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sexta-feira, abril 10, 2015

Conheça a exposição "Nós" que mostra o trabalho de 10 anos do Programa Imagens do Povo






Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Recebi o boletim de notícias dos meus parceiros do Observatório de Favelas e lembrei de compartilhar aqui uma dica cultural, de uma ação que pode ser multiplicada em diferentes cidades do Brasil, que é o programa Imagens do Povo.

Segue na íntegra o release da exposição.



Nós - Imagens do Povo 10 anos

Há dez anos nascia na Maré, sob realização do Observatório de Favelas, o Programa Imagens do Povo. A partir da iniciativa do João Roberto Ripper, o projeto surgiu através da convergência dos desejos do fotodocumentarista e das diretrizes da instituição de formar fotógrafos moradores de espaços populares, aliando a técnica fotográfica à promoção dos direitos humanos e à democratização da comunicação. Deste encontro, estabeleceu-se o objetivo central do programa: criar novas representações sobre os espaços populares contribuindo para desconstruir os estigmas relacionados a estes territórios.

Nos idos anos de 2004, quando o programa foi criado, os alunos da Escola de Fotógrafos Populares ainda produziam suas imagens de forma analógica. As redes sociais ainda não estavam consolidadas como principal forma de interação e promoção virtual. A circulação de imagens na web também não era intensa como nos dias atuais. Neste contexto, o desafio de promover a visibilidade de novas representações sobre espaços populares se fazia urgente na estratégia de combater os estereótipos da mídia hegemônica.

Em uma década muita coisa mudou no mundo. A fotografia acompanhou a velocidade destas mudanças – especialmente por conta da evolução tecnológica. Novos hábitos foram incorporados às culturas. Fotografar tornou-se uma prática amplamente democratizada e, assim, o modo como nos relacionamos com as imagens foi afetado radicalmente. Mesmo com toda a mudança em relação ao fazer fotográfico durante esse período, a disputa pelo imaginário persiste com novas ferramentas à disposição. O Imagens do Povo continua lutando pela garantia do direito à diferença e pela construção da igualdade em termos de dignidade humana.

Durante estes dez anos, o programa incidiu em disputas cruciais – de imaginário, de conceitos, de símbolos – sobre as favelas, promovendo uma nova forma de olhar a cidade e os seus sujeitos. Mais de duzentos fotógrafos formaram-se no programa, dentre os quais, setenta compõem nossa Agência Escola atualmente. As imagens produzidas pelos fotógrafos populares circulam em páginas, publicações e exposições em diversos lugares do Brasil e do mundo.

Para comemorar os dez anos de existência do programa, o Imagens do Povo preparou uma programação especial de aniversário, que inclui, mostras, bate-papos, projeções e o primeiro Festival de Fotografia Popular. Como abertura dos trabalhos, foi lançado o livro NÓS, junto a uma exposição que apresenta um recorte das imagens que compõem a publicação. 


Serviço

NÓS

Visitação até 23/05/2015

Terça a sábado – das 11hs às 17hs.


Entrada Gratuita

Local: Galpão Bela Maré (Rua Bittencourt Sampaio, 169, Maré – Entre as passarelas 9 e 10 da Av. Brasil)

Informações: (21) 3105-1148

www.imagensdopovo.org.br

www.observatoriodefavelas.org.br

facebook.com/programaimagensdopovo

facebook.com/observatoriodefavelas

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Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

Alê Barreto gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares.

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.

+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com

terça-feira, junho 19, 2012

Observatório de Favelas lança o livro Imagens do Povo no Centro Cultural Justiça Federal do Rio de Janeiro



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A terça-feira também começa com boas notícias
.

Hoje tem lançamento de um importante livro, que na minha opinião deve ser adotado nos programas e currículos dos cursos de produção e gestão cultural.

O livro Imagens do Povo apresenta registros do cotidiano de espaços populares feitos através do olhar humanista dos fotógrafos do programa. As imagens contidas nessa publicação são produto do enlace das histórias dos fotografados com a reflexão que os fotógrafos provocam sobre identidade territorial e cultural, lançando luz sobre esses personagens do dia-a-dia, fazendo-os serem vistos como parte integrante da engrenagem que move a cidade e buscando estimulá-los para que eles também se reconheçam neste movimento.


Programa Imagens do Povo

O Programa Imagens do Povo, idealizado pelo fotógrafo João Roberto Ripper e desenvolvido pelo Observatório de Favelas, vem documentando desde sua criação, em 2004, o cotidiano de favelas e regiões periféricas do Rio de Janeiro, afim de que essas imagens possam contribuir para uma nova percepção desses locais, freqüentemente estigmatizados pela grande mídia como violentos e improdutivos.


Proposta da ação cultural

A proposta é que todos ao ver essas fotografias, possam refletir sobre o papel que cada um de nós desempenha na construção de uma cidade mais igualitária, nos reconhecendo no outro, através da superação dos estigmas e preconceitos.


Fotógrafos
AF Rodrigues, Bira Carvalho, Davi Marcos, Edmilson de Lima, Elisângela Leite, Fábio Caffé, Francisco Cesar, Francisco Valdean, Ingrid Cristina, Jaqueline Felix, Josy Manhães, Jucemar Alves, Ju Freitas, Léo Lima, Monara Barreto, Naldinho Lourenço, Paulo Barros, Ratão Diniz, Rodrigues Moura, Rosilene Miliotti, Rovena Rosa, Stefano Figalo, veri-vg, Walter Mesquita e William Nascimento.

Curadores
Antônio Paiva, Dante Gastaldoni, Joana Mazza, João Roberto Ripper, Kita Pedroza e Tatiana Altberg.


O projeto realizado com o patrocínio do Governo do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura, através do Edital de ARTES VISUAIS 2011, co-patrocínio da Statoil, apoio da Aliança Francesa e do CCJF, e está sendo lançado pela NAU Editora.


Serviço
Lançamento do Livro “Imagens do Povo”
Dia 19/06/2012, às 18h
Centro Cultural Justiça Federal
Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Cinelândia, Centro, RJ.




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Comemorando a chegada dos meus 40 anos dia 28 de junho de 2012, vou publicar no “Blog do Alê Barreto” partes do meu novo livro "Começar a fazer" e compartilhar informações dos meus trabalhos anteriores.


Texto "Uma viagem que mudou minha vida"


Texto "Lembrei que gostava de música"


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* Alexandre Barreto é um administrador de empresas inovador. Suas competências para criação, estímulo ao trabalho com método, conhecimento, gerenciamento de informações, qualidade, com foco em resultados e responsabilidade socioambiental, têm inspirado muitas pessoas que produzem ações criativas, eventos, projetos culturais, manifestações artísticas e empreendimentos de cultura e entretenimento no Brasil.


É um profissional empreendedor que gosta de estratégia, planejamento, gerenciamento e execução. Incentiva novos profissionais, valoriza as experiências das pessoas e está aberto a novas propostas e convites.


Aprender, enfrentar desafios com otimismo e bom humor e trabalhar com pessoas de todas as classes sociais são suas marcas pessoais. Saiba mais


(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Formação em fotografia contribui muito para a formação de um produtor cultural independente




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muita gente acha que a fotografia pertence somente ao campo da comunicação. A fotografia pertence a vários campos. No campo da produção cultural, principalmente a independente, ela é uma disciplina formadora.

Lembrei então hoje de dar visibilidade a um importante trabalho de formação cultural aqui no Rio de Janeiro: a Escola de Fotógrafos Populares.

Segue na íntegra a newsletter que recebi do Observatório de Favelas.


Inscrições abertas para a Escola de Fotógrafos Populares - Turma 2012

Estão abertas as inscrições para uma nova turma da Escola de Fotógrafos Populares. O curso realizado pelo Programa Imagens do Povo já formou quatro turmas desde sua criação, em 2004, e agora chega a mais uma edição integrando o projeto Rio Geração Consciente, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, associada ao Ministério da Justiça e à Fundação Oswaldo Cruz.

O projeto Rio Geração Consciente oferecerá oficinas para o desenvolvimento de habilidades em linguagens de comunicação (vídeo, fotografia, artes gráficas, design gráfico, web design, reportagem, produção de rádio, redação e edição de textos) e aulas formativas em Direitos Humanos, História da Arte e Ciências Sociais. Os cursos acontecerão em diferentes favelas do Rio de Janeiro e em cada comunidade serão realizadas aulas com enfoque em áreas específicas da comunicação.

• Cantagalo, Pavão e Pavãozinho / Museu de Favela. - Arte e Memória
(www.museudefavela.org/)

• Manguinhos / Laboratório de Direitos Humanos - Rede CCAP – Audiovisual
(www.redeccap.org.br)

• Maré / Escola de Fotógrafos Populares – Observatório de Favelas - Fotografia
(www.imagensdopovo.org.br)


Como se inscrever

Os interessados em participar da Escola de Fotógrafos Populares devem entrar em contato com o Programa Imagens do Povo através do email contato@imagensdopovo.org.br. A partir deste contato, enviaremos a ficha de inscrição junto ao edital oficial do projeto Geração Consciente. O prazo para o recebimento das fichas de inscrição vai de 13 de fevereiro a 9 de março. Após este prazo, agendaremos entrevistas com os inscritos, que participarão do processo seletivo para a turma 2012 da Escola de Fotógrafos Populares. Lembramos que a prioridade será dada aos moradores de favelas e espaços populares em geral e as vagas estão destinadas aos jovens a partir dos 16 anos, que tenham o ensino fundamental completo.


Programa Imagens do Povo

Observatório de Favelas do Rio de Janeiro
Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.
Tel.: (21) 3105-4599 / 3104-4557 / 3888-3220
www.imagensdopovo.org.br
www.observatoriodefavelas.org.br


Saiba mais...

...Sobre a Escola de Fotógrafos Populares

A Escola de Fotógrafos Populares propõe-se a capacitar alunos oriundos de comunidades populares a desenvolver, através da fotografia documental, um olhar crítico sobre seus territórios de origem. Ao longo do curso, cada aluno será estimulado a produzir ensaios fotográficos sobre aspectos pouco veiculados da vida nas favelas, em oposição à visão estigmatizante com que a grande imprensa freqüentemente trata o tema, associando as comunidades populares apenas ao tráfico e à violência.

Busca-se materializar uma fotografia engajada e solidária, capaz de denunciar as dificuldades das populações economicamente excluídas, sem deixar de destacar sua altivez, alegria e beleza. Parte-se, aqui, do pressuposto que a identificação e a busca por uma sociedade plural, fraterna e solidária passa pelo ato de exercitar um olhar cúmplice sobre os que enfrentam dificuldades de toda ordem, imersos em um cotidiano marcado por adversidades, porém, rico em criatividade e ações solidárias. Dessa forma, acreditamos que a troca recíproca de conhecimentos se transforme em terreno fértil para a consolidação da auto-estima de jovens de comunidades populares, potencializando seus talentos e auxiliando-os no processo de autoconhecimento.

Portanto, o programa de aulas oferece, além do ensino básico e aprofundado de técnicas fotográficas e edição de imagens, acesso a discussões temáticas que abrangem desde a questão dos direitos humanos à construção do olhar e do uso da fotografia como forma de percepção e expressão, partindo da análise de trabalhos que fundaram as noções de foto documental e fotojornalismo assim como o estudo de como a ética se impõe sobre a produção fotográfica contemporânea.


...Sobre o Programa Imagens do Povo

O Programa Imagens do Povo é um centro de documentação, pesquisa, formação e inserção de fotógrafos populares no mercado de trabalho. Criado em 2004, pelo fotógrafo João Roberto Ripper, e realizado pelo Observatório de Favelas, o Programa alia a técnica fotográfica às questões sociais, registrando o cotidiano das favelas através de uma percepção crítica, que leve em conta o respeito aos direitos humanos e à cultura local.

O Imagens do Povo desenvolve ações nas esferas da educação, comunicação e cultura, com objetivo de democratizar o acesso à linguagem fotográfica, apresentando a fotografia como técnica de expressão e visão autoral da sociedade. O foco crítico consiste em formar e promover documentaristas fotográficos, potenciais multiplicadores do saber adquirido, capazes de desenvolver trabalhos autorais de registro de espaços populares, valorizando as histórias e as práticas culturais de suas comunidades, além de estimular o fortalecimento de vínculos identitários a partir do uso da linguagem fotográfica, que se torna instrumento de acesso e mapeamento de diferentes expressões culturais e sociais dos territórios onde residem, ampliando as possibilidades de difusão de novas imagens destes locais.

Os principais projetos do Programa são a Escola de Fotógrafos Populares, a Agência Escola, o Banco de Imagens, as Oficinas de Fotografia Artesanal (pinhole), o Curso de Formação em Educadores da Fotografia e a Galeria 535. Os colaboradores da Agência Escola e do Banco de Imagens são formados pela Escola de Fotógrafos Populares. Atualmente o Programa Imagens do Povo é Ponto de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.


...Sobre o Observatório de Favelas

O Observatório de Favelas é uma organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos. O Observatório busca afirmar uma agenda de Direitos à Cidade, fundamentada na ressignificação das favelas, também no âmbito das políticas públicas.

Criado em 2001, o Observatório de Favelas é desde 2003 uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP). O Observatório tem sede na Maré, no Rio de Janeiro, mas sua atuação é nacional. Foi fundado e é composto por pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares.


[Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings. Este blog recebeu até agora 168.381 visitas e 364.885 visualizações]


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.

É um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

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Alê Barreto é cliente do Itaú.