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domingo, agosto 21, 2011

Cinema: Fundação CSN lança programa que valoriza diversidade cultural e a memória


Entrevista sobre Memória com Laís Bodanzky


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Recebi da assessoria de imprensa da Fundação CSN uma ótima notícia: foi lançada a primeira edição do programa Histórias que Ficam. Serão selecionados projetos de diferentes regiões brasileiras, do gênero documentário, com tema memória. A iniciativa busca apoiar criações audiovisuais, revelando a diversidade da produção nacional.

O programa Histórias que Ficam irá oferecer consultoria especializada para os realizadores contemplados durante todas as etapas de produção dos documentários. Para isso, reuniu uma equipe de diretores, roteiristas, produtores e montadores experientes, tais como Eduardo Coutinho, Marcelo Gomes, Luis Bolognesi, Daniela Capelato, Karen Harley, Guilherme Coelho, Leonardo Edde e Waldir Xavier.

O programa Histórias que Ficam conta com recursos da Lei Rouanet.

Saiba mais sobre o programa


Fundação CSN

Uma das cinco maiores investidoras de cinema no Brasil, a CSN tem como braço social a Fundação CSN, responsável por iniciativas que contribuem para o desenvolvimento social e econômico das comunidades nas quais atua.

Somente no campo do audiovisual, foram 36 filmes desenvolvidos com o apoio da CSN, entre os anos de 2004 e 2010 – boa parte deles de caráter documental. No catálogo de obras realizadas com o apoio da empresa estão títulos como “Tropa de Elite” (I e II), “Terra Vermelha”, “Eu e Meu Guarda-Chuva”, “O Contador de Histórias”, “Besouro”, além dos documentários “A Raça-Síntese de Joãosinho Trinta”, “Doutores da Alegria”, “Fordlândia” e “Garapa”.

A empresa patrocina outras iniciativas culturais e sociais rigorosamente selecionadas. Entre os projetos que receberam apoio estão a exposição “Lúcio Costa - O Arquiteto”, em comemoração aos 50 anos de Brasília, o livro “Direitos Humanos - Imagens do Brasil”, o projeto de construção da Biblioteca Brasiliana na USP, com o acervo de Guita e José Mindlin e o Museu de Congonhas (Centro de Referência do Barroco e Estudos da Pedra).

Nos últimos anos, a CSN incentivou R$ 88 milhões em projetos culturais, sendo R$ 16,6 milhões em filmes (Leis do Audiovisual, Rouanet e ProAC).

Saiba mais sobre a Fundação CSN

Fonte: A Dupla Informação - aduplainformacao@gmail.com
Fábio Gomides – (31) 9693-2767
Ariane Lemos – (31) 9751-0445
Conceição Cruz – (31)8672-8791
Cristiana Brandão – (11)6367-7071


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

segunda-feira, agosto 15, 2011

Patrocínio: Petrobras chega a marca de 500 longa metragens patrocinados




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muita gente enxerga a cultura somente conforme está classificada para encaminhamento para lei Rouanet: dança, música, teatro, cinema, etc. E histórias em quadrinho (HQ), não é cultura?

Claro que é! E a Petrobras, maior patrocinadora da cultura no Brasil, aproveitou a riqueza desta arte e convidou o mestre Maurício de Sousa para comemorar 500 longa-metragens patrocinados.

Tá querendo divulgar o seu trabalho? Já pensou em fazer isso através de desenho animado? Assista o vídeo.

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quarta-feira, julho 27, 2011

Edital de Ocupação dos Ambientes do Espaço Cultural Eletrobras Furnas 2011/2012




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Furnas Centrais Elétricas S.A. recebe até 12 de agosto de 2011 projetos culturais destinados à ocupação dos ambientes do Espaço Cultural Eletrobras Furnas, localizado na cidade do Rio de Janeiro - RJ, no bairro de Botafogo, para formação de sua programação no ano de 2012.

Furnas disponibilizará um investimento de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais) nos projetos, sem recursos da lei Rouanet (Lei nº. 8.313, de 23/12/1991), apresentados nas seguintes áreas artísticas:

- Artes Visuais (fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, videoinstalação, intervenção e novas tecnologias ou performances);
- Artes Cênicas;
- Música;
- Outras

Nas seguintes modalidades:

- Espetáculos;
- Exposições;
- Palestras;
- Encontros;
- leituras dramáticas;
- lançamento de livros.

Para saber mais, entre no site http://www.furnas.com.br/espaco_furnas_cultural2.asp



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sexta-feira, julho 22, 2011

Patrocínio: como a Petrobras investe em projetos de esporte




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muitas vezes a melhor maneira de levar cultura para um território é levar projetos integrados. Por exemplo: você pode realizar um projeto macro, que contemple ações sociais, culturais e esporte.

O Produtor Cultural Independente fez uma pesquisa no site da empresa e transcreve um pequeno resumo sobre as diretrizes gerais de patrocínio esportivo e informações sobre o programa Petobras Esporte & Cidadania.


Diretrizes gerais do patrocínio esportivo


Acesse este link.



Programa Petrobras Esporte & Cidadania





O Programa Petrobras Esporte & Cidadania foi construído em alinhamento com a Política Nacional do Esporte com o objetivo de apoiar o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro e contribuir para a democratização do acesso popular a práticas desportivas.


Esporte Educacional



O segmento de esporte educacional tem como objetivo contribuir para a democratização do acesso de crianças e adolescentes ao esporte, como estratégia de inclusão social.

A partir de parcerias com o poder público e a sociedade civil, os recursos serão destinados a projetos que contribuam para a construção da cidadania e efetivação de direitos por meio do acesso a práticas desportivas qualificadas e inclusivas. Espera-se que os resultados de todas as ações contribuam para o fortalecimento de políticas públicas de afirmação do esporte como um direito e qualificação das práticas do setor. A Petrobras reconhece que o esporte é elemento constitutivo de uma educação emancipatória, baseada na compreensão crítica da realidade e no pleno exercício da cidadania. A Petrobras acredita no desenvolvimento humano e social por meio do esporte. Serão investidos, no segmento de esporte educacional, R$ 165 milhões até 2014.


Ações e Diretrizes do Esporte Educacional

• Promover a interação das diferenças e o respeito às individualidades
• Atuar em sinergia com políticas públicas, especialmente nas áreas de esporte, educação e cultura
• Incentivar a autonomia, a cooperação e a co-responsabilidade
• Valorizar as identidades regionais e saberes populares
• Contribuir para o desenvolvimento motor, cognitivo e sócio-afetivo de crianças e adolescentes



Linhas de Atuação do Esporte Educacional

• Atendimento direto a crianças e adolescentes
• Fortalecimento das Redes de Esporte Educacional
• Incentivo a tecnologias sociais para o esporte


Temas Transversais

• Gênero
• Igualdade racial
• Pessoas com deficiências
• Pescadores e outros povos e comunidades tradicionais


Indicadores do Esporte Educacional

• Atendimento direto a crianças e adolescentes
% Participantes com melhoria de desempenho na educação formal
% Participantes concluindo o período total de atendimento
% Estudantes de escolas públicas/bolsistas


• Fortalecimento das Redes de Esporte Educacional
Números de parceiros locais
Números de profissionais em atividades de formação


• Incentivo a tecnologias sociais para o esporte
Números de tecnologias sociais desenvolvidas voltadas para o esporte


Esporte de Rendimento



Com foco principal na participação brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o segmento Esporte de Rendimento é voltado para a formação de atletas de alto nível, contribuindo para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro.

Para o apoio, foram selecionadas algumas das modalidades que historicamente menos recebem patrocínios e que, ao mesmo tempo, disputam um grande número de medalhas: boxe, esgrima, taekwondo, remo e levantamento de peso. Dentro dessas modalidades, serão contemplados 110 atletas com potencial olímpico, principalmente jovens de categorias de base, e mais de 80 profissionais de comissão técnica, equipe multidisciplinar (médicos, psicólogos, nutricionistas etc.) e setor administrativo.

Os recursos serão aplicados em bolsas, pagamentos, equipamentos, infraestrutura e apoio a participação em competições de nível mundial.


Esporte de Participação



O segmento Esporte de Participação inclui iniciativas desportivas que têm como objetivo principal a interação social entre seus praticantes e a promoção de bem-estar, saúde e qualidade de vida.Para isso, a Petrobras dará continuidade às ações bem-sucedidas que já desenvolve, como corridas, regatas, desafios ciclísticos e festivais. A proposta é mobilizar a opinião pública, aumentar a visibilidade e qualificar as informações disponíveis sobre a prática desportiva.



Memória do Esporte

A Petrobras acredita que a cultura esportiva seja patrimônio de uma nação. Mais do que um registro, sua preservação é um ato de cidadania. Em 2016, o Brasil vai receber a maior festa do esporte mundial, mas muitos de nossos atletas são heróis quase anônimos. Por isso, além de sua já tradicional e conhecida atuação pela cultura brasileira, com o Programa Petrobras Cultural, a Petrobras lança uma nova ação cultural: o projeto Memória do Esporte Brasileiro, um dos segmentos do Programa Petrobras Esporte & Cidadania.

Em parceria com a ESPN Brasil, a Petrobras irá incentivar a produção e a exibição de documentários sobre o tema. O objetivo é resgatar a memória dessas grandes conquistas do esporte, difundir e divulgar diferentes modalidades esportivas, além de contribuir para o desenvolvimento de um acervo audiovisual sobre o esporte.

As inscrições estão abertas. Confira as informações no site www.memoriadoesporte.org.br e ajude a contar a história do esporte olímpico brasileiro.



Aprenda a elaborar seu projeto


Diferente dos programas para cultura e área social, os programa Petrobras Esporte & Cidadania não possui roteiro de elaboração de projetos.

Independente disso, o raciocínio para elaborar um projeto é bastante similar. O importante é que deve atender as diretrizes e linhas de atuação estabelecidas.

Veja alguns exemplos de ações e projetos apoioados:

Instituto Passe de Mágica

o lutador de taekwondo Diogo Silva garantiu sua vaga para os Jogos Olímpicos de Londres-2012

Fabiana Beltrame conquistou a primeira medalha de ouro do remo brasileiro em uma etapa da Copa do Mundo da modalidade



Fonte: http://www.hotsitespetrobras.com.br/cultura


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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quinta-feira, julho 21, 2011

Patrocínio: como a Petrobras investe em projetos sociais


Desde 1986, o Grupo Nós do Morro dá acesso à arte para moradores do Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, através de cursos de formação nas áreas de teatro e cinema


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A Petrobras patrocina projetos que utilizam a cultura como recurso para transformações sociais. Um bom exemplo pode ser visto no vídeo acima. O Grupo Nós do Morro, do Rio de Janeiro, onde atuei como administrador, assessor da diretoria e produtor executivo, é patrocinado pela Petrobras desde 2001.

O Produtor Cultural Independente fez uma pesquisa no site da empresa e transcreve um pequeno resumo sobre como funciona sua política de responsabilidade social, o programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania e como aprender a elaborar o seu projeto.


Política de Responsabilidade Social





A criação da Política de Responsabilidade Social, em 2007, foi um passo decisivo para a Petrobras, pois esse tema tornou-se uma função corporativa em seu Plano Estratégico.

A Petrobras tem como meta ser referência internacional em responsabilidade social na gestão dos negócios, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

A importância da Responsabilidade Social para a Petrobras pode ser vista através de seus investimentos. Através do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania a empresa pretende investir R$ 1,2 bilhão até 2012. Por meio de seleção pública, são escolhidos projetos que contribuam para a redução da pobreza e da desigualdade social no Brasil.


Programa Desenvolvimento & Cidadania



O Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania é resultado de um conjunto de esforços. Elaborado com a participação de membros das diferentes áreas da Petrobras, representantes da sociedade civil e do governo, seu conteúdo reflete o compromisso da empresa em contribuir para o desenvolvimento local, regional e nacional, gerando a inserção social, digna e produtiva, de pessoas e grupos que vivem em risco social no Brasil.

O Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania prevê a continuidade das ações bem sucedidas no Programa Petrobras Fome Zero, com um horizonte de atuação ampliado e um processo de gestão dos investimentos sociais aprimorado pela empresa. São temas transversais:

• gênero;
• igualdade racial;
• pessoas com deficiência;
• pescadores e outros povos e comunidades tradicionais.

O programa tem como meta atender 4 milhões de pessoas diretamente e outros 14 milhões indiretamente em todo o território nacional, e pretende alcançar ainda, com ações de comunicação e difusão da cidadania, outros 27 milhões de pessoas.


Diretrizes

• Respeitar a diversidade.
• Priorizar a juventude.
• Buscar a sustentabilidade dos resultados produzidos pelas ações.
• Atuar em sinergia com políticas públicas.
• Realizar ações estratégicas, sistêmicas e multiinstitucionais.
• Estimular o protagonismo social, a co-responsabilidade, o associativismo, o cooperativismo e o trabalho em rede.
• Contribuir para a erradicação do analfabetismo.
• Colaborar para o desenvolvimento local nas áreas de influência do Sistema Petrobras.


Ações Estratégicas

• Investimentos em projetos sociais (nacionais, regionais e locais): repasse de recursos, de forma planejada e monitorada, a iniciativas que promovam a transformação social das comunidades mais excluídas.

• Fortalecimento de redes e organizações sociais: apoio à interação entre os agentes sociais, públicos e privados, para a formação de parcerias e alianças, troca de experiências, produção de conhecimento e formulação e debate sobre políticas públicas.

• Difusão de informações para a cidadania: campanhas de comunicação dirigidas para mobilizar e influenciar a opinião pública, as organizações sociais e o governo para a discussão de temas ligados à cidadania e aos direitos humanos.


Conheça os indicadores e metas de desempenho do programa.


Aprenda a elaborar seu projeto


Agora que você conhece a política de responsabilidade social e o programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, prepare-se para elaborar o seu projeto.

Você pode começar conhecendo os projetos selecionados na Seleção Pública 2010. Depois pode conhecer o Banco de Projetos, uma carteira composta por 60 projetos, também avaliados como excelentes, que são disponibilizados para empresas que integram a rede de fornecedores do Sistema Petrobras como alternativas qualificadas de investimento social. E tem as edições anteriores.

Tendo já uma boa noção de qual é o tipo de projeto que se alinha a este programa, estude o roteiro de elaboração de projetos.

Quem quiser aprofundar, pode também conhecer como é a gestão dos projetos selecionados:

Relatório de Monitoramento: roteiro composto de perguntas a serem respondidas trimestralmente pelas instituições parceiras da Petrobras, mostrando a evolução dos projetos ao longo do tempo, com o propósito de permitir o acompanhamento físico e financeiro das ações planejadas, construir aprendizagens e, assim, potencializar e ampliar os resultados previstos.

Cadastro de Participantes: registro individual dos participantes diretos do projeto.

Relatório de Acompanhamento da Execução Orçamentária: planilha de apoio para acompanhamento da execução orçamentária do projeto, mediante o orçamento físico-financeiro apresentado no projeto inicial.

Relatório Final de Lições Aprendidas: registro das várias etapas de desenvolvimento do projeto, a avaliação dos resultados obtidos e as aprendizagens construídas de forma a consolidar um histórico que permita transformar as experiências adquiridas em fonte de conhecimento a ser disponibilizada para todas as partes interessadas.


Fonte: http://www.hotsitespetrobras.com.br/cultura


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Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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quarta-feira, julho 20, 2011

Patrocínio: como a Petrobras investe em projetos culturais


O portal colaborativo Overmundo.com.br é patrocinado pela Petrobras


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A Petrobras é uma empresa que patrocina projetos culturais. O Produtor Cultural Independente fez uma pesquisa no site da empresa e transcreve um pequeno resumo sobre como é sua política de patrocínio, como funciona o programa Petrobras Cultural e como você pode começar a aprender a elaborar o seu projeto.


Política de patrocínio



A Petrobras se empenha em defender e valorizar a cultura brasileira por meio de uma política de patrocínios de alcance social, articulada com as políticas públicas para o setor e focada na afirmação da identidade brasileira.

O Programa Petrobras Cultural rege a contratação de patrocínios culturais pela Petrobras. Engloba "Seleção Pública" e "Projetos Convidados" e tem como objetivos:

• Estimular a realização de projetos de interesse público, não necessariamente na evidência do mercado e que contemplem a cultura brasileira em toda a sua diversidade étnica e regional;

• Abrir espaço para a criação, estimulando não só o fazer artístico, mas também a ampliação das oportunidades de circulação e de fruição dos bens culturais;

• Consolidar o trabalho de resgate, recuperação e organização do acervo material e imaterial da cultura brasileira, priorizando aqueles em situação de risco, e buscando ampliar a oportunidade de acesso público a esses acervos;

• Contribuir para a formação de públicos, talentos e técnicos para o setor, fomentando iniciativas educacionais no âmbito da produção cultural;

• Estimular a reflexão sobre a cultura e o pensamento brasileiros;

• Contribuir para uma melhoria do quadro geral da cultura nacional e para a afirmação da cultura como direito social básico do cidadão.


Programa Petrobras Cultural



A "seleção pública" do Programa Petrobras Cultural contribui para que a ação da Petrobras na Cultura se dê de forma ampla (abrangendo todos os segmentos culturais e nas diversas frentes: produção, difusão, memória, formação e reflexão), porém de maneira consistente e integrada.


Linhas de atuação

• Preservação e Memória
• Produção e Difusão
• Formação e Educação para as Artes


Inscrição

A inscrição de projetos é feita pela internet, em formulários eletrônicos que, durante o período de inscrições, ficam disponíveis no site do programa.


Análise dos projetos

Os projetos são analisados por comissões formadas por representantes externos à Companhia, ligados à Cultura brasileira, de reconhecida atuação na área de seleção para a qual foram convidados e provenientes de distintas regiões do país.

Cada comissão tem como função analisar os projetos inscritos em uma área de seleção pública do PPC, baseada nos critérios estabelecidos nos Regulamentos Geral e Específicos daquela edição da Seleção Pública do Programa Petrobras Cultural.

A Comissão de Seleção examina os projetos em duas fases: eliminatória e classificatória.

Na fase eliminatória, a Comissão adota os seguintes critérios gerais na análise dos projetos:

• mérito intrínseco (análise da relevância do conteúdo proposto)
• viabilidade de execução (clareza dos objetivos propostos, adequação orçamentária e competência técnica da equipe envolvida)

Na Fase Classificatória: a Comissão considera, como fator de priorização, os critérios que estão discriminados nos regulamentos específicos de cada área de seleção pública, pontuando objetivamente cada um desses critérios. Ao final da Fase 2, cada Comissão de Seleção deve chegar a um conjunto de projetos (Projetos Finalistas) correspondente ao dobro da verba destinada àquela área de seleção pública.

Os Projetos Finalistas são encaminhados à Etapa MinC, criada na Edição 2008/2009 do Programa Petrobras Cultural. Nesta etapa, os Projetos Finalistas são analisados pelo Ministério da Cultura, com vistas à sua aprovação na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Se não houver sido exigido aos projetos de longa-metragem sua prévia aprovação na Lei do Audiovisual, estes também deverão passar por processo análogo, na Ancine. Os Projetos Finalistas que não forem reprovados pelo MinC (ou Ancine) nesta etapa, são encaminhados à etapa final de seleção.

Cabe ao Conselho Deliberativo PPC a última etapa, definindo - dentre os Projetos Finalistas - aqueles que efetivamente serão contemplados na Seleção Pública do Programa Petrobras Cultural, no limite da verba destinada à cada área pelo Programa. Cabe também a este Conselho deliberar sobre questões não previstas nos Regulamentos da Seleção Pública do Programa Petrobras Cultural.

Após a aprovação pelo Conselho, os projetos vencedores (e os suplentes) são divulgados no site institucional da Companhia.


Aprenda a elaborar seu projeto


Agora que você conhece a política de patrocínio da Petrobras e como funciona o processo de inscrição e seleção de projetos, prepare-se para elaborar o seu projeto.

Você pode começar conhecendo os contemplados das 16 áreas da segunda fase da Seleção Pública do PPC 2010 e os profissionais que participaram do processo para escolha do conjunto de projetos (artes cênicas, audiovisual, música, educação para as artes, literatura, cultura digital e preservação e memória) que recebeu R$ 52,9 milhões de patrocínio. Veja também como os projetos estão distribuídos nos estados.

Você pode também conhecer os sites das edições anteriores ou conhecer o site Memória Cultural 2000-2008, que reune a diversidade dos projetos culturais patrocinados.

Tendo uma boa noção de qual é o tipo de projeto que se alinha a este programa, estude o roteiro de elaboração de projetos.


Fonte: http://www.hotsitespetrobras.com.br/cultura


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Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




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segunda-feira, agosto 16, 2010

Correios irão investir R$5.480.000,00 em projetos culturais




Por Alê Barreto*


Navegando hoje no excelente site da Associação Brasileira de Captadores de Recursos, tomei conhecimento de que os Correios irão disponibilizar um total de R$5.480.000,00 para projetos. As áreas para as quais a instituição está destinando este investimento cultural são dança, teatro, artes integradas, literatura, audiovisual e música.

Mas é importante estar atento para o seguinte: somente serão avaliados os projetos com início de realização previsto para acontecer entre março de 2011 a agosto de 2012.

Leia a notícia na íntegra no site da ABCR


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, abril 20, 2010

Oportunidades de captação de recursos através de editais da Funarte e Caixa: 90 milhões para projetos culturais




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Saiu hoje no site O Globo uma matéria divulgando que a Funarte e a Caixa estão financiando projetos culturais através de um investimento de R$ 90 milhões, que serão disponibilizados através de 38 editais.


Confira a matéria na íntegra.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Micro patrocínio: uma ótima alternativa para viabilizar uma ação cultural




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Em janeiro deste ano eu elaborei um roteiro básico para auxiliar na captação de recursos. Trata-se de um tema que estará sempre nos acompanhando, pois para termos independência, autonomia, temos que ir pouco a pouco aprendendo a financiar nossas atividades culturais.

Recapitulando:

- o primeiro passo é determinar quanto de dinheiro vamos precisar;
- o segundo passo é compreender que quanto mais alta a quantia a ser captada, mais complexa será a ação de captação de recursos;
- o terceiro passo é pensar qual será o tipo de financiamento: privado ou público?


O idéia do micro patrocínio

Uma boa forma de se buscar recursos na iniciativa privada é o micro patrocínio. É a forma mais elementar e popular de captação de recursos praticada no setor cultural. Muita gente no Brasil faz isso.

O micro patrocínio segue um raciocínio similar ao do micro crédito. No micro crédito, se empresta pequenas quantias de dinheiro. No micro patrocínio, se vende pequenas cotas de patrocínio.

Toda vez que alguém sai oferecendo para amigos e comerciantes conhecidos que coloquem suas logomarcas em materiais de divulgação em troca de "apoios", que são cotas financeiras pequenas, de R$ 10,00, R$ 20,00, R$ 40,00 ou R$ 50,00, na prática está vendendo cotas de micro patrocínio.


A falta de percepção da importância do micro patrocínio

Na página 40 da minha monografia "Modelo de um Sistema de Informações de Marketing para Financiamento da Música", trabalho de conclusão do meu curso de graduação em Administração de Empresas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2006, mencionei: "(...) Mesmo sendo 98% das empresas existentes, responsáveis por 59% dos postos de trabalho e 20% do PIB do país, as pequenas e microempresas foram muito pouco citadas nas entrevistas. (...) Esta pouca percepção da participação e do potencial de expansão de investimentos das pequenas e microempresas gera um gargalo na busca de recursos financeiros. A oferta de projetos de música aumenta a cada ano, mas crê-se que só há o Estado e as grandes empresas como fontes de financiamento".

Na época da pesquisa, era nítido em Porto Alegre que a maior parte da música independente da cidade contava com apoio direto (leia-se "micro patrocínio") de pequenos empreendedores.


Ative uma rede de micro patrocinadores


- Faça uma relação de todas as pessoas físicas e/ou pequenos empreendedores que podem comprar cotas de micro patrocínio.

- Elabore um planejamento em que fique claro para estes pequenos empreendedores os benefícios que eles irão usufruir ao contribuir com este empreendimento.

- Venda as cotas de micro patrocínio para este público-alvo.

- Cumpra com tudo que você combinar com os micro patrocinadores.

- Apresente um relatório das realizações que foram possíveis graças ao micro patrocínio.

- Mantenha uma comunicação constante com os micro patrocinadores. Construa relacionamentos de médio e longo prazo.

quarta-feira, junho 24, 2009

Editais abertos do Ministério da Cultura em junho e julho de 2009




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Este post seria ainda sobre software livre, mas lembrei de repassar aqui a dica que recebi da Mirane Albuquerque, do Ministério da Cultura.

Recursos públicos disponibilizados através de editais são uma boa opção para quem está buscando recursos para dar sustentabilidade as suas ações culturais.



Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia

Inscrições até 26 de junho


Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo

Inscrições até 26 de junho


Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural - Edital nº 2/2009

Para viagens em setembro, inscrições até 30 de junho


Programa Memória do Mundo da UNESCO - MOW

Inscrições até 30 de junho


Programa de Extensão Universitária - PROEXT/2009

Inscrições até 3 de julho


Edital Arte e Patrimônio 2009

Inscrições até 10 de julho


Edital de Seleção de Pontos de Cultura em Mato Grosso

Inscrições até 10 de julho


Edital Prêmio Cultural Loucos pela Diversidade

Inscrições até 13 de julho


Prêmio Adicional de Renda 2009

Inscrições até 13 de julho


Prêmio Viva Leitura 2009

Inscrições até 24 de julho


Fonte:http://www.cultura.gov.br/site/categoria/editais-ministerio-da-cultura/

sábado, janeiro 24, 2009

Roteiro inicial de captação de recursos para projetos culturais

Imagem do site do Banco Central



Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Até hoje ouço pessoas falarem o seguinte: "eu não quero vender o meu projeto, vou deixar que um captador de recursos faça isso; prefiro manter o foco naquilo que faço melhor". Um bom raciocínio. Na prática, você conhece algum captador de recursos? Você sabe como atua um captador de recursos?

Enquanto você pensa sobre estas questões, vou descrever um roteiro inicial, bem básico, de fontes de captação de recursos para projetos culturais.

Em primeiro lugar, você precisa saber quanto irá precisar. Parece óbvio, mas não é. Muitos profissionais saem tentando captar recursos sem ao menos saberem com precisão o valor que necessitam para financiar suas atividades.

Não estranhe. Quando assunto é dinheiro, não há espaço para divagações. Para você captar qualquer quantia de dinheiro, o primeiro passo é saber quanto realmente irá precisar.

O segundo passo é compreender que quanto mais alta a quantia a ser captada, mais complexa será a ação de captação de recursos. Logo, se o valor for muito alto, você pode fracioná-lo em cotas. É mais fácil você conseguir quatro patrocínios de R$ 2.500,00 do que um de R$10.000,00.

O próximo passo é pensar em qual será o tipo de financiamento: privado ou público.

Se você optar pelo financiamento público, você pode começar entrando na seção dos editais do site do Ministério da Cultura. Depois, você pode pesquisar editais nos sites das prefeituras e estados. Porto Alegre, por exemplo, possui o FUMPROARTE, que é um fundo municipal de financiamento de atividades artísticas.

Tratando ainda de financiamento público, é interessante você conhecer o seguintes sites: Funarte, AncinePrograma Petrobrás Cultural, as ações de fomento da cultura do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, Eletrobrás, Furnas Centrais Elétricas, Correios, o Bando do Nordeste e o Sebrae.

Se você achar que o seu projeto possui mais afinidade com o patrocínio privado, é interessante conhecer os programas do Itaú Cultural, Natura, Votorantim e Oi Futuro.

Você pode também procurar mais informações sobre empresas privadas que investem em cultura acessando a pesquisa Perfil dos Investidores. Ela está disponível para assinantes da revista Marketing Cultural.

Para saber mais sobre captação de recursos, pesquise também na página da RITS - Rede de Informações para o Terceiro Setor.



Ficou interessado?

Envie e-mail para alebarreto@gmail.com e receba mais informações.




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Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares. 
Saiba mais

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.

+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Muito para poucos



Reportagem de Larissa Guimarães, da Sucursal de Brasília do jornal Folha de São Paulo, publicada originalmente em 11 de dezembro de 2008 e posteriormente em 22 de dezembro de 2008 no site do Ministério da Cultura

Os recursos da Lei Rouanet, principal mecanismo para o financiamento da cultura no país, concentram-se nas mãos de poucos. Metade de todo o dinheiro que a lei torna disponível é captado por apenas 3% das empresas e entidades que apresentam projetos culturais em busca de patrocínio.

Dos 4.334 proponentes que no ano passado tentaram captar recursos pela Rouanet, 130 conseguiram R$ 483 milhões -quase 50% do total arrecadado (R$ 974 milhões).

A proponente com maior captação em 2007, com 100% de renúncia fiscal, foi a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, com R$ 17,38 milhões. A Dançar Marketing e Comunicações, com projetos como o Telefonica Open Jazz e o Cine na Praça, ficou em segundo lugar, com R$ 11,54 milhões. Em terceiro, a Fundação Roberto Marinho, com R$ 9,95 milhões -dos quais R$ 8,61 milhões foram para o Museu do Futebol, em São Paulo.

O Ministério da Cultura e parte do setor cultural apontam essa concentração como uma distorção. A crítica é a de que apenas projetos de grande porte e maior apelo de marketing levam vantagem. Em 2007, por exemplo, só um terço dos projetos conseguiram captar dinheiro pela Rouanet.

Pela lei, projetos ou proponentes buscam o patrocínio de empresas, que podem abater todo o recurso ou parte dele no imposto devido. O percentual de abatimento depende da natureza do projeto. No caso de música erudita, por exemplo, 100% do valor patrocinado é deduzido. Para música popular, 30% é abatido em imposto, e a empresa desembolsa 70%.

“Hoje os índices de renúncia fiscal são pré-definidos, o que não estimula o desenvolvimento do setor cultural. Será que não há projeto na área de música popular que mereça um índice maior?”, disse o ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante debate com empresários sobre a Rouanet, na semana passada.
Para ele, o modelo de financiamento da lei faz com que haja um predomínio da renúncia fiscal. De cada R$ 10 captados pela lei, afirma, R$ 9 são de renúncia. “Parece dinheiro privado, mas não é. Criamos um vício de mecenato com dinheiro público. O índice de 100% deveria se tornar uma exceção.”


Mudanças

O governo quer levar ao Congresso, em fevereiro, um projeto de lei para alterar regras da Rouanet, com novos critérios para a renúncia. A idéia, diz o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Roberto Nascimento, é estabelecer pontuações e pesos diferentes. “A pontuação envolveria, por exemplo, a venda ou não de ingressos no local de realização”, afirma.

Outro ponto a ser alterado é o funcionamento do Fundo Nacional da Cultura (FNC), criado para captar e destinar recursos a projetos culturais. A proposta do ministério é criar fundos setoriais dentro do FNC, que movimenta cerca de R$ 180 milhões ao ano, para melhorar a distribuição do dinheiro e facilitar o planejamento.


Concentração

Representantes do setor cultural apontam a necessidade de mudar a lei do mecenato. O superintendente de atividades culturais do Itaú Cultural, Eduardo Sarón, diz que a lei é concentradora. Ele defende a manutenção do índice de 100% de renúncia fiscal para museus e aquisição de acervo, mas avalia que “para projetos grandes, consagrados, poderia haver contrapartida maior da iniciativa privada.” O Itaú Cultural foi o proponente com maior contrapartida no ano passado.

Representante da maior incentivadora da Lei Rouanet no país, a gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, também vê necessidade de mudanças. “A Rouanet foi uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento cultural do país, mas pode ser aperfeiçoada.”

Voz dissonante, o diretor-executivo do MAM-SP, Bertrando Molinari, diz que a criticada concentração por Estados espelha os PIBs regionais. “A “concentração” pode estar distorcida: uma empresa com sede no Sudeste, por exemplo, pode disseminar suas atividades culturais nacionalmente.”

Ele lembra que a Rouanet foi criada (em 1991) num ambiente de instabilidade econômica. “Mesmo assim, a lei passou bem por esses anos, assim como pelos últimos anos de estabilidade. Às vésperas da crise, talvez merecesse mais uma oportunidade de ser testada.”


Outro Lado

Há exagero e “componente ideológico” nas críticas do Ministério da Cultura sobre a concentração de recursos pela Lei Rouanet. A afirmação é de Cláudio Vasconcelos, gerente jurídico da Fundação Roberto Marinho, proponente que teve a terceira maior captação de recursos pela lei em 2007, com 100% de renúncia fiscal.

“A Lei Rouanet fez do Brasil uma potência cultural nos últimos 17 anos. Embora não seja perfeita, é um instrumento importantíssimo”, afirmou. Nos últimos anos, a fundação organizou dois dos museus mais visitados no país: o Museu da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol, ambos em São Paulo. “São espaços públicos, com dinheiro público, com acesso público e permanente e sem fins lucrativos. Eles não existiriam sem patrocínio”, afirma.

Vasconcelos diz que todos os projetos da fundação estão ligados às redes de ensino público. “Os projetos de patrimônio histórico são pensados para serem integrados aos currículos escolares. É difícil apontar no país verba mais bem aplicada.”

A Folha entrou em contato com os três proponentes com maior captação de recursos pela lei em 2007, dentro do critério de 100% de renúncia. A reportagem procurou a Orquestra Sinfônica Brasileira, a primeira no ranking, desde sexta-feira. A assessoria da orquestra informou que o diretor de marketing e negócios, Ricardo Levisky, estava em viagem e era o único que poderia falar sobre captação de recursos pela lei.

A assessoria de imprensa da Dançar Marketing e Comunicações, a segunda colocada, informou que o diretor da entidade estava doente e não poderia atender a reportagem.