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quarta-feira, outubro 04, 2017

"Ninguém deve copiar outra pessoa se quer se tornar alguém de sucesso"





Por Alexandre Barreto *


Reed Hastings, criador e presidente do Netflix, ao ser perguntado sobre o que seu estilo de liderança teria a ensinar a empresários e executivos de outros setores foi categórico: "nada." É no mínimo curioso ouvir o criador de um negócio com uma base de clientes formada por 100 milhões de pessoas em quase 200 países responder que não tem nenhuma fórmula, modelo de negócio ou conselho sobre gestão para ensinar. Mas é exatamente isso que ele respondeu: "nada".

Concordo com ele. Grande parte do conhecimento que move o mundo não é fruto apenas da reprodução de modelos ou multiplicação de ideias consideradas "inovadoras" nos últimos cinco anos. O conhecimento que 24 horas move o mundo também é fruto da prática de pessoas como Reed Hastings, que ao longo de mais de 30 anos de trabalho construiu um mapa próprio para navegação no mundo dos negócios.

Entender que a um "grande salto" precede quase sempre uma etapa de preparação, na qual construímos nossos próprios referenciais, ajuda a não nos tornarmos cegos diante da realidade. Você pode se tornar um grande artista. Você pode ser escritor notável. Você pode se tornar uma pessoa reconhecida no mundo da tecnologia. Mas isso não depende apenas do seu desejo, de frase motivacionais ou de mindset (leia o texto "Por que a indústria do empreendedorismo de palco irá destruir você" de Ícaro de Carvalho, publicado no Medium).

Atingir o sucesso, seja lá o que isso signifique para você, depende também do tempo que você está disposto aprender a utilizar os seus melhores recursos. Depende do quanto você acredita que sendo uma pessoa autêntica poderá se destacar em um mundo onde todos pensam que fazer o que os outros fazem é o melhor a fazer.

Leia a entrevista "Por que a Netflix é parecida com a série Stranger Things”, com texto de Eduardo Salgado e imagem de Germano Luders, publicada na revista Exame, e aprenda um pouco mais sobre a importância da autenticidade.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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sexta-feira, outubro 01, 2010

A primeira passo para mudar é participar




Por Alê Barreto*


O post de hoje não está diretamente relacionado ao exercício da produção ou gestão cultural. Está relacionado a uma postura de vida que, quando adotada no plano profissional, contribui para se atingir resultados.

Muitas vezes queremos ser produtores, queremos começar a produzir shows, queremos conseguir um financiamento para um projeto, mas esquecemos que tudo começa com o primeiro passo.

Em nossas expectativas quanto a gestão pública, acontece o mesmo. Queremos que as pessoas escolham políticos sérios, corretos, que tenham capacidade, que sejam ficha limpa, etc, mas esquecemos que quem ocupa os cargos legislativos e executivos só faz isso porque participam de um processo de eleição no qual nossa participação é fundamental. Logo, é preciso também um primeiro passo: participarmos com qualidade do processo das eleições.

Nossos candidatos das eleições anteriores nos frustraram? Os permanentes escândalos (ou sua amplificação nos meios de comunicação) tem nos desmotivado a participar das eleições? Boa parte dos políticos em nosso país não apresenta um trabalho produtivo em prol da população? Tudo isso pode ser verdade. Mas nem todos os políticos frustram os eleitores, nem todos os políticos estão envolvidos com corrupção e nem todos os políticos são improdutivos.

Então, com todos os obstáculos, se queremos mudanças, temos que começar. Acreditar e participar das eleições com este propósito irá demonstrar que estamos fazendo o que é possível com os recursos que temos.

Para mim, se eu sou capaz de acreditar que é possível o país mudar, com toda a sua complexidade, significa que acredito que meu projeto independente, que é bem menos complexo, também é possível. Mas nada acontece sem uma ação organizada.

É melhor mantermos o foco nas escolhas que acreditamos do que prestar atenção na banalização

Para mim, as eleições não podem se resumir a notícias sobre o Tiririca e outros candidatos que não possuem formação necessária para cumprir com as funções técnicas que os cargos do poder executivo ou legislativo exigem.

Eleições são mais sérias do que as competições das torcidas

Para mim, as eleições não podem se resumir a notícias sobre a guerra das torcidas da Dilma, Serra, Marina ou de quaisquer outros candidatos.

Debater e apontar caminhos é melhor do que gastar tempo só reclamando

Para mim, as eleições não podem ser um período só para lamentarmos nossos problemas ou culpar os políticos por tudo que acontece no país.


Meu desejo é que todos os produtores culturais independentes avaliem bem os seus candidatos e procurem votar em pessoas que:

- tenham formação compatível com a função que pretendem exercer;
- tenham suas fichas-limpas;
- tenham desejo de trabalhar pelo desenvolvimento do Brasil no curto, médio e longo prazo, sempre respeitando nossa diversidade étnica, religiosa, partidária, ideológica, econômica e cultural;
- estejam dispostas a contribuir com a organização do setor cultural brasileiro.

Uma boa eleição a todos!


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

sábado, janeiro 23, 2010

Ser independente é ser autônomo





Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

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Quando algum projeto, rede, associação, ONGs, iniciativa pública ou privada falar em seu discurso que é independente e que promove a autonomia, deve praticar e difundir os seguintes princípios: autoconhecimento, autoestima e autorregulação.

Assista o vídeo do projeto Frutos do Brasil com o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro e entenda um pouco mais o que são estes princípios.

domingo, janeiro 10, 2010

Ser independente: um estilo de vida, uma escolha profissional




Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Aproveitei o tempo bom e fui para a praia. Lá no Posto 09, em Ipanema, comecei a ler a matéria de capa da revista Vida Simples de janeiro cujo título é "seja independente". Estava curioso para saber qual era o conceito defendido. Digo isso porque "ser independente" virou moda no Brasil. Um jovem começa a tocar e já sai dizendo que é um "músico independente". A pessoa se filia a alguma associação que utiliza o termo "independente" em sua denominação e a partir dali entende que tornou-se "independente".

Eu somente assumi publicamente a escolha de trabalhar como um produtor independente no fim do quarto ano da minha carreira, em 2006. Conforme descrito na reportagem, tenho aprendido na prática que quando se fala em "independente" se fala em coragem de arriscar, em buscar estabelecer pontos de apoio com a ajuda de quem pensa igual, utilizar a criatividade para ultrapassar obstáculos, em ser empreendedor, em dar a volta por cima quando algo dá errado, em enfrentar o medo de errar, fracassar, perder ou se prejudicar. Quem é profissional liberal, que trabalha por conta própria, assim como eu, ou como assessores de imprensa, fotógrafos, vendedores, empresários, etc., também aprende estas lições.

Então, "ser independente" nada tem haver com ter ou não ter gravadora, com ter pouco ou muito recurso financeiro, com divulgar o seu trabalho numa grande rede de comunicação ou numa rádio comunitária, oferecer produtos culturais para muita gente ou para um público segmentado.

Uma das chaves para se entender o que é "ser independente" é perceber que antes de ser uma escolha profissional, trata-se de um estilo de vida. Quem sente prazer em caminhar com os próprios pés, cedo ou tarde descobre que é independente.



Leia a matéria na íntegra e entenda um pouco mais sobre o que é ser independente.

sábado, junho 06, 2009

Carlos Eduardo Miranda dá dicas importantes para artistas administrarem suas carreiras



Carlos Eduardo Miranda/Imagem: Valéria Mendonça



Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Hoje, após retornar de uma sessão na Landromat, lavanderia próxima do Posto 9 onde levo as minhas roupas (e tinha muita coisa para lavar, nossa...), agarrei a revista Bravo de junho e dei uma olhada na capa: "o produtor Miranda diz que o download de músicas vai acabar". Fiquei curioso. Fui até a página 45 e li a entrevista.

Como boa parte do meu trabalho é voltada à pesquisa e difusão de conteúdos e experiências práticas voltadas a sustentabilidade de quem trabalha na produção cultural, concentrei mais minha atenção no trecho da entrevista que transcrevo abaixo:


Revista Bravo: Analisando o cenário atual, como você acha que um artista iniciante deve planejar sua carreira?

Miranda: Hoje existem mais possibilidades e condições de se iniciar uma carreira com autonomia. Só que isso traz junto mais responsabilidades. O artista tem de tomar conta do próprio nariz. Começa que a concorrência é enorme. O barateamento das tecnologias possibilitou que muitas pessoas passassem a produzir música. As pessoas têm estúdio em casa. Então, vá lá e faça. As carreiras têm de ser autogeridas. O artista tem de saber botar sua música na internet e saber brigar pelo palco. A equação é internet mais rua. Rua, que eu digo, é o cara assistir a shows, conhecer os lugares nos quais gostaria de tocar, conhecer os outros músicos da sua cena. O artista tem de ser público também. Não é mais o artista lá e o fã aqui. Você tem de pensar que tem uma loja. Por que as pessoas vão comprar na sua e não na outra? O artista está num mercado disputando a atenção das pessoas, uma atenção que é completamente dispersa. E os meios tradicionais ainda são importantes. O cara tem de tentar chegar ao jornal, chegar à rádio. Se for muito carismático, pode dar uma sorte e emplacar. Mas depender só de sorte e carisma, no mundo de hoje, não é viável. O cara tem de construir o caminho para decolar, se preocupar em ter um baita show. Daí é que virá o seu dividendo. Como o público já pega a música de graça na internet, ele só vai te dar dinheiro se quiser. É o conceito de amigo, que o MySpace usa muito bem. O artista tem de ser amigo do fã. Daí o fã vai pensar: "Esse aqui eu quero ver bem, esse faz um trabalho caprichado, vai levar o meu dinheiro".


A resposta do Miranda toca em aspectos úteis a serem pensados:


- você já percebeu que é importante definir se quer tocar como livre exercício de sua criatividade ou construir uma carreira profissional na música?

- você tem noção do que é construir uma carreira profissional?

- você entende que a vida de um artista não é apenas a visão romântica e aventureira que lemos nas entrevistas, releases ou biografias, que nela também existe competição?

- você parou para pensar que as novas tecnologias de comunicação, principalmente a internet, podem contribuir para você ter mais autonomia? Antes você precisava de muitos intermediários para que seu trabalho fosse conhecido. Hoje você pode fazer muita coisa antes de realmente ser obrigado a ter intermediários.

- você tem noção de que a música, no âmbito profissional, possui uma cadeia produtiva, onde várias atividades econômicas acontecem, relacionadas a produção, distribuição, comercialização e consumo. Quem é o consumidor da sua música?


Avalie estas questões. Esta reflexão irá contribuir com o seu aprendizado, com a organização e resultados do seu trabalho.





Leia a entrevista do Miranda na íntegra.


Ficou interessado?

Envie e-mail para alebarreto@gmail.com e receba mais informações.



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* Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares. Saiba mais

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.


+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com

sábado, novembro 08, 2008

ReverberAÇÕES 2008



Conteúdo extraído do site Cultura e Mercado e do blog http://blog.reverberacoes.com.br/


De 12 a 16 de novembro, será promovida a 3ª edição de Reverberações, encontro que articula e integra pessoas que trabalham com processos coletivos de criação, espaços auto-geridos, iniciativas independentes, desenho cultural e gestão de projetos; ações e outras manifestações das práticas e pensamentos culturais da atualidade.

O encontro, que é aberto ao público e incentiva a participação de todos, pretende criar um bem comum, material e imaterial, decorrente de princípios como colaboração, cooperação, autogestão, autonomia e inter-independência.

Além disso, a idéia do projeto é criar um espaço/tempo de convívio que possibilite o compartilhamento de experiências e, através de dinâmicas coletivas, apontar os desafios que envolvem os processos coletivos de trabalho e criação. Durante o evento, esses temas serão levantados e aprofundados pelos participantes presentes visando um encaminhamento de estratégias para o aprimoramento das práticas coletivas. Para isso, serão realizadas atividades como a oficina de desenho cultural "Como ampliar o burburinho cotidiano – Gestão Cultural: Prática a partir das margens"; e a Conferência Intermediae com Suset Sánchez – Curadora da INTERMEDIAE/Madrid – ES, em parceria com o Centro Cultural da Espanha em São Paulo/ AECID.

Nos dias 12 e 13 de novembro, o encontro acontecerá no Centro Cultural da Espanha em São Paulo, que está situado na rua Martinico Pardo, 474, em Higienópolis – São Paulo. Já de 14 a 16 de novembro, o evento estará no espaço UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura da Paz, no Parque do Ibirapuera – Portão 7A – São Paulo.

Realizado nos anos de 2004 e 2006, o festival Reverberações integrou diversas iniciativas independentes que estavam acontecendo no Brasil naquele momento. A iniciativa reuniu representações de quase todos os Estados brasileiros, com participações da França e Argentina, sendo contemplado com o premio “Cultura e Pensamento”, programa do MinC, em Lógicas e alternativas para as dinâmicas culturais no centro da economia e da sociedade, para o seminário Ritmos da Urgência.


Saiba mais sobre a programação em http://blog.reverberacoes.com.br/


Conheça quem faz ReverberAÇÕES



Rede de Articulação: www.corocoletivo.org