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sexta-feira, agosto 13, 2010

Ponte Plural inaugura a parceria com o SEBRAE/RJ para a realização de seminários gratuitos sobre Novos Canais de Distribuição da Música



Por Alê Barreto*


Cada vez mais os coletivos organizados mostram que é possível desenvolver o setor cultural brasileiro.

O pessoal do Ponte Plural é um bom exemplo disso. Em parceria com a Musicalmente, lançaram o projeto Música Viva! no campus do Gragoatá da UFF, gratuito e aberto a todos, com a brasiliense Móveis Coloniais de Acaju e as niteroienses Tereza, Os Clodoaldos e Los Leslekitos.



O que acho muito construtivo é que além de construirem espaços alternativos para a música, estão promovendo diálogos entre os agentes da cadeia produtiva da música. Chamaram para isso o Fabrício Ofuji (produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju), Talles Lopes (representante da ABRAFIN, Circuito Fora do Eixo e produtor do Festival Jambolada), Adilson Pereira (Jornalista cultural, ex-editor da Revista Outra Coisa e Programador do Circo Voador) e Gaby Morenah (Produtora do Circo Voador) e discutem hoje o “O Mercado de Shows e Festivais e sua Influência na divulgação do artista e distribuição de seus produtos”, sob mediação de Daniel Domingues, coordenador do Núcleo de Negócios do Ponte Plural.

Enquanto alguns esperam que as coisas mudem, este pessoal faz acontecer as mudanças.

O evento será realizado nesta sexta-feira, 13 de agosto, de 15h às 17h, no auditório do SEBRAE/RJ, na R. Santa Luzia, 685, 9º andar, Centro.

As inscrições devem ser realizadas pelo telefone: 0800-570-0800 ou e-mail contato@ponteplural.com.br


Sobre o Coletivo Ponte Plural

Coletivo de empreendedores culturais do Rio de Janeiro e de Niterói, integrante do Circuito Fora do Eixo. Atua desde 2009 divulgando bandas do Rio e de Niterói em diversas viagens pelo país, acompanhando a Rede Rio Música e a Rede Niterói Música, promovendo eventos e encontrando um Brasil receptivo e que valoriza a cultura nacional. Vários laços foram formados e muitas parcerias vêm sendo estabelecidas.

No Ponte Plural os artistas atuam de forma solidária, através de troca de serviços, seja trabalhando na banquinha, vendendo cd’s, camisas ou buttons; seja contribuindo na divulgação de eventos; ou trabalhando nos mesmos.

Trabalhando em conjunto, são realizados mais eventos, mais bandas se apresentam, são realizados podcasts para a web radio e vídeos para a web tv, bem como turnês e intercâmbios nacionais, com garantia de hospedagem e alimentação nos locais de show.


Sobre os participantes do seminário

Adilson Pereira
Jornalista com longa experiência na área de música. Foi repórter do caderno “Rio Show”, do jornal “O Globo”, de onde passou para o “Extra”. Lá e em “O Dia”, atuou como jornalista especializado em música. No “Jornal do Brasil”, atuou como repórter especializado e também crítico desta área. Foi no “Jornal do Brasil” que começou a percorrer festivais – nacionais e internacionais – para cobertura. Editou a revista “Outracoisa”, também conhecida como “a revista do Lobão”, que levou à tona artistas como Mombojó, Cachorro Grande, Vanguart. Editou o site da Warner Music Brasil. Colabora como free lancer para revistas como a “Rolling Stone”. Atualmente, edita o blog “Sambapunk” e trabalha no Circo Voador nas áreas de Comunicação e Estratégia.

Daniel Domingues
Advogado formado pelo IBMEC. Coordenador do Núcleo de Negócios do coletivo Ponte Plural e produtor da banda Tereza, de Niterói.

Gaby Morenah
Produtora do Circo Voador, onde também trabalha na elaboração de projetos. É idealizadora e coordenadora do Pontão de Cultura Digital Circo Voador. Desde 2006, Gaby responde pela MoLA – Mostra Livre de Artes, um dos eventos mais concorridos da casa e da cidade. Já produziu festivais em Quissamã e coordenou em dois lugares um Encontro de Conhecimentos Livres: num assentamento do Movimento dos Sem-Terra, em São Mateus (ES), e no Quilombo do Campinho, em Paraty (RJ).

Fabrício Ofuji
Produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília.

Talles Lopes
Secretário-geral da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independnetes”, produtor do Festival Jambolada e um dos produtores fundadores da associação Casas Associadas. É sócio-fundador da casa de shows Goma, em Uberlândia, onde uma série de shows com bandas do indie nacional vem sendo realizado e também um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo e do Circuito Mineiro da Música Independente, que integra hoje dezenas de coletivos dedicados ao setor em MG.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

domingo, março 07, 2010

Até 19 de março estão abertas as inscrições para a IX Feira da Música de Fortaleza




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Soube pela primeira vez da existência desta feira em 2005, quando participei do excelente Mercado Cultural em Salvador, realizado pelo Instituto Casa Via Magia.

Lendo hoje o Overmundo (ver figura acima), me deparei com informações sobre as inscrições para a edição da feira em 2010.

Eu quero muito conhecer esta feira. Independente de eu conseguir concretizar isso ainda este ano, acho muito importante que mais artistas e produtores conheçam esta iniciativa.

Veja como participar no post publicado pelo Felipe Gurgel na seção "Agenda" do Overmundo.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Leia a reportagem "A Dança Boêmia do Talento" publicada na Revista Bravo! de dezembro


Imagem do site da Revista Bravo


Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Eu gosto da Revista Bravo. Sempre começo pelo texto do João Gabriel de Lima, diretor de redação, na seção "carta do editor".

Na edição de dezembro, a reportagem de capa é "A Dança Boêmia do Talento". Tendo como ponto de partida o livro "A Palavra Pintada", do jornalista americano Tom Wolfe, que visualiza a ascensão de um artista rumo a notoriedade a partir de três etapas distintas, André Nigri, autor da reportagem, apresenta um panorama do mercado na música, cinema, teatro, literatura, artes plásticas, dança e música erudita.

Um aspecto interessante e inteligente da reportagem são os depoimentos de profissionais reconhecidos que falam passagens importantes de suas carreiras.



Foto: João Wainer


Maria Rita, cantora, comenta:

"eu já estava com 24 anos e ainda tinha algumas incertezas quanto ao que fazer da minha vida".




Foto: João Wainer


Fernando Meirelles, cineasta, após ser vaiado, durante a exibição do documentário "Garotos do Subúrbio", e quase apanhar do Clemente, vocalista da banda punk Inocentes, lembra:

"saí do cinema com a fitinha debaixo do braço e uma sensação esquisita de vazio no estômago. Fui para casa reconsiderando minha opção profissional. Então é isso fazer cinema?"



Foto: João Wainer


Deborah Colker, coreógrafa, fala de sua apresentação na abertura do espetáculo do Momix, em 1994:

"Foi de um nervosismo incrível. Dancei o espetáculo inteiro. No final, como eu era a coreógrafa, entrei para agradecer. Eu achava que era impossível dançar naquele palco, que era um símbolo de grandeza. Foi inesquecível. Muita gente não me conhecia. Eu estava voltando a dançar depois de quase dez anos. Era tudo ou nada. Foi ali que eu aconteci".



Foto: João Wainer


Fernanda Torres, atriz, revela que subiu ao palco pela primeira vez em 1983, mas considera que a sua verdadeira estreia ocorreu anos depois, no espetáculo Orlando, da diretora Bia Lessa:

"De repente me vi internada no SESC Tijuca, porque a Bia vinha do teatro do Antunes Filho, que tinha todo aquele rigor e treinamento. Ficamos ali seis meses, lendo o livro, improvisando, cortando. Foi a primeira vez que eu comecei a me entender no teatro. Foi com essa peça que eu fiz minha primeira turnê na vida".




Vale a pena ler a matéria na íntegra, lembrando as recomendações de seu autor:

"(...) Não é autoajuda nem um guia infalível para fazer sucesso. Os caminhos para entrar no mundo da arte são múltiplos, e existe sempre a variável decisiva do talento".

quinta-feira, novembro 19, 2009

Feira da Música do Sul - de 19 a 22 de novembro de 2009 - Novo Hamburgo - RS




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Era dezembro de 2005 e lá estava eu assistindo shows no Largo Pedro Arcanjo, no Pelourinho, durante a programação cultural do VI Mercado Cultural em Salvador (BA). De repente, encontro Moysés Lopes, músico da Camerata Brasileira, outro gaúcho como eu, que estava em terras soteropolitanas e começamos a conversar. Naquele momento, tivemos o consenso instantâneo de que precisamos levar a idéia de organização do Mercado Cultural para o Rio Grande do Sul. Não tínhamos noção do tempo que levaria para ser concretizado este sonho. Mas nunca desistimos.

De lá para cá, Moysés foi conhecer a Feira da Música de Fortaleza. Eu fui conhecer a Feira da Música Independente de Brasília, mas um sonho sempre este presente em nossos pensamentos: a música do Rio Grande do Sul, em toda sua diversidade, precisava de um espaço organizado para se expandir.

Foram muitas reuniões. Apresentações de propostas. Audiências públicas. Articulações com agentes do poder público. Conseguimos.

Hoje começa a primeira Feira da Música do Sul, que pretende reunir a cadeia produtiva da música do Rio Grande do Sul, de 19 a 22 de novembro, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo.

É importante destacar que esta realização somente foi possível graças a duas grandes articulações:

- o Fórum de Economia da Cultura, coordenado pelo deputado Ronaldo Zülke na Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa do RS;

- e o Fórum Permanente de Música do RS, coordenado pelo músico, produtor e empreendedor cultural Moysés Lopes.

A realização é da GB Produtora e são apoiadores do projeto a Fenac, sede do evento, o Sebrae/RS, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações do governo federal (Apex Brasil), a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Brasil, Música e Artes (BM&A), a Unimed, a Converse e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A Feira tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, e patrocínio da Petrobras e Eletrobrás.


Serviço:
O que: Feira da Música do Sul
Quando: 19 a 22 de novembro de 2009
Onde: Pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo
Hora: das 10h às 24h

Veja a programação

sábado, janeiro 10, 2009

Estratégia é uma aliada da Produção Cultural


"Man in the Cafe", Juan Gris, 1912. Disponível em www.ibiblio.org/wm/paint/auth/gris/cafephil.jpg

Por Alê Barreto

Há poucos dias escrevi algumas idéias que julgo interessantes para alavancar as nossas realizações culturais em 2009.

Uma das idéias foi "(...) desenhe um "passo-a-passo" de como pretende alcançar seus objetivos no longo prazo. Se pretende ser um produtor cultural e viver somente disso, planeje como pode ir fazendo uma transição de sua profissão atual para a nova atividade".

Então vamos começar.

Planejamento é uma palavra que muitas vezes no meio cultural soa como um bicho de sete cabeças. Mais não é.

Partindo da definição da palavra, segundo o dicionário Michaelis, planejamento é o "(...) ato de projetar um trabalho, serviço ou mais complexo empreendimento; determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los; planificação de serviços".

Para mim, numa definição mais prática, o planejamento é um mapa em construção, que nos auxilia a atravessar um mar de incertezas que nos aguardam no futuro.

Podemos planejar o que quisermos. Mas temos que saber de antemão que planejamento é uma tentativa de chegar a algum lugar. Mas a tentativa somente será bem sucedida se soubermos lidar com fatores externos alheios à nossa vontade.

Na área de produção cultural, pelo fato de ainda estar iniciando a sistematização de conhecimentos nesta área no Brasil, a noção de planejamento é bastante limitada, precisa ser ampliada. Em geral os produtores culturais pensam que o planejamento serve somente para apresentar propostas para o Ministério da Cultura, para secretarias de cultura dos estados e municípios ou para tentar captar patrocínio junto aos departamentos de marketing das empresas.

Para mim, a principal contribuição que os diferentes métodos de planejamento podem oferecer para os profissionais da cultura é que possibilitam que se trabalhe com estratégia. E trabalhar com estratégia aumenta muito a probabilidade de sermos bem sucedidos.


Veja dicas do escritor Roberto Shinyashiki




Antes de planejar um evento, uma exposição de artes, uma peça de teatro, um festival, antes de sair prometendo para as pessoas que irá "fazer e acontecer", aprenda a iniciar um negócio ou repense o seu empreendimento.

Uma boa oportunidade de se aprender a planejar é entrar em contato com o SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Através deste link você pode fazer cursos gratuitos, aprimorar sua formação e aumentar consideravelmente as chances de obter bons resultados em 2009.

Outros links no site do Sebrae que irão auxiliar no seu planejamento:

Cultura e Entretenimento

Panorama da Cultura no Brasil

Gestão Cultural

Produção Cultural

Empresas ligadas à cultura poderão contar com apoio financeiro
Seleção do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Sebrae e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) prevê recursos não-reembolsáveis de até R$ 4 milhões para inovação nos segmentos de música, audiovisual, manifestações populares e artes cênicas