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quinta-feira, agosto 21, 2014

Livro "Viver de Música – Diálogo com artistas brasileiros" de Benjamim Taubkin



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Não li ainda, mas recomendo, pela consistência do trabalho do Benjamin Taubkin e pela sua preocupação com olhar amplo e compartilhamento do conhecimento. Conheci ele em 2005, em Salvador, no Mercado Cultural.



Livro ‘Viver de Música – Diálogo com artistas brasileiros’, de Benjamim Taubkin
Em ‘Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros’, dezoito artistas brasileiros consagrados falam a Benjamim Taubkin a respeito das peculiaridades e dificuldades de seu ofício

Que caminhos podem se abrir para o jovem que deseja ser músico hoje? Como se vive de música no Brasil atual? Para responder a essas perguntas, Benjamim Taubkin entrevistou dezoito profissionais, de diferentes gerações e estilos. O resultado desses encontros está reunido em Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros, livro que a Bei Editora acaba de lançar.

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Como Taubkin, os entrevistados são profissionais que alcançaram sucesso e reconhecimento em suas carreiras e, nos encontros com o autor, abordam assuntos prementes para quem decide abraçar o ofício musical: temas como a questão da vocação, a formação, as influências, o retorno financeiro e a organização do dia a dia. Os diferentes caminhos revelados pelo livro mostram ao público leigo – como o jovem que quer ser músico ou os pais que almejam orientar seus filhos na escolha profissional – que a carreira musical pode oferecer ao profissional uma versatilidade surpreendente.


Embora as entrevistas seguissem um roteiro predeterminado, do nascimento do interesse por música até um balanço sobre suas decisões profissionais, cada uma delas é única, refletindo a voz, a personalidade e o espírito dos entrevistados – nomes tão diversos quanto os do maestro Jamil Maluf, do multi-instrumenta Egberto Gismonti e do produtor Beto Villares, entre outros.

A variedade que se expressa em Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros faz do livro um amplo painel não apenas do mercado profissional no país, mas também das dificuldades e dos prazeres inerentes à atividade artística em qualquer tempo ou lugar.

Viver de música – Diálogos com artistas brasileirosreúne entrevistas com:

ADRIANA HOLTZ | ARI COLARES | ARTUR ANDRÉS | BETO VILLARES |

BRAZ DA VIOLA | DIMOS GOUDAROULIS | EGBERTO GISMONTI | FÁBIO TORRES |GUILHERME RIBEIRO | GUITINHO | JAMIL MALUF | MARCOS SUZANO | MAURO RODRIGUES | NÁ OZZETTI | PAULO FREIRE | SIBA | SIMONE SOU | VITOR RAMIL

Português • 1ª edição 2011

240 pp. • 13,2cm x 20,5 cm

ISBN 978-85-7850-051-1

R$ 49,00





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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
É um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

sexta-feira, julho 16, 2010

Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?




Por Alê Barreto*


Em junho recebi a divulgação do lançamento de Fazer e Vender Cultura, uma revista online de produtores para produtores. Gostei muito da iniciativa e anotei em minha agenda para entrar em contato para saber mais informações. Para minha surpresa, Miguel Gomes, publisher da revista, entrou em contato e me convidou para escrever um artigo. Sugeri que antes a gente se encontrasse para trocar informações.

Fomos parar lá no Cine Odeon, centro do RJ. Tomamos seis xícaras de café expresso. Toda conversa girou em torno de uma preocupação comum a nós dois: sistematizar conhecimentos de produção cultural.

Num dos momentos da conversa, disse para ele que estamos num momento muito favorável para cultura. Esta reflexão me inspirou a escrever o meu primeiro artigo publicado na revista.

Leia Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, dezembro 22, 2009

Um produtor cultural independente pode aprender a ampliar a sua visão


Desenhos de Oscar Niemeyer exibidos no filme "A Vida é um Sopro"


Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter

É comum nesta época do ano as pessoas julgarem o ano: foi ruim ou foi bom. Os que julgam que foi ruim, em geral, gastam ainda mais tempo e energia na "nostalgia da desgraça": o ano foi ruim porque roubaram o meu carro, porque cancelaram muitos patrocínios para a área cultural, etc. Os que julgam que o ano foi bom, em geral, só comemoram, não se detém a avaliar muito o ciclo de tempo que está terminando.

Lembro que uma vez eu estava em frente a minha terapeuta e quando falei como havia sido o meu ano, ela disse: "você está operando pela falta. Está enfatizando o que faltou. Tente ver a sua trajetória pelo que você conseguiu construir".

É fácil a gente ver o que deu errado. Leva tempo para aprender a perceber a construção. Mas eu prefiro a segunda alternativa.

Então proponho que a gente se movimente, saia das posições "o ano foi ruim" ou "o ano foi bom".

Tarefa de casa para os próximos dias: visualizar os avanços, as mudanças das nossas percepções, como encontramos alternativas para superar os obstáculos e o que conseguimos realizar. Faça este mesmo exercício em relação aos movimentos que você fez buscando atuar como um produtor cultural independente.

Para ajudar no exercício, deixo com vocês o trailer do documentário "A Vida é um Sopro", onde Oscar Niemeyer dá uma grande lição de vida.

quarta-feira, setembro 16, 2009

O Produtor Cultural e o Produtor de Eventos


Alê Barreto trabalhou num show de rock ou num evento de entretenimento?



Por Alê Barreto


Uma grande dúvida de quem começa a fazer produção cultural é entender qual é a diferença entre produção cultural e produção de eventos. Em alguns contextos, a prática destas atividades é muito parecida. Em outros, radicalmente diferente.

Em geral, quem trabalha com produção cultural, associa os significados de sua atividade às artes. Esta associação leva muitas pessoas a pensarem que sua atividade não tem relação com atividades econômicas. O pesquisador José Carlos Durand cita no prefácio do livro A Economia da Cultura de Françoise Benhamou que "(...) existe uma relutância institucionalizada em reconhecer que as práticas culturais e os bens e serviços que dela resultam sejam presididos por lógicas de interesse, inclusive e sobretudo o interesse econômico". Essa relutância cristaliza em muitas pessoas a certeza de que a diferença entre a produção cultural e a produção de eventos é predominantemente relacionada a ter ou não interesse econômico.

Já deu para perceber que não é a questão econômica que diferencia produção cultural de produção de eventos.

Vejamos então o seguinte exemplo: uma empresa contrata um artista para fazer um grande show musical e pretende aproveitar este momento para divulgar a marca de seus produtos. Quem trabalhar no show é produtor cultural ou produtor de eventos?

Do ponto de vista "prático", as atividades operacionais destas duas profissões são muito similares. Para trabalhar na logística do show, podemos denominar as pessoas de produtores, produtores executivos, produtores culturais, produtores de eventos ou assistentes de produção.

Na medida que saimos do plano operacional de execução do show e vamos em direção ao plano estratégico, começamos a ver com mais clareza as diferenças.

No exemplo anteriormente apresentado, há uma tendência de que o produtor cultural pense os conceitos que irão nortear o show, a partir do briefing que receba do produtor de eventos, que geralmente trabalha com a área de marketing das empresas.

Mas o inverso também pode acontecer: uma gravadora quer lançar um CD e pretende fazer um coquetel para divulgar este produto cultural para formadores de opinião. Nesta situação, o produtor de eventos responsável pelo coquetel poderia receber o briefing do produtor cultural, para que o evento (ou ação cultural?) esteja em sintonia com o trabalho, os conceitos e a trajetória do artista.

Afinal, há diferença entre a produção cultural e a produção de eventos? Sim.

Para entendermos o papel do produtor cultural, vou utilizar a definição apresentada por Romulo Avelar, autor do livro O Avesso da Cena: o produtor cultural, de um ponto de vista amplo, ocupa o papel central de intermediar e promover o diálogo nas diferentes relações entre artistas e profissionais da cultura, público, mídia, Poder Público, empresas patrocinadoras e espaços culturais.

O produtor de eventos, além de também produzir eventos culturais, que é uma das muitas ações do produtor cultural, "organiza, planeja, orienta e acompanha todas as fases da realização de um evento de qualquer tipo, seja uma festa, um show, uma formatura, uma convenção, uma feira, um congresso, um casamento, etc, para empresas ou organização públicas ou privadas", segundo definição do site Brasil Profissões.

quarta-feira, maio 13, 2009

Um produtor cultural aprende com outro produtor cultural


Alunos da disciplina de "Administração e Gerência Cultural II", do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


No último dia 12 de maio eu realizei um sonho que cultivo desde que iniciei minha carreira independente em 2003: estabelecer um diálogo com estudantes de graduação em Produção Cultural.

Este encontro foi possível graças a ação da estudante Maria Mendes e uma amiga sua, ambas alunas do curso de graduação em Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense, que organizaram a vinda dos alunos da disciplina de "Administração e Gerência Cultural II" ao Grupo Nós do Morro, local onde atuo como administrador e produtor cultural.

Esta oportunidade foi muito rica em aprendizados, os quais eu gostaria de compartilhar com os produtores culturais independentes que participam deste blog:

- é possível, necessário e mais fácil do que a gente imagina fazer um intercâmbio entre um centro de produção de conhecimento e um centro cultural independente;

- há muito espaço hoje no Brasil para que sejam criadas ações conjuntas entre projetos culturais independentes e a universidade, visando ampliar a organização e a educação das pessoas para a produção cultural;

- os alunos de produção cultural precisam de oportunidades de estágio; é imprescindível que os gestores de instituições públicas e privadas compreendam a necessidade de criar programas estruturados de estágio, que são possibilidades de se melhorar a qualidade das ações culturais realizadas hoje no país;

- um produtor cultural deve ser como estes estudantes: curioso, atento e ativo.

Por fim, a professora Margarete, que acompanhou a turma, questionou-nos sobre "qual era a noção de cultura que norteava as ações do nosso trabalho". A partir disso, achei importante multiplicar para outras pessoas a idéia de que um produtor cultural independente não pode ter uma visão limitada sobre um fenômeno tão complexo como é a cultura. Devemos estar abertos para ampliar nosso entendimento sobre o que é a cultura, ou melhor, o que são as várias culturas.

Saiba mais sobre o curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense

quarta-feira, março 11, 2009

Conheça o Observatório de Favelas

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Por Alê Barreto

Em agosto de 2008, publiquei o artigo "A representação das favelas no imaginário social e a atualização do mito da marginalidade", de Fernando Lannes Fernandes, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFRJ, publicado originalmente no site do Observatório de Favelas.

Agora, no mês de março, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Observatório de Favelas, uma organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos.

Então, trago agora a dica para que os produtores culturais independentes conheçam o trabalho desta instituição, que busca afirmar uma agenda de Direitos à Cidade, fundamentada na ressignificação das favelas, também no âmbito das políticas públicas.



Fábio Caffé/Imagens do Povo

O Observatório de Favelas (OF) têm um site muito interessante. Você encontra nele links para sua trajetória e vertentes de trabalho, projetos e ações e acervo.

Acredito que o Observatório de Favelas é uma importante referência para quem busca informações para formatar projetos que utilizem a cultura como recurso para inclusão social.

sábado, janeiro 17, 2009

Como educar pessoas para Produção Cultural?




Por Alê Barreto

Em 2007, publiquei no Overmundo o texto "Vamos educar pessoas para Produção Cultural", que foi novamente publicado neste blog e no Guia do Mercado Brasileiro da Música 2008/2009. Neste texto, provoco o debate e a reflexão da necessidade de se estruturarem cursos em diferentes níveis, para que no médio e longo prazo nosso setor cultural possa dar um salto qualitativo.

Agora vou tecer algumas possibilidades de como cada cidadão pode contribuir para educar pessoas para produção cultural.

Ensino fundamental

Se você é educador de disciplinas como artes ou música, procure sistematizar e publicar suas experiências em atividades de organização de exposições, teatro ou apresentações musicais. Isso permitirá que outros professores aprendam como incluir e desenvolver o ensino de produção cultural.

Toda escola é um centro cultural em potencial.


Ensino Técnico

Há poucas escolas de ensino técnico no Brasil que trabalham com produção cultural. Mesmo assim, é importante que os educadores destas instituições também sistematizem e publiquem suas experiências. E é preciso também que gestores de escolas técnicas conheçam a experiência destas escolas.

Onde pode se estudar ou trocar experiências:

Escola de Artes Técnicas Luís Carlos Ripper - possui os cursos de Administração Teatral, Camareira (o) teatral, carpintaria teatral, contra-regra e direção de cena, eletricista cênico, lâminação, maquiagem e caracterização, produção executiva teatral, entre outros.

Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1364, Mangueira, Rio de Janeiro/RJ
Fone: (21) 3234-9010/(21) 3234-9030


Escola Adolpho Bloch(Rio de Janeiro/RJ) - possui os cursos de Técnico em Produção Cultural e Eventos e Técnico em Produção e Pesquisa Audiovisual.

Endereço: Av. Bartolomeu de Gusmão, 850, São Cristóvão
Fone: (21) 2299-4584/(21) 2299-4585/(21) 2567-7203


Graduação

O ensino de graduação em Produção Cultural é muito recente. O primeiro curso foi criado em 1995.

Onde pode se estudar ou trocar experiências:

Os três cursos mais conhecidos são: Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal da Bahia e Universidade Cândido Mendes. No Rio de Janeiro há ainda o curso superior de Tecnologia em Produção Cultural no Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis.

Recentemente foram criados três cursos novos no RS, relacionados a área de produção cultural. Em São Leopoldo, na Unisinos, é possível fazer o curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock, voltado para o mercado da música, ou o curso de Formação de Escritores e Agentes Literários voltado para área de literatura e mercado editorial. Em Pelotas é possível estudar Tecnologia em Produção Fonográfica, também voltado para o mercado da música.


Pós-Graduação

A oferta destes cursos têm crescido. Há cursos sendo oferecidos por instituições reconhecidas pela sua qualidade de ensino. Um bom exemplo disso é o MBA em Gestão e Produção Cultural oferecido pela Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro. Veja o programa.

Onde pode se estudar ou trocar experiências:
Veja os links da seção "estudar em cursos de pós-graduação", que está ao lado direito da tela.


Ensino à Distância

Essa talvez seja a alternativa mais promissora para suprir a carência de informações sobre produção cultural em nosso país.

Onde pode se estudar ou trocar experiências:

A empresa Duo Informação e Cultura, de Belo Horizonte, oferece cursos voltados para qualificação dos profissionais das áreas da cultura e responsabilidade social.


É importante começar

Como você pode ver, a área de educação para produção cultural está nascendo no Brasil. É preciso estruturar a oferta deste ensino em nosso país.

Uma boa forma de buscar contribuir com este processo é mobilizar artistas, produtores culturais independentes, associações, secretário de cultura, prefeito, deputados, intelectuais, jornalistas, reitores de universidades e outros formadores de opinião, para trabalhar em prol da criação de cursos de produção cultural em sua cidade, principalmente graduação, pós-graduação e extensão, sejam eles presenciais ou por ensino à distância.

Sua ação, além de contribuir com o desenvolvimento do setor cultural, irá contribuir com o desenvolvimento do país, uma vez que o Brasil ocupa um lugar de destaque no cenário internacional, no que tange à sua diversidade cultural.

sábado, janeiro 10, 2009

Estratégia é uma aliada da Produção Cultural


"Man in the Cafe", Juan Gris, 1912. Disponível em www.ibiblio.org/wm/paint/auth/gris/cafephil.jpg

Por Alê Barreto

Há poucos dias escrevi algumas idéias que julgo interessantes para alavancar as nossas realizações culturais em 2009.

Uma das idéias foi "(...) desenhe um "passo-a-passo" de como pretende alcançar seus objetivos no longo prazo. Se pretende ser um produtor cultural e viver somente disso, planeje como pode ir fazendo uma transição de sua profissão atual para a nova atividade".

Então vamos começar.

Planejamento é uma palavra que muitas vezes no meio cultural soa como um bicho de sete cabeças. Mais não é.

Partindo da definição da palavra, segundo o dicionário Michaelis, planejamento é o "(...) ato de projetar um trabalho, serviço ou mais complexo empreendimento; determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los; planificação de serviços".

Para mim, numa definição mais prática, o planejamento é um mapa em construção, que nos auxilia a atravessar um mar de incertezas que nos aguardam no futuro.

Podemos planejar o que quisermos. Mas temos que saber de antemão que planejamento é uma tentativa de chegar a algum lugar. Mas a tentativa somente será bem sucedida se soubermos lidar com fatores externos alheios à nossa vontade.

Na área de produção cultural, pelo fato de ainda estar iniciando a sistematização de conhecimentos nesta área no Brasil, a noção de planejamento é bastante limitada, precisa ser ampliada. Em geral os produtores culturais pensam que o planejamento serve somente para apresentar propostas para o Ministério da Cultura, para secretarias de cultura dos estados e municípios ou para tentar captar patrocínio junto aos departamentos de marketing das empresas.

Para mim, a principal contribuição que os diferentes métodos de planejamento podem oferecer para os profissionais da cultura é que possibilitam que se trabalhe com estratégia. E trabalhar com estratégia aumenta muito a probabilidade de sermos bem sucedidos.


Veja dicas do escritor Roberto Shinyashiki




Antes de planejar um evento, uma exposição de artes, uma peça de teatro, um festival, antes de sair prometendo para as pessoas que irá "fazer e acontecer", aprenda a iniciar um negócio ou repense o seu empreendimento.

Uma boa oportunidade de se aprender a planejar é entrar em contato com o SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Através deste link você pode fazer cursos gratuitos, aprimorar sua formação e aumentar consideravelmente as chances de obter bons resultados em 2009.

Outros links no site do Sebrae que irão auxiliar no seu planejamento:

Cultura e Entretenimento

Panorama da Cultura no Brasil

Gestão Cultural

Produção Cultural

Empresas ligadas à cultura poderão contar com apoio financeiro
Seleção do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Sebrae e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) prevê recursos não-reembolsáveis de até R$ 4 milhões para inovação nos segmentos de música, audiovisual, manifestações populares e artes cênicas

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Produção Cultural Independente e a nova reforma ortográfica

Por Alê Barreto


Jornal Nacional exibido no dia 30/12/2008

Uma das primeiras mudanças que ocorreram em 2009 é reforma ortográfica. Acredito que a maioria dos brasileiros, como eu, acabou recebendo a notícia através dos noticiários de televisão.

Como estou habituado com o sistema ortográfico antigo, sai vasculhando na internet alguns endereços onde fosse possível saber mais sobre o assunto.

O que tem haver um blog intitulado "Produtor Cultural Independente" com "reforma ortográfica"? Tudo. Não é possível pensar em organizar uma ação cultural sem pensar em comunicação. Logo, também não é possível pensar em comunicação sem pensar no conhecimento e na prática da escrita da língua portuguesa.

Mas alto lá! Não estou me propondo a passar um sermão sobre a importância de escrevermos o mais correto possível. Aliás, este texto está sendo escrito ainda no sistema ortográfico antigo e sujeito a alguns "escorregões".

Acho importante que a gente entenda um pouco do "conceito", ouça opiniões com visões diferentes sobre as mudanças e veja onde pode consultar mais sobre o assunto.



Dad Squarisi e Márcio Cotrim no programa "Sempre um Papo" - parte I




Dad Squarisi e Márcio Cotrim no programa "Sempre um Papo" - parte II




Programa "Entre aspas" com Mônica Waldvogel




Entrevista do Professor Moreno no programa "Sem Censura"


Por fim, para redigir seus projetos, releases e artigos culturais em 2009, você pode utilizar o Guia Prático da Nova Ortografia lançado pela Editora Melhoramentos e também instalar um corretor ortográfico adaptado à nova língua.

domingo, dezembro 28, 2008

10 idéias para fortalecer suas ações culturais em 2009


Imagem: Gustavo Alves (www.bancodeimagem.com.br)


Por Alê Barreto

Faltam poucos dias para o ano novo. Acho importante neste período fazermos um balanço do ano, mas um pouco diferente do que geralmente se recomenda. Terminar o ano catalogando nossas experiências como "certas" ou "erradas" ou como "bem sucedidas" ou "mal sucedidas" reduz muito a visão do que pode ser a nossa vida.

Então, eu proponho que cada um escolha um jeito bem prazeiroso de rever o ano: tirar um dia inteiro na praia, fazer uma excursão para alguma cascata, passar um final de semana na casa de parentes que moram no interior, visitar amigos que há muito tempo não vê, etc. O importante é criar um ambiente agradável que você se sinta à vontade para perceber a beleza de sua vida.

Vá anotando em um papel, máquina de escrever ou computador os eventos e experiências que você considerou que foram mais importantes para o seu aprendizado, para sua evolução como profissional que atua em prol da produção cultural.

Procure agora ver que ações tiveram maior impacto, que contribuiram para você atingir ou se aproximar dos seus objetivos.

Feita esta análise, misture ao seu planejamento algumas idéias para fortalecer suas ações culturais em 2009:


Disciplina
Esta é uma característica que precisamos desenvolver durante toda nossa vida. Quanto mais exercitamos a disciplina, mais facilmente conseguimos utilizá-la em prol dos nossos projetos.

Não adianta escrever um pedaço do projeto num dia, parar e retomar o assunto daqui há dois meses. Tente escrever pouco a pouco, com mais frequência, até concluir.


Gestão do tempo e o ritmo de cada um
Um dos maiores obstáculos para um produtor independente é a dificuldade de lidar com o fator tempo.

Para que seus projetos comecem a fluir, é importante entender que todos temos ritmos diferentes. Ficar irritado que "os outros são muito lentos" ou chateado por que não consegue trabalhar na mesma velocidade da sua equipe pouco irá contribuir para que você consiga melhorar o seu desempenho.

É importante perceber qual é o seu ritmo e quais são os ritmos dos seus parceiros, para que você possa "dosar" quanto tempo cada um deverá destinar para a realização de um projeto.

Inicie o ano melhorando sua capacidade de prever o tempo necessário para a realização de suas atividades e conclusão dos seus projetos.


Comunicação
Seus parceiros entendem suas idéias? Os artistas que trabalham com você têm noção do que você está fazendo para potencializar as suas ações culturais?

Veja em que aspectos a sua comunicação pode ser melhorada.


Sustentabilidade
Em meu livro "Aprenda a Organizar um Show" eu falo no último capítulo: "procure sempre trabalhar em shows que contribuam para o seu sustento. A ansiedade gerada por dificuldades financeiras faz com que as pessoas desistam de trabalhar como produtores".

Isso se aplica a peças de teatro, espetáculos de dança e quaisquer outros projetos. É fundamental se organizar para ter sustentabilidade naquilo que você escolheu fazer.


Informação sobre o mercado cultural
Procure sites, revistas, livros e outras publicações que sirvam de referência para você avaliar o mercado cultural que pretende atuar.


Estratégia
Não pense somente no curto prazo. Desenhe um "passo-a-passo" de como pretende alcançar seus objetivos no longo prazo.

Se pretende ser um produtor cultural e viver somente disso, planeje como pode ir fazendo uma transição de sua profissão atual para a nova atividade.


Paciência
Mudanças importantes nem sempre acontecem do dia para noite. Entrar em pânico não irá ajudar em nada. Se você planejou algo para 2008 e não aconteceu, avalie, mude o seu roteiro, tenha paciência e invista novamente no que você acredita.


Qualidade de vida
Profissão nenhuma vale a pena se o exercício dela não lhe traz qualidade de vida.

Veja de que forma você pode trabalhar com a cultura em 2009 da maneira mais saudável possível. Um produtor deve sentir prazer pelo que faz.


Estude
Inicie o 2009 estudando. Para isso você têm à sua disposição: livros, revistas, conteúdos livres na internet, cursos livres, ensino à distância e ensino formal (fundamental, médio e superior).

Um produtor cultural independente precisa estudar para ampliar seu desenvolvimento.


Construa sua carreira
Trabalhar de forma independente é bem diferente do que ter um emprego comum. Como prestador de serviços, você precisa construir um portfólio com bons trabalhos, para que as pessoas tenham interesse em contratá-lo.

Construa uma carreira com trabalho, respeito, equilíbrio e que tenha a sua cara.


Um ótimo 2009 a todos!

quinta-feira, novembro 27, 2008

Um Livro em Turnê no Sul da Terra


Alê Barreto fez a turnê de lançamento de "Aprenda a Organizar um Show" no RS


Artigo de Rodrigo DMart publicado no site Overmundo


O produtor cultural Alê Barreto realizou entre os dias 14 a 17 de novembro a primeira turnê de lançamento do livro "Aprenda a Organizar um Show" no Rio Grande do Sul.

Foi uma pequena caravana que passou por três cidades (e um balneário) em quatro dias de viagem. Na estrada, o autor e os editores, Rodrigo dMart e Yara Baungarten, puderam entender melhor o significado do trabalho colaborativo e sentir um pouco do impacto do lançamento do livro. O projeto começou nas páginas do Overmundo e hoje se espraia de modo híbrido, virtual e real, pelo Brasil afora.



A primeira etapa da turnê aconteceu no dia 14, sexta-feira, em Pelotas, cidade-pólo da região sul, conhecida como a terra dos doces. Alê falou com músicos, produtores e alunos do curso de Tecnologia de Produção Fonográfica. O curso, em nível de graduação, está em seu primeiro ano de atividade e cumpre uma função de qualificação técnica na produção artística da cena local. A palestra aconteceu na recém inaugurada sala multiuso, no campus II do Centro de Comunicação e Educação, da Universidade Católica de Pelotas.



A viagem prosseguiu pela zona sul no dia seguinte, sábado, na praia do Cassino. No início da tarde, a primeira parada foi no Ponto de Cultura ArtEstação. O espaço, sediado em uma antiga estação de trem, abriga manifestações e oferece oficinas nas áreas de artes plásticas, artesanato e vídeo, além de disponibilizar uma lan-house para crianças e jovens do balneário.



Na sequência, sempre na companhia do produtor cultural Paulo Bastos, a trupe se deslocou para o StudioBeer,no centro da cidade de Rio Grande. Lá, o grupo encontrou, com grata surpresa, um espaço híbrido que reúne estúdio e bar, integrado com um sistema audiovisual que permite, por exemplo, que o público assista do bar o que os músicos executam no estúdio. Um espaço perfeito para rodadas de negociações, gravações e transmissões de música para a web.

Outro ponto alto deste encontro foi conhecer o trabalho da Associação das Micro, Pequenas e Médias Empresas de Rio Grande (AMPERG) que há dois anos atua na organização dos artistas rio-grandinos e no mapeamento destas atividades.

Leia o artigo na íntegra

quarta-feira, novembro 19, 2008

Vamos educar pessoas para a produção cultural?



Por Alê Barreto

Uma das formas mais correntes de se iniciar um trabalho com produção cultural independente é através de atividades práticas. No percurso de uma formação autodidata, uma das preocupações é entender o que é e quais são as atividades da “produção cultural”. Para obter algumas respostas a este questionamento, uma alternativa pode ser entrevistar produtores que atuam há mais tempo, bater papo com muita gente da música, das artes cênicas e visuais.

Em 90% das conversas, é comum que se escute frases como "não temos produtores", "faltam bons profissionais na área de produção", "desisti de procurar produtores, é tudo uma máfia". Vamos agora fazer uma breve análise destas respostas.

Ao ouvir repetidas vezes que não temos produtores culturais e perceber que, apesar disso, acontece muita coisa no mundo da cultura, verifica-se que "não ter produtores culturais" significa nestes casos "temos poucas pessoas que se dedicam integralmente a esta atividade". Se comparado com o número de pessoas que se dedicam à criação cultural (escritores, músicos, atores, dançarinos...), o número de produtores culturais será sempre menor. Isso pelo fato de que o produtor cultural, num resumido conceito (e que não pretende ser o único) dedica-se a "fazer acontecer" a criação cultural. Se o produtor cultural for outra pessoa que não o próprio criador cultural, e isso é uma decisão de cada um, haverá sempre muito mais criadores do que produtores. Mas, no fundo, todos sabem que quando "não há produtores" os artistas tornam-se seus próprios produtores. Logo, não existe o problema quantitativo: há um número suficiente de pessoas que podem ser produtores culturais, provenientes de todos os ramos da arte e inclusive de outras áreas do conhecimento (jornalistas, publicitários, advogados, administradores, arquitetos, economistas, sociólogos, antropólogos...).

Vejamos a segunda frase: "faltam bons profissionais na área de produção". Será verdade? Num país que tem 5520 municípios distribuídos em 26 estados e um distrito federal, são necessárias informações mais concisas para que se chegue a alguma conclusão. Repetindo a frase e incluindo uma segmentação por área artística tem-se “faltam bons profissionais na área de produção da música”. Agora, adicionando ainda a segmentação geográfica à esta nova frase: “faltam bons profissionais na área de produção da música no estado do RS”.

Este breve exercício pretende apontar duas questões que derivam disso: muitas vezes os dados são comparados a partir de bases incompletas e há falta de informações integradas sobre os mercados culturais existentes no Brasil. Não se deve esperar que uma cidade como Porto Alegre tenha o mesmo número de produtores que o Rio de Janeiro. Além disso, se for avaliado o grau de informalidade com que ocorrem as relações de trabalho e prestação de serviços na área nota-se que não há um local onde estas informações estejam acessíveis de forma direta.

Por fim, o conceito de "bons profissionais" passa por uma avaliação feita por uma massa crítica formada hoje por 99% de pessoas que exercem a atividade de produção cultural das mais diferentes formas e com os mais diferentes critérios, pelo fato de que a produção cultural como disciplina existe a pouco mais de 10 anos no Brasil, enquanto curso de graduação. Como seria se todos os prédios existentes no Brasil tivessem sido construídos por milhares de engenheiros, há vários séculos, mas só há duas décadas tivessem surgido as três primeiras faculdades de graduação em engenharia? Com que critérios estes engenheiros iriam avaliar quem é bom ou mau profissional?

A falta de acesso à educação para a atividade de produção cultural prejudica todo o sistema de cultura existente no país, pois limita a oportunidade de aprendizado e qualificação para o desempenho desta importante atividade: somente poderão ser bons produtores, bons no sentido de profissionais qualificados, aqueles que trabalharem com produtores com longa experiência prática (nem sempre livre de equívocos), que tenham trabalhado/estudado com artistas e produtores de países onde o sistema cultural é mais desenvolvido ou que tenha estudado nestes três primeiros cursos de graduação em produção cultural.

“Desisti de procurar produtores, é tudo uma máfia". Esta afirmação geralmente é feita por pessoas que conhecem pouco desta atividade ou que não entendem a importância da mesma. Iluminador é importante. Roadie é importante. Técnico de som é importante. Diretor de palco é importante. E o produtor cultural é muito importante. Conforme definição da produtora Marina Vieira, da ONG Tangolomango, o produtor proporciona "as trocas necessárias, o encontro entre os diferentes atores que irão realizar a ação cultural”.

Constatado que quantitativamente muita gente pode exercer a atividade de produção cultural, que é uma atividade muito importante e que há poucas oportunidades de ensino especializado desta atividade, fica aqui a proposta de que cada criador cultural e os produtores independentes de cada cidade do país se articulem para que em suas cidades sejam criados cursos técnicos (nível médio) e cursos de graduação em produção cultural. E isso pode ser feito através de parcerias com escolas técnicas e universidades já existentes. É um processo longo, que precisa sensibilização, articulação, mas que no médio e longo prazo irá fazer o setor cultural dar um grande salto qualitativo.

Ao invés de reclamar, vamos educar as pessoas para a produção cultural?

quarta-feira, novembro 12, 2008

Palestras e sessões de autógrafos do livro "Aprenda a Organizar um Show" no RS em novembro


Foto: Paola Gatto Pacheco


O produtor cultural Alê Barreto faz turnê de lançamento de seu primeiro livro, Aprenda a Organizar um Show, entre os dias 14 e 17 de novembro.

Ele ministra palestra em Pelotas, no Curso de Tecnologia em Produção Fonográfica, no campus II da Universidade Católica, no dia 14, sexta-feira, às 18h30. E no dia 16, domingo, ele participa de sessão de autógrafos na 36ª Feira do Livro de Pelotas, às 18h.

Ainda na zona sul, no dia 15, sábado, Alê conversa com produtores e músicos no Ponto de Cultura ArtEstação, às 15h, no Cassino, e no StudioBeer, às 17h, em Rio Grande, ambas mediadas pelo produtor cultural Paulo Bastos.

Na segunda-feira, dia 17, é a vez de Porto Alegre. Alê Barreto fala sobre produção cultural e economia da cultura, na Palavraria, às 19h, com a presença do músico Moysés Lopes, da Camerata Brasileira e mediação de Rodrigo dMart, editor do livro e integrante da banda Doidivanas. Na seqüência, acontece sessão de autógrafos.

Todos os eventos têm entrada franca.


SOBRE O LIVRO

Aprenda a Organizar um Show é uma excelente fonte de consulta para músicos e produtores iniciantes, mostrando linhas guias de trabalho para os profissionais do mercado e gestores culturais.

A obra iniciou no blog do autor, em 2006, e foi publicada em fascículos no portal Overmundo, especializado em cultura brasileira, entre 2007 e 2008. Até setembro de 2008, os 28 capítulos disponíveis no portal registram cerca de 50 mil downloads.

Aprenda a Organizar um Show é o primeiro lançamento da Imagina Conteúdo Criativo, uma iniciativa editorial dos jornalistas Rodrigo dMart e Yara Baungarten, que também assina as ilustrações do livro. O projeto gráfico tem a autoria de Everson Nazari.


SOBRE O AUTOR

Alexandre Barreto é gaúcho, natural de Cachoeira do Sul (RS), bacharel em administração de empresas com ênfase em marketing (UFRGS). Atualmente trabalha como administrador cultural na ONG Nós do Morro, no Rio de Janeiro. Já atuou na produção executiva de shows, festivais e projetos musicais como Claro que é Rock, Ibest Rock, Acústico MTV Bandas Gaúchas. Além disso, prestou serviços para artistas da cena musical independente brasileira, como Pata de Elefante, Marisa Rotenberg, Angelo Primon, Bataclã FC, Monica Tomasi, Antonio Villeroy e Doidivanas.


SERVIÇO

Programação de lançamento de “Aprenda a Organizar um Show”

Dia 14/11 - Sexta-feira
18h30 - Centro de Educação e Comunicação - Sala multiuso
Campus II - UCPel - R. Almirante Barroso, 1202 - Pelotas

Dia 15/11 - Sábado
15h - ArtEstação - Av. Rio Grande, 500 - Cassino
17h - StudioBeer - Rua General Canabarro, 236 - Rio Grande

Dia 16/11 - Domingo
18h - 36ª Feira do Livro - Praça Cel. Pedro Osório - Pelotas

Dia 17/11 - Segunda-feira
19h - Livraria Palavraria - R. Vasco da Gama, 165 - Porto Alegre

A turnê tem apoio cultural de Jam Session Produções, ArtEstação e StudioBeer (Rio Grande / Cassino), Curso de Tecnologia em Produção Fonográfica / Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e imobiliária Requinte (Pelotas), locadora VideoTchê e Estúdio Top (Porto Alegre).


OUTRAS INFORMAÇÕES

Assista a uma entrevista com Alê Barreto

Saiba onde adquirir o livro

sexta-feira, outubro 31, 2008

Conheça o Porta-Curtas Petrobras



Conteúdo extraído do site www.portacurtas.com.br

O Porta-Curtas Petrobras é um projeto que visa não apenas trazer os melhores curtas-metragens brasileiros para a internet, mas também formar um painel representativo da produção nacional de curtas em termos de décadas, técnicas, tendências e elencos.

O Porta-Curtas Petrobras é pioneiro na internet nacional, pois todos os curtas disponíveis são exibidos em sua forma original, sem cortes, e os direitos autorais dos criadores são sempre respeitados.

A principal diferença entre o Porta-Curtas e os demais sites que exibem filmes é que o objetivo principal do projeto é promover os curtas também através de outros sites, garantindo assim uma difusão mais ampla.

Webmasters, editores e blogueiros podem escolher filmes que sejam adições interessantes ao conteúdo de seus sites e receber um link que permite que o curta seja exibido a partir deles. A disponibilização de links para outros sites é um serviço automático e gratuito para todos.



Saiba mais

quarta-feira, outubro 22, 2008

Entrevista com o produtor cultural independente Alê Barreto



Alê Barreto coordenador e realizador do projeto Produtor Cultural Independente, está divulgando seu primeiro livro



"Aprenda a Organizar um Show".

Neste vídeo ele fala sobre sua carreira e sobre o processo de criação do livro, um guia prático e direto para planejar e executar espetáculos musicais.



Foto: Paola Gatto Pacheco

Como comprar a versão impressa do livro


Rio Grande do Sul

Veja informações no site da editora Imagina Conteúdo Criativo.




Outros estados do Brasil

Envie nome completo, endereço, telefone e comprovante de depósito digitalizado para o e-mail alebarreto@produtorindependente.com
Valor: R$ 30,00 Livro R$20,00 + Envio R$ 10,00
Sacado: Alexandre Barreto
CPF: 741.523.860/53
Banco: Itaú
Agência: 0280
Conta: 00019-1

quinta-feira, outubro 02, 2008

V ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura



Período

27, 28 e 29 de maio de 2009
Salvador – Bahia – Brasil

Realização
Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura - CULT
Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade – PÓS-CULTURA
Universidade Federal da Bahia - UFBA

Prazos
Submissão de trabalhos e mesas coordenadas: 16 de fevereiro a 16 de março de 2009
Seleção dos trabalhos e mesas coordenadas: 16 de março a 13 de abril de 2009
Divulgação do resultado da seleção: 14 de abril de 2009

Áreas temáticas
Consumo e públicos culturais - Cultura e arte - Cultura, ciência e tecnologia - Cultura e cidade - Cultura e desenvolvimento - Cultura e identidades - Cultura e mídia - Cultura e religião - Cultura e sociedade - Direitos autorais e culturais - Diversidade cultural - Economia da cultura – Festas - Formação em cultura - Fronteiras culturais - Gestão e produção culturais - Narrativas e representações culturais - Patrimônio cultural - Políticas culturais - Subjetividade e corpo - Teorias da cultura


Normas para apresentação de trabalhos individuais e de mesas coordenadas

Normas para apresentação de mesas-coordenadas
A submissão das mesas coordenadas deve ser feita por um proponente, que deverá enviar: título, resumo e todos os trabalhos incluídos (máximo de quatro apresentações) num mesmo arquivo (.doc) - ver especificação do arquivo abaixo. A mesa coordenada deverá ser composta por pesquisadores de, pelo menos, duas instituições diferentes, buscando estimular o diálogo e a diversidade de perspectivas de um tema comum.

Normas para apresentação de trabalhos
O texto encaminhado deve estar no formato a seguir, indispensável para a publicação no CD Rom do V ENECULT:
. Formato Word for Windows (versão 97, 2000, XP ou posterior);
. Entre 8 (oito) e 15 (quinze) páginas, incluindo bibliografia;
. Fonte Times New Roman, corpo 12;
. Papel A4, páginas não numeradas;
. Espaçamento do texto: entre linhas 1,5;
. Primeira linha de cada parágrafo com recuo padrão (1,25cm);
. Sem espaço entre os parágrafos;
. Citações com espaçamento simples e recuo padrão (1,25cm);
. Margens: superior 2,5cm; inferior 2cm; esquerda 3cm; direita 3cm.

Na primeira página do trabalho, devem aparecer os seguintes itens:
. Título do artigo centralizado: em caixa alta e em negrito;
. Nome completo do(s) autor(es) alinhado(s) a direita, indicando em nota de rodapé o(s) vínculo institucional e e-mail do(s) mesmo(es);
. Resumo de 5 (cinco) a 10 (dez) linhas, com espaçamento simples;
. Três (3) a cinco (5) palavras-chave;
. Início do texto.

Maiores informações: www.cult.ufba.br | cult@ufba.br | 55 71 3283 6198

sexta-feira, agosto 15, 2008

Mesa redonda "Fomento e Difusão da Dança em São Paulo - Atualidade e Perspectivas" - dia 18 de agosto



Conteúdo extraído do site www.teatrodedanca.org.br


Apresentação e discussão das novas e fundamentais políticas de apoio à dança no estado de São Paulo e sua capital, com:

Carlos Augusto Calil - Secretário Municipal de Cultura de São Paulo/Prefeitura Municipal de São Paulo
André Sturm - Coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural/Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo
Danilo Santos de Miranda - Diretor Regional do SESC São Paulo
Guy Darmet - Curador da Biennale de la Danse e da Maison de la Danse/Lyon, França

Mediação: Cássia Navas - consultora Teatro de Dança/SEC/APAA e Professora do Instituto de Artes/UNICAMP


Serviço:

Teatro Itália, TD - Teatro de Dança
ENTRADA FRANCA
Capacidade: 278 lugares
Avenida Ipiranga, 344 - República
Subsolo, Edifício Itália
01046-010 - São Paulo, SP, Brasil
Metrô República
Informações: 11 2189-2557

sexta-feira, julho 25, 2008

Ter um produtor cultural ou não ter, eis a questão




Texto de Alê Barreto publicado origalmente no site Overmundo em 04/04/2008


Na prática, não do ponto de vista acadêmico ou da pouca legislação que regula assuntos de ordem cultural no Brasil, a palavra “produtor” é empregada para denominar as pessoas que desenvolvem, de forma amadora ou profissional, uma atividade ou um conjunto de atividades de suporte para realização de uma ação cultural. Trocando em miúdos, a pessoa que trabalha preparando um programa de rádio é chamada de produtor; a pessoa que trabalha preparando um programa de TV é chamada de produtor; a pessoa que organiza a gravação de um CD é chamada de produtor; a pessoa que organiza um evento cultural é chamada de produtor; e por aí vai.

Na música, os mais comuns empregos da palavra “produtor” são para designar:

- a pessoa responsável pelo projeto de produtos e serviços culturais (produtor cultural proponente de um projeto de gravação e show de lançamento de CD);
- a pessoa responsável pelo conceito artístico (produtor musical);
- a pessoa responsável pelo registro da propriedade intelectual dos fonogramas (produtor fonográfico);
- a pessoa responsável pelo suporte administrativo nas atividades de produção de CD e organização de shows (produtor executivo).

Leia o artigo na íntegra

sábado, julho 05, 2008

Vagas para curso de produtor cultural comunitário em Porto Alegre




Estão abertas as vagas para o primeiro grupo do curso Produtor Cultural na Comunidade, para jovens da cidade de Porto alegre e grande POA. São 20 vagas para jovens de 16 a 26 anos, estudantes ou não, trabalhadores formais ou não, de comunidades periféricas, que estejam participando de um grupo organizado ou que desenvolvam algum atividade cultural nas áreas de dança, música, artes plásticas ou conhecimento. As vagas deverão ser preenchidas com pelo menos 30% de mulheres.

A proposta objetiva formar e capacitar jovens para atuarem na cadeia produtiva da cultura como produtores, agentes e ou ativistas culturais, colocando como premissa da ação o bem coletivo.

O Instituto Tri, que promove o curso, tem atuado com formação de platéias, divulgação e promoção de artistas , apoiando, planejando e acompanhando suas carreiras. Também vem observando que jovens cada vez mais investem na cultura como relação de trabalho e o objeto de trabalho via projetos de oficinas, encontros, festivais, coletâneas de música, organização de bibliotecas, campeonatos.
A produção cultural e artística tem sido um caminho para um emprego.

Nas edições do encontro Trocando Idéia, vimos que as capacidades foram se apresentando, jovens a cada ano solicitavam um degrau mais acima nas atividades de formação. Nosso papel será de formação nesta área e podemos exercer um papel importante ao investir na formação de agentes que implementem uma política cultural articulada”, dizem os realizadores.

O início do curso propriamente dito está marcado para o dia 13 de julho, domingo. Sua duração será de três meses, com carga horária de 76 horas. Os encontros serão semanais. Passagens dentro de Porto Alegre e o material necessário para a participação serão subsidiados.

Até dia 10/07 estaremos recebendo inscrições para uma primeira reunião do grupo, onde os interessados apresentarão seu histórico de atividades. Interessados enviar para mail institutotri@riseup.net sua intenção de participação .

Saiba mais sobre o Instituto Tri

segunda-feira, junho 30, 2008

1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia



Informação recebida pelo yahoo grupos do CMA Hip Hop - Comunicação Militância e Atitude Hip-Hop, Salvador, Bahia


A democratização dos meios de comunicação, através da garantia plena a informação é direito fundamental do ser humano e deve ser assegurado pelo Estado. Este é mais um compromisso do governo em ampliar a participação e o dialogo social, estabelecendo uma co-responsabilidade entre o poder público e todos os segmentos da sociedade.

E para garantir o seu direito à comunicação, será realizada nos dias nos dias 14, 15 e 16 agosto de 2008 a 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia, convocada pelo Governo do Estado e promovida por organizações da sociedade (GT Comunicação - normalizada pelo decreto nº 10.592 de 22 de novembro de 2007), composto por representações dos setores organizados em torno desta temática para organizar, acompanhar e sistematizar as discussões da conferência.

Objetivos:

A formulação de políticas públicas de comunicação é essencial para formação da cidadania e o desenvolvimento local, sua ausência gera desinformação e fragilizam os laços que fortalecem as identidades e valores de cada território de nossa terra.


A 1ª Conferência Estadual de Comunicação social da Bahia será uma oportunidade ímpar para iniciar os debates sobre diretrizes para políticas públicas de comunicação como fator de inclusão social e cidadania, através da reflexão sobre os eixos-temáticos de comunicação e educação, democratização dos meios técnicos, novas mídias, sistemas digitais e internet, regionalização e produção cultural, TV, rádios comunitárias, etc.


Público-alvo:

O público alvo da conferência são profissionais da área de comunicação, estudantes de cursos de comunicação, professores e pesquisadores, empresários do ramo, comunicadores comunitários, assessores de órgãos públicos, entidades sociais e sociedade em geral.


Mais informações