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terça-feira, abril 29, 2014

Produtor realiza e também pensa. Participe do V Seminário Internacional de Políticas Culturais

Lia Calabre é uma das organizadoras do Seminário (Foto: João Kehl/Cia de Foto)


Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


É muito comum no Brasil existir um abismo entre quem realiza e quem estuda. Na produção, não é diferente. Por isso acho fundamental que produtores comecem a participar de seminários, encontros, conferências, simpósios, ciclos de palestras. É uma forma de ter acesso com a pesquisa para ir melhorando a prática.

Venho acompanhando o Seminário Internacional de Políticas Culturais e este ano vou apresentar o artigo "A formação em administração, produção e gestão cultural como elemento facilitador do desenvolvimento da carreira artística", no dia 08 de maio, na Mesa VIII, cuja temática é "Gestão e Formação em Cultura". 

Convido a todos para que participem dos 3 dias do seminário. Abaixo reproduzo informações do site do Itaú Cultural.



Participe do V Seminário Internacional de Políticas Culturais

A Fundação Casa de Rui Barbosa, em parceria com o Observatório Itaú Cultural, realiza o V Seminário Internacional de Políticas Culturais no Rio de Janeiro, entre os dias 7 e 9 de maio.

Organizado por Lia Calabre, Maurício Siqueira e Adélia Zimbrão, o evento – encontro de especialistas, estudiosos, gestores e interessados nas questões relativas à área de políticas culturais – pretende divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações e das reflexões históricas, teóricas e práticas.

A programação conta com seções de conferência, palestra e debate. Para saber o cronograma completo do seminário, confira o arquivo (em pdf) aqui. Para mais informações sobre cada mesa, consulte aqui.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas por e-mail. Envie uma mensagem parapolitica.cultural@rb.gov.br com nome completo e e-mail e informe se há interesse em receber o certificado para confirmar presença.


Serviço

V Seminário Internacional de Políticas Culturais
quarta 7 a sexta 9 de maio de 2014
das 8h30 às 20h
inscrições: escrever para politica.cultural@rb.gov.br e informar nome completo, e-mail e se há interesse em receber o certificado

Entrada franca
[livre para todos os públicos]


Fundação Casa de Rui Barbosa | Rua São Clemente 134 Botafogo Rio de Janeiro RJ
informações 21 3289 8608/8609/8610 | politica.cultural@rb.gov.br


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) juntamente com a cineasta e roteirista Luciana Bezerra e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira artística e criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.   Leia mais

segunda-feira, setembro 17, 2012

Começa dia 19 de setembro o "III Seminário Internacional de Políticas Culturais" promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa



Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Amigos, na próxima quarta começa o III Seminário Internacional de Políticas Culturais, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa. 


Trata-se de um encontro de especialistas, estudiosos e interessados em questões relacionadas à área de políticas culturais, visando divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas e das reflexões históricas e teóricas. O seminário será composto por conferências, palestras e comunicações individuais e terá presença dos principais pesquisadores brasileiros e estrangeiros nas áreas de política e gestão cultural. 

Para quem não é do Brasil ou está começando a se aproximar do tema políticas culturais, este é um dos principais espaços de reflexão sobre políticas culturais no Brasil. O outro grande espaço é o ENECULT, na Bahia. Com a implementação do Sistema Nacional de Cultura, deverão surgir novos espaços nos próximos anos.


O seminário é cuidadosamente organizado por Lia Calabre, Maurício Siqueira e Adélia Zimbrão (FCRB). 

Eu vou estar lá. 
Vejam a programação:


:: 19 de setembro

13h Inscrições

13h30 Mesa de abertura - auditório

14h Conferência – “Industrias creativas y políticas culturales” - Rubens Bayardo, Instituto de Altos Estudios Sociales (IDAES), Universidade Nacional de San Martín (UNSAM) – Argentina

15h30h Mesa 1 - auditório
"Economia Criativa e Megaeventos - Concepções de cidade criativa e megaeventos"
Clarissa Semensato, Fundação Casa de Rui Barbosa/ Polo Universitário de Rio das Ostras - Universidade Federal Fluminense (FCRB/ PURO-UFF) e Mauricio Siqueira Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)

"Economia Criativa: abordagens e estratégias de operacionalização do conceito"
Heliana Marinho, SEBRAE-RJ

"Considerações sobre a influência do patrimônio cultural na decisão de localização de um megaevento"
Cládice Diniz , Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)

"O legado imaterial dos Jogos Olímpicos: processos, dimensões, perspectivas e conflitos"
Gerardo Silva, Universidade Federal do ABC (UFABC)

18h Intervalo

18h30 Mesa 2 – auditório
"Rumos Pesquisa Aplicada (Observatório Itaú Cultural): resultados"
Selma Cristina da Silva (coordenação), gerente do Observatório e do Centro de documentação do Itaú Cultural

"Educação à distância na formação dos gestores culturais dos pontos de cultura: limites e possibilidades"
Maria Daniela C Gouveia de Melo, mestranda em Administração – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

"Call for Problemas: uma pesquisa Fora do eixo"
André Azevedo da Fonseca Universidade Estadual de Londrina (UEL)

"Acari Cultural: Mapeamento da produção cultural em uma favela da zona norte do Rio de Janeiro"
Adriana Facina, Universidade Federal Fluminense (UFF)

:: 20 de setembro

9h

Comunicações Mesa I – auditório - Diálogos Cultura Viva

Comunicações Mesa II – sala de cursos - Patrimônio e memória

Comunicações Mesa III – porão do Museu - Políticas e governos locais

11h15

Comunicações Mesa IV – auditório - Financiamento

Comunicações Mesa V – sala de cursos - Cultura e direito

Comunicações Mesa VI – porão do Museu - Políticas públicas e patrimônio

13h30 Intervalo

14h30

Comunicações Mesa VII – auditório - Economia da Cultura

Comunicações Mesa VIII – sala de cursos - Patrimônio imaterial

Comunicações Mesa IX – porão do Museu - Política cultural, história, discursos e representações

16h30 Intervalo

17h
Comunicações mesa X - auditório - Cultura, arte e direito

Comunicações Mesa XI – sala de cursos - Formação, gestão e financiamento

Comunicações Mesa XII – Porão do Museu - Política cultural, educação e patrimônio


:: 21 de setembro

9h
Comunicações Mesa XIII- auditório - Políticas setoriais – audiovisual

Comunicações Mesa XIV – sala de cursos - Políticas, ações e informações

Comunicações Mesa XV – porão do Museu - Políticas culturais e problemáticas contemporâneas

11h15

Comunicações Mesa XVI – auditório - Política cultural e artes

Comunicações Mesa XVII – sala de cursos - Planos e sistema

Comunicações Mesa XVIII – porão do Museu - Políticas culturais / fronteiras

13h30 Intervalo

15h Mesa 3 – auditório
"La cuantificación del consumo cultural y las políticas culturales".
Carolina Asuaga, profa. titular - Facultad de Ciencias Económicas y Administración. Universidad de la Republica -Uruguai

"A experiência de Sergipe em planejamento regional: algumas questões sobre territorialidade e cultura"
Maria Lúcia de Oliveira Falcón, secretária de Desenvolvimento Urbano de Sergipe e Profa. Universidade Federal de Sergipe (UFS)

"Indicadores culturais e o novo modelo de gestão da Prefeitura de Porto Alegre"
Alvaro Santi, coordenador do Observatório da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre

"SNIIC Uma plataforma para governança colaborativa"
Américo Córdula, diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC)

18h30 Lançamentos


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Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos e anos depois começou sua carreira em produção cultural em 2003. No Rio Grande do Sul, trabalhou com artistas independentes, shows nacionais, festivais internacionais e como prestador de serviços da Opus Promoções. Criou em 2006 o blog "Produtor Cultural Independente". Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e lançou o livro "Aprenda a Organizar um Show" no portal colaborativo Overmundo, já baixado por mais de 20.000 pessoas.

Gaúcho de Cachoeira do Sul, morou também em Santa Maria, Erechim, Alegrete e Porto Alegre. Mora no Rio de Janeiro desde 2008. Trabalhou como gestor e produtor cultural do Grupo Nós do Morroconsultor do SEBRAE e da Rede Acreana de Cultura, produtor executivo do espetáculo "Missados Quilombos" (Cia Ensaio Aberto) e iniciou um amplo trabalho independente de formação através de cursos e palestras em várias cidades do Brasil. 


Desde janeiro de 2012 é trabalha no Observatório de Favelas como articulador do projeto "Solos Culturais", na favela da Rocinha, uma iniciativa que está formando 100 jovens, com idades entre 15 a 29 anos, de cinco diferentes territórios – Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha – em produção cultural e pesquisa.


É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão CulturalMinistra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural.

Presta serviços também como consultor e freelancer.

Entre em contato (21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

sábado, outubro 02, 2010

Produtor Cultural Independente participa da avaliação do "Seminário Internacional Políticas Culturais" na Fundação Casa de Rui Barbosa - RJ

Balanço do Seminário Internacional de Políticas Culturais 2010 from Helena Klang on Vimeo.




Por Alê Barreto*


Assista o vídeo com balanço do "Seminário Internacional Políticas Culturais" na Fundação Casa de Rui Barbosa, RJ, realizado pelos palestrantes e pelo produtor cultural independente Alê Barreto.

Veja também como foi o primeiro, o segundo e o terceiro dia do seminário.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, setembro 21, 2010

Começa amanhã o "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

Por Alê Barreto*


Amanhã começa o Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis na Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Rio de Janeiro. A ação cultural educativa é organizada pelos pesquisadores Lia Calabre e Maurício Siqueira.


Abaixo segue o release para quem deseja participar do evento que vai de quarta à sexta.


O Setor de Estudos de Política Cultural convida para o Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis.

Inscrições e informações em politica.cultural@rb.gov.br ou 21- 3289-4636



Encontro de especialistas, estudiosos e interessados nas questões relativas à área de políticas culturais, com o objetivo de divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas, das reflexões históricas e das reflexões teóricas. O encontro será composto por seções de conferências, palestras e mesas de comunicações individuais, sendo aberto para o público em geral.

22, 23 e 24 de setembro de 2010

Programação

22 de setembro, quarta-feira

13h30 Inscrição

14h Mesa de abertura – auditório
Fundação Casa de Rui Barbosa
Itaú Cultural

14h30 — Conferência abertura – auditório
Política cultural e universidade: diálogos fundamentais
Isaura Botelho
Maria Adelaida Jaramillo

16h30 intervalo

17h Mesa I – auditório
Entre as reflexões teóricas e a implementação das políticas
Bernardo Novais da Mata Machado
Francisco Humberto Cunha Filho
Daniel Queiroz de Santana
Ângela M. de Andrade


23 de setembro, quinta-feira

9h – Comunicações individuais – seção I – sala de cursos
Política cultural: reflexões históricas.
José Ricardo Oriá Fernandes
Monike Garcia Ribeiro
Tatyana de Amaral Maia
Lílian Araripe Lustosa da Costa

9h – Comunicações individuais – seção II – auditório
Políticas culturais setoriais I
Maria Sofia Villas-Bôas Guimarães
Luís Carlos Vasconcelos Furtado
Marcelo Gruman
Giuliana Kauark

11h – intervalo

11h15 – Comunicações individuais – seção III – sala de cursos
Patrimônio imaterial: políticas e ações
Raiana Alves Maciel Leal do Carmo
Elaine Monteiro e Mônica Pereira do Sacramento
Fiorela Bugatti Isolan
Letícia C. R. Vianna e João Gabriel L. C. Teixeira

11h15 – Comunicações individuais – seção III – auditório
Políticas culturais setoriais II
Leonardo Costa, Ugo Mello e Viviane Fontes
Archimedes Ribas Amazonas
Laura Bezerra
Renata de Paula Trindade Rocha de Souza

13h –15h – intervalo

15h – Mesa II - auditório
Políticas na prática: reflexões e experiências nas linguagens artísticas
Sidnei Cruz
Gui Mallon
Jussara Miranda
Cesar Piva

18h – Confraternização e lançamento de Livros


24 de setembro, sexta-feira

9h – Comunicações individuais – seção V – sala de cursos
Política cultural e o local: práticas e reflexões I
Juan Ignácio Brizuela
Mariana Ferreira Reis e Raquel de Melo Santana
Mariana Albinati
Ana Teresa Vasconcelos
Ana Lúcia Pardo

9h Comunicações individuais – seção VI – auditório
Financiamento e gestão da cultura
Pedro José Braz
Elizabeth Ponte de Freitas
Sérgio Lourenço Bezerra Ferreira Reis
Fernando Kinas
Danielle Maia Cruz

11h Intervalo

11h15 Comunicações individuais – seção VII – sala de cursos
Política cultural e o local: práticas e reflexões II
Anna Karla T. de Arruda; Luciana Vieira de Azevedo; Teresinha de Jesus C. de Araújo e Célia Maria Medicis M. de Queiroz Campos
Selma Santiago
Hortência Nepomuceno
Laura B. Navallo Coimbra
Karina Monteiro de Lira

11h15 Comunicações individuais – seção VIII – auditório
Políticas culturais: reflexões sobre o tema
João Henrique Catraio Monteiro Aguiar
Alysson Felipe Amaral
Alice Pires de Lacerda
Cecília Vásquez Soto
Helena Klang

13h – 14h30 Intervalo

14h30 Comunicações individuais – seção IX – auditório
Política cultural, território e ação
Lílian Fessler Vaz
Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira
Sérgio Gama
Alba Lúcia da Silva Marinho

16h30 Intervalo

17h Conferências de encerramento – auditório
Políticas culturais: reflexões e avaliações
Loreto Antonia Bravo
Eduardo Nivón Bolán
Albino Rubim

Organização
Lia Calabre
Maurício Siqueira

Realização
Setor de Estudos de Política Cultural – FCRB/MinC

Parceria
Itaú Cultural


Informações e inscrições

Certificados para participantes com 75% de frequência.
politica.cultural@rb.gov.br ou tel. (21) 3289.4636
Rua São Clemente, 134 Botafogo

Entrada franca

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quinta-feira, maio 13, 2010

Estude políticas culturais



Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Para sermos bons profissionais de produção e gestão cultural, é importante estudarmos políticas culturais.

Conheça os conteúdos do livro do "3º Seminário Políticas Culturais: Reflexões e Ações" ocorrido no período de 24 a 26 de setembro de 2008 na Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) em parceria com o Itaú Cultural.

Baixe gratuitamente o livro

segunda-feira, maio 10, 2010

Itaú Cultural e Fundação Casa Rui Barbosa lançam o edital 2010 Rumos Pesquisa na próxima quarta-feira no RJ




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Você sabia que o Itaú Cultural além de promover ações culturais nas áreas de Literatura, Música, Teatro, Jornalismo Cultural, também estimula a pesquisa em gestão cultural?

Conheça mais através do e-mail que recebi hoje do Luiz Pedreira do Itaú Cultural.


2010/5/10 Itaú Cultural - Comunicação Dirigida itaucultural@comunicacaodirigida.com.br


Itaú Cultural e Fundação Casa Rui Barbosa
convidam


Investigação no campo da cultura, gestão cultural, patrimônio cultural, museus e memória social são os temas das palestras que ocorrem dia 12 de maio, quarta-feira, início às 18h, na Fundação Casa de Rui Barbosa. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados nos temas em pauta.

Dia: 12 de maio, quarta-feira / Início às 18h
Local: Rua São Clemente, 134, Botafogo - Fundação Casa de Rui Barbosa / http://www.casaruibarbosa.gov.br/
Entrada franca: não há necessidade de reserva antecipada (300 lugares). Lotação por ordem de chegada.

Temas e palestrantes

- Gestão Cultural e a Capacitação de Gestores de Cultura: o Caso de São Gonçalo com Cleisemery Campos Costa
A palestrante é arte educadora, agente cultural e professora de História, com Licenciatura em Estudos Sociais pela Faculdade de Formação de Professores-FFP/ Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Tem graduação em História e Mestrado em História Social e Política do Brasil, pela Universidade Salgado de Oliveira. Realizou trabalhos e atividades no Teatro de Bonecos Trio de Três, na passagem pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo, e na Comissão Estadual dos Gestores de Cultura – com ênfase na atuação em História e Cultura, nos seguintes temas: cultura, política e cultura, cidade e sociedade, cidadania cultural, políticas públicas, políticas culturais, gestão cultural, educação, patrimônio cultural e memória, arte educação.


- Arte como instrumento de cidadania e artista como trabalhador: duas abordagens de investigação no campo da cultura, com Liliana Segnini e Cibele Rizek

Cibele Risek, possui graduação em Ciências Sociais pela USP, mestrado em Ciências Sociais pela PUC/SP e doutorado em Sociologia pela USP. Atualmente é professora do Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos da USP e pesquisadora do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania, também da USP. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Outras Sociologias Específicas, atuando principalmente nos seguintes temas: cidades, reestruturação produtiva, habitação, espaço público e cidadania.

Liliana Segnini é doutora em Ciências Sociais pela PUC/SP, Livre Docente pelo Departamento de Ciências Sociais na Educação da Faculdade de Educação da Unicamp. Professora e pesquisadora da Faculdade de Educação da Unicamp; professora e pesquisadora do programa de Doutorado em Ciências Sociais. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: relações de gênero, sociologia do trabalho, sociologia do trabalho em serviços, sociologia do desemprego, trabalho precário, divisão internacional do trabalho, mundialização, mercado de trabalho, trabalho artístico - música e dança, trabalho e indústria cultural.

As palestras fazem parte do programa Rumos Itaú Cultural, que neste ano lança o edital Rumos Pesquisa e mais outros editais em áreas distintas: Literatura, Música e Teatro.

Mais informações sobre os editais no site www.itaucultural.org.br/rumos. O programa também mantém um blog com notícias: http://www.itaucultural.org.br/blogdorumos.

A atividade será aberta, às 18h, por Josiane Mozer, do Observatório Itaú Cultural que dará todas as informações sobre os editais Rumos Itaú Cultural.

contato:
luiz pedreira | itaucultural@comunicacaodirigida.com.br | tel 11 3881-1710

sábado, setembro 26, 2009

Apontamentos sobre o terceiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


O terceiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais: reflexões e ações, da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), organizado pelos pesquisadores Lia Calabre e Maurício Siqueira, começou com a conferência "El Plan de Cultura de Colombia 2001-2010: - Hacia una ciudadanía democratica cultural. Perspectivas para el nuevo plan 2010-2020", ministrada por Marta Elena Bravo (Universidad Nacional de Colombia).

Nesta conferência foi apresentada a construção do Plano Nacional de Cultura da Colômbia.

Pontos para reflexão:

- muitos veículos de comunicação mostram a Colômbia através de recortes de notícias relacionados a violência e narcotráfico e não mostram que trata-se de um país pioneiro na América Latina na construção e implementação de políticas culturais.

- o plano nacional de cultura da Colômbia insere a cultura no projeto de construção de nação, cidadania e na integração regional.

- criação, memória, partipação, diálogo e sustentabilidade são pontos de partida significativos na construção das políticas culturais da Colômbia.

- enquanto o Brasil está começando a formalizar um plano nacional de cultura (que é um avanço), a Colômbia está se preparando para o novo plano que vai reger as políticas públicas do país até 2020.

- é fundamental recuperarmos o conceito de diálogo na sociedade.

- Marta Elena Bravo manifestou o seu desejo de que se comece um diálogo entre os planos de cultura da Colômbia e do Brasil.


A riqueza dos conteúdos apresentados levou-me a pesquisar na internet um pouco mais sobre esta pesquisadora. Segue a apresentação que ela fez em junho de 2009 no V Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura em Salvador



e o link para as políticas culturais da Colômbia.


Após esta introdução, passou-se para a mesa Processos participativos, planos e políticas" mediada pela pesquisadora Lia Calabre (FCRB).

A primeira fala foi de Sylvana de Castro Pessoa (Fundação João Pinheiro), que apresentou o tema “Participação da sociedade civil na gestão pública da Cultura em Minas Gerais”, dando visibilidade aos diferentes programas que a Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais desenvolve e que abrangem a participação da sociedade civil.

Destaco os seguintes pontos para reflexão:

- a Lei de Incentivo à Cultura, presente em vários estados brasileiros, completou recentemente 10 anos.

- dentre as dificuldades encontradas para o equilíbrio da participação da sociedade civil estão a dificuldade de encontrar pessoas para serem indicadas para todas as áreas necessárias, dificuldade das pessoas trabalharem com avaliação de projetos sem receberem remuneração e integração com as pessoas das cidades do interior do estado de Minas.

- uma alternativa interessante para articular as pessoas nas políticas públicas foi a criação da Rede de Articuladores de Cultura.


A próxima fala foi da pesquisadora Daniele Canedo (UFBA) que apresentou "Cultura, Democracia e Participação Social: um estudo da II Conferência Estadual de Cultura da Bahia".

Dissertação Daniele Canedo

Pontos para reflexão:

- a validação de um processo participativo necessita que este amplie a participação das pessoas, possua uma metodologia acessível e que se procure aplicar o que for sugerido.

- na construção de uma política pública é preciso que as pessoas digam as suas necessidades.

- a maioria das pessoas que participaram da conferência pública de cultura não trabalha só com cultura.

Terminada esta apresentação, um representante da Holon - Soluções Integrativas falou sobre o tema “Inovações em processos participativos - subsídios para novas culturas políticas".

Pontos para reflexão:

- integrar dimensões política, ética e estética.

- percepção processual (a participação é pedagógica e formativa).

- alinhar o papel do Estado na participação.

- formulação participativa: como alguém vai ouvir falar de uma determinada ação daqui há 20 anos?

- num grupo as convergências podem ser mais interessantes que os consensos.

Segue um link muito interessante para o texto "Critérios para avaliar processos participativos".


Encerrando a mesa, Hamilton Faria (Instituto Polis – FAAP) falou sobre "Processos participativos e cidadania cultural".

Hamilton manifestou inicialmente que estava muito contente de visitar a Casa de Rui Barbosa. E lembrou da frase de Clarice Lispector:

"Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza".

Após esta breve reflexão, que aproximou a atenção estética para o debate, Hamilton deixou vários pontos para reflexão:

- o Brasil está se descobrindo, se vendo.

- estar num processo participativo alavanca o desenvolvimento pessoal. Todas as pessoas que se envolvem em algum processo participativo dão novos rumos ao seu processo de vida.

- a existência de processos participativos qualifica a democracia.

- pensarmos na cultura "por todos" e não "para todos".

- traçarmos linhas de convergências.

- pensarmos na cultura como fator fundamental para a qualidade de vida.

- a importância de escutar.


Seguem mais dois links relacionados a duas citações de Hamilton durante sua apresentação:

- a revista "Você quer um bom conselho? Conselhos Municipais de Cultura e Cidadania Cultural", de sua autoria juntamente com Altair Moreira e Fernanda Versolato



- uma das maiores intelectuais brasileiras, a educadora Marilena Chaui, que criou o conceito de "cidadania cultural" quando atuou na secretaria de cultura de SP.

Para quem não conhece ela, coloquei o vídeo da entrevista dela ao programa Roda Viva.




Apontamentos sobre o segundo dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa

Apontamentos sobre o primeiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa

sexta-feira, setembro 25, 2009

Apontamentos sobre o segundo dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)

O segundo dia do 4º Seminário Políticas Culturais: reflexões e ações, da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), organizado pelos pesquisadores Lia Calabre e Maurício Siqueira, começou com a conferência "Dilemas en la formación de los gestores culturales - una propuesta con cinco ejes formativos", ministrada por Alfonso Hernandez Barba (ITESO, Universidad Jesuita en Guadalajara, Mexico).

Nesta conferência foi apresentada a trajetória recente da formação de gestores culturais no México, contextualizada dos anos 80 aos dias de hoje, tendo destaque o programa “Formación y capacitación de los gestores culturales” subsidiado pelo CONACULTA(Consejo Nacional para la Cultura y las Artes).

Alfonso fez uma instigante discussão sobre dilemas na formação de gestores culturais, que na sua opinão não são dilemas, pois não são excludentes e sim complementares:

Passado ou presente?
Conservação ou criação?
Reforma ou tradição?
Renovação ou permanência?
Conservador ou liberal?
Impulso ou freio?
Livre desenvolvimento e desregulamentação ou regulação e legislação?
Instituições ou não?
Instituições públicas ou organizações independentes e da sociedade civil?


Por fim, apresentou os cinco eixos temáticos que compõe sua proposta para a formação de gestores culturais:

- teoria e investigação da gestão cultural;
- apreciação das manifestações artísticas e patrimoniais;
- domínio de linguagens e das expressões culturais;
- sistemas, instituições e políticas culturais;
- administração cultural.


Frase deixada para pensarmos:

"(...) la cultura es menos el paisaje que vemos que la mirada con que lo vemos".

MARTÍN-BARBERO, Jesús y REY, Germán. Los ejercicios del ver: Hegemonía audiovisual y ficción televisiva; (Colección Estudios de Televisión). Editorial Gedisa: Barcelona; 1999, 1ª edición.


Após esta excelente introdução, tivemos a mesa “Gestão Cultural: processos formativos” mediada pela pesquisadora e gestora cultural Maria Helena Cunha (DUO Informação e Cultura).

A primeira fala foi da professora Cássia Navas, da Unicamp, que apresentou o tema “Do íntimo, do particular e do público: subsídios para a gestão em dança”.

Destaco os seguintes pontos para reflexão:

- como um artista se inventa?
- a experiência estética vai além da experiência artística.
- a revelação da estética é intima.
- cientistas decifram; artistas cifram.


A próxima fala foi do professor Enrique Saravia (EBAPE/FGV) sobre o tema “Internacionalização da Gestão Cultural: novas configurações e desafios”.

Mais pontos para reflexão:

- as políticas culturais sobrem influências da globalização
- devem atentar para a questão dos direitos culturais, valores políticos e direito da cultura.


Terminada esta apresentação, a pesquisadora e consultora Marta Porto (X-Brasil) falou sobre o tema “Arte e imaginário social: o que cabe as políticas de cultura?”.

Mais pontos para reflexão:

- ao pensarmos em políticas culturais precisamos pensar em como estamos vivendo juntos e como queremos viver juntos no futuro.
- o homem é criação do desejo e não da necessidade.
- para pensarmos políticas culturais precisamos nos deslocar do senso comum.
- é necessário que programas de formação em gestão sejam generalistas, que tenham conteúdos relacionados a experiência estética, no que tange a memória e experimentação.
- a cultura opera com a potência; o social com a vulnerabilidade.
- pensar o acesso à cultura como um processo de formação de subjetividades que necessita de diálogos de repertórios.
- como o Rio de Janeiro se enxerga daqui há 20 anos?
- como produzir gramáticas do nosso tempo?
- como as tecnologias podem ser um meio para nos aproximarmos da nossa época?
- pensar a cultura de forma ampla, como processo, diferente da lógica imediatista e fragmentada dos projetos de curto prazo.
- onde estão os artistas e pensadores da cultura, pessoas que pensam a sociedade de formas não convencionais?


O professor e pesquisador José Marcio Barros (PUC/Minas e UEMG) falou sobre “Processos (trans) formativos e a gestão da diversidade cultural”, tendo como idéias centrais de sua apresentação (mais pontos para reflexão):

- gestão cultural sem política púlblica de cultura: para que?
- diversidade cultural não é apenas um adjetivo da gestão cultural.
- a sociedade civil não é parceira, é um lugar político.
- gestor cultural e suas competências.


Reflexões finais:

- ao pensar em políticas culturais, escutar o campo artístico da cultura. Não nos colocarmos no papel dos artistas. Atentar para a estética da vida (professora Cássia Navas).
- "leveza" e o "método", propostas de Ítalo Calvino (Marta Porto).
- a discussão de todos estes conteúdos como um banquete de idéias (Marta Elena Bravo da Universidad Nacional de Colombia e Maria Helena Cunha).
- a cultura como um rio, que tem fluidez e movimento (José Márcio Barros).

quinta-feira, setembro 24, 2009

Apontamentos sobre o primeiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Tive a oportunidade e o prazer de participar ontem do primeiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais: reflexões e ações, da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), organizado pelos pesquisadores Lia Calabre e Maurício Siqueira.

Primeiramente assisti a conferência "Formulação e Avaliação de Programas Públicos: conceitos, técnicas e indicadores" ministrada por Paulo de Martino Jannuzzi (Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE), autor do livro Indicadores Sociais no Brasil e do Programa para Apoio à Tomada de Decisão Baseada em Indicadores.

Destaco aqui pontos para nossa reflexão:

- ao pensarmos em políticas públicas de cultura, é preciso ter clareza de quem será o público-alvo;

- é fundamental avaliar a capacidade de gestão das políticas que se pretende implementar;

- temos muitas informações mas que estão desarticuladas; é muito importante estruturar sistemas de informações para integrar dados e informações de maneira que sejam úteis para uma definição de agenda, formulação, implementação e avaliação de políticas públicas de cultura;

- neste sentido, o indicador é uma "fotografia" como tentativa de síntese da realidade complexa social, de forma simplificada, mais objetiva e padronizada.


Após esta excelente conferência, inicio-se a mesa Cultura e Desenvolvimento: índices e indicadores que teve como mediador Antônio Alkmin (IBGE)


O primeiro tema da mesa foi "Indicações para construção de indicadores de desenvolvimento na área cultural" apresentado por Frederico Barbosa da Silva (IPEA).

Neste momento, ele falou dos conceitos que nortearam a criação destes indicadores.


Mais pontos para nossa reflexão:

- o indicador serve para chamar a atenção para um fato ou tendência dentro de um contexto;

- o desenvolvimento cultural é um conjunto de transformações que permitem a ampliação das atividades culturais, da interculturalidade e do reconhecimento da diversidade;

- o desenvolvimento cultural não é um processo linear e teleológico;

- podemos pensar o desenvolvimento cultural como fortalecimento de circuitos culturais e de aumento da oferta e demanda, respeitando as heterogeneidades locais e territoriais.


Na sequência, o tema "Nordeste Criativo e Desenvolvimento Regional: esboço de uma metodologia para o fomento da economia criativa no nordeste brasileiro", foi apresentado pela professora e pesquisadora Cláudia Sousa Leitão (UEC – PPG Políticas Públicas). Ela começou sua apresentação falando da sua nordestinidade e citando Josué de Castro (1937):

"No momento cultural que atravessamos, em que se sente um desejo imperioso, uma aspiração coletiva por uma afirmação categórica da independência política e econômica da nação - os estudos dessa natureza devem ser estimulados e recebidos jubilosamente porque constituem as balizas do roteiro de nossa futura política - de uma política consciente, realmente identificada com as aspirações e as singularidades regionais de nosso povo. Política que se pressente para os próximos dias como uma benéfica e irremovível contingência do impulso criador de nossa cultura".


Mais pontos para nossa reflexão:

- Cláudia citou que em uma palestra o ministro Roberto Mangabeira Unger questionou a platéia: porque o Nordeste não tem um planejamento estratégico? Com esta preocupação, ela trabalhou a idéia de se ter um planejamento onde fosse possível desenvolver a economia criativa no nordeste;

- A idéia de desenvolver a indústria criativa envolve a proposição de criar um Observatório das Indústrias Criativas do Nordeste, que se responsabilizará pela construção de indicadores capazes de produzir matizes e segmentações entre os diversos produtos e serviços e ter um birô de negócios criativos.

Quero ressaltar ainda que Maurício Siqueira(FCRB) apresentou o tema "Indicadores sociais e desenvolvimento sustentável", o qual não pude estar presente para assistir. Segue um link para um texto recente deste pesquisador.