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sexta-feira, março 11, 2016

"Precisamos pensar em políticas que estimulem a diversidade”





Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


A frase acima é de Pena Schmidt, profissional com experiência de longa data com profissionais da cadeia produtiva da música. Esta semana o Ministério da Cultura publicou em seu site uma reportagem com ele, onde ele fala sobre a importância da diversidade e sobre o cenário da produção. Tem informações importantes para gestão de carreiras artísticas e criativas.

Reproduzimos abaixo o conteúdo na íntegra.


[Início da entrevista]

Você é um profissional que trabalhou muitos anos na indústria fonográfica e agora atua no setor público. Que visão de trabalho essas duas experiências trazem?

São experiências de gestão complementares. Nas gravadoras, você tem como tarefa ativar o processo do consumo. No mercado, existe a relação com o público e isso permanece na gestão pública, em que buscamos atender demandas e desejos em relação à cultura. Significa um grande aprendizado passar de um campo ao outro. Em relação ao setor público, acho que deveria haver mais flexibilidade para se lidar com a cultura, pois se trata de uma área com muitas especificidades, mas, claro, sem que se percam de vista condicionantes e princípios básicos que a lei prevê. Os legisladores precisam se debruçar sobre essa questão.


Você atuou durante muito tempo no circuito das grandes gravadoras e nos anos 90 criou o seu próprio selo, o Tinitus. Por que resolveu seguir este caminho?

Eu fiquei à frente da Tinitus de 1991 a 1999. Na década de 90, houve a proliferação de gravadoras independentes. Eu coloco tudo em um panorama de grandes alterações no mercado mundial. Entre 1985 e 1990, foram feitas as fusões das grandes corporações do mercado fonográfico. No Brasil, saímos de 17 companhias de discos de âmbito nacional e terminamos com quatro, todas multinacionais, que tinham adquirido as empresas brasileiras do setor. Com isso, houve enorme centralização e poucos passaram a administrar a totalidade do mercado. Há números bem explicativos em um livro chamado A Voz do Dono, de Marcia Tosta Dias. Nesse trabalho, ela levantou que, em meados dos anos 80, havia 4 mil artistas contratados no País. Quando se encerrou esse ciclo, com a permanência de apenas quatro majors, o número era menor que uma centena. Foi nesse contexto que se inseriu a gravadora independente. Não havia canais que dessem espaço à carreira dos artistas. Abrir uma pequena gravadora era inevitável se a gente quisesse trabalhar com isso. Nesses oito anos da Tinitus, lançamos uma série de artistas, como Bel, grupo do qual saiu Toni Garrido, futuro vocalista do Cidade Negra; o Yo Ho Delic e o Beijo AA força. Gravamos 37 CDs, com muitas bandas que estavam fora do eixo Rio-São Paulo. Conseguimos mostrar que havia mais coisas acontecendo Brasil afora.


E hoje como vê o cenário de produção?


Ainda estamos em transformação. Não existe um modelo único. Na época do disco, durante 80 anos, da década de 20 ao CD, houve um único padrão. Era somente um formato, com um objeto em que se estruturava o negócio. Atualmente, há vários modelos diferentes. Percebemos um empoderamento do artista, que consegue suprir as suas necessidades, antes preenchidas pela gravadora. O músico pode gravar, eventualmente mandar fabricar, marcar os shows e elaborar a agenda. Provavelmente, esse início acontece de forma autônoma. Num segundo passo, se houver algum progresso, monta-se uma equipe, com gente que vai ajudar na venda do show ou para tornar a produção do trabalho mais sofisticada. Percebemos que os artistas agora se juntam para se apoiarem e se ajudarem nessas tarefas, com foco na cooperação, na parceria. São muitos os grupos atuando dessa forma pelo Brasil, uns trabalhando nos discos dos outros, se produzindo e desenvolvendo projetos de shows.


O que pensa sobre o papel do poder público no apoio a quem atua na área de economia da cultura?

Hoje vemos uma presença grande do poder público na área cultural, por meio de diferentes editais e incentivos de naturezas diversas, no âmbito federal, nos estados e municípios. Creio que vivemos um bom momento para pensarmos em um novo modelo de apoio. O sistema atual é muito finalista. Fica concentrado na compra do espetáculo ou na distribuição de recursos para o produto final, como um disco ou um espetáculo. Na verdade, não temos ações dirigidas ao processo, ao meio do caminho, aos palcos, aos fornecedores de som e luz, a toda parte de gestão. Isso causa um desequilíbrio. Precisamos pensar em iniciativas como os pequenos palcos, presentes na cidade de São Paulo, mas que são necessários no Brasil inteiro. Trata-se de uma oportunidade para que o artista iniciante tenha um primeiro contato com o público. Não vemos incentivos para esse tipo de espaço, que funciona mais por teimosia de algumas pessoas. Pelo contrário: criam-se dificuldades e empecilhos para quem tenta abrir algo assim. Quem sabe, poderíamos isentar de impostos ou oferecer incentivos, criar editais para esses negócios, cruciais ao crescimento de uma arte de alcance nacional. Muita gente se esquece de que nesses pequenos ambientes são ouvidas canções incríveis e acabam saindo grandes artistas. Basta ver na nossa história, no caso dos palcos usados pela bossa nova na década de 60. O próprio rock'n'roll brasileiro começou em lugares menores.


Como vê as perspectivas para a área da música e da economia da cultura de forma geral?

Precisamos pensar em políticas que estimulem a diversidade, para que manifestações de caráter mais específico e criativo tenham espaço, e não apenas a cultura de massas. Tem que valorizar expressões locais, de gêneros peculiares, já que o mercado se afasta da diversidade. Procura grandes vendedores e sempre em pequeno número. Acho que podemos nos inspirar em como o poder público age em outras áreas, com fomento para agricultura ou indústria. Quando se criam benefícios e financiamentos, a iniciativa privada acaba reagindo e surgem novos modelos de negócios. E temos um cenário riquíssimo pelo País. Dentro da música instrumental, há inúmeros virtuoses. Na canção popular, também fica nítido que os hibridismos estão gerando artistas extremamente conectados com a sua época, que falam da vida da população e do cotidiano com muita propriedade, como Emicida e Tulipa Ruiz. Sou bastante otimista em relação ao aparecimento de novos talentos.


Fonte: Texto publicado por Marcelo Araújo da Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura.


[Fim da entrevista]





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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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segunda-feira, abril 25, 2011

Como é a aplicação do dinheiro público em atividades culturais na sua cidade?




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Nas últimas semanas ocorreu um episódio muito construtivo no estado da Paraíba que merece maior visibilidade, para além da mera polêmica.

Durante uma entrevista realizada na manhã da terça-feira do dia 12 de abril, na Rádio Paraíba FM, o músico e compositor Chico César, atual Secretário de Estado da Cultura na Paraíba, declarou que bandas de forró de plástico e bandas sertanejas não estarão na pauta de contratações do Estado para shows nos festejos de São João no Estado.

A declaração, independente de concordar ou não com ela, surtiu um efeito muito positivo. A discussão entre os que apoiam a posição de Chico César e os que são contra colocaram o debate sobre a aplicação dos recursos públicos em cultura na lista dos assuntos mais comentados no Twitter na última terça-feira.

Para mim, o assunto ter subido ao topo do ranking do Twitter mostra:

- que a população brasileira está mais atenta e não "apática e conformista", como muitos alegam;

- que o assunto cultura pode (e deve) ocupar mais espaços;

- que a população está preocupada com a forma como são gastos os recursos públicos;

- que é preciso fomentar mais canais para distribuição de conteúdos culturais, para se buscar harmonizar a tensão entre tradição e inovação.


Chico César aceitou o convite da TV Arapuan da Paraíba e participou de um programa de debates, no qual explicou as razões que embasam a postura adotada. Além disso, divulgou uma nota oficial para esclarecer o episódio, a qual segue abaixo na íntegra.


[início da nota]

“Tem sido destorcida a minha declaração, como secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição.

São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava “Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.

Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.

Secretário de Estado da Cultura – Chico César

[fim da nota]


E você, já parou para pensar como é a aplicação do dinheiro público em atividades culturais na sua cidade?


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

quarta-feira, novembro 24, 2010

Participe do III Encontro com Mestres Populares na UFRJ




Por Alê Barreto*


Depois de "lavar a alma" numa noite linda e com casa cheia no Teatro Rival, onde junto com Maria Braga e Ana Lombardi produzi o show "Vapor da Estação" do cantor e compositor gaúcho Nei Lisboa, patrocínio do programa Petrobras Cultural, lembrei de divulgar uma ação cultural importante que está acontecendo no Rio de Janeiro.

Trata-se do III Encontro com Mestres Populares na UFRJ. Começou ontem e vai até o dia 26.

Veja a programação.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

terça-feira, julho 06, 2010

Petrobras lança videocast de cultura




Por Alê Barreto*


Estava pegando informações sobre o Programa Petrobras Cultural 2010 e encontrei a ótima notícia do videocast Compacto, uma iniciativa que merece ser multiplicada por empresas em todo o Brasil.

Leia abaixo o conteúdo na íntegra.


Compacto Petrobras - episódio 01 - bloco 1 - Siba e Catatau

A Petrobras lançou um videocast de cultura chamado Compacto, que traz uma série de vídeos com entrevistas e shows de artistas da nova música popular brasileira. Os videocasts são arquivos em vídeo, que podem ser assistidos ou baixados pela internet. A cada semana, será postado um novo vídeo de dez minutos no site www.petrobras.com.br/compacto, com um encontro musical entre artistas de diversas regiões e gêneros musicais brasileiros, que conversam e tocam músicas ao vivo. Na estreia do blog será exibido o primeiro bloco do programa com o pernambucano Siba Veloso, ex-Mestre Ambrósio, e o cearense Fernando Catatau, do grupo Cidadão Instigado.

Na primeira temporada do Compacto, serão exibidos 13 programas, divididos em dois blocos cada. A ideia do projeto é mostrar a diversidade musical brasileira e compartilhar os novos sons que estão sendo feitos nas cinco regiões do país. Por isso, a equipe do programa está promovendo encontros musicais inéditos, como o da DJ e cantora pernambucana Catarina Deejah com a paraense Gabi Amaranto, conhecida como “Beyoncé do Pará”, e da cantora de hip hop Lourdes da Luz com o compositor e artista plástico Kiko Dinucci.

O formato do programa une entrevista e música de uma forma não convencional. Não há entrevistador e cartas ficam espalhadas pelo cenário. Para divulgar e compartilhar na Internet o som destes novos artistas, o projeto conta com um canal no Twitter e no Youtube. Outra novidade é que os conteúdos do projeto estão registrados com a licença Creative Commons, que permite o compartilhamento dos vídeos para uso não comercial. É a primeira vez que a Petrobras utiliza a licença.

A primeira temporada do Compacto será dedicada à música, mas o programa também pretende abordar outras linguagens, como trilhas de cinema, cultura digital e outros setores da cultura patrocinados pela Petrobras.

O objetivo da Companhia ao lançar o videocast é reforçar os atributos de diversidade e origem brasileira da Petrobras e trabalhar a presença da marca nos meios digitais a partir da produção de conteúdos de entretenimento, seguindo tendência do setor. "A atuação da Petrobras como patrocinadora de cultura é marcada pela diversidade de gêneros e estilos. Por isso incluímos a Cultura Digital como um setor patrocinado e investimos no uso de redes sociais como forma de promover e intensificar nossa participação na dinâmica cultural brasileira", afirma o coordenador de música da área de Patrocínios Culturais da Petrobras, Claudio Jorge de Oliveira.

Fonte: http://www.petrobras.com.br/pt/noticias/petrobras-lanca-videocast-de-cultura/


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

sexta-feira, abril 30, 2010

Seminário Internacional Brasil – França: política e gestão cultural – olhares cruzados




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Tem ocorrido nos últimos anos uma aproximação entre o Brasil e França. Em 2005 tivemos o ano do Brasil na França.



Em 2009 tivemos o ano da França no Brasil, época que inclusive trabalhei na produção executiva da visita da Ministra da Cultura da França Christine Albanel realizada ao Grupo Nós do Morro.

Agora, a Fundação Getúlio Vargas e a Ecole Supérieure de Commerce de Paris (ESCP) organizaram um seminário internacional sobre política e gestão cultural que irá acontecer nos dias 3 a 4 de maio de 2010, na sede da FGV no Rio de Janeiro, com o objetivo apresentar, examinar e discutir, em perspectiva comparada, aspectos do estado da arte da pesquisa e das práticas de planejamento e ação cultural no Brasil e na França, tanto na esfera pública quanto no âmbito privado.

Veja na programação a rede de pesquisadores, especialistas e gestores que irão participar.


Programação

03 de maio de 2010

09:30 - 10:30
Abertura
Ministério da Cultura, Consulado da França, Diretor do CERALE
Diretor Internacional da FGV, Coordenadores do Seminário

10:00 - 10:30
Coffee Break

10:30 - 12:30
Sessão 1 - Política Cultural, ambiente nacional e cena internacional
Política e ação cultural no Brasil - Sr. José Luiz Herencia (Secretário de Política Culturais do MinC)
Cultura e cooperação internacional - Consulado da França

12:30 - 14:00
Intervalo para almoço

14:00 - 16:00
Sessão 2 - Cultura, estado e mercado
Cultura e Desenvolvimento - Prof. Frederico Lustosa (DINT/FGV)
Economia da Cultura - Prof. Paulo Miguez (UFBA) e Prof. Yann Duzert (FGV)
Diversidade Cultural - Prof. José Marcio Barros (UFMG)

16:00 - 16:30
Coffee Break

16:30 - 18:30
Sessão 3 - A Política Cultural
Políticas culturais: estado da arte - Prof. Albino Rubim (UFBA) e Prof. José Carlos Durand (UNICAMP)
Políticas culturais no Brasil - balanços e perspectiva - Profª Lia Calabre (FCRB)
Financiamento da política cultural - Prof. Enrique Saravia (FGV)
Aspectos jurídicos e fiscais - Profª Marie Pierre Fenoll-Trousseau (ESCP)

04 de maio de 2010

09:30 - 13:00 (Coffee Break 11:00 - 11:30)
Sessão 4 - Gestão cultural aplicada I
As especificidades da gestão cultural - Prof. Hermano Roberto Thiry-Cherques (FGV)
Gestão dos bens e atividades culturais - Sr. Marcos Mantoan (CCBB)
Gestão de museus e centros culturais - Ricardo Piquet (Fundação Roberto Marinho)
Gestão cultural no espaço público - Francisco Auto Filho (Secretário de Cultura do Estado do Ceará)

13:00 - 14:30
Almoço

14:30 - 18:00 (Coffee Break 16:00 - 16:30)
Sessão 5 - Gestão Cultural aplicada II
Indústrias midiáticas x indústrias culturais: apresentação de dois campos independentes de pesquisa em gestão - Prof. Ghislain Deslandes (ESCP)
Pesquisa e formação na gestão cultural e de mídia: reflexões para uma abordagem comparada - Profª Marie Pierre Fenoll-Trousseau (ESCP)
A montagem de megaeventos culturais: um meio de projeção no cenário internacional - Profª Florence Pinot (CERALE ESCP)

Informações:

Tel.: (21)3799-6056/6088
E-mail: eventos.dint@fgv.br

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domingo, abril 25, 2010

Rita Ribeiro, Jorge Mautner, Vitor Araújo e Casuarina mostram que o Rio de Janeiro continua lindo


Vídeo da campanha das olímpiadas no Rio de Janeiro


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


A primeira impressão que tive do Viradão Carioca foi a melhor possível. Conforme havia falado no post anterior, fui ontem à tarde assistir a programação de shows da praça do Leme. Palco bonito. Som impecável. Esquema de segurança bacana. Artistas excelentes.

Queria ver o show da Rita Ribeiro faz tempo. Em 2008, assisti os minutos finais de sua apresentação na V Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, na Marina da Glória, aqui no Rio.

Rita Ribeiro apresentou o magnífico “Tecnomacumba”. É impossível assistir o show e não ficar encantado pela diversidade musical que Rita e seus Cavaleiros de Aruanda oferecem ao público. À minha volta, todos dançavam. A cada saudação, o público e os Orixás sorriam. Às vezes eu tinha impressão de que Rita se comunicava com cada pessoa que estava naquela praça. Foi um ritual artístico carregado de força, paz e beleza.


Trecho do especial "Tecnomacumba"


Mas a noite de surpresas estava só começando. Eis que o irreverente Jorge Mautner entra em cena. Em seu show, duas coisas me marcaram bastante. Primeiro, a inteligência e o toque agradável de suas canções. Jorge Mautner consegue nos levar a um passeio pela comédia, história, reflexão, crítica, oratória com uma simplicidade que é impossível não participar de sua arte. A segunda coisa que não podia esquecer de comentar era a elegância com que uma morena de vestido preto dançava com rapaz de camisa xadrez, poucos metros à minha esquerda. Parecia que eles faziam parte da apresentação de Mautner.


Arte do site de Jorge Mautner

Fiquei de alma lavada com estes dois shows. Podia ter ido embora. Mas daí encontrei alguns amigos de Santa Tereza e resolvi esperar para ver as próximas apresentações. Não me arrependi.

Pé no piano. Radinho de pilha. Conversa pausada com o público. Não, não era uma peça de teatro. Era o pianista recifense Vitor Araújo.

Como ele não gosta de rótulos (aliás, ninguém gosta), não vou arrumar briga com ele. Não vou descrever aqui seu show ou sua música. Vou apenas dizer que está começando muito bem a sua carreira, pois possui uma qualidade essencial para um artista, muito bem demonstrada pelos veteranos que subiram antes ao palco: coragem. Vitor Araújo está correndo o risco de mostrar o que realmente vale a pena mostrar: o que realmente é. Muitas bandas dos chamados “circuitos independentes” deveriam assistir ao show dele para ter uma noção do que é ser original.

Apesar de excelentes as apresentações, já estava cansado e pensando novamente em ir embora. Resolvi ficar mais uns minutinhos, para conhecer o Casuarina.



Não deu para ir embora. Este grupo é uma verdadeira orquestra de samba. Sua apresentação transformou a praça numa grande roda de boemia, onde todos brincavam e dançavam. Só gente feliz. Repertório variado. Músicos simpáticos. Um convite a voltar para casa só pela manhã.

Os promotores do Viradão Carioca 2010 estão de parabéns. A produção do palco do Leme está de parabéns. O público carioca que esteve presente está de parabéns. Rita Ribeiro, Jorge Mautner, Vitor Araújo e Casuarina estão de parabéns. Conheça mais o trabalho destes artistas:

http://www2.uol.com.br/ritaribeiro/

http://www.jorgemautner.com.br

http://www.myspace.com/vitoraraujo

http://www.casuarina.com.br/principal

sexta-feira, abril 23, 2010

Conheça a programação do Viradão Carioca 2010




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


As oportunidades aparecem sem aviso prévio. De repente, toca o telefone e alguém chama você para uma reunião. Ao chegar na reunião, você é convidado para ser o produtor responsável pela programação de um grande evento e descobre que sua missão será:

- oferecer eventos para a população durante três dias;
- contemplar várias linguagens artísticas;
- articular uma rede de fornecedores, apoiadores e espaços culturais, para que a programação aconteça em vários espaços de sua cidade;
- contratar novos artistas, artistas com trabalhos reconhecidos e artistas que veiculam seus trabalhos em grandes redes de comunicação.


O que você faria?

Vou lhe dar uma dica. Conheça a programação do Viradão Carioca 2010. Trata-se de um evento cultural que começou hoje e vai até domingo, concebido a partir de três pilares: acesso à cultura, ocupação da cidade e integração. Serão 54 horas de ocupação de ruas, praças, teatros, cinemas, bibliotecas, centros, lonas culturais e circos.

E se você estiver no Rio ou cidades próximas, vale a pena participar. Amanhã, por exemplo, vou assistir às 15h o filme "O homem que engarrafava nuvens" no Cine Santa Tereza e depois vou para o palco Leme assistir dois shows: Rita Ribeiro às 18h e Jorge Mautner às 20h.

O Viradão Carioca carioca é promovido pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Globo Rio. Tem como co-realizador o Galpão Aplauso e apoio do Sistema Globo de Rádio.

Acompanhe também o Viradão pelo twitter.

terça-feira, março 16, 2010

Estão abertas as inscrições para o programa Rumos Itaú Cultural


Imagem: Jader Rosa/Itaú Cultural


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dia 03 de março abriram as inscrições para o Rumos Itaú Cultural, um programa de apoio à produção artística e intelectual sintonizado com a criatividade brasileira. Rumos colabora para o fomento e o desenvolvimento de centenas de obras e de artistas das mais variadas expressões e regiões do país - de músicos e cineastas do Norte a escritores, coreógrafos e artistas plásticos do Sul; de jornalistas e pesquisadores do Nordeste a educadores do Sudeste.

Rumos Literatura 2010-2011 - programa dedicado aos interessados em desenvolver textos reflexivos sobre literatura e crítica literária brasileira contemporânea.

Leia o edital


Rumos Pesquisa - programa de estímulo à produção de trabalhos acadêmicos de graduação e pós-graduação sobre o setor cultural.

Leia o edital


Rumos Teatro - programa que tem como finalidade promover o intercâmbio entre teatros de grupo com práticas contínuas de pesquisa, de todas as regiões do Brasil.

Leia o regulamento


Rumos Música - programa que busca mapear, apoiar e difundir o trabalho de músicos de todas as regiões do país, estimulando a diversidade e a criatividade artística brasileira.

Leia o edital


Fonte: site Itaú Cultural

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Produtor Cultural Independente agradece a sua participação e deseja boas festas!



Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter

Este vídeo é uma realização da TV Câmara que valoriza a riqueza da cultura popular brasileira. A animação é de Márcia Roth e a música de Alberto Valério, aluno do curso "Aprenda a Organizar um Show" que ministrei em Brasília nos dias 9 e 10 de novembro de 2009.

terça-feira, novembro 24, 2009

O Produtor Cultural Independente começa a aprender com a cultura do Acre




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Saindo do Rio de Janeiro,




o Produtor Cultural Independente viajou 3.986 km até Rio Branco/AC





para ministrar um repasse metológico de gestão em produção cultural, em parceria com o Sebrae/AC e Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI.

A ação visa formar multiplicadores para contribuirem com a capacitação básica em gestão cultural de grupos culturais do estado do Acre.

Duas coisas chamam muito a atenção nesta ação:

- a forma organizada e articulada como Estado do Acre está trabalhando para o desenvolvimento do setor cultural;

- a diversidade cultural do estado do Acre.


No primeiro dia na cidade, Alex de Lima, gestor de projetos culturais do Sebrae/AC, me levou para conhecer alguns espaços de Rio Branco. A Biblioteca da Floresta


Foto: Nattércia Damasceno

é parada obrigatória. Há uma informação muito rica sobre a história cultural do Acre e possui um telecentro muito bacana. Como a biblioteca é um espaço de encontros, tive o prazer de conhecer o jornalista Altino Machado, autor do blog da Amazônia.

Também passei pelo Parque da Maternidade, Fundação Estadual de Cultura Elias Mansour, Casa do Artesão e tive uma reunião muito interessante com a Gestora de Cultura da Fundação Garibaldi Brasil, Eurilinda Figueiredo. Fiquei impressionado com a qualidade das políticas públicas que vem sendo implantadas em Rio Branco desde 2005.

Compartilho com todos vocês o blog do sistema municipal de cultura de Rio Branco, para que possamos todos aprender com esta importante experiência.




Conheçam também mais recente Informativo de Cultura de Rio Branco.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Participe do Tangolomango: Festival da Diversidade Cultural 2009


Visite o site do festival


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)



Recebi este e-mail da equipe da Tangolomango



2009/10/29 Cláudia Duarte

Caros amigos,
Gostaríamos muito de poder contar com a presença de vocês!
E agradecemos a sua divulgação.

Um abraço da equipe do Tangolomango.




Para mim é um prazer colaborar com esta ação cultural. Clique no flyer abaixo para saber como chegar no Circo Voador (RJ) no próximo domingo.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Conheça as idéias da especialista em Economia da Cultura Ana Carla Fonseca Reis


Ana Carla Fonseca Reis/Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Ana Carla Fonseca Reis é uma profissional cujo trabalho tive contato pela primeira vez em 2006, época em que estudei o seu livro "Marketing Cultural e Financiamento da Cultura", para fazer minha monografia de conclusão do curso de Administração de Empresas. Percebi nos conteúdos que ela apresenta um olhar mais amplo sobre a cultura e desde então tenho buscado acompanhar o seu trabalho. É uma das minhas referências.

Este ano, ao fazer o curso de extensão "Micro e Macro Economia da Cultura", disciplina do MBA em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes, aqui no Rio, tive o prazer de reencontrá-la, pois ela ministrava esta disciplina juntamente com o professor Luis Carlos Prestes Filho.

Acho importante então fazer um novo link para o blog Cultura em Pauta, de André Fonseca, para que todos possam ouvir o podcast “A economia não dita o que a cultura deve fazer. A economia se põe ao dispor das políticas públicas de cultura”.

Ana Carla Fonseca Reis é Admininistradora Pública pela FGV/SP e Economista pela USP, onde se diplomou também Mestre em Administração e atualmente faz Doutorado em Arquitetura e Urbanismo, desenvolvendo uma tese em cidades criativas. É autora dos livros Marketing Cultural e Financiamento da Cultura (Thomson, 2002) e de Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável – o Caleidoscópio da cultura (Manole, 2006), primeira obra brasileira sobre o tema e que traz uma abordagem de desenvolvimento à economia da cultura. É coordenadora do curso de Gestão de Produtos e Políticas Culturais da Faculdade São Luís, professora da Fundação Getulio Vargas/SP, da Universidade Candido Mendes/RJ e da Unisinos/RS, membro do painel curador da conferência Creative Clusters do Reino Unido e curadora de diversos seminários internacionais no Brasil.

Ouça aqui esta profissional falar sobre o conceito de economia da cultura e sua relação com questões de distribuição, novas tecnologias, economia criativa, diversidade cultural e propriedade intelectual.

sábado, agosto 01, 2009

Comece agosto conhecendo a cultura da paraíba através do programa Diversidade




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Aproveite este final de semana e experimente trocar um pouquinho de canal para conhecer o programa DIVERSIDADE, exibido de segunda a sexta, às 13h00 e às 19h10, pela TV Itararé de Campina Grande (afiliada da TV Cultura). O Diversidade apresenta reportagens diárias sobre a cultura paraibana, com destaque para o que é produzido em Campina Grande e região circunvizinha.

Veja que interessante é assistir uma pessoa falando sobre a internet do ponto de vista de alguém que mora na Paraíba.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

IV Encontro Mestres do Mundo e III Seminário Nacional de Culturas Populares



Conteúdo extraído do site do Ministério da Cultura

Juazeiro do Norte, no Ceará, será o ponto de encontro de cerca de 300 mestres da Cultura do Som, do Corpo, da Oralidade, do Sagrado e das Mãos. A cidade sediará, de 2 a 6 de dezembro, o IV Encontro Mestres do Mundo. A iniciativa é do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), e do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult).

A solenidade de abertura ocorrerá às 18h da próxima terça-feira (dia 2) com a presença do secretário interino da SID/MinC, Américo Córdula, e dos prefeitos de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato, cidades da região sul cearense, conhecida como Cariri, além de outras autoridades federais, estaduais e municipais. No encerramento dessa primeira noite, haverá o encontro dos Maracatus pernambucanos e cearenses, com apresentações de grupos dos dois estados, além do uruguaio Elumbé.

Nos quatro dias do evento, os mestres das culturas populares se reunirão para apresentações e trocas de experiências sobre seus saberes e fazeres. Em um mesmo espaço, estarão em contato a grande diversidade de tradições vindas de várias regiões brasileiras. Estão programadas oficinas e seminários, além de apresentações artísticas nos três municípios da região.

As atividades das manhãs serão dedicadas às Rodas de Mestre, quando haverá o diálogo e as trocas de percepções e vivências com o objetivo de interação e aprendizagem das diferenças e das semelhanças culturais. Já o período da tarde será reservado para a realização do III Seminário Nacional de Culturas Populares.

Terceira Edição
No período entre os dias 3 e 6 de dezembro, sempre a partir da 14h30, no Memorial Padre Cícero, a SID/MinC e a Secult também promovem a terceira edição do Seminário Nacional de Culturas Populares.

Estarão reunidos representantes de instituições governamentais e da iniciativa privada, da sociedade civil e de movimentos socioculturais com o objetivo de discutir ações que fomentem e garantam a preservação da diversidade cultural brasileira.

Na programação, montagem de mesas de experiências, nas quais serão demonstrados casos de sucesso e a vivência de mestres, instituições, pesquisadores e organizações reconhecidas pelo Ministério da Cultura no Prêmio Culturas Populares.
O Seminário de Culturas Populares é uma demanda da sociedade civil interessada no debate e na construção de uma política pública de apoio a grupos e indivíduos que devido a riqueza de seus saberes tradicionais contribuem para a diversidade da cultura nacional.

Das edições anteriores da iniciativa - que foram realizadas em Brasília, em 2004 e em 2006 - sete pontos sintetizam as contribuições advindas dos grupos de discussão:

- Criar fundos de incentivos públicos de apoio às culturas populares;
- Mapear, registrar e documentar as manifestações das culturas populares;
- Estabelecer instâncias de diálogo entre o Estado e a sociedade civil para a formulação e deliberação de políticas culturais;
- Criar mecanismos que favoreçam a inclusão das culturas populares nos processos educativos formais e informais;
- Criar marcos legais de proteção aos conhecimentos tradicionais e aos direitos coletivos;
- Democratizar a distribuição de recursos nas várias regiões do Brasil;
- Facilitar o acesso e desburocratizar os instrumentos de financiamento, de modo a democratizá-los para os segmentos populares.

Tanto o IV Encontro Mestres do Mundo quanto o III Seminário Nacional de Culturas Populares contam com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, para a sua realização, e recursos do Fundo Nacional de Cultura.

Informações sobre a programação do Encontro e do Seminário:
mestresdomundo.art.br e (85) 3262-5011 ou 3262-0841.
Visite o site: http://www.cultura.gov.br/site/

quarta-feira, novembro 05, 2008

Culturas brasileiras no mundo: Do país do samba e da caipirinha a um pólo de inovações culturais contemporâneas



Artigo de Ana Carla Fonseca Reis e George Yúdice publicado originalmente na revista argentina Nueva Sociedad

Embora a imagem tradicional do Brasil no mundo seja projetada a partir da caipirinha, do samba e do futebol, na realidade existe muito mais. A enorme diversidade cultural do país tem permitido uma longa série de inovações, algumas alentadas pelo Estado e outras surgidas de maneira espontânea, que contribuem para uma imagem menos estereotipada do Brasil.

Das novelas ao AfroReggae, das novidades da internet à São Paulo Fashion Week, o desafio consiste em articular, a partir do governo, os projetos e iniciativas dispersos a fim de explorar um dos grandes capitais do Brasil: sua diversidade cultural.

País de contrastes sociais, de distâncias econômicas abissais, de diversidade cultural pujante e de natureza ímpar. Para orgulho dos locais, quem visita se encanta, quem conhece não se esquece, conforme constatam pesquisas oficiais. Mas, para visitar e conhecer, é preciso ir além da imagem de samba, futebol e caipirinha, reducionista por excelência de um colosso cultural e que não revela o dinamismo das várias faces da cultura brasileira no palco mundial. A favor da ampliação desse ponto de vista, há uma miríade de inovações culturais paralelas e sobrepostas, que estabelecem pontes entre o Brasil e o exterior, formando uma rede de diálogos contagiante e de envergadura exponencial.

Para abordar estas e outras questões, o presente artigo apresenta três seções: primeiro, um panorama da imagem e da presença da cultura brasileira no exterior (ou das culturas, tendo em vista seu horizonte de diversidade), analisando brevemente a que ponto os retratos do Brasil formam ou não um filme próprio, ao invés de imagens dispersas; diante disso, aprofundar em seguida os caminhos pelos quais um caldeirão de experiências inovadoras consegue levar o local ao global, muitas vezes trazendo o global na bagagem de volta e vice-versa; e, por fim, algumas elucubrações acerca de como novos caminhos tenderão a se desenhar.

Começando: retratos do Brasil
Como a cultura de um país galga fronteiras físicas, emocionais e burocráticas? Como o mapa mental cultural das pessoas amplia-se com o conhecimento da cultura de um país, configurando um novo perímetro emocional
individual na dinâmica mundial? As respostas são múltiplas, mas atenhamo-nos a quatro:
- pelos imaginários relativos à sociabilidade e à violência, na música, no cinema e nos noticiários internacionais;
- por meio dos turistas de lazer ou negócios, que se convertem em embaixadores privilegiados dos lugares que visitam;
- pela circulação internacional dos bens e serviços culturais e das tradições locais, adquiridas ou vivenciadas no exterior, física ou digitalmente; ou ainda por meio de notícias do Brasil veiculadas em outros países;
- graças à circulação dos brasileiros, em trânsito ou residentes no exterior, que invariavelmente divulgam sua cultura por seus relatos, atitudes e hábitos.

Sociabilidade e violência. O Brasil é um país-continente, de uma enorme variedade de territórios e culturas. Recorrê-lo e retratá-lo gera uma contraditória colagem, algo como uma colcha de retalhos. Talvez a imagem mais espetacular seja Brasília, hipermoderna «cidade do futuro», como a chamou o crítico de arte Robert Hughes1 e Patrimônio Cultural da Humanidade (UNESCO, 1987) que não representa o passado, mas um projeto de futuro. Face à perda das tradições culturais pelo embate da televisão, o protagonista mais bem-sucedido do filme Bye-Bye Brasil (1979), o acordeonista Ciço, reconverte o forró, tradição do nordeste, fusionando-o com o rock, para entreter os candangos na cidade-satélite onde acabou morando. Poucos anos depois, a informalidade acumulada nesses satélites ameaça a ordem dessa modernidade utópica, ou, nas palavras de uma reportagem do The New York Times2, o «Brasil real» demonstrou a insustentabilidade desse pulo desenvolvimentista ao futuro.

Leia o artigo na íntegra

quarta-feira, julho 30, 2008

Visões Periféricas 2008 - INSCRIÇÕES PRORROGRADAS ATÉ O DIA 01 DE AGOSTO



Um olhar atento a diversidade de imagens e sons do nosso país. Essa é a proposta do Visões Periféricas 2008, uma mostra de audiovisual que vem garantindo e ampliando espaço para o que de mais original está sendo produzindo nas múltiplas periferias do Brasil.

Em 2008 a mostra irá sediar o encontro do FEPA, o Fórum de Experiências Populares em Audiovisual. Faça parte desse movimento que está democratizando o audiovisual brasileiro!

Período de Realização: 03 a 07 de Setembro de 2008
Local: Rio de Janeiro
Inscrição: prorrogado até o dia 01 de Agosto
Endereço para inscrição e mais informações: www.visoesperifericas.org.br
Realização: Associação Imaginário Digital

Mostra Visões Periféricas 2008
Tels: 21 2224-4403 / 9727-8126

Leia o regulamento na íntegra

quinta-feira, julho 17, 2008

Banco do Nordeste lança edital do Programa BNB de Cultura 2009




Conteúdo extraído do site do Banco do Nordeste do Brasil


O Banco do Nordeste do Brasil lançou dia 1º de julho em seu portal na Internet (www.bnb.gov.br), o edital do Programa BNB de Cultura – Edição 2009. O Programa BNB de Cultura é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, para apoio à produção e difusão da cultura do Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do BNB), mediante seleção pública de projetos. Existente desde 2005, o Programa BNB de Cultura, já patrocinou 681 projetos nas quatro edições anuais anteriores, no valor total de R$ 10,5 milhões. O Banco do Nordeste destinará, no próximo ano, o montante de R$ 3 milhões para projetos a serem selecionados nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 700 mil), literatura (R$ 400 mil), artes cênicas (R$ 600 mil), artes visuais (R$ 400 mil), audiovisual (R$ 400 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 500 mil). Serão contemplados pelo menos 174 projetos – sendo, no mínimo, 42 de música, 27 de literatura, 37 de artes cênicas, 13 de audiovisual e 30 de artes integradas ou não-específicas.

O BNB garante que, no mínimo, 50% do total dos recursos (ou seja, pelo menos R$ 1,5 milhão) do seu programa de patrocínio cultural direto serão destinados para projetos cujas ações sejam realizadas em municípios com até 100 mil habitantes, dentro da área de atuação do Banco. Assegura também que pelo menos 25% do total dos recursos (isto é, no mínimo R$ 750 mil) serão reservados a projetos realizados em municípios incluídos no Programa Territórios da Cidadania, do Governo Federal, cujo objetivo é levar o crescimento econômico e universalizar os programas básicos de cidadania. Na área de atuação do BNB, são identificados 34 Territórios da Cidadania, englobando 586 municípios, sendo 337 inseridos na região semi-árida. A meta da instituição é realizar, até 28 de novembro deste ano, todo o processo de seleção da edição 2009 do Programa, compreendendo, ainda, as seguintes fases: realização de 38 oficinas de elaboração de projetos em todos os 11 estados da área de atuação do Banco (4 a 31 de julho), período de inscrições (1º a 22 de agosto), divulgação da lista de projetos habilitados para o processo de seleção (30 de setembro), análise dos projetos (1º a 31 de outubro) e divulgação do resultado das propostas selecionadas (28 de novembro). A informação é do gerente de Gestão da Cultura do BNB, Henilton Menezes.

Saiba mais

Baixe o edital


Entrevistas e informações adicionais

• Henilton Menezes (gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do BNB) – (85) 3464.3109 / 8635.6064 – henilton@bnb.gov.br

• Mário Nogueira (coordenador do Programa BNB de Cultura) – (85) 3464.3182 / 8830.1110 – amariobn@bnb.gov.br

• Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br

quinta-feira, julho 03, 2008

Pontão de Cultura Brasil Memória em Rede abre edital



Conteúdo extraído do site Brasil Memória em Rede.

O Pontão de Cultura Brasil Memória em Rede inicia suas atividades com a formação de mais 6 pólos regionais, que tem como objetivo articular organizações locais em torno do tema memória e desenvolvimento comunitário. O Pontão é uma das ações da Brasil Memória em Rede, uma rede de instituições e pessoas que valorizam o uso da memória como ferramenta de desenvolvimento social e cultural do país. Seu objetivo é fomentar o diálogo entre produtores, articuladores e usuários de conteúdos de memória para democratizar o uso e a prática da memória histórica do país.

O edital aberto destina-se a organizações que tenham interesse em tornar-se coordenadoras dos novos pólos regionais. Elas devem necessariamente estar localizadas em estados diferentes dos pólos já existentes, situados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pará, Goiás e Santa Catarina. As organizações que estiverem presentes nestes estados poderão participar das atividades dos pólos regionais já existentes.

Aberto à participação de organizações dos diferentes segmentos da sociedade, o edital de inscrição para se tornar uma organização coordenadora está aberto até o próximo dia 11 de julho.


Veja aqui o manual do participante

Acesse aqui a ficha de inscrição

Conheça o Brasil Memória em Rede

quinta-feira, junho 26, 2008

Escute a Rádio Itaú Cultural



Conteúdo extraído do site do Itaú Cultural.

A programação da Rádio Itaú Cultural tem como filosofia revelar ao ouvinte o cotidiano, as obras e os processos de trabalho de escritores, músicos e profissionais que atuam na Música e na Literatura.

Trabalhos dos artistas selecionados pelo programa Rumos Música, áudio dos shows promovidos pela série Toca Brasil e programas temáticos, com entrevistas, debates e depoimentos, são a matéria-prima desse novo espaço, gratuito e aberto para todos os usuários.


Rumos Música
A Seleção Rumos Música torna disponível ao público o acervo musical fomentado pelo programa de incentivo artístico do Itaú Cultural, o Rumos. Composto de mais de uma centena de músicas de artistas premiados nas três edições do programa, a Seleção traça um rico mapa da produção musical de todas as regiões do país.

Escute o programa


Toca Brasil
Ao acessar a seleção Toca Brasil, o ouvinte resgata momentos de destaque de shows de vários artistas, realizados na Sala Itaú Cultural, o palco da instituição. Compõem a Seleção músicas de Mombojó, Berimbrown, Quaternaglia, Banda Pequi, Nei Lisboa, Dona Edith do Prato, Katia B, Escurinho, Carmina Juarez, do trio Suzana Salles, Ivan Villela e Lenine Santos. Outros artistas, como Banda Mantiqueira, Nei Lopes, AfroReggae & Rappin Hood, Siba, Marcelo Pretto, Marku Ribas, também farão parte, em breve, desta programação.

Escute o programa


Mapa - Em Busca do Brasil Sonoro
Entrevistas com músicos, pesquisadores, produtores, entre outros profissionais. Os convidados falam de seus projetos na área cultural.

Escute o programa


Estéreo Saci
Amplo cardápio musical, com CDs de artistas de vertentes variadas, coletâneas e trilhas escolhidas por uma curadoria.

Escute o programa


Escritor-Leitor
Em Escritor-Leitor - A Criação do Personagem, o enfoque é o fazer literário. A cada edição, um escritor conta para o ouvinte quais os personagens da literatura brasileira e universal que mais o influenciaram e como cria e desenvolve seus personagens. Completam a apresentação leituras de trechos de obras em que grandes perfis humanos estão em ação.

Escute o programa


Inventário - Literatura em Primeira Pessoa
Depoimentos de prosadores, poetas, críticos e pesquisadores que revelam ao público seu contexto familiar, sua formação, as primeiras leituras, a decisão pelo caminho das letras e seu processo de trabalho.

Escute o programa


Te dou minha palavra - Cultura Oral & Educação
Os contos tradicionais, os mitos e os cantos representam um papel importante na educação.
Espaço de diálogo e de fortalecimento para a arte de contar histórias.

Escute o programa

sábado, junho 14, 2008

Prorrogadas as inscrições para o Tangolomango 2008




Grupos populares de todo o Brasil interessados em participar do 7º Festival da Diversidade Cultural têm agora até o dia 30 de junho para fazer a inscrição.

A documentação deve ser enviada para Rua Conde Lages, 44 sala 307, Glória – CEP: 20241-040 – Rio de Janeiro. Outras informações no site www.tangolomango.com.br .


Baixe o edital aqui





Circo chileno no Rio
A ONG chilena El Circo Del Mundo (www.elcircodelmundo.cl) já confirmou a sua participação no Tangolomango do Rio de Janeiro. O grupo se enquadra no chamado 'novo circo', que nasceu na década de 70 na Europa e tem como principal característica a mistura de várias artes - circenses, dramáticas, música, iluminação, etc. O principal representante desta escola é o Cirque Du Soleil. Criado em 1995, com ajuda do Cirque Du Soleil, o El Circo Del Mundo se tornou uma organização independente em 2000 e hoje atua com muito sucesso sobretudo nas áreas social e de educação. O grande projeto do grupo é a criação de uma escola social de circo no Chile.




Estréia no Dragão do Mar
Pela segunda vez consecutiva, a estréia do Tangolomango será no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (www.dragaodomar.org.br), em Fortaleza. Este ano, a festa – apoiada pela Secrataria de Cultura do Estado do Ceará - acontecerá entre os dias 28 e 31 de agosto. No ano passado, o espetáculo de criação compartilhada reuniu mais de duas mil pessoas no Anfiteatro do centro cultural, o mais importante de Fortaleza.


Salve, Bahia
Depois de contar com a participação de vários grupos baianos, o Tangolomango chega a Salvador e prevê apresentações em praças do Pelourinho nos dias que antecedem o espetáculo. “Salvador é uma cidade referência em cultura e temos certeza que o Festival da Diversidade Cultural vai ser um sucesso na Bahia”, diz Marina Vieira, que está levando o festival para Salvador a convite da Secretaria Estadual de Cultura.