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quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Produção sem cuidado com detalhes está com os dias contatos


Cartaz “Spider-Man: turn off the dark"/divulgação


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Há poucos dias, assistimos um episódio lamentável. Os atores Danielle Winits e Thiago Fragoso caíram sobre a plateia na apresentação do espetáculo "Xanadu" (leia mais sobre o caso). Se você fizer uma pesquisa na internet, vai perceber que acidentes em espetáculos artísticos, culturais, eventos e atividades de entretenimento são mais comuns do que você imagina. E não é um problema pontual só de grandes capitais. Ocorre em várias cidades brasileiras e em outros países.


Eventos em locais fechados

Ano passado, em agosto de 2011, um camarote caiu durante um show da cantora Ivete Sangalo no Anhembi, em São Paulo. Segundo reportagem da Folha.com, 35 pessoas tiveram ferimentos leves e a análise preliminar da perícia mostrou que o acidente foi provocado por sobrecarga.


Eventos em locais abertos

Ainda em 2011, no mês de fevereiro, um acidente com um trio elétrico em Bandeira do Sul (MG) ocasionou a morte de 15 pessoas e deixou 55 feridos. Segundo a reportagem da Folha.com, haviam pelo menos duas versões: choque do trio contra fios elétricos de postes de rua ou um foguete que partiu o fio do poste.


Musicais em Nova York

O musical “Spider-Man: turn off the dark" orçado em US$ 65 milhões (aproximadamente R$ 111 milhões), foi interrompido pela queda de um dos atores dia 20 de dezembro de 2010. O ator caiu de uma altura aproximada de 3,5 m, quando a corda que o sustentava se rompeu.


Uma proposta: formação responsável de novos profissionais

É possível prever uma sobrecarga num camarote? É possível prever colisões com fios ou danos provocados pelo público que passa próximo da rede elétrica? É possível prever rompimento de cabos e cordas? Se você falar com alguém pouco especializado, que aprendeu somente com "a prática" e que acredita que "como nunca aconteceu, é difícil que aconteça", a resposta será não. Contudo, se você falar com especialistas em segurança, a resposta na maioria das situações é sim.

E o que faz com que um profissional tenha este grau de preocupação? A qualidade da sua formação.

Trabalhar com segurança é fundamental para termos espetáculos de qualidade. E melhorias na qualidade são possíveis quando trabalhamos com método.

Produção sem cuidado com detalhes está com os dias contatos.


Já pensou em ampliar sua formação? Já pensou em fazer parte de um grupo de pessoas que está criando novas relações e novas formas de atuação no mercado de arte, comunicação, cultura, eventos e entretenimento?





Estude com o Produtor Cultural Independente nos próximos cursos que estão sendo organizados em São Paulo.




1 - O que é preciso para fazer os cursos?

- Ter disponibilidade de estar na cidade de São Paulo no dia do curso escolhido
- Fazer sua inscrição


2 - Que dias serão os cursos?

O curso "Aprenda a Organizar um Show" está previsto para dia 25 de fevereiro (sábado, manhã e tarde)

O curso "Aprenda a Produzir um Artista" está previsto para dia 26 de fevereiro (domingo, manhã e tarde)


3 - Quanto é o valor de cada curso?

O valor de cada curso é R$ 180,00. Mas para quem fizer inscrições até o dia 12 de fevereiro, será concedido um desconto de 15%, o que faz com que você pague R$ 153,00.


4 - Tem pessoas interessadas?

Sim. Estes cursos foram divulgados há um ano atrás e constitui ao longo de 2011 uma lista com 140 interessados.


5 - Já tem pessoas inscritas?

Sim. Tínhamos inicialmente 3 pessoas. Ontem tínhamos 6 pessoas.

Hoje (1 de fevereiro) já temos pessoas inscritas.


6 - As vagas são limitadas?

Sim. E não é possível fazer reserva de vagas sem a inscrição.

Importante: não vou com frequência à São Paulo. Aproveite.


7 - Como fazer a inscrição?


Clique aqui e se inscreva no curso "Aprenda a Organizar um Show" - inscrições até 12 de fevereiro

Clique aqui e se inscreva no curso "Aprenda a Produzir um Artista" - inscrições até 12 de fevereiro



Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings.


Retorno da audiência [ACOMPANHE]
Este blog recebeu até agora 166.453 visitas e 361.521 visualizações.


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Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços de organização e planejamento de carreira, consultoria, coaching, oficinas, cursos, workshops e palestras.


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.

É um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

segunda-feira, julho 11, 2011

Terceiro dia da Oficina de Produção e Gestão Cultural com Romulo Avelar no CCJF (RJ)


Alê Barreto e a parceira Martha Avelar (EmCartaz) no final do curso


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Último dia: Romulo Avelar fez uma exposição bastante detalhada sobre as etapas de produção cultural e aplicação de ferramentas de administração.

No início da tarde, Romulo abordou a pré-produção. Estudo preliminar, análise de cenário, reflexão sobre público-alvo e reflexão sobre potenciais parceiros são pontos essenciais para se pensar o planejamento da ação.

Romulo deu sequência a oficina falando sobre as etapas de produção e pós-produção.

Abro parênteses. Romulo deu ênfase ao cuidado com direitos autorais. Concordo com ele. Não adianta querer ser "anarquista" só porque está na moda a liberdade e depois não conseguir viabilizar uma ação pelo fato de não ter autorização para exibir uma imagem ou utilizar uma música. Fecho parênteses.

O último tema tratado foi a aplicação de ferramentas da administração ao setor cultural. Foi muito importante, pois Romulo tocou num assunto que raramente tem se comentado no Brasil: qualidade na produção cultural.


Pontos interessantes que destaco e compartilho aqui com todos vocês:

- construção de check-lists varia conforme a complexidade da atividade e do perfil da pessoa que irá realizá-la. Não se prenda a modelos. Aprenda a desenvolver um check-list que facilite a gestão de suas atividades.

- aprenda a delegar atividades.

- facilite a comunicação compartilhando informações.

- procure trabalhar com recursos de primeira linha, infra-estrutura adequada e tenha cuidado no acabamento.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




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Segundo dia da Oficina de Produção e Gestão Cultural com Romulo Avelar no CCJF (RJ)




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Gente! A imersão no curso do Romulo Avelar no Rio de Janeiro e a minha vinda para Belo Horizonte me trouxeram tanto aprendizado, tantos encontros com pessoas criativas, interessantes e que estão realizando coisas tão bacanas, que somente hoje consegui retomar as minhas funções de blogueiro.

O segundo dia da oficina começou com o tema políticas públicas. O assunto é vasto. Mas Romulo soube fazer um recorte muito prático sobre a questão, primeiro contextualizando o que são políticas públicas (orientação que um governo estabelece para o trato de determinada matéria de interesse da sociedade), diferença entre política de estado e política de um governo, equívocos que ocorrem com a utilização do dinheiro público quando um governo trabalha com a "política de eventos". Muitas vezes uma prefeitura opta por contratar poucos artistas por preços exorbitantes ao invés de organizar uma programação cultural mais diversa com a partipação de mais artistas. Isso acontece na sua cidade?

Romulo falou também das leis de incentivo. Sua visão é de que elas existam, mas que sejam também criados mecanismos de financiamento da cultura através de fundos.

Abre parênteses: eu acho que não dá mais para o Estado brasileiro trabalhar uma diversidade imensa de necessidades de financiamento com uma única lei. Algumas pessoas acham que a questão é somente melhorar ou alterar a lei Rouanet. A necessidade de financiamento tem uma variação imensa. No mínimo, você tem duas necessidades: pessoas que buscam recursos para viabilizar ações culturais sem a intenção de criar um negócio (mas que envolvem uma cadeia produtiva de pessoas que vive da prestação de serviços artísticos e culturais) e pessoas que necessitam recursos para alavancar empreendimentos de economia criativa. Fecha parênteses.

O segundo grande tema tratado no dia foi "A relação com as empresas". Foi muito interessante a seguinte reflexão: no setor cultural muitas pessoas acreditam ainda que patrocínio é filantropia. E não é. Na direção do esclarecimento desta questão, faço coro com o Romulo Avelar: chega de pensar em pedir patrocínio. Prospectar empresas para patrocínio não é pedido de ajuda. O patrocínio está relacionado a marketing.

Abro novamente parênteses. Nos anos 90, houve uma grande tensão política no Brasil por conta da abertura de mercado. Quem é socialista (ou simpatizante), associou quase tudo que estivesse relacionado a marketing a uma "invasão capitalista". Imagine neste ambiente o Ministério da Cultura da era FHC propagar a ideia "cultura é um bom negócio". Por outro lado, quem era 100% favorável ao liberalismo (que no período foi rebatizado como "neoliberalismo"), achou que a única coisa que poderia estimular e viabilizar a cultura no país era pensá-la tendo sempre como ideia central a noção de marketing (que no período ganhou o nome de "marketing cultural"). Para mim, marketing é uma ferramenta, que inclusive auxiliou e auxilia até hoje a mobilização de pessoas para importantes causas e importantes transformações sociais. Mas a cultura não necessita, no meu entendimento, somente marketing. o que precisamos para estimular, arte, comunicação, cultura e entretenimento é entender que organização é a base de tudo. E para nos organizarmos, precisamos contribuição de profissionais de todas as áreas. Fecha parênteses.

Ao falar sobre a utilização das ferramentas de marketing para obtenção de recursos para atividades culturais, Romulo aprofundou detalhes importantes sobre a comunicação e a venda do projeto.


Pontos interessantes que destaco e compartilho aqui com todos vocês:

- políticas públicas são assuntos que facilmente tomam o nosso tempo, como um labirinto. Organize a forma de sua participação.

- ganhe tempo na busca de empresas patrocinadoras. Crie um roteiro para uma rápida análise de quem pode patrocinar. Não envie projetos para empresas que não tenham nada em comum com o que você está planejando fazer.

- o livro "Marketing Cultural" do Roberto Muylaert traz exemplos muito interessantes sobre como eram realizados projetos nas décadas de 80 e 90.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

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quinta-feira, julho 07, 2011

Primeiro dia da Oficina de Produção e Gestão Cultural com Romulo Avelar no CCJF (RJ)




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Ontem foi o primeiro dia da oficina de produção e gestão cultural com o Romulo Avelar. Para mim foi um momento muito importante. Arrisco dizer que para todos os presentes também foi importante.

No início da tarde, Romulo agradeceu a presença de todos (gratidão é um sinal de humildade) e falou sobre o poder transformador da cultura, um pouco da história de sua carreira e do livro. Nesta exposição inicial, ficou claro porque o livro é um trabalho impecável.

Primeiro: foi construído ao longo de 5 anos.

Segundo: opção por uma visão ampla, uma visão panorâmica sobre o que se está fazendo em termos de produção e gestão cultural no Brasil.

Terceiro: enfoque prático e com exemplos.

Quarto: Romulo realizou 53 entrevistas com profissionais de diferentes regiões do país.

Ao longo da tarde, Romulo falou sobre o contexto cultural brasileiro, o produtor e o gestor cultural, a relação com artistas e iniciou a falar sobre a relação com o poder público.

Pontos interessantes que destaco e compartilho aqui com todos vocês:

- Romulo falou que nos anos 80 se falava muito em Belo Horizonte "nesta cidade não acontece nada". Com é na sua cidade?

- geralmente um artista pensa no show, no espetáculo, no evento. Você já pensou sobre a sua carreira artística?

- muitas vezes enxergamos mais a barreira das diferenças do que as oportunidades das afinidades. Que tal aprimorar mais a sua capacidade de trabalhar em equipe?

- precisamos tratar a capacitação de produtores e gestores também como política pública. Veja como é possível fazer isso em sua cidade. Vamos educar pessoas para a produção e gestão cultural.

- em produção e gestão cultural estamos administrando o tempo todo.

- até que ponto deve o produtor interferir na condução do processo criativo?

- características que contribuíram (e contribuem) para o desenvolvimento do Grupo Galpão: compartilhamento da informação, trabalho em equipe, pessoas com competências complementares.


Bom, vou me arrumar, porque às 14h horas começa o segundo dia!


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sexta-feira, julho 01, 2011

Arte, comunicação, cultura e entretenimento avançam quando se trabalha com educação




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Esta foto foi tirada na noite de lançamento do livro "Aprenda a Organizar um Show", em novembro de 2008, na Palavraria, em Porto Alegre. Não lembro se foi o Rodrigo Dmart ou a Yara Baugarten. Por via das dúvidas, a foto é destes meus queridos amigos.

A mulher que aparece na foto ao meu lado é a minha mãe, a "Dona Amélia". Mas ela não gosta que chame assim. Gosta de ser chamada de "Amelinha".

A Amelinha esteve comigo aqui no Rio de Janeiro durante todo o mês de junho. É a terceira vez que ela vem ao Rio. Ela sempre faz questão de estar comigo no meu aniversário. Na verdade, fez isso a vida inteira. Ela gosta de estar comigo.

Sabe qual é o motivo dela fazer parte deste post hoje? É que ela despertou em mim o gosto pelo estudo. Desde criança ela me estimula a ler livros, a ir em bibliotecas, a assistir concertos de música, a olhar bons programas de TV. E faz isso até hoje.

Qual foi o resultado disso? Pouco a pouco fui aprendendo que a educação tem um poder transformador. A educação me deu a oportunidade de questionar o modelo de vida que eu vivia. Estudar me fez perceber que é possível ser administrador e produtor cultural independente. Estudar me permitiu analisar o que é relevante e o que é "moda".

Desde que comecei a atuar também como produtor, em 2003, tenho visto muita moda na cultura. Alguns exemplos: primeiro a moda era "demonizar o marketing cultural". Depois a moda era "fazer projetos para lei Rouanet". Mais adiante veio a moda da "participação". Todo mundo queria participar de câmaras setoriais de cultura, de fóruns, etc. Seguindo esta moda, veio outra: "a moda das associações". Agora estamos vivendo a "moda do crowdfunding".

Tenho certeza que questionar práticas equivocadas na relação entre o marketing e a cultura foi e é importante. Não tenho dúvida de que o mecanismo de financiamento indireto da Lei Rouanet possibilitou (e possibilita) muitas ações culturais. Sou completamente a favor da participação. Concordo com a necessidade das pessoas se associarem. Apoio toda e qualquer nova forma de mobilização de recursos.

Quando falo em "moda", não estou criticando a moda como expressão da cultura. Estou falando de moda no sentido estatístico: moda é o valor que ocorre mais vezes numa distribuição. Exemplo: se você perguntar para um grupo de 100 pessoas qual a sua preferência musical e a maior parte das respostas for "música brasileira", então a moda é escutar música brasileira.

Para mim, todas as "modas" que eu citei e tantas outras parecem reflexo de uma "moda maior": a expectativa que boa parte das pessoas tem de que alguma coisa será capaz de mudar radicalmente tudo do dia para noite, sem um trabalho relevante, permanente, no curto, médio e longo prazo.

Ensinar e estudar são bons exemplos de trabalho relevante e permanente no curto, médio e longo prazo. E trabalhos relevantes e permanentes precisam de tempo e dedicação. A minha formação como administrador e produtor cultural independente não parou. Eu completei 39 anos no dia 28 de junho e estou concluindo quase dois anos de pós-graduação em gestão cultural. Já estou pensando no mestrado. E vou cursar a faculdade de direito. Quando é que isso vai acabar? Provavelmente vou estudar a vida inteira.

Não sou o único que faz isso. Mas isso não é moda. A maioria dos administradores, produtores e gestores que atuam com arte, comunicação, cultura e entretenimento não fazem isso.

Então, se você é como eu, que começou a trabalhar agora, há 5 anos, há 10 anos, você tem uma grande oportunidade. Diferencie o seu trabalho em arte, comunicação, cultura e entretenimento através do seu processo de educação.

O público e o profissionais do novo mercado de economia criativa estão esperando por você.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

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quarta-feira, junho 22, 2011

Uma parceria para qualificação do mercado de arte, comunicação, cultura e entretenimento




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Amigos, em 2008, recém chegado ao Rio de Janeiro, fiquei sabendo do lançamento do livro "O Avesso da Cena", do gestor cultural Romulo Avelar. Na época, eu não tinha lido o livro e não conhecia o trabalho do Romulo. Independente disso, fiz o que sempre promovo aqui no blog: compartilhei a informação. Primeiro republiquei um texto super bacana do Leonardo Brant publicado no Cultura e Mercado, que falava sobre o lançamento do livro. Depois divulguei também o lançamento do livro no Itaú Cultural em São Paulo.

Naquele mesmo ano, a Martha Avelar, produtora cultural que trabalhava comigo na época em que eu era administrador do Grupo Nós do Morro, chegou um dia para mim e falou: "Alê, comprei um livro muito interessante, olhe que legal"! Perguntei para ela onde havia adquirido: "Na livraria da Universidade Cândido Mendes". Naquela mesma semana adquiri um exemplar do livro "O Avesso da Cena".

Todo o escritor possui um dicionário de sua preferência. Todo o advogado possui alguma publicação sobre legislação de sua preferência. O "Avesso da Cena" é a minha principal referência para pesquisa de assuntos práticos do campo da produção e gestão cultural. Recomendo nos meus cursos "Aprenda a Organizar um Show", "Aprenda a Produzir uma Banda" e nas minhas consultorias.

Em 2009, republiquei aqui no blog uma entrevista que o Romulo Avelar concedeu para o Governo de Minas Gerais, publicada originalmente no blog Orgulho de Minas.

Detalhe: até hoje nunca falei com o Romulo Avelar. Meu respeito e admiração são fruto do excelente trabalho dele de produção de conteúdo para qualificação das pessoas que produzem arte, comunicação, cultura e entretenimento em nosso país.

No início deste mês, conversando novamente com a Martha Avelar, fiquei sabendo que a sua empresa EmCartaz, especializada em gestão e produção cultural, está trazendo para o Rio de Janeiro a oficina do Romulo Avelar. Imediatamente comecei a colaborar para a divulgação do curso.

Buscando colaborar mais com isso, conversamos rapidamente no início desta semana e criamos uma parceria, para tornar a oficina mais acessível. Considero fundamental que mais pessoas trabalhem de forma organizada, com mais planejamento e qualidade.


Promoção "Qualifique sua gestão", uma parceria EmCartaz e Produtor Cultural Independente



Envie um e-mail para contato@emcartaz.art.br com o assunto "EU LEIO O BLOG DO PRODUTOR CULTURAL INDEPENDENTE". As pessoas que enviarem poderão receber um desconto de 10% (dez por cento) na inscrição da "OFICINA DE GESTÃO E PRODUÇÃO CULTURAL COM ROMULO AVELAR", que irá acontecer no Centro Cultural da Justiça Federal, nos dias 6, 7 e 8 de julho.

Esta promoção não é cumulativa com outras promoções.


Eu estou tentando alterar a minha agenda para estar lá!


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Venha trocar informações nos próximos cursos do Produtor Cultural Independente em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Participe!



Belo Horizonte

Os cursos "Aprenda a Organizar um Show" e "Aprenda a Produzir um Artista" previstos para o próximo final de semana em Belo Horizonte, em parceria com o Letras e Ponto e o Galpão Cine Horto, foram transferidos para os dias 9 e 10 de julho.

Na volta do feriado, programe-se: faça sua inscrição. Não deixe para a última hora!


Rio de Janeiro

O curso "Aprenda a Organizar um Show" está sendo oferecido no Rio de Janeiro sob demanda. Para a próxima turma temos até agora:

4 PESSOAS INSCRITAS
3 PESSOAS que RECEBERAM INFORMAÇÕES PARA FAZER AS INSCRIÇÕES
15 PESSOAS que MANIFESTARAM INTERESSE.

Quando completarmos 10 PESSOAS INSCRITAS (formulário de inscrição corretamente preenchido e valor do curso de R$ 100,00 pago), iremos CONFIRMAR A REALIZAÇÃO DO CURSO.

A nova data prevista é dia 02 de julho. Quer participar?

Manifeste seu interesse pelo e-mail alebarreto@gmail.com e seja atendido diretamente por mim.


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segunda-feira, maio 09, 2011

Roteiro para prestação de serviços em projetos




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


De repente, o seu telefone toca. Você atende e escuta uma voz que diz: "alô, você faz produção? Eu preciso de um produtor".

Um número muito grande de pessoas já considera que "arrumou trabalho". Não é bem assim.


Roteiro para prestação de serviços em projetos

- faça um "check-list" do que você precisa saber;
- agende uma reunião com o cliente que está solicitando seu serviço;
- elabore uma proposta de prestação de serviços;
- apresente a proposta para o cliente e obtenha sua aprovação, antes de iniciar o serviço.


Check-list para entender uma proposta de prestação de serviços


- Qual é o nome da empresa que deseja contratar os seus serviços?
- Quais trabalhos esta empresa já realizou? Se for uma empresa nova, quais são as experiências anteriores dos sócios?
- Qual serviço está sendo contratado? Esteja atento: serviço "produção executiva" possui muitos outros serviços embutidos. Detalhe bem isso.
- Você terá que contratar e gerenciar pessoas para trabalharem diretamente com você? Você terá que contratar prestadores de serviços? Você terá que selecionar, contratar e/ou gerenciar prestadores de serviços em nome do contratante?
- Você terá que gerenciar materiais administrativos do contratante? Quais (material de escritório, etc)?
- Você terá que gerenciar materiais técnicos do contratante? Quais(fita isolante, fita tape, trena, lanterna, riders, etc)?
- Você terá que gerenciar materiais promocionais do contratante? Quais (cartazes, flyers, ingressos, banners, programas, livros, etc)?
- Você terá que gerenciar materiais financeiros do contratante? Quais (recibos, vales, dinheiro, etc)?
- Que objetivos o contratante deseja atingir com a sua prestação de serviços?
– Qual é a jornada desta prestação de serviços? (dias, horários e períodos de trabalho)
- Há regras específicas para execução do trabalho (legislação, normas, etc.)? Detalhe bem isso.
- Despesas: calcule (mesmo que estimado) quanto vai gastar com transporte, alimentação e comunicação (telefone) para prestar o serviço.
- O contratante pagará as suas despesas ou elas estão incluídas no valor oferecido para a sua prestação de serviços?
- Considerando que o contratante pagará suas despesas, como isso será feito? Você receberá antes recursos para estas despesas ou terá que pagá-las e solicitar reembolso depois? Quando será o reembolso?
- Qual é o valor bruto oferecido para prestação de serviços? Quais são os descontos que incidem sobre este valor? Qual o valor líquido que você irá receber?
- Quais são os procedimentos do departamento financeiro do contratante para que você possa receber o seu pagamento?
- Qual a data que o valor será pago?
- Você deverá elaborar relatórios? Quais são os modelos de relatórios a serem seguidos?
Há algum procedimento de preenchimento de formulário ou relatório que deva ser feito durante a prestação de serviços ou entre o fim da prestação de serviços e a data do pagamento?


Reunião

É muito importante realizar uma reunião presencial ou virtual.

Leve o check-list e entenda o que o cliente está buscando.



Proposta

Após a reunião, elabore uma proposta de prestação de serviços e encaminhe para o cliente.



Aprovação

Aguarde o aceite formal do cliente para iniciar um trabalho.


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Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




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terça-feira, abril 19, 2011

Desenvolva as pessoas de sua equipe e seus parceiros




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Tanto para pensar o "significado cultural e econômico" ao planejar um evento, como para se pensar na execução do evento, é fundamental se pensar na capacitação de quem irá executar o evento. Falo isso desde 2007 quando escrevi o texto "vamos educar pessoas para a produção cultural?", publicado no Guia do Mercado Brasileiro da Música 2008/2009. Há anos estimulo que surjam curso e escolas para isso.

Quando aceitamos que o "normal" é o mercado contratar pessoas sem capacitação, fortalecemos o círculo vicioso que todos os dias empurra para o mercado pessoas sem preparo.

Observe como funciona isso:


clique na imagem para ver o "circulo vicioso" da baixa formação profissional


A forma mais prática, objetiva e profissional para se reverter este quadro é capacitar as pessoas que atuam no mercado. Na medida que fazemos isso, criamos um círculo virtuoso de desenvolvimento de pessoas.

Funciona assim:


clique na imagem para ver o "circulo de desenvolvimento de pessoas"


A capacitação de uma pessoa começa com um acompanhamento diário de seu trabalho. Toda vez que você reune sua equipe de trabalho para uma reunião, você tem a oportunidade de:

- ver o que precisa melhorar;
- ver no que você pode contribuir para esta melhoria;
- ver de que forma pode estimular as pessoas a buscarem a sua capacitação.


O que você prefere: trabalhar com gente com capacitação ou sem capacitação?



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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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