisou-se que informações são úteis para artistas, produtores e financiadores, tipos de decisões que são tomadas baseadas nestas informações e problemas ocasionados pela falta de integração entre as mesmas. Com base nestes conhecimentos, elaborou-se uma proposição de modelo de sistema de informações de marketing que talvez possibilite trocas eficientes e apóio a tomada de decisão.



Na época, ainda não estava disponível para pesquisa a publicação do IBGE referente ao Sistema de Informações e Indicadores Culturais.

Vale destacar aqui algumas idéias que julgo importantes para reflexão até hoje:

- ausência de uma cultura de utilização de informações integradas;
- visão reduzida do mercado de financiamento da música;
- não percepção das pequenas e microempresas como fontes de financiamento da música.

Leia a monografia na íntegra

domingo, outubro 05, 2008

Conheça e participe do 2º Contato - Festival Multimídia da Universidade Federal de São Carlos



Conteúdo extraído do site www.contato.ufscar.br


O CONTATO – Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica é um projeto da Universidade Federal de São Carlos que fomenta o cenário cultural da região e busca desenvolver integração em torno de atividades artísticas.

É composto por apresentações gratuitas de música, cinema, instalações de arte eletrônica, atividades de formação e de aperfeiçoamento de profissionais nas áreas abrangidas.

O CONTATO é um evento anual, realizado por projetos da UFSCar que almejam a partir de sua articulação estabelecer parcerias para a pesquisa e desenvolvimento de processos de produções artísticas e comunicacionais dentro das constantes atualizações de tecnologia e relação com a sociedade. Todo este trabalho busca acontecer de modo que o espaço aberto ao intercâmbio de novas produções e suas exibições seja propício à articulação dos setores em prol de novos desafios, capazes de fortalecerem e integrarem os potenciais de criação.

O projeto é realizado pela Rádio UFSCar, pelo CineUFSCar, pelo Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico – LAbI e pela Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar, além dos diversos apoiadores e parceiros.


Alê Barreto, gestor do projeto Produtor Cultural Independente, irá participar da oficina "Músico Empreendedor", no sábado dia 11/10, à tarde, falando do livro "Aprenda a Organizar um Show" e debatendo o tema "Produção Independente Autônoma" e no domingo 12/10 irá participar do Encontro Setorial de Música, às 10h.

Para maiores informações sobre esta oficina, entrar em contato com Leonardo Castro leocastroreis@yahoo.com.br


Conheça toda a programação do festival

segunda-feira, junho 23, 2008

AfroReggae comemora 15 anos na 9ª Edição do Prêmio Orilaxé



Artigo de Marcos Luca Valentim publicado no site do AfroReggae em 20/06/2008.

Evento, em parceria com a Unesco, também celebrará os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e terá, além dos premiados, homenagem especial a 15 pessoas que colaboraram com o Grupo Cultural ao longo de sua trajetória.

O prêmio Orilaxé, do Grupo Cultural AfroReggae (GCAR), já se sedimentou como um dos mais importantes do país. A 9ª edição, no entanto, será especial: marcará os 15 anos da instituição. Para celebrar a data, pela primeira vez, o prêmio será no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, numa festa para 2,5 mil pessoas, de todas as cores, classes, credos e opções sexuais. O evento, em parceria com a Unesco, terá como tema os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e irá comemorar as diferenças.

Apresentado pela cantora Fernanda Abreu e pelo rapper Marcello Silva, o Orilaxé deste ano, além das 15 categorias, fará, também, uma homenagem especial a 15 parceiros de longa data e que colaboraram para as conquistas do AfroReggae. São eles: os governadores de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, Aécio Neves e Sergio Cabral; a atriz Regina Casé; o apresentador Luciano Huck; o Vice Presidente de responsabilidade Social do Grupo ABC, Luís Roberto Pires Ferreira.; o diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Erlanger; a gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa; o Co-Presidente do Conselho de Administração da Natura, Guilherme Leal; o vice-presidente de marketing do Banco Real, Fernando Martins; Denise Dora da Fundação Ford; o dono da Furacão 2000, Romulo Costa; a coordenadora do CESeC/UCAM, Silvia Ramos, o Pastor Marcos; o antropólogo Hermano Vianna, e o diretor regional do SESC SP, Danilo Santos de Miranda.

Com direção e cenografia de Gringo Cardia, o evento contará com shows da banda AfroReggae, que dividirá o palco com Zeca Pagodinho, Olodum, o Rappin Hood e Leandro Sapucahy. Entre as músicas do repertório está a clássica “Imagine” de John Lennon, que será tocada pelo AfroReggae junto com um grupo de Hare Krishna e a Banda 190, da Polícia Militar.

Os prêmios, que também foram criados por Gringo, terão estampadas as caras de crianças das comunidades onde o AfoReggae atua (Vigário Geral, Parada de Lucas, Complexo do Alemão e Cantagalo), e, serão entregues por pessoas que têm histórias ligadas à luta pelos Direitos Humanos. Fernando Gabeira; MV Bill; o presidente do Grupo Conexão G, de militância gay, Gilmar dos Santos; Dona Conceição, fundadora da AMAR, que luta pelos direitos dos detentos da FEBEM; Luiz Mendes, que elaborou um guia para a reintegração social de ex-presidiários; Rejane Pereira, que criou o Grupo de Mulheres Cidadania Feminina, que promove apitaços em Recife a fim de coibir a violência doméstica; o colombiano Hugo Acero, que foi um dos principais expoentes para a redução da criminalidade naquele país, entre outros, serão alguns dos entregadores.

Os premiados são: os músicos Rappin Hood, Roberta Sá e Siba e a Fuloresta (PE), que levarão para casa, respectivamente, os Orilaxés de melhor cantor, cantora e grupo musical. Na categoria jornalismo, a vencedora é Amélia Gonzalez, editora do caderno Razão Social, do jornal O Globo. Berg Silva, também do O Globo, foi escolhido como o melhor fotógrafo.

De São Paulo, veio a inovação em veículo de comunicação e o prêmio vai para o Canal Moto Boy, um projeto de comunicação audiovisual celular realizado por profissionais motociclistas, que mostram várias facetas da capital paulista.

A bailarina Mercedes Batista, que foi a primeira negra a integrar o Corpo de Baile do Theatro Municipal e inventora do balé afro no país, levará para casa o Orilaxé na categoria Tradição Afro-Brasileira. Edson Cardoso (DF) será agraciado por produção de conhecimento, enquanto o prêmio de responsabilidade social irá para Olinta Cardoso (RJ) diretora de Comunicação Institucional da Vale e membro do Conselho da Fundação Vale. Mestre Felipe, do Maranhão, que é hoje o mestre vivo de maior expressão do tambor de crioula, levará o prêmio de cultura popular.

Na categoria empreendedorismo social o prêmio vai para Francisco Alemberh de Souza Lima, criador da Fundação Casa Grande-Memorial do Homem Kariri, no Ceará. É também daquele estado que vem o prêmio de projeto social, para o Banco Palmas.

O projeto Cultura Viva, do Ministério da Cultura, ganhará a categoria inovação social. Também de Brasília, o novo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, receberá o prêmio de políticas públicas, por toda sua trajetória. O advogado João Tancredo, que dedicou sua vida aos Direitos Humanos levará a premiação desta categoria.

O prêmio, criado pelo AfroReggae em 2000, no dialeto iorubá quer dizer “a cabeça que tem o poder de transformação” e busca mostrar como estes exemplos servem de inspiração para melhorar a realidade.

Conheça o AfroReggae

terça-feira, junho 17, 2008

Conheça a Incubadora Cultural Gênesis da PUC-Rio



Em março de 2002, o Instituto Gênesis da PUC-Rio inaugurou a primeira Incubadora Cultural da América Latina com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento de empreendimentos de base cultural e artística. Hoje, a Incubadora engloba um total de 21 empresas focadas em diferentes áreas, tais como arte, educação, moda, design, turismo cultural, mercado editorial e audiovisual.

Entre outros projetos, a Incubadora Cultural realizou um estudo sobre a cadeia produtiva da economia da música visando satisfazer a escassez de trabalhos que abordam a importância econômica dessa indústria. Tal pesquisa deu origem a inúmeros projetos incluindo o Projeto Casa do Compositor em Conservatória, aprovado em 2004 pelo Ministério da Cultura como um Ponto de Cultura.

Atenta às demandas do mercado, a Incubadora Cultural Gênesis da PUC-Rio lançou no ano de 2004, em parceria com o Departamento de Arte & Design, a Incubadora de Design de Jóias, sendo a primeira no Brasil especializada nesse segmento.

Ainda no mesmo ano, lançou a Incubadora Social de Comunidades com o objetivo de gerar oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional aos moradores de regiões de baixo desenvolvimento econômico, selecionados e apoiados pelo Instituto Gênesis.

Saiba mais

Leia o artigo "Especificidades na Implementação de uma Incubadora Cultural"