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sexta-feira, maio 21, 2010
A mídia somos nós
Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Assista o vídeo produzido pelo site Nós da Comunicação com a Ivana Bentes, professora de graduação e da pós-graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ e entenda um pouco mais o conceito de mídia, direito de expressão e circulação da informação.
Marcadores:
alfabetização para a mídia,
comunicação e produção cultural,
cultura do compartilhamento,
Direito à comunicação,
educação para a mídia
sábado, novembro 21, 2009
Uma cartilha para auxiliar no trabalho de produção de rádio comunitária
Por Alê Barreto (produtor cultural independente)
E pouco a pouco a área de produção cultural melhora sua organização no Brasil. Um bom exemplo disso é a cartilha Para fazer RÁDIO COMUNITÁRIA com “C” maiúsculo, publicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação (PPGCOM).
A cartilha apresenta um conteúdo muito interessante, em linguagem bem acessível, que abrange noções básicas sobre direito a comunicação, história do rádio, rádios livres, rádios comunitárias no Brasil e como organizar o trabalho em uma rádio comunitária.
Veja o sumário completo:
Destaco aqui o excelente conteúdo do capítulo 7 que fala de "Planejamento e Produção de Conteúdo para Rádio".
Baixe a cartilha completa aqui.
O Produtor Cultural Independente parabeniza a toda equipe responsável pela criação da cartilha:
Para fazer
RÁDIO COMUNITÁRIA
com “C” maiúsculo
Organização: Ilza Girardi e Rodrigo Jacobus
Textos: Bruno Lima Rocha, Carlos Bencke, David Rubbo, Eduardo da Camino, Ilza Girardi, João Ângelo Zanuzzi, Larissa de David, Leandro Belloc, Luís Eduardo Tebaldi Gomes, Natacha Marins, Natália Ledur Alles, Neusa Maria Bongiovanni Ribeiro,
Paulo Ulbrich, Rodrigo Jacobus, Tiago Jucá e Vinícius Bastiani
Revisão geral: Bruno Lima Rocha, Ilza Girardi, Natália Ledur Alles e Rodrigo Jacobus
Revisão técnica: Cida Golin
Normatização e Catalogação: Miriam Moema Loss - CRB 10/801
Edição: Rodrigo Jacobus
Ilustração capa: Rafael Costa
Ilustrações: Rafael Costa, Ivan Vieira e Sylvio Ayala
Colaboração: Diogo Cristofolini e Ivan Vieira (edição de arte), Bruno Lima Rocha e Natália Ledur Alles (edição de texto), rádios A Voz do Morro FM, Quilombo FM, Integração FM, Santa Isabel FM, Coletivos Repórter Popular e Combate Audiovisual
(construção dos conteúdos)
Apoio: Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade(CEPOS/UNISINOS); Núcleo de Ecojornalistas (NEJ); Revolução de Idéias e Editorial; Gráfica da UFRGS
Realização: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO), Programa de Pós-Graduação em Comunicação e
Informação (PPGCOM); Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária - Rio Grande do Sul (ABRAÇO-RS).
sábado, outubro 18, 2008
Alfabetização para as mídias: como ler o que não está escrito

Conteúdo extraído da revista Mídia Com Democracia, nº 1, janeiro de 2006.
Assistir à TV, ouvir programas de rádio, ler jornal, revista, se emocionar com a trama de uma novela são ações comuns que preenchem a rotina da maioria dos cidadãos no mundo todo. A mídia está em tudo isso e mais: outdoors, letreiros luminosos, mensagens em celulares, pagers, internet, e muitos outros meios. Através das mensagens midiáticas, o imaginário popular formula pensamentos, adapta seus modos de vida e até define relações pessoais e interações sociais. Essa influência poderosa merece estudo. A educação para mídia é um campo vasto de ensino e aprendizado que tenta desconstruir as mensagens veiculadas pelos meios de comunicação para entender
como se opera a formação de opinião, gostos e valores.
Em síntese, a chamada media literacy (expressão inglesa que não tem uma tradução no português) pode ser subdividida em três campos:
Alfabetismo visual – habilidade para interpretar o simbolismo das imagens visuais estáticas ou em movimento e entender seus impactos na audiência.
Alfabetismo midiático – habilidade para entender como os meios de
comunicação de massa, como TV, cinema, rádio e jornais trabalham na produção de significações e como estão organizados.
Leitura Crítica da Mídia – habilidade para entender como apresentadores, escritores e produtores de textos e conteúdos audiovisuais integram contextos particulares e são influenciados por aspectos pessoais, sociais e culturais.
Maria Aparecida Baccega, professora da Universidade de São Paulo (USP), atua na área há 20 anos. Ela considera que uma mudança social inclusiva só pode ser efetivamente alcançada se houver senso crítico para isso, e “a educação desempenha aí papel fundamental”. Criadora da revista Comunicação e Educação, a docente diz que sempre foi difícil atuar nessa área, devido à postura restritiva de professores, diretores, comunidade, pais e estudantes. “A tarefa de mostrar a importância de uma leitura crítica do que se vê na TV ou se lê nos jornais e revistas vira entrave na relação professor-aluno. O objetivo de possibilitar que os alunos aprendam que a mídia se mostra como um mundo editado segue sendo um papel árduo, seja na universidade ou na comunidade”, relata. Para a professora, ver a mídia de um outro jeito é tentar construir uma nova variável histórica, mas não significa se posicionar contra ela. “Devemos parar de reproduzir o que está exposto no mercado há séculos”, considera.
Falta de apoio
A presidente da União Cristã Brasileira de Comunicação Social (UCBC), Desireé Cipriano Rabelo, diz que a entidade tenta criar capacitadores para desenvolver
um pensamento transformador na busca por outras formas de comunicação. “Vivemos uma fase de redefinição dos programas em torno dessa causa devido aos altos e baixos no interesse da população, que precisa criar suas próprias formas de comunicação”, resume. As entidades associadas da UCBC promovem cursos de leitura crítica da mídia
no Brasil há 30 anos.
O incentivo a projetos políticos ligados à educação para a comunicação inexiste em grande parte das universidades, e mesmo de comunidades ou organizações. O investimento por parte das instituições acadêmicas ainda é pequeno. Segundo Baccega,
falta fomento à interação de agentes educacionais na discussão da mídia e oportunidades de trabalhar nessa área. “Sinto que não temos maturidade suficiente
para propormos coisas novas, justamente por não haver incentivo”, justifica.
Fora do Brasil, a educação para a comunicação é abordada com mais valorização e apoio por parte das universidades e governos. Países como o Canadá – que já inclui no currículo do ensino médio conteúdos de media literacy –, Austrália, Tailândia, Grã-Bretanha, Israel, Finlândia, México, Espanha, Índia e Filipinas também possuem projetos de educação para uma leitura crítica das mensagens. Nos Estados Unidos, O Center for Media Literacy (CML), localizado na Califórnia, é um precursor nesse campo de estudo. Instituído em 1989, o CML é uma organização educacional sem fins lucrativos e com o objetivo de promover liderança, educação pública, desenvolvimento profissional e recursos educacionais. Segundo a presidente do CML, Tessa Jolls, a organização ajuda os cidadãos, especialmente os mais jovens, a desenvolver o pensamento crítico e a produzir habilidades de leitura necessárias para a vivência
na cultura midiática do Século XXI.
Participe da sexta edição do Simpósio Brasileiro de Educomunicação
O Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da USP e o Serviço Social do Comércio de São Paulo (SESC) promovem, entre os dias 28 e 30, em São Paulo, a sexta edição do Simpósio Brasileiro de Educomunicação, com o tema: "Meio Ambiente, Jornalismo e Educomunicação". O evento contará com o co-patrocínio do Canal Futura, do International Institute of Journalism and Communication (Genebra, Suíça) e do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e será realizado no SESC Vila Mariana (R.Pelotas, 141, São Paulo).
Mostras de documentários e atividades artísticas farão parte da programação, ao que se somará como uma série de workshops voltados à produção de documentários para TV e de programa de rádio em escolas, bem como à mobilização multimediática em torno dos temas ambientais.
Mais informações: (11) 3091-4784 ou e-mail izabelwiz@gmail.com
domingo, setembro 14, 2008
Imaginário Digital: Quem está à margem? Quem está no centro?
Conteúdo extraído do site www.visoesperifericas.org.br
A Imaginário Digital é uma associação cultural para fins não econômicos que tem por principal objetivo promover e assegurar o acesso e a formação de indivíduos para o uso das novas tecnologias em comunicação. Criada por jovens empreendedores sociais - jornalista, cineasta, cineclubista e assistente social - a ID desenvolve projetos de educação e comunicação nas áreas audiovisual, jornalística, artística e multimídia.
Princípios
A ampliação do espaço de aprendizagem
Nossas ações partem do contexto de que as novas tecnologias criaram novos espaços do conhecimento e de que a sociedade civil se fortalece não apenas como espaço de trabalho, mas sobretudo como espaço de difusão e de reconstrução de conhecimentos.
A disseminação da cultura digital
Acreditamos que as tecnologias digitais são os verdadeiros motores da inovação cultural, desde a virtualização das identidades sociais e dos grupos em rede até a convergência digital da mídia textual e audiovisual.
O conhecimento compartilhado e cultura livre
Nosso trabalho baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação. Buscamos, na prática, colaborar para a construção coletiva de novos formatos midiáticos, novos programas, novas tecnologias e novas redes sociais.
Neste ano, a Imaginário Digital realizou o Festival Audiovisual Visões Periféricas 2008.
Conheça o Festival
segunda-feira, junho 30, 2008
1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia
Informação recebida pelo yahoo grupos do CMA Hip Hop - Comunicação Militância e Atitude Hip-Hop, Salvador, Bahia
A democratização dos meios de comunicação, através da garantia plena a informação é direito fundamental do ser humano e deve ser assegurado pelo Estado. Este é mais um compromisso do governo em ampliar a participação e o dialogo social, estabelecendo uma co-responsabilidade entre o poder público e todos os segmentos da sociedade.
E para garantir o seu direito à comunicação, será realizada nos dias nos dias 14, 15 e 16 agosto de 2008 a 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia, convocada pelo Governo do Estado e promovida por organizações da sociedade (GT Comunicação - normalizada pelo decreto nº 10.592 de 22 de novembro de 2007), composto por representações dos setores organizados em torno desta temática para organizar, acompanhar e sistematizar as discussões da conferência.
Objetivos:
A formulação de políticas públicas de comunicação é essencial para formação da cidadania e o desenvolvimento local, sua ausência gera desinformação e fragilizam os laços que fortalecem as identidades e valores de cada território de nossa terra.
A 1ª Conferência Estadual de Comunicação social da Bahia será uma oportunidade ímpar para iniciar os debates sobre diretrizes para políticas públicas de comunicação como fator de inclusão social e cidadania, através da reflexão sobre os eixos-temáticos de comunicação e educação, democratização dos meios técnicos, novas mídias, sistemas digitais e internet, regionalização e produção cultural, TV, rádios comunitárias, etc.
Público-alvo:
O público alvo da conferência são profissionais da área de comunicação, estudantes de cursos de comunicação, professores e pesquisadores, empresários do ramo, comunicadores comunitários, assessores de órgãos públicos, entidades sociais e sociedade em geral.
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Marcadores:
Comunicação Social,
democratização da comunicação,
desenvolvimento de produtores independentes,
Desenvolvimento de territórios,
Direito à comunicação,
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