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segunda-feira, setembro 25, 2017

"A maior barreira para aprender algo novo não é intelectual. É emocional."




Por Alexandre Barreto *


Você já parou para pensar quantas horas de sua vida já utilizou planejando fazer alguma coisa, mas na hora de começar, abandonou a missão? Não se desespere e nem se sinta culpado. Isso é mais comum do que você imagina.

Desistimos de fazer algo por acharmos que não vamos conseguir. Acreditamos que com a desistência, evitamos desperdiçar nosso tempo. Desistimos de fazer algo por não nos sentirmos seguros para ir em frente.

Desistimos de fazer algo quando percebemos que pessoas que já realizaram o que desejamos fazer começaram há muito tempo atrás. Desistimos de fazer algo quando as pessoas com quem iríamos fazer algo juntos desistem.

Há muitas outras razões para desistir. E não vou resumir isso a explicações do tipo "os fortes conseguem" e "os fracos desistem." Não vou sequer tentar explicar os motivos e as consequências de desistirmos. Prefiro focar na possibilidade que existe de se realizar algo que desejamos.

No TedTalk "As primeira 20 horas - Como aprender qualquer coisa", Josh Kaufman em menos de 20 minutos fala como descobriu uma forma de lidar com obstáculos para aprender novas habilidades. É uma reflexão que ele fez a partir de sua busca. Não é uma receita infalível, nem serve para tudo e para todos os contextos. Mas dá boas pistas para quem anda querendo aprender coisas novas e está com dificuldade. Josh afirma: "a maior barreira para aprender algo novo não é intelectual. É emocional." Assista, vale a pena. Aprendi muito.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Experimente escrever


Sting fala no TED como começou a escrever músicas novamente




Por Alê Barreto *



Cresce a cada dia o hábito de ocupar a cabeça com leitura. Lemos nossas telas de smartphones o tempo todo. Lemos a tela da TV. Lemos anúncios. Lemos placas de sinalização. Lemos todo o tipo de informação que nos chega. Ocupamos boa parte do nosso tempo lendo.


Toda essa leitura gera milhares de pensamentos. Nem chegamos a terminar de pensar sobre alguma coisa e já vamos para o próximo pensamento. Aí chega uma hora que cansamos de pensar. É quando ocorre o congestionamento de pensamentos, a “hora do rush” em nosso cérebro.


O esgotamento, o cansaço da leitura constante e o turbilhão de pensamentos provocados pela conectividade, simultaneidade e instantaneidade do admirável mundo novo digital, está liquidando com o nosso tempo livre, aquele de não fazer nada. O professor Mario Sergio Cortella fala sobre isso no livro “A Era da Curadoria”. Está praticamente entrando em extinção os momentos de “não ter o que fazer”. O tempo todo, as pessoas estão lendo, sem pausa, sem trégua.


Lembro de uma época em que chegar num aeroporto, rodoviária, consultório médico, era a certeza de participar de uma inesperada conversa. Hoje é a certeza de ver gente lendo, manipulando ansiosamente telefones e tablets. Nem vou falar sobre a qualidade do que está sendo lido. Isso já é assunto para outro texto.


Ler o tempo todo ocupa todo o nosso tempo. Ao ocupar todo nosso tempo, ficamos sem tempo para criar. E criar não é só uma necessidade das pessoas que trabalham nos setores da Economia Criativa (arte, cultura, entretenimento). Criar é uma necessidade de todos.


Todo mundo já pensou em criar alguma coisa que não faz parte de sua rotina. Uma viagem. Fazer um evento. Realizar uma atividade voluntária. Participar mais ativamente na política. Cuidar de um sítio. Montar uma banda de rock. Cantar em um coral. Escrever um livro.


A única maneira de dar vazão a esta criatividade é diminuir o ritmo da leitura do que não muda nada em sua vida e começar a trazer as ideias para o papel ou para tela do computador.


Experimente escrever.



Assista sem pressa, também: 


Palestra "A Era da Curadoria: O que Importa é Saber o que Importa" de Mario Sergio Cortella no Café Filosófico CPFL

Assista também a palestra de Sting no TED Talks Vancouver BC, março de 2014. 

(Os primeiros anos da vida de Sting foram dominados por um estaleiro -- e ele sonhava com nada menos que escapar da labuta industrial. Mas depois de uma crise de bloqueio criativo que se estendeu por anos, Sting se encontrou canalizando em material musical as histórias dos trabalhadores do estaleiro que conheceu durante sua juventude. Numa palestra lírica e confessional, Sting nos serve músicas de seu próximo musical, e um bis de "Message in a Bottle".)




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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