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quarta-feira, outubro 08, 2008

Seminário Internacional sobre Estatísticas Culturais



Conteúdo extraído do site www.cultura.gov.br

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais, e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão promovendo o Seminário Internacional sobre Estatísticas Culturais, a ser realizado entre os dias 9 e 10 de outubro, na sede do IBGE, no Rio de Janeiro. Estarão reunidos especialistas em estatísticas culturais e políticas públicas de cinco países, além de pesquisadores brasileiros, para discutir as delimitações do âmbito da Cultura.

O principal objetivo é auxiliar os pesquisadores de estatísticas culturais do governo brasileiro, na delimitação do universo da pesquisa, uma vez que a busca de dados quantitativos na área da Cultura consiste em um grande desafio, por ainda não dispor de uma área delimitada e específica de abordagem. O encontro tem também como finalidade proporcionar a troca de informações sobre a metodologia de formulação de estatísticas culturais, entre o Brasil e os países convidados - Argentina, Colômbia, Canadá, França e Chile.

A discussão no Seminário Internacional está organizada em três painéis que abrangem desde o tema do âmbito das pesquisas em Cultura, passando pela discussão do uso dos indicadores culturais para a formulação e acompanhamento das políticas públicas, até o debate sobre a metodologia de elaboração da Conta Satélite da Cultura. O IBGE em parceria com o Ministério da Cultura vem realizando os levantamentos para a elaboração da Conta Satélite da Cultura, sistema de informações macroeconômicas utilizado para realizar o levantamento do Produto Interno Bruto do setor.

O secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, e o coordenador da Gerência de Estudos e Pesquisas da SPC/MinC, Pablo Martins, participam da solenidade de abertura do Seminário Internacional, na manhã de quinta-feira, dia 9 de outubro.

Foram convidados a participar dos debates especialistas em políticas públicas e estatísticas do Institute of Statiscs (Canadá) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Simon Ellis; do Département des Études et de la Prospective (DEP), do Ministério da Cultura e Educação da França, Philippe Chantepie; da Secretaria de la Cultura de la Nación (Argentina), Francisco D’Alessio; a representante da Unesco (Brasil) Jurema Machado; do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada do Brasil (IPEA), Frederico Augusto Barbosa da Silva; e a Consultora do Manual da Conta Satélite de Cultura (Colômbia), Marion Libreros, entre outros pesquisadores.

Inscrições - Podem ser feitas para a participação, tanto dos pesquisadores como da imprensa, no primeiro dia do encontro, na quinta-feira (9), no auditório do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI), na sede do IBGE (Rua General Canabarro, nº 706, Maracanã), no Rio de Janeiro, a partir das 9h. O seminário é destinado a gestores de políticas públicas e pesquisadores na área de estatísticas culturais.

Veja a programação.

Informações: pelo endereço eletrônico comar@ibge.gov.br ou no site www.ibge.gov.br.

terça-feira, julho 15, 2008

Metrópoles concentram 10% do desenvolvimento cultural do país

Conteúdo extraído publicado no site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada no dia 11/07/2008

Dividido pelas 137 mesorregiões do Brasil (regiões com geografia sociedade e economia similares), o Indicador de Desenvolvimento Cultural (Idecult, nome provisório), que será lançado oficialmente em agosto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que 10% das riquezas geradas pela cultura do país ficam concentradas nas regiões metropolitanas brasileiras.

O dado foi apresentado pelo desenvolvedor do Idecult, pesquisador do Ipea Frederico Barbosa, em painel sobre a economia da cultura e sua relação com os museus no 3º Fórum Nacional de Museus. O evento ocorre em Florianópolis desde a última segunda-feira (7). O indicador leva em conta cinco índices diferentes, que medem tanto a produção e o fomento culturais nos municípios quanto o consumo cultural da população.

Além do dado sobre a concentração nas regiões próximas s capitais, apenas 19 mesorregiões superaram o índice de 0,47 assim como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Idecult é medido de 0 a 1 o que significa que, na grande maioria dos municípios, a oferta e o consumo cultural são muito baixos.

Entre as mesorregiões mais desenvolvidas culturalmente e aí estão incluídas as regiões metropolitanas , 13% ficaram com o indicador entre 0,47 e 0,87. Entretanto, nos pequenos municípios com menos de 10 mil habitantes, pelo menos 54% dos domicílios realizam pelo menos um gasto com cultura por ano o que significa comprar um livro ou ir ao cinema.

Este número é mais de 20% maior nos 13 municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes: chega aos 77%. Entre as regiões do país, a que tem o maior percentual de domicílios que realizam este gasto é a Sul: 84,5%. Outro dado relevante do Idecult: apenas 4% dos municípios são responsáveis por 74% do consumo cultural do país.

O indicador também mede a situação de trabalho no setor cultural De acordo com os dados apresentados por Barbosa, aferidos pelo Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), um dos índices do Idecult que mede a participação das empresas culturais, os empregados na área são 4% do total brasileiro.

Nas maiores cidades do país, o número é quase o dobro: 7,7%. Do total destes empregos, 41% são informais número muito maior nos municípios com menos de 10 mil habitantes, que é de 70%. Já os dados do Código Brasileiro de Ocupações (CBO), também levados em conta para a medição do Idecult e que avaliam o número de profissionais culturais entre eles, arquitetos, publicitários e artesãos mostram que 1,148 milhão de pessoas no país trabalham no setor cultural. Elas representam 1,7% das ocupações nacionais.

O índice aponta, ainda, que 62,9% dos profissionais culturais estão na informalidade. No teatro, o número é ainda maior: 80%. Mostra ainda que essas profissões remuneram, em média, 53% a mais que as outras ocupações no Distrito Federal, a remuneração média é de R$ 1,49 mil, enquanto no Maranhão, a média é de R$ 306.