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terça-feira, fevereiro 07, 2017

Você aumenta sua chance de sucesso em vendas quando realiza uma boa abordagem





Por Alê Barreto *


Se você está de alguma forma acompanhando as redes sociais, em especial o Facebook, já deve ter percebido que em qualquer direção que você olhe, vai encontrar postagens ou anúncios impulsionados oferecendo “livros gratuitos”, “dicas para sua saúde”, “métodos para ser um líder de sucesso”, “maneiras de fazer com que seus vídeos no YouTube recebam milhões de visualizações”, “o jeito certo de enriquecer” e por aí vai. Ícaro de Carvalho fala muito bem sobre isso no texto "Por que a indústria do empreendedorismo de palco irá destruir você", publicado no Medium.


Para quem é adolescente ou jovem, de fato, os tais "métodos" são uma novidade. Mas se você já está passou dos 40, já deve ter percebido que são novas versões de antigos sistemas de vendas que são verdadeiras lavagens cerebrais. Nos anos 90 foram muito utilizados para forçar as pessoas a comprar cosméticos, clubes de turismo, assinaturas de jornais e revistas, cursos de inglês, seguros, planos de saúde, cartões de crédito, etc. Lembram da Amway? Estes sistemas se ampliaram e hoje em dia são utilizados para vender quase tudo que você possa imaginar. O que todos tem em comum: prometem que se você seguir suas instruções, irá ficar rico.

Eu vou lhe sugerir um método que não tem nada de milagroso, que não promete vendas rápidas, muito menos que você vai ficar rico. A única coisa que posso garantir é que você poderá fazer algo diferente, de maneira acessível e econômica. E ao fazer algo diferente, poderá se diferenciar de uma grande massa de pessoas que segue as modas existentes.

O método que vou lhe sugerir é descobrir a sua maneira natural de abordar as pessoas. Se você já leu sobre vendas, poderá pensar “primeiro vem o planejamento”. Sim, você está certo. Mas estou sugerindo uma abordagem muito prática, que evita as procrastinações que infindáveis ações de planejamento podem desencadear. Repetindo: experimente descobrir a sua maneira natural de abordar as pessoas. Como você aborda seus amigos? Como aborda colegas de trabalho? Como aborda pessoas na rua quando está buscando informações? Perceber como você se comunica com as pessoas, vai lhe dar muitas pistas sobre o que você já faz naturalmente, que traz bons resultados para a sua vida e pode ser ampliado. 

Todas as vezes que consigo me desapegar da multidão de informações que habitam minha mente sobre “como vender” e escuto minha voz interior, consigo naturalmente realizar uma boa abordagem, aquela que não soa artificial, que não fico repetindo como um robô o que todos repetem. Toda vez que me dou a oportunidade de falar com as pessoas naturalmente, vendo muito mais. E mesmo quando não vendo, aprendo mais rapidamente o que necessita melhorar na minha comunicação para começar a vender mais e deixo uma boa impressão nas pessoas. 

Se você já usa recursos automatizados de promoção de venda, como e-mail marketing, por exemplo, não precisa abandoná-los. Mas repense a forma como vem utilizando. Se você está copiando textos prontos e repetindo mecanicamente, avalie: está realmente despertando a atenção das pessoas? Quando você faz um disparo de e-mail para uma lista de endereços, oferecendo um show, isso está surtindo efeito? Quando você posta um conteúdo em rede social, ele provoca reação nas pessoas? Você já experimentou ver a diferença entre enviar um anúncio e fazer um vídeo oferecendo um espetáculo?

Não gaste seu tempo apostando em “fórmulas de sucesso”. Acredite na sua capacidade de utilizar um recurso que dificilmente será copiado e utilizado por outras pessoas: o seu jeito único de se comunicar com as pessoas.

Lembre: você aumenta sua chance de sucesso em vendas quando realiza uma boa abordagem. E boa abordagem começa com ser natural em sua comunicação.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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terça-feira, dezembro 13, 2016

Pare de reclamar de falta de dinheiro e aprenda a vender




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Vou repetir: pare de reclamar de falta de dinheiro e aprenda a vender. Soa estranho? Parece muito capitalista? Feriu sua sensibilidade artística? Falei como um mercenário? Coisa de neoliberal? Talvez você tenha pensado várias destas coisas. E talvez já esteja a fim de encerrar a visualização deste texto. Como tempo é algo escasso, vamos economizar tempo. O seu e o meu.

O meu tempo dediquei a ajudar as pessoas que estão perdidas no labirinto das lamúrias e queixas sobre 2016, sobre o Brasil, sobre a Cultura, etc. Já estive neste labirinto e sei que existe o risco da pessoa nunca mais sair dele. E o seu tempo eu acredito que você dedica para encontrar respostas aos seus questionamentos. Mas se você acha que vale a pena continuar reclamando, continue reclamando. Use seu tempo assim e não leia esse texto. Se você acha que parar de reclamar pode ser algo bom e que aprender a vender pode ser uma nova possibilidade, continue lendo.



Parar de reclamar


Não é aula de autoajuda. É só um lembrete: pare de reclamar. Se você está sem dinheiro, ainda tem um pouco de saúde, energia, tempo e algum acesso a internet (do contrário não estaria lendo este texto). Se continuar reclamando, continuará sem dinheiro e verá sua saúde, energia, tempo e acesso a internet diminuírem.


Aprender a vender

Direto ao ponto: há milhares de maneiras de aprender a vender. E todas elas convergem para um ponto em comum. Que ponto esse? Aprender a vender é aprender a trocar uma mercadoria ou um serviço por alguma outra coisa. Essa outra coisa pode ser dinheiro, ações, cotas de participação, favores, apoios, serviços, etc.

Você pode aprender isso sozinho (como o homem faz a milênios), pode aprender na prática e também ler sobre isso, pode começar fazendo cursos e depois ir para prática. O que importa é que você pode aprender. E se tiver um mínimo de boa vontade e persistência, eu garanto que você vai vender bem. Ao vender, você vai gerar recursos próprios, sem precisar depender de leis de incentivo, editais, doações ou patrocínios.



Mas... e seu odeio vendas?

A maioria de nós odeia vendas porque associa "vendas" a todo tipo de "forçação de barra", desde um vendedor em uma loja nos oferecendo algo que não queremos comprar até anúncios, spam, etc. E de fato, há muita forçação de barra. Mas também tem muita gente que fuma no mundo e nem por isso significa que eu vou ter que virar um fumante. Você para vender um show, espetáculo, performance, livro, música, vídeo não precisa forçar a barra. Já imaginou você tentando convencer alguém a comprar um quadro? Pense em você agarrando uma pessoa e forçando ela a escutar um piano porque você quer muito vender um concerto. Você seria capaz de parar no semáforo e ficar gritando "comprem meu livro"?


Partindo do princípio que todo mundo (se quiser) pode vender, fiz uma seleção de alguns textos já publicados no blog que vão lhe auxiliar nesse aprendizado. Aproveite.


Ah, em troca destas dicas, envie um e-mail para alebarreto@gmail.com que estou montando uma lista para divulgar cursos, livros, etc em 2017.



Aprenda a vender um show

6 noções básicas sobre agenciamento artístico

Artistas aprendem a produzir e também ensinam lições para os produtores

Como montar uma agenda de shows para 2013 ou venda também se aprende

Quer divulgar seu trabalho? Aproveite seus ensaios

Vale mais a pena agir do que ficar só esperando o melhor momento e a condição mais confortável

Vamos começar a vender nosso próprio trabalho?

Aprenda a definir o preço do cachê de suas apresentações. Veja os cachês praticados na Virada Cultural de São Paulo 2013

O que posso fazer quando tento ligar para vender um show e sou mal atendido?

Vendo o meu trabalho ou estabeleço uma parceria com um agente artístico?

Como vender shows: defina o valor do seu show





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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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quarta-feira, setembro 14, 2016

Como vender shows: defina o valor do seu show




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com



Se você achar que o seu show custa entre dez e trinta mil reais e que o mundo não compreende sua arte, não perca tempo lendo este texto. Se você faz de 0 a 20, 25 ou 30 shows por ano, ou quer ajudar alguém com este perfil, que você considera que tem um trabalho criativo interessante, este artigo poderá lhe ajudar em seu aprendizado em vendas.


Definição de venda

Sempre que falarmos "venda", procure mudar o seu "mindset' (palavra do momento), a sua forma de pensar sobre vendas. Vendas não é sacanagem, forçar a barra, enganar os outros. Vendas são essencialmente trocas: quem quer vender, oferece uma informação, serviço ou produto e quem quer comprar oferece dinheiro.


Vender shows... Como eu começo?

Quando assunto é "como vender shows", podemos começar nos perguntando: quanto vale o nosso trabalho? Depois podemos nos perguntar também: quanto as pessoas pagariam pelo nosso trabalho?

É muito importante aprender a definir o preço de seu show, apresentação, performance, esquete, sarau, festa, etc. As pessoas tendem a gastar tempo somente com aquilo que acham ser viável pagar, com base na expectativa de público que poderá ter.

Então, quanto vale uma apresentação? Quanto devo cobrar?

Quando você não sabe nada, está partindo do zero, a primeira coisa é criar critérios.


Critérios para definir um cachê

"Cachê" é o nome que se dá para o valor cobrado por apresentações artísticas ou culturais. É o valor que se paga para as atrações de um show.

Anote num papel, computador, celular ou quadro branco quanto você acha que vale o seu show. Apenas isso. Nada mais.

Pronto. Você acabou de criar um critério. Estimou quanto acha que deve ser o valor do seu cachê.


Critério para não ter prejuízo: prever os custos de um show


Os custos de um show abrangem as despesas com sua produção, as despesas necessárias para a realização. Exemplos: segurança, transporte, contratação dos músicos e equipe técnica, alimentação, hospedagem, som, luz, locação de espaço, etc.

Novamente, anote num papel, computador, celular ou quadro branco todas as despesas. Some tudo.

Pronto. Você acabou de criar outro critério. Estimou as despesas do seu show.




Critério para estimar o preço de um show (a partir do seu olhar)

Some o valor que você estimou para o cachê com o valor total das despesas do seu show.


Pronto. Você acabou de criar outro critério importante. Tem noção do quanto pretende ganhar com um show (o valor do cachê) e de quanto terá à sua disposição para pagar despesas. Agora você já tem um preço de um show.


Critério para entender quanto vale um show similar ao seu

Pesquise quanto custa um show parecido com o seu. Cuidado com o raciocínio "meu show é tipo o de uma banda que eu vi na TV...". O mercado de shows comum das cidades, ou seja, o circuito comum de bares e casas noturnas, geralmente paga muito menos por um show.

Feita a pesquisa, agora você criou o critério de quanto o mercado paga por um show.


Critério para ajustar o preço do show

Compare o preço de show que você idealizou com o valor pago pelo mercado. Faça ajustes para menos ou para mais.

Pronto. Você agora já sabe definir o valor de um show.




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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quarta-feira, junho 19, 2013

O que posso fazer quando tento ligar para vender um show e sou mal atendido?

Alê Barreto foi empresário, produtor executivo e proponente de projeto da 
Pata de Elefante no Programa Rumos Música do Itaú Cultural




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com



Muita gente acredita que para vender o mais importante é “ter um bom produto”. Estou falando de gente cuja venda é sua atividade principal e estou falando de gente que utiliza a venda como renda alternativa. 

Nos setores criativos, onde se desenvolve a chamada “Economia Criativa”, esta noção de que é “fundamental se ter um bom produto”, leia-se “ter um bom artista”, limita a ação de muita gente. Ao pensar que só “um bom artista” pode ser vendido, você pode cair em um labirinto com poucas chances de achar a saída. 

O que é “um bom artista”? As pessoas que hoje fazem parte do mercado de vendas de espetáculos para shows, eventos e entretenimento, em sua maioria, acreditam que bom artista é aquele que é percebido como alguém que tem muito sucesso. Quantidade de aparições na TV, rádio, revistas, jornais e internet são as principais referências para sua percepção de sucesso. Já se você perguntar para qualquer pessoa o que é “um bom artista”, ela irá responder comparando com o artista que mais gosta: “bom artista é alguém como a Ana Carolina” ou “um exemplo de bom artista é o Nando Reis”. 

Pessoas que trabalham com a programação artística de projetos sociais geralmente acham “bom artista” aquela pessoa da qual tem notícias que se trata de alguém que superou problemas sociais ou que seja ativista em prol de causas. Dirão: “bom artista é um Bono Vox, do U2, que ajuda em causas humanitárias pelo mundo” ou “gosto muito do grupo O Teatro Mágico porque eles fazem parte do movimento Música para Baixar”. 

Pessoas de áreas educativas e esportivas poderão considerar “bons artistas” aquelas pessoas que se interessem em trabalhar de forma voluntária em projetos junto a crianças e jovens.

Como podemos ver, há inúmeras formas de considerarmos alguém “um bom artista” ou de qualquer pessoa considerar alguém “um bom artista”. Até aí não há nenhum problema.

O problema é acreditarmos que o fato de estarmos trabalhando com “um bom artista” (“o bom produto”) signifique que iremos ter garantia de retorno em vendas. Isso pode fazer com que nos concentremos apenas em “descobrir talentos”, uma tarefa verdadeiramente “labiríntica”, ao invés de fazermos algo mais simples e possível: estruturarmos um processo de trabalho organizado e que traga bons resultados em vendas.

Um exemplo de processo de trabalho organizado e que traz bons resultados em vendas: aprender a vender com telefone e e-mail.

Se alguém lhe passar uma lista de pessoas e telefones para você fazer contato e oferecer um show, provavelmente você fará o que a maioria faz: irá começar a ligar para estes números. Durante esta atividade de agenciamento ativo (venda ativa), você irá se deparar com algumas situações de mal atendimento que são bem comuns:

- o telefone toca e ninguém atende;
- você deixa recado e ninguém retorna;
- após muitas vezes ligando, finalmente alguém atende e diz que irá ligar novamente dando um retorno, mas não liga mais; 

- atende você, lhe fornece seu e-mail e pede que você envie uma proposta, mas nunca lhe dá retorno sobre esta proposta.


Então, o que posso fazer quando tento ligar para vender um show e sou mal atendido?


Vamos lá:


se o telefone tocar e ninguém atender

não fique gastando o seu tempo sofrendo, achando que a pessoa não quer lhe atender. Você pode estar ligando para o número errado, você pode estar ligando para o número certo, mas num horário com pouca probabilidade de ser atendido, você pode estar ligando para alguém que somente atende números conhecidos, etc.


se você for atendido e a pessoa ficar de lhe ligar novamente

pergunte de forma cordial qual será o prazo de retorno. Anote a data que a pessoa ficou de lhe ligar. Caso ela não ligue, ligue você novamente e tente retomar a negociação.


faça e mantenha atualizado um registro do histórico de suas ações de venda por telefone e e-mail. Assim você irá aprender para quais pessoas vale mais a pena investir seu tempo para apresentar e negociar propostas de shows e espetáculos.

 

Voltamos a falar mais sobre este assunto em breve. 


Você também pode estudar estas e outras dicas práticas no curso “Aprenda a Agenciar Profissionais Criativos” na Maratona Produtor Cultural Independente prevista para os dias 06 e 07 de julho na AGS Meeting Place em São Paulo. Veja como participar em nossa loja virtual
http://produtorindependente.loja2.com.br/

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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

terça-feira, janeiro 24, 2012

Aprenda a vender suas ideias descobrindo o valor que elas tem


Trecho que Will Smith interpreta o fascinante Chris Gardner no filme "A Procura da Felicidade"


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Para a gente aprender a vender um projeto, um show, um espetáculo, um grande evento, cotas de patrocínio, a tarefa inicial é aprender a vender nossas ideias.

O que é vender uma ideia? Vender uma ideia é você comunicar para alguém que existe uma oportunidade da pessoa participar de algo que tem valor.

Dois exercícios práticos:

1 - Se você está pensando em organizar um evento, vai precisar falar com várias empresas. Talvez já tenha até pensado em algumas empresas que poderiam se interessar pelo evento que você está criando. Escreva o nome de uma destas empresas em um papel. Além de "divulgar a marca no evento", agora escreva que oportunidades existem para esta empresa participar do seu evento. O que terá valor para esta empresa? Se coloque no lugar da empresa e escreva.


2 - Você está precisando de alguém que venda os seus shows. Além de oferecer a oportunidade para alguém de "ganhar uma comissão pela venda dos shows", pense e escreva que outras oportunidades existem para que uma pessoa tenha interesse se associar ao seu trabalho.


Aprenda a vender suas ideias.


Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings.


Retorno da audiência [ACOMPANHE]
Este blog recebeu até agora 166.453 visitas e 361.521 visualizações.


Experimente o prazer de se colocar disponível para aprender todos os dias a fazer o que você acredita.


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Começaram as inscrições para o curso "Aprenda a Organizar um Show" em São Paulo



Saiba mais


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais) e a colunista da revista Fazer e Vender Cultura.


Aprenda a organizar seu trabalho. Gerencie sua carreira

Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços de organização e planejamento de carreira, consultoria, coaching, oficinas, cursos, workshops e palestras.


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Alê Barreto é cliente do Itaú.

quarta-feira, julho 27, 2011

6 noções básicas sobre agenciamento artístico





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Nos meus cursos "Aprenda a Organizar um Show" e "Aprenda a Produzir um Artista" venho trabalhando o compartilhamento de informações sobre agenciamento artístico. Conheça algumas noções básicas.


1 - O que é agenciamento artístico?

Agenciamento artístico é o ato de negociar representando um cliente mediante o pagamento de honorários.



2 - O que é fundamental no agenciamento?


Buscar as melhores oportunidades para o atendimento de necessidades.


3 - O que são melhores oportunidades?

São as que atendem as necessidades dos artistas, necessidades do contratante e necessidades do agente artístico.


4 - Quais são as formas básicas de agenciamento?

Agenciamento passivo e agenciamento ativo.


5 - O que caracteriza o agenciamento artístico passivo?

Trabalho com o interesse espontâneo dos clientes. Logo, o agenciamento passivo está muito relacionado a habilidade de atender.


6 - O que caracteriza o agenciamento artístico ativo?

Trabalho com a ativação do cliente para o consumo. Para isso, é necessário "despertar o interesse" do cliente. Agenciamento ativo também é muito relacionado a habilidade de "persuadir".


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

quinta-feira, maio 19, 2011

Artistas aprendem a produzir e também ensinam lições para os produtores




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


O vídeo acima é dos meus amigos e "irmãos de fé" da Pata de Elefante. Trata-se de uma apresentação que fizeram no "Instrumental SESC Brasil", projeto do SESC São Paulo. Todo mundo sabe que o SESC é uma das principais empresas no Brasil quando o assunto é circulação de espetáculos culturais. E todo mundo sabe que o SESC São Paulo, dentro da rede do SESC no Brasil, é uma referência em qualidade.

Anote aí: Pata de Elefante é uma banda que o SESC SP e várias outras unidades do SESC no Brasil respeitam e contratam o seu trabalho.


Neste mesmo ano de 2010, a Pata de Elefante



foi um dos grupos patrocinados pelo programa Petrobras Cultural que se apresentou em 9 cidades brasileiras através do projeto Instrumental RS, que mostrou a diversidade musical gaúcha contemporânea (escute o CD Instrumental RS e conheça também os grupos Quartchêto e Camerata Brasileira),




e lançou "Na Cidade", seu terceiro álbum, pela Gravadora Trama, até hoje na lista dos mais acessados (disponível para streaming e download gratuito).

Anote aí: Pata de Elefante é um grupo artístico que já realizou uma turnê com o patrocínio da Petrobras e que lançou um disco pela gravadora Trama.


Mas vamos voltar mais um pouquinho tempo. Em 2009, a Pata de Elefante foi a vencedora do MTV Video Music Brasil (VMB), uma premiação musical realizada pela MTV Brasil, cuja primeira edição ocorreu em 1995 com o intuito de premiar os melhores videoclipes nacionais e internacionais através da votação de sua audiência e de um júri especializado para categorias técnicas.

Na entrega do prêmio, a apresentadora perguntou: "Com relação a esta categoria nova de banda instrumental, como é que vocês estão vendo isso"?



Daniel Mossmann, um dos músicos do grupo, respondeu: "É muito bom porque mostra que tem público para este tipo de som, que tem pessoas ouvindo cada vez mais". Daniel expressou o momento que o grupo estava vivendo, mas foi humilde. Não citou que a Pata de Elefante é um dos primeiros grupos do Brasil que decidiu trilhar uma carreira artística no gênero de rock instrumental.

Anote aí: Pata de Elefante foi eleita pela audiência da MTV.





Pra encerrar, vamos ao ano de 2008. No mês de julho viajei para São Paulo e acompanhei as gravações do show que a Pata de Elefante realizou no Itaú Cultural. Este show faz parte dos DVDs e CDs da edição 2007-2009 do Rumos Itaú Cultural Música, programa que mapeia a diversidade musical brasileira contemporânea. Fiz questão de estar lá porque fui o proponente do grupo junto ao Itaú Cultural. A Pata de Elefante foi um dos 58 músicos ou grupos selecionados entre as 2.222 inscrições.

Anote aí: Pata de Elefante foi considerada pela curadoria do Itaú Cultural como um dos 58 músicos ou grupos selecionados representativos da diversidade musical da cena musical brasileira contemporânea.

Citei estas situações para que ninguém fique em dúvida. Não sou só eu que considero o trabalho da Pata de Elefante relevante, seja porque já fui empresário do grupo, seja porque gosto do gênero musical que eles tocam, seja porque sou amigo deles. SESC, audiência da MTV Brasil, Petrobras, audiência da Trama e o Itaú Cultural também consideram o trabalho da Pata de Elefante relevante.

Com todo este currículo, combinei com o grupo que eu iria trabalhar para viabilizar o show deles no Rio de Janeiro, em 2010. Me senti um pouco inseguro, pelo fato de não ter agenciado shows antes no Rio de Janeiro. Então decidi fazer parcerias.

Duas pessoas que trabalham com produção, que tem formação e experiência no Rio de Janeiro, se comprometeram a levar propostas, cada uma para um espaço cultural diferente.

O show não aconteceu em 2010. Não acho que "a culpa" é destas pessoas. Ninguém é obrigado a aceitar uma proposta de show. Mas aconteceram dois erros:

- as pessoas com quem fiz parcerias me orientaram para aguardar enquanto aguardavam o retorno das propostas. Contudo, não me deram um "prazo", apesar de eu pedir várias vezes, para que eu pudesse tentar outras ações, caso estes lugares não aceitassem as propostas;

- eu apostei cegamente que meus parceiros conheciam o mercado do Rio de Janeiro melhor que eu, que estava apenas há dois anos no Rio.

Vocês acham que estes erros meus e de meus parceiros impediram a Pata de Elefante de divulgar seu novo álbum no Rio de Janeiro? A resposta é não.



O show do vídeo acima foi realizado ontem no projeto "Urbano Instrumental" que aconteceu no Teatro Sérgio Porto.

Como a Pata de Elefante conseguiu isso? Contratou um escritório de agenciamento no RJ? Se inscreveu num edital? Fez um projeto? Simplesmente se articularam com o grupo Os Dissidentes e organizaram sua produção "de músico para músico".


Este episódio mostra que nós produtores nunca podemos nos "julgar" mais aptos para fazer as coisas que os músicos. Muitas vezes os músicos dão boas lições de praticidade e objetividade.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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quarta-feira, janeiro 12, 2011

Aprenda a vender um show

Alê Barreto vendeu o show realizado pela banda Pata de Elefante 
no Coca-Cola Vibezone 2007, Gramado, RS


Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


No meio artístico, o ato de vender um show é conhecido como agenciamento. No curso "Aprenda a Organizar um Show", incluí um módulo sobre agenciamento de espetáculos culturais. Trata-se de uma atualização para quem precisa informações para facilitar o seu processo de venda de shows.

Um dos maiores labirintos onde as pessoas se perdem é acreditar no mito de que
"basta o artista estar na mídia que é fácil vender".

Pode ser que, por alguns períodos específicos, um artista ter bastante visibilidade em meios de comunicação, facilite um pouco a venda do show. Mas em geral, para ninguém é fácil vender um show. Sabe por quê?

Para vender shows de forma constante e em grande volume é preciso de técnica, como em qualquer outra profissão. E a técnica somente se adquire através de aprendizado. Uma pessoa pode cozinhar eventualmente num final de semana para si e para alguns amigos. Mas cozinhar todos os dias, para um grande volume de pessoas, só um cozinheiro.

Muitas vezes uma pessoa "pena" para vender um show pelo simples fato de que não se deu conta que precisa aprender a fazer isso. A prática ensina muito. Mas também ensina muita coisa errada.

Se permita mudar a sua rotina de trabalho. Comece o seu aprendizado de venda de shows.

Três informações importantes para você ampliar o que está fazendo e agenciar melhor seus artistas e espetáculos:

- vender é uma ação que necessita de preparação da venda, prospecção de interessados na venda, saber abordar potenciais compradores, saber sondar suas necessidades, saber formular uma proposta de valor a partir destas necessidades, saber negociar, saber fechar a venda e saber cultivar um relacionamento de longo prazo com este cliente.

- a pessoa que trabalha com agenciamento artístico precisa aprender a lidar com seus medos. O medo de ser rejeitado é um dos principais.

- utilize seu tempo de forma construtiva, sem ficar interpretando, julgando ou tentando achar explicação para o comportamento de quem está avaliando sua proposta. O seu objetivo é vender.



Ficou interessado?

Envie e-mail para alebarreto@gmail.com e receba mais informações.



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* Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares. Saiba mais

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.

+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com

sexta-feira, outubro 08, 2010

Método livre "Aprenda a Organizar um Show" estimula profissionais a trabalharem com elevado padrão de qualidade nos serviços


Turma da 9ª edição da ação cultural educativa "Aprenda a Organizar um Show" em Belo Horizonte


Por Alê Barreto*


Cheguei em casa da aula do MBA em Gestão Cultural e liguei a TV. Na Record, Dilma falou que é contra o aborto, o Serra falou que não está oferecendo cargos para ninguém, uma reportagem mostrou que vários eleitores não lembram em quem votaram e Lula discursou em algum lugar falando bem das UPPs (unidades de polícia pacificadora, uma política pública do governo Sérgio Cabral no estado do Rio de Janeiro). Em meio ao turbilhão destas e outras notícias do dia, pensei em dar continuidade as minhas impressões sobre a visita à 29ª Bienal de São Paulo, a convite do Blog Fatos e Dados da Petrobras. Há mais assuntos que preciso compartilhar sobre esta importante ação cultural. Contudo, lembrei que nem todo mundo que lê este blog é oriundo da área de artes visuais e que a razão de ser dos conteúdos do Produtor Cultural Independente é conectar pessoas interessadas no desenvolvimento do campo da produção cultural. Assim, vou me permitir falar da Bienal e de outros assuntos, alternadamente.

Semana passada, folheando a revista IstoÉ de 29 de setembro, me deparei com a seguinte frase: "Empresa brasileira leva golpe em turnê de Rihanna". Na hora, não parei para ler. Hoje, pela manhã, peguei a revista, coloquei na minha mochila e fui para o metrô. Durante o meu deslocamento até o centro do Rio, li a matéria com atenção.

Fiquei pasmo! Uma empresa brasileira pagou cerca de US$ 800 mil pelos shows da Rihanna para uma produtora que não tem relação com a cantora e agora está pedindo indenização.





Pela notícia, não é só no Brasil que é preciso elevar o padrão dos serviços oferecidos no mercado cultural. É um problema em outros países também.

Fatos como este me levam sempre a alertar meus alunos que cuidado e atenção na produção de um show nunca é demais. Na minha última turma do curso "Aprenda a Organizar um Show", em Belo Horizonte, debati com os participantes que é muito importante fazer check-lists das necessidades de produção e contar com serviços de advogados, para minimizar riscos.

Está acabando a era em que as pessoas ficavam acomodadas, afirmando a célebre frase "eu já sei fazer". Se você estudar e aprofundar a reflexão sobre suas práticas profissionais, sempre encontrará oportunidades para elevar o padrão dos serviços que oferece aos seus clientes.

Quando for contratar um show, lembre-se:

- verifique se a pessoa que está fazendo contato com você realmente tem autorização do artista ou de seu representante para efetuar a negociação do espetáculo;

- antes de assinar qualquer contrato, consulte um advogado;

- antes de fazer qualquer pagamento, certifique-se de todas as maneiras possíveis de que está negociando com uma pessoa idônea.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, agosto 10, 2010

Labirinto - agosto de 2010 - dúvidas sobre produção e gestão cultural




Por Alê Barreto*


Labirinto é um post onde são publicadas consultorias gratuitas que são realizadas para algumas questões selecionadas dentre as várias recebidas dos leitores do blog.


Pergunta sobre Produção de Bandas


2010/8/9 Fabiana Araujo

Olá Alê!

Tudo bem? Eu sou a Fabiana de Brasília, participei do curso "como produzir uma banda".

Bem, eu tenho uma dúvida, minha banda pode ter cnpj, pq o seguinte, se eu contribuir com algum dinheiro para gravar músicas por exemplo, e se eu sair um dia dela é claro que quero receber de volta porque por ser uma banda ainda "principiante" não vão colocar créditos em meu nome. Então, como poderia proceder?

Obrigada Alê!

Abraço!!!

Fabiana Oliveira de Araujo, estudante, 21 anos, Brazlândia - DF



Serviço de consultoria do Produtor Cultural Independente


Olá Fabiana, tudo bem?

Fico muito contente de ver que você está buscando aprofundar os conhecimentos que trocamos no curso "Aprenda a Produzir uma Banda".

A questão que você fala é muito interessante.

É comum quando uma banda ainda está começando que se tenham diferentes ideias e se façam diferentes arranjos de trabalho para viabilizar que as coisas aconteçam. Contudo, nem sempre estes arranjos são reconhecidos pela legislação em vigor.

Fazer um "mutirão" para arrecadar fundos e pagar o estúdio para gravação de uma música não confere a você direitos patrimoniais sobre os fonogramas (as músicas) gravados. Mas contribuir financeiramente para viabilizar a gravação da música irá permitir que o artista divulgue o seu trabalho e no futuro aumentem as chances de se começar a gerar renda através de shows.

Recomendo que se você está pensando em investir recursos financeiros em um determinado artista, estabeleça um contrato com ele, no qual estabelece um tempo mínimo de trabalho entre ambos. Isso tornará a relação mais profissional, mais organizada. O artista perceberá que você está investindo visando obter também ganhos financeiros.

Mas avalie. Nem todas as situações exigem contrato. O ideal é você detalhar bem as suas necessidades para um advogado. Ele é o profissional habilitado a aconselhá-la sobre qual é o melhor caminho a seguir.

Muito obrigado pela oportunidade de refletir mais sobre nossa profissão.

Sucesso em seu trabalho!

Um abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

sábado, março 06, 2010

Sugestão de roteiro para atender pedidos de show




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Quem trabalha com produção de artistas ou grupos artísticos, sabe que a qualquer momento pode receber uma ligação. Daí a necessidade de estar preparado para atender.

Muitas pessoas pensam que atender é fácil. Não é. Atender é um caminho longo. Uma construção. Necessita estudo e prática.

Atender bem não é dizer sim para tudo, com medo de ficar fora do mercado. Atender bem é comunicar para os seus clientes, de forma cordial, ágil e com conhecimento, quais são os produtos ou serviços artísticos você tem para oferecer.

Quem liga para fazer uma consulta sobre disponibilidade para show quer ser atendido e receber um retorno rápido.

Em meus cursos, ensino para todo mundo o seguinte:

- é muito importante atender todo mundo;
- é muito importante entender para o que estamos sendo convidados;
- é muito importante dar um retorno rápido.

Quando comecei a trabalhar com shows, carregava comigo uma "cola" com as perguntas que eu fazia para atender bem quem me ligava:

- qual é o nome do evento?
- quem são os organizadores (de quem é a iniciativa)?
- quem são os patrocinadores?
- em que local irá acontecer?
- tem entrada franca para o público ou há cobrança de ingresso?
- qual é a data e horário?
- qual o tempo de duração do show?

Veja que no meu primeiro contato eu não falo em cachê. Qual o motivo? O motivo é que nem sempre o cachê é o mais importante. De posse das informações acima, você pode conversar com os artistas e ver se é interessante fazer esta apresentação.

Se for interessante, o próximo passo é informar ao contratante que o show do artista pode ser contratado mediante pagamento de cachê (valor pela prestação de serviços artísticos), pagamento de necessidades de produção e assinatura de contrato. Necessidades de produção são, em geral, transporte, hospedagem, alimentação e um camarim básico.

Elabore você também o seu roteiro de atendimento e não perca oportunidades de vender o seu show.

sábado, fevereiro 27, 2010

Labirinto - fevereiro de 2010 - dúvidas sobre produção e gestão cultural




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante



Labirinto é um post onde são publicadas consultorias gratuitas que são realizadas para algumas questões selecionadas dentre as várias recebidas dos leitores do blog.


Pergunta sobre Shows de Abertura


2010/2/11 Cida Santos

Oi Alê,

Antes de qualquer coisa queria parabenizá-lo pelo trabalho!

Meu nome é Cida Santos, pretendo ser uma "produtora" e trabalho com algumas bandas, grupos instrumentais e artistas plásticos. Conheço um pouco do seu trabalho... entro todos os dias no seu blog, já tenho o seu livro que adquiri há mais ou menos um ano. Adoraria fazer o curso, mas estou aqui em São Paulo.

Não sei se você pode me ajudar com uma pergunta, aliás, nem sei se posso perguntar, mas se você não se importar de respondê-la, eu gostaria de saber como faço para recomendar as bandas com as quais trabalho para abrirem shows de artistas ou bandas já consagrados. Entro nos sites dos artistas mas nunca tem um espaço indicado para este fim.

Agradeco imensamente sua atenção.
Um grande abraço e obrigada,

Cida Santos, produtora cultural, 44 anos, São Paulo - SP



Serviço de consultoria do Produtor Cultural Independente


Cara Cida:

Fico muito contente que o livro esteja contribuindo com a sua vontade de trabalhar na área cultural.

Como o setor cultural e de eventos ainda está em processo de profissionalização no Brasil, não há mecanismos claro e objetivos para recomendar uma banda para abertura de shows.

No seu lugar, eu faria o seguinte: ligaria para as empresas que produzem shows grandes com frequência e perguntaria quais são os procedimentos necessários para apresentar os seus artistas.

Sucesso nas próximas ações de promoção dos seus artistas!


Um abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Dicas para levar seu show para novos palcos




Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

Receba aviso de atualização no twitter


Não existe mistério em levar um show para outra cidade. O que existe é trabalho.

Ouço muitas pessoas me perguntarem "como fazer para levar o show" para um determinado lugar. Não há fórmula que garanta o sucesso no agenciamento (venda) de um show. Mas alguns cuidados podem contribuir para que você leve sua banda ou os artistas que trabalham com você para novos palcos.


Qual é a sua?

Seja objetivo. Você toca Hip hop? Samba? Axé? Sertanejo? Hardcore? Se você ficar naquele papo "meu som não tem rótulos, não tem como defini-lo", ninguém irá adivinhar o que você está buscando.

Se você não pensou ainda sobre isso, quando for negociar seu show, apresente algumas referências do seu trabalho para a pessoa que decide que shows irão acontecer no local que você quer tocar. Por exemplo: "minha banda toca um som tipo Rolling Stones".


Onde quer tocar?

Seja objetivo. Quer tocar num bar? Num teatro? Num rodeio? Num festival? Defina a cidade e o local aonde você quer tocar.


Como funciona a contratação de shows?

Seja objetivo. Antes de sair propondo alguma coisa, pergunte como funciona a contratação dos shows. Assim você terá mais informações na hora de negociar.


Fale com quem decide

É muito comum você ligar para um espaço cultural e ser atendido por pessoas que não decidem nada, mas que acham que decidem. E é muito comum também as pessoas que decidem colocarem de propósito pessoas para fazerem o primeiro atendimento telefônico, pois é uma forma de filtrar contato com artistas amadores.

Seja objetivo. Descubra quem atende este assunto e se dirija a esta pessoa.


Show não se vende por e-mail

Muitos shows estão sendo negociados por e-mail. Mas a primeira venda em 90% dos casos é ainda por telefone ou contato presencial.

Seja objetivo. Primeiro crie uma proximidade com o contratante, para depois tratar o assunto via e-mail.


Invista uma parte do seu tempo montando uma boa lista de contatos quentes

"Contatos quentes" são pessoas que já contrataram shows e há probabilidade de que podem contratar o seu.

Seja objetivo. Pegue suas anotações, bilhetinhos, dicas e monte uma tabela atualizada de contatos.


Tenha um bom material de apresentação

Em meu livro "Aprenda a Organizar um Show", no capítulo "Divulgação", ensino que todo o produtor executivo (ou artista que faz produção executiva) teve ter disponível:

- release atualizado do artista ou do show;
- fotos de divulgação recentes (com crédito do fotógrafo), em meio físico e eletrônico, em alta resolução;
- clipping (matérias, fotos, notas, resenhas e críticas publicadas ou veiculadas sobre os músicos ou o espetáculo);
- músicas (CD e MP3);
- material audiovisual (DVD, fita beta, HD).

Seja objetivo. Se você não tem estes materiais, comece a providenciá-los. Muitas vendas de shows são perdidas por falta de um bom material de apresentação.


Não espere a união da classe: comece a telefonar

Trabalhar de forma associativa e colaborativa é ótimo. Acredito nisso. Mas eu não fico esperando que os demais produtores culturais criem blogs como este para eu escrever os meus textos.

Seja objetivo. Se você quer tocar, tem que fazer o mesmo: se mexer. Se quer levar o show de seus artistas para novos palcos, não dá para ficar esperando. Tem que se mexer.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Conheça a Feira Música Brasil 2009


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Estão abertas as inscrições para a Feira Música Brasil 2009, que acontece de 9 a 13 de dezembro em Recife, Pernambuco.

Quando saiu o primeiro edital, em 2006, para a Feira Música Brasil que aconteceria em 2007, eu e o músico Richard Serraria, que dividia comigo as atividades de produção na banda independente Bataclã FC (Porto Alegre/RS) nos empenhamos em fazer a inscrição. Não lembro por qual motivo, mas acabamos indo encaminhar o material no último dia, que era uma sexta-feira, minutos antes de fechar a agência do correio. Não saiu muito caro produzir o material solicitado e também não era muito cara a despesa de envio.

Passaram-se os dias. Nós íamos no site da feira e nada. Chegou um momento que nós pensamos "puxa, toda aquela correria pra nada". Aí saiu a primeira parte dos resultados. Não tínhamos sido selecionados. De novo, bateu o desânimo, uma frustração de não ter sido escolhidos. Passaram alguns dias e uma pessoa da produção da feira ligou para o meu celular, para informar que



o clipe da música "Amigo Frank" (que tem cenas gravadas com o Frank Jorge) havia sido selecionado para a mostra que aconteceria nos telões durante a feira. Aí foi aquela festa!

Na época, eu não tinha grana para ir ao evento. Se tivesse, teria ido com certeza.

Dias após ter encerrado o evento, encontrei com aquela que viria ser uma futura namorada e ela me mostrou o material que estavam distribuindo no evento para todos os participantes: um DVD com os clipes e os contatos da banda. Novamente eu fiquei contente, pois era outra boa oportunidade de divulgar o nosso trabalho. Em resumo: com um pouco de organização e uns 35 reais, a gente divulgou o clipe para mais de 1000 pessoas. E melhor: um público qualificado do mercado musical.

Não trabalho na divulgação do evento e nem tenho nenhuma ligação com qualquer uma das empresas, associações ou órgãos públicos responsáveis pela realização do evento. Dei este breve depoimento para mostrar para músicos, produtores, empresários e agente de artistas da música que é preciso ação. Sempre que aparecer um edital, vá em frente. Não fique pensando "será que vale a pena...".



Quem tiver interesse, só acessar o link.


Aproveite as oportunidades que cruzam o seu caminho. Responda as perguntas que a vida faz a você.