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quarta-feira, março 21, 2012

Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013: amplie o seu imaginário


Imagem de divulgação da exposição "Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013"/Itaú Cultural



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


No post "Especial "29ª Bienal de São Paulo: possibilidades para se apreciar a exposição" que publiquei em 2010, inspirado pelo convite que recebi da Petrobras para visitar a Bienal, fiz um breve roteiro para me organizar e aproveitar melhor a exposição. Uma das fontes consultadas para elaborar este roteiro (que recomendo para quem realiza ações educativas) foi a entrevista "A arte aponta aquilo que falta em você" feita por Mariana Sgarioni com Paulo Sérgio Duarte, crítico, professor de história da arte e pesquisador (ver revista Continuum no. 19 do Itaú Cultural).

Nesta entrevista há uma pergunta muito interessante que transcrevo na íntegra abaixo:


[início da transcrição]

Mariana Sgarioni: Como é possível estabelecer parâmetros de avaliação para a arte?

Paulo Sérgio Duarte: Toda avaliação estética foi e vai ser um juízo de valor. Se assim é, ela será sempre de natureza subjetiva. Não existem critérios objetivos, nem houve, nem nunca vai haver, para avaliar uma obra de arte, seja ela qual for. O que existem são consensos, que são estabelecidos por uma coletividade que está de acordo com certos valores. Um exemplo: a Nona [sinfonia] de Beethoven. Pode-se tocar essa música no Japão, na África do Sul, no Marrocos, nos Estados Unidos ou no Brasil que sempre vai haver um consenso. Ou seja: grande quantidade de pessoas estará de acordo que aquela música tem valor, agrada, é importante. Antes de escutar aquilo, a pessoa era uma. E, depois de escutar, ela virou outra, percebendo ou não essa mudança. O critério de avaliação é dado, também, pela experiência da arte. Não há outra forma de acesso à arte que não seja fluindo a sua experiência. Posso ter a experiência da queda de um corpo sem me jogar da janela. Mas não posso "fazer" a experiência de uma música, um poema, um romance, uma pintura, uma instalação sem ter fluido aquela experiência. A descrição de um poema não é o poema. A fotografia de uma pintura não é a pintura. A escrita da pauta da música não é a música. Com base na experiência da arte se chega aos consensos. Grande quantidade de pessoas percebe que aquela experiência é importante, que determinada obra é melhor que outra. Existe a possibilidade de demonstrar isso como uma equação matemática? Não. Mas temos valores históricos estabelecidos em padrões que dizem que uma obra é melhor que outra. São critérios subjetivos armazenados numa experiência coletiva. Então, para estabelecer que um trabalho artístico é melhor ou pior que outro, em primeiro lugar é preciso ver a experiência coletiva de um consenso que se reúne em torno de determinadas obras. Essa experiência da arte só se faz pela repetição. Quem vai a uma exposição uma vez por ano não entende de arte. Quem lê um livro de poesia por ano e diz que gosta de poesia não entende desse gênero. Quem gosta de música e não a escuta todo dia por falta de tempo não tem a experiência da música. Pode até gostar, mas não tem a experiência. A repetição é fundamental. Os conceitos se formam pela repetição da experiência. Portanto: não existe critério objetivo, mas existe a possibilidade de reunir consensos em torno de certas questões.


[fim da transcrição]

Da resposta do professor Paulo Sérgio Duarte, acho muito bacana você pensar nestes conceitos:

- "(...) O critério de avaliação é dado, também, pela experiência da arte. Não há outra forma de acesso à arte que não seja fluindo a sua experiência".

- "(...) Essa experiência da arte só se faz pela repetição. Quem vai a uma exposição uma vez por ano não entende de arte. Quem lê um livro de poesia por ano e diz que gosta de poesia não entende desse gênero. Quem gosta de música e não a escuta todo dia por falta de tempo não tem a experiência da música. Pode até gostar, mas não tem a experiência. A repetição é fundamental. Os conceitos se formam pela repetição da experiência".


Sendo assim, o lance prático da produção cultural é partirmos para a experiência.

Caso você more ou esteja visitando São Paulo e esteja procurando ampliar o seu repertório com novas experiências, visite a exposição "Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013", em cartaz até 22 de abril. A mostra é resultado do mais recente edital do programa Rumos Artes Visuais, que entre 1.770 projetos inscritos selecionou mais de 100 trabalhos de 45 artistas de todo o Brasil.

A curadoria foi realizada por Agnaldo Farias com a ajuda dos curadores Ana Maria Maia, Felipe Scovino, Gabriela Motta e Paulo Miyada e dos curadores viajantes Alejandra Muñoz, Carlos Franzoi, Júlio Martins, Luiza Proença, Marcelo Campos, Matias Monteiro, Sanzia Pinheiro e Vânia Leal.


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE.

Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja trechos do espetáculo.

Em 2012 está atuando como um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

É professor convidado da Especialização em Music Business, curso pioneiro que está começando na Universidade do Vale do Rio dos Sinos e que introduz uma abordagem para o estudo da indústria da música alinhada com a atualidade, preparando os participantes para pensar a nova constituição do setor fonográfico e entender ambientes de mercado através dos processos de consumo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.


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Alê Barreto é cliente do Itaú.

terça-feira, maio 10, 2011

Você sabe fazer um portfolio?




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muita gente acha que portfolio de artista é assunto para empresário ou marchand. Mesmo sabendo que o marchand atua na distribuição da produção de um artista, para mim a primeira pessoa que deve se preocupar com a apresentação de sua produção artística é o próprio artista.

Nos próximos dias 13 (sexta-feira, a partir das 14h) e dia 14 (sábado, às 9h), a curadora Janaína Melo estará ministrando a oficina "Portfolio de Artista" na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre.

Seguem mais informações sobre a oficina extraídas do site do Itaú Cultural.


Oficina Portfolio do Artista

Criada especialmente para a Caravana Rumos Artes Visuais, a oficina Portfolio de Artista tem duração de três horas. A participação é gratuita e as inscrições para garantir uma das 90 vagas devem ser feitas a partir de 28 de abril, pelo e-mail comunicacao@iberecamargo.org.br ou pelo telefone 51. 3247-8045.

Além de falar da nova edição do Rumos Artes Visuais (saiba mais sobre o Rumos 2011) Janaína Melo irá oferecer exemplos e promover a analise em grupo de portfólios e plataformas distintas de apresentação do trabalho de arte existentes na cena contemporânea. Desta forma ela pretende conduzir por meio de discussões com os participantes, questões concernentes à escrita de artista. "Se, por um lado, há o propósito de muitas vezes informar os participantes, na medida do possível deseja-se igualmente que tais reflexões possam ser desencadeadoras de discussões que levem ao aprofundamento das reflexões acerca dos contextos específicos da cena contemporânea a partir de cada lugar", explica.

Janaína é historiadora com atuação na área crítica de arte, curadoria, pesquisa e ensino de história da arte. Graduada em História (FAFICH/UFMG) e pós-graduada (Lato Sensus) Pesquisa e ensino em Arte Contemporânea (Escola Guignard, UEMG). Colaboradora da Editora C/Arte na organização de livros da coleção Circuito Atelier. Foi coordenadora do Departamento de Artes Visuais do Museu de Arte da Pampulha, entre 2005 e 2007. Assistente curatorial do Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2008-2009). Atualmente é Coordenadora de Arte e Educação do Instituto Cultural Inhotim, Brumadinho (MG), professora de Crítica de Arte da Escola Guignard UEMG e curadora do Programa de residência artística JA CA e do Projeto Atelier Aberto - Escola Guignard UEMG. Possui textos publicados nos livros Através: Inhotim Centro de Arte Contemporânea. [PEDROSA, Adriano, MOURA, Rodrigo (org.)]. Belo Horizonte: Instituto Cultural Inhotim, 2008 e Projeto Bolsa Pampulha - Edição 2005-2006. Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, 2008. Vive e trabalha em Belo Horizonte.


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Foi dada a largada para nova turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" dia 21 de maio, das 14h às 18h, no Rio de Janeiro

Saiba como participar!


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15 pessoas já se inscreveram! Planeje-se e participe dos próximos cursos em Brasília




Saiba como participar da nova turma do curso "Aprenda a Produzir uma Banda" dia 16 de maio em Brasília




Saiba como participar da nova turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" dia 17 de maio em Brasília


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sábado, fevereiro 20, 2010

Participe dos Encontros sobre História da Arte




Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Várias vezes já falei da necessidade de um produtor cultural independente ampliar o seu olhar.

Ontem recebi do Itaú Cultural a dica de um encontro gratuito sobre história da arte.

Veja abaixo mais informações.


2010/2/19 Itaú Cultural - Comunicação Dirigida
Contamos com a sua inscrição e dos amigos interessados nos temas em tela.
Se o colega puder redirecionar o informativo que segue para o seu blog ou Rede de contatos agradecemos antecipadamente.

saudações

Luiz Pedreira Jr
Itaú Cultural | Comunicação Dirigida
itaucultural@comunicacaodirigida.com.br | Tel 11 8405-4664
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Associação Redes da Maré e Itaú Cultural
convidam


ENCONTROS SOBRE HISTÓRIA DA ARTE
da Arte Moderna à Arte Contemporânea

Estão abertas as inscrições - gratuitas - para os Encontros Sobre História da Arte. A atividade faz parte do programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais e conta com a parceria da Associação Redes da Maré. Dividido em três módulos, o evento analisa as tendências artísticas mais recentes para refletir sobre a arte do século passado: um olhar sobre o passado, baseado no presente

- Data: 09 a 11 de março [terça, quarta e quinta-feira]
- Horário: 10h às 18h (intervalo das 13h às 15h)
- Local: Redes Maré / Rua Sargento Silva Nunes, 1012 - Nova Holanda, Maré - Rio de Janeiro / RJ.
- Vagas: 40 pessoas / Atividade com Certificado
- Inscrições gratuitas através dos telefones (21) 3105-5531 ou (21) 3105-1568 ou e-mail secretaria@redesdamare.org.br

Informações completas sobre o conteúdo dos ENCONTROS e perfil dos ministrantes na página http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1245&mes=3&ano=2010.


Resumo dos Módulos

Dia 09 terça, março
Módulo I - Década de 1980 até a atualidade
com o professor, artista plástico e curador Jailton Moreira
temas:
Da volta à pintura às imagens sampleadas
Da apropriação à reciclagem e à citação
Das novas mídias ao apagamento de fronteiras
Do artista propositor ao artista consumidor da produção cultural.


Dia 10 quarta, março
Módulo II - Década de 1950 a 1970
com a professora e Mestre em História da Arte pela UFRJ Marisa Mokarzel
temas:
Da pintura com todo o corpo ao corpo como suporte
Do deslocamento dos ícones da cultura de massa à manufatura industrial
Da tautologia ao discurso político
Do material como questão artística ao conceito como proposição estética.


Dia 11 quinta, março
Módulo III - Década de 1920 a 1940
com a professora de Teoria Literária e de História da Arte da Universidade de Mato Grosso do Sul, Maria Adélia Menegazzo
temas:
O rompimento com a ideia da criação ex-nihilo
O rompimento com a ideia de valor intrínseco do objeto de arte
Do ready made ao acaso objetivo
Da construção da imagem abstrata à gestualidade.

Horários de todos os módulos: das 10h às 13h e das 15h às 18h / carga horária: 18 horas

contato:
Luiz Pedreira Jr
Itaú Cultural | Comunicação Dirigida
itaucultural@comunicacaodirigida.com.br | Tel 11 8405-4664