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sábado, dezembro 17, 2016

Assista filmes, descubra filmes, organize sessões de cinema e distribua filmes no Videocamp


Plataforma já realizou 10.269 exibições em 73 países com audiência de 344.677 pessoas




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com



Desde 2002 ouço reclamações sobre a ausência de salas de cinema no Brasil e milhares de outros obstáculos que atrapalham a distribuição dos filmes. Mesmo com YouTube, Vimeo, Porta-Curtas e outras plataformas, percebe-se que as pessoas ainda tem muita dificuldade de estruturar a exibições de filmes. Quem geralmente dribla melhor estas dificuldades são os cineclubes.







Encontrei hoje na internet uma plataforma que pode contribuir muito com a distribuição de filmes. Não é para todo o tipo de filme. São filmes cujos conteúdos pretendem discutir questões sociais e incentivar mudanças. Se você acredita que a função principal do cinema é instigar as pessoas a pensar sobre estes temas, você vai gostar muito. Se você acredita que o cinema tem essa e outras funções, vai gostar também. E se você acredita que o cinema deve ser mais voltado ao entretenimento, terá nessa plataforma uma grande inspiração para criar maneiras de exibir seu filme.






O VIDEOCAMP é uma plataforma global online, gratuita, que conecta filmes, organizadores de sessões de cinema e espectadores. 

Você pode assistir filmes, descobrir onde assistir filmes, organizar exibições de filmes e distribuir filmes.







Navegue no VIDEOCAMP e conheça suas possibilidades. Assista o manifesto.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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sábado, novembro 05, 2016

Mudança para Los Angeles, segurança pública e pirataria: José Padilha manda a real na Trip TV




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com




Um ótimo vídeo onde o diretor José Padilha fala sobre os últimos momentos de sua carreira. Ele fala abertamente sobre o contexto que o levou a mudar para Los Angeles (EUA) e realizar novos trabalhos. Considero um depoimento rico e atual sobre as possibilidades que se abrem na carreira artística e criativa.


José Padilha foi roteirista de Os Carvoeiros (2000) e dirigiu Ônibus 174 (2002), Os Pantaneiros (2003), Tropa de Elite (2007), Garapa (2009), Tropa de Elite 2 (2010), Robocop (2014) e a série Narcos (2015). Trabalhou também na produção de Estamira (2006) e no roteiro de Paraísos Artificiais (2012)

Na entrevista "Lava-Jato | "Vamos expor muito cinismo, corrupção e demagogia", concedida a Rodrigo Fonseca do site Omelete em junho de 2016, o carioca José Padilha anunciou que está trabalhando na segunda temporada de Narcos da Netflix e também num longa-metragem com a (produtora americana) Working Title sobre o conflito entre Israel e os palestinos na década de 1970.


Assista também José Padilha no programa Sangue Latino.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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segunda-feira, outubro 29, 2012

Indústria do cinema está preocupada com o crescimento do hábito de ver TV




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com

Saiu hoje no jornal O Globo, na parte de cultura, uma matéria interessante, intitulada "Hollywood pensa em formas de alterar deslocamento cultural para TV".

O texto apresenta que houve uma queda imensa nas vendas de ingressos para cinema nos EUA (o menor desde 1995), o que tem motivado vários grupos da indústria do cinema norte-americano (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que entrega os Oscars e o American Film Institute) a desenvolver campanhas públicas para convencer as pessoas de que os filmes ainda têm importância. 
Já ouvimos falar na crise da indústria fonográfica. Agora, crise no cinema.

Entenda melhor o assunto. Leia o texto na íntegra.



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Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos.

Mora na cidade do Rio de Janeiro. É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão CulturalMinistra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural e é um dos articuladores do projeto Solos Culturais, parceria do Observatório de Favelas e Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, que tem patrocínio da Petrobras.

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

terça-feira, outubro 18, 2011

Cinema: conheça o livro "A produção cinematográfica" de Renata Palheiros





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Resolveu fazer um filme e a coisa tá meio enrolada? Dê uma paradinha e estude.

O livro "A produção cinematográfica - seu processo de execução", de Renata Palheiros, poderá ajudá-lo a organizar e realizar a sua produção independente.

Veja como adquirir o livro


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Retorno da audiência [ACOMPANHE]
Este blog recebeu até agora 149.295 visitas e 330.425 visualizações.

Obrigado! Realize você também!


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Leia também:

Coletâneas: organizar e divulgar conteúdos é uma boa forma de dar visibilidade às ações criativas

Gestão de espaços culturais: Itaú Cultural assumiu a gestão do Auditório Ibirapuera em SP

Dica útil: utilize melhor seu tempo livre


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou como administrador e produtor executivo junto a diretoria do Grupo Nós do Morro até 2009. Hoje é voluntário do grupo. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural. Ter trabalhado com artistas, grandes eventos e num grupo importante não alterou o seu modo de vida simples, característico de uma pessoa que nasceu numa cidade do interior do Brasil.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações. Saiba mais



Comece a trabalhar com mais organização. Faça o seu trabalho fluir.

Mais importante que ter formação ou experiência é ter atitude e investir sem si próprio. Acredite em você e no seu trabalho.

Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços úteis e acessíveis, cursos, oficinas, workshops e palestras.

domingo, julho 11, 2010

Conheça o projeto 5 Vezes Favela - Agora por nós mesmos





Por Alê Barreto*


Este domingo vai rolar uma oportunidade excelente de aprimorar seu pensamento crítico, aprender sobre cinema e ampliar o seu olhar como produtor ou gestor cultural.

A TV Brasil vai exibir às 20h no programa Conexão Roberto D'Avila uma entrevista com o cineasta cineasta Cacá Diegues e a produtora Renata Magalhães.

O tema da reportagem é a produção do filme 5 Vezes Favela – Agora Por Nós Mesmos, que foi lançado em maio, no último Festival de Cannes.

A produção deste audiovisual tem como ponto de partida o longa metragem 5 Vezes Favela, que retratou a vida das pessoas que viviam nas favelas do Rio de Janeiro em 1962. Na época o filme foi realizado por jovens cineastas e produzido pelo Centro Popular de Cultura – o CPC – da UNE.

5 Vezes Favela - Agora por nós mesmos foi realizado por jovens de comunidades que participaram de um curso que contou com a participação de Nelson Pereira dos Santos, Rui Guerra, Daniel Filho, os irmãos Salles e o próprio Cacá Diegues, entre outros.




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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Conheça como jovens cineastas de Campinas estão viabilizando suas produções



Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Leia a matéria "Jovens cineastas na ativa falam de sobrevivência e mercado" de Adriano Conter, publicada em 06/02/10 no site www.eptv.com e veja como estes jovens estão viabilizando suas ações culturais independentes.

sábado, outubro 24, 2009

Produção Cultural Independente também é entender de comunicação


Robert De Niro em "Wag the dog"


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Eu acredito que a alfabetização para as mídias (como ler o que não está escrito?) é uma disciplina fundamental na construção do novo campo de conhecimento que é a produção cultural independente.




Em outubro de 2008 eu republiquei uma reportagem sobre este tema originalmente publicada na revista Mídia Com Democracia, nº 1, de janeiro de 2006.


Me lembrei então de indicar aos meus colegas produtores culturais independentes que aproveitem uma parte do tempo livre do final de semana para aprender um pouco mais sobre comunicação. Passem em alguma locadora, peguem emprestado com alguém ou baixem da internet o filme "Mera Coincidência" (Wag the dog, 1997).




Compare o que você assistiu e pense se é possível isso acontecer com a divulgação de algum produto ou serviço cultural. Mera coincidência?

domingo, setembro 20, 2009

Um filme para se divertir no domingo e entender um pouco mais os apuros de um produtor cultural


Trailer do filme "Vatel"


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Aproveite o tempo livre do domingo para dar um pulo na locadora mais próxima e alugar o filme "Vatel". A história se passa em 1671. O príncipe de uma província no oeste da França, que está à beira da ruína econômica, resolve oferecer ao rei Luis XIV um fim de semana de festas e muita diversão, com objetivo de conquistar sua simpatia e ajuda dos cofres reais.

O filme mostra os dramas vividos por Vatel, personagem interpretado por Gérard Depardieu, um serviçal que passa todo filme envolvido com a "produção" dos festejos, preocupado em agradar seu mestre.

Veja um bom exemplo da complexidade da produção de uma ação cultural.

domingo, abril 19, 2009

Uma história de produção cultural independente





Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Na semana que passou, após ter postado as minhas impressões sobre o curso de formação de agentes culturais da UFF, estava pesquisando que assunto iria colocar neste post. Hoje, enquanto fazia alguns esboços em casa, olhei para o lado do meu computador e avistei o DVD de um filme que há uma semana estava tentando ver e ainda não tinha conseguido.

Então, resolvi assisti-lo, pois ele não tinha ido parar na minha casa por acaso. Uns dias antes, um colega de trabalho, o Érico Tavares, chegou e me apresentou o filme, falando que tinha sido dirigido por uma professora da pós-graduação em gestão cultural que ele está fazendo na Estácio de Sá e que falava sobre os dramas vividos por quem faz produção.

Filmado em 2002 e lançado em 2005, o filme é completamente atual. Eu achei o filme sensacional, por várias razões. A principal delas é que ele apresenta de forma muito clara e com bom humor uma série de situações reais vividas por quem quer fazer o seu projeto cultural independente acontecer.


Trailer de Celeste e Estrela


Mesmo não tendo feito (ainda) produção executiva para cinema, eu me vi no filme o tempo inteiro. Me vi sonhando com as minhas realizações. Me vi preocupado em como arrumar grana para as coisas acontecerem. Me vi abatido em alguns momentos ao me deparar com alguns obstáculos para realizar os meus projetos. Me vi vibrando com cada conquista. Quando a Dira Paes mostrava a paixão que movia cada passo dela em busca de realizar o seu filme, eu vibrava com cada conquista! Quando o Fábio Nassar entrava em cena dizendo que havia conseguido resolver um problema de produção, eu quase enchia os olhos de lágrimas, lembrando da diversidade de estratégias que fui adotando para não parar com o que eu mais acredito.



Divulgação do filme "Celeste e Estrela"

Três coisas coisas muito legais me fizeram "entrar" no filme. A primeira dela foi a liberdade com que os roteiristas enfocaram um tema tão complexo como é viabilizar uma ação cultural no Brasil. Em geral, quando alguém fala do que é fazer produção cultural no Brasil, fala de forma muito restrita, como se a sua experiência fosse a única interpretação que existe. E o filme não faz isso. Ele conta uma história. A segunda coisa interessante é o coletivo. Não sou um crítico de cinema, mas o filme me passa a impressão que ele foi realizado com muito envolvimento coletivo, o mesmo envolvimento que é necessário para se concretizar uma ação cultural independente. Por fim, a terceira coisa interessante foi mostrar o amor e o bom humor como pontos de apoio importantes para que uma idéia vire realidade.

Fiquei muito curioso para tomar um cafezinho com os roteiristas (Betse de Paula, Júlia de Abreu e Roberto Torero) e agradecer pela realização de um filme muito bacana e ao mesmo tempo super didático para quem está começando a fazer produção cultural independente. E também saber mais sobre os pontos de partida que inspiraram esta interessante história.

sexta-feira, abril 10, 2009

TVs Universitárias podem escoar a produção independente


Imagem: Felipe Obrer


Por Alê Barreto


Um debate que vem crescendo no Brasil é a questão da distribuição de conteúdos independentes.

Esta questão aparentemente parece uma incógnita. Muitos profissionais que trabalham nas grandes empresas de comunicação que controlam a quase totalidade dos canais de veiculação de conteúdo para a população alegam que nada podem fazer, pois são funcionários destas empresas e somente podem divulgar produtos culturais que tenham grande retorno de audiência. Por outro lado, muitos artistas reclamam que o seu trabalho não acontece devido a este "bloqueio" que não permite que eles consigam veicular seu trabalho.

Quando trabalhei no RS com artistas independentes, percebi que existem novos canais de comunicação que estão se estruturando no Brasil e que são livres. Muitos deles inclusive se propõem a estimular novas produções independentes. Um bom exemplo disso são as TVs Universitárias.

Pensando nisso, estes dias naveguei pela internet e descobri no youtube uma iniciativa muito legal que está rolando no Rio Grande do Norte. Trata-se do programa Olhar Independente, um programa semanal que tem a finalidade de divulgar e discutir a produção audiovisual potiguar, assim como também produções de estados vizinhos, promovendo a interação da Televisão Universitária com os produtores independentes.

A equipe do programa tem a direção de Bernadete Lago, co-direção de Rosália Figueiredo, direção de fotografia de Cláudio Cavalcante, produção e apresentação de Érica Lima e edição de Mário Soares.

Conheça uma TV Universitária por onde pode escoar a produção independente:

sexta-feira, outubro 31, 2008

Conheça o Porta-Curtas Petrobras



Conteúdo extraído do site www.portacurtas.com.br

O Porta-Curtas Petrobras é um projeto que visa não apenas trazer os melhores curtas-metragens brasileiros para a internet, mas também formar um painel representativo da produção nacional de curtas em termos de décadas, técnicas, tendências e elencos.

O Porta-Curtas Petrobras é pioneiro na internet nacional, pois todos os curtas disponíveis são exibidos em sua forma original, sem cortes, e os direitos autorais dos criadores são sempre respeitados.

A principal diferença entre o Porta-Curtas e os demais sites que exibem filmes é que o objetivo principal do projeto é promover os curtas também através de outros sites, garantindo assim uma difusão mais ampla.

Webmasters, editores e blogueiros podem escolher filmes que sejam adições interessantes ao conteúdo de seus sites e receber um link que permite que o curta seja exibido a partir deles. A disponibilização de links para outros sites é um serviço automático e gratuito para todos.



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quarta-feira, outubro 29, 2008

Estudo sobre a indústria cinematográfica brasileira


Imagem: Cleuber Oliveira Nunes

Conteúdo produzido pelo economista Felipe Ribeiro, publicado no site do Ministério da Cultura

O mercado cinematográfico brasileiro é caracterizado, assim como na maior parte dos países em desenvolvimento, pelo amplo domínio do produto importado americano. Diante deste modelo hegemônico, evidencia-se a dificuldade dos países periféricos para estruturar sua produção em busca de uma possível auto-sustentabilidade.

Além da concorrência com a globalizada indústria de produção norte-americana, a produção nacional encontra barreiras quase intransponíveis na distribuição e exibição dos seus filmes.

A partir dos anos 70, houve uma brutal queda do número de salas de cinema. O declínio se deve a fatores diversos, como o aumento do preço dos ingressos e a redução do poder de compra; a modificação dos hábitos de consumo, com a difusão dos shoppings centers; a profusão em massa da televisão; o aumento dos índices de violência, entre outros. Com o fechamento de cinemas de rua nas capitais e de estabelecimentos em outras cidades, o mercado ficou restrito, na sua maior parte, às grandes cidades e seus shoppings centers.

A partir de meados da década de 90, quando o Brasil tinha pouco mais de mil salas - na década de 70 superava as três mil salas -, o setor de exibição começou, lentamente, a dar sinais de recuperação com a entrada dos multiplex por operadoras estrangeiras. Esse fator aumentou a concorrência do setor, então praticamente estagnado, e forçou as empresas sobreviventes a buscarem a modernização das salas. Houve uma recuperação do mercado nacional balizado nos processos políticos, mas desta vez inserindo o filme como um produto audiovisual, dadas as necessidades do mercado e a possibilidade de recuperar seus custos ao longo da cadeia produtiva e de suas diferentes janelas de exibição.

Em todo o mundo, de um modo geral, apenas 25% da receita total de um filme vem da sua renda nas salas de exibição. Os outros 75% vêm dos chamados mercados ancilares (que correspondem às inúmeras formas alternativas de difusão que hoje conhecemos), sobretudo das televisões aberta e a cabo, mas também do homevideo, do laserdisc, do DVD e da crescente utilização da Internet e do futuro digital.A partir de 2000, com o advento da Lei do Audiovisual, houve uma retomada da produção de filmes de longa-metragem. A difusão, porém, ainda é uma questão complexa no Brasil. O Governo tem procurado estabelecer parcerias com as tvs aberta e a cabo, além da própria Ancine, no sentido de ajudar no aprimoramento da difusão de filmes nacionais. Conforme veremos, a participação do cinema nacional nas salas de exibição vem aumentando ao longo dos anos, assim como o público que assiste a filmes nacionais.

Com relação à geografia do setor cinematográfico no Brasil, o sudeste aparece como o principal centro produtor: o Rio tem 70% de captação, 66% dos filmes, e 68% do público; São Paulo 26%, 29% e 31%. Essa média diz respeito aos filmes realizados entre janeiro de 1996 e junho de 2003. Às vésperas de 2007, entretanto, essa tendência começou a se reverter, mesmo que de forma amena.

O Brasil possui uma sala de cinema para cada 105 mil habitantes. Essas salas estão normalmente concentradas em cidades com mais de 400 mil habitantes. As redes norte-americanas tendem a concentrar seus esforços de exibição em filmes do gênero blockbuster, restando aos mercados alternativos os chamados filmes de arte, que correspondem a 10% do mercado (2003).

Conheça o estudo completo

segunda-feira, setembro 29, 2008

10° Laboratório SESC Rio de Roteiros para Cinema Infantil

Extraído da newsletter encaminhada por Gabriel Guimard, Moderador Rede Cultura Infância, Diretor da Cia. Megamini de Teatro e editor do Portal Cultura Infância www.culturainfancia.com.br

No próximo dia 06 de outubro inicia o 10° Laboratório SESC Rio de Roteiros para Cinema Infantil, 18h30min, no Arte Sesc (Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo).

Serão disponibilizadas 20 vagas para os participantes da lista Cultura Infância, sujeitas à confirmação de presença. As inscrições e confirmações de presença devem ser enviadas para o e-mail labroteiro2008@ gmail.com até 02 de outubro.

Na ocasião haverá um debate sobre Formação de Público com consultores internacionais discutindo como ampliar o público do mercado de cinema através da criação e desenvolvimento de políticas e narrativas para o cinema infantil.

Debatedores:
Arne Lindtner Naess - Noruega
Eric Rognard - França
Michael Goldenberg - EUA
Mieke de Jong - Holanda
Niels Arden Oplev - Dinamarca

Mediação de Carla Camurati, diretora do Festival Internacional de Cinema Infantil.


Informações:

LABORATÓRIO SESC RIO DE ROTEIROS PARA CINEMA INFANTIL
Tel. (21) 2512-6859
labroteiro2008@ gmail.com

sexta-feira, setembro 19, 2008

Oficina de produção cinematográfica: do roteiro à tela



Conteúdo extraído do site www.polodepensamento.com.br


Esta oficina terá, simultaneamente, um caráter teórico e prático. Serão abordados vários aspectos da produção cinematográfica, desde a idéia do filme ao lançamento comercial. O que é produção? Quem é quem numa equipe de filmagem? O que é desenho de produção? O produtor executivo x elaboração e controle do orçamento. A captação de recursos.

6 outubro (segunda-feira)
O que é produção? Produção artística x produção executiva. Quem é quem numa equipe de cinema? A análise do organograma de uma equipe de filmagem nos possibilitará entender as responsabilidades de cada membro da equipe e como funciona a integração entre os departamentos.

7 outubro (terça-feira)
O que é desenho de produção? Raciocínio financeiro e estratégico para cada filme. Quais os caminhos que levam ao desenvolvimento do desenho de produção de um filme? Desenho de produção do projeto e desenho de produção das filmagens.

8 outubro (quarta-feira)
A produção executiva: a importância do produtor executivo na elaboração e controle do orçamento, no processo de planejamento estratégico das filmagens e na montagem da equipe.

9 outubro (quinta-feira)
Captação de recursos: as diferentes formas de
viabilização dos projetos de acordo com o perfil de cada filme.

13 outubro (segunda-feira)
Exemplos: a aplicação dos conceitos acima nos filmes Central do Brasil, Tensão em alto mar e Cidade de Deus.

15 outubro (quarta-feira)
Mulheres do Brasil: da idéia original ao lançamento comercial. Veremos todo o processo de realização do filme, do argumento ao lançamento comercial.

16 outubro (quinta-feira)
Apresentação e discussão do processo de produção do filme O senhor do labirinto.

20 outubro (segunda-feira)
Balanço final. Especificidades do processo de produção no cinema brasileiro hoje.


Elisa Tolomelli é produtora de cinema e foi produtora executiva dos filmes Cidade de Deus (2004), Amores possíveis (2000), Lavoura arcaica (1998) e Central do Brasil (1997), dentre outros.

domingo, setembro 14, 2008

Imaginário Digital: Quem está à margem? Quem está no centro?



Conteúdo extraído do site www.visoesperifericas.org.br


A Imaginário Digital é uma associação cultural para fins não econômicos que tem por principal objetivo promover e assegurar o acesso e a formação de indivíduos para o uso das novas tecnologias em comunicação. Criada por jovens empreendedores sociais - jornalista, cineasta, cineclubista e assistente social - a ID desenvolve projetos de educação e comunicação nas áreas audiovisual, jornalística, artística e multimídia.


Princípios


A ampliação do espaço de aprendizagem


Nossas ações partem do contexto de que as novas tecnologias criaram novos espaços do conhecimento e de que a sociedade civil se fortalece não apenas como espaço de trabalho, mas sobretudo como espaço de difusão e de reconstrução de conhecimentos.



A disseminação da cultura digital

Acreditamos que as tecnologias digitais são os verdadeiros motores da inovação cultural, desde a virtualização das identidades sociais e dos grupos em rede até a convergência digital da mídia textual e audiovisual.



O conhecimento compartilhado e cultura livre

Nosso trabalho baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação. Buscamos, na prática, colaborar para a construção coletiva de novos formatos midiáticos, novos programas, novas tecnologias e novas redes sociais.


Neste ano, a Imaginário Digital realizou o Festival Audiovisual Visões Periféricas 2008.


Conheça o Festival

quarta-feira, maio 21, 2008

Idéias em Movimento: produzindo e realizando filmes no Brasil



Escrito de forma leve, Idéias em movimento mescla informações precisas sobre o trabalho no cinema com dados históricos sobre a evolução da indústria e da arte em cinematografia, remontando às primeiras películas fabricadas pela Kodak, nos Estados Unidos, e pela Pathè, na França, no fim do século XIX. Além de apresentar minuciosa e didaticamente as funções de todos os que fazem o cinema, Aída Marques procura traçar um panorama da área no país, trazendo declarações de profissionais aclamados na indústria cinematográfica brasileira. Detalhes como os prazos de início de trabalho de determinado profissional – continuístas são contratados uma semana antes de começarem as filmagens, diretores de fotografia, dez dias antes – também são informados, sempre com observações sobre a necessidade de estender ou reduzir tais períodos.

O livro discute ainda situações típicas de países pobres, como o dilema vivenciado por diretores que acumulam a função de produtor, e a necessidade de captar recursos para subvencionar as produções – algo que, segundo a autora, só não acontece nas indústrias norte-americana e indiana, embora também existam subsídios na forma de isenções fiscais ao cinema nos Estados Unidos e na Índia. O seguro do filme, um aspecto geralmente negligenciado no Brasil por diversos setores de produção, também merece destaque de Aída Marques, que ainda montou uma relação de laboratórios, finalizadores e distribuidores, entre outros serviços, que podem ser utilizados por quem faz cinema.


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