Quando escrevi o livro "Aprenda a Organizar um Show", me preocupei com a simplicidade. Queria muito que as pessoas percebessem que muita gente pode trabalhar com produção cultural. A ideia de que isso é algo muito difícil desencoraja artistas que tem talento para produção. Afasta profissionais das mais diferentes origens que sentem vontade de produzir. Baseado em minha própria experiência, que comecei aos 29 anos a trabalhar nesta atividade, sintetizei o seguinte conceito:
“Qualquer pessoa pode fazer produção, desde que possua tempo, conhecimento, recursos e, de preferência, vocação para a atividade”.
Passados três anos da primeira publicação do livro, continuo atento para que a redação seja simples, pois isso facilita o uso e o compartilhamento dos conhecimentos. Quero que cada vez mais as pessoas descubram que produção não é um "bicho-de-sete-cabeças". Mas o fato de ser possível fazer produção não significa que deva ou possa ser feita sem qualidade.
Mas o que seria "qualidade" na atividade de produção? Sobre isso, sobre a visão de que tenho do quanto um produtor cultural independente pode fortalecer uma ação cultural, um projeto, uma carreira artística, eu poderia escrever uma enciclopédia.
Começando simples: acho que a qualidade começa na forma como um produtor vê um artista, suas ideias, suas criações, como vê as pessoas que como ele fazem produção.
Tenho certeza que muito artista veterano gostaria de ter um produtor com um olhar amplo. Técnica e sensibilidade. Preparação e afeto.
Assista acima um trecho do filme "Janela da Alma" e pense o quanto do seu tempo você investe no seu aprendizado para que o seu olhar enxergue a arte sob vários ângulos e em várias dimensões.
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".
21-7627-0690 (Rio de Janeiro) alebarreto@gmail.com
Daqui há pouco estarei embarcando para Vitória, onde vou ministrar a terceira edição da ação educativa "Aprenda a Produzir uma Banda". Hoje será na forma de palestra, dentro da programação do 1º Festival Coletivo Canarinho Samba Groove. O festival busca oferecer novas opções para um público atento à produção artística contemporânea no Espírito Santo.
Ao longo de toda semana irão passar pelo festival:
Kalifa: samba, funk, rock e mpb www.myspace.com/bandakalifa
Derengos: suingue, samba e um groove pesado;
Tabacarana: samba rock moderno e releituras de canções consagradas www.myspace.co/tabacarana
Banda 522: samba de raiz, com influências de Cartola, Noel Rosa, Vinícius de Moraes, entre outros www.myspace.com/banda522
Projeto Feijoada: samba de raiz, samba-rock, mpb e rap.
DJ Zappie: membro fundador da Cooperativa de música do ES, é radialista, musicólogo, produtor artístico e fundou o projeto Sambacôcogroove, misturando estilos como blac, drumm and bass e samba-rock.
Rodrigo Brito: ilustrador e publicitário e cartunista de Vitória/ES, desenvolve peças para o mercado publicitário, fonográfico e editorial há 10 anos. Ele participa do Festival com a Exposição Rodrigo Britto & Ficore, composta por 08 quadros do seu acervo, com um percurso explicativo pela vida de alguns dos maiores nomes da música, ilustrados através de imagens em nanquim e aquarela e novas técnicas ilustrando jogadores que usaram a camisa 10 da seleção. E vem acompanhado do grafiteiro convidado Ficore, para uma interação entre ilustração e grafite.
Por fim, é importante ressaltar que o Coletivo Canarinho é um grupo de artistas mobilizados em torno do samba, suas raízes e seus frutos, formado pelas Bandas Kalifa e Derengos, o ilustrador Rodrigo Britto e o Dj Zappie. Seu objetivo é desenvolver ações culturais que exaltem a brasilidade.
Quem estiver em Vitória e estiver a fim de participar da palestra, aí vai o serviço:
O que: palestra "Aprenda a Produzir uma Banda" no 1º Festival Coletivo Canarinho Samba Groove Quando: hoje (27/09 - Segunda-feira) Horário: 20h Local: Sala 05 do Cine Jardins no Shopping Jardins - Vitória/ES Entrada franca
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.
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No início de agosto, recebi um e-mail do André Fonseca (consultor no planejamento e gestão de ações culturais) solicitando colaboração para divulgação do seu curso.
Acho muito importante o trabalho que ele desenvolve no blog Cultura em Pauta. Em função disso, acredito que a ação educativa que ele está coordenando irá contribuir com a formação de agentes culturais em SP.
Repasso aqui as informações recebidas.
O curso livre Projetos Culturais: desenvolvimento, captação e gestão, irá abordar as principais etapas que envolvem o processo de realização de projetos na área de cultura. O objetivo é capacitar os participantes para desenvolverem projetos a partir dos seus contextos de atuação; desenvolverem estratégias de captação de recursos; elaborarem projetos para leis de incentivo, editais e patrocinadores; administrar a produção e a execução financeira; e avaliar o resultado dos projetos.
As aulas terão como ministrantes André Fonseca (diretor da Projecta e consultor no planejamento e gestão de ações culturais); Camila Alves (consultora especializada em leis de incentivo); Gabriela Gonçalves e José Renato Fonseca de Almeida (ambos produtores culturais e integrantes do Núcleo Corpo Rastreado); Lívia Gusmão (publicitária especialista em marketing e mídias sociais); e Simone Zárate (diretora do IFOC – observatório e formação cultural).
Os módulos serão compostos por conteúdo teórico, discussões e atividades em grupo, estudo de casos e debates. No decorrer do curso, os participantes irão desenvolver, através de atividades em grupo, um projeto cultural que possibilite a aplicação prática dos conteúdos abordados nas aulas, assim como uma proposta de patrocínio para o mesmo projeto.
As aulas serão realizadas no período de 14 de setembro a 16 de dezembro de 2010, às 3as e 5as feiras, das 19h30 às 22h30, no Núcleo Corpo Rastreado (Rua Lira, 58A – Vila Madalena), na cidade de São Paulo. Os interessados deverão enviar mail para curso@projectaconsultoria.com.br, com currículo e ficha de inscrição preenchida, disponível no site www.projectaconsultoria.com.br/cursos.
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Recebi por e-mail o link para a reportagem "Gestor Cultural, esse é o cara", publicada ontem no Correio Braziliense. Nela a jornalista Viviane Marques fala da criação da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais e um cenário do atual momento desta nova profissão no Brasil, comentado por vários especialistas e por Kátia de Marco, presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (RJ).
Brasília deu um importante passo para o fortalecimento da cadeia de profissionalização da cultura no Brasil. A Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e os articuladores desta pós-graduação estão de parabéns.
Leia abaixo matéria na íntegra.
Gestor cultural, esse é o cara Correiro Braziliense - Viviane Marques
Leis de incentivo, editais, patrocínios: faz alguns anos que colocar projetos culturais na rua exige conhecimentos muito além do talento artístico. A necessidade empurrou produtores e artistas para a profissionalização num caminho invertido — primeiro, na prática, agora, na teoria. O gestor cultural tornou-se uma figura obrigatória em instituições e eventos públicos e privados, planejando e conceituando projetos. Como consequência, cursos de graduação e pós-graduação em gestão cultural pipocam de norte a sul do Brasil. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), com sede no Rio de Janeiro, contabiliza 74, em todo o país — todos com menos de 10 anos de existência.
O 75º será o primeiro de Brasília: na próxima quarta-feira, entra em sala a primeira turma da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Com duração de 410 horas, trará professores que atuam no mercado e dão aulas em todo o Brasil. Mas, afinal, o que faz um gestor cultural? Qual o seu papel na indústria de arte e entretenimento?
Por novo, o papel do gestor ainda esbarra na função do produtor e muitas vezes uma mesma pessoa exerce ambas as funções simultaneamente. Para Kátia de Marco, presidente da ABGC, esse acúmulo é um equívoco. “Pela complexidade da institucionalização da cultura não é possível dar conta das duas atividades ao mesmo tempo. O gestor precisa saber direito, economia, sociologia. Ambas são áreas de conhecimento em que é necessário se aprofundar”, comenta ela, que também é coordenadora acadêmica de cursos de pós-graduação na área cultural da Universidade Cândido Mendes (RJ) — entre eles, o primeiro MBA em gestão cultural do Brasil, em funcionamento desde 2003.
O professor e pesquisador Antônio Albino Rubim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vê o gestor cultural como aquele que atende a demanda da gestão de instituições e de programas culturais mais estáveis, de longa duração, enquanto os produtores seriam mais voltados à organização de eventos específicos. “Claro que eles têm competências em comum, mas também possuem atribuições e formações distintas”, afirma ele, que é membro do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da universidade.
Perfil “Há ainda pouco entendimento do que é papel do gestor e do que é do produtor”, assinala a gestora cultural Maria Helena Cunha, autora de Gestão cultural, profissão em formação, publicado em 2007, um dos livros de referência nos cursos de formação na área. Sócia da Duo Informação e Cultura, em Belo Horizonte, ela comenta que, além da necessidade, muitos produtores se tornaram gestores por uma questão de perfil. E um tem que entender o papel que o outro desempenha, pois são complementares. “O gestor tem uma função mais estratégica, de planejamento. E o produtor é mais executivo, está ali para colocar a mão na massa, estar à frente. Tanto um quanto outro podem ter uma ação pontual numa instituição ou projeto, embora a lógica do gestor seja a de pensar mais a longo prazo. É a forma de atuação que diferencia os dois profissionais”, compara.
Outra distinção se apresenta entre gestores culturais que atuam nas esferas do poder público e da iniciativa privada. “O gestor cultural da área pública deve ser governado pelo interesse público e nunca por interesses particulares, como muitas vezes acontece, infelizmente, na iniciativa privada”, assinala Rubim. Maria Helena observa que a formação de ambos é parecida, mas que a lógica do gestor público é que seu trabalho está focado no cidadão. “Quem atua no setor privado precisa entender o mercado e as diretrizes vindas do poder público, senão fica para trás”, diz.
No peito e na raça
Dois dos principais gestores culturais da capital foram formados na universidade da vida, trabalhando, criando e colocando projetos na rua. Sérgio Bacelar, da Alecrim Produções, é bacharel em direito, enquanto Guilherme Reis, da Cena Produções Culturais, é um ator que migrou para a produção e daí, para a gestão. O primeiro realiza o Festival do Teatro Brasileiro, que leva espetáculos de um estado a outro, promovendo intercâmbio de linguagens e apresentando a produção realizada em regiões diferentes da que sedia o evento. Reis é responsável pelo Cena Contemporânea — Festival Internacional de Teatro, que traz a Brasília espetáculos nacionais e internacionais cuja proposta é associar reflexão e entretenimento.
“Talvez eu tenha me tornado um gestor pela ausência deles. Sempre houve bons produtores no eixo Rio-São Paulo, mas no resto do Brasil era preciso se virar. Desde então me divido. Hoje já há uma segmentação do mercado”, comenta Reis, que começou sua carreira nos anos 1970.
Bacelar, que flertou com a pintura e a escultura, esteve à frente do Caderno 2, bar que promovia eventos de música e teatro no fim dos anos 1980 e início dos 1990. Foi aí que começou a ter contato com produtores e a entender de gestão. Em 1999, começou a se especializar em conceber projetos para concorrerem a patrocínio em editais de órgãos públicos. “Meu perfil é gerir o que idealizo. Fui aprendendo todas as etapas e eu mesmo desenvolvi essa gestão administrativa”, diz.
O aprendizado prático, no entanto, vem perdendo espaço para cursos de formação. A pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Dulcina de Moraes é o sinal de que Brasília está na rota da formalização da profissão. Para montar o currículo, a instituição buscou parcerias e professores reconhecidos no mercado, entre eles Ana Carla Fonseca Reis, consultora da ONU, e Rômulo Avellar, consultor de planejamento do grupo Galpão e outros grupos artísticos e entidades culturais. “Planejamento, comunicação, marketing, financeiro, como organizar eventos culturais e estudos de caso serão alguns aspectos abordados no decorrer do curso, que será teórico e prático. Os alunos vão a campo, acompanharão projetos e simularão a venda de produtos culturais”, enumera a diretora da faculdade, Lúcia de Andrade.
Mais que formação, no entanto, os candidatos a gestores culturais precisam educar o olhar, na opinião de Maria Helena Cunha, da Duo Informação e Cultura. “É um profissional que tem que ter capacidade de organizar, objetividade para lidar com ferramentas de gestão e, ao mesmo tempo, entender a lógica da cultura e ter sensibilidade para entender processos criativos”, afirma.
Estabilidade favorece ao crescimento da profissão de gestor cultural
O crescimento na quantidade de cursos de formação em gestão cultural no país — sem falar nos de extensão, em número ainda não catalogado — é reflexo da necessidade crescente de profissionalização e da demanda por capacitação. A economia estável é um dos fatores preponderantes, ao facilitar o planejamento tanto de quem produz quanto de quem consome cultura. "A área de cultura é a primeira a ser atingida pelas intempéries da economia. O crescimento possibilita que se pense e se estruture projetos a longo prazo", avalia a gestora cultural Maria Helena Cunha.
No entanto, o fenômeno da profissionalização da cultura não é local. Segundo o professor Antonio Albino Rubim, da UFBA, há hoje, no Brasil e no mundo, um desenvolvimento do campo cultural e com ele a necessidade do gestor. Em seu texto Formação em organização da cultura no Brasil, Rubim destaca que nem a nominação da função é uniforme ao redor do mundo. "Denominações as mais distintas são acionadas para intitular o momento da organização da cultura e os profissionais responsáveis por seu tratamento. Assim, a denominação de gerentes e administradores culturais predomina nos Estados Unidos e na França; a noção de animadores e promotores culturais possui uma importante tradição na Espanha; em muitos países da América Latina fala-se em trabalhadores culturais e em outros países podem ser utilizados termos como: mediadores culturais, engenheiros culturais ou científicos culturais. Em Portugal, também se aciona a expressão programadores (…). Mas recentemente a noção de gestão cultural vem ganhando grande vigência em diversos países, inclusive ibero-americanos (…)", cita.
Kátia de Marco, da Associação Brasileira de Gestão Cultural, lembra que as primeiras turmas da pós-graduação em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes (Ucam), no Rio de Janeiro, eram basicamente formadas por artistas e produtores já atuantes no mercado. Hoje, juntam-se a eles alunos com formação em direito, economia, jornalismo e engenharia de produção, entre outras carreiras. "Há uma percepção de que a cultura é uma oportunidade de especialização, prova de que o setor está se ampliando", observa ela, que, por meio da ABGC, pretende cadastrar os profissionais de gestão cultural do país.
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.
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Em 2009 decidi transformar o método "Aprenda a Organizar um Show" em curso. Fiz uma pesquisa para saber inicialmente em que cidades do Brasil haviam mais pessoas interessadas em ampliar sua formação para oferecer melhores serviços no mercado cultural.
De lá para cá realizei oito edições do curso, que passaram por cinco estados: Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).
Em agosto vou ministrar o curso em Belo Horizonte, que está sendo organizado pela produtora Ludmilla Lima, cujos contatos diretos são (31) 8477-1571 ou 1976prod@gmail.com .
Se você é de Minas ou vai estar por lá neste período, aproveite. Veja as informações no cartaz acima. Além de oferecer um pacote inédito com dicas para agenciamento de espetáculos culturais, irei oferecer uma consulta gratuita do meu serviço de consultoria para cada participante.
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.
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Tá chegando o momento de embarcar para Brasília e ampliar as ações educativas com as quais trabalho.
Muita gente tem mandado e-mails me pedindo informações sobre os cursos. As informações e dúvidas referentes ao aspectos operacionais e de logística, encaminho para a minha grande parceira Mirella Malta, que faz o cuidadoso trabalho de organização dos cursos. As dúvidas sobre a aplicação do curso, vou responder aqui.
Segue abaixo o que são os cursos e os seus principais benefícios.
Curso “Aprenda a Organizar um Show”
7ª turma do curso "Aprenda a Organizar um Show", Brasília, maio de 2010
Está em sua 8a. edição. Já foi ministrado no Rio de Janeiro (região sudeste), Porto Alegre (região sul), Brasília e Goiânia (região centro-oeste) e Rio Branco (região norte).
[NOVIDADE!] Nesta edição vou apresentar um pacote inédito com noções de venda para agenciamento de espetáculos culturais.
As próximas turmas serão em Belo Horizonte (agosto) e Rio Grande do Sul (outubro). Está sendo também organizada nova turma no Rio de Janeiro (setembro) e as primeiras turmas de Salvador (BA) e Belém (PA).
O método "Aprenda a Organizar um Show" é utilizado no trabalho de consultoria de organização de grupos culturais realizado em parceria com o Sebrae do Acre e Rede Acreana de Cultura
Conteúdo que será construído com o público
· O que é fazer a produção?
· As etapas de um show
· Pré-Produção
Quando/ Onde/ Conhecendo o local/ Cronograma/ A equipe/ Necessidades de músicos e técnicos/ Necessidades de infra-estrutura/Necessidades da equipe de produção/ Solicitações, autorizações e contratos/Direitos Autorais/ Divulgação/ Custos e Sustentabilidade
· Produção
Sala de produção/ Montagem de palco e cenário/ Montagem do som e da luz/ Montagem de camarim/ Receptivo e acompanhamento/ Credenciamento e cortesias/ Bilheteria/ Passagem de som/ A cobertura do show/ Segurança/o momento do show
· Pós-Produção
Fechamento de bilheteria/ Pagamentos/ Desmontagem da infra-estrutura/ Limpeza/ Retorno dos músicos/ Liberação da equipe de produção/ Entrega do espaço/ Reunião de avaliação/ Registro do projeto
Quem terá maiores benefícios ao fazer o curso?
- pessoas que já leram o livro "Aprenda a Organizar um Show" e que gostariam de entender melhor o método proposto no livro;
- pessoas sem nenhuma experiência ou com pouca experiência na arte de se organizar um show;
- pessoas que já atuaram na organização de shows mas que gostariam de aprender critérios que auxiliem a execução deste importante trabalho;
- pessoas que atuam na produção de shows e querem trocar informações sobre esta atividade;
- pessoas que querem conhecer o processo de organização de um show.
Este método livre de produção de shows é utilizado em ações culturais em Luanda (Angola, África)
No que o curso pode contribuir com a sua carreira profissional?
Estimular o desenvolvimento de suas competências como empreendedor cultural.
Fortalecer a segurança no que você está fazendo e ajudá-lo a perceber o real valor do seu trabalho.
Permitir que você avalie se a forma como trabalha está contribuindo para você atingir os seus resultados.
Ampliar suas redes de cooperação entre profissionais.
Quando o curso vai acontecer?
26 e 27 de julho de 2010, das 14h às 22h (16 horas/aula), no Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50 , 4º. Andar. Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Brasília/DF
Ainda dá tempo, inscreva-se
Para fazer sua inscrição, você tem as seguintes opções:
- entre neste link - acesse www.mirellamalta.com.br - envie e-mail para mirellamalta@globo.com - mais rápido: ligue para (61) 9273-9002
Curso “Aprenda a Produzir uma Banda”
Está em sua 2a. edição. Foi lançado em Brasília (região centro-oeste), importante cenário da música brasileira. A 3a. edição será no estado de SP (região sudeste), em novembro.
O que faz?
Ensina os primeiros passos para quem deseja aprender a administrar sua carreira artística ou produzir artistas solo, grupos culturais e bandas independentes.
[NOVIDADE!] Nesta edição vou analisar ações práticas bem sucedidas na produção de artistas.
Conteúdo que será construído com o público
· O que é produzir uma banda? · Que banda pode ser produzida? · Quem pode produzir uma banda? · Produtor, empresário, agente artístico e representante: semelhanças e diferenças · Atividades básicas de um produtor (atendimento/ comunicação/ secretariado/agenciamento/captação de recursos/financeiro) · Atividades avançadas de um produtor (planejamento de marketing/ planejamento de comunicação/ planejamento estratégico) · Recursos importantes para produção de uma banda · Kit inicial de comunicação para banda · Noções básicas sobre atendimento · Noções básicas sobre condução de reuniões · Noções básicas sobre apresentação de projetos · Noções básicas sobre negociação e agenciamento · Avaliação de risco de propostas de trabalho · Formatos de trabalho saudáveis · Critérios para boas relações de trabalho · Como cobrar pela realização do seu trabalho · Gestão de expectativas (objetivos/reuniões de acompanhamento)
Quem terá maiores benefícios ao fazer o curso?
- pessoas que desejam começar a trabalhar com produção de artistas.
- pessoas que atuam em produtoras ou na área de eventos, ou desempenham atividades administrativas, de atendimento, secretaria, agenciamento ou comunicação de artistas solo, grupos culturais, coletivos e bandas independentes.
- pessoas que acreditam que trabalhar com arte e cultura de forma organizada produz melhores resultados.
No que o curso pode contribuir com a sua carreira profissional?
Estimular o desenvolvimento de suas competências para desempenhar a atividade de empresário artístico.
Fazê-lo refletir sobre a necessidade de construir as condições necessárias para desempenhar a atividade de empresário artístico de forma responsável e sustentável.
Refletir se o modo como você produz um artista está contribuindo para você atingir os seus resultados.
Ampliar suas redes de cooperação entre profissionais.
Quando o curso vai acontecer?
28 de julho de 2010, das 9h às 18h, no Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50 , 4º. Andar. Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Brasília/DF
Ainda dá tempo, inscreva-se
Para fazer sua inscrição, você tem as seguintes opções:
- entre neste link - acesse www.mirellamalta.com.br - envie e-mail para mirellamalta@globo.com - mais rápido: ligue para (61) 9273-9002
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Há pouco dias, divulguei o artigo que escrevi para a Revista Fazer e Vender Cultura. Nele faço um convite para que a gente desenvolva as áreas de produção e gestão cultural?
Uma das formas que acredito que podemos contribuir para que haja um maior fluxo de trocas entre os profissionais que atuam nestas áreas é a realização de cursos. Os cursos, quando bem aproveitados, podem ser grandes oportunidades de desenvolvimento profissional.
Mas como aproveitar um curso? Não acredito numa fórmula infalível para todo mundo. Cada pessoa é única. O que servirá para um nem sempre servirá para outro. Contudo, minha experiência como um produtor que se preocupa em educar as pessoas e como produtor que se preocupa em estudar me diz que é possível pensarmos alguns critérios para escolha e melhor aproveitamento do investimento que fazemos nos cursos.
Aprimore suas escolhas
O que você está buscando?
Antes de sair se matriculando num curso como quem passa numa banca para comprar uma revista, pense bem. O que você está buscando? Qual é o seu objetivo?
A escolha de um curso
Depois de ter clareza sobre o que você está buscando, pesquise várias opções de cursos.
A escolha do palestrante
Através do Google você pode pesquisar:
- quem é o palestrante, qual é a sua formação, qual é a sua trajetória profissional; - qual é a produção de conteúdo deste profissional? Possui textos publicados? Possui algum livro?
No livro "Pedagogia da Autonomia", de Paulo Freire, encontrei valiosas informações sobre como avaliar um educador. Sempre que procuro um curso, pesquiso se o ministrante reflete sobre a prática, se é consciente do seu inacabamento, se é humilde, se sabe escutar, se está disponível para o diálogo. Também considero muito importante saber se um educador possui um método, se pesquisa continuamente, se é comprometido com o que acredita e se está convicto de que as mudanças são possíveis.
Seja curioso: ligue e peça informações detalhadas
Folders, cartazes e releases em sites nem sempre conseguem traduzir com clareza a proposta de um curso. Após ler estes informativos, seja curioso. Ligue e peça informações mais detalhadas.
Aproveite melhor o curso
Acelere processos educativos
Invés de ficar tentando "inventar a roda" o tempo todo, pense um curso como uma possibilidade de acelerar um processo educativo.
Fazer um curso com esta intenção pode ser bem mais produtivo do que se inscrever para ganhar diploma ou porque a empresa liberou você alguns dias para uma atividade de treinamento.
Tome notas
Durante o período que você está disponível para o aprendizado, sua mente muitas vezes faz sínteses brilhantes. Mesmo que você vá ganhar uma apostila ou comprar o livro do palestrante, escreva palavras-chave, frases, pequenos resumos e ideias. Serão muito úteis.
Se relacione
Curso são ótimas oportunidades de aprimorar o processo de se relacionar com as pessoas.
Num curso você irá encontrar pessoas que estão querendo entrar no mercado, pessoas que já atuam no mercado e pessoas que estão diversificando suas ações no campo profissional.
Leve sempre um cartão de apresentação. Grandes amizades, parcerias e projetos nasceram de encontros em cursos.
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Por Alê Barreto Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Sábado passado fui convidado para assistir a filmagem do espetáculo Dio&Baco de Suely Mesquita e Eugenio Dale, que rolou no último dia 16 de junho aqui no Rio de Janeiro, no Ecosom Studios. Ambos são artistas muito experientes.
Suely é uma compositora carioca que define sua música como "microdionisíaca". Lançou os Cds "Sexo Puro" e "Microswing". Junto com Pedro Luís é autora da canção "Animal", tema de "Fred", personagem interpretado pelo ator Reynaldo Gianechinni na novela Passione da rede Globo. Tem músicas gravadas por vários artistas: Fernanda Abreu, Moska, Ney Matogrosso com Pedro Luís e a Parede, George Israel, Celso Fonseca, Glauco Lourenço, etc. É parceira de Zélia Duncan, Chico César, Zeca Baleiro.
Eugenio Dale é músico, produtor e arranjador. Como Suely Mesquita, trabalhou também com inúmeros artistas: Baby do Brasil, Ney Matogrosso, Cris Braun, Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeon, Blitz, Fundo de Quintal, Afoxé Filhos de Ghandi, SadaoWatanabe, Seigen Ono, Arto Lindsay, Evandro Mesquita, Sérgio Mendes, Dulce Quental, Ivan Lins, Sá, Rodrix e Guarabira, etc. Também é compositor. Suas canções já foram gravadas por Patrícia Mello, Luciana Mello, Paula Lima, Ana Carolina e Luiza Possi. Compôs e cantou a trilha de “Sexo, amor & traição”, blockbuster da Globo Filmes lançada pela Universal Music.
A ideia original era falarmos sobre ações de divulgação deste trabalho. Como eu nunca havia assistido o show, utilizamos a tarde para isso. Daí surgiu um novo aprendizado.
Enquanto assistíamos o show, Suely abriu um documento de texto com o repertório do show em seu notebook. Música por música, ia avaliando com Eugênio o que funcionou e o que não funcionou. Mas era uma avaliação objetiva e tinha um método simples. Abaixo de cada música, colocava uma pequena nota: "diminuir o vocal", "diminuir o reverb", "mudar a posição de palco", etc.
Fiquei impressionado com o cuidado com que estes artistas trabalham sua ação cultural. Poderiam muito bem apoiar-se em sua experiência e somente deixar rolar seus shows ao sabor da sua inspiração. Mas preferem ir traçando os mapas de seus próximos caminhos, preferem a cartografia do aprendizado contínuo.
Você já avaliou seus shows?
Saiba mais sobre o trabalho de Suely Mesquita e Eugenio Dale. Assista o show na Sala Baden Powell esta semana.
Serviço:
Dio&Baco 24 de junho, quinta-feira, às 20h Sala Baden Powell (500 lugares) Avenida Nossa Senhora de Copacabana 360, Copacabana Informações: (21) 2548.0421 INGRESSOS: R$ 20,00 (meia e lista amiga a R$ 10,00. Solicitação por email até a véspera: show@suelymesquita.com.br)
Por Alê Barreto Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Ouvindo comentários sobre a morte de José Saramago, uma fala me incomodou muito. Uma pessoa disse: "temos ótimos escritores no Brasil, mas a imprensa somente dá atenção ao Saramago". Esta é uma visão muito reducionista. Não acho que devemos perder tempo ocupando nossa mente com isso ou brigando para que só os brasileiros estejam na mídia, só os independentes estejam na mídia, só os índios estejam na mídia, só os excluídos estejam na mídia, só quem já está na TV esteja na mídia. Nestas questões de poder, muitas vezes a reclamação do oprimido gera o futuro opressor. A obra
"A Revolução dos Bichos", de George Orwell, mostra muito bem como isso acontece inúmeras vezes em nossa sociedade. Neste momento, a fábula deve estar acontecendo em vários lugares.
Repito as palavras da professora Ivana Bentes: a mídia somos nós. Acho que temos que ter uma sociedade menos intolerante e que entenda que há espaço para a comunicação de todos os produtos e serviços culturais. Chega de pensar em escassez. Vamos começar a perceber que é preciso diferentes olhares sobre o mundo.
Antes de criticarmos um escritor, um músico, um artista plástico ou um produtor de outro país, baseado em mágoa e rancor pela situação da concentração que se encontra a comunicação no Brasil (mas que está mudando), vamos procurar estar mais abertos. A notícia da morte de Saramago não traz somente o significado de uma perda. Para muita gente, que só conhecia o escritor através do recente filme "Ensaio sobre a cegueira", ou para muitas pessoas que não conheciam sua obra, o zunzum causado pela imprensa irá contribuir para que mais gente fique curiosa em conhecer as várias contribuições que este produtor de cultura trouxe para nosso mundo.
Amplie sua formação de produtor cultural independente. Amplie seu imaginário. Assista José Saramago falando sobre democracia, num trecho do filme "Encontros com Milton Santos" de Silvio Tendler.
Por Alê Barreto Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Como diz a gestora cultural Maria Helena Cunha, é muito importante um produtor cultural conhecer o ambiente artístico. Precisamos entender de administração, economia, planejamento, projetos e várias outras disciplinas. Mas não podemos esquecer que respirar arte é fundamental para o desenvolvimento das competências de um produtor independente.
Pensando nisso, aí vai uma boa dica para quem está em Salvador.
Luanda, Suave e Frenética 2
Dentro das atividades que precedem a II Trienal de Luanda, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) recebe a exposição Luanda, Suave e Frenética 2 – que tem abertura no dia 31 de maio, às 19h, com entrada aberta ao público. O projeto, que é uma iniciativa da Fundação Sindika Dokolo, ocorre em parceria com o Governo da Província de Luanda e o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Secult), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Diretoria de Museus (DIMUS) e MAM-BA. A exposição pode ser visitada gratuitamente de terça a domingo, das 13h às 19h, e aos sábados, das 13h às 21h, até o dia 18 de julho.
“Modelos Institucionais de Arte: salões, bienais e trienais em discussão” é o tema da mesa redonda que acontece no dia 1º de junho, às 18h, na Galeria 1 do MAM, e que dá início ao processo reflexivo da mostra. Participam o artista Fernando Alvim, a diretora e curadora do MAM-BA, Solange Farkas, o diretor de Artes Visuais da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Djilson Midlej, e a professora da Escola de Belas Artes da Ufba, Alejandra Muñoz, que atuará como mediadora.
Luanda, Suave e Frenética 2
A mostra tem curadoria do múltiplo artista Fernando Alvim, também curador da II Trienal de Luanda, e traz um recorte ampliado da primeira versão, que ficou em cartaz na Galeria Solar Ferrão, de novembro de 2009 a janeiro de 2010, quando foram apresentados trabalhos de quatro artistas angolanos. Agora, serão apresentados no Casarão do MAM – principal espaço expositivo do Museu – 15 trabalhos de 13 artistas africanos, que mostram sua visão de Luanda através de interfaces diversas como fotografia, vídeo, instalação, pintura, documentário, curtas e arquitetura.
“O intercâmbio entre artistas e instituições, nacionais e estrangeiras, é uma das prerrogativas da minha atuação como curadora e gestora cultural. Expandir a atuação do museu como espaço de exibição de obras e difundir a troca de experiências e o conhecimento é de vital importância num momento em que se consolida o papel da arte num contexto de culturas globalizadas”, declara Solange Farkas, curadora e diretora do MAM-BA.
De acordo com a diretora do Museu, a mostra permite a ruptura de antigos conceitos, principalmente no que se refere aos aspectos artísticos e culturais. “Neste sentido, a exposição Luanda Suave e Frenética 2 possibilitará ao público baiano conhecer e construir seu próprio imaginário a respeito da arte produzida atualmente em Angola, para além dos exotismos a que, infelizmente, os países fora do eixo Norte ainda são submetidos, quando da análise de aspectos de sua cultura”.
Compõem o cast desta mostra os artistas Chilala Moco, Ihosvanny, Paulo Kapela, Kiluanji, Bamba, Ndilo Mutima, Mástio Mosquito, Nguxi Marcas, Jorge Palma, Pocas Pascoal, Orlando Sérgio, Paulo Azevedo, Marita Silva, Cláudia Veiga e Yonamine. Segundo texto assinado pelo curador, a exposição pretende “abordar a cidade de Luanda, numa perspectiva esférica e mutante, sem ter necessariamente um ponto de observação fixo”.
“A diversidade e qualidade das obras apresentadas nesta exposição afirma a complexidade de um país africano que tem muito a dizer ao mundo, em relação a sua história, às particularidades e universalidades de sua cultura”, analisa Farkas.
Além de ser um projeto que precede a II Trienal de Luanda, Luanda, Suave e Frenética 2 é também um reflexo direto, um retrato da situação política, econômica, cultural e artística contemporâneas de Angola, país colônia de Portugal até 1975 e que, a partir daí, passou por 27 anos de Guerra Civil, adaptando-se, pouco a pouco, aos novos caminhos democráticos.
“Depois dos conflitos internacionais e internos em que tivemos expostos, por razões conhecidas, considero que a arte e a cultura angolanas encontram-se num período de reorganização e reflexão sobre a sua estética e do seu DNA cultural, onde assistimos a emergência de artistas que serão fundamentais para se compreender os sintomas culturais dos angolanos,como aconteceu com o primeiro movimento cultural pós independência nos anos 70 em que a literatura e a musica tiveram um papel fundamental na auto estima dos angolanos”, analisa o curador Fernando Alvim.
II Trienal de Luanda
A II Trienal de Luanda nasce com uma proposta que ultrapassa o território angolano e que está expressa no seu tema – Geografias Emocionais, Artes e Afetos. Além de promover a produção artística de Angola, a iniciativa, que acontece entre os meses de setembro e dezembro de 2010, vai estabelecer um maior diálogo entre os artistas daquele país e artistas e culturas de mais de 30 cidades, em diversos países.
Por Alê Barreto Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Fiquei sabendo esta semana que o Leonardo Brant irá ministrar um curso na próxima semana em Brasília. Lembrei então de contribuir com a divulgação de seu mais novo trabalho.
Este ano eu tive a satisfação de reencontrá-lo dia 14 de abril. Assisti a aula inaugural que ele ministrou para as novas turmas de MBA em Gestão Cultural e pós-graduação em produção cultural, promovidas pela Associação Brasileira de Gestão Cultural em parceria com a Universidade Cândido Mendes. O tema apresentado foi o "O Poder da Cultura", pesquisa publicada em seu mais novo livro.
A aula foi excelente. Fiz várias anotações. Vou compartilhar as que considero mais significativas.
Pesquisa e a pluralidade de conteúdos
Leonardo Brant fez uma extensa pesquisa buscando entender a relação da cultura com as dinâmicas sociais. Citou que os livros "Amar e Brincar" do biólogo chileno Humberto Maturana e "Palavra chave: um vocabulário de cultura e sociedade" de Raymond Williams foram pontos de partida.
Também fez questão de mencionar "Simulacros e Simulação" de Jean Baudrillard, "Simulacro e poder" de Marilena Chauí, "A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica" de Walter Benjamin, "Comunidade - A busca por segurança no mundo atual" de Zygmunt Bauman, "Cibercultura" de Pierre Lévi e "A Cultura da Convergência" de Henry Jenkins.
Importância de entender a relação entre a ficção e a realidade
Leonardo alertou para o fato de que tendemos a absorver as realidades ficcionais, pois as mesmas geram um certo conforto. A partir disso, há o risco de embarcarmos em processos de simulação da verdade e sermos absorvidos pelo conceito de "credibilidade", que pode ser trabalhado de forma massiva nas novas mídias digitais.
CTRL + V
Este foi para mim um dos principais momentos da aula. Leonardo falou sobre "CTRL + V", um documentário que está sendo construído de forma colaborativa, seguindo a seguinte premissa: fazer o que é possível assumindo todos os riscos do processo.
Assista um trecho, no qual Orlando Senna, que ocupou o cargo de secretário do audiovisual na gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura do Brasil, fala da influência e das dimensões de hollywood sobre os mercados locais. Ele afirma: "eu acho que o nosso caminho é inventar novos modelos de negócio".
Leonardo Brant vai estar em Brasília nos próximos dias 7 e 8 de junho ministrando o curso de capacitação em Gestão Cultural “O Poder da Cultura”, no qual abordará estes temas e muitos outros que fazem parte da pesquisa publicada em seu novo livro.
Quem estiver em Brasília ou cidades próximas, vale a pena conferir.
Veja o serviço do curso:
Data: 7 e 8 de junho de 2010, das 14 às 22h.
Local: Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50 , 4º. Andar. Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Brasília/DF.
Informações e inscrições: Mirella Malta – Assessoria e Capacitação em Gestão Social, Cultural e do Terceiro Setor
Por Alê Barreto Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Todo mundo liga ao mesmo tempo. Todo mundo pede tudo para ontem. Todas as ideias surgem na mesma semana. Todos os editais encerram amanhã. Todos os contatos para ligar estão na sua frente. Todos os rascunhos dos seus projetos estão no desktop do seu computador.
Estas e outras situações estão ficando comuns no nosso dia a dia. Tem uma corrente de pessoas que acha que temos que aceitar isso tudo, pois trata-se só de uma questão de "saber lidar" com as situações que causam stress, tensão, angústia no trabalho de produção cultural. Há também os que acreditam que ao menor sinal de stress, tensão e angústia, devemos trocar de atividade.
Toda vez que me deparo com situações de stress, tensão e angústia, para não me perder, volto ao "ponto zero", que foi a descoberta da minha vocação e a escolha de aprender a trabalhar com produção cultural. Escolhi isso porque eu quero viver bem. Produzir cultura me faz bem. Estudar cultura me faz bem. Ensinar produção me faz bem.
Assim como escolhi a minha profissão, posso também fazer escolhas no exercício desta profissão.
Compartilho algumas decisões que tomei que tem contribuído para mim trabalhar com mais prazer e menos stress. Todas elas tem prós e contras.
- evitar ser excessivamente político: o medo de "não estar fazendo networking" tem levado muita gente a dizer sim para tudo. Eu acho que a gente só deve dizer sim quando realmente tiver uma noção clara de que pode e tem tempo para fazer algo que lhe está sendo solicitado.
- usar o celular sem neurose: com exceção de algumas atividades muito específicas, dá para trabalhar sem precisar atender o celular o dia inteiro. Dá para fazer reunião com o celular no silencioso. Dá para ser educado e somente atender o celular fora da sala de aula. Dá para ouvir o recado e retornar a ligação depois.
- aprender a escutar: a produção cultural propicia o contato com profissionais de várias faixas etárias, de diferentes origens, culturais e etnias, com opções políticas, religiosas e sexuais diferentes das nossas. Antes de "sofrermos" com os nossos pré-julgamentos, vamos nos colocar abertos para aprender a escutar o outro.
- priorizar o uso do tempo: algumas ações importantes não podem deixar de ser realizadas; as urgentes algumas vezes tem que esperar.
- no meio de qualquer crise, dê uma parada para respirar: evite tomar decisões estratégicas no calor das emoções. Respire antes de decidir.
- trabalho saudável: trabalhe com pessoas, instituições e projetos que lhe proporcionem trocas saudáveis, como aprendizado e crescimento;
- descubra o seu jeito de gerenciar suas atividades: agenda, Iphone, netbook, cartazes e bilhetes distribuídos dentro do seu apartamento, planilha em excel. Veja de que maneira é mais fácil gerenciar suas atividades.
Aproveite que hoje é segunda e batalhe para que esta semana seja mais prazerosa.
Clique para ler a edição de 16 de maio de 2010 do Jornal de Angola
Por Alê Barreto Administrador, produtor cultural independente e palestrante
O livro "Aprenda a Organizar um Show" está sendo utilizado em cursos em Angola.
Leia abaixo a reportagem publicada no Jornal de Angola
Luanda acolhe acção formativa sobre qualidade de espectáculos
A segunda edição da acção formativa “Aprenda a organizar um show”, criado com o intuito de aumentar a qualidade de trabalho dos agentes culturais, vai decorrer de 18 a 22 deste mês, em Luanda.
A formação vai ter lugar no espaço cultural de arte gospel “Praise Arte”, sito na Avenida Marginal, e é dirigida a 40 jovens cristãos, fomentadores de actividades culturais do núcleo “Staff nova Aliança”, uma associação de várias igrejas. As aulas vão ser ministradas pelo promotor de eventos e coordenador do projecto, Fausto Miguel. A formação vai abordar, principalmente, aspectos ligados à produção e realização de eventos.
Temas relacionados com “O perfil do produtor executivo”, “Definição da data e local do espectáculo”, “Cronograma das actividades”, “Divulgação”, “Solicitações, autorizações e contratos”, “Direitos de autor”, “Conhecer as instituições de direito cultural em Angola”, vão ser debatidos no encontro.
Fausto Miguel referiu que a acção formativa é uma parceria com o produtor cultural brasileiro Alê Barreto, autor do livro “Aprenda a Organizar um Show”. Fausto Miguel disse que a organização está a estudar a possibilidade dos participantes fazerem um estágio em algumas agências de promoção, produção e organização de espectáculos, bem como terem entrada livre em alguns espectáculos para adquirirem experiências.
Fausto Miguel afirmou que o projecto é extensivo a todas as actividades culturais e tem como objectivo ajudar a potenciar todos os promotores de Luanda. “É, também, objectivo do curso uma visão mais ampla sobre espectáculos nos promotores nacionais, assim como estimular o surgimento de novos realizadores de eventos e de novas formas de promover a arte em Angola”.
A primeira acção formativa “Aprenda a organizar um show” foi realizada em Abril.
Fonte: jornal de Angola -http://jornaldeangola.sapo.ao/17/0/luanda_acolhe_accao_formativa_sobre_qualidade_de_espectaculos