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quinta-feira, dezembro 22, 2016

Vamos falar de dinheiro? Isso ajuda a negociar seu show


Tom Zé é um profissional cuja carreira artística é marcada pela criatividade




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com



Se tem um assunto que parece ser um tabu no Brasil é falar de dinheiro. 99% gosta de dinheiro, mas somente aquele 1% é que tem coragem de falar. Seja na vida pessoal ou profissional, falar de dinheiro parece despertar forças incontroláveis. Talvez seja esse o motivo que leva muita gente a não falar sobre o seu dinheiro. Já sobre o dinheiro dos outros...


O assunto veio à tona porque me deparei com um post do Tom Zé no Facebook intitulado "Escândalo da Bahia". Nele o músico fala que recebeu um convite para tocar no Carnaval do Tropicalismo por R$ 65.000,00 (com as despesas a serem pagas por ele) e mostra que o valor não cobre suas despesas. De 16 de dezembro até hoje, a postagem recebeu 2,7 mil curtidas, 466 compartilhamentos e 276 comentários.

Como vem acontecendo na maioria dos assuntos polêmicos no Brasil, dois grupos travam uma batalha nos comentários. Uma parte concorda com Tom Zé que o valor é baixo e que o músico merece um cachê melhor. Outra parte considera que o valor está bem pago. Entre os que acham que o cachê poderia ser maior, a genialidade do artista e sua obra seriam o que justificaria uma oferta maior. Entre os que acham que o valor está bem pago, há questionamentos sobre tudo: porque o valor das diárias de hotel são tão caras, porque as passagens aéreas estão tão caras, etc.

Definir preço para um trabalho não é uma tarefa simples. Mas o primeiro passo para se definir um preço para um trabalho é quebrarmos esse tabu de que é feio falar de dinheiro. Não é feio falar de dinheiro. Pelo contrário, é importante e necessário para a sustentabilidade de uma carreira profissional. Falar sobre dinheiro deveria fazer parte de nossa educação no Brasil.

Tom Zé me parece que já demonstrou que quebrou este tabu. Falou abertamente em rede social sobre os custos de um show. Mas essa é uma das muitas formas que existem para se quebrar este tabu. O tabu pode ser quebrado de várias maneiras. Uma das formas de você começar a quebrar este tabu de falar de dinheiro é se envolver mais com os assuntos relacionados a vida financeira do seu trabalho.

"Ah, mas eu não gosto de lidar com dinheiro". Tá na hora de aprender a gostar. Os artistas que aprendem a lidar e falar sobre dinheiro são os que conseguem estruturar suas carreiras artísticas e criativas com mais sustentabilidade no médio e longo prazo.




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
Saiba mais

quinta-feira, maio 23, 2013

Aprenda a definir o preço do cachê de suas apresentações. Veja os cachês praticados na Virada Cultural de São Paulo 2013.





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Queridos amigos, após um pequeno período de trabalho na região norte do Brasil, no estado do Acre, estou de volta ao blog.

Hoje o assunto é "quanto vale o nosso trabalho".

Se você é artista ou trabalha na organização da produção de artistas, já deve em algum momento ter se deparado com a seguinte questão: "quanto vale uma apresentação"? "Quanto devo cobrar"?

Para pensarmos com critério, é importante entendermos alguns critérios que ajudam a pensar a formação do preço de uma apresentação. Os critérios que irei apresentar podem ser utilizados tanto para shows simples como para shows complexos.


Quanto custa um show?


O custo de um show é formado pelas

despesas com sua realização (segurança, transporte, contratação dos músicos e equipe técnica, alimentação, hospedagem, som, luz, locação de espaço, etc)

 + 

lucro da pessoa ou empresa que está organizando e produzindo.



Quanto vale um show?


Custo e valor não são a mesma coisa. O valor de um show é formado por uma série de percepções das pessoas.





Formação do preço de um show


O ideal é que o preço de um show pague o seu custo e ao mesmo tempo tenha o seu valor percebido pelo mercado.



Dois exemplos





Veja este show do grupo O Teatro Mágico realizado no Itaú Cultural em São Paulo. O número de pessoas envolvidas, a qualidade da direção artística, direção cênica, iluminação, qualificação dos autores e músicos, a qualidade da produção executiva, a captação de imagens (filmagem) são fatores que demonstram que trata-se de um show que necessita uma quantia expressiva de recursos para que ele aconteça.






Veja o hit "Camaro Amarelo" sendo executado ao vivo pela dupla Munhoz & Mariano. Observe o tamanho do palco e espaço para o público. Trata-se de um show de grande porte, que requer um alto custo de estrutura.



Hoje saiu a matéria "Baixista de Hendrix recebeu R$ 186 mil para tocar na Virada Cultural; veja outros cachês" no portal do Uol, de São Paulo. No texto existem dicas muito interessantes de José Mauro Gnaspini, um dos nove curadores do evento. Com elas você pode pensar o custo e o valor atual do seu trabalho e formar um preço mais equilibrado para suas apresentações.


Fiz abaixo um pequeno resumo das dicas, a partir da leitura do texto.


Negociar o valor do cachê em troca de exposição

Gnaspini alerta: "não existe eu quero muito este artista e pago qualquer valor". Como a Virada Cultural atrai muita gente, produtores e artistas tem interesse em se apresentar. Logo, ficam atentos para serem mais flexíveis nas negociações.


Opção por espetáculos que já estão montados

Levar um show que já está pronto tem um custo menor do que investir na criação de uma nova montagem.


Equipe mais enxuta

Há situações em que é possível se diminuir a quantidade de pessoas sem perder a qualidade. É o caso do show da Daniela Mercury que se apresentou com Zimbo Trio e não com as 26 pessoas com as quais têm feito seus últimos shows. 


Fechar cachês por oportunidade.
Gnaspini explica: "Oportunidade é artista internacional que já tem agendada turnê na América do Sul e a gente segura São Paulo ou mesmo um brasileiro que faz um bom preço para a Virada".
Esta mesma dica eu dou no capítulo 3 do meu livro "Aprenda a Organizar um Show".
Leia a matéria do Uol na íntegra http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/23/baixista-do-jimi-hendrix-recebeu-r-186-mil-para-tocar-na-virada-cultural-veja-outros-caches.htm

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Agenda do Produtor Cultural Independente


Junho

08 de junho – 25a. turma do curso “Aprenda a Organizar um Show“

Uma parceria do Programa Produtor Cultural Independente com a Criativa Social
Inscrições (21) 3979-5472/3437-1160  e-mail: contato@criativasocial.com
www.criativasocial.com   https://www.facebook.com/CriativaSocial

 

13 de junho – encontro no Instituto Federal do Rio de Janeiro (Nilópolis)
Em breve mais informações.


Julho

06 e 07 de julho – Cursos do Programa Produtor Cultural Independente em São Paulo.
Estamos organizando listas de interessados. Envie e-mail para alebarreto@gmail.com 



15ª turma do curso "Aprenda a Produzir um Artista" em Fortaleza (CE)
Data prevista: 14 de julho
Veja como fazer sua inscrição com a produtora Romélia Soares pelo e-mail romeliasoares@hotmail.com


Agosto



14 de agosto – Aprenda a Divulgar seu Evento
Uma parceria do Programa Produtor Cultural Independente com a Criativa Social
Inscrições (21) 3979-5472/3437-1160  e-mail: contato@criativasocial.com
www.criativasocial.com   https://www.facebook.com/CriativaSocial


28 de agosto – Aprenda a Iniciar um Agenciamento Artístico

Inscrições (21) 3979-5472/3437-1160  e-mail: contato@criativasocial.com
www.criativasocial.com   https://www.facebook.com/CriativaSocial



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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Possui competências tanto para organização e execução de atividades de produção executiva de eventos como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos, produção de conteúdo, palestras e ações formativas.

Escreve com freqüência no blog Produtor Cultural Independente, é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", é colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de economia criativa do SEBRAE, em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. Saiba mais

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com