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quarta-feira, julho 18, 2012

Amplie o repertório do seu imaginário

Berna Reale "Da série Quando todos calam"


Por Alê Barreto*

alebarreto@gmail.com


Duas dicas para quem trabalha com desenvolvimento e gestão de pessoas e grupos de trabalho.


Crie espaços para ampliação de repertório

Quem atua no universo da produção e gestão cultural, nas mais diferentes áreas, precisa criar espaços para ampliação do repertório do seu imaginário.

Planeje em seus programas, projetos, ações e eventos, momentos em que seja possível você e as pessoas com quem você trabalha conhecerem novas linguagens. Assistir uma exposição de arte é bom exemplo disso.


Conheça a exposição "Amazônia - Ciclos de Modernidade"

Esta exposição está no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, até 22 de julho. Trata-se de uma apresentação da cultura amazônica por meio de sua arte, arqueologia e urbanismo, desde o século XVIII até a contemporaneidade.


Uma ótima ação para ampliar o seu imaginário e das pessoas com quem você estuda ou trabalha.



Saiba mais sobre a exposição.


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* Alexandre Barreto é um administrador de empresas inovador. Suas competências para criação, estímulo ao trabalho com método, conhecimento, gerenciamento de informações, qualidade, com foco em resultados e responsabilidade socioambiental, têm inspirado muitas pessoas que produzem ações criativas, eventos, projetos culturais, manifestações artísticas e empreendimentos de cultura e entretenimento no Brasil.


É um profissional empreendedor que gosta de estratégia, planejamento, gerenciamento e execução. Incentiva novos profissionais, valoriza as experiências das pessoas e está aberto a  novas propostas e convites.


Aprender, enfrentar desafios com otimismo e bom humor e trabalhar com pessoas de todas as classes sociais são suas marcas pessoais. Saiba mais


(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

terça-feira, agosto 09, 2011

Formação: participe do debate "Música: a fronteira do futuro - Criatividade, Tecnologia e Políticas Públicas"


Clique para ver o cartaz


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Lawrence Lessig, co-fundador do projeto Creative Commons, Gilberto Gil, músico e ex-ministro da cultura, Danilo Miranda, diretor geral do SESC São Paulo, Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC, Claudio Prado, da Casa da Cultura Digital de São Paulo e a deputada Manuela D´Ávila estarão reunidos dia 24 de agosto de 2011 no Auditório do Ibirapuera em São Paulo, no debate "Música: a fronteira do futuro - Criatividade, Tecnologia e Políticas Públicas".

O evento é organizado pelo Auditório Ibirapuera, dentro da série Pensar Música, em parceria com o Instituto Overmundo, o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e a Casa de Cultura Digital.

A entrada é franca, por ordem de chegada, até completar a capacidade de 800 lugares. Haverá disponibilização de 200 fones de tradução simultânea.

Fonte: http://direitorio.fgv.br/node/1748


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

domingo, agosto 07, 2011

Formação de platéia: palestra “A mediação cultural e o público” com José Luís Garcia




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Uma excelente atividade com entrada franca acontece amanhã no Conselho Estadual de Cultura da Bahia. José Luís Garcia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa estará falando às 19h sobre "A mediação cultural e o público: metamorfoses e problemas”.


Fonte: http://www.cultura.ba.gov.br/2011/08/05/a-mediacao-cultural-e-o-publico-palestra-de-jose-luis-garcia-dia-0808/


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segunda-feira, julho 11, 2011

Terceiro dia da Oficina de Produção e Gestão Cultural com Romulo Avelar no CCJF (RJ)


Alê Barreto e a parceira Martha Avelar (EmCartaz) no final do curso


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Último dia: Romulo Avelar fez uma exposição bastante detalhada sobre as etapas de produção cultural e aplicação de ferramentas de administração.

No início da tarde, Romulo abordou a pré-produção. Estudo preliminar, análise de cenário, reflexão sobre público-alvo e reflexão sobre potenciais parceiros são pontos essenciais para se pensar o planejamento da ação.

Romulo deu sequência a oficina falando sobre as etapas de produção e pós-produção.

Abro parênteses. Romulo deu ênfase ao cuidado com direitos autorais. Concordo com ele. Não adianta querer ser "anarquista" só porque está na moda a liberdade e depois não conseguir viabilizar uma ação pelo fato de não ter autorização para exibir uma imagem ou utilizar uma música. Fecho parênteses.

O último tema tratado foi a aplicação de ferramentas da administração ao setor cultural. Foi muito importante, pois Romulo tocou num assunto que raramente tem se comentado no Brasil: qualidade na produção cultural.


Pontos interessantes que destaco e compartilho aqui com todos vocês:

- construção de check-lists varia conforme a complexidade da atividade e do perfil da pessoa que irá realizá-la. Não se prenda a modelos. Aprenda a desenvolver um check-list que facilite a gestão de suas atividades.

- aprenda a delegar atividades.

- facilite a comunicação compartilhando informações.

- procure trabalhar com recursos de primeira linha, infra-estrutura adequada e tenha cuidado no acabamento.


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Segundo dia da Oficina de Produção e Gestão Cultural com Romulo Avelar no CCJF (RJ)




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Gente! A imersão no curso do Romulo Avelar no Rio de Janeiro e a minha vinda para Belo Horizonte me trouxeram tanto aprendizado, tantos encontros com pessoas criativas, interessantes e que estão realizando coisas tão bacanas, que somente hoje consegui retomar as minhas funções de blogueiro.

O segundo dia da oficina começou com o tema políticas públicas. O assunto é vasto. Mas Romulo soube fazer um recorte muito prático sobre a questão, primeiro contextualizando o que são políticas públicas (orientação que um governo estabelece para o trato de determinada matéria de interesse da sociedade), diferença entre política de estado e política de um governo, equívocos que ocorrem com a utilização do dinheiro público quando um governo trabalha com a "política de eventos". Muitas vezes uma prefeitura opta por contratar poucos artistas por preços exorbitantes ao invés de organizar uma programação cultural mais diversa com a partipação de mais artistas. Isso acontece na sua cidade?

Romulo falou também das leis de incentivo. Sua visão é de que elas existam, mas que sejam também criados mecanismos de financiamento da cultura através de fundos.

Abre parênteses: eu acho que não dá mais para o Estado brasileiro trabalhar uma diversidade imensa de necessidades de financiamento com uma única lei. Algumas pessoas acham que a questão é somente melhorar ou alterar a lei Rouanet. A necessidade de financiamento tem uma variação imensa. No mínimo, você tem duas necessidades: pessoas que buscam recursos para viabilizar ações culturais sem a intenção de criar um negócio (mas que envolvem uma cadeia produtiva de pessoas que vive da prestação de serviços artísticos e culturais) e pessoas que necessitam recursos para alavancar empreendimentos de economia criativa. Fecha parênteses.

O segundo grande tema tratado no dia foi "A relação com as empresas". Foi muito interessante a seguinte reflexão: no setor cultural muitas pessoas acreditam ainda que patrocínio é filantropia. E não é. Na direção do esclarecimento desta questão, faço coro com o Romulo Avelar: chega de pensar em pedir patrocínio. Prospectar empresas para patrocínio não é pedido de ajuda. O patrocínio está relacionado a marketing.

Abro novamente parênteses. Nos anos 90, houve uma grande tensão política no Brasil por conta da abertura de mercado. Quem é socialista (ou simpatizante), associou quase tudo que estivesse relacionado a marketing a uma "invasão capitalista". Imagine neste ambiente o Ministério da Cultura da era FHC propagar a ideia "cultura é um bom negócio". Por outro lado, quem era 100% favorável ao liberalismo (que no período foi rebatizado como "neoliberalismo"), achou que a única coisa que poderia estimular e viabilizar a cultura no país era pensá-la tendo sempre como ideia central a noção de marketing (que no período ganhou o nome de "marketing cultural"). Para mim, marketing é uma ferramenta, que inclusive auxiliou e auxilia até hoje a mobilização de pessoas para importantes causas e importantes transformações sociais. Mas a cultura não necessita, no meu entendimento, somente marketing. o que precisamos para estimular, arte, comunicação, cultura e entretenimento é entender que organização é a base de tudo. E para nos organizarmos, precisamos contribuição de profissionais de todas as áreas. Fecha parênteses.

Ao falar sobre a utilização das ferramentas de marketing para obtenção de recursos para atividades culturais, Romulo aprofundou detalhes importantes sobre a comunicação e a venda do projeto.


Pontos interessantes que destaco e compartilho aqui com todos vocês:

- políticas públicas são assuntos que facilmente tomam o nosso tempo, como um labirinto. Organize a forma de sua participação.

- ganhe tempo na busca de empresas patrocinadoras. Crie um roteiro para uma rápida análise de quem pode patrocinar. Não envie projetos para empresas que não tenham nada em comum com o que você está planejando fazer.

- o livro "Marketing Cultural" do Roberto Muylaert traz exemplos muito interessantes sobre como eram realizados projetos nas décadas de 80 e 90.


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quinta-feira, julho 07, 2011

Primeiro dia da Oficina de Produção e Gestão Cultural com Romulo Avelar no CCJF (RJ)




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Ontem foi o primeiro dia da oficina de produção e gestão cultural com o Romulo Avelar. Para mim foi um momento muito importante. Arrisco dizer que para todos os presentes também foi importante.

No início da tarde, Romulo agradeceu a presença de todos (gratidão é um sinal de humildade) e falou sobre o poder transformador da cultura, um pouco da história de sua carreira e do livro. Nesta exposição inicial, ficou claro porque o livro é um trabalho impecável.

Primeiro: foi construído ao longo de 5 anos.

Segundo: opção por uma visão ampla, uma visão panorâmica sobre o que se está fazendo em termos de produção e gestão cultural no Brasil.

Terceiro: enfoque prático e com exemplos.

Quarto: Romulo realizou 53 entrevistas com profissionais de diferentes regiões do país.

Ao longo da tarde, Romulo falou sobre o contexto cultural brasileiro, o produtor e o gestor cultural, a relação com artistas e iniciou a falar sobre a relação com o poder público.

Pontos interessantes que destaco e compartilho aqui com todos vocês:

- Romulo falou que nos anos 80 se falava muito em Belo Horizonte "nesta cidade não acontece nada". Com é na sua cidade?

- geralmente um artista pensa no show, no espetáculo, no evento. Você já pensou sobre a sua carreira artística?

- muitas vezes enxergamos mais a barreira das diferenças do que as oportunidades das afinidades. Que tal aprimorar mais a sua capacidade de trabalhar em equipe?

- precisamos tratar a capacitação de produtores e gestores também como política pública. Veja como é possível fazer isso em sua cidade. Vamos educar pessoas para a produção e gestão cultural.

- em produção e gestão cultural estamos administrando o tempo todo.

- até que ponto deve o produtor interferir na condução do processo criativo?

- características que contribuíram (e contribuem) para o desenvolvimento do Grupo Galpão: compartilhamento da informação, trabalho em equipe, pessoas com competências complementares.


Bom, vou me arrumar, porque às 14h horas começa o segundo dia!


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segunda-feira, dezembro 06, 2010

Flora Gil afirma: "o combinado não sai nem caro e nem barato. Só sai o combinado".

Flora Gil from FLi Multimídia on Vimeo.




Por Alê Barreto*


Assista no video o importante depoimento que Flora Gil concedeu ao projeto Produção Cultural no Brasil. Flora Gil é produtora cultural e diretora da Gegê Produções Artísticas desde 1987.

Leia também a reportagem sobre sua carreira na revista Trip.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

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sábado, dezembro 04, 2010

Profissionais com boa formação e que gostam do que fazem trazem melhores resultados para carreiras artísticas


Graça dos Prazeres: cuidado e afeto com os alimentos. Exemplo a ser seguido pelos produtores que cuidam dos artistas


Por Alê Barreto*

Uns dias atrás, tive vários insights lavando roupa. Isto deu origem ao texto de "De roupa (e alma) lavada". Hoje os insights vieram de outra experiência do meu cotidiano aqui no Rio de Janeiro.

Fui até a casa de um novo amigo, próximo da Lagoa Rodrigo de Freitas, para um almoço. Cardápio? Comida natural. A chef era a amiga Graça dos Prazeres.

Graça tem uma habilidade incrível. Vê-la preparar os alimentos é um espetáculo à parte. Enquanto ela espiava se o peixe já tinha assado, ensinava uma pessoa a preparar o suco verde e dava uma verdadeira aula sobre o bem estar que cada prato faz para nossas vidas, fruto de sua experiência com o projeto Oficina da Semente,




do doutor Alberto Peribanez Gonzalez, autor do livro "Lugar de Médico é na Cozinha". Todos ficam encantados com a leveza, a beleza e o sabor de cada refeição que ela prepara.

Porque não como assim todos os dias? Este encantamento me fez perceber que muitas vezes aceito comer alimentos menos saudáveis e menos saborosos no meu dia a dia, por não dar a atenção necessária para minha alimentação. Muitas vezes justifico isso pensando: "comida não é a minha atividade principal". Mas, no fundo, sei que é só uma desculpa. Sem uma alimentação leve, bonita, saudável e prazerosa, não irei conseguir realizar a arte de viver em toda sua plenitude. Esta situação de "acomodação" também ocorre na produção e na administração de trabalhos artísticos.

Muitas vezes os artistas passam anos pensando que "produção" é uma atividade administrativa, uma atividade de suporte, menos essencial. Dedicam toda sua atenção e investimento financeiro somente para gravar, escrever, ler, filmar, dançar. Isso faz com que tenham que fazer sua própria produção, muitas vezes sem o preparo necessário, ou que tenham que aceitar participar de shows e projetos em condições precárias, por não ter alguém que os represente e trabalhe para minimizar isso. Com o tempo, cansados de passar por tantas experiências ruins, acabam aceitando trabalhar com produtores tolerando grosseria, falta de profissionalismo, baixa qualificação e péssimo atendimento.

Mas isso está mudando. Os artistas novos (e muitos com bastante experiência) já estão se dando conta que é preciso "alimentar" sua carreira formando equipes com profissionais que tenham boa formação e que gostam do que fazem. Isso sempre traz mais leveza, beleza e sabor para sua arte. E mais resultados.


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sexta-feira, novembro 26, 2010

Instituições que oferecem formação em organização da cultura




Por Alê Barreto*


Iniciei a minha sexta-feira lendo o artigo "A crise no rio e o pastiche midiático" de Luiz Eduardo Soares. Para quem não o conhece, Luiz Eduardo é antropólogo, coordena a especialização em segurança pública da Universidade Estácio de Sá, dá aulas na pós-graduação em direitos humanos e ciências sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e é escritor. É co-autor dos livros Elite da Tropa (Editora Objetiva) e Elite da Tropa 2 (editora Nova Fronteira).

No texto, o antropólogo dá uma aula de leitura crítica da mídia, tema que tratamos nos posts anteriores. É muito interessante perceber que ele analisa as perguntas que são feitas sobre a crise e mostra outras possibilidades.

O artigo de Luiz Eduardo Soares é uma verdadeira aula para produtores culturais independentes, pois não consigo pensar em uma formação para produtor cultural que não inclua as questões sociais. Esta aula me motivou a compartilhar mais informações para que o campo da produção cultural no Brasil se desenvolva.

Uma equipe coordenada pelos pesquisadores da UFBA Albino Rubim, Alexandre Barbalho e o Leonardo Costa criou o primeiro Mapeamento da Formação em Organização Cultural no Brasil. Neste trabalho constam 257 instituições de ensino.

Quem quiser informações sobre educação para a produção cultural (sentido amplo), só pesquisar no site.

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sexta-feira, novembro 12, 2010

Para Melina Hickson a música brasileira está muito além do samba e da bossa nova

Melina Hickson from FLi Multimídia on Vimeo.




Por Alê Barreto*


O excelente vídeo acima é uma entrevista realizada com Melina Hickson, disponível no site do projeto "Produção Cultural no Brasil".

Melina dedica-se ao desenvolvimento internacional de carreiras de grupos dentro e fora do Brasil desde 2004, já tendo realizado turnês internacionais de grupos como Siba e a Fuloresta e Orquestra Contemporânea de Olinda.

Observe a nuvem de tags abaixo e veja as palavras mais destacadas por ela em suas falas:



Este trecho dá uma pista do porque as palavras "gente" e "carreira" aparecem em destaque:

“Eu desenvolvo carreira de bandas e quando a gente pensa em desenvolvimento de carreira de bandas a gente não está pensando em questões de vender um show e fazer um show. A gente está pensando numa carreira de longo prazo, numa coisa maior, no desenvolvimento de uma vida, na verdade, porque estas bandas, estes artistas vivem disso.”

Quer conhecer o olhar desta produtora? Assista o vídeo e amplie seu aprendizado.

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domingo, outubro 31, 2010

Leia o texto "Ah, se eu tivesse autonomia…" na nova edição da revista "Fazer e Vender Cultura"



"Calor", ilustração do artista Renato Moll, disponível em http://www.flickr.com/photos/renatomoll/4284206916/sizes/s/in/photostream/


Por Alê Barreto*

O que é melhor para a carreira de um produtor cultural: trabalho com horário fixo em um único lugar ou trabalhar como autônomo, de forma independente?

Taí uma pergunta cabeluda. Não tem resposta pronta. Não é fácil responder. Para complicar, pode ser respondida sobre vários ângulos, o que muitas vezes nos leva a demorar a tomar a decisão.

Nestes oito anos em que atuo como um produtor cultural independente, muitas vezes as circunstâncias da vida me levaram a ter que responder esta pergunta. No início, eu era muito rígido. Achava que um produtor cultural necessitava de tempo livre. Hoje acho que vários formatos de trabalho são possíveis.

Enquanto você participa das eleições 2010 e torce para a Dilma ou o Serra, separe uns minutinhos e leia este conteúdo útil na íntegra no número 4 da revista online "Fazer e Vender Cultura". Ah, um detalhe: para quem ainda não conhece, trata-se de uma revista para produtores culturais, uma iniciativa do publisher e produtor cultural Miguel Gomes. É uma publicação da Associação dos Amigos da Cultura (Clube da Cultura) com patrocínio da Oi e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio do Oi Futuro. Os textos são qualificados e há muita gente bacana escrevendo. Está sendo uma grande fonte para meu aprendizado.

Depois de dar um passeio pela revista, leia também "Uma nova forma de trabalhar com a arte, artistas e a tecnologia".

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sexta-feira, outubro 15, 2010

Um criador cultural que acredita na organização e no afeto




Por Alê Barreto*


Muita gente acha que escola é assunto somente de professor. Muitos acham que para ser ator é preciso ser jovem. E muitos acham que um criador cultural não pode, não deve ou não tem condições de se organizar, de ser o produtor ou gestor de seu próprio trabalho.

No vídeo acima, o ator que narra a história e que aparece sentado à esquerda chama-se Ruy Cezar. Neste espetáculo ele é responsável pela direção, roteiro, seleção de objetos cênicos e juntamente com Bela Saffe fez a criação e a interpretação.



Ruy Cezar/Foto do site "Produção Cultural no Brasil"

Mas Ruy Cezar não é somente um criador cultural. Em 1982 criou o Instituto Casa Via Magia com a missão de promover a cooperação cultural e o desenvolvimento comunitário, através do estímulo à educação, cultura e da pesquisa pedagógica sistemática, com vistas a contribuir para o auto-conhecimento e formas de expressão individual, assim como para a integração comunitária. Neste Instituto ele trabalha os princípios de interação, cooperação, ética, solidariedade e crítica construtiva.

Conheci ele em dezembro de 2005, na Bahia, quando fui ao VI Mercado Cultural. Apesar de ser ocupadíssimo, foi muito generoso comigo. Me recebeu na Casa Via Magia e durante quase duas horas me falou sobre a importância de se trabalhar em rede e de compartilhar o conhecimento, muito antes de "redes" e "colaboração" virarem moda. Deste dia em diante, passou a ser uma referência na minha formação como produtor cultural independente.

Ruy Cezar é um educador, nasceu em 1956 e é ator, é um organizador da cultura e desempenha um importante papel de articulador de redes culturais.

Assista o vídeo de sua entrevista para o projeto "Produção Cultural no Brasil".

Ruy Cezar from FLi Multimídia on Vimeo.




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terça-feira, setembro 07, 2010

Texto "Começar a Trabalhar com Produção Cultural" é publicado na revista Fazer e Vender Cultura




Por Alê Barreto*


Já está no ar o número 3 da revista online "Fazer e Vender Cultura". Trata-se de uma iniciativa cultural muito bacana coordenada pelo Miguel Gomes, que coordena também todos os meses um colóquio no Oi Futuro Flamengo (RJ) no qual são debatidos assuntos de interesse da área cultural.

Conheça o artigo que publiquei nesta edição.


Começar a Trabalhar com Produção Cultural

Sugerir como alguém pode começar a trabalhar com produção cultural não é uma tarefa muito simples. É preciso entender que nem todo mundo está no mesmo momento de vida. Uma pessoa de 16 anos provavelmente irá pensar em trabalhar no backstage de um show. Uma pessoa de 30 anos talvez queira gerenciar a carreira artística de um músico. Uma pessoa de 50 anos pode se mostrar interessada em trabalhar com projetos culturais mais amplos, com impacto social. Enfim, há muitas situações diferentes, que variam conforme a idade, situação financeira, localização geográfica, grau de escolaridade, etc.

É comum se pensar em trabalhar com produção cultural quando se é jovem. E aqui não estou me referindo a juventude somente como período biológico estabelecido, mas como um estado de espírito. A pessoa jovem quer viver experiências intensas e trabalhar com a cultura é uma experiência intensa. Eu sempre me emociono quando termina um show ou um espetáculo de teatro em que trabalhei na produção. Eu sei que aquela produção que eu realizei passou a fazer parte da vida de muitas pessoas. E tornou a minha vida melhor.

Mas esse estado "jovem" de ser traz também muitos questionamentos. O adolescente que está cursando ensino médio começa ouvir sua família falar que ele deve "tomar um rumo na vida" com a conotação de que o tal rumo é trabalhar para ganhar muito dinheiro. O "jovem" que não aceita que a sua vida deve ser somente casar, ter filhos, ser refém de expectativas de sucesso (o que é sucesso?) dos grupos sociais com quem convive, também começa a pensar que faz sentido escolher uma atividade que lhe dê mais liberdade para viver a sua vida. O "jovem" que é músico, ator, dançarino, escritor, malabarista, poeta, que curte cinema, moda, arte da gastronomia, design, iluminação, que não aceita discursos equivocados de que "cultura não dá dinheiro", fica horas pensando em como conciliar a vontade de estar no meio artístico e sobreviver dignamente.

Para todos estes jovens, a primeira sugestão é: busque informações detalhadas sobre o que você quer fazer.

Há muitas formas de se fazer isso. As mais conhecidas são "dar um google" com palavras-chaves, pesquisar em livros e revistas, entrevistar pessoas que trabalham na atividade que você pretende fazer e por fim, a mais arriscada, que é começar a fazer um estágio ou trabalhar por um período em algo que você desconfia que é o que você procura, mas que ainda não tem bem certeza.

Além de buscar informações sobre o que você quer fazer, acho importante que paralelamente se façam outros dois movimentos importantes: autoconhecimento e aprender a gestionar sua carreira profissional. Com o autoconhecimento, você poderá perceber quais são as "trocas" que você necessita no seu momento atual de vida. Pode inclusive "projetar" cenários de sua vida para o futuro. Aprendendo a gerenciar sua carreira profissional, você poderá realizar ações que alavanquem o seu desenvolvimento profissional.

Então, a coisa toda pode funcionar mais ou menos assim: você começa a se autoconhecer e ver se realmente quer trabalhar com a cultura; na medida que isso vá ficando evidente, você começa a buscar informações sobre como trabalhar nesta área. Na medida que começa a trabalhar nesta área, começa a aprender a gerenciar sua carreira para que o trabalho lhe proporcione alcançar os seus objetivos.

É importante pensar ainda o seguinte: por mais que você pesquise e planeje, você nunca terá a garantia de que irá dar certo. Mas se não pesquisar e planejar, se não se aplicar para que as coisas aconteçam, nunca elas vão acontecer.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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segunda-feira, setembro 06, 2010

Sebrae capacita profissionais para mercado cultural


Jornal A GAZETA de Rio Branco/AC, 03/09/2010


Por Alê Barreto*


Ano passado fui contratado pelo Sebrae AC, a partir do contato do gestor de cultura Alex Lima, para realizar um repasse metodológico de gestão em produção cultural para Grupos Culturais do Acre, em parceria com a Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI.

Este trabalho teve como ponto de partida a visão estratégica do Sebrae/AC de buscar qualificar agentes culturais para desenvolvimento da economia criativa do estado do Acre.

O trabalho foi realizado em três etapas:

- treinamento teórico de introdução à gestão na produção cultural, no qual também ministrei o curso "Aprenda a Organizar um Show", em novembro de 2009;

- articulação dos conceitos aprendidos na capacitação com a prática. Supervisionei os grupos culturais durante uma missão realizada em Goiás em maio de 2010. Foi uma atividade importante de benchmarking acompanhando atividades práticas de produção cultural e seminários no Festival Bananada em Goiânia/GO. Esta atividade foi uma parceria entre Sebrae/GO, Coletivo Pequi de Anápolis/GO, Monstro Produtora e Rede Acreana de Cultura.

- atividade prática: produtores que passaram pela capacitação realizaram no último final de semana um festival na cidade histórica de Porto Acre.

Esta ação organizada chamou a atenção da imprensa local. Veja a matéria do jornalista Fábio Pontes publicada no jornal A GAZETA no dia 03 de setembro.


[início da matéria]


Sebrae capacita profissionais para mercado cultural

Fabio Pontes

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) capacita desde o final do ano passado um grupo de pessoas dispostas a investir em um mercado tão arriscado quanto o de ações: o cultural. Muito mais do que apenas organizar eventos, esse é um segmento que exige profissionalismo para obter credibilidade e, em seguida, lucros.

O curso tem à frente o produtor cultural independente Alê Barreto. Com uma microempresa no Rio de Janeira, Barreto mostrou sua experiência não somente como um organizador de eventos artísticos de sucesso, mas como se consolidar dentro de um eixo em que é preciso separar o joio do trigo.

Para ele, é possível o cenário cultural brasileiro ficar menos dependente do Estado, e passar a conquistar recursos junto à iniciativa privada. Mas, para isso, observa ele, é necessário um longo período de construção da credibilidade junto ao empresariado.

“Eu enxergo o setor cultural como um grande sistema, não o vejo apenas como um mercado de patrocínio, de shows”, declara

Segundo ele, o conceito da administração dentro do mundo das artes é algo novo, e de pouco conhecimento. A iniciativa do Sebrae vem a preencher essa lacuna dentro de um mercado que no Brasil torna-se cada vez mais competitivo, e onde a atuação de maus profissionais acaba por “queimar” a imagem de quem, de fato, quer fazer da cultura seu meio de vida.

“O Sebrae do Acre dá um grande exemplo para outros Estados ao estimular a organização dos seus grupos culturais. Estimular produtores independentes permitirá que as pessoas sejam mais ativas, e não fiquem apenas esperando a ação do Estado”, destaca ele. “Educar pessoas para a produção cultural é uma grande oportunidade.”

Entre os trabalhos de capacitação dos agentes culturais no Acre esteve a visita ao Festival Bananada, em Goiânia. Lá, os acreanos puderem conhecer um pouco mais da engrenagem desse setor. A partir da experiência os agentes locais criaram um próprio festival para a realidade regional.

É o Porto Arte Festival. A cidade escolhida foi Porto Acre. Apesar de ser um dos símbolos da Revolução Acreana, a cidade não disponibiliza desses tipos de eventos que contribuam na elevação do nível cultural e educacional da sociedade. O evento acontece desta sexta-feira a domingo.

[fim da matéria]

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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quinta-feira, agosto 12, 2010

Inicia em Brasília pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais




Por Alê Barreto*


Recebi por e-mail o link para a reportagem "Gestor Cultural, esse é o cara", publicada ontem no Correio Braziliense. Nela a jornalista Viviane Marques fala da criação da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais e um cenário do atual momento desta nova profissão no Brasil, comentado por vários especialistas e por Kátia de Marco, presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (RJ).

Brasília deu um importante passo para o fortalecimento da cadeia de profissionalização da cultura no Brasil. A Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e os articuladores desta pós-graduação estão de parabéns.

Leia abaixo matéria na íntegra.


Gestor cultural, esse é o cara
Correiro Braziliense - Viviane Marques

Leis de incentivo, editais, patrocínios: faz alguns anos que colocar projetos culturais na rua exige conhecimentos muito além do talento artístico. A necessidade empurrou produtores e artistas para a profissionalização num caminho invertido — primeiro, na prática, agora, na teoria. O gestor cultural tornou-se uma figura obrigatória em instituições e eventos públicos e privados, planejando e conceituando projetos. Como consequência, cursos de graduação e pós-graduação em gestão cultural pipocam de norte a sul do Brasil. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), com sede no Rio de Janeiro, contabiliza 74, em todo o país — todos com menos de 10 anos de existência.

O 75º será o primeiro de Brasília: na próxima quarta-feira, entra em sala a primeira turma da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Com duração de 410 horas, trará professores que atuam no mercado e dão aulas em todo o Brasil. Mas, afinal, o que faz um gestor cultural? Qual o seu papel na indústria de arte e entretenimento?

Por novo, o papel do gestor ainda esbarra na função do produtor e muitas vezes uma mesma pessoa exerce ambas as funções simultaneamente. Para Kátia de Marco, presidente da ABGC, esse acúmulo é um equívoco. “Pela complexidade da institucionalização da cultura não é possível dar conta das duas atividades ao mesmo tempo. O gestor precisa saber direito, economia, sociologia. Ambas são áreas de conhecimento em que é necessário se aprofundar”, comenta ela, que também é coordenadora acadêmica de cursos de pós-graduação na área cultural da Universidade Cândido Mendes (RJ) — entre eles, o primeiro MBA em gestão cultural do Brasil, em funcionamento desde 2003.

O professor e pesquisador Antônio Albino Rubim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vê o gestor cultural como aquele que atende a demanda da gestão de instituições e de programas culturais mais estáveis, de longa duração, enquanto os produtores seriam mais voltados à organização de eventos específicos. “Claro que eles têm competências em comum, mas também possuem atribuições e formações distintas”, afirma ele, que é membro do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da universidade.

Perfil
“Há ainda pouco entendimento do que é papel do gestor e do que é do produtor”, assinala a gestora cultural Maria Helena Cunha, autora de Gestão cultural, profissão em formação, publicado em 2007, um dos livros de referência nos cursos de formação na área. Sócia da Duo Informação e Cultura, em Belo Horizonte, ela comenta que, além da necessidade, muitos produtores se tornaram gestores por uma questão de perfil. E um tem que entender o papel que o outro desempenha, pois são complementares. “O gestor tem uma função mais estratégica, de planejamento. E o produtor é mais executivo, está ali para colocar a mão na massa, estar à frente. Tanto um quanto outro podem ter uma ação pontual numa instituição ou projeto, embora a lógica do gestor seja a de pensar mais a longo prazo. É a forma de atuação que diferencia os dois profissionais”, compara.

Outra distinção se apresenta entre gestores culturais que atuam nas esferas do poder público e da iniciativa privada. “O gestor cultural da área pública deve ser governado pelo interesse público e nunca por interesses particulares, como muitas vezes acontece, infelizmente, na iniciativa privada”, assinala Rubim. Maria Helena observa que a formação de ambos é parecida, mas que a lógica do gestor público é que seu trabalho está focado no cidadão. “Quem atua no setor privado precisa entender o mercado e as diretrizes vindas do poder público, senão fica para trás”, diz.


No peito e na raça

Dois dos principais gestores culturais da capital foram formados na universidade da vida, trabalhando, criando e colocando projetos na rua. Sérgio Bacelar, da Alecrim Produções, é bacharel em direito, enquanto Guilherme Reis, da Cena Produções Culturais, é um ator que migrou para a produção e daí, para a gestão. O primeiro realiza o Festival do Teatro Brasileiro, que leva espetáculos de um estado a outro, promovendo intercâmbio de linguagens e apresentando a produção realizada em regiões diferentes da que sedia o evento. Reis é responsável pelo Cena Contemporânea — Festival Internacional de Teatro, que traz a Brasília espetáculos nacionais e internacionais cuja proposta é associar reflexão e entretenimento.

“Talvez eu tenha me tornado um gestor pela ausência deles. Sempre houve bons produtores no eixo Rio-São Paulo, mas no resto do Brasil era preciso se virar. Desde então me divido. Hoje já há uma segmentação do mercado”, comenta Reis, que começou sua carreira nos anos 1970.

Bacelar, que flertou com a pintura e a escultura, esteve à frente do Caderno 2, bar que promovia eventos de música e teatro no fim dos anos 1980 e início dos 1990. Foi aí que começou a ter contato com produtores e a entender de gestão. Em 1999, começou a se especializar em conceber projetos para concorrerem a patrocínio em editais de órgãos públicos. “Meu perfil é gerir o que idealizo. Fui aprendendo todas as etapas e eu mesmo desenvolvi essa gestão administrativa”, diz.

O aprendizado prático, no entanto, vem perdendo espaço para cursos de formação. A pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Dulcina de Moraes é o sinal de que Brasília está na rota da formalização da profissão. Para montar o currículo, a instituição buscou parcerias e professores reconhecidos no mercado, entre eles Ana Carla Fonseca Reis, consultora da ONU, e Rômulo Avellar, consultor de planejamento do grupo Galpão e outros grupos artísticos e entidades culturais. “Planejamento, comunicação, marketing, financeiro, como organizar eventos culturais e estudos de caso serão alguns aspectos abordados no decorrer do curso, que será teórico e prático. Os alunos vão a campo, acompanharão projetos e simularão a venda de produtos culturais”, enumera a diretora da faculdade, Lúcia de Andrade.

Mais que formação, no entanto, os candidatos a gestores culturais precisam educar o olhar, na opinião de Maria Helena Cunha, da Duo Informação e Cultura. “É um profissional que tem que ter capacidade de organizar, objetividade para lidar com ferramentas de gestão e, ao mesmo tempo, entender a lógica da cultura e ter sensibilidade para entender processos criativos”, afirma.


Estabilidade favorece ao crescimento da profissão de gestor cultural


O crescimento na quantidade de cursos de formação em gestão cultural no país — sem falar nos de extensão, em número ainda não catalogado — é reflexo da necessidade crescente de profissionalização e da demanda por capacitação. A economia estável é um dos fatores preponderantes, ao facilitar o planejamento tanto de quem produz quanto de quem consome cultura. "A área de cultura é a primeira a ser atingida pelas intempéries da economia. O crescimento possibilita que se pense e se estruture projetos a longo prazo", avalia a gestora cultural Maria Helena Cunha.

No entanto, o fenômeno da profissionalização da cultura não é local. Segundo o professor Antonio Albino Rubim, da UFBA, há hoje, no Brasil e no mundo, um desenvolvimento do campo cultural e com ele a necessidade do gestor. Em seu texto Formação em organização da cultura no Brasil, Rubim destaca que nem a nominação da função é uniforme ao redor do mundo. "Denominações as mais distintas são acionadas para intitular o momento da organização da cultura e os profissionais responsáveis por seu tratamento. Assim, a denominação de gerentes e administradores culturais predomina nos Estados Unidos e na França; a noção de animadores e promotores culturais possui uma importante tradição na Espanha; em muitos países da América Latina fala-se em trabalhadores culturais e em outros países podem ser utilizados termos como: mediadores culturais, engenheiros culturais ou científicos culturais. Em Portugal, também se aciona a expressão programadores (…). Mas recentemente a noção de gestão cultural vem ganhando grande vigência em diversos países, inclusive ibero-americanos (…)", cita.

Kátia de Marco, da Associação Brasileira de Gestão Cultural, lembra que as primeiras turmas da pós-graduação em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes (Ucam), no Rio de Janeiro, eram basicamente formadas por artistas e produtores já atuantes no mercado. Hoje, juntam-se a eles alunos com formação em direito, economia, jornalismo e engenharia de produção, entre outras carreiras. "Há uma percepção de que a cultura é uma oportunidade de especialização, prova de que o setor está se ampliando", observa ela, que, por meio da ABGC, pretende cadastrar os profissionais de gestão cultural do país.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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segunda-feira, agosto 09, 2010

Mercado em expansão para produtores culturais no Estado do Rio




Por Alê Barreto*


Muita gente me escreve solicitando informações sobre o mercado de trabalho do produtor cultural. Não temos ainda no Brasil uma pesquisa quantitativa e qualitativa que forneça este tipo de informações. Mas seguidamente aparecem reportagens que trazem referências para auxiliar nossas escolhas profissionais.

Segue abaixo uma reportagem recente feita por Fabiana Torres para o jornal O Fluminense em 11/07/2010.


Mercado em expansão para produtores culturais no Estado do Rio


Com chance de empregabilidade de 80% e salário inicial médio de R$ 1,5 mil, carreira exige dedicação e identificação com as artes. Procura por cursos de formação é crescente

“Aproximar o artista do seu público”
. Esse é o papel de um produtor cultural, segundo a subsecretária de Planejamento Cultural de Niterói e coordenadora do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes, Kátia de Marco.

Com salário inicial de R$ 1,5 mil, em média, e expectativa de inserção no mercado de trabalho de 80%, a procura pelo curso de produção cultural é crescente.

“Nas últimas duas décadas, o incentivo à cultura cresceu muito, principalmente em relação ao sistema de financiamento público. A cultura vem sendo institucionalizada desde então, e isso está gerando uma necessidade cada vez maior da profissionalização e capacitação de produtores culturais”, explica Kátia, que vislumbra um futuro promissor para a carreira.

“O público está consumindo mais cultura porque tem mais acesso a ela, e isso já começa a despertar um nicho importante da economia. Não tenho dúvidas de que a produção cultural faz parte das profissões do futuro”, completa.

A subsecretária garante que esse incentivo à cultura deve chegar também ao município de Niterói.

“Estamos montando uma lei (que será levada ao prefeito Jorge Roberto Silveira para aprovação) que porpõe a criação do Fundo Municipal de Cultura, o que deve gerar também uma ampliação do mercado de trabalho na cidade”, revela.

O curso de pós-graduação em Produção Cultural da Candido Mendes foi criado em 2008 e já está na segunda turma.

“O curso surgiu da necessidade de formar profissionais com foco na produção executiva de ações culturais. A carga horária é de 376 horas, sendo composto por cinco módulos. As aulas acontecem aos sábados quinzenalmente, das 8h às 17h”, diz Kátia, que também é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

O valor do curso de pós-graduação é de R$ 10.560, que pode ser dividido em 22 parcelas de R$ 480. Entretanto, a instituição oferece descontos especiais para associações e instituições ligadas à cultura. Para alunos egressos do curso de graduação em produção cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF), o desconto é de 20%.

A funcionária pública e produtora cultural Maria do Rosario Malcher, de 51 anos, decidiu, há quatro anos, mudar o rumo da carreira.

“Sou formada em Direito e trabalho na Justiça Federal desde 1993. Entretanto, em 2006, pedi transferência para o Centro Cultural Justiça Federal, pois sempre gostei dessa área. Mesmo trabalhando na parte administrativa do Centro Cultural, entendi que precisava me especializar. Quando me formei na pós-graduação em Produção Cultural da Candido Mendes, em 2008, fui convidada para ocupar o cargo de coordenadora cultural. Foi uma mudança muito bem-vinda na minha vida”, festeja.


Dos eventos ao próprio negócio

Para os que desejam tornar-se bacharéis em produção cultural, a UFF oferece um curso de graduação desde 1996, que é pioneiro no Brasil.

“O nosso desafio é ter a formação pragmática, que lida com a gestão, e, ao mesmo tempo, ligada à sensibilidade artística. Buscamos formar um gestor sensível às práticas culturais”, conta o coordenador e professor do curso, Luiz Guilherme de Barros Falcão Vergara, ressaltando o crescimento do mercado de trabalho na área.

“Pelo menos 80% dos nossos alunos já saem da universidade empregados. Os outros 20% geralmente investem na carreira acadêmica e vão direto para o mestrado. Esses jovens podem atuar em diversas áreas, como esferas públicas, empresas privadas, no setor de responsabilidade social, em organizações não governamentais, produtoras de terceiros ou abrir o próprio negócio, além da carreira acadêmica, por exemplo”, enumera Vergara.

De acordo com o coordenador, a profissão deve crescer muito nos próximos anos.

“A economia da cultura é a economia do século XXI. Mas, para ter detaque no mercado, o profissional deve ter iniciativa e ser empreendedor. O produtor cultural é um solucionador de problema; ele lida com o imprevisto e com a diversidade. Já no que se refere a questão salarial, acredito que um profissional recém-formado não ganhe menos que R$ 1,5 mil por mês”, avalia Luiz.

O curso de graduação da UFF tem 2.655 horas, divididas em oito períodos. O ingresso é feito através do vestibular.

Com duas propostas de estágio e uma de emprego, o estudante da graduação da UFF, Plínio Chaves, de 21 anos, que está no quinto período, aconselha aos futuros produtores culturais a buscarem as oportunidades.

“A inserção no mercado de trabalho é fácil para quem corre atrás. Não dá para ficar esperando a coisas acontecerem. Eu nunca tive dificuldade para conseguir estágio porque sempre fui em busca das oportunidades. Após a formatura, quero viajar pelo Brasil com espetáculos ou trabalhar em produtoras. Mas também penso em fazer mestrado e, quem sabe, abrir minha própria produtora”, revela Plínio.


Exigência do setor


Outra instituição que oferece capacitação para os futuros produtores culturais é o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). O Curso Superior de Tecnologia em Produção Cultural foi o primeiro da área de humanas a ser implantado na instituição, há sete anos.

“O mercado já estava exigindo profissionais especializados nessa área. De todos os curso oferecidos no IFRJ, esse é o segundo mais procurado. No início, era apenas uma turma. Hoje, temos seis turmas em andamento, com cerca de 40 alunos em cada uma”,
comemora o coordenador do curso Jorge Luiz Pinto Rodrigues.

Os alunos já começam a ser absorvidos pelo mercado de trabalho, segundo Jorge, ainda com o curso em andamento.

“Muito alunos já conseguem emprego antes mesmo de terminarem o curso”
, destaca.
A duração do curso é de três anos e os alunos contam com uma extensa grade curricular que, além de abordar disciplinas voltadas para produção cultural, fundamentos das artes e produção de artes cênicas, por exemplo, aprendem sociologia, antropologa, história da arte etc.

Um profissional que esteja envolvido em um grande projeto artístico pode faturar até R$ 4 mil mensais, de acordo com o professor.


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sábado, julho 31, 2010

Curso "Aprenda a Organizar um Show" chega em Minas Gerais em Agosto


Clique e veja informações sobre a próxima turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" em Belo Horizonte


Por Alê Barreto*


Em 2009 decidi transformar o método "Aprenda a Organizar um Show" em curso. Fiz uma pesquisa para saber inicialmente em que cidades do Brasil haviam mais pessoas interessadas em ampliar sua formação para oferecer melhores serviços no mercado cultural.

De lá para cá realizei oito edições do curso, que passaram por cinco estados: Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).

Em agosto vou ministrar o curso em Belo Horizonte, que está sendo organizado pela produtora Ludmilla Lima, cujos contatos diretos são (31) 8477-1571 ou 1976prod@gmail.com .

Se você é de Minas ou vai estar por lá neste período, aproveite. Veja as informações no cartaz acima. Além de oferecer um pacote inédito com dicas para agenciamento de espetáculos culturais, irei oferecer uma consulta gratuita do meu serviço de consultoria para cada participante.


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