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quinta-feira, julho 07, 2016

Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e o Ministério da Cultura investem no intercâmbio entre as 23 nações de língua portuguesa e espanhola




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Amigos, aproveitem oportunidade de esta oportunidade de aprimorar sua formação!

A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC) e o Ministério da Cultura do Brasil (MinC) estão oferecendo o curso massivo, aberto e online "Cultura e Gestão Cultural". O material de estudo foi cuidadosamente selecionado por Eliane Costa (gestora, consultora, coach, minha querida professora e também orientadora do livro "Carreira Artística e Criativa), abrangendo os campos de Gestão Cultural, das Políticas Culturais, e da Cultura Digital. O programa reúne conteúdos desenvolvidos especialmente para esta modalidade, propostos pela SEC e pelo MinC a partir da matriz do Curso de Formação de Gestores Públicos e Agentes Culturais (curso que também fiz, muito bom).


Informações sobre o curso


"Cultura e Gestão Cultural" foi programado para atender 800 alunos, para todo o país, com informe especial para embaixadas e consulados de 23 nações de língua portuguesa e espanhola na América do Sul, África e Ásia, objetivando integração e intercâmbio entre agentes culturais, artistas, arte-educadores e pesquisadores do Estado do Rio de Janeiro/Brasil, com outros países.


As inscrições ficarão abertas até o dia 22 de julho ou até serem preenchidas 800 vagas, e podem ser feitas através deste endereço: http://sec.cecierj.edu.br/mooc. O curso acontece de 27 de julho a 20 de setembro.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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quarta-feira, novembro 02, 2011

Qualificação: estão abertas as inscrições para os cursos de extensão promovidos pela Associação Brasileira de Gestão Cultural




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Amigos, já estou na fase final do meu MBA em Gestão Cultural. Durante todo o período de estudo, o convívio com as disciplinas e professores, cuidadosamente organizados pela minha querida incentivadora Kátia de Marco, coordenadora acadêmica das pós-graduações da Universidade Cândido Mendes, tem sido um espaço de reflexão e aprimoramento do meu trabalho. E tudo começou com a minha participação em um curso de extensão em 2009.

Lembrei então de compartilhar este caminho. Se você não tem certeza ainda se quer fazer um curso de pós-graduação, experimente estudar num curso de extensão.

Estão abertas as inscrições para os seguintes cursos do Programa de Estudos Culturais e Sociais:


Ferramentas de Comunicação Social

31 de outubro, 07, 21 e 28 de novembro de 2011 – das 19 às 22 horas

Carga Horária: 12 horas

Valor: R$288,00



Direitos Autorais na Produção Cultural Digital


01, 10, 17 e 22 de novembro de 2011 – das 19 às 22 horas

Carga Horária: 12 horas

Valor: R$264,00



Fundamentos e Formatação de Projetos


05, 19 e 26 de novembro (08 às 12 horas) e 10 de dezembro (13 às 17 horas) de 2011

Carga Horária: 16 horas

Valor: R$416,00



Responsabilidade Social Corporativa


23, 30 de novembro, 07 e 14 de dezembro de 2011 – das 19 às 22 horas

Carga Horária: 12 horas

Valor: R$288,00



A coordenação de cursos funciona de segunda a sexta das 13 às 19 horas.

Universidade Cândido Mendes
Rua da Assembléia, 10 - 6o. andar - sala 616
Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 3543-6489

Visite o site: www.gestaocultural.org.br


Retorno da audiência [ACOMPANHE]
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Obrigado! Experimente o prazer de construir todos os dias a realização dos seus sonhos :)



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Leia também:

Coletâneas: organizar e divulgar conteúdos é uma boa forma de dar visibilidade às ações criativas

Gestão de espaços culturais: Itaú Cultural assumiu a gestão do Auditório Ibirapuera em SP

Dica útil: utilize melhor seu tempo livre


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou como administrador e produtor executivo junto a diretoria do Grupo Nós do Morro até 2009. Hoje é voluntário do grupo. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural. Ter trabalhado com artistas, grandes eventos e num grupo importante não alterou o seu modo de vida simples, característico de uma pessoa que nasceu numa cidade do interior do Brasil.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações. Saiba mais



Comece a trabalhar com mais organização. Faça o seu trabalho fluir.

Mais importante que ter formação ou experiência é ter atitude e investir sem si próprio. Acredite em você e no seu trabalho.

Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços úteis e acessíveis, cursos, oficinas, workshops e palestras.

terça-feira, agosto 16, 2011

Qualificação profissional: "Curso de Especialização em Gestão Cultural" promovido pelo Itaú Cultural em parceria com Universidade de Girona




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muita gente de SP me pergunta onde estudar produção cultural na capital paulista. Eu considero as ações do Itaú Cultural muito bem estruturadas. Então recomendo para quem já tem a graduação concluída o "Curso de Especialização em Gestão Cultural - Novas Questões em Gestão Cultural" promovido pelo Itaú Cultural em parceria com a Universidade de Girona, da Espanha. As inscrições abriram ontem.

O curso tem a direção dos professores doutores José Teixeira Coelho Netto (Itaú Cultural) e Alfons Martinell (Universidad de Girona).

Se a qualificação profissional que você busca está relacionada a “Direitos culturais”, “Avaliação de políticas culturais”, “Cultura e desenvolvimento”, “A ideia de cultura” e “Gestão cultural em contexto de crise e questionamento”, inscreva-se via internet http://www.itaucultural.org.br/formularios_2011/cursogestao/.


Programação
Curso de Especialização em Gestão Cultural – Novas Questões em Gestão Cultural
setembro de 2011 a agosto de 2012

Inscrições: de 15 a 31 de agosto [preenchimento de formulário pela internet]

Resultado da seleção: 20 de setembro

Gratuito – 35 vagas

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 – Paraíso [próximo à Estação Brigadeiro do Metrô] | informações: 11 2168 1777
youtube.com/itaucultural | twitter.com/itaucultural | facebook.com/itaucultural | atendimento@itaucultural.org.br | itaucultural.org.br

Fonte: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1656

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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sábado, abril 30, 2011

Alê Barreto e Mirella Malta promovem qualificação profissional no Distrito Federal





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Eu e minha parceira Mirella Malta iremos promover agora em maio novas turmas dos cursos do Produtor Cultural Independente no Distrito Federal. Iremos fazer a 15ª turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" e a 7ª turma do curso "Aprenda a Produzir uma Banda".


Os dois cursos possuem blogs próprios.




No blog www.aprendaproduzirumabanda.blogspot.com você encontra matérias sobre gestão de carreira artística.

Saiba como participar da turma do dia 16 de maio em Brasília




No blog www.aprendaorganizarumshow.blogspot.com além de ficar informado sobre as novas turmas, você encontra conteúdos novos sobre organização de shows.

Saiba como participar da turma do dia 17 de maio em Brasília


Planeje-se: faça sua inscrição com antecedência!


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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quinta-feira, agosto 12, 2010

Inicia em Brasília pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais




Por Alê Barreto*


Recebi por e-mail o link para a reportagem "Gestor Cultural, esse é o cara", publicada ontem no Correio Braziliense. Nela a jornalista Viviane Marques fala da criação da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais e um cenário do atual momento desta nova profissão no Brasil, comentado por vários especialistas e por Kátia de Marco, presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (RJ).

Brasília deu um importante passo para o fortalecimento da cadeia de profissionalização da cultura no Brasil. A Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e os articuladores desta pós-graduação estão de parabéns.

Leia abaixo matéria na íntegra.


Gestor cultural, esse é o cara
Correiro Braziliense - Viviane Marques

Leis de incentivo, editais, patrocínios: faz alguns anos que colocar projetos culturais na rua exige conhecimentos muito além do talento artístico. A necessidade empurrou produtores e artistas para a profissionalização num caminho invertido — primeiro, na prática, agora, na teoria. O gestor cultural tornou-se uma figura obrigatória em instituições e eventos públicos e privados, planejando e conceituando projetos. Como consequência, cursos de graduação e pós-graduação em gestão cultural pipocam de norte a sul do Brasil. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), com sede no Rio de Janeiro, contabiliza 74, em todo o país — todos com menos de 10 anos de existência.

O 75º será o primeiro de Brasília: na próxima quarta-feira, entra em sala a primeira turma da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Com duração de 410 horas, trará professores que atuam no mercado e dão aulas em todo o Brasil. Mas, afinal, o que faz um gestor cultural? Qual o seu papel na indústria de arte e entretenimento?

Por novo, o papel do gestor ainda esbarra na função do produtor e muitas vezes uma mesma pessoa exerce ambas as funções simultaneamente. Para Kátia de Marco, presidente da ABGC, esse acúmulo é um equívoco. “Pela complexidade da institucionalização da cultura não é possível dar conta das duas atividades ao mesmo tempo. O gestor precisa saber direito, economia, sociologia. Ambas são áreas de conhecimento em que é necessário se aprofundar”, comenta ela, que também é coordenadora acadêmica de cursos de pós-graduação na área cultural da Universidade Cândido Mendes (RJ) — entre eles, o primeiro MBA em gestão cultural do Brasil, em funcionamento desde 2003.

O professor e pesquisador Antônio Albino Rubim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vê o gestor cultural como aquele que atende a demanda da gestão de instituições e de programas culturais mais estáveis, de longa duração, enquanto os produtores seriam mais voltados à organização de eventos específicos. “Claro que eles têm competências em comum, mas também possuem atribuições e formações distintas”, afirma ele, que é membro do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da universidade.

Perfil
“Há ainda pouco entendimento do que é papel do gestor e do que é do produtor”, assinala a gestora cultural Maria Helena Cunha, autora de Gestão cultural, profissão em formação, publicado em 2007, um dos livros de referência nos cursos de formação na área. Sócia da Duo Informação e Cultura, em Belo Horizonte, ela comenta que, além da necessidade, muitos produtores se tornaram gestores por uma questão de perfil. E um tem que entender o papel que o outro desempenha, pois são complementares. “O gestor tem uma função mais estratégica, de planejamento. E o produtor é mais executivo, está ali para colocar a mão na massa, estar à frente. Tanto um quanto outro podem ter uma ação pontual numa instituição ou projeto, embora a lógica do gestor seja a de pensar mais a longo prazo. É a forma de atuação que diferencia os dois profissionais”, compara.

Outra distinção se apresenta entre gestores culturais que atuam nas esferas do poder público e da iniciativa privada. “O gestor cultural da área pública deve ser governado pelo interesse público e nunca por interesses particulares, como muitas vezes acontece, infelizmente, na iniciativa privada”, assinala Rubim. Maria Helena observa que a formação de ambos é parecida, mas que a lógica do gestor público é que seu trabalho está focado no cidadão. “Quem atua no setor privado precisa entender o mercado e as diretrizes vindas do poder público, senão fica para trás”, diz.


No peito e na raça

Dois dos principais gestores culturais da capital foram formados na universidade da vida, trabalhando, criando e colocando projetos na rua. Sérgio Bacelar, da Alecrim Produções, é bacharel em direito, enquanto Guilherme Reis, da Cena Produções Culturais, é um ator que migrou para a produção e daí, para a gestão. O primeiro realiza o Festival do Teatro Brasileiro, que leva espetáculos de um estado a outro, promovendo intercâmbio de linguagens e apresentando a produção realizada em regiões diferentes da que sedia o evento. Reis é responsável pelo Cena Contemporânea — Festival Internacional de Teatro, que traz a Brasília espetáculos nacionais e internacionais cuja proposta é associar reflexão e entretenimento.

“Talvez eu tenha me tornado um gestor pela ausência deles. Sempre houve bons produtores no eixo Rio-São Paulo, mas no resto do Brasil era preciso se virar. Desde então me divido. Hoje já há uma segmentação do mercado”, comenta Reis, que começou sua carreira nos anos 1970.

Bacelar, que flertou com a pintura e a escultura, esteve à frente do Caderno 2, bar que promovia eventos de música e teatro no fim dos anos 1980 e início dos 1990. Foi aí que começou a ter contato com produtores e a entender de gestão. Em 1999, começou a se especializar em conceber projetos para concorrerem a patrocínio em editais de órgãos públicos. “Meu perfil é gerir o que idealizo. Fui aprendendo todas as etapas e eu mesmo desenvolvi essa gestão administrativa”, diz.

O aprendizado prático, no entanto, vem perdendo espaço para cursos de formação. A pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Dulcina de Moraes é o sinal de que Brasília está na rota da formalização da profissão. Para montar o currículo, a instituição buscou parcerias e professores reconhecidos no mercado, entre eles Ana Carla Fonseca Reis, consultora da ONU, e Rômulo Avellar, consultor de planejamento do grupo Galpão e outros grupos artísticos e entidades culturais. “Planejamento, comunicação, marketing, financeiro, como organizar eventos culturais e estudos de caso serão alguns aspectos abordados no decorrer do curso, que será teórico e prático. Os alunos vão a campo, acompanharão projetos e simularão a venda de produtos culturais”, enumera a diretora da faculdade, Lúcia de Andrade.

Mais que formação, no entanto, os candidatos a gestores culturais precisam educar o olhar, na opinião de Maria Helena Cunha, da Duo Informação e Cultura. “É um profissional que tem que ter capacidade de organizar, objetividade para lidar com ferramentas de gestão e, ao mesmo tempo, entender a lógica da cultura e ter sensibilidade para entender processos criativos”, afirma.


Estabilidade favorece ao crescimento da profissão de gestor cultural


O crescimento na quantidade de cursos de formação em gestão cultural no país — sem falar nos de extensão, em número ainda não catalogado — é reflexo da necessidade crescente de profissionalização e da demanda por capacitação. A economia estável é um dos fatores preponderantes, ao facilitar o planejamento tanto de quem produz quanto de quem consome cultura. "A área de cultura é a primeira a ser atingida pelas intempéries da economia. O crescimento possibilita que se pense e se estruture projetos a longo prazo", avalia a gestora cultural Maria Helena Cunha.

No entanto, o fenômeno da profissionalização da cultura não é local. Segundo o professor Antonio Albino Rubim, da UFBA, há hoje, no Brasil e no mundo, um desenvolvimento do campo cultural e com ele a necessidade do gestor. Em seu texto Formação em organização da cultura no Brasil, Rubim destaca que nem a nominação da função é uniforme ao redor do mundo. "Denominações as mais distintas são acionadas para intitular o momento da organização da cultura e os profissionais responsáveis por seu tratamento. Assim, a denominação de gerentes e administradores culturais predomina nos Estados Unidos e na França; a noção de animadores e promotores culturais possui uma importante tradição na Espanha; em muitos países da América Latina fala-se em trabalhadores culturais e em outros países podem ser utilizados termos como: mediadores culturais, engenheiros culturais ou científicos culturais. Em Portugal, também se aciona a expressão programadores (…). Mas recentemente a noção de gestão cultural vem ganhando grande vigência em diversos países, inclusive ibero-americanos (…)", cita.

Kátia de Marco, da Associação Brasileira de Gestão Cultural, lembra que as primeiras turmas da pós-graduação em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes (Ucam), no Rio de Janeiro, eram basicamente formadas por artistas e produtores já atuantes no mercado. Hoje, juntam-se a eles alunos com formação em direito, economia, jornalismo e engenharia de produção, entre outras carreiras. "Há uma percepção de que a cultura é uma oportunidade de especialização, prova de que o setor está se ampliando", observa ela, que, por meio da ABGC, pretende cadastrar os profissionais de gestão cultural do país.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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