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domingo, julho 31, 2011

Novas opções: produzir arte, comunicação, cultura e entretenimento com liberdades de escolha


Reportagem sobre a participação de Amartya Sen e Emma Rothschild, historiadora econômica, para a conferência "Justiça, Valores e Economia Política"


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Quinta-feira passada, tive um agradável encontro com Ana Carla Fonseca Reis, nas aulas do MBA em Gestão Cultural. Eu tenho uma grande afinidade com o pensamento dela. Então lembrei de criar aqui uma provocação, a partir de um trechinho do artigo "Economia da Cultura e Desenvolvimento: estratégias nacionais e panorama global", que ela publicou no livro "Economia da Cultura: ideias e vivencias", organizado por ela e pela Kátia de Marco (disponível para download na barra lateral direita).

"Dentre as várias definições possíveis de desenvolvimento, uma das mais professadas foi cunhada pelo economista indiano Amartya Sen. Para ele, desenvolvimento requer a expansão das liberdades de escolha - que, por sua vez, exigem não apenas a possibilidade de fazer uma escolha (ou seja, ela estar disponível), como também ter a capacidade de refletir a respeito do que se quer escolher, ao invés de escolher o que os outros (a mídia, a opinião pública, a crítica especializada) nos levam a querer".

Concordo com ela. Concordo com o Amartya Sen.


Mais conteúdos inteligentes para pensarmos nesta importante noção: expansão das liberdades de escolha.


A internet como ferramenta de mudança



Entrevista de Paulo Sérgio Pinheiro, diplomata, integrante da Comissão de Mortos e Desaparecidos do Governo Federal e ex-secretário nacional de Direitos Humanos, ao site Observador Político, sobre as revoluções contemporâneas.


Marco civil da internet: pensar antes nos direitos e depois na punição



O termo "AI-5 digital" vem sendo utilizado por ativistas da internet livre que já conseguiram apoio de 160 mil pessoas na petição online “Pelo veto ao projeto de cibercrimes – Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento da internet brasileira”.

Leia o excelente texto "O AI-5 digital" publicado por Paula Thomaz na revista Carta Capital.

Conheça também o Marco Civil Regulatório da Internet


Estimular a leitura é uma iniciativa que amplia as liberdades de escolha



Aos oitos anos, Otávio Júnior passou em frente a um lixão e encontrou um livro. A leitura foi uma porta para ampliar suas liberdades de escolha.

Leia a reportagem Livreiro do Alemão cria "barracoteca" na favela, de Emilio Sant´Anna, publicada na Folha de São Paulo, e veja o que ele escolheu fazer com a sua liberdade.

Conheça o projeto no blog Ler é 10.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sexta-feira, agosto 20, 2010

Observatório de Favelas completa hoje 9 anos




Por Alê Barreto*


Morar numa favela, trabalhar numa favela, conhecer a realidade de uma favela, é uma vivência prática transformadora. Trouxe muitos aprendizados e oportunidades para minha carreira de produtor cultural independente e para minha vida. Uma grande oportunidade foi conhecer o Observatório de Favelas, um grupo organizado de pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares que há nove anos produz conhecimentos e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos.

Estas pessoas trabalham pela afirmação de uma agenda de "Direitos à Cidade", fundamentada na ressignificação das favelas e perseguem incansavelmente os seguintes objetivos:

* Formar uma ampla rede sociopedagógica para influenciar nas políticas públicas, torná-las efetivas, criar práticas horizontais de intervenção social nos espaços populares.

* Avaliar políticas públicas destinadas aos espaços populares, a partir da produção de instrumentos conceituais e metodológicos plurais.

* Elaborar conceitos e informações que rivalizem com as visões criminalizantes e homogeneizantes sobre os espaços populares.

* Formular e implantar práticas exemplares em educação, geração de trabalho e renda, moradia e regularização fundiária urbana, cultura, comunicação e segurança cidadã.

* Constituir referências inovadoras de produção do conhecimento, na nossa rede social e política, para viabilizar propostas de Direito à Cidade.

Quando você pensar em fazer algum projeto cultural em espaços populares, estude os conteúdos produzidos por estas pessoas imprescindíveis.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, março 23, 2010

Conheças as ideias de Guti Fraga sobre "arte, transformação e possibilidades"


Guti Fraga durante palestra no TEDxSP 2009


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Você alguma vez já sentiu vontade de mudar radicalmente o seu caminho em busca do sonho de viver a arte? O jornalista, ator e diretor artístico Guti Fraga sentiu esta vontade e mudou.

Seguir esta vontade levou ele a idealizar e fundar um dos principais grupos artísticos do Brasil, o Nós do Morro, na favela do Vidigal, no Rio de Janeiro.


Vídeo institucional da Petrobras, patrocinadora do Nós do Morro desde 2001


Este trabalho todos os dias mostra que a arte pode ultrapassar barreiras.


Depoimento de atores do Morro do Vidigal no programa Conexões Urbanas


Em 2009, Guti Fraga recebeu o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, a maior honraria concedida a um cidadão do Rio de Janeiro, pelo trabalho desenvolvido a frente do Grupo Nós do Morro.


Homenagem realizada na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro


Conheça suas ideias através do video da palestra realizada durante o TEDx São Paulo:




Nunca é tarde para começar a trabalhar com produção cultural. Comece a fazer.

quarta-feira, março 11, 2009

Conheça o Observatório de Favelas

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Por Alê Barreto

Em agosto de 2008, publiquei o artigo "A representação das favelas no imaginário social e a atualização do mito da marginalidade", de Fernando Lannes Fernandes, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFRJ, publicado originalmente no site do Observatório de Favelas.

Agora, no mês de março, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Observatório de Favelas, uma organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos.

Então, trago agora a dica para que os produtores culturais independentes conheçam o trabalho desta instituição, que busca afirmar uma agenda de Direitos à Cidade, fundamentada na ressignificação das favelas, também no âmbito das políticas públicas.



Fábio Caffé/Imagens do Povo

O Observatório de Favelas (OF) têm um site muito interessante. Você encontra nele links para sua trajetória e vertentes de trabalho, projetos e ações e acervo.

Acredito que o Observatório de Favelas é uma importante referência para quem busca informações para formatar projetos que utilizem a cultura como recurso para inclusão social.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Lançamento do livro "A Cultura é Nossa Arma": Afroreggae nas Favelas do Rio



Um livro que trata de pessoas que enfrentam a dura realidade das favelas e trabalham para tentar modificá-la para melhor. Damian e Patrick são dois ingleses que acompanharam as ações do grupo AfroReggae e viram a importância dos resultados obtidos nas comunidades carentes.

sábado, julho 05, 2008

Vagas para curso de produtor cultural comunitário em Porto Alegre




Estão abertas as vagas para o primeiro grupo do curso Produtor Cultural na Comunidade, para jovens da cidade de Porto alegre e grande POA. São 20 vagas para jovens de 16 a 26 anos, estudantes ou não, trabalhadores formais ou não, de comunidades periféricas, que estejam participando de um grupo organizado ou que desenvolvam algum atividade cultural nas áreas de dança, música, artes plásticas ou conhecimento. As vagas deverão ser preenchidas com pelo menos 30% de mulheres.

A proposta objetiva formar e capacitar jovens para atuarem na cadeia produtiva da cultura como produtores, agentes e ou ativistas culturais, colocando como premissa da ação o bem coletivo.

O Instituto Tri, que promove o curso, tem atuado com formação de platéias, divulgação e promoção de artistas , apoiando, planejando e acompanhando suas carreiras. Também vem observando que jovens cada vez mais investem na cultura como relação de trabalho e o objeto de trabalho via projetos de oficinas, encontros, festivais, coletâneas de música, organização de bibliotecas, campeonatos.
A produção cultural e artística tem sido um caminho para um emprego.

Nas edições do encontro Trocando Idéia, vimos que as capacidades foram se apresentando, jovens a cada ano solicitavam um degrau mais acima nas atividades de formação. Nosso papel será de formação nesta área e podemos exercer um papel importante ao investir na formação de agentes que implementem uma política cultural articulada”, dizem os realizadores.

O início do curso propriamente dito está marcado para o dia 13 de julho, domingo. Sua duração será de três meses, com carga horária de 76 horas. Os encontros serão semanais. Passagens dentro de Porto Alegre e o material necessário para a participação serão subsidiados.

Até dia 10/07 estaremos recebendo inscrições para uma primeira reunião do grupo, onde os interessados apresentarão seu histórico de atividades. Interessados enviar para mail institutotri@riseup.net sua intenção de participação .

Saiba mais sobre o Instituto Tri

segunda-feira, junho 23, 2008

AfroReggae comemora 15 anos na 9ª Edição do Prêmio Orilaxé



Artigo de Marcos Luca Valentim publicado no site do AfroReggae em 20/06/2008.

Evento, em parceria com a Unesco, também celebrará os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e terá, além dos premiados, homenagem especial a 15 pessoas que colaboraram com o Grupo Cultural ao longo de sua trajetória.

O prêmio Orilaxé, do Grupo Cultural AfroReggae (GCAR), já se sedimentou como um dos mais importantes do país. A 9ª edição, no entanto, será especial: marcará os 15 anos da instituição. Para celebrar a data, pela primeira vez, o prêmio será no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, numa festa para 2,5 mil pessoas, de todas as cores, classes, credos e opções sexuais. O evento, em parceria com a Unesco, terá como tema os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e irá comemorar as diferenças.

Apresentado pela cantora Fernanda Abreu e pelo rapper Marcello Silva, o Orilaxé deste ano, além das 15 categorias, fará, também, uma homenagem especial a 15 parceiros de longa data e que colaboraram para as conquistas do AfroReggae. São eles: os governadores de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, Aécio Neves e Sergio Cabral; a atriz Regina Casé; o apresentador Luciano Huck; o Vice Presidente de responsabilidade Social do Grupo ABC, Luís Roberto Pires Ferreira.; o diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Erlanger; a gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa; o Co-Presidente do Conselho de Administração da Natura, Guilherme Leal; o vice-presidente de marketing do Banco Real, Fernando Martins; Denise Dora da Fundação Ford; o dono da Furacão 2000, Romulo Costa; a coordenadora do CESeC/UCAM, Silvia Ramos, o Pastor Marcos; o antropólogo Hermano Vianna, e o diretor regional do SESC SP, Danilo Santos de Miranda.

Com direção e cenografia de Gringo Cardia, o evento contará com shows da banda AfroReggae, que dividirá o palco com Zeca Pagodinho, Olodum, o Rappin Hood e Leandro Sapucahy. Entre as músicas do repertório está a clássica “Imagine” de John Lennon, que será tocada pelo AfroReggae junto com um grupo de Hare Krishna e a Banda 190, da Polícia Militar.

Os prêmios, que também foram criados por Gringo, terão estampadas as caras de crianças das comunidades onde o AfoReggae atua (Vigário Geral, Parada de Lucas, Complexo do Alemão e Cantagalo), e, serão entregues por pessoas que têm histórias ligadas à luta pelos Direitos Humanos. Fernando Gabeira; MV Bill; o presidente do Grupo Conexão G, de militância gay, Gilmar dos Santos; Dona Conceição, fundadora da AMAR, que luta pelos direitos dos detentos da FEBEM; Luiz Mendes, que elaborou um guia para a reintegração social de ex-presidiários; Rejane Pereira, que criou o Grupo de Mulheres Cidadania Feminina, que promove apitaços em Recife a fim de coibir a violência doméstica; o colombiano Hugo Acero, que foi um dos principais expoentes para a redução da criminalidade naquele país, entre outros, serão alguns dos entregadores.

Os premiados são: os músicos Rappin Hood, Roberta Sá e Siba e a Fuloresta (PE), que levarão para casa, respectivamente, os Orilaxés de melhor cantor, cantora e grupo musical. Na categoria jornalismo, a vencedora é Amélia Gonzalez, editora do caderno Razão Social, do jornal O Globo. Berg Silva, também do O Globo, foi escolhido como o melhor fotógrafo.

De São Paulo, veio a inovação em veículo de comunicação e o prêmio vai para o Canal Moto Boy, um projeto de comunicação audiovisual celular realizado por profissionais motociclistas, que mostram várias facetas da capital paulista.

A bailarina Mercedes Batista, que foi a primeira negra a integrar o Corpo de Baile do Theatro Municipal e inventora do balé afro no país, levará para casa o Orilaxé na categoria Tradição Afro-Brasileira. Edson Cardoso (DF) será agraciado por produção de conhecimento, enquanto o prêmio de responsabilidade social irá para Olinta Cardoso (RJ) diretora de Comunicação Institucional da Vale e membro do Conselho da Fundação Vale. Mestre Felipe, do Maranhão, que é hoje o mestre vivo de maior expressão do tambor de crioula, levará o prêmio de cultura popular.

Na categoria empreendedorismo social o prêmio vai para Francisco Alemberh de Souza Lima, criador da Fundação Casa Grande-Memorial do Homem Kariri, no Ceará. É também daquele estado que vem o prêmio de projeto social, para o Banco Palmas.

O projeto Cultura Viva, do Ministério da Cultura, ganhará a categoria inovação social. Também de Brasília, o novo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, receberá o prêmio de políticas públicas, por toda sua trajetória. O advogado João Tancredo, que dedicou sua vida aos Direitos Humanos levará a premiação desta categoria.

O prêmio, criado pelo AfroReggae em 2000, no dialeto iorubá quer dizer “a cabeça que tem o poder de transformação” e busca mostrar como estes exemplos servem de inspiração para melhorar a realidade.

Conheça o AfroReggae

quinta-feira, junho 12, 2008

Novo espetáculo do Grupo Nós do Morro homenageia Machado de Assis em 2008



O Nós do Morro estréia a sua mais nova produção, a peça MACHADO A 3 x 4, no próximo dia 12 de junho. O espetáculo ficará em temporada no Teatro Ipanema, de 13 de junho a 13 de julho, quintas e sextas às 21h, sábados às 21h30min e domingos às 20h30min.

Para Guti, fundador do grupo e diretor do espetáculo, a montagem de MACHADO A 3 X 4 é uma forma de lembrar a passagem, em 2008, do centenário de morte de Machado de Assis, e também, dos 12 anos da apresentação, em 1996, de Machadiando – Três Histórias de Machado que Assis, espetáculo que marcou uma nova fase na história do grupo e que inaugurou o Teatro do Vidigal



Simão Bacamarte (Babu Santana) e Dona Evarista (Flávia Coutinho)
Foto: Arthur Sherman


A proposta de encenação aprofunda a pesquisa cênica do Grupo, utilizando a música como elemento essencial na construção da linguagem teatral.

A adaptação de O Alienista instigou os diretores a trabalharem com os atores a ironia e o humor do texto através da experimentação de situações limítrofes: liberdade/prisão, corpos nus/corpos vestidos, loucura/razão. Isso resultou na proposta cênica de trazer ao palco almas que se escondem e nus que se revelam no foco da moldura e na descoberta de suas máscaras.

No espetáculo "Machado a 3x4", música, movimento, figurino, cenário, luz e personagens revelam emoções que circulam na alma e engendram a efêmera e ilusória harmonia humana.

Veja o programa.


SERVIÇO

Temporada: de 13 de junho a 13 de julho, qui e sex, 21h; sab, 21h30; dom, 20h30.
Local: Teatro Ipanema - Rua Prudente de Morais, 824 A - Ipanema - Rio de Janeiro
Classificação Indicativa: 16 anos
Informações: 21-2523-9794

Conheça o grupo Nós do Morro