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quinta-feira, agosto 04, 2011

Começar a fazer: o lugar para trabalhar está mais perto do que você imagina




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Agradecimento pelo momento especial: ontem chegamos 600 seguidores do Produtor Cultural Independente. É um prazer e uma alegria muito grande estar em rede com um grupo tão criativo, diverso e de pessoas que acreditam que podemos construir nossos sonhos! Isso é um estímulo para que eu continue a compartilhar o meu aprendizado com todos vocês!

Muito obrigado!

Alegria, criatividade e esperança movem o mundo!


Vamos ao texto de hoje!

Terça passada, voltando do MBA em Gestão Cultural, sentei no ônibus e encontrei um jornal dobrado. Abri. A cobradora me perguntou: "é de hoje?". Fui ver. Era a Tribuna de Minas do dia 16 de julho. A cobradora fez uma cara do tipo "tá vencido".

Comecei a folhear o jornal, pois jornais e revistas diárias, semanais, mensais, etc., sempre tem conteúdos que podem ser lidos após a data.

Encontrei então na página 8 a seguinte matéria: "Estudo mostra redução da migração no Brasil. Rio de Janeiro e São Paulo deixaram de ser importadores e passam a ser exportadores de moradores". A percepção que temos sobre "o que é Brasil" está mudando.

No texto "Boa notícia: 73,3 % dos municípios brasileiros podem se desenvolver dinamizando a cadeia produtiva da cultura", comentei que de acordo com a publicação "Indicadores Sociais Municipais : Uma análise dos resultados da amostra do Censo Demográfico 2000", a maioria dos municípios possue até 20.000 habitantes. Então o Brasil não é só as grandes capitais. O Brasil é uma espécie de "arquipélago" onde a maior parte das ilhas são pequenos municípios de até 20.000 habitantes.

Então, me pergunto: "lugar para trabalhar é só no RJ e SP"? Que fique bem claro que o questionamento é para estimular a sua iniciativa, estimular você a começar a fazer. Adoro o RJ. Quero cada vez mais ir a SP. E quero que todo mundo entenda que criarmos redes de trabalho entre os municípios e dentro dos municípios é algo possível de fazer agora. Hoje. No curto prazo. Para começar, não é preciso primeiro ter que ser aprovado no RJ e em SP. Eu moro no RJ, mas comecei em Porto Alegre. Se arrumei trabalho no RJ no Grupo Nós do Morro, é porque o que realizei em Porto Alegre foi relevante.

Para que a quinta-feira fique mais produtiva e prazerosa, pare de procurar o "melhor lugar", a "cidade mais favorável", o "estado mais desenvolvido", para fazer o que você acredita, para exercer a sua criatividade. A maior parte das cidades do Brasil encontra-se na mesma situação.

O lugar para trabalhar está mais perto do que você imagina!

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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sexta-feira, maio 07, 2010

Selo Povo: uma nova forma de distribuir e comercializar livros no Brasil




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Você já ouviu falar em turnê de lançamento de livro? Em meio ao aprendizado da arte da escrita, estes dias encontrei no Portal Literal o texto "Selo Povo põe o pé na estrada", de Felipe Pontes (RJ), que fala da turnê do Selo Povo.

Segundo o escritor Ferréz o Selo Povo é "(...) feito para livros de bolso, livros esses escritos por e para mãos operárias, rebeldes, marginais, periféricas".


Cartaz da turnê do Selo Povo. Clique para aumentar a visualização.

Leia o texto na íntegra e conheça essa importante ação cultural que publica livros ao preço de uma cerveja e meia.

Visite o blog do Selo Povo: http://selopovo.blogspot.com/

sábado, março 21, 2009

Boa notícia: 73,3 % dos municípios brasileiros podem se desenvolver dinamizando a cadeia produtiva da cultura


Foto: Natália Barros

Por Alê Barreto

Muita gente não sabe, mas a maior parte dos municípios do Brasil são pequenos. De acordo com a publicação "Indicadores Sociais Municipais : Uma análise dos resultados da amostra do Censo Demográfico 2000", em relação ao conjunto dos 5 560 municípios existentes em 2001, observa-se que a maioria (73,3%) possuía até 20.000 habitantes.

Com exceção dos que estão localizados próximos das capitais, a maior parte destes municípios são o que chamamos de interior. Eu sou do interior. Moro atualmente no Rio de Janeiro, mas sou do interior. No interior, as atividades produtivas, ou seja, aquelas que geram renda, por questões históricas decorrentes do processo de desenvolvimento econômico do país, estão concentradas em sua maior parte no extrativismo, agricultura, pecuária, pesca e na indústria relacionada a estes segmentos. Logo após vem o comércio e serviços, que se desenvolve como consequência do crescimento dos setores mencionados.

Quer dizer que nestes municípios as atividades culturais não contribuem para a economia destes municípios? Não. O que ocorre é que as atividades culturais estão "diluídas" entre o comércio e serviços ou muitas vezes são percebidas somente como atividade filantrópica. Acrescente-se a isso o fato de que a TV aberta é o principal meio de comunicação que estas populações tem de conhecer outras realidades. Isso faz com que elas tenham contato com uma diversidade de ações culturais (shows, filmes, entrevistas, etc) que elas não vêem ao vivo no seu dia-a-dia. Isso as leva a pensar, muitas vezes, que na sua cidade "não há cultura" ou que "na sua cidade a cultura não é valorizada".

Ao invés de comparar a sua cidade com as capitais que você vê através da TV aberta, eu convivo a você mudar o parâmetro de comparação. Se você vive numa cidade de até 20.000 habitantes, você vive numa realidade próxima a de 73,3% dos municípios brasileiros. Ou seja, você não é minoria, você faz parte da maioria. Muita gente está na sua situação. Agora imagine o que poderia acontecer, se você que é maioria pensasse que muitas pessoas em sua cidade adorariam ver um programa de TV gerado em sua cidade, que as pessoas de sua cidade ficariam orgulhosas ao saber que pessoas de outras cidades lêem livros de escritores de sua cidade, escutam música produzida em sua cidade, vêem filmes que foram rodados em sua cidade, você continuaria a pensar que na sua cidade a cultura nunca irá se desenvolver?

Eu acredito que é preciso sensibilizar as pessoas em sua cidade para um assunto novo, que é a Economia da Cultura. Segundo o artigo do Sebrae "O Panorama do Setor do Brasil, as atividades de criação, produção, difusão e consumo de bens e serviços culturais representam hoje o setor mais dinâmico da economia mundial, que tem registrado crescimento médio de 6,3% ao ano (enquanto o conjunto da economia cresce a 5,7%).
Apesar de não haver informações totalmente sistematizadas sobre o seu impacto na economia brasileira, a cultura é responsável por aproximadamente 4% do PIB e é reconhecida como um eixo estratégico de desenvolvimento.

Uma excelente dica para começar a se familiarizar com o tema é assistir aos vídeos da entrevista de Ana Carla Fonseca Reis no programa "Opinião Minas", sobre os temas Economia da Cultura e Gestão Cultural.









É preciso que alguém, que pode ser inclusive você que está lendo este texto, comece a apresentar estes conteúdos para formadores de opinião que ocupam cargos de gestão no seu município, legisladores, pessoas que exercem liderança na iniciativa privada, para a importância de desenvolver o seu município através do fomento da cadeia produtiva da cultura. Isso significa investir o seu tempo produzindo encontros e publicações mostrando os benefícios de se destinar recursos financeiros para criadores e produtores culturais, centros culturais, centros de educação e formação de produtores culturais e técnicos de produção das artes, organizações de fomento ao empreendedorismo cultural, formação de críticos culturais, desenvolvimento do jornalismo cultural, turismo cultural, turismo ambiental e cultural, festivais regionais, artesanato e formação de platéia.

Para ampliar suas reflexões sobre de que forma o seu município pode se desenvolver dinamizando a cadeia produtiva da cultura, leia também o livro ECONOMIA CRIATIVA como estratégia de desenvolvimento: uma visão dos países em desenvolvimento

sábado, agosto 16, 2008

Conheça a Spetaculu - Escola Fábrica de Espetáculos




Conteúdo extraído do site www.spectaculu.org.br/release/index.html


A Spetaculu é uma instituição não governamental, sem fins lucrativos, que se propõe a complementar educação escolar, oferecendo atividades artísticas, culturais e de iniciação profissional, para jovens de 16 a 21 anos de comunidades da periferia do Grande Rio, em situação de risco.

Localiza-se em um galpão industrial, na área portuária do Rio de Janeiro, ao lado do Terminal Rodoviário Novo Rio, onde passa a maior parte das linhas de ônibus da cidade e próxima também ao Morro da Providência e da Favela do Caju.


Visão do Futuro

Dar oportunidade ao adolescente se descobrir através da arte e abrir novos horizontes apontando novas profissões com alto potencial no mundo do trabalho contemporâneo. Nossa meta principal é dar condições ao jovem de ter experiências transformadoras que resgatem sua auto-estima como cidadão único, capaz e diferenciado no mundo.


Visão Estratégica

Articular e mobilizar as classes de diretores e produtores em geral a dar oportunidade a um aprendiz da escola, inserindo aos poucos o adolescente no mercado de trabalho.

Trabalhar a vontade, o desejo e a força dentro de cada adolescente, para exercer os seus direitos e seu papel de cidadão livre capaz.


Valores

Solidariedade, ética, inclusão, transparência, diversidade, autonomia e independência.


Objetivo

O objetivo principal é despertar o interesse pelo conhecimento, pela expressão, pelo estudo e por novas técnicas. A escola visa preencher uma lacuna profissional no Rio de Janeiro, referente ao trabalho técnico na área de espetáculos.





Conheça mais sobre a Spetaculu

segunda-feira, junho 30, 2008

1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia



Informação recebida pelo yahoo grupos do CMA Hip Hop - Comunicação Militância e Atitude Hip-Hop, Salvador, Bahia


A democratização dos meios de comunicação, através da garantia plena a informação é direito fundamental do ser humano e deve ser assegurado pelo Estado. Este é mais um compromisso do governo em ampliar a participação e o dialogo social, estabelecendo uma co-responsabilidade entre o poder público e todos os segmentos da sociedade.

E para garantir o seu direito à comunicação, será realizada nos dias nos dias 14, 15 e 16 agosto de 2008 a 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia, convocada pelo Governo do Estado e promovida por organizações da sociedade (GT Comunicação - normalizada pelo decreto nº 10.592 de 22 de novembro de 2007), composto por representações dos setores organizados em torno desta temática para organizar, acompanhar e sistematizar as discussões da conferência.

Objetivos:

A formulação de políticas públicas de comunicação é essencial para formação da cidadania e o desenvolvimento local, sua ausência gera desinformação e fragilizam os laços que fortalecem as identidades e valores de cada território de nossa terra.


A 1ª Conferência Estadual de Comunicação social da Bahia será uma oportunidade ímpar para iniciar os debates sobre diretrizes para políticas públicas de comunicação como fator de inclusão social e cidadania, através da reflexão sobre os eixos-temáticos de comunicação e educação, democratização dos meios técnicos, novas mídias, sistemas digitais e internet, regionalização e produção cultural, TV, rádios comunitárias, etc.


Público-alvo:

O público alvo da conferência são profissionais da área de comunicação, estudantes de cursos de comunicação, professores e pesquisadores, empresários do ramo, comunicadores comunitários, assessores de órgãos públicos, entidades sociais e sociedade em geral.


Mais informações

sexta-feira, junho 13, 2008

REDES - Cobrindo o Pelô



Foi lançado dia 20 de maio de 2008 o concurso de blogs “Redes-Cobrindo o Pelô” na sede do Programa Pelourinho Cultural.

Os participantes devem criar as páginas com base no tema: "Pelourinho: bom para morar, trabalhar, visitar e freqüentar"

Os três melhores blogs, eleitos por votação pública, terão seus links disponíveis no Portal Cultural do Pelourinho, um dos produtos a serem criados pelo projeto Pelourinho Digital.

“Com esses projetos, o Programa Pelourinho Cultural começa a atuar de forma mais efetiva na implementação de políticas públicas para o Centro Histórico e seu entorno. A idéia é envolver jovens moradores na elaboração de novos discursos sobre a região, a partir de uma ação que vai possibilitar a inclusão social e digital dessa população”, destaca o secretário de Cultura, Márcio Meirelles.

O concurso de blogs, nesse sentido, visa estimular a reconstrução da memória do Centro Histórico e, ao mesmo tempo, o reconhecimento de seus atuais agentes sociais. “Qual o perfil de quem mora, trabalha, freqüenta e visita hoje o Pelourinho? O reconhecimento das dinâmicas econômicas e sociais do Pelourinho, que é o coração do Centro Histórico, é fundamental para que seja possível promover o desenvolvimento sustentável de todo o Centro Antigo de Salvador”, destaca o secretário.

O concurso acontece em parceria com a produtora cultural Adorno Lisboa Produções e Eventos, que vai contemplar as três melhores criações com até três mil reais.

As páginas vencedoras serão definidas por votação pública através de um link postado por cada concorrente no período entre 21 e 30 de junho. No dia 1º de julho, os ganhadores serão notificados por endereço eletrônico. “O tema pode ser explorado de infinitas formas. Queremos incentivar os diversos olhares sobre o Pelourinho, desde o seu aspecto social, econômico e cultural até o seu significado como patrimônio da humanidade”, explica a Diretora do Pelourinho Cultural, Ivanna Soutto.

Textos, fotografias, resenhas, ilustrações e imagens em movimento, são apenas algumas das ferramentas disponíveis para uso dos participantes. “Pode-se utilizar de inúmeras linguagens. É necessário apenas que estejam embasados na história e nos aspectos reais que envolvem a região. A idéia é que sejam projetos artísticos para extrair e apresentar para o mundo o que o Pelourinho, que é um pólo infinito de informações, tem a oferecer”, diz a produtora cultural, Andréa May. O objetivo principal, explica, é promover conhecimento e difundir informações sobre o Centro Histórico de Salvador.

A criatividade dos participantes e a sua qualidade interpretativa podem estar fundamentadas nas histórias dos moradores e comerciantes locais, na arquitetura do lugar, nos monumentos, no patrimônio material e imaterial, nos eventos ou nos espaço públicos, por exemplo. “Além do registro de informações, o que tem uma importância inquestionável, acredito que vamos suscitar discussões e maior interesse acerca do nosso Centro Histórico”, completa May.

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