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quarta-feira, maio 11, 2016

Quando você investe em sua formação, você colhe até em tempos de crise




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Ontem foi dia de colheita. Fui até o Instituto Multidisciplinar de Formação Humana com Tecnologias (IFHT) retirar o meu certificado de conclusão da Formação de Gestores Públicos e Agentes Culturais, curso oferecido pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério da Cultura, de outubro de 2013 a setembro de 2014.






O curso teve excelentes professores como Lia Calabre (de quem também fui aluno na Universidade Cândido Mendes e uma das organizadoras do Seminário Internacional de Políticas Culturais), 
pesquisadora e chefe do setor de Estudos de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa/MinC e professora dos MBAs de Gestão e Produção Cultural da Fundação Getúlio Vargas (FVG/RJ) e da Universidade Cândido Mendes (UCAM); Ana Carla Fonseca Reis (de quem também já fui aluno na Universidade Cândido Mendes), diretora da Garimpo de Soluções, empresa pioneira em economia criativa; Maria Helena Cunha (com quem estudei gestão contemporânea da cultura), gestora cultural, pesquisadora, consultora; Romulo Avelar (do qual também já fui aluno no seu curso sobre produção e gestão cultural), administrador, produtor e gestor cultural; Ana Erthal, professora de graduação e programa de pós-graduação da ESPM-RJ e de graduação na UNESA e UCAM; Ilana Seltzer Goldstein, docente e coordenadora no MBA em Bens Culturais da Fundação Getúlio Vargas; Frederico Barbosa, pesquisador e coordenador da área de Políticas Culturais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); Humberto Cunha, professor dos programas de graduação e pós-graduação em Direito da Universidade de Fortaleza (mestrado e doutorado), nos quais ministra as disciplinas Teoria dos Direitos Humanos e Direitos Culturais; Mauro Osório, professor da Faculdade de Direito da UFRJ e coordenador do Grupo de Pesquisa Observatório de Estudos sobre o Rio de Janeiro; Maria Helena Versiani, historiadora, Mestre em História Social pela UFRJ e Doutora em História, Política e Bens Culturais pelo CPDOC/FGV; César Piva, gestor cultural da Fábrica do Futuro - Incubadora Cultural e Residência Criativa do Audiovisual; Diana Gebrim, gestora cultural, consultora em desenvolvimento e planejamento jurídico, administrativo-financeiro e em direito autoral e do entretenimento; Henilton Menezes, Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura desde o início de 2010; Tatiana Richards, superintendente da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro; Sérgio Linhares, diretor de Pesquisa e Documentação do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC); e Juliano Borges, que atualmente trabalha na Assessoria de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.


Também foi muito importante aprendizado proporcionado pelas trocas, debates e diálogos mediados pelo professor Valterlei Borges. Recomendo a leitura do seu livro "Novos modelos de produção musical e consumo".


Para quem se interessar, o conteúdo do curso pode ser acessado aqui






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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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Quando você investe em sua formação, você colhe até em tempos de crise II




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Quando você investe em sua formação, você colhe até em tempos de crise. Ontem foi dia de colheita.


Estive no Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes onde recebi das mãos do amigo, incentivador e presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural Paulo M. Junior, o diploma de conclusão do curso de pós-graduação lato sensu MBA em Gestão Cultural, fato registrado nas imagens deste post.










A foto (abaixo) em que aparece Kátia de Marco, coordenadora do curso, na frente do Museu Antonio Parreiras do qual é gestora, é para agradecer especialmente por seu incentivo ao meu estudo e para dizer que a lembrança de nossos encontros, de suas aulas, de suas sábias lições continuam sendo fonte de inspiração. Que o destino seja generoso e nos permita tomar um cafezinho em breve.







Quero também agradecer aos colegas e aos professores Yole Mendonça (Bases Administrativas em Gestão Cultural), Martha Mangueira (Gestão de Pessoas), Francis Miszputen (Tópicos em Gerência Financeira Corporativa), Sydney Sanches (Direito Autoral e Empresarial), Luciano Teixeira (Gestão de Patrimônio Histórico), Cicero Antonio Fonseca de Almeida (Gestão de Acervos Museológicos), Kátia de Marco (Gestão de Espaços Culturais), Ivan Lee (Planejamento Estratégico em Marketing Social e Cultural ), Pablo Leib Castellar (Gestão de Curadoria de Projetos), Mariana Várzea 
(Análise de Experiências Corporativas em Marketing Cultural), Meise Halabi (Ferramentas de Comunicação Social), Marcio Ruiz Schiavo (Responsabilidade Social Corporativa), Ana Ferguson (Legislação de Incentivo ao Setor Cultural), Ricardo Falcão (Projetos e Estratégias de Captação de Recursos), Lucimara Letelier (Gestão de Patrocínios e Investimentos Privados), Pedro Lessa (Análise de Fundos Alternativos Nacionais e Internacionais), Carlos Frederico Barros (Engenharia de Produção em Eventos), Fábio Ferreira (Produção Teatral), Julia Moraes (Produção em Audiovisual), Eliana Fonseca (Produção Musical), Denise Mattar (Produção em Artes Plásticas), Luiz Carlos Prestes Filho e Ana Carla Fonseca Reis (Micro e Macro Economia da Cultura), Lia Calabre (Políticas Públicas para a Cultura), Solange Riva Mezabarba (Antropologia do Consumo Cultural), Cristina Lins (Pesquisa de Mercado e de Opinião), Érica Resende (Metodologia de Pesquisa), Eliane Costa (Cultura Digital), Nelson Hoineff (TV Digital no Brasil), Helena Aragão (Novas Mídias no Jornalismo Cultural), Walter Romano (Novas Mídias na Comunicação Corporativa) e Eduardo Senna (Direitos Autorais na Produção Digital) por me proporcionarem tantos momentos de aprendizado.

Obrigado também a Associação Brasileira de Gestão Cultural, por oferecer um curso com um currículo amplo e com grandes profissionais como professores!



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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quinta-feira, março 19, 2015

O que é produção cultural? O que faz um produtor cultural? Quanto pagar para um produtor?






Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



De tempos em tempos atualizo o "Guia do Estudante do Produtor Cultural Independente", que ajuda as pessoas a encontrarem respostas para perguntas mais frequentes.


Este guia é de minha autoria, mas está sempre aberto a comentários, sugestões, etc. 




Pequeno guia do estudante do produtor cultural independente




1 - O que é produção cultural?


1.1 Conceito

Antes de mais nada, é importante você relembrar o que é um conceito.

Um conceito é a formulação de uma ideia por meio de palavras. Desta forma, os conceitos não são verdades absolutas. Os conceitos são formas de pensar e estão sempre em disputa.

Há inúmeras disputas em torno do conceito de produção cultural. Abaixo seguem alguns conceitos que ajudei a construir e conceitos que considero muito relevantes.


1.1.1 Conceito formulado pelo Produtor Cultural Independente


O conceito de produção cultural será inicialmente pensado nesta definição partindo da noção mais básica: a constituição da palavra.

Segundo o dicionário Michaellis, a palavra produção pode significar coisa produzida naturalmente ou pelo trabalho, obra literária ou artística ou ato ou efeito de produzir. A palavra cultural é referente a cultura.

Desta forma, produção cultural pode fazer referência a um conjunto de coisas ou obras artísticas realizadas por indivíduos, sozinhos ou em grupo, num determinado espaço e tempo, a um conjunto de produtos ou serviços culturais realizados por indíviduos, sozinhos ou em grupo, num determinado espaço e tempo ou produzir uma ação cultural.

A existência da palavra cultural faz com que produção cultural assuma uma diversidade de significados. Se considerarmos que produção cultural pode ser produção de cultura, tanto seu significado enquanto "coisa" quanto "ato de produzir" assumirão sentidos mais amplos do que apenas obras artísticas.

No Brasil, ainda não há pesquisa sobre a origem do aparecimento desta expressão. Acredita-se que iniciou com o desenvolvimento do teatro, rádio, televisão e cinema, atividades em que a divisão do trabalho contempla a função de se organizar (pré-produção, produção e pós-produção) uma atividade artística e/ou cultural.

A expressão produção cultural tornou-se mais conhecida no Brasil no final da década de 80 e ganhou força nos anos 90, com o surgimento das leis de incentivo à cultura.

Produção cultural também tornou-se a denominação utilizada no Brasil para cursos livres, cursos técnicos, cursos de graduação e pós-graduações, presenciais ou de ensino à distância (EAD), que difundem conhecimentos relacionados a organização, administração e gestão deatividades culturais. Por atividades culturais entenda-se o conceito amplo, que vai além das definições clássicas de cultura e arte.

O conceito amplo de atividades culturais abrange:

- ações praticadas pelo Estado, iniciativa privada, Terceiro Setor ou indíviduos, nas dimensões simbólica, social, econômica e criativa;

- ações cuja fruição pode ser gratuita, mediante pagamento ou mista (uma parte gratuita e outra parte paga);

- atividades realizadas nos setores de turismo, eventos, entretenimento, tecnologia de informação (desenvolvimento de software), games, comunicação, marketing, mercado editorial, publicidade, gastronomia, moda, design, novas tecnologias de informação e comunicação (hardware e software para conexão com internet) e a internet (como produto e/ou meio).

Por tratar-se de um conhecimento novo no mundo, há uma tensão constante sobre "o que é" e "o que não é" produção cultural, similar a discussão sobre "o que é cultura" e "o que não é cultura" ou "o que é arte" e "o que não é arte.


1.1.2 Conceito formulado pelo produtor Romulo Avelar


No capítulo II do livro "O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural" de Romulo Avelar, lançado pela DUO Editorial, você irá encontrar muitas informações importantes sobre o conceito de produção e gestão cultural.




2 - O que faz um produtor cultural? Campos de atuação profissional.

Produção cultural no Brasil tem sido bastante associada a atuação de pessoas que atuam na formatação de projetos para leis de incentivo, editais públicos e programas privados. Isso muitas vezes é o direcionamento de alguns cursos de graduação e pós-graduação. Contudo, os campos de atuação profissional são muitos.

Produção cultural é uma atividade que pode estar associada a:

- pessoas que atuam em eventos e entretenimento;

- pessoas que fazem projetos para leis de incentivo;

- pessoas que fizeram cursos de produção cultural;

- pessoas que organizam atividades de cultura como recurso em programas, projetos e ações de responsabilidade sócio-ambiental, educação, saúde, esporte, promoção da cidadania, direitos humanos e bem estar;

- pessoas que realizam atividades de organização, administração e gestão de espaços culturais;

- pessoas que organizam atividades culturais em pontos de cultura;

- pessoas que realizam atividades intermediárias nas diferentes fases da cadeia produtiva da cultura (produção, distribuição, comercialização e consumo de bens e serviços culturais);

- pessoas que produzem conteúdo ou atuam em atividades intermediárias nas diferentes fases da cadeia produtiva da cultura digital (produção, distribuição, comercialização e consumo de bens e serviços culturais digitais).


Muitas pessoas, por razões as mais diversas, acreditam que um produtor é um "faz tudo", uma pessoa cujos limites entre seu trabalho e vida pessoal não existem e de que é obrigado a ter resposta para toda e qualquer questão. Não é verdade. Atuar como um "faz tudo", "sempre de prontidão" e tendo a obrigação de ter "resposta para tudo" é, antes de mais nada, uma opção de cada um. Um produtor não é "servo" e nem tampouco "escravo". É um profissional que pode ter um perfil amplo, flexível, mas que necessita de respeito, condições para trabalhar, reconhecimento e remuneração digna.



3 - Exemplos de atividades de produção cultural

Atividades de organização de shows, exposições de arte, montagens teatrais, stand-up comedy, espetáculos de dança, encontros literários, exibição de filmes, programas de TV, programas de rádio, produção de conteúdo para blogs, produção de conteúdo para internet, projetos que contemplem arquitetura, patrimônio, artes, antiquários, artesanato, design, moda, cinema, música, artes híbridas, artes performáticas.

Organização e gestão de carreiras artísticas (também conhecidas como carreiras criativas), gestão de indústrias criativas e pesquisas nos campos da economia da cultura e de políticas públicas de cultura podem ser realizadas por pessoas com formação em produção cultural.




4 - Perfil profissional de um produtor cultural


Este é um ponto extremamente delicado. Digo isso porque temos hoje na web muito mais relatos, depoimentos e opiniões de pessoas que olham a produção cultural como uma profissão "pública", como se o produtor cultural somente lidasse com recursos públicos.

É importante lembrar que a profissão de produtor não é tão nova quanto parece. Ela já existia antes das Leis de Incentivo nos anos 90. O que aconteceu é que com as leis de incentivo e a criação dos primeiros cursos de graduação e pós-graduação, a função de "produtor" passou a ser chamada de "produtor cultural". Sobre isso, leia o artigo "O campo acadêmico da produção cultural - história e características", do professor Leandro José Mendonça, publicado no livro "Políticas culturais : pesquisa e formação", organizado por Lia Calabre e lançado pelo Instituto Itaú Cultural e Fundação Casa de Rui Barbosa, em 2012.


4.1 Uma opinião da iniciativa privada

Voz da Experiência: Para Tatiana Zaccaro um bom produtor cultural tem que ser desinibido, matéria de Lauro Neto publicada na seção de educação do Jornal O Globo. Tatiana Zaccaro é graduada em jornalismo com MBA em Marketing e gerente de negócios da Fagga Eventos, empresa que organizou a XIV Bienal Internacional do Rio de Janeiro.


4.2 Entrevistas e vídeos do projeto Produção Cultural no Brasil (organizações públicas e iniciativa privada)

Uma amostra de 100 pessoas entrevistadas que traz relatos sobre como algumas pessoas percebem a atividade de produção cultural no Brasil.

Projeto executado pela Beijo Técnico Produções Artísticas, Garapa Coletivo Multimídia e FLi Multimídia, em parceria com a Azougue Editorial. Uma realização da Casa da Cultura Digital e Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, com orçamento obtido via Cinemateca Brasileira e Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC).




4.3 Pesquisa com produtores que encaminham projetos para Lei Rouanet


Foi publicada no livro do projeto Panorama Setorial da Cultura Brasileira, de autoria de Gisele Jordão e Renata R. Allucci. 

O universo pesquisado considerou produtores culturais proponentes de projetos enquadrados na Lei Rouanet, inscritos nos mecanismos Mecenato, Fundo Nacional de Cultura (FNC) e Recurso do Tesouro; com projetos apresentados entre 2007 e 2011; composto por pessoas físicas e jurídicas. Tais critérios demonstraram um universo de 14.853 nomes no território nacional. A base de dados da pesquisa foi construída por meio das informações do Salic.net durante o período de 7 a 29 de abril de 2011. Ao todo, foram organizados em base 7.000 nomes, considerados como o universo viável da pesquisa, ou seja, aquele que viabilizou o sorteio da amostra.




5 - Panorama do mercado

Matéria "O produtor cultural do século 21" no Blog Acesso do Instituto Votorantin, texto da jornalista Priscila Fernandes.

Também vale ler o conteúdo da pesquisa do projeto Panorama Setorial da Cultura Brasileira, lembrando que o recorte da mesma somente abrange produtores culturais proponentes de projetos enquadrados na Lei Rouanet.



6 - Quem mais contrata?


Empresas de eventos

Empresas de feiras e entretenimento

Empresas que fazem produção de projetos via leis de incentivo à cultura

Pessoas e empresas que organizam atividades de cultura como recurso em programas, projetos e ações de responsabilidade sócio-ambiental, educação, saúde, esporte, promoção da cidadania, direitos humanos e bem estar

Artistas, empresários e agentes artísticos

Espaços culturais


Aqui vale lembrar que boas pistas podem ser encontradas nos recentes trabalhos produzidos no Brasil sobre Economia da Cultura e Economia Criativa.



7 - Estimativa de remuneração


7.1 Salário inicial

R$ 1.800,00 (20 horas semanais)
(fonte: prof. Luiz Guilherme Vergara, da UFF, no Guia do Estudante)


7.2 Salário para profissionais com experiência

de R$ 8.000,00 a R$ 15.000,00
(fonte: Tatiana Zaccaro, graduada em jornalismo com MBA em Marketing e gerente de negócios da Fagga Eventos na matéria Voz da Experiência: Para Tatiana Zaccaro um bom produtor cultural tem que ser desinibido)


Comentário sobre estas informações de salário: a maior parte dos produtores culturais no Brasil não trabalha formalizado, seja com carteira assinada, seja com empresa registrada.

Um percentual muito pequeno de profissionais ganha acima de R$ 5.000,00 por mês.



7.3 Alguns exemplos de valores pagos para cargos que podem ser ocupados por produtores


Produtor cultural ou produtor executivo com ensino médio completo ou superior completo

R$ 3.747,99 por mês


Técnico em programação cultural

R$ 2.202,87 por mês


Assistente administrativo (para apoiar coordenação de projetos culturais, com ensino médio completo ou superior em andamento)

R$ 2.202,87 por mês


Auxiliar de produção (com ensino médio completo)

R$ 1.409,92 por mês




8 - Onde estudar?


9 - Processo de formação da profissão no Brasil

Preocupados com a ausência de políticas de formação de pessoal em organização cultural (noção que também abrange a formação de pessoas para produção cultural), pesquisadores do Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia, sob orientação do Prof. Dr. Antonio Albino Canelas Rubim, realizaram um importante mapeamento sobre a formação em organização cultural no Brasil, disponibilizado de forma livre em 2010 através do site http://www.organizacaocultural.ufba.br/

Outro importante estudo é "Profissionalização da organização da cultura no Brasil: uma análise da formação em produção, gestão e políticas culturais", tese de doutorado de Leonardo Figueiredo Costa, concluída em 2011.

Para pesquisar esta tese no Sistema de Bibliotecas da UFBA:

Costa, Leonardo Figueiredo. Profissionalização da organização da cultura no Brasil: uma análise da formação em produção, gestão e políticas culturais / Leonardo Figueiredo Costa. - 2011.

A formação do produtor cultural foi discutida também em 2011 e 2012 no Rio de Janeiro em dois encontros promovidos por alunos do curso tecnológico de produção cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

Os Encontros Nacionais de Produção Cultural realizados em 2013 e 2014 você pode acessar na página oficial do facebook e especificamente o de 2013 (neste blog).



10 - Reconhecimento oficinal da profissão pelo Ministério do Trabalho no Brasil

Em 2013 a profissão de produtor cultural passou a ser reconhecida no Brasil pelo Ministério do Trabalho, que incluiu a mesma na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações. A CBO é uma espécie de dicionário das profissões no Brasil. Neste guia estão registradas 2.558 atividades. A entrada na CBO não interfere em questões trabalhistas como jornada de trabalho ou piso salarial.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/02/ministerio-do-trabalho-passa-reconhecer-59-novas-profissoes.html




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Alê Barreto é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.


Alê Barreto gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares.

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.


+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com


quinta-feira, agosto 21, 2014

Livro "Viver de Música – Diálogo com artistas brasileiros" de Benjamim Taubkin



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Não li ainda, mas recomendo, pela consistência do trabalho do Benjamin Taubkin e pela sua preocupação com olhar amplo e compartilhamento do conhecimento. Conheci ele em 2005, em Salvador, no Mercado Cultural.



Livro ‘Viver de Música – Diálogo com artistas brasileiros’, de Benjamim Taubkin
Em ‘Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros’, dezoito artistas brasileiros consagrados falam a Benjamim Taubkin a respeito das peculiaridades e dificuldades de seu ofício

Que caminhos podem se abrir para o jovem que deseja ser músico hoje? Como se vive de música no Brasil atual? Para responder a essas perguntas, Benjamim Taubkin entrevistou dezoito profissionais, de diferentes gerações e estilos. O resultado desses encontros está reunido em Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros, livro que a Bei Editora acaba de lançar.

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Como Taubkin, os entrevistados são profissionais que alcançaram sucesso e reconhecimento em suas carreiras e, nos encontros com o autor, abordam assuntos prementes para quem decide abraçar o ofício musical: temas como a questão da vocação, a formação, as influências, o retorno financeiro e a organização do dia a dia. Os diferentes caminhos revelados pelo livro mostram ao público leigo – como o jovem que quer ser músico ou os pais que almejam orientar seus filhos na escolha profissional – que a carreira musical pode oferecer ao profissional uma versatilidade surpreendente.


Embora as entrevistas seguissem um roteiro predeterminado, do nascimento do interesse por música até um balanço sobre suas decisões profissionais, cada uma delas é única, refletindo a voz, a personalidade e o espírito dos entrevistados – nomes tão diversos quanto os do maestro Jamil Maluf, do multi-instrumenta Egberto Gismonti e do produtor Beto Villares, entre outros.

A variedade que se expressa em Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros faz do livro um amplo painel não apenas do mercado profissional no país, mas também das dificuldades e dos prazeres inerentes à atividade artística em qualquer tempo ou lugar.

Viver de música – Diálogos com artistas brasileirosreúne entrevistas com:

ADRIANA HOLTZ | ARI COLARES | ARTUR ANDRÉS | BETO VILLARES |

BRAZ DA VIOLA | DIMOS GOUDAROULIS | EGBERTO GISMONTI | FÁBIO TORRES |GUILHERME RIBEIRO | GUITINHO | JAMIL MALUF | MARCOS SUZANO | MAURO RODRIGUES | NÁ OZZETTI | PAULO FREIRE | SIBA | SIMONE SOU | VITOR RAMIL

Português • 1ª edição 2011

240 pp. • 13,2cm x 20,5 cm

ISBN 978-85-7850-051-1

R$ 49,00





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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
É um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

sábado, outubro 16, 2010

Quase 5% dos acessos do blog Produtor Cultural Independente são de internautas nos Estados Unidos




Por Alê Barreto*


Quando comecei este blog, não tinha noção do caminho que estas ideias tomariam.

Até hoje o Produtor Cultural Independente já recebeu 218.538 visualizações de página. 91,75% são acessos no Brasil. 8,25% são acessos feitos de outros países. Os Estados Unidos são responsáveis por quase 5% dos acessos. Ou seja: depois do Brasil, os Estados Unidos são os maiores interessados no conteúdo do Produtor Cultural Independente.

Países que acessam o Produtor Cultural Independente

Depois dos Estados Unidos, Portugal, Argentina e Angola são os países que mais acessam o Produtor Cultural Independente.

Veja o gráfico mostrando a proporção de acessos dos principais países que acessam este blog:




Tire suas ideias da gaveta. Não tenha medo de compartilhar. Faça seus sonhos ganharem o mundo. Caia nas redes.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.comv

segunda-feira, junho 15, 2009

Conheça o projeto "Educando para a mídia"


Capa da cartilha "Educando para a Mídia"/PUCRS


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Um produtor cultural independente, por ser uma pessoa que se ocupa de "fazer acontecer uma ação cultural", deve ser curioso em:

- aprender a interpretar o simbolismo das imagens estáticas ou em movimento e entender seus impactos na audiência.

- perceber como os meios de comunicação de massa, como TV, cinema, rádio e jornais trabalham na produção de significações e como estão organizados;

- entender como apresentadores, escritores e produtores de textos e conteúdos audiovisuais integram contextos particulares e são influenciados por aspectos pessoais, sociais e culturais.

Para que isso aconteça, é necessário que o produtor cultural independente estude conteúdos didáticos de alfabetização para as mídias.


Uma boa opção para debate e estudo é o projeto "Educando para a Mídia".





Desenvolvido por estudantes da disciplina de Projeto Experimental em Jornal do curso de Jornalismo da PUC/RS, o projeto oferece a professores de Ensino Fundamental subsídios para desenvolvimento nos alunos de uma postura crítica em relação à mídia.





O projeto orienta como abordar, em sala de aula, por exemplo, temas como violência, sexualidade, diversidade cultural, jabá e poder.





Mesmo sendo concebido para trabalhar com crianças, que considero muito importante, pois no futuro poderão se desenvolver como produtores independentes com mais amplitude, acredito que este material serve de exemplo para que sejam produzidos materiais didáticos no curto prazo, para educação para a produção cultural de adolescentes e adultos.


Acesse aqui o conteúdo na integra deste projeto.

sábado, abril 04, 2009

Produtor Cultural Independente seleciona parceiros para primeira edição do curso "Aprenda a Organizar um Show"



Por Alê Barreto

Considero que um projeto é realmente independente quando ele acontece. Ficar esperando que alguém acredite em nossas idéias, ficar esperando que as pessoas nos procurem para saber o que temos de bom para oferecer, não é e nem nunca vai ser uma ação de produção cultural independente.

Na minha visão, produção cultural independente se define pela atitude, se define pela não aceitação do estado das coisas, se define pelo tesão de fazer algo falar mais alto que os obstáculos.


Esta visão sempre norteou o meu percurso. O tesão de querer estar perto da música, de viver uma vida repleta de cultura me fez escrever o livro "Aprenda a Organizar um show".

Em 2007, através do trabalho em equipe com o jornalista, escritor e músico Rodrigo DMart e com a jornalista, fotógrafa e ilustradora Yara Baungarten, lancei "Aprenda a Organizar um Show" através de fascículos digitais no site Overmundo, dos quais já foram feitos mais de 70.000 downloads até hoje.





Em 2008, o sonho de contribuir para a educação para a produção cultural avançou. Com organização do projeto editorial a cargo da Imagina Conteúdo Criativo, projeto da capa de Everson Nazari, edição e revisão de Rodrigo DMart, ilustrações de Yara Baungarten e prefácio de Leonardo Costa, "Aprenda a Organizar um Show" recebeu sua primeira edição impressa. Seu lançamento ocorreu dia 29 de maio, dentro da programação do IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT), no Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador/BA.





Ainda em 2008 eu e meus parceiros da Imagina Conteúdo Criativo trabalhamos com muita garra na divulgação independente do livro. Entre as várias ações realizadas, destaca-se a turnê que percorreu o curso de Tecnologia de Produção Fonográfica da Universidade Católica de Pelotas, as cidades de Rio Grande e Cassino, a Feira do Livro de Pelotas e a TV Educativa do RS e Livraria Palavraria em Porto Alegre.




Agora em 2009, "Aprenda a Organizar um Show" que é livro digital e livro impresso, vai virar curso também. Para isso, lançamos uma pesquisa em que cidades há um número maior de pessoas interessadas em ampliar sua formação em produção cultural independente.





Definidas as cidades, comunicamos que estamos selecionando prestadores de serviços independentes do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, que tenham interesse em fazer parte da Rede Produtor Cultural Independente, que estará credenciada a distribuir o curso "Aprenda a Organizar um Show", palestras, workshops e outros produtos culturais do Produtor Cultural Independente.


Critérios para participar:

- Ser maior de 18 anos.
- Ter empresa legalmente constituída.
- Ter experiência na organização de cursos, oficinas ou palestras.
- Ter afinidade com a área cultural.

Se você atende a estes requisitos, envie um e-mail para alebarreto@produtorindependente.com informando os motivos de estar interessado em organizar o curso "Aprenda a Organizar um Show" em sua cidade.

Este curso é a primeira ação em direção da criação da Escola de Produção Cultural Independente.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Conheça o edital de seleção de novos empreendimentos da Incubadora do Instituto Gênesis da PUC-Rio



Por Alê Barreto

Dia 26 de setembro de 2007, tive a oportunidade de comparecer a audiência pública da Comissão de Economia e Desenvolvimento da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, para discutir o tema "economia da cultura". Na verdade, não fui discutir: fui aprender. Nesta oportunidade, pude assistir aos excelentes painéis apresentados por Paula Porta, assessora especial do ministro da Cultura e coordenadora do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura, Ana Carla Fonseca Reis, autora do livro "Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável – o Caleidoscópio da Cultura" e consultora da ONU em economia criativa, Valéria Barros, coordenadora de Cultura e Entretenimento do Sebrae Nacional e as questões apresentadas pelos colegas artistas e produtores culturais.

Durante esta audiência pública, sugeri a criação de uma incubadora cultural. Na época, até onde tenho conhecimento, ninguém presente na reunião tinha conhecimento do assunto. Nem eu. Me propus a pesquisar o assunto, mas como já era final de ano, pouco consegui avançar.

Recomendei que o assunto fosse verificado por outros membros do recém-criado Fórum Fórum Permanente de Economia da Cultura do RS. Verificando o relatório final das atividades desenvolvidas em 2008, vi que o assunto não foi adiante. Mas não dou o assunto por vencido.

Mesmo não estando mais no RS, tenho buscado difundir este tema para que seja multiplicado em vários estados e cidades brasileiras. Em 17 de junho de 2008 publiquei aqui o post "Conheça a Incubadora Cultural Gênesis da PUC-Rio", no qual consta um link para o artigo "Especificidades na Implementação de uma Incubadora Cultural".

Agora aproveito a oportunidade para divulgar que está aberto o edital de seleção de novos empreendimentos da Incubadora do Instituto Gênesis. As inscrições começaram dia 2 de fevereiro e se encerram dia 8 de março.

A Incubadora apoia empreendimentos inovadores nas seguintes áreas: Artesanato; Áudio, Vídeo e Mídia Digital, Automação, Design, Editorial, Educação, Energia e Petróleo, Entretenimento, Gestão do Conhecimento, Jóias e Acessórios, Logística e Geoprocessamento, Meio ambiente, Moda, Serviços Especializados, Tecnologia da Informação, Telecomunicações e Turismo.

Mesmo que você não possa participar desta edição, vale a pena conhecer o edital.

Se você trabalha em organizações privadas ou públicas de cultura, ou em organizações que estejam trabalhando para organizar melhor a economia da cultura em nosso país, tenho certeza que terá neste edital uma importante fonte de inspiração para propor ações com efeito multiplicador no médio e longo prazo. Chega de pensarmos a cultura somente no curto prazo.

Conheça os resultados desta importante ação cultural que está em andamento no RJ.

domingo, fevereiro 15, 2009

Por que fazer produção cultural?


Imagem livre da obra "O Pensador" de Rodin


Por Alê Barreto


Após quase dois anos respondendo e-mails de pessoas que estão começando a atuar na área de produção cultural, resolvi escrever sobre este assunto.

Você sabe por que está querendo fazer produção cultural?

Quer ficar famoso? Quer ganhar mais? Quer ter sucesso? Quer andar no meio dos artistas? Quer fazer somente o que você gosta? Não quer mais ter chefe?

Bom, antes de abandonar sua carreira ou trabalho atual, reflita um pouco mais. Você pode ficar famoso, ganhar mais e ter sucesso em muitas profissões com mais facilidade que na produção cultural. E se você conseguir isso, não será difícil andar no meio dos artistas.

Fazer somente o que você gosta pode ser uma motivação que leve você a encontrar muitas profissões ou atividades voluntárias, ao invés de somente ser um produtor cultural.

Não querer mais ter um chefe é uma questão que pode ser parcialmente resolvida se você decidir abrir o seu próprio negócio. Que também não necessita ser na área de produção cultural. Mas não esqueça: mesmo não tendo chefe, você passará a ter clientes, os quais muitas vezes podem ser piores do que um chefe.


Estabeleça critérios para tomar sua decisão


Quando decidi mudar minha carreira e me tornar um produtor cultural independente, estabeleci alguns critérios para esta minha decisão:

- potencializar o que eu faço bem (gestão de relacionamentos interpessoais, atendimento, saber escutar, valorizar as pessoas, análise de informações, gerenciar projetos, sistematização de conhecimentos, articulação de redes e equipes);

- utilizar recursos que possuo e posso aproveitar (comunicação, pensar estratégico, lógica, objetividade, sensibilidade para cultura, formação em administração, habilidade de negociação, alta capacidade de adaptação, habilidade de trabalhar sob pressão, criatividade);

- desenvolver características que outros percebem que faço bem (atendimento, produção de conteúdo escrito, gerenciamento de projetos e equipes, visão sistêmica do mercado, articulações institucionais com organizações públicas e privadas da cultura).

Estes critérios têm sido a minha bússola na hora de avaliar os próximos passos da minha carreira. Se você construir os seus critérios, saberá por que está fazendo produção cultural e terá mais clareza na hora de avaliar as opções que se apresentam em sua vida profissional.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Saber interpretar informações econômicas fortalece a estratégia de um produtor cultural independente



Por Alê Barreto


Se você não estudou economia e estava "boiando" sobre o que era a tal da "crise", com certeza o vídeo inteligente e criativo do jornalista Marcelo Tas (a Crise no Taxi) contribuiu para que você comece a aprender a interpretar informações econômicas.

Mas afinal, você pode estar se perguntando: porque é importante saber isso? O meu projeto cultural nada tem haver com isso. Tem sim. Muito mais do que você imagina. A questão é que em geral não estamos acostumados a "conectar" economia com cultura.

Nos últimos dias, revendo meu próprio planejamento, percebi que posso contribuir muito com as pessoas que também estão fazendo seus projetos culturais independentes, que estão "desenhando a estratégia" das suas próximas ações, se falar um pouco sobre a importância de aprender a interpretar informações econômicas.

Um produtor cultural independente deve ter noções mínimas de economia, para que não fique à mercê dos ventos soprados pelos meios de comunicação.

Um bom exemplo do que estou falando são as atuais notícias sobre a crise financeira internacional. Ou crise mundial. Ou crise internacional. Ou tantos outros nomes que estão dando para o mesmo assunto.

Até assistirmos ao vídeo, talvez soubéssemos muito pouco sobre o assunto. Mas já podemos afirmar que sabemos o que é esta crise? Temos noção do impacto dela na economia do Brasil? Na economia do nosso estado? Na economia de nossa cidade? Na economia da cultura do local onde vivemos?


Vídeo "A Crise dentro do Mercado" (Marcelo Tas)

Acho importante que a gente se faça estas perguntas e procure respostas. Primeiro, porque é um fenômeno que causa impacto na economia de muitos países, inclusive o nosso. Segundo, porque uma vez superada esta crise, virão outras crises. E mesmo em meio a sucessão destas crises, a nossa vida não para, os nossos sonhos não param e esta vida (mesmo que tenhamos outras)um dia irá terminar.

Estou provocando você com este assunto para que você entenda que de alguma forma as nossas idéias ou os nossos projetos necessitam de recursos financeiros. E a maior ou menor disponibilidade de recursos financeiros está relacionada com um contexto econômico mundial, que interfere na atividade econômica do nosso país, do nosso estado e da nossa cidade. E os impactos desta maior ou menor disponibilidade de recursos financeiros não serão os mesmos para todo mundo. Logo, não há respostas ou fórmulas prontas, do tipo "faça isso". Não adianta ficarmos amedrontados com as notícias e abandonarmos as nossas idéias. E também não dá para simplesmente acharmos que somente oração, nossa intuição ou nosso pensamento positivo irão garantir que os nossos projetos aconteçam.


Vídeo: A crise dentro da cabeça (Marcelo Tas)

Por fim, eu proponho que a gente supere a dificuldade de lidar com o assunto "dinheiro" e aprenda noções de economia. Um bom começo é o livro "Aprender Economia", do professor Paul Singer. Trata a economia numa linguagem acessível e, didaticamente, consegue transmitir conhecimentos indispensáveis ao exercício da cidadania.