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sexta-feira, junho 15, 2018

Samba e Amor: um bom exemplo de equilíbrio na construção de uma carreira artística e criativa





Por Alexandre Barreto*


Qual é a hora de lançar um álbum?

Segure a ansiedade. Essa é uma pergunta que não tem apenas uma resposta. Ela depende de cada contexto. Vou dar uma sugestão de resposta.

Se você está construindo um novo trabalho, de caráter autoral, como milhares de outros artista no país, você não vai escapar de duas tarefas importantes: a) construção de audiência; b) organização para articular, mobilizar e captar recursos.

Um bom exemplo disso é o que vem fazendo a banda "Samba e Amor" de Porto Alegre. Em sua campanha para o lançamento de seu primeiro álbum, Maria Luiza e Lucas explicam que estão trabalhando há cinco anos. Na época da busca pelo "sucesso instantâneo", chama atenção estes artistas se permitirem trabalhar em ritmo próprio. Com certeza isso vem contribuindo muito para o desenvolvimento artístico, para o conhecimento do negócio da música e do mercado e para a construção de uma audiência engajada.

Assista vídeos da Samba e Amor nos projetos Sofar Rio de JaneiroRed Bull Break Time, Garagem Sessions e no Youtube (se delicie com malemolência da interpretação de "Água de Beber", com um time de grandes músicos).

Conheça e participe da campanha deles no Catarse. Ninguém resiste a Samba e Amor.






Parabéns ao Unificado, Sou Alma, Boteco Matita Perê, Surfari, Casa Perky e Rio Grande Seguros e Previdência pelo apoio ao grupo.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e CriativaSaiba mais

quinta-feira, maio 03, 2018

"Eu não saia fazendo dívidas contando com o sucesso futuro"





Por Alexandre Barreto*


A frase acima podia muito bem ter sido falada por um professor de economia. Podia ter sido falada por um profissional de educação financeira. Contudo, ela foi falada pela artista e empresária Anitta.

Em sua participação no programa #ContaCorrente da Globo News, Anitta fala atitudes importantes para a gestão da carreira artística, que venho pesquisando há anos e que estão sintetizados no meu livro "Carreira Artística e Criativa", como visão estratégica, distribuição de conteúdos, construção de relação com o público, ter um acompanhamento de gestão de carreira, entre outras.

São muitas lições. Me marcou quando Anitta falou "acabei nesses sete anos aprendendo muito, porque fui errando e aprendendo com o erro". 





Outra surpresa bacana neste programa foi o depoimento do Micael Borges, ator e músico com quem trabalhei no Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro:

"o que eu aprendi de muito importante com a Anitta sobre gerenciar a carreira é que é necessário a gente se envolver na parte burocrática também. Aprender, conhecer, ter conhecimento de contratos, um pouco de administração, para você ter controle do seu trabalho, para você está inteirado com os profissionais que trabalham com você, está inteirado de todos os assuntos ligados a sua carreira, não só da parte gostosa que é a parte de criação".

O depoimento do Micael revela uma dificuldade, um problema, um obstáculo, uma verdadeira "dor" existente no caminho dos artistas, que é a dificuldade de lidar com as questões que não estão relacionadas a criação ou performance da música.

Assista a entrevista e amplie a visão sobre sua carreira.



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quarta-feira, março 15, 2017

Site Gestão de Bandas aposta na profissionalização do mercado musical e no desenvolvimento do músico empreendedor


Gestão de bandas oferece serviços de capacitação para gestão



Por Alê Barreto *

Tem serviço novo para quem está desenvolvendo carreira na área da música. Conversei com o Fábio Marx, um dos fundadores do site Gestão de Bandas (GB).

Produtor Independente - A ideia de criar um site de gestão de bandas começou com uma necessidade própria? Você gerenciava uma banda?

Fábio Marx - A proposta da plataforma da Gestão de Bandas (GB) foi consequência de uma experiência prática, documentada e vivida na rotina de trabalho com pelo menos uma centena de músicos, de diversas bandas e projetos solos.

A história começou com um convite por parte de uma banda para eu colaborar com eles. Na época eu cursava administração, e como é comum neste curso a análise de negócios de diferentes mercados, eu acabei topando.

Como eu desconhecia totalmente esse mercado, iniciei um processo de pesquisa pela internet, redes sociais e livrarias e surpreendi-me pela dificuldade em encontrar material a respeito de um mercado bilionário, que é o mercado musical.

Sem falar que o material era arcaico, induzia o músico a pensar no mercado musical dos anos 80, 90 e início dos anos 2000.

Depois do convite e algumas bandas atendidas, abri uma produtora e comecei a trabalhar em duas frentes: gerenciamento e eventos. A experiência foi enriquecedora e decidi que gostaria de compartilhar esse material com a maior quantidade possível.

Enquanto eu desenhava o plano de negócios, eu descobri que tinha um projeto muito semelhante ao que eu tinha em mente, que se chamava Músico360, do Ivan Junior.

Marquei uma reunião com ele e percebemos que as ideias e planejamento eram muito semelhantes. Foi aí que resolvemos unir os dois negócios em um só e juntos fundamos a GB em julho de 2016.


Produtor Independente - Os serviços oferecidos no Gestão de Bandas são baseados em metodologia própria ou em conhecimentos existentes no campo da gestão? A propósito, alguém no site tem experiência ou estudou gestão?

Fábio Marx - Eu venho do curso de administração e o Ivan de projetos. Pegamos o conhecimento existente no campo da gestão e montamos uma metodologia voltada para o músico e também para o empresário artístico, que é o Músico360.

Esse modelo, que foi inicialmente desenvolvido pelo Ivan, foi aperfeiçoado e em cima dele montamos a grade com mais de 70 cursos será disponibilizado na plataforma até 2018, sendo que 19 deles já foram lançados, e mais os artigos no blog, entrevistas e outros materiais.

Essa metodologia envolve o olhar sistêmico, uma visão holística de todos os processos que envolvem a carreira de um artista.

Essa base de processos gira ao redor de 05 fundamentos: criação de valor, marketing, vendas, produção (entrega de valor) e finanças. Esses fundamentos nós não inventamos, mas ele foi bem estruturado pelo Josh Kaufman.

Observamos muitos erros de planejamento, muitos processos sendo ignorados e um descuido enorme na gestão das finanças, principalmente no fluxo de caixa.

Já vimos produções que consumiram todo o dinheiro da banda, e aí não tinha dinheiro para trabalhar o material, a concepção do show, material gráfico, imprensa, fotografia, vídeos e outros. O resultado era uma grande obra musical sem alcance, sem público, sem material que agregasse valor.



Produtor Independente - Como é falar sobre gestão, que remete a organização, padronização, processos organizados, para um público que muitas vezes acha que o barato da arte é a falta de organização?

Fábio Marx - Tem uma frase do Paul Freet que eu uso muito nas reuniões com músicos: “Todo negócio é um processo que pode ser repetido e que gera dinheiro. Todo o resto não passa de um hobby”.

Essa é a primeira decisão de todo músico, dupla, trio ou banda: se todos estão em comum acordo e encarar a música como um produto, e explorar comercialmente isso; ou irão levar a música como uma atividade secundária, sem a responsabilidade que um negócio exige.

Nossa missão na Gestão de Bandas é educar, mostrar que adotando processos e se tornando mais profissional, ele terá mais oportunidades. Ele precisa querer isso, e nós ajudamos ele nessa transformação.



Produtor Independente - Na sua opinião, em que estágio da carreira um artista precisa contar com uma gestão profissional?

Fábio Marx - Desde o início o artista precisa saber onde está entrando, as dificuldades e os processos que envolvem a gestão de uma carreira musical. Seria ideal que seguíssemos o exemplo de bandas europeias, onde a banda, independente do seu estágio, possui um manager auxiliando, que geralmente é um amigo ou conhecido próximo.

Se ele não possui condições financeiras para pagar alguém para isso, ele terá que dominar os processos e fazer por conta para deixar a “casa organizada”. Isso é bom porque mostra profissionalismo.

E é justamente isso que grandes produtoras, selos e gravadoras querem das novas bandas e artistas: uma carreira mais estruturada e profissional.

Na nossa plataforma, além de atender músicos, os cursos também são voltados para quem deseja participar desse processo. Por isso é comum encontrar na nossa plataforma empresários, produtores, selos musicais e entidades de gestão coletiva.



Produtor Independente - Tem crescido no Brasil a oferta de coaching, cursos, treinamentos e publicações voltadas ao desenvolvimento profissional. Partindo dessa tendência, o que seria o diferencial do gestão de bandas?

Fábio Marx - Poderia citar cinco grandes diferenciais.

Primeiro, é o acesso imediato ao treinamento. Com apenas R$33,97 por mês ele tem acesso a todos os cursos Premium e lista de editais e festivais disponíveis. Quem chega na plataforma tem todo o suporte e orientação para começar, sem precisar passar por um lançamento de produto e arcar com um alto valor de investimento.

Segundo, contamos com um time de instrutores, cada um atendendo a sua área. Tirando eu e o Ivan, temos o Felipe Tazzo, Pedro Valli e Eduardo Panozzo como instrutores. E estamos trabalhando com mais três novos instrutores, que lançarão novos cursos já em março e abril desde ano.

Terceiro, a plataforma possibilita interação com outros músicos e profissionais cadastrados na plataforma. Quando você faz seu cadastro gratuito, você cria um perfil de rede social e utiliza a linha do tempo para expor seus trabalhos, realizar contatos profissionais e fazer intercâmbio com outras bandas e músicos cadastrados.

Quarto, cada conjunto de ações de aprendizado dentro da plataforma, como concluir uma série de cursos e fazer amizades, por exemplo, o membro ganha pontos e conquistas. Quanto mais cursos conclui, mais aprende, e sua pontuação sobe. Aos membros com boa pontuação nós indicamos para produtoras, selos, investidores e gravadoras parcerias.

Quinto, nosso suporte é imediato. Temos diferentes canais onde o aluno envia dúvidas e nós tratamos de responder imediatamente. Entre outras funções, acredito que estas sejam as mais diferentes do que existe hoje no Brasil, em relação a parte de educação.

E um bônus, é que a Gestão de Bandas e para todos. Vemos muitos agentes concentrando toda informação em si mesmos, se postando como autoridades. Não acreditamos que isso funcione por muito tempo. O conhecimento de mercado tem capilaridade e a nossa busca é trazer o especialista de cada ponta, e não nos colocar como detentores de todos os segredos. A GB é o meio que conecta experts, iniciantes e investidores da música.


Produtor Independente - Que sugestões práticas você daria para uma pessoa que está começando a pensar em organizar a gestão de seu trabalho artístico?

Fábio Marx - Olhe para o dinheiro. Parece papo de capitalista, mas essa é a verdade. Não estou dizendo para olhar o dinheiro em primeiro lugar, mas sim olhar TAMBÉM para o dinheiro. Infelizmente, arte por arte ainda é utopia e você precisa ganhar dinheiro para pagar as contas.

Isso não significa mudar os seus valores pessoais. Significa cuidar do negócio. Ao pensar nisso, você passa a enxergar a necessidade de monitorar seu fluxo de caixa, de ter mais fontes de receita do que despesas e assim por diante.

E ao pensar nisso, você inevitavelmente começa a enxergar sua carreira musical como um negocio de verdade, que precisa de cuidados específicos.

Outra boa dica é assinar um plano na GB.

Conheça o site Gestão de Bandas



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