O multiartistas e jornalista Rodrigo DMart no episódio III falando sobre divulgação
Por Alê Barreto *
O programa RADAR da TV pública do Rio Grande do Sul (TVE RS) completou 25 anos no dia 11 de maio. Para comemorar, prepararam uma série muito bacana com dicas para músicos iniciantes.
O primeiro episódio foi sobre produção musical e teve a participação dos produtores Marcelo Fruet e Sebastian Carsin.
O segundo episódio foi sobre gravação e teve a participação de Guilherme Wallau, técnico de som e produtor musical, Ian Ramil, músico e compositor, e novamente o produtor Marcelo Fruet.
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Por Alê Barreto alebarreto@gmail.com Todo mundo sabe que gosto de compartilhar informações. Aproveitei então para unir o útil ao agradável: amanhã o meu cliente Fábio Neves, músico e gestor cultural, faz show com o Duo Pinho Brasil. Nos últimos dias ele tem trabalhado muito sua divulgação. Vou aproveitar este trabalho para falar de um assunto importantíssimo na divulgação: o release. Você sabe o que é um release? Release ou "press-release" é um comunicado para meios de comunicação. Se você vai fazer um espetáculo, um evento, você envia um release para diferentes veículos de comunicação, como rádios, TV, jornal, sites, blogs, revistas, etc. Um release deve ser objetivo e ao mesmo tempo despertar a atenção das pessoas. Isso irá fazer com que elas tenham interesse em colaborar com a sua divulgação. Tarefa fácil? Nem sempre. Mas é fundamental. Para quem nunca fez um release, aí vai um exemplo. RELEASE: “Pinho Brasil, Madeira de Lei”: um agradável encontro com a harmonia e o ritmo da música brasileira
Pinho Brasil/Foto: Carol de Hollanda
Espetáculo do Pinho Brasil retorna ao palco do Centro de Referência da Música carioca no próximo dia 7 de maio Existe algo mais agradável do que ser convidado para ouvir música? Sim: assistir um espetáculo ao vivo de música brasileira em um formato acessível e de qualidade. “Pinho Brasil, Madeira de Lei” é um espetáculo onde o violão e a percussão proporcionam ao público uma interessante experiência cultural. Com repertório e arranjos selecionados, os músicos Fábio Neves e Márcio Valongo convidam o público para um encontro com os diferentes sotaques da música brasileira. Assista um pedacinho do show neste vídeo no Youtube http://youtu.be/ki5hahfAKJw Este encontro no Centro de Referência da Música Carioca. Localizado no charmoso bairro da Tijuca, este centro cultural dedica-se à memória, à criação e à pesquisa da música brasileira. “O Centro de Referência da Música Carioca é hoje um dos principais espaços de valorização da música na cidade do Rio de Janeiro”, afirma Fábio Neves. E completa: “é preciso que os músicos, a população e o poder público comecem a olhar este espaço com mais atenção”. Saiba mais sobre o Pinho Brasil O Pinho Brasil é um duo formado em 2008 pelos músicos Fábio Neves (violão 8 cordas/viola caipira) e Márcio Valongo (bateria). Seu trabalho artístico caracteriza-se por uma nova proposta musical: aproximar o público da harmonia e dos diferentes ritmos que caracterizam a cultura brasileira. Para isso, o Pinho Brasil pesquisa autores clássicos e contemporâneos, constrói um repertório marcado pela qualidade e diversidade. Conheça um pouco mais do trabalho no Myspace http://www.myspace.com/pinho_brasil
Saiba mais sobre os músicos
Fábio Neves é bacharel em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialização em violão. Estudou com os conceituados professores Graça Alan, Márcia Taborda, Bartholomeu Wiese, Wagner Meirelles e Marco Pereira. Pesquisa a prática do violão de 8 cordas e viola caipira. É pós-graduado em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes e administra o blog www.fabionevesviolao.blogspot.com. Márcio Valongo é licenciado em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Estudou percussão erudita com os conceituados professores Sergio Naidim e David Cerqueira e bateria com Guilherme Gonçalves, professor formado pela Berklee College of Music, em Boston, EUA. Participou do grupo de percussão da Escola de Música Villa Lobos onde também estudou com o professor Edgar Rocca. Serviço O que: Show “Pinho Brasil, Madeira de Lei” Quando: 07 de maio de 2011 Horário: 19h Onde: Centro de Referência da Música Carioca - Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca – Rio de Janeiro/RJ Ingressos: R$ 16,00 (inteira) /direto no local Produção Executiva: Fábio Neves e Alê Barreto Ficou interessado? Envie e-mail para alebarreto@gmail.com e receba mais informações. ************************************ * Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares. Saiba mais Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.
Trailer do filme "O Contador de Histórias", filme de Luiz Villaça baseado na vida do mineiro Roberto Carlos Ramos, uma pessoa que sabe divulgar o seu trabalho
Divulgar nosso trabalho é contar nossa própria história.
Tem coisas simples, úteis e acessíveis que você pode fazer que contribuem muito para que as pessoas prestem mais atenção em você, sem a necessidade de ter que usar clichês, propaganda enganosa, forçação de barra ou querer "simular" na internet o que você não é.
O que você quer divulgar?
Quer divulgar sua música? Uma foto? Um show? Um evento num brechó? Tenha clareza sobre o que você quer divulgar.
Divulgar você não é a mesma coisa que divulgar algo que você faz
Se você quer mostrar para alguém o que já fez, precisa reunir informações sobre suas realizações.
Tem gente que envia um texto de divulgação cheio de links e acha que o leitor tem obrigação de parar o que está fazendo para ir "investigar" o seu trabalho.
Acorde!!! Ninguém tem tempo para isso.
Tamanho do texto
Quanto menos você enviar, mais as pessoas vão ler. Deixe para enviar textos mais densos quando as pessoas manifestarem este interesse.
Imagem não é tudo, mas ajuda
Qualquer recurso visual sempre atrai a atenção. Use arquivos de fotos ou imagens bem leves, rápidos de baixar.
Cuidado na abordagem
Estar na rede social de alguém não significa que você virou o melhor amigo da pessoa com quem deseja se comunicar.
Antes de sair perguntando se alguém quer ouvir sua música, ver o seu filme, etc, comunique que você deseja estabelecer um diálogo para apresentar o seu trabalho.
Exemplo: Olá fulano de tal, tudo bem? Meu nome é Alê Barreto, sou um produtor cultural independente e gostaria de apresentar a você alguns de meus serviços. Posso enviar estas informações para o seu e-mail?
O que não pode faltar no seu texto
Atenção quando escreve. Depois de escrever, pare. Respire. Espere uns minutos. Leia tudo novamente.
Ficou claro sobre "o quê" você está falando?
Convite para parceria
90% das pessoas se encontram e dizem "vamos fazer uma parceria? você topa?". Agora pense: você aceitaria um convite só porque a palavra parceria é bonita?
Antes de convidar alguém para fazer uma parceria, escreva para você mesmo e leia:
- qual é o objetivo da parceria? - o que cada parceiro deverá fazer?
Divulgue primeiro para os interessados diretos
Novamente: ninguém tem mais tempo para ler. Antes de pensar em enviar um e-mail para todo o planeta, envie para quem pode se interessar em abrir o seu e-mail.
Vamos discutir um exemplo de divulgação
Como esta semana estou trabalhando na divulgação da última turma do ano do curso "Aprenda a Organizar um Show", que vou realizar dias 15 e 16 de dezembro em Porto Alegre, vou colocar o release na íntegra. Se alguém achar que faltou alguma coisa ou não ficou clara a comunicação, fique à vontade para comentar, perguntar e sugerir correções.
Release: Aprenda a Organizar um Show e dê os primeiros passos para trabalhar com cultura e entretenimento
Flyer (para salvar, aperte a tecla direita do mouse e clique no item "salvar imagem como")
Aprenda a Organizar um Show é um curso que ensina passo a passo como realizar um show musical.
Idealizado em linguagem descontraída, dinâmica e objetiva, o curso proporciona informações úteis para estudantes, profissionais práticos sem formação teórica e pessoas que desejam trabalhar de forma mais organizada e qualificada com cultura e entretenimento. O curso acontece em Porto Alegre nos dias 15 e 16 de dezembro.
Durante dois dias os participantes aprendem de forma intensiva detalhes sobre atividades de pré-produção (período que antecede o show), produção (período de realização do show) e pós-produção (período após o show), têm oportunidade de trocar experiências e construir novas redes de relacionamento.
O curso foi concebido a partir do livro "Aprenda a Organizar um Show", primeira publicação brasileira independente sobre a tecnologia de produção de shows disponibilizada de forma livre e gratuita na internet através do portal colaborativo www.overmundo.com.br
Conteúdo programático
-O que é fazer a produção?
-As etapas de um show
-Pré-Produção (Quando/ Onde/ Conhecendo o local/ Cronograma/ A equipe/ Necessidades de músicos e técnicos/ Necessidades de infra-estrutura/ Necessidades da equipe de produção/ Solicitações, autorizações e contratos/ Direitos Autorais/ Divulgação/ Custos e Sustentabilidade)
-Produção (Sala de produção/ Montagem de palco e cenário/ Montagem do som e da luz/ Montagem de camarim/ Receptivo e acompanhamento/ Credenciamento e cortesias/ Bilheteria/ Passagem de som/ A cobertura do show/ Segurança/ O momento do show)
-Pós-Produção (Fechamento de bilheteria/ Pagamentos/ Desmontagem da infra-estrutura/ Limpeza/ Retorno dos músicos/ Liberação da equipe de produção/ Entrega do espaço/ Reunião de avaliação/ Registro do projeto)
- Módulo extra: agenciamento de espetáculos culturais (Agenciamento/ O que é fundamental no agenciamento/ Formas de agenciamento/ Roteiro para começar a agenciar espetáculos culturais)
Ministrante
Alê Barreto é bacharel em Administração, com ênfase em Marketing, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua como produtor independente desde 2003.
Cursa MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Atuou na produção de festivais (Claro que é Rock, IBest Rock), espetáculos internacionais (Avril Lavigne, Whitesnake e Scorpions), nacionais (Ivete Sangalo, CPM22), montagens teatrais (Grupo Nós do Morro, RJ) e shows de artistas independentes como Kleiton e Kledir, Antonio Villeroy, Ultramen, Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Wander Wildner, Pata de Elefante, Bataclã FC, Richard Serraria e Nei Lisboa.
Administra o blog “Produtor Cultural Independente” (www.produtorindependente.com), um dos blogs mais acessados no Brasil para pesquisa de temas relacionados a produção e gestão cultural.
Realiza consultoria para o Sebrae para organização e estruturação de grupos culturais no estado do Acre.
Ministra cursos, oficinas e palestras. Está escrevendo seu segundo livro.
Assista ao vídeo no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=I_uoCITJJJk
Serviço O que: curso “Aprenda a Organizar um Show” Quando: 15/12 (13h às 19h) e 16/12 (13h às 19h) Local: Santander Cultural - Rua Sete de Setembro, 1028 Centro, Porto Alegre/RS
Inscrições
O curso oferece uma promoção parecida com o sistema de compras coletivas. Desta forma, quanto mais pessoas participarem, menor será o valor do pagamento de cada inscrito. Isso facilita o acesso das pessoas ao conhecimento e proporciona uma melhor relação custo/benefício.
O preço básico da inscrição para os dois dias de curso é R$ 150,00 para turma com até 30 participantes.
Se o número de inscritos for entre 31 e 40 participantes, o valor para os dois dias de curso será R$ 130,00.
Se o número de inscritos for entre 41 e 50 participantes, o valor para os dois dias de curso será R$ 110,00.
Se o número de inscritos for 51 participantes ou mais, o valor para os dois dias de curso será R$ 100,00.
* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. Gosta de planejar e de meter a mão na massa. É também autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.
No artigo "Em busca do leitor atento", publicado no livro "Mídia, cultura e contemporaneidade: análise e angulações", organizado por César Steffen e Kenia Pozenato, Paulo Pinheiro Gomes Jr. menciona o seguinte:
"O primeiro grande estudo dedicado unicamente à tarefa de medir quanta informação há no mundo estima que, em 2002, foram produzidos e estocados cinco exabytes somente em meios físicos (papel, filme, meios óticos e magnéticos). Isso equivale ao conteúdo de 500 mil bibliotecas do Congresso Nacional dos Estados Unidos, cada uma delas com 19 milhões de livros e 56 milhões de manuscritos.
Em 2006, todas as informações geradas pelas pessoas no mundo atingiram a marca de 161 exabytes. (...) Em 2010 serão gerados 988 exabytes de dados. Isso significa que, a cada ano, o aumento do número de informações criadas crescerá em torno de 50%".
Bom, já deu para ver que toda vez que você for divulgar qualquer coisa, terá muita gente tentando fazer isso também.
Quando o assunto é divulgação, estamos falando em disputar um espaço na lembrança das pessoas, que a todo momento são bombardeadas por esta imensa quantidade de informações produzidas no mundo. Mas mesmo em meio a este bombardeio, é possível fazer algo. Há mais chances do público ir ao seu show se for informado que ele irá acontecer. O mesmo se aplica ao seu espetáculo de dança, de teatro, seu recital de poesias, sua sessão de cineclube. Se aplica a toda e qualquer ação cultural. Inclusive na internet.
Ok. Agora que já sabemos estas informações, ficou mais fácil fazer divulgação?
Antes de responder a pergunta, vamos praticar. Na sua próxima divulgação, considere as seguintes dicas:
- quem é o seu público? Analise o lugar onde estas pessoas vivem, sua faixa etária, nível de escolaridade, renda e hábitos de consumo cultural
- qual deve ser o período de divulgação? 1 mês? 20 dias? 1 semana?
- que meios de comunicação devem ser usados? Vai apostar toda as fichas no facebook e esquecer que ainda existe jornal, rádio e televisão? Vai ignorar os blogs?
- materiais de divulgação: vai usar filipeta (física ou virtual)? Vai colocar uma faixa na frente do teatro?
- conteúdo: tenha sempre pronto um release (texto objetivo com informações atualizadas sobre seu trabalho), 2 ou 3 fotos de divulgação (em baixa e alta resolução, mencionando o crédito do autor da imagem), clipping (matérias, notas, resenhas, críticas que mencionam o seu trabalho ou projetos), 2 vídeos (com imagem boa e áudio bacana, curtos, até 5 minutos), relação de seus links na web (redes sociais, locais para download de seus conteúdos).
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".
21-7627-0690 (Rio de Janeiro) alebarreto@gmail.com
Cada vez mais os coletivos organizados mostram que é possível desenvolver o setor cultural brasileiro.
O pessoal do Ponte Plural é um bom exemplo disso. Em parceria com a Musicalmente, lançaram o projeto Música Viva! no campus do Gragoatá da UFF, gratuito e aberto a todos, com a brasiliense Móveis Coloniais de Acaju e as niteroienses Tereza, Os Clodoaldos e Los Leslekitos.
O que acho muito construtivo é que além de construirem espaços alternativos para a música, estão promovendo diálogos entre os agentes da cadeia produtiva da música. Chamaram para isso o Fabrício Ofuji (produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju), Talles Lopes (representante da ABRAFIN, Circuito Fora do Eixo e produtor do Festival Jambolada), Adilson Pereira (Jornalista cultural, ex-editor da Revista Outra Coisa e Programador do Circo Voador) e Gaby Morenah (Produtora do Circo Voador) e discutem hoje o “O Mercado de Shows e Festivais e sua Influência na divulgação do artista e distribuição de seus produtos”, sob mediação de Daniel Domingues, coordenador do Núcleo de Negócios do Ponte Plural.
Enquanto alguns esperam que as coisas mudem, este pessoal faz acontecer as mudanças.
O evento será realizado nesta sexta-feira, 13 de agosto, de 15h às 17h, no auditório do SEBRAE/RJ, na R. Santa Luzia, 685, 9º andar, Centro.
As inscrições devem ser realizadas pelo telefone: 0800-570-0800 ou e-mail contato@ponteplural.com.br
Sobre o Coletivo Ponte Plural
Coletivo de empreendedores culturais do Rio de Janeiro e de Niterói, integrante do Circuito Fora do Eixo. Atua desde 2009 divulgando bandas do Rio e de Niterói em diversas viagens pelo país, acompanhando a Rede Rio Música e a Rede Niterói Música, promovendo eventos e encontrando um Brasil receptivo e que valoriza a cultura nacional. Vários laços foram formados e muitas parcerias vêm sendo estabelecidas.
No Ponte Plural os artistas atuam de forma solidária, através de troca de serviços, seja trabalhando na banquinha, vendendo cd’s, camisas ou buttons; seja contribuindo na divulgação de eventos; ou trabalhando nos mesmos.
Trabalhando em conjunto, são realizados mais eventos, mais bandas se apresentam, são realizados podcasts para a web radio e vídeos para a web tv, bem como turnês e intercâmbios nacionais, com garantia de hospedagem e alimentação nos locais de show.
Sobre os participantes do seminário
Adilson Pereira Jornalista com longa experiência na área de música. Foi repórter do caderno “Rio Show”, do jornal “O Globo”, de onde passou para o “Extra”. Lá e em “O Dia”, atuou como jornalista especializado em música. No “Jornal do Brasil”, atuou como repórter especializado e também crítico desta área. Foi no “Jornal do Brasil” que começou a percorrer festivais – nacionais e internacionais – para cobertura. Editou a revista “Outracoisa”, também conhecida como “a revista do Lobão”, que levou à tona artistas como Mombojó, Cachorro Grande, Vanguart. Editou o site da Warner Music Brasil. Colabora como free lancer para revistas como a “Rolling Stone”. Atualmente, edita o blog “Sambapunk” e trabalha no Circo Voador nas áreas de Comunicação e Estratégia.
Daniel Domingues Advogado formado pelo IBMEC. Coordenador do Núcleo de Negócios do coletivo Ponte Plural e produtor da banda Tereza, de Niterói.
Gaby Morenah Produtora do Circo Voador, onde também trabalha na elaboração de projetos. É idealizadora e coordenadora do Pontão de Cultura Digital Circo Voador. Desde 2006, Gaby responde pela MoLA – Mostra Livre de Artes, um dos eventos mais concorridos da casa e da cidade. Já produziu festivais em Quissamã e coordenou em dois lugares um Encontro de Conhecimentos Livres: num assentamento do Movimento dos Sem-Terra, em São Mateus (ES), e no Quilombo do Campinho, em Paraty (RJ).
Fabrício Ofuji Produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília.
Talles Lopes Secretário-geral da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independnetes”, produtor do Festival Jambolada e um dos produtores fundadores da associação Casas Associadas. É sócio-fundador da casa de shows Goma, em Uberlândia, onde uma série de shows com bandas do indie nacional vem sendo realizado e também um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo e do Circuito Mineiro da Música Independente, que integra hoje dezenas de coletivos dedicados ao setor em MG.
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.
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Estava pegando informações sobre o Programa Petrobras Cultural 2010 e encontrei a ótima notícia do videocast Compacto, uma iniciativa que merece ser multiplicada por empresas em todo o Brasil.
A Petrobras lançou um videocast de cultura chamado Compacto, que traz uma série de vídeos com entrevistas e shows de artistas da nova música popular brasileira. Os videocasts são arquivos em vídeo, que podem ser assistidos ou baixados pela internet. A cada semana, será postado um novo vídeo de dez minutos no site www.petrobras.com.br/compacto, com um encontro musical entre artistas de diversas regiões e gêneros musicais brasileiros, que conversam e tocam músicas ao vivo. Na estreia do blog será exibido o primeiro bloco do programa com o pernambucano Siba Veloso, ex-Mestre Ambrósio, e o cearense Fernando Catatau, do grupo Cidadão Instigado.
Na primeira temporada do Compacto, serão exibidos 13 programas, divididos em dois blocos cada. A ideia do projeto é mostrar a diversidade musical brasileira e compartilhar os novos sons que estão sendo feitos nas cinco regiões do país. Por isso, a equipe do programa está promovendo encontros musicais inéditos, como o da DJ e cantora pernambucana Catarina Deejah com a paraense Gabi Amaranto, conhecida como “Beyoncé do Pará”, e da cantora de hip hop Lourdes da Luz com o compositor e artista plástico Kiko Dinucci.
O formato do programa une entrevista e música de uma forma não convencional. Não há entrevistador e cartas ficam espalhadas pelo cenário. Para divulgar e compartilhar na Internet o som destes novos artistas, o projeto conta com um canal no Twitter e no Youtube. Outra novidade é que os conteúdos do projeto estão registrados com a licença Creative Commons, que permite o compartilhamento dos vídeos para uso não comercial. É a primeira vez que a Petrobras utiliza a licença.
A primeira temporada do Compacto será dedicada à música, mas o programa também pretende abordar outras linguagens, como trilhas de cinema, cultura digital e outros setores da cultura patrocinados pela Petrobras.
O objetivo da Companhia ao lançar o videocast é reforçar os atributos de diversidade e origem brasileira da Petrobras e trabalhar a presença da marca nos meios digitais a partir da produção de conteúdos de entretenimento, seguindo tendência do setor. "A atuação da Petrobras como patrocinadora de cultura é marcada pela diversidade de gêneros e estilos. Por isso incluímos a Cultura Digital como um setor patrocinado e investimos no uso de redes sociais como forma de promover e intensificar nossa participação na dinâmica cultural brasileira", afirma o coordenador de música da área de Patrocínios Culturais da Petrobras, Claudio Jorge de Oliveira.
* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.
Por Alê Barreto Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Esta semana o músico Frank Jorge colocou no facebook a dica da "Coletânea Virtual Recife Lo-Fi Volume I". Trata-se de uma ação cultural que reúne 21 artistas de Recife. Todas as músicas foram gravadas em home studios no formato "Lo-Fi".
É uma experiência muito interessante e muito construtiva. Neste blog você poderá conhecer detalhes sobre este projeto.
Quando comecei a trabalhar com a produção de shows, em 2003, a relação entre a internet e a música, na vida prática, estava centrada na idéia de que era importante artistas e produtores terem um site. De lá para cá, muita coisa mudou. E mudou muito mais rápido do que poderíamos imaginar.
Com o avanço da "urbanização" do espaço virtual, cada vez mais surgem novas possibilidades de se divulgar, distribuir, comercializar e se consumir a música. Isso tem causado uma verdadeira "guerra" entre quem acha que o download gratuito deve ser proibido e quem acha que todos devem ter direito de acesso a conteúdos.
Ontem, dia 26 de outubro de 2009, o U2 inaugurou um novo momento na história da produção cultural: transmitiu ao vivo pelo youtube o show que realizou no estádio Rose Bowl de Pasadena, oeste dos EUA para 20 países, entre eles Brasil, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, França, Índia e Irlanda.
Assista uma das músicas do show e pense na possibilidade de utilizar alguma plataforma da web para transmitir os seus shows.
Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)
Assistindo ao vídeo acima, imediatamente lembramos várias situações no dia-a-dia em que problemas de comunicação dificultam as atividades humanas. Na produção cultural, não é diferente. Há anos venho percebendo que precisamos cada vez mais aprimorar o nosso processo de comunicação.
Pensando nisso, lembrei de dar algumas sugestões para todo mundo que está pensando em entrar em contato com algum produtor cultural ou outros profissionais da cultura. Anote aí:
- ter clareza no que está buscando: pode parecer óbvia esta dica, mas muitas pessoas mandam e-mails assim:
"Olá Alê Barreto, tudo bem? Gostaria de fazer uma parceria. Se estiver interessado, entre em contato".
É preciso entender que a pessoa que está propondo o contato deve facilitar que o contato aconteça. Se escrever com mais clareza o que ela chama de parceria e como entende que esta parceria pode ser viabilizada, provavelmente aumentará as chances de receber uma resposta. Enviar uma mensagem altamente subjetiva e ainda pedir para que o receptor gaste mais tempo procurando informações sobre quem lhe enviou a mensagem diminui as chances de retorno.
- forma de tratamento: eu sou uma pessoa informal. E muita gente na área cultural é informal. Mas isso não quer dizer que eu vou encontrar o Lenine no Rio de Janeiro, no calçadão de Copacabana e dizer:
"Olá Lenine, como está meu chapa? Seu último disco está demais!!!! Gostaria de trocar uma idéia contigo sobre um trampo bem maneiro, uma parceria que será ótima para a gente! Me liga velhão! Tamo junto!"
Quando for abordar alguém com quem você nunca falou ou enviar um e-mail, seja cordial mas não force uma intimidade que não existe. Seja um pouco mais formal. Se a pessoa estiver confortável, ela dirá a você de que forma prefere ser chamada.
- se apresente: muita gente acha que os outros tem obrigação de saberem quem eles são. Não funciona assim. Sempre se apresente. Diga seu nome completo ou nome artístico, fale brevemente do seu trabalho e cite projetos ou pessoas com quem trabalhou, para que o seu interlocutor possa ter referências sobre quem está falando com ele.
- seja breve e proponha um novo contato: um dos recursos mais escassos que temos hoje em dia é o tempo. Temos pouco tempo para as atividades de nossa rotina, para nossos projetos e para novidades. Então, quando você entra em contato com alguém, você é uma "novidade". E isso significa que esta pessoa terá que ter mais tempo. Em muitas situações, as pessoas acabam criando vários "filtros", para evitar o desperdício de tempo: não divulgam e-mail, não divulgam o telefone direto, pedem que uma secretária selecione os atendimentos, etc. Para tentar "driblar" este bloqueio, na primeira abordagem presencial, contato telefônico ou e-mail, após se apresentar, fale brevemente suas intenções e proponha um novo contato. O bom uso do tempo demonstra respeito, organização, maturidade profissional e poderá despertar o interesse da outra pessoa para ouvi-lo com mais atenção.
- deixe seus contatos disponíveis: apesar de estarmos na era dos smartphones, celulares e laptops, o cartão de apresentação profissional potencializa os encontros presenciais. Quando a abordagem for por telefone, solicite o e-mail da pessoa e finalize o primeiro contato com um e-mail que tenha o seu telefone, e-mail, site, blog, etc.
- seja acessível: muita gente reclama que faz contatos mas ninguém dá retorno. Revise sua rotina e veja se quando você divulga o seu telefone fixo, você informa que horários você atende. Não adianta divulgar o número, as pessoas ligarem e ninguém atender. Veja se o seu telefone celular "pega" nos locais onde você está. Não adianta ter um telefone celular e as pessoas ligarem para o tempo todo conversarem com a sua caixa postal ou ouvirem mensagens que de que "este celular está fora de área". Responda os e-mails. Mantenha seu blog atualizado.
Um pequena mudança em nossa rotina pode melhorar muito nosso resultados.
Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)
No mês de abril compartilhei um link de uma entrevista de André Fonseca, do blog Cultura em Pauta, com a Maria Helena Cunha, especialista em planejamento e gestão cultural.
Hoje compartilho outra entrevista do André Fonseca. Trata-se de Ana Paula Sousa, considerada uma das raras jornalistas do país capazes de escrever com propriedade e conhecimento sobre cultura. Em 2007 ela recebeu o Prêmio Comunique-se 2007 na categoria “jornalista de cultura”.
Ouça aqui esta profissional falar sobre a cobertura de cultura, marasmo no jornalismo cultural, razões para mídia falar tão pouco de cultura enquanto política e os desafios que o jornalismo enfrenta no cenário atual.
Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)
Ano passado, tive a oportunidade de conhecer o Rodrigo Lariú, da gravadora Midsummer Madness, por ocasião da nossa ida ao Festival Contato, promovido pela Rádio da Universidade Federal de São Carlos em São Paulo. É um cara sério e que está fazendo um trabalho muito importante de articulação de bandas e artistas independentes no RJ.
Colei acima o flyer do workshop dele e abaixo transcrevo a mensagem de divulgação que recebi através da lista da Rede Rock Público:
pessoas,
segunda que vem, dia 27 de abril, das 17h às 19h, vou apresentar meu workshop / bate-papo de dicas de produção e divulgação para bandas e músicos. Será realizado em parceria com a REDE RIO MÚSICA.
É um passo-a-passo desde o momento que vc monta sua banda até dar a hora de fazer shows, divulgar. O que é uma boa "demo" (física ou online), o que é um site funcional, quantas músicas gravar, como registrar, o que é um bom press release, como contatar imprensa e produtores de shows, etc.
Dura 1h a 1h30, vai ser no SEBRAE do Centro, que fica na rua Santa Luzia, 685, 9º andar, perto da Cinelândia. A entrada é franca mas tem que se registrar pois são vagas limitadas. Todos que forem vão ganhar meu mailing de contatos de imprensa e produtores de show. Mais informações no flyer anexo.
Inscrevam-se! abs Rodrigo Lariú
Quem estiver no RJ neste dia, vale a pena conferir este workshop.